domingo, 31 de julho de 2011

Precisa-se de Médico(a) Pediatra para Clínica em Évora

Precisa-se de Médico(a) Pediatra para Clínica em évora

Localização: Évora

sábado, 30 de julho de 2011

quarta-feira, 27 de julho de 2011

O que é o Grupo Pró-Évora?

O Grupo Pro-Évora é uma Associação de Defesa do Património da cidade de Évora, sem fins lucrativos e foi fundado em 16 de Novembro de 1919, sendo considerado um dos grupos mais antigos com estes objectivos estatuários. Foram seus fundadores D. Leonor Fernandes de Barahona Caldeira, Dr. Celestino David, Carlos Serra, José Serra, P. António Natividade, Dr. Manuel Marçal, José Sebastião de Torres Vaz Freire (Direcção), António Vilas Boas, Dr. Domingos Vaz Madeira, Joaquim António Simões e Manuel António do Monte (Assembleia Geral).

A actividade do Grupo foi decisiva na preservação do património eborense e a ele se devem muitas iniciativas relevantes numa época em que se assistia à mutilação das características históricas mais interessantes desta cidade. Em 1920 o Grupo é nomeado representante na cidade da Comissão dos Monumentos de Concelho de Arte, Arqueologia e é por iniciativa sua que são classificados como Monumento Nacional, nesse ano, as torres da Rua Nova, a torre pentagonal da Rua da Selaria e o Arco de D. Isabel (Porta da antiga cerca romana). Em 1921, o Grupo solicita a classificação como Monumento Nacional dos seguintes edifícios: Convento de S. Bento de Castris e do Calvário; claustro, casa capitular, cozinha e refeitório do Convento dos Lóios; Igreja do Convento de Sta. Clara; Caixa de Água da Rua Nova; Chafariz da Porta de Moura; Porta de Aviz; Palácio dos Condes de Basto; Torre sineira do Convento do Salvador; Muralhas e Torres existentes na cerca fernandina.

Foi por acção do Grupo que se conseguiu a conservação das muralhas, impedindo a sua venda em hasta pública e consequente destruição (1921), classificando-se como Monumento Nacional; o desaterro e limpeza do claustro da Sé de Évora; a classificação de grande número (cerca de 30) de imóveis de interesse histórico e artístico existentes em Évora; a luta pela criação do Museu Regional e as suas instalações; as campanhas pela preservação estética citadina; a publicação de roteiros turísticos, livros, postais e artigos na imprensa sobre Évora.

Organizados pelo Grupo, realizaram-se conferências sobre História, Arte e Literatura em que foram oradores Jaime Cortesão, António Sérgio, Reinaldo dos Santos, Júlio Dantas, Sousa Pinto, João de Deus Ramos, Hermâni Cidade, Câmara Reis, João de Barros, Mário Chicó, Túlio Espanca, Artur Gusmão e Júlio Resende.

O Grupo organizou Cursos de Cicerones em 1939 (no qual Túlio Espanca foi o primeiro classificado), 1942, 1947 e 1957. Realizou numerosas exposições de Pintura (destaca-se a Missão Internacional de Arte em 1958, com o apoio da Fundação Caloustre Gulbenkian), exposições de artesanato e doçaria. Promoveu a divulgação de grandes figuras de artistas alentejanos, nessa altura ignorados ou esquecidos, casos de Florbela Espanca e Henrique Pousão. Realizou exposições de Arte Contemporânea e mantém um acordo com o centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian para a realização de exposições de pintura o fotografia na sua sede provenientes do C.A.M. (Lisboa).

O Grupo Pro-Évora continua hoje a sua actividade como associação independente, defendendo as mesmas finalidades presentes desde a sua fundação, realizando actividades culturais, exposições e conferências, intervindo activamente em favor do património histórico e artístico da cidade de Évora.
Está representado na Comissão Municipal de Arte Arqueologia e Defesa do Património, na Rede de Centros Culturais Portugueses, é membro fundador do Centro UNESCO de Évora e foi agraciado pela Câmara Municipal de Évora com a Medalha de Ouro da cidade no dia 29 de Junho de 1999.

terça-feira, 26 de julho de 2011

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Emilie e Voltaire de Arthur Giron


Em cena até 30 de Julho

Bilhetes dos 8,00€ aos 4,00€

Info e reservas: abruxateatro@gmail.com | 266 747 047
Local: Sala d'abT
Horário: de 4ª a Sábado às 21h30 | Domingo às 16h
Classificação Etária: M/16

Ilustração de Pedro Fazenda


Sinopse:
Que acontece quando dois amantes do conhecimento se cruzam?

Com a vida em eminente perigo - ele pelas suas ideias inflamatórias e carácter irreverente, ela pela sua libertinagem sexual e pelos seus destemidos e inspirados 'travestis' financeiros, esta história verídica entre François Arouet (Voltaire) e Emilie du Chatelet releva-se uma tórrida obsessão alimentada pela filosofia e pelo amor genuíno.
Manifestando sentimentos e paixão de maneiras inconvencionais a sua união desafiou e enfrentou os pilares legais, morais e sociais da sua geração. Resultado: um tumultuoso e fascinante romance.


Ficha Técnica:
Texto de Arthur Giron :::: Tradução de António Henrique Conde :::: Cenografia e Figurinos de Pedro Fazenda :::: Encenação de Figueira Cid :::: Assistência de Encenação de Marta Inocentes :::: Desenho de Luz Henrique Martins e Figueira Cid :::: Mestra de Costura de Vicência Moreira :::: Sonoplastia de João Bacelar :::: Operação de Luz e Som de João Piteira :::: Interpretação de Figueira Cid e Mirró Pereira
Desenho original de Pedro Fazenda :::: Produção Executiva de Sofia Bernardo :::: Assessoria de Imprensa de Cristina Carvalho :::: Design e Grafismo de Mónica Santos




Monumentos de Évora


domingo, 24 de julho de 2011

Coordenador de Loja - Sector Têxtil (M/F) - Distrito de Évora Ver Oferta de Emprego: http://www.net-empregos.com/1290306/coordenador-de-loja-sector-textil-m-f-distrito-de-evora/#ixzz1SNxTUqef www.net-empregos.com - O maior site português de ofertas de emprego

A Talenter™ promove o talento dos seus colaboradores de acordo com a natureza específica de cada área, proporcionando diferenciadas oportunidades de emprego e soluções na gestão e valorização das Pessoas.

Estamos actualmente em processo de recrutamento de Coordenador de Loja – Sector Têxtil para empresa cliente situada no Distrito de Évora.

Descrição da Função:
- Cumprimento de objectivos mensais;
- Formação de equipas em técnicas de vendas e marketing;
- Gestão de equipas;
- Gestão de stocks;
- Coordenação de loja e montras;
- Realização de inventários;
- Abertura e fecho de loja;
- Capacidade de análise de vendas e mercado.

Requisitos:
- 12º Ano ou Formação académica superior (factor preferencial);
- Experiência profissional mínima de 3 anos em funções similares (factor eliminatório);
- Capacidade de liderança e gestão de equipa;
- Orientação para área vendas e espírito comercial;
- Gosto por trabalhar em equipa e para o alcance dos objectivos propostos;
- Dinamismo, proactividade e autonomia;
- Facilidade de relacionamento interpessoal;
- Disponibilidade para trabalhar por turnos;
- Disponibilidade total e imediata.

Condições:
- Pacote salarial atractivo.
- Integração numa empresa de prestígio no mercado.

Junte-se a nós e desperte o seu talento!

Caso reúna os requisitos exigidos, envie-nos o seu Curriculum Vitae, com indicação do NIF, para filipa.narciso@talenter.com, mencionando no assunto da mensagem “Coordenador de Loja – Sector Têxtil - Distrito Évora”.

sábado, 23 de julho de 2011

sexta-feira, 22 de julho de 2011

A organização republicana em Évora

A organização republicana em Évora só começou a ganhar verdadeira dimensão a partir da criação do jornal “A Voz Pública”. No periódico fundado em 1904 como semanário independente pelos tipógrafos Domingos Silva e Luís Silva, passaram os republicanos e algumas associações de classe a ter uma tribuna para divulgarem os seus anseios, propostas, queixas e reivindicações. Desta disponibilidade permanente usufruíam particularmente a Associação de Classe da Construção Civil e Artes Auxiliares, que no ano seguinte incorporou uma secção corticeira composta por três elementos, com sede na Rua de Mestre Lourenço, e a Associação de Classe dos Empregados do Comércio, com representação na Rua da Porta Nova. Os republicanos não se contentavam porém com o carácter moderado que “A Voz Pública”, enquanto publicação independente, não desejava ultrapassar. O seu principal proprietário, Domingos Silva, recusava a hipótese de uma intervenção mais directa e acutilante por recear a intervenção das autoridades e aquele ser o seu modo de vida. Por outro lado, o médico Evaristo Cutileiro, o seu principal animador e responsável político, começou a sentir os primeiros achaques da doença que o viria a vitimar anos depois e teve de abrandar o seu ritmo de vida, afastandose temporariamente do jornal. Este, ainda tirou mais uma quinzena de números mas suspendeu mesmo a publicação ao nº. 95 de 21 de Maio de 1905, aguardando um melhor momento para o seu reaparecimento. Domingos Silva continuou a trabalhar na tipografia que era sua.

Com Evaristo Cutileiro em tratamento em Lisboa mas sempre atento ao que se passava em Évora, os seus correlegionários Romão Carvalho Marquez, José de Paula Costa, Francisco Maria Nunes, António dos Santos Cartaxo Júnior e Francisco d’ Almeida Telles do Valle, encontram-se na casa deste último e fundam, a 25 de Novembro de 1906, o Centro Republicano Eborense. Do facto informam o Directório do Partido, Evaristo Cutileiro e o Centro Republicano Democrático Liberdade, fundado na cidade pouco dias antes, e já organizado mas ainda não domiciliado, oferecendo-lhe «incondicional apoio e cooperação» Em resposta o Centro Democrático Liberdade convida os fundadores do Centro Eborense a reunirem em assembleia geral do Partido nesta cidade, «a fim de se proceder quanto antes às eleições das juntas de paróquia, e da comissão municipal republicana deste concelho».

A proposta é recebida com entusiasmo e, no decorrer dessa assembleia, o pequeno grupo de fundadores do Centro Republicano Eborense, com o objectivo de facilitar a unidade republicana, dissolvem-no e integram-se no Centro Republicano Democrático Liberdade, que por sua vez adopta oficialmente o dia 25 de Novembro de 1906 como data da fundação. Em consequência é nomeada uma comissão instaladora da qual ficam a fazer parte Romão Carvalho Marquez (industrial corticeiro) na qualidade de presidente, António dos Santos Cartaxo Júnior (escriturário), José Bento Rosado (solicitador), Armando Álvaro de Azevedo (escriturário), Francisco Nunes (comerciante) e Edmundo de Oliveira (tipógrafo). António Farracha, calceteiro e presidente da Associação deClasse da Construção Civil e Artes Auxiliares, estava entre os membros suplentes. Rapidamente é encontrado um local para a sede que fica instalada em ampla casa pertencente a Evaristo Cutileiro, na rua da Freiria de Baixo, 18. À frequência da população que o desejasse foram abertas aulas de instrução primária e de ginástica sueca.

Era o sinal do definitivo enraizamento do Partido Republicano em Évora. Mas possuir um jornal era fundamental para a doutrinação e divulgação do ideário republicano. É assim que dois meses mais tarde, em Janeiro de 1907, Evaristo Cutileiro, experimentando melhoras no seu estado de saúde que lhe permitem deslocar-se, uma vez por semana, entra em negociações com Domingos da Silva, adquire-lhe a propriedade de “A Voz Pública” e respectivo material e acrescenta-lhe o subtítulo de Semanário Republicano. Pouco depois muda-lhe a localização da Rua João de Deus para a Rua da Freiria de Baixo, 18, sede do Centro Republicano Democrático Liberdade. Dispondo de um centro político onde reunir os seus membros e de um jornal para propaganda da sua actividade, o Partido Republicano local vai aproveitar o resto do ano de 1907 para consolidar as suas estruturas internas.

 Em Maio será eleita a primeira Comissão Municipal Republicana, presidida por Evaristo Cutileiro e composta ainda por Romão Carvalho Marquês (industrial), António dos Santos Cartaxo Júnior (escriturário), Jaime Silva e Francisco d’ Almeida Telles do Valle. No final de Novembro o Centro Democrático Republicano Liberdade festeja com pompa o seu primeiro aniversário, dando a comissão instaladora por finalizada a sua tarefa. São eleitos os seus primeiros corpos sociais que ficam constituídos desta forma: À Assembleia geral preside Evaristo Cutileiro, tendo como 1º. e 2º. Secretários respectivamente Francisco Maria Nunes e José de Mira Neto (brochante); na Direcção fica ao leme Luís Cândido da Veiga e Silva, sendo Higino Hermenegildo Barrão (corticeiro), o secretário, António dos Santos Cartaxo Júnior, o tesoureiro, e Matias José Livreiro e Romão Marquez os vogais; finalmente, no Conselho Fiscal, Isidro Pires Candeias (proprietário e comerciante) é a principal figura, tendo como secretário, Manuel Alves Leal (merceeiro) e relator Armando Álvaro de Azevedo (escrivão judicial).

Ainda nesse ano são eleitas as Comissões Paroquiais citadinas, ficando Francisco Maria Nunes a presidir na Sé; José de Mira Duro em Santo Antão; António Rodrigues Marques (comerciante) em S.Pedro; e António Farracha em S. Mamede. Entre os nomes que os acompanharam nessas funções estiveram José Fernandes Baptista, Luís Silva, António Pereira, António Fernandes Marques Ferro (farmacêutico e na altura presidente da Associação Comercial de Évora), Luís Sebastião de Sousa, Telmo da Conceição Boleto, António Marques Leitão, Joaquim Simões (relojoeiro e ourives), José Filipe d’Oliveira, Vicente José Dias Pascoal (proprietário e comerciante), Francisco Gomes Calado, António José Gonçalves e Severiano Augusto de Mira.

No ano seguinte o Partido Republicano consegue inaugurar idênticas estruturas nos concelhos rurais de S. Miguel de Machede, chefiada pelo industrial André Camps Perdigão, e de S. Manços, esta presidida por Jacinto António Correia. O robustecimento das estruturas partidárias leva a que os republicanos, com Evaristo Cutileiro à cabeça e acompanhado pelo professor Agostinho Fortes, pelo lente da Universidade de Coimbra Ângelo da Fonseca e pelo médico Afonso de Lemos consigam ganhar, a 11 de Abril de 1908, as eleições para deputados no concelho que não no distrito, um resultado que deixava antever uma vitória nas eleições que viriam a realizar-se a 5 de Setembro, mas tal previsão não se consumou. Evaristo Cutileiro teve nova crise e não estava em condições de se candidatar.

Com o caciquismo a funcionar em pleno, os monárquicos, concentrados numa só formação, lograram chegar à vitória sobre a candidatura republicana cuja lista integrava, como efectivos, Joaquim Henrique de Morais Sarmento Júnior (médico), António Synarte (escriturário), Romão Marquez, António dos Santos Cartaxo, J.Rebolado Formosinho (escriturário), António Fernandes Ferro, João José d’ Oliveira (operário) e António Rodrigues Marques. Entretanto tinha acontecido o Regicídio (1 de Fevereiro de 1908) atribuído a dois carbonários agindo à revelia da organização. O facto de o rei ter partido de Vila Viçosa e de o comboio em que seguia ter atravessado o distrito de Évora, a par de ligações à cidade dos dois assassinos (Afonso Luís Costa e Manuel Buiça), levantou suspeita de envolvimento de alguns membros locais integrados no seio do movimento republicano eborense.

O grosso dos militantes republicanos eborenses era afecto à Maçonaria (chegaram a existir no distrito 15 oficinas) mas muita gente, nomeadamente da classe operária, tinha ligações à Carbonária. Para adensar a desconfiança a Carbonária local estava sem chefe, pois em Janeiro António Farracha, deixara a cidade e fora para o Brasil, onde seu irmão, que já lá estava, lhe arranjara emprego certo e melhor remunerado, estando por isso os seus membros sem controlo. O certo é que na cidade se falou muito da possibilidade de Afonso Luís Costa, que aqui tinha sido empregado do comércio, e Manuel Buiça, cuja sogra havia sido até há pouco tempo enfermeira no Hospital de Misericórdia, terem recebido apoio directo ou indirecto dos Bons Primos (assim se designavam os seus membros) eborenses.

No Centro Republicano, tal como no Partido, o regicídio foi muito mal recebido dado que não passava pelas suas intenções que o fim da Monarquia fosse obtido pela eliminação física e violenta de membros da família real. Durante algum tempo o ambiente esteve um pouco toldado, sendo os carbonários acusados de falta de coesão e disciplina revolucionária em torno dos objectivo comuns, situação que foi ultrapassada pela nomeação do operário de carpintaria João José d’Oliveira para o comando da facção eborense.

Em 1909 o Centro Republicano recebe inúmeras adesões, o que lhe permite renovar os quadros dirigentes. Francisco Nunes é o novo presidente da Direcção, ascendendo a lugares de relevo António Synarte, Eduardo Baptista Bispo (rumaria depois ao Algarve), Joaquim da Silva Nazareth (livreiro), Francisco Gomes Calado e Rodrigo Bento Roque. Formado no ano anterior, o Grupo Juventude Republicana Eborense, por imperativo do seu crescimento, adquiria sede própria na Rua de Machede, 8. Tudo sempre com o assentimento de Evaristo Cutileiro, cujo estado ia registando oscilações diversas, com periódicos agravamentos e sequentes recuperações, mas nunca esmorecendo no seu ânimo republicano.

Devido no entanto à instabilidade ao seu estado de saúde o médico resolve vender “A Voz Pública” e todo o seu material a José Bento Rosado, membro do Centro Liberdade e seu redactor, que convida para director o abastado proprietário e bacharel Estevão da Cunha Pimentel. O jornal passa então a bi-semanário, marcando ainda uma presença mais assídua nos meios políticos da cidade. Um ano depois, a 9 de Agosto de 1910, passa a ter como redactor principal o médico Dr. Júlio do Patrocínio Martins, candidato pelo Partido Republicano às eleições legislativas de 28 de Agosto de 1910.

Entre um facto e outro adere ao partido Manuel Gomes Fradinho, proprietário e reitor do Liceu, personalidade de grande relevo na cidade. Estas foram umas eleições muito disputadas em todo círculo nas quais o Partido Republicano se teve de contentar com o segundo lugar ficandoà frente duma coligação de direita e só perdendo para o partido governamental. Nos anos de 1906, 1907, 1908 e 1909 também os republicanos concorreram às eleições na Santa Casa Misericórdia de Évora mas não adregaram sucesso, igualmente devido às condições adversas e manipuladas em que concorriam. Nas vésperas da queda da Monarquia, as suas estruturas eram contudo muito apreciáveis e a sua implantação no terreno apresentava-se forte e bem disseminada.

Os republicanos tinham um Centro Democrático, um jornal, uma Comissão Municipal, Comissões Paroquiais, um órgão de juventude e pontificavam nas Associações de Classe, nas representações das sociedades locais e nalgumas das instituições de cultura mais activas e dinâmicas. Possuíam ainda excelentes relações com o núcleo local da Associação Portuguesa do Registo Civil, que pugnava pelo obrigatoriedade do mesmo, e com idêntica estrutura da Associação do Livre Pensamento, liderada em Évora pelo jovem João Camoesas (de fulgurante inteligência, empregado do comércio e estudante liceal nocturno), pelo professor do liceu Benjamim Mesquita, e pelo mestre de obras, autodidacta de excepcional cultura, Gabriel Mendes.


Texto: José Frota

Évora Monumental

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Arraial Popular na Senhora da Saúde

O Antigo Carro da Água


CARRO DA ÁGUA DA CÂMARA MUNICIPAL DE ÉVORA

Denominação: carro da água/camion-tanque/carro da rega/camioneta de rega
Função: rega/lavagem das ruas, largos, praças e Rossio (principalmente na época da feira e nos dias de mercado)
Data de aquisição: 1926
Início e cessação de actividade: 1927 e 1958/1963
Fabrico: francês
Marca: Arroseuse/Laffly/L.C.2
Lotação: 2
Motor: 4 cilindros (diâmetro 90 mm; curso 130 mm), 4 tempos
Caixa de velocidades: 4 velocidades e marcha-atrás
Suspensão: molas de lâminas direitas, à frente e atrás
Tipo de carroçaria: cisterna
Capacidade do tanque: 2.244 litros (estado regular)

O antigo carro da água é uma peça rara no meio automobilístico e única na história local, que se encontrava em elevado estado de degradação, tendo optado a autarquia por o restaurar, devido ao seu valor patrimonial.
Hoje em dia, é possível ver o carro novamente pelas ruas da cidade, nalgumas ocasiões especiais, imagem que estimula as lembranças da gente mais velha, enquanto que a mais nova fica curiosa e aprende a história local.
Este tipo de carro era também utilizado noutras cidades, nomeadamente em Lisboa, devido à sua imprescindibilidade para a higiene pública.
O carro foi adquirido pela Câmara de Évora, em 1926, à Casa Specia, L.da – Société Portugaise d`Expansion Commerciale, Industrielle et Agricole, L.da., situada, na época, no n.º 9 da Praça de D. Luiz, em Lisboa, e o seu custo final foi de 53.235$00.
A 5 de Maio de 1927 o carro foi entregue em Évora e esteve em circulação durante quatro décadas, até aos anos 60 do século XX.

No Rossio, a camioneta da água da Câmara andava pelos arruamentos definidos no recinto, molhando a terra solta e escaldante, baixando o pó e levantando um cheiro a barro húmido e quente. Durante os dias da feira repetia várias vezes o mesmo circuito. O tempo de fazer uma volta e de ir reabastecer-se era suficiente para que tudo secasse. Este autotanque dos “tempos pré-históricos” tinha nas rodas aros de borracha maciça em vez de pneus e uma sineta que o motorista badalava, avisando tudo e todos da sua aproximação, espalhando água. Correndo ao lado dos jactos que lançava, a garotada aproveitava para um “duche” municipal.
Por uns momentos tudo ficava depois mais fresco e sem poeira…
in A. M. Galopim de Carvalho, O Autotanque in O Cheiro da Madeira, Editorial Notícias, [1993], p.141.

Núcleo de Documentação
Texto de Maria da Conceição Rodrigues Rebola - Bibliografia
REBOLA, M.C., DUARTE, J., (no prelo) – O carro da água de Évora -Autotanque Laffly, LC2, Arroseuse (1926) in A Cidade de Évora, II série, n.º 8, Câmara Municipal de Évora.

Évora Perdida no Tempo - Banco de Portugal


Aspecto nocturno da agência do Banco de Portugal, na Praça do Giraldo.
Autor David Freitas
Data Fotografia 1950 - 1969
Legenda Banco de Portugal
Cota DFT0176 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Toiros este fim-de-semana na Arena d'Évorat

Évora Perdida no Tempo - Obras para construção do Hospital


Obras de terraplanagem para a construção do novo Hospital do Patrocínio ou do Espírito Santo (popularmente designado como "Hospital do Cancro").

Autor David Freitas
Data Fotografia 1955 - 03 -
Legenda Obras para construção do Hospital
Cota DFT1559 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

terça-feira, 19 de julho de 2011

Começa hoje o “Cinema no Verão” na Praça do Sertório

Às terças-feiras há “Cinema no Verão”, ao ar livre, na Praça do Sertório, com início próximo dia 26 de Julho e com a última sessão a ter lugar a 30 de Agosto. Esta é uma iniciativa da Câmara Municipal de Évora integrada na Festival Terras de Sol e que conta com a participação do Cineclube da Universidade de Évora e os apoios da SOIR-Joaquim António d’Aguiar e do FIKE-Festival Internacional de Curtas-metragens de Évora.

Esta é a 8ª edição do “Cinema no Verão”, que proporciona ao público uma forma menos convencional de cinema, através de uma projecção ao ar livre, aproveitando a noites quentes de Verão e com entrada gratuita. À semelhança das edições anteriores, o cartaz cinematográfico apostará na apresentação de produções mais recentes e as sessões e iniciam-se sempre às 22:00 horas.

No programa deste ano constam os seguintes filmes: “X-men o Início” (19 de Julho), “As Viagens de Gulliver” (26 de Julho), “Inside Job” (2 de Agosto), “Tu, que vives” (9 de Agosto), “O Turista” (16 de Agosto), o filme de animação “Rio” (23 de Agosto) e, por último, “Capitalismo - Uma História de Amor” (30 de Agosto).

Évora Perdida no Tempo - Aula na Escola de Enfermagem


Aula na Escola de Enfermagem São João de Deus, em Évora
Autor David Freitas
Data Fotografia 1950 - 1960
Legenda Aula na Escola de Enfermagem
Cota DFT1136 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Festival Terras do Sol 2011


FESTIVAL TERRAS DO SOL 2011


TEATRO DE RUA
CENDREV
Vários locais nas Freguesias
11 Junho a 10 Setembro

CINEMA DE VERÃO
Cineclube da Universidade de Évora
Praça do Sertório
19 Julho a 30 Agosto

ESCRITA NA PAISAGEM
Associação Clecção B
Vários locais
Julho a Setembro

MÚSICA NOS CLAUSTROS
Associação Eborae Música
Convento dos Remédios

AQUI HÁ BAILE!
TOCAR DE OUVIDO
Associação PédeXumbo
Teatro Garcia de Resende e Celeiros da EPAC
29,30 Setembro e 1 Outubro

TEATRO "ÉMELIE E VOLTAIRE"
A Bruxa Teatro
Ex-Celeiros da EPAC
14 a 30 Julho

FIKE - Festival Internacional de Curtas Metragens
Cineclube da Universidade de Évora
Auditório da Universidade de Évora
Outubro

Évora Perdida no Tempo - Muralhas de Évora


Muralhas de Évora: troço junto à Porta da Lagoa

Autor David Freitas
Data Fotografia 1950 - 1960
Legenda Muralhas de Évora
Cota DFT6093 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

domingo, 17 de julho de 2011

Jovens iniciam o trabalho de voluntariado


Pelo quinto ano que a Câmara de Évora desenvolve o Projecto “ JF2 “ que tem junto dos jovens uma enorme adesão e resultados bastante favoráveis à comunidade.

A partir de 15 de Julho e até 30 de Setembro jovens munícipes, divididos por turnos, irão realizar iniciativas de sensibilização/ prevenção de incêndios e de vigilância no Alto de S. Bento e na Ecopista (Zona Rural).
Esta iniciativa insere-se no âmbito do programa “Voluntariado Jovem para as Florestas”, cujo objectivo é incentivar a participação dos jovens na defesa e preservação da floresta.

A Câmara Municipal de Évora apresentou ao Instituto Português da Juventude, entidade responsável pelo desenvolvimento do programa, a candidatura de um projecto municipal intitulado “Jovens Frente ao Fogo – JF2” que foi aprovada, resultando daí este trabalho de muita utilidade para o concelho.

Pelo quinto ano que a Câmara de Évora desenvolve o Projecto “ JF2 “ que tem junto dos jovens uma enorme adesão e resultados bastante favoráveis à comunidade.

Os jovens do concelho, entre os 18 e 30 anos, interessados em participar e que ainda não se inscreveram, podem fazê-lo dirigindo-se às instalações do Instituto Português da Juventude em Évora (localizadas na Rua da Republica) ou ao Ponto Jovem – Espaço Municipal da Juventude, na Rua do Menino Jesus.

Autarca de Évora cumprimenta “Canarinhos”

O Presidente da Câmara Municipal de Évora, José Ernesto d’Oliveira, deslocou-se esta quinta-feira ao Aeródromo Municipal para apresentar cumprimentos à Força Especial de Bombeiros (FEB) “Canarinhos” que está sediada nesta infra-estrutura aeronáutica durante a Fase Charlie de combate aos incêndios.

Recorde-se que os “Canarinhos” foram deslocados para Évora com o objectivo de facilitar o combate aos incêndios na fase mais crítica, que decorre de 1 de Julho a 30 de Setembro. O novo posto de alerta do Aeródromo Municipal de Évora é composto por 20 operacionais, cinco viaturas e um helicóptero.

Durante a visita ao Aeródromo Municipal de Évora o autarca de Évora visitou as instalações utilizadas pela FEB e teve a oportunidade de assistir a uma pequena demonstração da forma de actuação desta brigada. Na companhia do Comandante Operacional Distrital da Protecção Civil, José Ribeiro, e do Comandante da Companhia do Alentejo da FEB, Renato Marques, o edil eborense deu as boas-vindas aos “soldados da paz”, disponibilizando todos os meios da autarquia “para o sucesso da vossa missão”.

“A Câmara Municipal de Évora reconhece publicamente o vosso trabalho meritório e quer, desde já, manifestar toda a disponibilidade para colaborar convosco, disponibilizando os serviços e os meios necessários para um desempenho extraordinário”, disse.

O Presidente da Câmara Municipal de Évora aproveitou a oportunidade para visitar também as restantes instalações do Aeródromo Municipal e cumprimentar os funcionários que diariamente ali trabalham.

Na ocasião, José Ernesto D’Oliveira, pôde assistir, igualmente, a uma pequena demonstração da operacionalidade da viatura de combate a incêndios em aeródromos que está estacionada em permanência junto à pista.







Precisa-se Cozinheiro (M/F) ÉVORA

Recrutamos Cozinheiro M/F, urgente para trabalhar a tempo inteiro com horário repartido. 8h por dia e 1 folga por semana.

Enviar C.V. para alkimiacafee@hotmail.com

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Férias de Verão 2011


Se tens entre 14 e 30 anos, vives no concelho de Évora e pretendes passar os teus tempos livres de forma saudável, útil e divertida, inscreve-te gratuitamente nas actividades que o programa Férias de Verão 2011, promovido pela Câmara Municipal de Évora com o apoio de várias entidades e associações, tem para te oferecer entre 18 de Julho e 16 de Setembro.

Procura mais informações em www.cm-evora.pt ou através dos seguintes contactos: palavraj@cm-evora.pt ou telefone: 266777100. As inscrições podem realizar-se on-line ou na Câmara Municipal de Évora/Ponto Jovem – Espaço Municipal da Juventude.

Das diversas actividades dinamizadas nas áreas da formação, lazer, desporto e cultura, destacam-se as seguintes, a ter lugar já este mês de Julho:

Um Workshop de Cozinha de Verão, no dia 18, entre as 18 e as 20 horas, na Carpe Diem (Praça do Giraldo 81), organizado pela referida associação; e também um de Língua Gestual Portuguesa, a ter lugar no mesmo dia e à mesma hora, na Associação de Surdos de Évora (Bairro da Casinha), dinamizado pela Associação de Surdos de Évora – Sónia Serras.

O ateliê de Escrita Criativa, agendado de 18 a 20 de Julho, entre as 18 e as 20 horas, tem lugar no Ponto Jovem (Espaço Municipal – Rua do Menino Jesus) e é organizado pela Ex-Quorum.

O Hip Hop marca presença no dia 20 de Julho, das 18 às 20 horas, no Ponto Jovem, estando a organização a cargo de Geny.

Noções básicas de costura e confecção estão agendadas para os dias 21 e 22, das 17 às 20 horas, no Ponto Jovem, sendo ensinadas por Marta Ricardo.

Um Workshop de Tatuagens Temporárias está marcado para o dia 21, entre as 18 e as 20 horas, na Carpe Diem e nesse mesmo dia e à mesma hora decorrerá também um Workshop de Body Combat no Ponto Jovem, cujo dinamizador é Pedro Ricardo.

A Iniciação aos Saltos para a Água é outra actividade marcada para o dia 21, decorrendo entre as 18 e as 20 horas, nas Piscinas Municipais, organizada pela autarquia eborense.

O Workshop de Bijutaria e Feltros, no dia 21, decorre entre as 17 e as 19 horas, no Ponto Jovem, tendo a organização de Alexandra Cruz.

Um Workshop de Licores e Compotas acontecerá no dia 22, entre as 17 e as 19 horas, na Carpe Diem e no mesmo dia, entre as 18 e as 20 horas, haverá também Kickboxing na Rua do Muro nº 44, a cargo da Associação de Taekwondo Kumgang Região Sul.

No dia 25, realiza-se um Workshop de Encadernação de Livros, entre as 15 e as 20 horas, no Ponto Jovem, tendo como responsável Silvia Lopes.

Um Workshop de Pintura ocorrerá entre 26 e 28 de Julho, das 17 às 19 horas, no Ponto Jovem, realizado por Joana Gancho, estando também marcado para esse dia um Workshop de Maquilhagem, que tem lugar na Carpe Diem, organizado por esta associação, a qual também é responsável pelo Workshop de Fotografia – postura para book e sessão fotográfica, agendado para o dia 27, entre as 18 e as 20 horas, na referida associação.

A Defesa Pessoal é outro desafio também a decorrer no dia 27, entre as 18 e as 20 horas, na Rua do Muro nº 44, proposto pela Associação de Taekwondo Kumgang Região Sul.

No dia 28, há um Workshop de Tranças Africanas, entre as 17 e as 19 horas, na Carpe Diem e para os dias 28 e 29 está marcada uma Oficina de Costura Criativa, entre as 17 e as 20 horas, no Ponto Jovem, levada a cabo por Diana Regal.
Um Workshop de Cozinha Light acontece ainda no dia 29 de Julho, das 18 às 20 horas, na Carpe Diem.

Évora Perdida no Tempo - Edifício demolido no Largo da Porta de Moura


A construção do Palácio da Justiça (1963) obrigou à demolição do edifício existente no espaço correspondente ao actual tabuleiro no largo da Porta de Moura.

Autor David Freitas
Data Fotografia 1963 ant. -
Legenda Edifício demolido no Largo da Porta de Moura
Cota DFT418.1 - Propriedade Arquivo Fotográfivo CME

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Exposição "MONUMENTOS DE ÉVORA E REPRESENTAÇÕES DE UM ARTESÃO LOCAL"


MANUEL MARIA MIRANDA
Nasceu em Cabeço de Vide, Fronteira, no ano de 1939. Foi durante 40 anos funcionário dos Serviços de Mecânica da Companhia de Caminhos de Ferro Portugueses. Reformado divide o seu tempo livre em duas actividades: a pesca desportiva e o trabalho com madeira.










Templo Romano de Évora

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Dia da Escola Popular da UE

A Escola Popular da Universidade de Évora - Universidade Sénior Túlio Espanca (EPUE/USTE) comemorou o seu dia juntando alunos dos seus cinco pólos (Évora, Alandroal, Viana do Alentejo e Portel e São Miguel de Machede) no Colégio do Espírito Santo da UE. Ao longo do dia, os alunos participaram em diversas actividades científicas e culturais.

Os alunos da EPUE/USTE em jeito de encerramento do ano lectivo participaram em três aulas de química com a Prof.ª Margarida Figueiredo, de física com o Eng.º Paulo Canhoto e sobre a história da própria Escola Popular, a cargo da organização.

O programa contou ainda com uma cerimónia protocolar presidida pelo Reitor da UE, Prof. Carlos Braumann, com os Presidentes das Câmaras Municipais do Alandroal, Dr. João Grilo, de Viana do Alentejo, Dr. Bengalinha Pinto e de Portel, Prof. Norberto Patinho e o Director da Escola Popular da Universidade de Évora, Prof. Bravo Nico.

Encerrou o programa, a Gala da EPUE/USTE, na qual participaram muitas dezenas de estudantes e onde foram apresentados alguns dos resultados do trabalho e das aprendizagens realizadas ao longo do ano lectivo.

Évora Perdida no Tempo - Largo dos Colegiais antes da intervenção


Aspecto do largo dos Colegiais antes da intervenção. Em Novembro de 1953 a Casa Cadaval doou ao município o terreno adjacente ao Buraco dos Colegiais para arranjo e ajardinamento, reservando essa passagem a peões, obra que ficou pronta em 1955.

Autor David Freitas
Data Fotografia 1953 ant. -
Legenda Largo dos Colegiais antes da intervenção
Cota DFT2715 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

terça-feira, 12 de julho de 2011

Troço Bombel Casa Branca/Évora - Reabertura à circulação ferroviária prevista para 23 de Julho.


As obras de modernização do Troço Bombel – Casa Branca – Évora, na Linha do Alentejo / Linha de Évora (e que é parte integrante da Ligação Ferroviária de Mercadorias Sines – Elvas), entraram na sua fase final, prevendo-se a reabertura à circulação ferroviária no próximo dia 23 de Julho.
A empreitada em curso compreende, nomeadamente, uma reabilitação profunda da plataforma ferroviária nos cerca de 37,4 km de via entre Bombel e Casa Branca e a electrificação de todo o traçado até Évora.
Com a instalação de novos sistemas de sinalização electrónica e de controlo de velocidade (CONVEL) viabiliza-se a prática de velocidades da ordem dos 190 / 200 km/h, permitindo uma redução do tempo de percurso entre Lisboa e Évora de cerca de 20 minutos, o que, decerto, irá contribuir para uma melhoria da competitividade do caminho-de-ferro neste percurso.
As empreitadas adjudicadas no âmbito do processo de modernização desta infra-estrutura integram o Projecto de Financiamento designado por "Ligação Ferroviária Sines/Elvas (Espanha) III: Modernização do troço Bombel e Vidigal a Évora", candidatado ao Programa Operacional Temático de Valorização do Território (POVT).
Os trabalhos no seu objecto têm uma comparticipação prevista de 70% do Fundo Coesão, até um montante total elegível de, aproximadamente, 90 milhões de euros. O Projecto, que também compreende a intervenção na Estação de Évora, representa um investimento total previsto de 94,7 milhões de euros.

Templo Romano de Évora

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Évora Shopping começa a ser construído em Agosto


A Imorendimento e a Madford Developments vão avançar, em Agosto, com a construção do Évora Shopping, um centro comercial em Évora que deverá ficar concluído no final de 2012.
Com mais de de 16 mil metros quadrados de área, este shopping integra-se num amplo complexo comercial, avaliado em 60 milhões de euros, que já inclui uma loja IZI (artigos de bricolage) com quatro mil metros quadrados e um Retail Park de seis mil metros quadrados já concluído.
O novo centro terá 80 lojas, um complexo de cinemas, um supermercado e zona de restauração, distribuídas por dois pisos. A comercialização das lojas está a cargo da consultora imobiliária Cushman & Wakefield (C&W).
Este é o terceiro shopping a começar a sua construção este ano. O primeiro foi o Alegro de Setúbal que resulta da expansão do hipermercado Auchan e o segundo, o Forum Setúbal, da Multi Development, a empresa que gere os centros comerciais Forum, como o Forum Almada ou Montijo.
Um projecto que surge num momento em que a abertura de novos centros em Portugal tem vindo a cair fortemente. Em 2009 inauguraram 13 shoppings, mas o ano passado foram apenas quatro (e um deles foi uma expansão) e para este ano, a estimativa aponta para três.
“O percurso deste projeto sofreu várias paragens devido aos obstáculos que têm vindo a surgir nos últimos anos. No entanto, estamos numa fase final de fecho do projetos para poder avançar com o início da construção. No nosso entender é um projeto muito importante e de certa forma emblemático, porque apesar do período que atravessamos demonstra que ainda se faz investimento imobiliário em Portugal e ainda há quem queira financiar bons projetos”, disse, em comunicado, o director de gestão de projeto da Cushman & Wakefield em Portugal, Matt Smith.

http://www.dinheirovivo.pt/

Évora Perdida no Tempo - Arco do aqueduto na Porta Nova


Arco do Aqueduto na Porta Nova depois da demolição do edifício que obstruía a Rua do Salvador.

Autor David Freitas
Data Fotografia 1951 - 1960
Legenda Arco do aqueduto na Porta Nova
Cota DFT7074 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

domingo, 10 de julho de 2011

RTP emite Verão Total desde a Praça de Giraldo

A edição da próxima segunda-feira, dia 11 de Julho, do programa da RTP Verão Total vai ser emitida a partir de Évora, mais concretamente da Praça de Giraldo, com o objectivo de promover a Açorda Alentejana como uma das maravilhas gastronómicas de Portugal.
Com o objectivo de dar a conhecer as 21 finalistas a concurso na eleição das “7 Maravilhas da Gastronomia®” e apelar ao voto da população, a organização junta-se à equipa do programa “Verão Total” da RTP num roadshow por todo o país.
Segunda-feira será vez da Açorda Alentejana, um dos mais representativos pratos da gastronomia transtagana, estar em destaque no programa Verão Total, que ao longo de todo o dia irá animar a Praça de Giraldo. Com este programa, a organização convida a população local e os turistas nacionais e internacionais a descobrir a que sabe Portugal nos dias em que o roadshow tem lugar e a assistir ao programa in loco.
Tânia Ribas de Oliveira e Jorge Gabriel serão os pivots de serviço neste Verão Total, que realça o património de cada terra.
“Esta é uma iniciativa que em tudo se destina à população portuguesa e a quem nos visita. Desde a votação pública, que implica um envolvimento directo dos amantes de cada maravilha, até à própria preservação da gastronomia tradicional, o objectivo é que todos descubram a que sabe Portugal e que aproveitem da melhor forma este Verão”, explica Luís Segadães, presidente das 7 Maravilhas®.
Cada um dos 21 finalistas vai receber um troféu criado pela SPAL, a entregar num momento simbólico durante o programa “Verão Total”.
No apoio à organização, conta-se a participação das Pousadas de Portugal, que como Hotel Oficial desta iniciativa e com a maior rede de restaurantes do país, garante o alojamento ao longo de todo o percurso. Também a Europcar, rent-a-car oficial, possibilita as deslocações no roadshow.
Tanto os apresentadores da RTP como a própria organização vão ter jalecas oficiais “7 Maravilhas da Gastronomia®”, produzidas pela Bragard.

Telepizza Recruta Subgerentes Évora

COLABORADORES (m/f )

Os candidatos a recrutar desempenharão funções de Subgerentes de Loja. Encontramo-nos num processo de expansão de lojas e para tal procuramos colaboradores, em regime de full-time, com o seguinte perfil:

Perfil

• Habilitações mínimas:12º ano (preferencialmente)
• Simpatia e boa apresentação
• Forte orientação para o cliente
• Dinamismo, espírito de iniciativa e de equipa
• Forte capacidade de organização e planeamento
• Disponibilidade para trabalhar em horários rotativos e fins-de-semana
• Experiência em restauração, preferencialmente

Descrição de Funções

Subgerente de loja

Abertura e fecho de loja
Coordenação de equipa nos turnos
Planificar os horários da equipa
Encomendas e gestão de stocks
Auxiliar em todas as tarefas operacionais de loja


Oferecemos: Oportunidade de integrar uma equipa jovem e dinâmica, num Grupo sólido e prestigiado, líder no ramo da restauração que fornece sérias oportunidades de progressão na carreira e formação continua. Remuneração Fixa acrescida de prémios mensais de produtividade.

Para resposta a este anuncio as candidaturas devem ser enviadas para: recrutamento.gerencia@telepizza.pt 

sábado, 9 de julho de 2011

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Vice-reitor de Évora acusado de plágio

O vice-reitor da Universidade de Évora José Manuel Caetano está a ser alvo de um processo de averiguações por parte da Inspecção-Geral do Ensino Superior (IGES) na sequência de uma acusação de plágio. Na origem do processo estarão alegadas irregularidades nas referências bibliográficas apresentadas pelo catedrático no currículo da prova de agregação defendida perante o júri nos dias 26 e 27 de Novembro de 2009.
Num despacho a que o CM teve acesso, datado de 1 de Junho de 2011, o então ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago, solicitou à academia alentejana informação que permita aferir da necessidade de intervenção do ministério sobre o caso em concreto.
Este documento surge no seguimento das recomendações do relatório da Inspecção no sentido de apurar a gravidade das acusações, solicitando inclusive o envio da informação a ser recolhida pela reitoria eborense ao Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Évora.
O reitor da Universidade de Évora, Carlos Braumann, confirma as diligências, mas não adianta pormenores por o processo ainda decorrer. "Solicitei parecer que me habilite a apurar a viabilidade jurídica das recomendações do relatório da Inspecção e prestar ao senhor ministro as informações requeridas. Decorre o prazo legal para que o visado se pronuncie. Até lá, não posso pronunciar-me sobre o processo", disse Carlos Braumann.
O CM também tentou obter durante o dia de ontem esclarecimentos sobre este caso junto do professor visado, mas, até à hora de fecho desta edição, não obteve resposta.
José Manuel Caetano é professor da Universidade de Évora na área de Economia e como vice-reitor tem a seu cargo o planeamento, património e finanças da Universidade e a superintendência dos serviços da Reitoria, administrativos, informática e serviços técnicos.

C.Manhã

Cronologia da Implantação da República em Évora (1880-1915)


1880
A 10 de Junho realizam-se celebrações nacionais do 4º Centenário da Morte de Camões. O governo monárquico progressista, que havia mostrado pouco empenho na sua organização, deixa cair a organização nas mãos de elementos republicanos. Os festejos tiveram extraordinário impacto popular, com grandes cortejos cívicos nas principais cidades do país, onde se registaram incidentes e ouviram agravos contra a realeza e os partidos rotativista, mas foi em Évora que os mesmos tomaram proporções inusitadas. Segundo o “Monitor Transtagano” passaram-se nesse dia «cenas de selvajaria na sequência de divergências graves entre cidadãos e oficiais do Regimento de Cavalaria 5», que começaram com bofetões e socos dos militares e acabaram com a resposta dos populares, em muito maior número. No meio da arruaça o governador civil,
o comissário da polícia e alguns oficiais de Cavalaria 5 são agredidos e arrastados na onda de exaltação popular. A 13 de Junho, no rescaldo dos acontecimentos, o Ministério da Guerra transferiu o Quartel General para Estremoz e o Regimento de Cavalaria 5 para Vendas Novas. “O Monitor” comentava dias depois : «Nós estigmatizamos estes factos (...) que não são nem progressistas nem democratas, porém socialistas ou demagogistas (leiase republicanos) o que nos leva a uma situação mais intolerável do que se pertencêssemos a um país de bárbaros». A 30 de Junho uma delegação composta por José de Sousa Matos, José Maria Ramalho Perdigão, Manuel Paula de Rocha Paula Viana e Abel Martins Ferreira, gente influente do concelho, desloca-se a Lisboa para apresentar ao governo um pedido de desculpas e pedindo a revogação de ambas as decisões uma vez que a saída daquelas unidades da cidade acarretava uma perda anual de 100:000$00 e porque, como garantia o “Monitor”, «os díscolos pertenciam à plebe - porque o povo propriamente dito é prudente e digno». A situação foi reposta em meados do mês seguinte.

1881
Em Janeiro é criado, na Rua do Capado, um pequeno centro republicano para apoiar a primeira candidatura do partido às eleições municipais, feita na pessoa de Joaquim Henrique da Fonseca, médico e distinto reitor do Liceu de Évora. A 21 de Agosto realizam-se as eleições municipais no Círculo 114, que abrange os concelhos de Évora, Portel e Viana. No caso de Évora, embora fique longe dos 2.262 votos recebidos pelo candidato governamental monárquico, Joaquim Henrique da Fonseca obtém 117 votos, cotandose na segunda posição. O pequeno centro, local embrionário da presença efectiva dos republicanos no concelho, é posteriormente desactivado.


1883
Em data indeterminada instala-se temporariamente em casa de Bernardo de Matos, na rua que há-de vir a ter o seu nome, o Centro Eleitoral Democrático Eborense, para apoio dos candidatos republicanos aos actos eleitorais desse ano.


1887
Em Dezembro é criado o Centro Republicano Federal Eborense no nº. 90 da Rua do Raimundo, presidido por Pereira de Macedo Júnior. Teve aulas de instrução primária, francês e desenho. Desconhece-se a sua duração, que não foi muito longa.


1888
A 19 de Abril Domingos António Gomes Percheiro, antigo militar e jornalista, republicano e amigo de João de Deus, Antero de Quental e Teófilo Braga, adquire a propriedade do “Diário do Alentejo”, primeiro periódico do género na região a ter como director um republicano. A 26 de Abril Uma semana após ter comprado o referido periódico, Domingos Percheiro é alvo de um atentado e de madrugada a redacção é assaltada quando este procedia à revisão do jornal. Preso durante 10 horas é depois entregue ao poder judicial, acabando por ser solto sob fiança.


1895
É criada a Associação das Classes Construtoras e Artes Auxiliares.


1897
A 19 de Setembro entra em publicação “A Lucta”, semanário manuscrito e copiografado, assumidamente republicano, de «menores e empregados de comércio», cujo director político J. Roberto da Silva se encarrega em vários números de desancar o governo e a fazenda pública. Alvo de uma tentativa de agressão e de diversas querelas movidas em tribunal a publicação acaba por ser interditada pelas autoridades.


1899
A 20 de Abril é suspenso compulsivamente, na sequência da prisão do seu director, Manuel Vicente Ventura, o bi-semanário “A Rabeca”, ligado à facção socialista anarquista do republicano Azedo Gneco. Ligado ao movimento anticlerical dos Círios Civis, o jornal e o director haviam caído em desgraça junto das autoridades locais e do Arcebispo de Évora pelo que ambos foram querelados e condenados.


1900
A 8 de Setembro é fundado o diário local “Notícias d’ Évora”, ligado primeiro ao Partido Progressista e depois ao Partido Regenerador - Liberal e que após a proclamação da República se veio a tornar no seu principal inimigo. Ainda hoje permanece como o mais longevo jornal eborense, apenas encerrado em circunstâncias diversas em 1991. A 5 de Dezembro um grupo de operários apaixonados pela cultura musical funda na rua Pedro Simões o Grupo Operário Recreativo Joaquim António de Aguiar que a partir de 1912 passa à condição de Sociedade.


1902
Circula em Évora o primeiro automóvel, pertença do grande proprietário, lavrador e banqueiro, conselheiro José António de Oliveira Soares.


1904
Começa a publicar-se como semanário independente “A Voz Pública” que tem como director o médico republicano Evaristo Cutileiro.


1905
A 15 de Janeiro Evaristo Cutileiro adquire a propriedade de “A Voz Pública”, que fica com o subtítulo de Semanário Republicano e suspende por algum tempo devido a problemas de saúde do seu proprietário.


1906
A 25 de Novembro, em casa do cidadão Francisco d’Almeida Telles do Valle é criado o Centro Republicano Eborense, que se virá a integrar no Centro Republicano Democrático Liberdade e cuja sede se virá a implantar na rua da Freiria de Baixo 18. A 10 de Novembro o Partido Republicano concorre pela primeira vez às eleições para a Santa Casa da Misericórdia, apostando na manutenção do Cónego Bernardo Chouzal como provedor mas lançando uma lista em que candidata Evaristo Cutileiro a vice-presidente e António dos Santos Cartaxo Júnior, Francisco d’Almeida Telles do Valle, Romão de Carvalho Marquez, José de Paulo Costa e António Joaquim dos Santos como mesários.


1907
A 16 de Março “A Voz Pública“ muda a sua anterior redacção da rua João de Deus para a sede do partido na Rua da Freiria de Baixo e retoma a sua publicação, passando a sair duas vezes por semana. A 25 de Maio é eleita a primeira Comissão Municipal Republicana presidida por Evaristo Cutileiro.


1908
A 11 de Abril realizam-se eleições para deputados. A surpresa esteve prestes a acontecer pois o candidato republicano Evaristo Cutileiro ganha no concelho mas perde no distrito. A 26 de Agosto efectua-se um grande comício republicano no chamado quintalão da rua de Machede em que participam Afonso Costa e Bernardino Machado. A jovem Ana Laura Chaveiro Calhau, com apenas 16 anos, é a primeira mulher eborense a falar num comício político.


1909
A 27 de Fevereiro o Grupo Juventude Republicana, criado no ano anterior, fixa em definitivo a sua sede na rua de Machede, 8 A.


1910
A 6 de Janeiro tem lugar em Machede uma grande sessão de propaganda em que falam José Joaquim Mocho, presidente da respectiva Comissão Paroquial, Francisco Martinho Pereira e diversos dirigentes concelhios. A 14 de Agosto grande comício, às 5 da tarde, na Praça das Mercês em apoio dos candidatos pelo círculo às eleições legislativas: Júlio do Patrocínio Martins, Carlos Amaro, Inocêncio Camacho Rodrigues e Afonso do Prado Lemos. De manhã tinham ocorrido comícios também em Azaruja e Machede. A 28 de Agosto têm lugar as eleições legislativas. Os republicanos ficam a escassos 91 votos do partido governamental. A 5 DE OUTUBRO é implantada a República que é recebida com grande regozijo e entusiasmo em Évora. Nos dias seguintes é nomeado o novo governador civil Estevão Pimentel e a nova Comissão Executiva da Câmara de Évora, presidida por Júlio do Patrocínio Martins. A 1 de Dezembro celebra-se em Évora, como no resto do país, o dia da Bandeira.


1911
É constituída a Associação de Classe dos Trabalhadores Rurais de Évora. A 2 de Abril a Câmara Municipal de Évora aprova o regulamento concelhio da Lei do descanso semanal. A 1 de Maio celebra-se pela primeira vez em Portugal o Dia do Trabalhador. Nas comemorações celebradas em Évora e por proposta da Associação de Classes de Construção Civil e Artes Auxiliares é determinado que a Praça de D. Manuel, (Largo de S. Francisco), assim designada desde 1879, passe a chamar-se Praça 1º. de Maio. A 28 de Maio realizam-se eleições para a Assembleia Nacional Constituinte. Júlio do Patrocínio Martins e Inocêncio Camacho Rodrigues são eleitos por Évora.


1912
Nos primeiros dias do ano está confirmada, também em Évora, a cisão no Partido Republicano Português. Este fica bastante desfalcado, pois muitos dos seus membros aderem ao Partido Republicano Evolucionista e um pequeno número ao Partido Unionista. A 6 de Janeiro rebenta a greve geral dos trabalhadores rurais, que se estenderá por cerca de duas semanas e alargará por solidariedade aos sindicatos de Lisboa e sul do Tejo. A 3 de Abril D. Augusto Eduardo Nunes, Arcebispo de Évora, é exilado por dois anos para fora da diocese, por críticas continuadas à Lei da Separação da Igreja e do Estado. A 8 de Julho começa a ser desmantelada uma ramificação local afecta a uma incursão monárquica intentada na zona norte por Paiva Couceiro. A 25 e 26 de Agosto tem lugar em Évora o I Congresso dos Trabalhadores Rurais


1913
A 9 de Setembro morre no Sanatório da Covilhã Evaristo Cutileiro, a figura maior de republicanismo em Évora. O corpo é trazido para Évora, tendo-se incorporado no seu funeral mais de cinco mil pessoas. De 19 a 23 de Outubro reúne em Évora o I Congresso da Classe Corticeira A 7 de Dezembro realizam-se eleições para a Junta Central e para a Câmara Municipal. Contra todas as expectativas o Partido Republicano Português, agora dito Democrático, vence o Partido Republicano Evolucionista, entrando este a partir daí em acentuado declínio.


1914
A 7 de Julho o desconhecido António Maria da Costa Moura Augusto passa a presidir à Comissão Municipal Republicana. A 17 de Setembro é criada a Escola Industrial da Casa Pia de Évora. A 21 de Setembro populares assaltam e incendeiam as instalações do “Notícias d’Évora” por suspeitas de colaboracionismo nas tentativas monárquicas de derrube do regime.


1915
A 24 de Agosto reúne pela primeira vez a comissão organizadora de “A Pátria – Companhia Alentejana de Seguros”.

Texto: José Frota

Templo Romano na Actualidade

quinta-feira, 7 de julho de 2011

O Edifício de S. Pedro (Antiga Igreja Paroquial e Antiga Direcção-Geral de Viação)


O “Edifício de S. Pedro”, actualmente propriedade da Câmara Municipal de Évora, situa-se na Rua Diogo Cão, junto ao Pátio do Salema, e foi até ao século XIX a Igreja de São Pedro – e este topónimo “S. Pedro” remonta ao século XII, mas passa a designar esta rua a partir do século XIV, e até ao século XIX, altura em que lhe é atribuída a denominação de Rua Diogo Cão.

Existe a tradição eclesiástica e erudita de que em 1186 esta era uma ermida de templários, os quais terão procedido à sua reedificação e ampliação. Gabriel Pereira defende que não há motivo para rejeitar esta tradição, pois nas obras de adaptação da igreja a Escola Normal, finais do século XIX, foram encontradas várias pedras tumulares e outros elementos de arquitectura e de escultura, como mísulas, que comprovam tratar-se de um edifício muito antigo. Este historiador noticia também o aparecimento de um forte muro correndo em direcção discordante das paredes do edifício e de outra qualquer próxima, o que, na sua opinião, seria pertença de um edifício considerável outrora ali existente, e refere ainda um fragmento com uma inscrição árabe numa parede. A combinação de todos estes elementos permitem-lhe admitir a existência de um templo moçárabe.

Algumas destas informações foram confirmadas por trabalhos arqueológicos recentes, que revelaram enterramentos correspondentes a períodos cronológicos distintos, desde o século VI ao XV.
Os Padres Manuel Fialho e António Franco, no século XVIII, referem que neste local estava localizada a primeira Sé, anterior à actual. Todavia, o Cónego Júlio César Baptista considera que há um desencontro cronológico que obriga a pôr de lado a igreja de S. Pedro como sede da primitiva catedral: o mais antigo documento conhecido sobre a igreja de S. Pedro é de 1280, e demonstra já então existir a paróquia de S. Pedro, organizada, com prior e raçoeiros. Se esta igreja tivesse sido a primeira Sé, só poderia ser paroquial depois de 1308, data da abertura ao culto da actual Sé, e não podia intitular-se de S. Pedro, mas de Santa Maria, nem podia ter colegiada, com prior e raçoeiros.

Em 1302 esta Igreja passou a integrar o padroado do Bispo de Évora e em 1312 foi elevada a sede de paróquia, possuindo rendas e proventos avultados e o seu primeiro prior foi Lourenço Anes de Oliveira. Aliás, até ao século XIX aqui se manteve a paróquia de S. Pedro , embora, consoante as várias obras realizadas na igreja, essa sede se fosse transferindo, ora para a Igreja de S. Vicente, ora para a de S. Francisco, onde se estabeleceu definitivamente em 1862.

Entretanto, a Igreja de S. Pedro sofreu obras de beneficiação em 1438, mas foi no século XVII que se registaram grandes transformações promovidas pelo Arcebispo D. Frei Luís da Silva Teles, por voto que fez a S. Pedro, se o livrasse duma perigosa doença. Este velho templo era então uma “egreja antiga e de indigesta symetria e fabrica” e “subterrânea, mal ornada e sem asseio”, pelo que lhe chamavam a “adega de João Baptista”.

Estas obras foram as seguintes: da velha igreja foi tudo derrubado, excepto as paredes-mestras, as quais foram levantadas para que a igreja ficasse com altura de pé direito proporcional à largura; foi feito um novo arco para a capela-mor; no corpo da igreja foram abertas duas janelas rasgadas para boa iluminação da igreja; todas as paredes foram cobertas com azulejos, com painéis da vida de S. Pedro; foi feito um novo coro fora da porta principal sobre um novo alpendre de pedraria; ao lado da parte da epístola, à entrada da porta principal, abriu-se outra porta para uma escada que serve para o coro e para um novo campanário, com dois sinos; foi aberta uma capela para a pia baptismal, entre outras alterações. Foram adquiridos objectos para o seu embelezamento e para o culto litúrgico, dos quais destacamos um painel representando “S. Pedro de joelhos recebendo as chaves da Igreja da mão de Cristo”, de autoria do pintor Bento Coelho da Silveira.

Além do altar-mor onde estavam as imagens de S. Pedro e de S. João Baptista, existiam dois altares colaterais: da parte do Evangelho o da Senhora da Glória e da parte da Epístola o de Cristo crucificado; e o altar de Santa Catarina.

Em Janeiro de 1881 procedeu-se a obras de transformação para adaptação desta igreja a Escola Normal, inaugurada solenemente em 16 de Outubro de 1884, quinta-feira e dia do aniversário da rainha D. Maria Pia. Foi a primeira Escola Normal de 2ª. classe no país e deveu-se à acção desenvolvida pela Junta Geral do Distrito de Évora e pelo Sr. Barjona de Freitas, ministro do reino.

As obras estiveram a cargo do engenheiro Pelouro, o primeiro a utilizar em Évora as vigas de ferro de “duplo T”, enchendo os vãos com pequenas abóbadas de tijolo. Os trabalhos foram depois dirigidos pelo engenheiro Pinho. E a propósito desta remodelação refere Gabriel Pereira: “Quem diria que a velha e arruinada igreja de S. Pedro se poderia transformar n’um bello salão com seu elegante vestibulo, n’um gabinete, em duas bellas salas escolares, e ainda a sala das collecções, todas com muita luz, e com um certo ar de elegância e distincção que a principio se não previa.” Tratava-se pois de um edifício de amplas janelas e espaçosas salas, uma delas com a área de 154 m2 destinada à aula de ensino elementar e complementar (escola primária anexa) e servida por um elegante vestíbulo.

A 12 de Janeiro de 1960, através de uma escritura de permuta, a Câmara Municipal de Évora entregou ao Estado o Convento de Santa Mónica e o Estado entregou à Câmara a antiga Igreja de S. Pedro. Neste edifício funcionou então, durante muitos anos, a Direcção-Geral de Viação e na década de noventa do século XX, e após novas e profundas obras, nele foram instalados alguns serviços da autarquia.

Subsistem assim poucos vestígios dos anteriores edifícios religiosos; destacam-se apenas o portal gótico e a porta de madeira do Brasil, almofadada e armoreada da época do Arcebispo D. Frei Luís Teles da Silva; a capela baptismal, do século XV; e a escadaria para o antigo coro, com azulejos monocromos, em lambris baixo, de padrão vegetalista, do século XVII.

M. Ludovina Grilo
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