quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Oficina de Instrumentos Pré-Históricos



Descrição
Curso de arqueologia experimental baseado na construção de tambores pré-históricos sobre o modelo das cerâmicas sem fundo calcolíticas (3200-2100) encontradas na Europa. No último dia é realizada uma sessão musical com o recurso aos tambores construídos no decurso da oficina.


Céramiques sans fond et tambours préhistoriques: reconstitutions et interprétation

Local e data
Local: Fundação Eugénio de Almeida
Período: De 6 a 10 de Setembro de 2010


Objectivos
• Introdução à Organologia (ciência dedicada aos instrumentos musicais).
• Esclarecer os participantes sobre a utilização e concepção dos instrumentos pré-históricos.
• Levar os participantes a aplicar os conhecimentos adquiridos com a construção de tambores.
• Transmitir conhecimentos de arqueo-musicologia e consciencializar sobre a dimensão criativa, musical e metafísica (no sentido abstracto) dos seres humanos pré-históricos.
• Fomentar actividades ao ar livre e de índole ecológica.
• Promover a criatividade e expressividade artística.
Público-Alvo
• Público com idades a partir dos 14 anos.
• Direccionado especialmente para jovens e adultos que desejem aprofundar os seus conhecimentos em música, arqueologia, história, cerâmica e expressão artística.
• O curso funciona com um número mínimo de 10 participantes.


Estrutura
1. Introdução à Organologia.
2. Introdução Teórica à Arqueologia Experimental.
3. A criatividade musical dos seres humanos pré-históricos.
4. Técnicas de construção de tambores (teórica e prática).
5. Expressão Artística.
Carga horária e duração
• 41 horas (7h30 diárias x 5 dias | 3h30 no último dia).

Horários:
• 15h00/19h00 e 20h00/22h30 (de 6 a 10 de Setembro).
• 9h30/13h00 (dia por confirmar).

Formadores
François Moser
Depois dos estudos superiores na área da geologia, François Moser foi durante cerca de trinta anos conservador de um museu e responsável pela animação. Neste momento está retirado e dedica boa parte do seu tempo à reconstituição de técnicas esquecidas e à restituição de instrumentos musicais em terra, osso e madeira. Além disso, dedica-se igualmente à transmissão de conhecimentos em oficinas e eventos didácticos dirigidos à população escolar e ao público interessado nessas técnicas. É responsável pela associação Otzial que se dedica à promoção da arquologia experimental e é também membro da APEMUTAM (associação para o estudo da música e das técnicas na arte medieval).
www.francois-moser.instrumentsmedievaux.org


Patrícia Bastos
Patrícia Lopes Bastos, Doutora em Música pela Universidade de Aveiro, tem realizado concertos e conferências em Portugal e no estrangeiro, como pianista e organologista, e é autora de obras publicadas. Os seus principais interesses recaem sobre a música portuguesa para tecla do século XVIII em diante (obras, compositores e intérpretes), sobre a evolução histórica dos instrumentos de tecla (construção, utilização e influência) e sobre todas as áreas relacionadas com Organologia, nomeadamente arqueologia experimental. Preparou o Guia de Catalogação e Descrição Analítica de Instrumentos Musicais como base de apoio para o projecto que organiza de uma Base de Dados de Instrumentos Musicais existentes em Portugal (através da Associação Nacional de Instrumentos Musicais – Animusic – da qual é Presidente), ao mesmo tempo que desenvolve um projecto de pós-doutoramento em Organologia e Museologia apoiada pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia. Pertence, como investigadora, à Unidade de Investigação em Música e Musicologia (UniMeM) da Universidade de Évora.


Eduardo Lopes
Eduardo Lopes efectuou estudos de bateria jazz e percussão clássica no Conservatório de Roterdão (Holanda). Licenciou-se com a mais alta distinção (Suma Cum Laude) em Instrumento e Composição na Berklee College of Music (EUA). É Doutorado em Teoria da Música pela Universidade de Southampton (Reino Unido). Durante a sua carreira académica e artística tem recebido inúmeros prémios e bolsas de estudo de instituições portuguesas e estrangeiras. Para além de manter uma actividade significativa como músico de estúdio, é frequentemente requisitado para leccionar classes de aperfeiçoamento nas mais variadas instituições culturais do País. A nível científico tem trabalho de investigação em parceria com o INESC-ID/Instituto Superior Técnico na área da Música e Computadores. Tem como principais áreas de investigação os Estudos Performativos (Instrumento), Música do Século XX, Teoria da Música e Rítmica e Métrica Musical.

Organização
SHE / Animusic (organização pedagógica)

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