segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Historial da Graça do Divor


Nossa Senhora da Graça do Divor é uma freguesia do concelho de Évora que ocupa uma área de 83,79 Km2, nas belas planícies alentejanas. Esta extensa freguesia dista do concelho 12 Km e é constituída por um núcleo mais antigo e um mais recente, designado por Casas Novas. Tem como zonas limítrofes as freguesias de Nossa Senhora da Guadalupe, Santo Antão, Bacelo e Canaviais, e os concelhos de Montemor-o-Novo e Arraiolos. A sua situação geográfica é caracterizada por ser plana, apesar de ter algumas elevações muito pequenas. Designadas, também, por “cabeços”, destacam-se as seguintes elevações: Milhanos, Falcões, Oliveira, Godel e Serra Morena, sendo a maior com 409 metros.
Desde 1911, Graça do Divor teve anexadas as freguesias de S. Sebastião da Giesteira, Nossa senhora da Boa Fé, São Brás do Regedouro, S. Matias e Nossa Senhora da Tourega. Em 1926, todas estas freguesias foram desmembradas de Nossa Senhora da Graça do Divor, com excepção de S. Matias, que só em 1985 é que integrou na freguesia de Nossa Senhora da Guadalupe.

O estudo da origem e do progresso de Graça do Divor, apontam-na para uma das zonas mais remotamente habitadas do Alentejo. Como tal, a História remete a sua existência humana para a época da Pré-História, na era do Neólitico. Decorreram investigações, na freguesia, em que se descobriram vestígios de actividade neolítica pela presença de fragmentos em cerâmica e utensílios de pedra lascada e polida. Não foram encontrados vestígios de casas, pois o material deveria ser fraco. A fixação das civilizações, neste território, deve-se às boas condições territoriais, quer a nível da habitação, quer a nível do solo. As terras arenosas permitiam que, durante as épocas chuvosas, não houvesse alagamentos, e dos solos poderiam extrair, entre outros produtos, a madeira e os frutos secos. O tipo de rocha que por lá existia, facilmente extraída, permitia o fabrico de utensílios muito utilizados no neolítico, como os machados e os enxós. A caça era um meio de sobrevivência destes povos, e esta zona oferecia-lhes boas condições para tal. Para além destes factores, Graça do Divor possui abundância e qualidade de recursos hídricos devido à confluência das bacias hidrográficas dos rios Tejo, Sado e Guadiana. As épocas do Calcolítico e da Idade do Bronze não foram tão sentidas, havendo poucos vestígios em comparação com o Neolítico. Registam-se marcas dos povos metalúrgicos, sendo as primeiras fortificações como instrumento de apropriação estratégica do espaço. Sucede-se a Romanização da freguesia que, tal como os anteriores povos, aproveita as excelentes condições da terra, de acordo com os seus padrões de exploração latifundiária. Edificam-se as “villae”, e, de todo o concelho de Évora e talvez do país, torna-se a freguesia mais romanizada. Salienta-se, também, a importância estratégica, pois a nível administrativo, a freguesia encontrava-se perto de Évora.
Não existe uma data concreta da sua origem, mas Graça do Divor já existia no século XVI. A origem do nome da freguesia deve-se ao facto dos romanos chamarem a esta zona “campo divorum” ou “Campos Elísios”, isto é, Lugar dos Deuses.
A quantidade e a qualidade dos cursos de água e nascentes de Nossa Senhora da Graça do Divor são de extrema importância. Marcam uma grande estratégica secular face aos abastecimento de água, que existe até à actualidade. O Aqueduto da Água de Prata foi construído, no século XVI, a mando de D. João III, para abastecer e regular a água, evitando a seca. As ribeiras mais importantes são: Divor, Depósito, Penedo, Capelos, Pouca-Lã, Curral do Sabugo, Azinheira, Vale-de-Maria, Bico-do-Anel e Casbarra.
Recentemente, o acontecimento mais marcante, nesta freguesia, foi a Reforma Agrária, levando à ocupação e prosperidade das terras, pelas cooperativas. Esta situação contribuiu para o aumento da taxa de emprego.

HERÁLDICA
- O símbolos heráldicos para a Freguesia de Nossa Senhora da Graça do Divor, tiveram parecer da Comissão de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses a 23 de Setembro de 1998.
- Foram aprovados sob proposta da Junta de Freguesia pela Assembleia de Freguesia em 13 de Novembro de 1998.Foram publicados no Diário da República nº 289/98 de 16 de Dezembro de 1998 da III série.
- Foram registados na Direcção Geral das Autarquias Locais sobre o nº 02/99 de 6 de Janeiro de 1999.
 BRASÃO
Escudo azul, torre de prata com uma janela manuelina, aberta e lavrada do campo; em chefe, flor de lís de ouro; em campanha, um feixe de espigas de trigo e um ramo de oliveira, tudo de ouro, com os pés passados em aspas e atados de vermelho. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: «NOSSA SENHORA DA GRAÇA DO DIVOR».
Memória descritiva e justificativa dos símbolos heráldicos
- Os ramos representam a produção agrícola da Freguesia.
- A torre com a janela manuelina representa o Solar manuelino da Sempre Noiva, por ser a peça arquitectónica mais notável da Freguesia.
- A flor-de-lis representa a Nossa Senhora da Graça, padroeira da Freguesia

O orago desta freguesia, como o próprio nome indica, é Nossa Senhora da Graça.


BANDEIRA
- Amarela.
- Cordão e borlas de ouro e azul.
Haste e lança de ouro

SELO BRANCO
Nos termos da Lei, com a legenda:
"JUNTA DE FREGUESIA DE NOSSA SENHORA DA GRAÇA DO DIVOR"

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