terça-feira, 30 de novembro de 2010

Évora Perdida no Tempo - Nave central da Sé de Évora

Autor Inácio Caldeira
Data Fotografia 1920 ? -
Legenda Nave central da Sé de Évora
Cota CME0355 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Teatro nas Ruínas da Ermida de S.Bartolomeu

Antígona em Nova Iorque 
de Janusz Glowacki

Em cena até 11 de Dezembro
lotação limitada a 44 lugares
de 4ª a Sábado às 21h30
M/16

público em geral - €8
-26 - €5
+65 - gratuito

Info e reservas: abruxateatro@gmail.com | 266 747 047 
Local: ruína da Ermida de S. Bartolomeu (Largo da Porta de Avis, Évora)
Peça contextualizada no 'Ano Europeu de Luta contra a Pobreza e Exclusão Social' 
Sinopse: Partindo da obra de Sófocles, Glowaki recria 'Antígona' aqui e agora. Três sem-abrigo vivem ao relento. Um companheiro morto de frio é ‘atirado’ para Potter’s Field, local de corpos amontoados e sem nome. Anita, uma porto-riquenha sem-abrigo, desafiando autoridade e Lei, tudo faz para resgatar o corpo abandonado e providenciar-lhe uma sepultura digna. Um texto intenso e cheio de humor, cativante de humanidade e esperança mas onde a comédia dá lugar à tragédia.
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“É certo que há uma quantidade surpreendente de humor nas palhaçadas dos três sem-abrigo que vivem num parque da cidade de Nova York, mas a sua situação é, em última instância, inevitavelmente, trágica.” (Amy Reiter, Back Stage).
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De Janusz Glowacki | Tradução de António Henrique Conde |Cenário e Figurinos de Miguel Mocho | Desenho de Luz de Carlos Arroja Direcção Técnica de Henrique MartinsEncenação e Direcção de Actores de Figueira Cid | Produção d'a bruxa Teatro.
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Interpretação de António Abernú, Figueira Cid, Lúcilia Raimundo e Pedro Estima.
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Agradecimentos a Caritas Diocesana de ÉvoraDepartamento de Artes Cénicas da U.E.Comando de Instrução e Doutrina do ExércitoAss. Colecção B/Escrita na PaisagemAss. Pédexumbo 

(Ruínas da Ermida de S. Bartolomeu | Foto por Joaquim Carrapato)

Concurso ÁRVORES DE NATAL RECICLADAS De 20 de Dezembro - 06 de Janeiro 2011



Concurso ÁRVORES DE NATAL RECICLADAS
De 20 de Dezembro - 06 de Janeiro 2011

FICHA DE INSCRIÇÃONORMAS DE PARTICIPAÇÃO

domingo, 28 de novembro de 2010

Gestor Comercial - Canal Horeca (M/F) - Évora

A Talenter™ promove o talento dos seus colaboradores de acordo com a natureza específica de cada área, proporcionando diferenciadas oportunidades de emprego e soluções na gestão e valorização das Pessoas.

Estamos actualmente em processo de recrutamento de Gestor comercial para empresa cliente situada na Zona de Mourão, Portel, Viana do Alentejo, Reguengos de Monsaraz, Évora, Redondo, Montemor-o-Novo, Vendas Novas, Arraiolos, Mora, Estremoz, Borba, Vila Viçosa, Alandroal.

Descrição da Função:
- Venda directa no canal HORECA (Padarias, cafés, minimercados, restaurantes, entre outros);
- Dinamização da actividade comercial através de acções de prospecção de mercado;
- Angariação de novos clientes e gestão de uma carteira de clientes.

Requisitos:
- Experiência profissional anterior comprovada em funções similares (eliminatório);
- Orientação para cumprimento de objectivos;
- Boa apresentação;
- Dinamismo e Proactividade;
- Orientação para o cliente;
- Excelentes capacidades de comunicação e relacionamento interpessoal;
- Carta de condução;
- Disponibilidade total e imediata.

Condições:
- Remuneração base (Remuneração variável atractiva, em função dos objectivos alcançados);
- Formação especializada com acompanhamento individual;
- Integração numa equipa jovem e dinâmica:
- Fortes perspectivas de carreira.

Junte-se a nós e desperte o seu talento!

Caso reúna os requisitos exigidos, envie-nos o seu Curriculum Vitae, com indicação do NIF, para o seguinte endereço electrónico lígia.ventura@talenter.com mencionando no assunto da mensagem “Gestor Comercial - Canal Horeca – Évora” e a Zona a que se candidata ou contacte-nos através do 91 369 3116.

Siga-nos em www.facebook.com/talenter!

sábado, 27 de novembro de 2010

Sé de Évora

Autor José A. P. Costa

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Cinema em Évora de 25 de Novembro a 1 de Dezembro - 18h00 e 21h30

CÃES E GATOS: A VINGANÇA DE KITTY GALORE
De 25 de Novembro a 1 de Dezembro - 18h00 e 21h30
De: Brat Peyton
Género: Comédia
Classificação: M/6
EUA, 2010, cores, 82 min.

Kitty Galore, uma ex agente da organização MEOWS, ficou louca e está a pensar num plano diabólico para, não só destruir os rivais caninos, como dominar todo o Mundo. Deparando-se com esta terrivel ameaça, cães e gatos são obrigados a trabalhar em conjunto pela primeira vez na história.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

24 Anos de Évora como Património da Humanidade



ACRÓPOLE XXI é o projecto com o qual o Município de Évora quer encarar os desafios deste século para a revitalização do Centro Histórico da cidade, que é o maior do país classificado como Património da Humanidade. Esta missão é conduzida pela Évora Viva SRU – Sociedade de Reabilitação Urbana E.E.M., com base numa rede de projectos estruturantes e integradores, que envolve mais 11 entidades.O programa de acção do projecto ACRÓPOLE XXI contempla a renovação e reordenamento do espaço público desta zona nobre da cidade, intervindo ao nível das acessibilidades e infraestruturas e dos espaços verdes, prevendo a criação de um novo centro de arte e cultura no Palácio da Inquisição e Casas Pintadas e a abertura de um centro interactivo de arqueologia, e a reabilitação de alguns imóveis. Os investimentos em causa ultrapassam os 11 milhões de euros, sendo apoiados pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), por via do Programa Operacional da Região do Alentejo, ao abrigo da “Política de Cidades – Parcerias para a Regeneração Urbana”, com um contrato de financiamento que prevê execução até 2013.
No próximo dia 25 de Novembro, quinta-feira, comemora-se o 24.º aniversário da classificação de Évora Património Mundial e a Câmara Municipal de Évora organizou um programa que pretende assinalar esta data importante para a cidade, através das seguintes actividades: às 17:30, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, tem lugar a assinatura do protocolo de cedência de colunas de granito para exposição pública entre a Câmara Municipal de Évora e o Grupo Pró-Évora; às 18:00 procede-se à apresentação do “Guia Itinerário Cultural dos Almorávidas e Almóadas – do Estreito ao Ocidente do al-Andaluz”, também no Salão Nobre dos Paços do Concelho; e às 21:30 realiza-se o espectáculo de marionetas “Fotógrafos, Títeres e Outros Sonhadores… Évora e a História da Fotografia”, no Arquivo Fotográfico Municipal, na Rua Diogo Cão, n.º 19.

Música no Festival Três Culturas

Uma iniciativa que nasce do projecto Oralidades, do qual faz parte uma rede de cidades europeias de Portugal, Espanha, Itália, Malta e Bulgária.

A Câmara Municipal de Évora apresenta de 25 a 28 de Novembro o Festival das Três Culturas, um festival preenchido com espectáculos de Música Antiga, da Renascença e do Barroco de vários países, uma iniciativa que nasce do projecto Oralidades, do qual faz parte uma rede de cidades europeias de Portugal, Espanha, Itália, Malta e Bulgária.
No dia 25 de Novembro, na Igreja de S. Vicente, pelas 18 horas, têm lugar os primeiros espectáculos do Festival, com a actuação dos Carmin’Antiqua de Idanha-a-Nova e a seguir o Quarteto de Guitarras de Évora.
Dia 26 de Novembro, actua o Grupo “Jackson`s Zaqq u Tanbur Folk” de Birgu (Malta) e o Grupo “Hadzhi Dimitar” de Sliven (Bulgária), a partir das 18 horas, na Igreja de S. Vicente.
Dia 27 de Novembro, pelas 17 horas, actua o Duo Coral Elena Sartori e Giovanna Casanova de Ravenna (Itália), na Igreja de S. Vicente, e pelas 21:30 o Grupo Ars Anterga de Ourense (Espanha), na Igreja do Convento dos Remédios.
A terminar, dia 28 de Novembro, pelas 18 horas, o Ensemble Pax Antiqua de Mértola encerra as actuações do festival na Igreja de S. Vicente, a partir das 18 horas.
No âmbito do Projecto Oralidades decorreu de 11 a 13 de Novembro em Ourense, na Galiza, a Conferência Internacional da Tradição Oral que reuniu um painel de oradores especialistas/investigadores na área da tradição oral, provenientes de todas as cidades da rede do Projecto Oralidades. Em representação de Évora, a autarquia convidou o Prof. José Rodrigues dos Santos, da Universidade de Évora que integra o projecto “Dinâmicas do Cante Alentejano”, CIDEHUS – Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades.
Através do Centro de Recursos de Tradição Oral foi inaugurada no mês passado a exposição “Michel Giacometti, 80 anos, 80 imagens”, no Convento dos Remédios, que consiste em mais uma iniciativa integrada no projecto Oralidades. A exposição, que tem tido uma afluência considerável de visitantes, foi cedida pelo Museu da Música Portuguesa - Casa Verdades de Faria, da Câmara Municipal de Cascais, e assinala a efeméride dos oitenta anos do nascimento de Michel Giacometti, através de uma selecção de 80 imagens que fazem parte da colecção fotográfica de Giacometti, etnomusicólogo que desenvolveu um trabalho de investigação, recolha e estudo da música tradicional em Portugal.

Évora Perdida no Tempo - Senhor dos Passos na Ig. de Santo Antão

Autor Inácio Caldeira
Data Fotografia 1920 ? -
Legenda Senhor dos Passos na Ig. de Santo Antão
Cota CME0363 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

O caso do Chico Engeitado - Prémio SNI de Teatro Amador (1959)

No primeiro dia de Outubro de 1959 Évora foi surpreendida com a notícia de que o Grupo Cénico da velha Sociedade Dramática e Recreativa Eborense (Antiga Mocidade) havia ganho o Concurso de Arte Dramática Popular, organizado pelo SNI (Secretariado Nacional de Informação), órgão de propaganda do regime salazarista. A estranheza pela escolha prendia-se quer com o facto de a sociedade não ser conotada, nem de perto, nem de longe, com o Estado Novo, quer com a temática da obra apresentada ser pouco cara às gentes abastadas e dominantes da região, apoiantes da situação. Da autoria de um modesto funcionário público, Alexandre Rosado de seu nome, a peça, inscrita na classe B (comédia e farsa), tinha como título “O Caso do Chico Engeitado” (sic) e contava de forma viva e animada o quotidiano de uma pequena aldeia alentejana em que um dos personagens sofria do referido estigma social.

Ajudará a compreender melhor a situação se a situarmos no seu devido contexto. Ora bem, o SNI tinha sido criado em 1944, para substituir a SPN (Sociedade de Propaganda Nacional), lançada em 1933 como órgão público responsável pela propaganda política, informação pública e comunicação social. Fora o intelectual de direita, simpatizante do fascismo e dos regimes autoritários, para além de jornalista brilhante, António Ferro, quem sugerira a Oliveira Salazar a existência de um organismo encarregado de propagandear os feitos do regime.

A derrota, já então previsível, dos fascismos europeus levou o governo português a proceder a uma reorganização quase imediata do recém - criado SNI, que viu a sua área de acção ser alargada com a integração do turismo e da Inspecção dos Espectáculos nos seus serviços e, ao mesmo tempo, ser-lhe cometida a tarefa de aproximação cultural à sociedade, ou, por outras palavras, de definir a actividade cultural das entidades particulares de fins recreativos. O contacto far-se-ia através da Federação Portuguesa das Colectividade de Cultura de Recreio (FPCCR), fundada em 1925, pouco antes do golpe do 28 de Maio, que levaria à Ditadura Militar. Uma das primeiras iniciativas governamentais de natureza cultural foi a organização de um concurso de Arte Dramática para as sociedades federadas dos distritos de Lisboa e de Setúbal. O propósito era o de estimular a renovação do teatro amador, contribuindo para o desabrochar de novos talentos, e deixar ficar patente a ideia do quanto a chamada arte de palco era importante para a educação do povo. Todavia, a FPCCR falhou na sua missão de concitar a adesão associativa ao projecto.

Daí que, em 1949, António Ferro, já perto do seu adeus ao SNI, decida reformular a política cultural e recreativa e elaborar um novo plano de acção que despertasse verdadeiramente as sociedades para uma
colaboração mais activa com os ditos interesses nacionais, propondo «a partilha simbólica de uma identidade comum». A criação do estatuto de utilidade pública, com todo um imenso cortejo de benefícios fiscais e alguns incentivos financeiros, foi um dos instrumentos postos em prática no âmbito da tentativa de consecução dos objectivos propostos. No concernente ao teatro o SNI decidiu estender o Concurso de Arte Dramática a todas as colectividades do género no país, dividindo o certame em duas categorias: a A, aberta ao género dramático e à tragédia; e a B, relativa à comédia e à farsa. As peças a concurso seriam apresentadas em Lisboa, a fim de se proceder à escolha das que participariam na fase final, a realizar no emblemático Teatro da Trindade. Mas logo na 2ª edição, em 1951, o Concurso esteve à beira da extinção, dado que o SNI, numa atitude de reforço à fiscalização da censura, decidiu proibir a apresentação de algumas peças, o que levou ao adiamento do certame para o ano seguinte. Também a Dramática Eborense se veio a queixar de cortes nos textos, o que lhes retirava o sabor da originalidade, obrigando por vezes à substituição por outros, dada a impossibilidade da sua reformulação.

A vigilância cerrada do regime salazarista às sociedades culturais e recreativas adensou-se nos anos seguintes, culminando em 1957 com o encerramento de três delas. No rol foi incluída a Sociedade Fraternidade Simão da Veiga, com sede em Lavre, distrito de Évora, tendo os seus bens transitado para a respectiva Casa do Povo. Apesar de tudo, a Antiga Mocidade nunca deixou de se apresentar a concurso, ainda que com peças aparentemente pouco ambiciosas e de autores menos conhecidos. Em 1959 resolveu a sua direcção apostar num texto ligeiro, intitulado “O Caso do Chico Engeitado”, da autoria do entusiasta e estudioso local pelo teatro Alexandre Rosado. A este simples amanuense do Registo Civil, já com 71 anos, coube também a encenação. O certo é que a peça provocou surpresa em Lisboa e foi seleccionada para a fase final, a decorrer entre 20 e 30 de Setembro. As rasgadas loas dos críticos teatrais lisboetas deixaram desde logo antever um bom resultado. No “Diário de Lisboa”, onde moravam os melhores analistas do sector, escrevia-se a 24 : «Com “O Caso do Chico Enjeitado” (escrito aqui correctamente), de Alexandre Rosado, o teatro português criou o correspondente nacional da “Our Town” de Thornton Wilder ». (N. do red.: esta peça do referido dramaturgo norte-americano, que ganhou o Prémio Pullitzer do Drama em 1938, retratava o carácter dos cidadãos de uma comunidade do séc. XX através das suas vidas diárias.) (...) «Utilizando processos por vezes similares, com o pequeno senão do gosto malabarístico, de brincar com as coisas do teatro e não condensar a peça para esta encontrar a sua justa medida, Alexandre Rosado não soube apenas inventar um dos casos mais sérios do nosso teatro, soube ainda reunir o eficiente escol de amadores que constitui o Grupo Cénico da Dramática Eborense».

Ao contrário do habitual, a decisão foi extremamente rápida. Um dia após o encerramento do concurso, a Emissora Nacional e os vespertinos da capital anunciavam a vitória do grupo de Évora na classe B com “O Caso do Chico Enjeitado” (localmente continuava a prevalecer a grafia com g), a que correspondia o prémio Joaquim de Almeida, no valor de 10.000$00, enquanto Alexandre Rosado arrebatava o prémio de encenação Carlos Santos, que era valorado em 5.000$00. Os intérpretes Luíza Moleiro, Jorge Pimentão e José Madeira da Rocha recebiam menções honrosas. Ao espanto na cidade pela obtenção do galardão máximo sucedeu-se a indiferença das gentes oficiais. Coube à imprensa local, com destaque para o “Jornal de Évora”, reagir contra tal «falta de interesse » e pressioná-las no sentido de patrocinarem a realização de uma festa de homenagem ao grupo e à colectividade.

A vontade escassa e a realização próxima  das festividades do IV Centenário da Universidade de Évora serviram de pretexto a dois adiamentos da consagração citadina. Finalmente, a 5 de Novembro, no Teatro Garcia de Rezende, perante uma «assistência escolhida», como salientou o diário “Democracia do Sul”, teve lugar uma sessão solene alusiva ao acontecimento. Falaram o Governador Civil, José Félix de Mira, o presidente da Câmara, João Luís Vieira da Silva, o prelado doméstico José Filipe Mendeiros e o comandante da PSP local. Elogios de circunstância, promessas poucas e vagas de auxílio e pouco mais.

Feita a festa, fez-se o possível e conseguiu-se que a façanha dos amadores da Dramática caísse no esquecimento. Dos enjeitados (rejeitados pelos pais) se pretendia que não rezasse a história. Meio século depois a «Évora Mosaico» decidiu recuperá-la, para que ela permaneça na memória citadina.

Fonte: Évora Mosaico

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Évora Perdida no Tempo - Pátio do Salema

Autor Inácio Caldeira
Data Fotografia 1915 ant. -
Legenda Pátio do Salema
Cota GPE0069 - Propriedade Grupo Pró-Évora

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

COMEMORAÇÃO DO DIA INTERNACIONAL DOS VOLUNTÁRIOS - 29 Novembro a 5 Dezembro

A Fundação Eugénio de Almeida irá associar-se à Comemoração do Dia Internacional dos Voluntários, valorizando a participação comprometida de pessoas voluntárias na transformação da realidade social.

Conferência: O Voluntariado na primeira pessoa
Fórum Eugénio de Almeida | 2 de Dezembro | 14h30 às 17h30

Conferencista: D. Carlos Azevedo, Bispo Auxiliar de Lisboa, Presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social, Doutorado em História da Igreja pela Universidade Gregoriana, é Professor da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa onde foi também Vice-Reitor. (a confirmar)

Destinatários: Público em geral; dirigentes e técnicos que desenvolvem projectos e programas na área do voluntariado.

Historial da Graça do Divor


Nossa Senhora da Graça do Divor é uma freguesia do concelho de Évora que ocupa uma área de 83,79 Km2, nas belas planícies alentejanas. Esta extensa freguesia dista do concelho 12 Km e é constituída por um núcleo mais antigo e um mais recente, designado por Casas Novas. Tem como zonas limítrofes as freguesias de Nossa Senhora da Guadalupe, Santo Antão, Bacelo e Canaviais, e os concelhos de Montemor-o-Novo e Arraiolos. A sua situação geográfica é caracterizada por ser plana, apesar de ter algumas elevações muito pequenas. Designadas, também, por “cabeços”, destacam-se as seguintes elevações: Milhanos, Falcões, Oliveira, Godel e Serra Morena, sendo a maior com 409 metros.
Desde 1911, Graça do Divor teve anexadas as freguesias de S. Sebastião da Giesteira, Nossa senhora da Boa Fé, São Brás do Regedouro, S. Matias e Nossa Senhora da Tourega. Em 1926, todas estas freguesias foram desmembradas de Nossa Senhora da Graça do Divor, com excepção de S. Matias, que só em 1985 é que integrou na freguesia de Nossa Senhora da Guadalupe.

O estudo da origem e do progresso de Graça do Divor, apontam-na para uma das zonas mais remotamente habitadas do Alentejo. Como tal, a História remete a sua existência humana para a época da Pré-História, na era do Neólitico. Decorreram investigações, na freguesia, em que se descobriram vestígios de actividade neolítica pela presença de fragmentos em cerâmica e utensílios de pedra lascada e polida. Não foram encontrados vestígios de casas, pois o material deveria ser fraco. A fixação das civilizações, neste território, deve-se às boas condições territoriais, quer a nível da habitação, quer a nível do solo. As terras arenosas permitiam que, durante as épocas chuvosas, não houvesse alagamentos, e dos solos poderiam extrair, entre outros produtos, a madeira e os frutos secos. O tipo de rocha que por lá existia, facilmente extraída, permitia o fabrico de utensílios muito utilizados no neolítico, como os machados e os enxós. A caça era um meio de sobrevivência destes povos, e esta zona oferecia-lhes boas condições para tal. Para além destes factores, Graça do Divor possui abundância e qualidade de recursos hídricos devido à confluência das bacias hidrográficas dos rios Tejo, Sado e Guadiana. As épocas do Calcolítico e da Idade do Bronze não foram tão sentidas, havendo poucos vestígios em comparação com o Neolítico. Registam-se marcas dos povos metalúrgicos, sendo as primeiras fortificações como instrumento de apropriação estratégica do espaço. Sucede-se a Romanização da freguesia que, tal como os anteriores povos, aproveita as excelentes condições da terra, de acordo com os seus padrões de exploração latifundiária. Edificam-se as “villae”, e, de todo o concelho de Évora e talvez do país, torna-se a freguesia mais romanizada. Salienta-se, também, a importância estratégica, pois a nível administrativo, a freguesia encontrava-se perto de Évora.
Não existe uma data concreta da sua origem, mas Graça do Divor já existia no século XVI. A origem do nome da freguesia deve-se ao facto dos romanos chamarem a esta zona “campo divorum” ou “Campos Elísios”, isto é, Lugar dos Deuses.
A quantidade e a qualidade dos cursos de água e nascentes de Nossa Senhora da Graça do Divor são de extrema importância. Marcam uma grande estratégica secular face aos abastecimento de água, que existe até à actualidade. O Aqueduto da Água de Prata foi construído, no século XVI, a mando de D. João III, para abastecer e regular a água, evitando a seca. As ribeiras mais importantes são: Divor, Depósito, Penedo, Capelos, Pouca-Lã, Curral do Sabugo, Azinheira, Vale-de-Maria, Bico-do-Anel e Casbarra.
Recentemente, o acontecimento mais marcante, nesta freguesia, foi a Reforma Agrária, levando à ocupação e prosperidade das terras, pelas cooperativas. Esta situação contribuiu para o aumento da taxa de emprego.

HERÁLDICA
- O símbolos heráldicos para a Freguesia de Nossa Senhora da Graça do Divor, tiveram parecer da Comissão de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses a 23 de Setembro de 1998.
- Foram aprovados sob proposta da Junta de Freguesia pela Assembleia de Freguesia em 13 de Novembro de 1998.Foram publicados no Diário da República nº 289/98 de 16 de Dezembro de 1998 da III série.
- Foram registados na Direcção Geral das Autarquias Locais sobre o nº 02/99 de 6 de Janeiro de 1999.
 BRASÃO
Escudo azul, torre de prata com uma janela manuelina, aberta e lavrada do campo; em chefe, flor de lís de ouro; em campanha, um feixe de espigas de trigo e um ramo de oliveira, tudo de ouro, com os pés passados em aspas e atados de vermelho. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: «NOSSA SENHORA DA GRAÇA DO DIVOR».
Memória descritiva e justificativa dos símbolos heráldicos
- Os ramos representam a produção agrícola da Freguesia.
- A torre com a janela manuelina representa o Solar manuelino da Sempre Noiva, por ser a peça arquitectónica mais notável da Freguesia.
- A flor-de-lis representa a Nossa Senhora da Graça, padroeira da Freguesia

O orago desta freguesia, como o próprio nome indica, é Nossa Senhora da Graça.


BANDEIRA
- Amarela.
- Cordão e borlas de ouro e azul.
Haste e lança de ouro

SELO BRANCO
Nos termos da Lei, com a legenda:
"JUNTA DE FREGUESIA DE NOSSA SENHORA DA GRAÇA DO DIVOR"

domingo, 21 de novembro de 2010

Precisa se de armadores de ferro para Évora

Precisa se de armadores de ferro para obra em ÉVORA (Zona Industrial)

-Procura se trabalhadores locais

-C/S transporte

-Tempo Inteiro

-NÃO facultamos Transporte para a obra




URGENTE

Contactos:


Lorenço-918 414 308

André Quaresma -914 805 606


andre.quaresma@bimarsed.pt

sábado, 20 de novembro de 2010

Vista Nocturna de Évora

Autor José Alberto Pereira

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Teatro: Histórias da Monarkia (23/11 a 30/11 no Teatro Garcia de Resende)

Com quantos pontos se conta um conto?

Cinema em Évora de 18 a 24 de Novembro de 2010 - 18h00 e 21h30

ADORO-TE À DISTÂNCIA

De 18 a 24 de Novembro - 18h00 e 21h30

De: Nanette Burstein
Com: Drew Barrymore, Justin Long, Christina Applegate
Género: Comédia Romântica
Classificacao: M/12 EUA, 2010, Cores,



Quando Erin e Garret (Drew Barrymore e Justin Long)  conhecem-se num bar em Nova Iorque, não poderiam imaginar que, o que podia ser apenas uma relação passageira, se fosse transformar tão rapidamente numa grande história de amor. Depois de seis semanas de fusão total, o regresso dela à cidade de São Francisco torna tudo quase insuportável.
Agora, depois de tudo o que viveram um com o outro, como poderão regressar à sua vida normal? Como conseguirá o amor sobreviver à distância, aos ciúmes e aos pequenos mal entendidos?

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

M. C. Escher: Matemático sem o saber




M. C. Escher: Matemático sem o saber
Fórum Eugénio de Almeida | 19 de Novembro I 18h00


Inscrição: 5,00€


Orador: Nuno Crato, Professor do Instituto Superior de Economia e Gestão.


Escher era um artista surpreendente. Não tendo formação matemática, muitas das suas obras revelam uma intuição de princípios geométricos que têm um fundamento mais complexo do que o próprio poderia supor. Escher brincou com a perspectiva linear, criou objectos impossíveis que exploram a ilusão tridimensional, analisou simetrias e a repetição de padrões, criou paradoxos visuais e redescobriu curvas famosas. Não é de espantar que os matemáticos tenham especial interesse pelos seus trabalhos. Todos, no entanto, ficam surpreendidos e intrigados pelas suas gravuras. Perceber alguns dos princípios matemáticos trabalhados pelo artista pode ajudar-nos a ter uma maior apreciação pelo seu trabalho.

Conversas na Praça "A Crise"

A Bruxa Teatro estreia hoje “Antígona em Nova Iorque”

"Antígona em Nova Iorque", com cenografia e figurinos de Miguel Mocho, estreia hoje às 21:30 na ermida de São Bartolomeu, junto às Portas d'Avis, em Évora, onde se manterá em cena até 11 de dezembro.
Trata-se de uma produção da companhia A Bruxa que pela segunda vez encena nesta ermida, desta feita com um elenco constituído por António Abernú, Figueira Cid, Lucília Raimundo, e Pedro Estima.

Cães vivos usados no curso de Medicina Veterinária são apenas os destinados ao abate - Universidade

O diretor do Hospital Veterinário da Universidade de Évora, José Tirapicos Nunes, explicou hoje que os cães vivos utilizados em aulas de anatomia são apenas aqueles que já estavam destinados ao abate no canil da cidade.
Os animais, segundo José Tirapicos Nunes, "são sempre anestesiados e depois eutanasiados, antes de acordarem da anestesia".
Também animais já abatidos são utilizados nas aulas de anatomia do curso de Medicina Veterinária, disse o responsável, garantindo que "são sempre cumpridas as regras".
A Câmara e a universidade têm em vigor um protocolo para a incineração de cadáveres, como o caso de cães vítimas de atropelamento na via pública.
O presidente da Câmara de Évora já revelou hoje à Lusa que abriu um inquérito para averiguar o funcionamento do canil municipal e apurar eventuais responsabilidades, após denúncias mútuas entre o responsável do serviço e duas veterinárias.

Évora Perdida no Tempo - Capela-mor da Sé de Évora

Autor Inácio Caldeira
Data Fotografia 1920 ? -
Legenda Capela-mor da Sé de Évora
Cota CME0354 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Megalitismo em Évora

O Lonely Planet, considerado o mais importante guia de viagens e de turismo cultural de todo o mundo e tido
como de leitura obrigatória para todos os operadores dos respectivos sectores, afirma que, este ano, Portugal será um destino incontornável para os viajantes de toda a parte. E recomenda as experiências que o turista não pode perder ao visitar o nosso país: a prova dos vários vinhos do Porto, um passeio pelas remotas povoações graníticas da Peneda-Gerês, passar por Lisboa e provar o pastel de Belém e, finalmente, ver um pôr-do-sol nos monumentos megalíticos junto a Évora.

Este alvitre vai, decerto, trazer à cidade muitos viajantes estrangeiros com o objectivo explícito de visitar estes locais onde a aventura do homem, enquanto ser social, se começou a desenhar. Será então desolador ver muitos eborenses e homens de cultura do país exibirem o seu desconhecimento em relação a esses lugares, vestígios de um tempo mítico fundador sacralizado pelos deuses, quando outros virão de tão longe para apreciar o espectáculo indizível que é contemplar o ocaso do astro-rei num cenário quase primordial. 

Neste contexto se entende que é necessário promover tão valioso património, espalhado pelas imediações da urbe e que tão esquecido tem sido na divulgação do melhor que Évora tem, fornecendo informação susceptível de suprir tão grave lacuna.

Asseveram os estudiosos do passado que as primeiras sociedades agro-pastoris, próprias do Neolítico, se sucederam aos primitivos grupos errantes de caçadores-recolectores que viviam do que a natureza lhes dava, característica da época mesolítica. A sedentarização, produto do domínio das técnicas agrícolas e da domesticação dos animais, veio criar uma nova forma de vida que implicava o trabalho em favor da comunidade. Esta profunda alteração na vivência humana ocorreu sobretudo na Europa Ocidental.

Em Portugal, os historiadores apontam para que os primeiros pastores tenham vindo dos concheiros do Tejo e Sado, locais de exploração de moluscos marinhos e terrestres, onde erguiam sazonalmente acampamentos que tinham a exacta durabilidade dos meios de subsistência procurados: água em abundância e caça com fartura. Por essas alturas era a natureza da paisagem que impunha a fixação, ainda que temporária ou eventual. Ao posterior movimento de deslocação interna, gerador do mundo rural alentejano, veio a referir-se desta forma o arqueólogo Manuel Calado: «abandonar as margens dos estuários e mudar-se de armas e bagagens para os arredores de Évora foi, certamente, uma ruptura profunda no quotidiano das populações do VI milénio a.C..

 De um dia para o outro houve (o homem) que adaptar-se a novos horizontes, novas actividades, novos valores». No Alentejo (zona de Évora, particularmente) e na Bretanha (Oeste francês), duas das áreas de maior concentração demográfica neolítica, foram pela primeira erguidos os grandes monumentos megalíticos com base nos menires, cravados no solo e por vezes de alturas insuspeitas, relacionados com o culto da fecundidade (símbolos fálicos) ou indicando marcos territoriais. Isto pressupõe já a existência de povoados próximos de afloramentos graníticos com gente em larga escala para construir, levantar e transportar monólitos de dimensão impressionante, empenhada também, por outro lado, no desbravamento de bosques e florestas. O uso de instrumentos de pedra polida, nomeadamente de machados, era-lhes, por certo, essencial. Passemos então à descoberta dos grandes megálitos do concelho.


Num cabeço localizado a 12 quilómetros a poente de Évora, situado na freguesia de Nossa Senhora de Guadalupe, encontra-se o maior monumento megalítico estruturado da Península Ibérica e um dos mais antigos da história da Humanidade. É o Cromeleque dos Almendres, constituído actualmente por 95 menires de granito (chegaram a ultrapassar centena) e começado a construir há cerca de 7.000 anos, tendo passado  3 fases antes de atingir a feição última (forma oval) em finais do terceiro milénio a.C.. Uma dezena deles está decorada, exibindo património o megalitismo eborense  relevos e gravuras de grau de visibilidade diferente. Em metade são todavia bem notórios.

Na placa interpretativa que figura junto ao parque de estacionamento, clareira cavada entre o montado de sobro e azinho ali existente e rodeada de medronhos, se informa ser desconhecida a sua função. Adianta-se todavia que os dados arqueológicos recentes têm colocado em evidência a disposição e implantação de alguns monólitos em coincidência com os movimentos elementares do Sol e da Lua, permitindo a marcação dos equinócios e solstícios, o que deixa antever a possibilidade de ter sido usado como posto de observação astronómica.

E acrescenta-se que «alguns dos elementos decorativos e a aparente esquematização dos menires, poderão constituir, à escala monumental, a primeira representação escultórica de entidades tutelares ou mesmo das mais ancestrais linhagens do poder». Lá do alto avista-se Évora, que por esses tempos nem sequer existia. 

A partir de Guadalupe, alcançada a partir de um desvio na EN-114, o caminho para o Cromeleque, à distância de 4,3 Km, é de terra batida mas perfeitamente acessível a veículos ligeiros. Entra-se em caminhos particulares e deve seguir-se com cuidado, até mesmo para não deixar passar despercebida a estreita vereda que o proprietário abriu para aceder ao Menir dos Almendres, exemplar isolado de forma ovóide alongada, decorado com um báculo gravado em baixo relevo, indicativo da actividade agro-pastoril e idêntico a outras insculturas vistas em outros monumentos da altura. 


A sua localização está ligada ao Cromeleque, dado que, observada a partir deste, se aponta para a posição do nascer do Sol no dia do solstício de Verão. No regresso a Guadalupe, é tomar a estrada para Valverde. São quatro quilómetros de belíssima estrada até à povoação. Atravessa-se a ponte sobre a ribeira do mesmo nome e, antes de chegar ao Aqueduto da Mitra, curva-se à esquerda e entra-se em terrenos da Universidade. Ao fim de pouco mais de dois quilómetros em percurso revestido a gravilha chega-se a uma clareira, resgatada entre azinheiras velhíssimas, daquelas que já não sabem a idade, deixando-se o carro, dado que só é possível prosseguir a pé. Duzentos metros percorridos é necessário passar por uma ponte rudimentar de madeira, mas oferecendo bastante segurança. Meio quilómetro à frente, a meio de uma encosta suave, aparece a Anta Grande do Zambujeiro, considerada a mais alta do mundo, sustentada em grandes pedras verticais graníticas com cerca de 6 metros de altura.


As antas ou dólmens eram monumentos tumulares colectivos, relativos à fase derradeira do Neolítico, compreendida entre o fim do V milénio a.C. e o III milénio a.C.. Na sua essência, a anta do Zambujeiro é composta por uma câmara apoiada em 7 pilares aprumados, ou esteios, a que se segue um longo corredor cujo acesso está hoje vedado por uma porta protectora de madeira. A laje de cobertura encontra-se sob a mamoa, ou seja, um pequeno montículo artificial de terra, composto de várias pedras, que servia para encobrir o monumento.


Devido a uma intervenção antiga, que afectou a estabilidade do monumento, foi necessário construir uma cobertura provisória do conjunto, esperando-se a realização de uma acção que faça a sua recuperação definitiva. Estes são os três principais monumentos megalíticos do concelho. Mas outros existem disseminados ainda pela zona de Valverde, entre os quais são de assinalar as Antas do Barrocal. Entrando-se ligeiramente na freguesia de Santiago do Escoural (termo de Montemor-o-Novo) pode ver-se a Anta-Capela da Senhora do Livramento e a Necrópole de Vale Rodrigo.

No caminho para a Azaruja, e cortando para os Canaviais, chama a atenção a Anta do Paço das Vinhas. Retomando o caminho e seguindo para a Igrejinha, fica o Menir da Oliveirinha, caído e de grandes dimensões, o maior do concelho de Évora. Na zona de Torre de Coelheiros sobressaem as antas do Zambujalinho, da Bota, do Freixo de Cima e a de Cabacinhitos, com as suas notáveis placas de xisto gravadas, expressando promessas e pedidos. A não perder, principalmente ao entardecer, dizem os homens do “Lonely Planet”. E com razão, acrescente-se.


Texto: José Frota

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Alunos de Artes protestam contra condições de ensino

Dezenas de estudantes da Escola de Artes da Universidade de Évora fecharam esta terça-feira o estabelecimento para exigir a resolução de problemas que "põem em causa a aprendizagem", como o aquecimento e obras no pólo de teatro, em "risco de ruir".
Os estudantes encerraram a escola, com cadeados nos portões, e concentraram-se junto ao pólo de teatro, empunhando cartazes e gritando palavras de ordem contra a "grave situação" em que dizem estar.
Na Escola de Artes da Universidade de Évora (UE), a funcionar nas instalações de uma antiga unidade fabril, são leccionados os cursos de artes visuais,c design, arquitectura e teatro.
Débora Santos, estudante de teatro e membro do conselho-geral da UE, explicou à agência Lusa que a "luta" dos alunos está relacionada com a privatização do bar, a necessidade de acessos para deficientes motores e pela abertura do estabelecimento 24 horas por dia.
Quanto ao pólo de teatro, em particular, os estudantes exigem obras imediatas, alegando que as instalações "correm o risco de ruir", e a construção de casas de banho.
"Hoje não temos aquecedores, temos buracos nas salas, temos chuva, temos pombos, temos uma casa de banho unissexo, não temos balneários disponíveis e não temos salas insonorizadas", descreveu a estudante, natural do Barreiro e a estudar há três anos na UE.
Além de criticarem os preços praticados no bar, "iguais aos de qualquer café fora da escola", os estudantes exigem ainda a contratação de docentes, o funcionamento da cantina durante o jantar com a "qualidade necessária" e a criação de uma reprografia e biblioteca.
"A universidade não tem condições financeiras para satisfazer as necessidades dos estudantes. Sobrevive à custa das nossas propinas", criticou Débora Santos, exigindo que o Governo tome uma posição e "defina fazer as obras necessárias".

Évora Perdida no Tempo - Cadeiral do coro da Sé de Évora

Autor Inácio Caldeira
Data Fotografia 1920 ? -
Legenda Cadeiral do coro da Sé de Évora
Cota CME0353 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Monumentos de Évora

O Concelho de Évora apresenta um valioso património disseminado por todo o espaço municipal, constituído não apenas por edifícios notáveis, mas também por muitos outros elementos de valor arquitectónico, arqueológico e ecológico. Tais elementos constituem marcos históricos e da memória local. Nesta página disponibiliza-se informação sobre o património existente na Freguesia de Canaviais, procurando proporcionar a todos os visitantes e residentes, uma oportunidade de conhecer e explorar a riqueza patrimonial de uma das mais importantes freguesias rurais do Concelho de Évora.


Convento do Espinheiro




O Convento do Espinheiro, séc. XV, é considerado património nacional, e as suas origens remontam a uma lenda que fala numa aparição da Virgem Maria sobre um espinheiro, por volta do ano 1400. Em 1412, foi edificado um oratório em honra de Nossa Senhora, e finalmente em 1458, durante o reinado de D. Afonso V, e dada a crescente importância deste local como ponto de peregrinação, foi fundada a igreja e posteriormente o convento.

Enquadramento
Rural, no termo da cidade de Évora, em zona agricultada; o conjunto do Convento e igreja destacam-se, pela volumetria, na planície circundante; a capela, mais destacada, situa-se no termo da cerca do Convento.
Acesso

EN 18, na estrada de Évora para Estremoz, distando cerca de 3 km da sede de Concelho, acessível por caminho vicinal sinalizado pelo lado esquerdo da estrada principal.


Descrição pormenorizada
Igreja: Virada a Oeste, de nave única, planta rectangular com capelas laterais, em cruz latina, é antecedida por nártex de grandes dimensões, conservando, no transepto, dois absidíolos da primitiva abside poligonal; cobertura em abóbada de meio-canhão com apainelados de estuque colorido e telhado de duas águas, contrafortes de suporte marcando os tramos; frontão triangular rasgado por janelão joanino de vão rectangular e cornija arqueada; as capelas laterais do paramento N, posteriores à edificação primitiva, modificaram o plano original do corpo da nave, nivelando-as com o cruzeiro. O coro alto, renascentista, é suportado por arco abatido e pilastras jónicas.

Convento: Massa de volumes assimétricos, fruto das várias intervenções que sofreu ao longo dos tempos, destaca-se, pela dimensão, na envolvente; possui claustro de dois pisos, vastas salas que sofreram diversas alterações ao longo da sua história, uma torre campanário, de andares, uma cisterna, da autoria de de planta rectangular com três naves de cinco tramos; a actual entrada para o convento faz-se pela antiga porta do carro; do lado direito fica o corpo nobre do edifício; o oratório, a antiga cozinha e outras pequenas dependências conventuais - reaproveitadas - conservam vestígios da edificação original; saliente-se a adega dos frades, de 1520, da autoria de João Alvares e Álvaro Anes, constituída por sala comprida de três naves e cinco tramos.

Capela: Destinada a capela funerária do cronista Garcia de Resende, é de invocação a Nossa Senhora do Egipto; compõe-se de planta longitudinal, composta, de pequenas dimensões, com nave, capela-mor e nártex de alvenaria, iluminada por frestas rasgadas. No pavimento, a campa de Jorge de Resende. A escada e a fonte quinhentista de mergulho, com ligação à cisterna, no adro constitui uma área de fresco, alterada posteriormente, mas uma ambiência particularmente envolvente.


Cronologia
1412 - Edificação, por um particular, de um pequeno oratório em agradecimento à aparição da Virgem;
1457 - O oratório é aumentado, devido à devoção de que já gozava na cidade;
1458 - Fundada a Igreja e, logo a seguir, o mosteiro; Dom Afonso V e os monarcas seguintes (até Dom Sebastião) habitaram e engrandeceram a Casa religiosa;
1663 - Serviu de pousada ao Estado-maior castelhano, durante o cerco da cidade;
1834 - Foi secularizado e transformado em propriedade agrícola;
1997 - Em processo de venda pelo proprietário Doutor Luís Marçal;
2000 - Escritura de venda sendo adquirido pela Sociedade de Promoção de Projectos Turísticos e Hoteleiros para instalação de Pousada.
2005 - Finalizada a requalificação do Convento do Espinheiro, é inaugurado um luxuoso e magnífico hotel de 59 quartos, inserido num sumptuoso jardim de 8 hectares, o que o torna local perfeito para desfrutar da paisagem Alentejana e relaxar durante a sua estadia.


Tipologia
Arquitectura religiosa, gótica, manuelina; casa monástica (igreja e convento); arquitectura religiosa / funerária; paralelos: outras obras de Martim Lourenço.

Características Particulares
Capela: Com pequena escala e proporções diminutas que fazem desta construção uma obra-prima do gótico manuelino; os pavimentos quinhentistas de azulejaria hispano-muçulmana são dos mais importantes conjuntos de azulejos de produção sevilhana; o poço quinhentista;



Igreja e Convento: A imponência dos volumes (quase um contraponto à pequena capela) e o hibridismo da construção, com elementos de várias épocas que se conjugam de forma harmoniosa.


Situada dentro da cerca do Convento de Nossa Senhora do Espinheiro, caracteriza-se pelo facto de ser a capela funerária do cronista Garcia de Resende e de invocação a Nossa Senhora do Egipto. Compõe-se de planta longitudinal, composta, de pequenas dimensões, com nave, capela-mor e nártex de alvenaria, iluminada por frestas rasgadas.
No pavimento, a campa de Jorge de Resende, irmão de Garcia de Resende. A escada e a fonte quinhentista de mergulho, com ligação à cisterna, no adro constitui uma área de fresco, alterada posteriormente, mas com ambiente particularmente envolvente.

Acesso
A 3Km de Évora, circulando na EN 18, de Évora para Estremoz, encontra-se o ramal para o Convento de Nossa Senhora do Espinheiro, em cuja cerca se encontra o monumento.

Características Particulares
Pequena escala e proporções diminutas que fazem desta construção uma obra-prima do gótico manuelino; os pavimentos quinhentistas de azulejaria hispano-muçulmana são dos mais importantes conjuntos de azulejos de produção sevilhana; o poço quinhentista.

domingo, 14 de novembro de 2010

Procura-se MÉDICOS ESPECIALISTAS EM GINECOLOGIA/OBSTETRÍCIA para o distrito de Évora (M/F)

Recrutamos para várias Entidades nossas clientes, sediadas no Distrito de Évora, profissionais Médicos Especialistas em Ginecologia/Obstetrícia.

PERFIL:
- Especialidade de Ginecologia/Obstetrícia;
- Disponibilidade.

CONDIÇÕES:
- Possibilidade de horário repartido em turnos mediante disponibilidade do profissional;
- Regime de Prestação de Serviços.

Se tem o perfil pretendido envie o seu CV para: recrutamento@helped.pt

Para mais informações contacte-nos para 707452452.

www.helped.pt

sábado, 13 de novembro de 2010

Interior da Sé de Évora

Autora zoraima de figueiredo

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Cinema em Évora de 11 a 17 de Novembro de 2010 - 18h00 e 21h30

CINEMA PARAÍSO


De 11 a 17 de Novembro - 18h00 e 21h30

De:Giuseppe Tornatore
Com:Philippe Noiret, Salvatore Cascio, Marco Leonardi
Drama, Itália/França, 1988


Alfredo (Philippe Noiret), proprietário do cinema e projeccionista, foi um amigo inseparável do pequeno Salvatore, conhecido por "Toto", à medida que este crescia na sua terra natal, uma vila devastada pelos horrores da guerra. O cinema oferecia fantasia e evasão ao habitantes da pequena vila, fazendo esquecer a dura realidade da fome e da pobreza.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Comemorações do Dia Mundial da Diabetes em Évora


A Câmara Municipal de Évora está a iluminar o Templo Romano desde o passado dia 7 até ao próximo dia 14 de Novembro, à semelhança do que já havia feito nos anos de 2007, 2008 e 2009.

No âmbito das comemorações do Dia Mundial da Diabetes, a Direcção Geral de Saúde, solicitou à Câmara de Évora a iluminação de um monumento emblemático do município, solicitação a que a autarquia deu o devido seguimento.

Esta iniciativa de iluminação de monumentos a azul tem lugar um pouco por todo o mundo, apresentando como principal objectivo chamar a atenção sobre a problemática da diabetes, sendo o lema geral do quinquénio 2009-2013: “Educar para Prevenir”. Este ano, especificamente, o lema é: “Vamos controlar a Diabetes. Agora”.

Évora Perdida no Tempo - Parada militar no Rossio de São Brás

Autor Inácio Caldeira
Data Fotografia 1920 ? -
Legenda Parada militar no Rossio de São Brás
Cota CME0342 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Apresentação do livro Memórias do Futuro – Narrativa de Uma Família, de Daniel Sampaio


Sinopse
Com 78 anos de idade, o narrador e personagem principal deste novo livro de Daniel Sampaio é um dia confrontado com uma situação comum a muitos homens da sua idade – o casamento de um neto. Convidado para a festa, feliz por não ter sido esquecido, parte para uma longa viagem mental nas profundidades da sua memória. Começa por esse neto, Afonso, que o fez sentir velho pela primeira vez, aos 60 anos; aqui recupera a memória de Luísa, a colega na escola onde ambos ensinavam e partilhavam projectos e sonhos profissionais; recua até aos 40 anos, à figura de Mariana, sua mulher e companheira de sempre, mas que por esta altura da vida o confronta com a fragilidade das relações humanas, a começar pelo amor; e enfim, chega aos 20 anos, à adolescência e à juventude, onde tudo começa, para o bem e para o mal.

Nota Biográfica
Daniel Sampaio
Daniel Sampaio centra as suas obras no quotidiano da família e da escola e tem-se dedicado ao estudo e à intervenção junto de jovens em risco.
Dos títulos que publicou, destacam-se Ninguém Morre Sozinho (uma obra de referência sobre o suicídio adolescente), Inventem-se Novos Pais, Arte da Fuga, Tudo o Que Temos Cá Dentro e Lavrar
o Mar. A versão teatral do seu livro Vagabundos de Nós foi levada à cena em 2004 e galardoada com o Prémio do Teatro Marcelino Mesquita, da Sociedade Portuguesa de Escritores e Artistas Médicos.
Daniel Sampaio é Professor Catedrático de Psiquiatria da Faculdade de Medicina de Lisboa e tem coordenado, no Hospital de Santa Maria, unidades de intervenção junto de adolescentes em crise.

O Alto de S.Bento



O Alto de S. Bento, é um notável geo-sítio situado a cerca de três quilómetros do Centro Histórico e conhecido entre a população como o miradouro da cidade, que vista lá de cima parece estender-se a seus pés. Foi esta característica, aliada ao microclima existente, que concorreu para que o lugar se tornasse procurado e fruído por grande número dos habitantes. Nomeadamente quando, a partir de finais do século XIX, se alargou a estrada que lhe dava acesso e posteriormente se construiu a ligação rodoviária a Arraiolos.

Desde tempos bem antigos que toda a vasta zona que se sucedia à Porta da Lagoa, constituída por terrenos de grande fertilidade e frescura, foi alvo do interesse das comunidades monásticas. Em séculos diferentes neles se vieram a instalar os Conventos de S. Bento de Cástris, da Cartuxa e do Espinheiro. A implantação religiosa estendeu-se posteriormente a outros eclesiásticos e prelados, conforme o denotam eloquentemente os nomes que alguns desses espaços ainda mantêm: Quinta do Chantre, Quinta dos Freires da Graça, Quinta de S. Caetano, Quinta de Santo António. Aos monges e padres que se instalaram para viverem em afastamento o seu retiro mundano, tendo a sua sobrevivência garantida pela exploração intensiva dos produtos hortícolas e de algum gado miúdo, juntaram-se posteriormente alguns nobres e magistrados que edificaram belas residências com o objectivo de ali passarem o inclemente verão eborense.

O isolamento monástico, e a circunstância das poucas residências particulares estarem desocupadas durante
um parte do ano, tornavam os caminhos entre quintas bem perigosos. Nas zonas intermédias acoitavam-se grupos de bandoleiros que assaltavam quem por ali por vezes circulava, para encurtar distâncias. Tudo viria a alterar-se com a revolução liberal. Os bens da Igreja foram secularizados, os nobres deixaram de viver das tenças reais e foram obrigados a vender os bens para sobreviver, enquanto muitos magistrados se viram afastados dos seus lugares e remetidos para outras paragens.

A nova ordem política e social provocou bastas alterações fundiárias, tendo contribuído para o desmoronamento e fragmentação de muitas casas senhoriais, que vieram a conhecer outros donos. Rasgados novos caminhos vicinais de comunicação, foi possível melhorar e intensificar o trânsito entre as propriedades e franquea por completo o caminho que conduzia ao topo daquela colina granítica de cerca de 360 metros de altitude e em cujas imediações vivia uma série de pequenos hortelãos. A pé ou a cavalo, o Alto de S. Bento passou a ser demandado por todos quantos queriam conhecer a paisagem que dali se desfrutava, gozar a benignidade dos seus ares ou para ali fazerem os seus piqueniques, moda burguesa dos finais do século XIX.

Este novo modo de vida ganhou outra dimensão por volta de 1885. Reinava em Évora um grande entusiasmo em torno das recém-aparecidas bicicletas, que os jovens ditos bem nascidos começavam a preferir aos trens e às caleches dos seus pais e avós. A novidade dos primeiros passeios velocipédicos deu origem às lúdicas voltas domingueiras, que os levavam às quintas dos arredores mostrando às moças o seu ar distinto de “ sportmen”. O Alto de São Bento era um dos percursos preferidos dos que gostavam de procurar a ruralidade dos subúrbios citadinos.

A sua demanda aumentou a partir da segunda década da centúria passada, com a crescente utilização do automóvel. O Alto passou a ser, particularmente de noite, local de amores clandestinos. Pouco ou nada policiado, o local permitia por outro lado ver à distância quem se aproximava. Nem isto fez, porém, com que o local deixasse de ser procurado pelos anteriores motivos. Ele continuou e continua a ser frequentado pelos amantes da natureza e das caminhadas pedestres, a servir de refrigério nos calmosos dias de Verão ou a acolher os que se mantêm fiéis à tradição de ir comer o borrego pascal ao campo na tarde de segunda-feira.

A esmagadora maioria dos que ali se deslocam desconhece, no entanto,que o Alto de S. Bento foi um povoado pré-histórico ocupado na transição do Mesolítico para o Neolítico, ou seja, quando o homem iniciou o seu processo de sedentarização. O estudo de vestígios dessa época ali encontrados - artefactos de sílex (lamelas e micrólitos geométricos) - levou o arqueólogo Manuel Calado a concluir ter sido o local «um dos povoados dos construtores de menires e recintos megalíticos».

Esta ocupação ter-se-á verificado, com grande grau de plausibilidade, entre os finais do sexto milénio antes de Cristo e inícios do quinto. Junto à grande e compacta massa granítica que constitui o cabeço foram erguidos há muitas décadas seis moinhos de vento que, com o decorrer do tempo, foram perdendo a sua função original. Seguiu-se a entrada num processo de degradação que parecia imparável quando a Câmara, em finais do século passado, decidiu recuperar dois deles e o espaço envolvente com o propósito de ali criar um projecto educativo designado por Núcleo Museológico do Alto de S. Bento. Este comporta dois núcleos: o do Granito, onde estão recolhidos muitos dos vestígios pré-históricos encontrados, e o da Florística, sendo a criação deste justificada pela existência de um ecossistema muito diversificado e complexo onde abundam os matos mediterrânicos subtropicais, alguns pinheiros mansos, sobreiros e azinheiras.

O Núcleo foi aberto à comunidade escolar e à população em 2001. Três anos depois começaram as obras de reconversão da chamada “Casa do Guarda”, que passou à designação de Núcleo de Expressão Artística. A intervenção no local alargou-se aos terrenos circundantes aos moinhos, o que permitiu a criação de dois percursos de passeio (A e B), com acesso limitado a peões e a veículos de duas rodas, a par de um parque de merendas. Foi igualmente colocada sinalética geral, da qual sobressai um magnífico painel de azulejos que indica todos os pontos da cidade que dali se divisam. E, como seria de aguardar, toda a zona foi vedada.

A afluência ao Alto aumentou sobremaneira com a sua utilização por parte da população escolar, cativada desta forma para a aprendizagem Ciências Naturais. Também a população se veio a interessar pelo sítio de uma forma bem diferente. Caminheiros e ciclistas voltaram a incluí-lo nas suas rotas lúdicas. Para sua melhor fruição, o Município vem promovendo nos sábados estivais o programa “Tardes Soalheiras, Noites ao Relento”, com o objectivo de conseguir que as famílias do concelho saiam de casa e partam à procura do muito que há para conhecer em seu redor. Visitar o Alto de S. Bento, na sua tríplice vertente (histórica, geofísica e ambiental), é pois um acto de cultura que tem como aliciante adicional a possibilidade de participação em actividades científicas, de investigação ou de descoberta da paisagem e riquezas ambientais.


Texto: José Frota

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Évora Perdida no Tempo - Ermida de Nossa Senhora de Guadalupe

Autor Inácio Caldeira
Data Fotografia 1920 ? - 1964 ant.
Legenda Ermida de Nossa Senhora de Guadalupe
Cota CME0381 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Utopia Azul no Palácio D.Manuel / Jardim Público

Exposição Colectiva

Apresentação

Tendo como ponto de partida a Cor Azul, ou melhor, nas palavras do escritor alemão Johann Wolfgang von Goethe (1810), o “efeito estranho, quase indizível”, que o Azul tem sobre o nosso olhar, fazendo-nos sentir “atraídos por ela”, pois é energia “feita cor” que nos “estimula e acalma simultaneamente”, e tomando como referencias fundamentais o significado e a importância deste valor cromática. Yves Klein (1957), domina nas suas composições monocromáticas, conferindo-lhes uma expressividade de grande depuração.
Promover a concepção e realização de uma exposição transfronteiriça de carácter internacional, optimizando as valências ibéricas num projecto de cooperação aberto à participação eclética contemporânea, por forma a possibilitar uma reflexão artística e intelectual sobre a identidade humana é um dos princípios básicos da UTOPIA AZUL.
Apresentar a cor azul como metáfora plástica da arte e da ciência, ou da criatividade, enquanto afirmação da liberdade ou do desejo humano de liberdade. Essa, que se manifesta, em primeira lugar, através da ruptura com o conceito de Fronteiras (materiais e imateriais). Derrubadas as fronteiras, emerge um novo conceito, o da Universalidade, outro dos valores inerentes. O Azul, metáfora da liberdade e pista interpretativa, elo condutor para a reflexão e criação de novas sinergias.
O Azul como suporte cromático dos conceitos abstractos, visualizadas na arte, directamente ligados à pratica cientifica ou à dimensão da realidade que mensurada pela ciência. Artistas e cientistas, com a capacidade de projectar cenários e “ imagens de pensamentos”, como solução dos problemas a enfrentar. O resultado das suas capacidades de “ imaginação” como uma habilidade criativa básica de observar fenómenos naturais acima e alem do visível. Isso e um contributo para desencadear a comunicação e auto - compreensão da sociedade.
Devem ficar expressas logo na presença de diferentes géneros criativas como: a arquitectura, escultura, pintura, instalação, vídeo-curta, banda desenhada, fotografia, artes gráficas, performance, musica, teatro, literatura, humanidades, etc. e no cruzamento dos mais variados suportes: pictórico, gestual, sonoro escrito. Diversidade que procurará corresponder à pluralidade das sensibilidades presentes.
Um projecto como “ UTOPIA AZUL” possibilita aos participantes e intervenientes a oportunidade em participar na construção e reflexão sobre uma identidade contemporânea e artística baseada na cooperação e quebra de fronteiras necessária e premente, participantes e intervenientes propiciam aos destinatários pontos de meditação e interpretação.
Pretende-se que este seja um pretexto que motive a aproximação dos indivíduos e das sociedades a uma arte e ao conhecimento que em vez de lidar com o reconhecível ou cumprir o previsível, seja capaz de acrescentar novas dimensões sensitivas à realidade conhecida.
A escolha de Évora para a realização da exposição não é, neste contexto, aleatória. Pois, sendo Évora uma cidade influenciada de diversas culturas dos nossos antepassados, quais são visíveis através de obras de arte, acompanhar e influenciar o nosso quotidiano, possibilita uma construção mais próximo de interligação do passado - presente e futuro. Como Évora, no contexto Europeu, e uma cidade periférica em relação aos principais centros artísticos, está menos sujeita às pressões das politicas culturais e às exigências do mercado de arte, oferecendo, por isso, um ambiente propicio à reflexão e ao debate que a exposição deseja despoletar entre os espectadores.
Nota Final
A promoção de um projecto com as características de “UTOPIA AZUL” demonstra percepção da realidade social e cultural onde se está inserido; exibe dinamismo junto da opinião publica e dos elementos que constituem e contactam com a instituição, bem como a capacidade de intervenção, real e prática, junto daqueles que nela depositam expectativas e simultaneamente são a sua razão de existir.

Mathilde Amberger
Paulo Simões Rodrigues, historia de arte

Simplesmente Complicado

Três cenas, divididas segundo as partes do dia – manhã, meio-dia e fim da tarde: um velho actor está em pé de guerra com o seu passado. Ele sobreviveu a toda a família, mas em conversas solitárias continua as discussões com a esposa, há muito falecida. Até Shakespeare e Schopenhauer se tornaram seus adversários. O seu dia-a-dia decorre agora num quarto degradado, onde recebe a visita de ratos, que vivem por trás de um rodapé. A esses animais atribui nomes como almirante Nelson ou Dönitz até que por fim os quer envenenar. A sua única ligação ao mundo exterior é uma menina de nove anos, que lhe traz leite uma vez por semana, apesar dele abominar leite. Além dele – ela é a única pessoa a poder usar a coroa de Shakespeare, que ele outrora levara consigo como recordação de um espectáculo.

Encenação: Américo Rodrigues
Cenografia e Figurinos: Carlos Fernandes
Música: César Prata
Interpretação: Rui Nuno


9 a 14 de Novembro:
Sala Estúdio do Teatro Garcia de Resende
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