terça-feira, 30 de agosto de 2011

Programa Férias de Verão convida jovens para novos ateliês

A Câmara Municipal de Évora oferece ainda aos jovens do concelho, no âmbito do programa municipal Férias de Verão 2011, um conjunto de actividades de ocupação de tempos livres bastante diversificadas, que se prolongam até meados do mês de Setembro, devendo todos os interessados em participar, começar a efectuar já as suas inscrições.

Estas podem ser feitas on-line, por telefone e no Ponto Jovem - espaço municipal da juventude, na Rua do Menino Jesus, em Évora, estando à disposição dos jovens os seguintes contactos: o site do evento em www.cm-evora.pt, o e-mail: palavraj@cm-evora.pt e o telefone 266777100 (Ext. 2335).

Tais ateliês destinam-se a jovens entre os 14 e 30 anos a viver no concelho e as inscrições são gratuitas, tendo à escolha um apreciável conjunto de actividades, nomeadamente nas áreas da cultura e do desporto.

No mês de Setembro, a programação é a seguinte: logo no dia 1, entre as 18 e as 20 horas haverá um ateliê de Noções Básicas de Modelismo, no Ponto Jovem Espaço Municipal da Juventude (Rua do Menino Jesus), organizado pelo Modelismo Alentejo Clube.

Para o dia 2, está agendado o ateliê de Malas de Trapilho, entre as 17 e as 20 horas, no Ponto Jovem, que será orientado por Sara Santos.

A 5 de Setembro é a vez de Cadernos de Feltro, que decorrerá entre as 17:30 e as 20 horas, no Ponto Jovem e é organizado por Alexandra Cruz.

Entre 5 e 6 de Setembro, o Ponto Jovem receberá o ateliê Autocad 2D, entre as 17 e as 20 horas, ministrado por Miguel Gonçalves e de 5 a 8 será realizado o ateliê de Dança Jazz e Sevilhanas, entre as 17 e as 20 horas, no Espaço Juventude Sport Clube, pela Escola de Dança Companhia de Triana.

De 5 a 8 decorre também Teatro de Rua, entre as 18 e as 20 horas, no Ponto Jovem, dinamizado pela ExQuorum e no dia 6, entre as 17 e as 19 horas, tem lugar um ateliê de Kickboxing, no EvoraGym (Av. Combatentes da Grande Guerra), organizado pela referida instituição.

Danças do Mundo – Danças Portuguesas é a proposta para os dias 6, 7 e 8, entre as 18 e as 20 horas, no Ponto Jovem, da responsabilidade de Ana Silvestre.

Nos dias 7 e 8 está agendada a realização de Fotografia Nocturna – Desenho de Luz, entre as 21 e as 23 horas, no Ponto Jovem, organizado pela Comunidade de Artistas Livres.

A 8 de Setembro tem lugar, entre as 17 e as 19:30 horas, Expressão Corporal Livre – O Movimento e a Música, no Ponto Jovem, pela Comunidade de Artistas Livres; e entre as 18 e as 20 horas, o ateliê Cozinha do Mundo, dinamizado pela Carpe Diem. Ainda nesse dia, também no Ponto Jovem, realiza-se o de Hip Hop, entre as 19:30 e as 21 horas, organizado por Geny; e a Fotografia Digital, entre as 17 e as 20 horas, que será promovida por Mário Velez.

Nos dias 12 e 13 haverá um ateliê de Sketchup 2D, entre as 17 e as 20 horas, no Ponto Jovem, dinamizado por Miguel Gonçalves

Uma Oficina de Desenho realiza-se de 12 a 14 de Setembro, das 18 às 20 horas, no Ponto Jovem, estando a cargo da Comunidade de Artistas Livres.

O ateliê de Primeiros Socorros decorre no dia 13, entre as 15 e as 17 horas, na Delegação de Évora da Cruz Vermelha, organizado por esta instituição; e nesse dia está também agendado um ateliê de Maquilhagem, que tem lugar entre as 17 e as 19 horas, na Carpe Diem (Praça do Giraldo, 81), produzido por esta associação.

Língua Gestual Portuguesa é a proposta para o dia 13, das 18 às 20 horas, na Associação de Surdos de Évora (Bairro da Casinha), ateliê que é organizado por Sónia Serras, da ASE.

De 14 a 16 de Setembro, decorre a Pós Produção de Vídeo, entre as 18 e as 20 horas, no Ponto Jovem, dinamizada pela Comunidade de Artistas Livres.

Um ateliê de Art Nails está previsto para o dia 15, das 18 às 20 horas, no Ponto Jovem, organizado pela Carpe Diem, associação que também dinamiza nesse mesmo dia as Tatuagens Temporárias na Praça do Giraldo, 81).

No dia 16, haverá Licores e Conservas, entre as 18 e as 20 horas, na Carpe Diem (Praça do Giraldo, 81), promovido pela referida instituição e, entre as 18 e as 21 horas, tem lugar o ateliê de DJ – Vinil, na Sociedade Harmonia Eborense, organizado por Rui Venda (R.V. - myspace.com/rvprofile).

Évora Perdida no Tempo - Sala de aula numa Escola Primária de Évora

Autor David Freitas
Data Fotografia 1950 - 1970
Legenda Sala de aula numa Escola Primária de Évora
Cota DFT1080.1 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Abertas candidaturas para Bolsas do Ensino Secundário

A Câmara Municipal de Évora informa que até ao próximo dia 31 estão abertas as candidaturas para a atribuição de Bolsas de Estudo aos estudantes do Ensino Secundário do concelho, pelo que os interessados podem ainda inscrever-se.

O júri responsável pelo processo de atribuição das Bolsas propôs que no ano lectivo de 2011/12 se mantenha o mesmo número de bolseiros (26), sendo o valor da bolsa de 1000 euros (para os alunos beneficiados pela primeira vez) e de 700 euros (para os alunos em processo de renovação da bolsa e a frequentarem cursos do ensino regular) e que as bolsas sejam atribuídas preferencialmente a alunos a frequentarem cursos não financiados.

A autarquia eborense procura minimizar o grave problema do abandono escolar, aliado, muitas vezes, a situações de carência socioeconómica, contribuindo para colmatar essa situação com a atribuição destas bolsas. Estas visam incentivar e apoiar a continuação dos estudos secundários, através da concessão de apoios económicos a jovens estudantes/munícipes, inseridos em agregados familiares comprovadamente carenciados.

Mais informações e apresentação de candidatura no site da Câmara de Évora http://www.cm-evora.pt/pt/conteudos/areas+tematicas/evora++cidade+educadora/Bolsas+de+Estudo+2011.htm ou no Ponto Jovem – Espaço Municipal da Juventude (Rua do Menino Jesus) - Telefone: 266777100 e E-mail: palavraj@cm-evora.pt

Évora Perdida no Tempo - Cruzeiro da Ermida de S. Sebastião


Cruzeiro da Ermida de São Sebastião, vendo-se em segundo plano a estrada para Lisboa e, do lado direito, o Alçude e Chafariz das Bravas.
Autor David Freitas
Data Fotografia 1966 -
Legenda Cruzeiro da Ermida de S. Sebastião
Cota DFT3176 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

domingo, 28 de agosto de 2011

Precisa-se de pedreiro/ladrilhador/serventes, com experiência comprovada

Precisa-se de pedreiros e ladrilhadores e serventes com experiência comprovada.

Obra em Évora e a entrada é imediata.

Respostas para leonormonteiro@joleu.pt

sábado, 27 de agosto de 2011

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Personalidades Eborenses - Evaristo José Cutileiro




Nasceu em Évora a 19 de Novembro de 1864. Formou-se na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa e exerceu clínica, não só na capital como na sua terra natal, com grande empenho e dedicação, tendo-se destacado no tratamento da tuberculose e doenças do aparelho respiratório. Sofria de crises cíclicas de diabetes, o que o impediu de pular ao topo da hierarquia republicana, ideal que abraçou desde muito novo.

Em Évora chegou a chefe do partido e membro fundador do Centro Republicano Democrático Liberdade. Jornalista de invulgares qualidades e recursos, ajudou a criar o periódico “Voz Pública”, de que foi também proprietário, tendo colaborado em diversos outros jornais da cidade. Gozava de enormes simpatias e dum prestígio extraordinário entre as classes trabalhadoras, porque consagrava a maior parte da sua acção política e profissional à defesa do bem estar dos mais desprotegidos.

Foi o candidato natural do Partido Republicano a todas as eleições realizadas em Évora, até a saúde lho permitir. Homem de carácter excepcional, editou a expensas suas um folheto à memória de seu pai, José Joaquim Cutileiro, datado de 16/01/1903 e no qual o defende de acusações que sobre ele impendiam, já depois de morto, de se ter apropriado de verbas que não lhe pertenciam enquanto fora cobrador de rendimentos da Santa Casa da Misericórdia de Évora. A verdade dos factos acabou por ser reposta em relação ao nome do seu progenitor, «a quem devo fortuna e posição social» - como escreveu.

Já bastante doente, ainda aceitou ser o redactor principal e administrador do semanário republicano “O Cidadão”, que se publicou em Évora entre 1911 e 1915. Manteve-se nessas funções durante pouco mais de um ano. Veio a falecer no Sanatório da Covilhã a 9 de Setembro de 1913.


Texto: José Frota

Évora Perdida no Tempo - Recepção ao Arcebispo D. Manuel T. Salgueiro


Cerimónia de recepção ao Arcebispo Dom Manuel Trindade Salgueiro, na Praça do Giraldo.
Autor David Freitas
Data Fotografia 1955-10-16 -
Legenda Recepção ao Arcebispo D. Manuel T. Salgueiro
Cota DFT3154 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A bandeira portuguesa e as mulheres eborenses

 


Vitoriosos a 5 de Outubro, os republicanos pretenderam desde logo romper com o passado monárquico do país. Isso tornou-se evidente com a imediata e radical substituição dos anteriores símbolos nacionais, ou seja, da bandeira e do hino. O historiador Rui Ramos sublinha mesmo que «os republicanos poderiam ter optado pela bandeira azul e branca, sem a coroa e pelo hino da Maria da Fonte, associado à esquerda liberal mas preferiram uma bandeira com as cores do partido, verde e vermelho, e escolheram para hino a marcha anti inglesa de 1890, a Portuguesa».

Dez dias após a proclamação da República foi formada uma comissão composta pelo escritor Abel Botelho, Columbano Bordalo Pinheiro, João Chagas e Ladislau Pereira para tratar da escolha do novo estandarte português com carácter de celeridade. Surgiram diversas sugestões e propostas, entre as quais uma do poeta Guerra Junqueiro, mas acabaram por prevalecer as cores verde (do lado da tralha) e vermelha, em proporção de 2 para 3, constantes da flâmula do Partido Republicano Português, sob a alegação de a mesma já ter sido usada na Revolta de 31 de Janeiro de 1891, empunhada por Machado Santos nos acontecimentos da Rotunda, bem como hasteada pelo navio Adamastor que no Tejo os acompanhou, preparado para intervir na contenda se para tal fosse necessário.

Tomada a decisão, o governo deu ordem à Cordoaria Nacional para as fabricar em grande escala, pois era seu desejo que fossem hasteadas em todas as repartições públicas do território no dia 1 de Dezembro, feriado a criar nesse dia como Dia da Bandeira. Mas porque a data estava muito próxima, a empreitada era de vulto e os meios de distribuição não eram fiáveis quanto ao cumprimento dos prazos de entrega, um grupo de mulheres republicanas eborenses entenderam tomar a seu cargo a confecção da bandeira e oferecê-la ao município.

Em 21 de Novembro é recebida no município, dirigida aos «cidadãos Presidente e vereadores», uma carta em que um grupo de senhoras, constituídas em comissão, informa ter determinado «fazer oferta à Exma Câmara de Évora, em sinal do seu regozijo pela implantação da Republica, que desde muito crianças ainda, suas famílias lhes ensinaram a desejar e respeitar, e atendendo a que é a mulher que simboliza a Republica, duma bandeira nacional comemorativa, saudando na mesma o povo Eborense pelo advento da Republica, e do seu reconhecimento pelas principais potências com o que se congratulam e fazem votos ardentes pela consolidação e prosperidade da República.

Esperando que a Exma. Câmara lhes permitirá a realização desse seu desejo confessam-se antecipadamente muito gratas e protestam a sua mui alta consideração». Segue-se a aposição das assinaturas de doze senhoras. Claro que o executivo camarário aceita «muito penhoradamente» a oferta e marca para o dia 30 de Novembro, pelas 19 horas, o acto a que confere grande solenidade.

A entrega da bandeira ao presidente Dr. Júlio do Patrocínio Martins, que agradece muito sensibilizado, é feita por Judith Andrade, directora da Associação Filantrópica Academia Eborense. Em seguida, Ana Laura Chaveiro Calhau, militante desde a primeira hora da Liga das Mulheres Republicanas, lê, com grande fervor nacionalista, a seguinte mensagem:
«Em todos os povos civilizados – e até entre bárbaros, ainda que menos sublimados – em volta dos quais as multidões se aglomeram, como um único ser, ligados por sentimento unânime de ideal, correspondente à sua evolução moral e intelectual.
A bandeira dum povo livre é o símbolo que melhor sintetiza as aspirações de uma raça subjugando até os espíritos mais cépticos à concepção sublime quase religiosa, desse símbolo! A Bandeira Portuguesa, testemunha das evoluções da nossa história, ora nos mostra as gloriosas épocas de uma raça nobre e heróica, ora a decadência de carácter, abastardado pelo espírito fradesco, inoculado na alma nacional, por dinastia de imbecis e imorais, sacudidos no glorioso 5 de Outubro pela metralha da Rotunda.
É esta bandeira que passeou pelo inteiro, altiva nos mastros de frágeis caravelas, mostrando às gentes remotas o valor das suas quinas; é este símbolo da Pátria reabilitada e sagrada pelo sangue dos heróis de 5 de Outubro à face de todo o mundo, que nós abaixo assinadas vimos entregar à vossa guarda, confiadamente, como a jóia que mais apreciamos – a liberdade de Portugal pela República».

Seguem-se as assinaturas de Judith Augusto de Andrade, Eugénia Carvalho Marquez, Maria José Febreiro da Silva Antunes, Clotide Ortis Carreira, Ana Laura Chaveiro Calhau, Maria Calhau Júnior, Cristina Eulália Chaveiro Calhau, Adelina da Conceição Nobre, Teresa Campos Piteira, Olímpia Carvalho Marquez e Encarnação Carvalho Marquez, que no dia seguinte se fizeram fotografar para a posteridade. A Festa do Dia da Bandeira, destinada à consagração do novo estandarte nacional, e o cortejo cívico que se seguiu tiveram grande brilhantismo.

Toda a cidade se engalanou para acolher os festejos, ainda que o tempo tivesse estado incerto e caído inclusive alguns chuviscos. Eram onze horas da manhã e o Rossio já regurgitava de gente que pretendia assistir às cerimónias do erguer oficial da bandeira e para as quais tinham sido convidadas e convocadas as associações, instituições, escolas e toda a guarnição militar citadinas. Exactamente ao meio dia, marcado pelo deflagrar de dezenas de foguetes, foi içada a Bandeira Nacional ofertada pela comissão de senhoras do município. Enquanto o novo pendão das quinas ascendia, as bandas da Casa Pia e dos Amadores Eborenses tocaram a “Portuguesa” e uma bateria do Grupo de Artilharia de Montada fez um salva de 21 de tiros e toda
a guarnição fazia a saudação militar de apresentação de arma, devida aos símbolos da Nação. Presentes estiveram o presidente da Câmara, Dr. Júlio do Patrocínio Martins, o governador civil e o tenente coronel Alves Roçadas, do Estado Maior da 4ª. Divisão Militar.

Recolhida a Bandeira por alunos da Casa Pia, iniciou-se o extenso cortejo, acompanhado ao som das bandas, o qual passou pelas principais ruas da cidade até chegar aos Paços do Concelho, onde a citada Bandeira foi definitivamente arvorada, no meio de muitos e entusiásticos aplausos e vivas, dispersando depois a população a partir do Largo Alexandre Herculano. Mas ela só se tornou oficialmente o símbolo do Estado Português quando, a 19 de Junho de 1911, a Assembleia Nacional Constituinte, ratificou a decisão governamental e colocou no meio da esfera armilar o escudo ou brasão de armas de Portugal. Seguiu-se, a 30 de Junho, a publicação do respectivo decreto (150) em “Diário do Governo”.


Texto: José Frota

Évora Perdida no Tempo - Bairro do Legado do Operário


Vista parcial do Bairro do Legado do Operário (Zona de Urbanização nº1.
Autor David Freitas
Data Fotografia 1945 dep. -
Legenda Bairro do Legado do Operário
Cota DFT7147 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Dois soterrados após desabamento de barreira em Évora

Uma barreira de terra desabou esta quarta-feira numa obra perto da Arena d'Évora e duas pessoas ficaram soterradas, tendo uma delas já sido retirada com vida, disse à agência Lusa fonte dos bombeiros.
Segundo o comandante distrital de Évora de Operações de Socorro, José Ribeiro, a barreira de terra caiu por volta das 17h00 numa obra perto da Arena d'Évora e soterrou duas pessoas que se encontravam a trabalhar no local.
Uma das pessoas já foi retirada apenas com ferimentos ligeiros e transportada para o hospital de Évora, disse, referindo que a outra pessoa continua debaixo dos escombros, mas já foi localizada e decorrem os trabalhos de remoção da terra para a retirar.
A operação de socorro já mobilizou a Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) de Évora e sete veículos e 20 elementos dos bombeiros voluntários de Évora e de Viana do Alentejo.

O Bicentenário das Invasões Francesas



A célebre Guerra Peninsular (1807-1814), cuja primeira parte é conhecida como Invasões Francesas a Portugal, sucedeu no início do século XIX, na Península Ibérica, considerando-se o evento mais amplo das Guerras Napoleónicas. Portugal, Espanha, Grã-Bretanha e França foram os países envolvidos no conflito, e teve mesmo repercussões na independência da América Latina.
Napoleão teve uma tentativa falhada de ocupar Inglaterra e posteriormente, em 1806, optou por criar o Bloqueio Continental com o objectivo de isolar economicamente as ilhas britânicas. Devido à nossa tradicional aliança com Inglaterra, Portugal não cumpriu o decretado por França.
Como estratégia, Napoleão realizou um acordo secreto entre si e Espanha, estabelecido no Tratado de Fontainebleau, a 27 de Outubro de 1807, em que passou a ser possível a passagem de tropas francesas pelo território espanhol para invadir Portugal, a divisão do reino e suas dependências por ambos os signatários.
As tropas francesas alcançaram a fronteira portuguesa, a 20 de Novembro de 1807, não encontrando resistência militar. D. João, o príncipe regente, optou por uma manobra politica, deslocando-se para o Brasil, a bordo de uma larga esquadra naval, protegida por naus britânicas, que na época, em Portugal, foi retratada como a fuga da corte que criou o caos e abandonou riquezas.
Actualmente a historiografia considera que D. João tentou não hostilizar franceses e ingleses devido ao seu grande poderio militar. Quando soube que Napoleão ordenara às tropas francesas o avanço e o derrube da Casa de Bragança, preferiu não ser detido e forçado a uma abdicação formal, mantendo, deste modo, a sua soberania intacta. Por outro lado, ordenou para que os franceses fossem bem recebidos, de forma a evitar massacres.
Os franceses atravessaram o país sem travar qualquer combate, sob o comando do General Jean-Andoche Junot que irá governar o país durante vários meses e colocar franceses nos cargos de relevo, permanecendo o norte e o sul do país ocupado por tropas espanholas.
Todavia, com a tomada de várias cidades do norte de Espanha, por parte de mais tropas francesas e com a colocação no trono de Espanha, do irmão de Napoleão, José Bonaparte, os espanhóis revoltaram-se em várias povoações. A 23 de Maio é proclamada em Sevilha uma Junta Suprema do Governo de Espanha, notícia que chegou rapidamente a Portugal.
Em Portugal, já havia vários apelos à revolta e a 9 de Maio de 1808 o príncipe regente, no Brasil, declarou nulos os tratados de Portugal com a França, e guerra aos franceses e amizade ao seu antigo aliado, a Grã-Bretanha.
Vários são os combates que se dão por Portugal. Dois dias depois do massacre em Évora (29 de Julho de 1808) dá-se o desembarque de tropas inglesas e o fim da primeira invasão francesa.
Ocorreram ainda mais duas invasões de tropas francesas e a guerra em Portugal termina a 5 de Abril de 1811.

O MASSACRE DE ÉVORA (29 de Junho 1808)
Foi com as forças comandadas por Loison, o mítico “Maneta”, do qual derivará a expressão popular “ir pró maneta”, que se deram vários massacres indiscriminados, destacando-se o à cidade de Évora, a terceira do reino, pela violência que aqui se viveu. Esse dia fatídico, foi a 29 de Julho de 1808, na parte da tarde, no qual morreram cerca de mil pessoas, quer em combate, quer em posteriores execuções sumárias.
Junot entregou a Loison uma divisão de seis mil infantes e cinco esquadrões de Cavalaria, enquanto as forças que defendiam a cidade dispunham de poderosos meios de artilharia mas não totalizavam mais de dois mil homens.
A dificuldade para o inimigo foi a de passar a Porta de Alconchel, defendida pelos atiradores que guarneciam a desaparecida capela de Nossa Senhora da Ajuda, edificada sobre a referida porta. Durante uma hora a porta foi defendida, destacando-se a bravura dos monges do Convento dos Remédios.
A seguir, facilmente se deu a mortandade da população.
Escreve Frei Manuel do Cenáculo Villas Boas, então arcebispo da cidade:
“...no dia fatal de 29 de Julho fomos atacados pelo numeroso exercito de nove para dez mil homens francezes, commandados pelo general em chefe conde do Imperio, Loison, [...] Corri para a minha cathedral e no meio do confuso alarido, do estrondo dos canhões mandei propôr capitulação; [...] Então foi que elles á vista das minhas humilhações e supplicas deram indicios de que mudavam o parecer em que vinham [...]”
A cidade foi totalmente saqueada, perdendo-se o riquíssimo recheio das igrejas, tal como o próprio anel do arcebispo.
Na Catedral, foi hasteada a bandeira francesa na mais alta das três torres e Loison juntamente com os oficiais superiores ficaram nos aposentos do palácio arquiepiscopal.
Frei Manuel do Cenáculo Villas Boas teve um importante papel, pois evitou uma maior tragédia ao ter conseguido acalmar Loison.
As Lápides Comemorativas são dedicadas ao arcebispo eborense Dom Frei Manuel do Cenáculo Villas Boas (por proposta do Sr. Vereador António Barata, no ano de 1887)


Texto: José Frota

Évora Perdida no Tempo - Sala da Escola Industrial e Comercial de Évora


Sala técnica da Escola Industrial e Comercial de Évora. 
Autor David Freitas
Data Fotografia 1968 
Legenda Sala da Escola Industrial e Comercial de Évora
Cota DFT4765 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Feira de S. João

A 12 de Outubro de 1910, o Governo Provisório da República Portuguesa decretou que “As municipalidades poderão, dentro da área dos respectivos concelhos, considerar feriado um dia por anno, escolhendo-o de entre os que representam as festas tradicionaes e características do município.”
Neste âmbito, a Câmara Municipal de Évora, na sua reunião de 20 de Abril de 1911, sendo então presidente o Sr. Dr. Felício Caeiro e vice-presidente o Sr. Dr. Manuel Gomes Fradinho, decidiu que o feriado concelhio seria no dia 1 de Maio.

Na sessão de 10 de Dezembro de 1942, a Câmara Municipal de Évora, invocando o artigo 48º. nº. 13 do Código Administrativo, deliberou transferir o feriado municipal para dia 21 de Agosto, alegando que o feriado municipal era completamente inexpressivo para a cidade, pois existiam datas históricas brilhantes para comemorar o Dia da Cidade. O dia 21 de Agosto refere-se à célebre revolta popular de 1637 contra o domínio castelhano, que ficou conhecido por “Alterações de Évora”.

Na sequência da publicação do Decreto nº. 38.596, de 4 de Janeiro de 1952, a Câmara Municipal, na reunião de 9 de Julho de 1954, aprova a proposta de fixação do feriado municipal no dia 29 de Junho, “Dia de S. Pedro”. As razões apresentadas foram: o dia de S. Pedro é o último dia da Feira de S. João, sendo um dia de festa tradicional, com características regionais, que envolvia grande afluência de população rural e o encerramento do comércio a partir das 12 horas, realização de festas religiosas, tourada, concertos musicais, instalação de iluminações especiais e lançamento de foguetes.
O Decreto nº. 43.030, de 24 de Junho de 1960, estabelece o dia 29 de Junho, “Dia de S. Pedro”, como feriado municipal de Évora. Na reunião de 27 de Junho de 1960, a Câmara Municipal delibera que a partir de 1961, inclusive, seja feriado municipal no referido dia.

Évora Perdida no Tempo - Quinta das Glicínias, em Évora.

Autor David Freitas
Data Fotografia 1950 - 1960
Legenda Quinta das Glicínias, em Évora.
Cota DFT3063 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Nicho do Senhor Jesus da Consolação


A referência mais antiga que conhecemos do nicho do Senhor Jesus da Consolação é de 1931. Localizava-se na Carreira do Menino Jesus, num alçado da cerca do destruído Convento do Salvador do Mundo e deu o nome ao terreiro que lhe ficava em frente, o Terreiro do Senhor da Consolação (actual Largo 13 de Outubro). No entanto, em 1849, Elerperk refere que na “Carreira do Menino Jesus está um nicho que fica fronteiro ao Terreirinho da Mouraria, dedicado ao Menino Jesus”.
Era constituído por uma imagem de Cristo crucificado, atrás da vidraça da maquineta apoiada na parede, alumiado pela humilde lanterna pendente e com uma caixa para esmolas. Há um desenho muito interessante deste nicho, feito em 1931, por Alberto de Souza.
Em 1936, este nicho foi alvo de reparação particular e em 1942, foi retirado por motivo da demolição das ruínas do Convento do Salvador, com o compromisso de que seria reposto no novo edifício dos CTT a construir naquele local. A imagem foi guardada na Igreja do Salvador, pela então Direcção Geral dos Monumentos Nacionais, a pedido do Senhor Arcebispo de Évora.
Porém, por ordem da edilidade eborense, em 1950, a referida imagem não foi colocada no seu antigo lugar, mas sim no murete moderno da Câmara Municipal, com face para a rua então aberta, a Rua de Olivença, o que levantou protestos da população.
O nicho antigo, com obra de talha dourada do estilo rococó, metido em lâminas de ardósia, perdeu-se durante a construção do actual edifício dos CTT, exceptuando a imagem de madeira populista, que é a existente, no novo lugar, onde permanece até à actualidade.

Évora Perdida no Tempo - Portão do Convento da Cartuxa

Autor David Freitas
Data Fotografia 1950 - 1969
Legenda Portão do Convento da Cartuxa
Cota DFT4203 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

domingo, 21 de agosto de 2011

Responsável de Loja (M/F) - Évora

A Talenter™ promove o talento dos seus colaboradores de acordo com a natureza específica de cada área, proporcionando diferenciadas oportunidades de emprego e soluções na gestão e valorização das Pessoas.

Estamos actualmente em processo de recrutamento de Responsável de Loja para empresa cliente situada em Évora.

Descrição da Função:
- Gestão e bom funcionamento da unidade;
- Concretização de objectivos de vendas e de satisfação do cliente, com implementação das acções referentes à política comercial;
- Assegurar o bom funcionamento do Ponto de Venda, a gestão e motivação da equipa, gestão de stock e gestão de vendas.

Requisitos:
- 12º ano ou formação académica superior (factor preferencial);
- Experiência profissional mínima de 3 anos em funções similares (factor eliminatório);
- Gosto pela área têxtil;
- Capacidade de liderança e gestão de equipa;
- Orientação para área vendas e espírito comercial
- Gosto por trabalhar em equipa e para o alcance dos objectivos propostos;
- Dinâmico, pró-activo e autónomo;
- Facilidade de relacionamento interpessoal;
- Disponibilidade para trabalhar por turnos;
- Disponibilidade total e imediata.

Condições:
- Pacote salarial atractivo.
- Integração numa empresa de prestígio no mercado.

Junte-se a nós e desperte o seu talento!

Caso reúna os requisitos exigidos, envie-nos o seu Curriculum Vitae, com indicação do NIF, para filipa.narciso@talenter.com, mencionando no assunto da mensagem “Responsável de Loja - Évora”.


sábado, 20 de agosto de 2011

Canalizador Oficial / Ajudante de Canalizador

A Tempo-Team Recursos Humanos recruta para prestigiado cliente na zona de Évora:

Canalizador Oficial / Ajudante de Canalizador

Procuramos:
- Experiência profissional na área;
- Disponibilidade imediata;
- Elevado sentido de responsabilidade.
- Pessoas motivadas e empenhadas no trabalho;
- Pessoas com Residência na zona;
- Carteira de soldador de tubo politileno (Canalizador Oficial).

Oferecemos:
- Vencimento compatível com função a desempenhar;
- Subsídio de alimentação;
- Horário de Trabalho Full Time.

Para se candidatar a esta oferta envie o seu currículo para o email: candidaturas.evora@tempo-team.pt

Só serão consideradas as candidaturas enviadas para o email designado.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

XII Ciclo de Concertos "Música nos Claustros" - Setembro, Évora, Convento dos Remédios.



Dia 3 de Setembro, 21h30 – Canto e Quarteto de Cordas por Carolina Raposo (soprano) Susana Nogueira, Luís Rufo (violinos), Bruno Correia (viola d'Arco), Samuel Santos (violoncelo). Instrumentistas Convidadas: Helena Raposo (Teorba), Ana Filipa Luz (Cravo).
Programa: Obras de Haendel, Vivaldi, Porpora, Mayr e outros.


Dia 10 de Setembro, 21h30, Recital de Canto e Guitarra por Orlanda Isidro (soprano) e Fernando Cordas (guitarra) Programa: Obras de G. F. Haendel; W. A.Mozart; Fernando Sor; Francesco Molino; Mauro Giuliani; F. Schubert; B. Britten e Walton.


Dia 24 de Setembro, 21h30, Recital de Violino e Piano por Irina Pak (violino) e Ian Mikirtoumov (piano)
Programa: J. S. Bach - Sonata N.º 2 in A Minor, BWV 1003 – Grave e Fuga; A.Schnittke - "A Paganini" (para violino solo); N. Milstein - "Paganiniana" (para violino solo); J. Brahms Violin - Sonata N.º 3 in D Minor, op. 108 e I. Frolov - "Fantasy" on the themes from Gershvin's opera Porgy and Bess.

Pelas Ruas de Évora ...


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

I Jornadas Enfermagem Pediátrica

O Serviço de Pediatria do Hospital do Espírito Santo de Évora, EPE vai organizar as I Jornadas de Enfermagem Pediátrica.

Para o efeito, propõe-se abordar temas da atualidade, contando com a presença de distintos palestrantes. Através da partilha de conhecimento e da experiência de especialistas, pretende-se assim contribuir para a contínua formação e atualização, dos profissionais e todos os demais empenhados em melhorar os cuidados de saúde prestados à criança/família.

As I Jornadas de Enfermagem Pediátrica subordinadas ao tema "A Criança e a Doença Crónica" terão lugar a 30 de Setembro de 2011, no Auditório da Universidade de Évora.

Inscreva-se on-line através do formulário.



Demolição parcial do antigo Paço dos Condes de Sortelha (actual edifício da Câmara Municipal de Évora) na Praça do Sertório, para abertura da nova Rua de Olivença (1951). Sensivelmente na mesma altura foi demolido o claustro do Convento do salvador para construção do edifício dos Correios (1948).


Autor David Freitas
Data Fotografia 1948 - 1951
Legenda Abertura da nova Rua de Olivença
Cota DFT6085 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Festival de performance e artes da terra em Évora

Os Birds are Indie atuam no dia 17, às 23:00, no Largo de S. Vicente, em Évora, num concerto integrado no “Escrita na Paisagem” – festival de performance e artes da terra, a decorrer entre julho e setembro em várias localidades do Alentejo.

O espetáculo resulta de uma parceria com Tiago Pereira e faz parte do projeto “A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria”, um projeto do realizador ao abrigo do qual tem percorrido várias localidades portuguesas e filmado músicos portugueses desconhecidos.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

A Feira de S.João


Realizada pela primeira vez no Rossio de S. Brás a 24 de Junho de 1569, a Feira de São João é durante séculos a maior e mais importante feira do sul do país. Na primeira metade do século XX é ainda um acontecimento único na região, que atrai imensos visitantes e centenas de feirantes de todo o Alentejo, das Beiras, do Algarve e de algumas zonas de Espanha.
As novas gentes que passam e as que se instalam; as novidades e exclusividades comerciais, agrícolas e artesanais à venda; a comoção do circo, das touradas, dos teatros, das exposições e das visitas de ilustres personalidades, tiram a cidade da rotina nesses dias.
Um corrupio que ainda hoje embarga as vozes que recordam a Feira de S. João de há 50 anos... Como foi o caso do grupo de senhoras do Centro de Dia da Rua do Fragoso.
Cristina Louro, de 74 anos, natural das Alcáçovas, ouvia falar nesta feira, mas só a conheceu aos 16 anos, quando veio para Évora “servir”. A patroa deu-lhe uns sapatos e a filha da patroa emprestou-lhe um vestido, e nem o ter caído das escadas – por não saber andar de saltos -, ao sair de casa, nem o ter chegado à feira e ver o seu namorado, e futuro marido, a andar no carrossel com outra rapariga, a impedem de ter, até hoje, um enorme apreço pela feira daquela época... Sentimento partilhado por Emília Dias, de 73 anos, que lembra com emoção ter comprado na feira a lã para o colchão do seu casamento. Aliás, segundo os relatos de mais cinco senhoras, entre os 60 e os 78 anos de idade, as peças para o enxoval, as cerejas, e os queijos “para o ano todo”, eram as principais compras feitas na feira. Já os dias mais concorridos eram os de S. João, para os forasteiros, e o de S. Pedro, para os residentes. Inesquecíveis eram as touradas, os carrosséis, “os carrinhos de choque”, o circo e o “cortejo”. E a feira exigia “estrear roupa nova e arranjar o cabelo” e ainda fazer comida extra, “e melhor”, para as visitas que vinham a casa.

domingo, 14 de agosto de 2011

Comercial (m/f) - Évora

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Está interessado em comissões que triplicam o seu salário?

A Kelly Services encontra-se neste momento a recrutar um Comercial para o sector das Telecomunicações.

Função:

Prospecção, Promoção, Fidelização e Venda de produtos e serviços na área das Telecomunicações para o mercado residencial.

Requisitos:

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Condições da Oferta:

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Construa o seu futuro, agarre esta oportunidade!

Kelly Services, mais do que um nome!

sábado, 13 de agosto de 2011

Tempo Romano

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Ermida de São Bartolomeu

Em várias regiões do Alentejo, o dia de São Bartolomeu, 24 de Agosto, era uma relevante data religiosa, festejado, entre outros fins, para assinalar a conclusão das colheitas do trigo. Este ritual esbateu-se, mas em Évora subsiste um importante testemunho da adoração e dos costumes associados a este santo, trata-se da Ermida de São Bartolomeu. Um edifício do século XVII que, apesar de destroçado, tem para contar uma importante parte da história da vida religiosa e militar da cidade.

Segundo os textos bíblicos, Bartolomeu nasce na Galileia e é um dos doze apóstolos de Cristo, designado por “Nathaniel” no Evangelho de S. João, e noutros casos por “Tomé”.

No século II é situado, como pregador, na Índia, no Egipto, na Pérsia, nas margens do Mar Negro e na Arménia, onde terá sido esfolado e decapitado, num dia 24 de Agosto, no porto de Albanopolis, no Mar Cáspio. Os arménios acreditam que ele retirou o diabo do corpo de um filho do rei Polímio, restituindo-lhe a vida, e aprisionando depois o demónio. E o rei, agradecido, converte-se ao cristianismo, mas o seu irmão, e outros sacerdotes pagãos, temendo o poder de São Bartolomeu, procedem ao seu martírio que, ironicamente, faz dele o fundador da Igreja Arménia.






Possivelmente fruto desta lenda, em Portugal a maior parte das imagens e pinturas de São Bartolomeu, originárias do século XVI, apresentam-no ora vestido, ora esfolado com a pele às costas, ou dependurada no braço. A faca, instrumento do seu martírio, é também uma constante, bem como o demónio encadeado ou acorrentado.

E o santo tem fortes conexões com o diabo, melhor dizendo, com a dominação do diabo, tendo-se inclusive popularizado as expressões “andar o diabo à solta” e “o diabo a quatro”, pelo facto de, em muitas povoações, se acreditar que, uma vez por ano, a 24 de Agosto, num acto de clemência, o santo solta o diabo, provocando a desordem.
Em Évora, foi a devoção do Padre Laureano Martins a este santo e apóstolo que, em 1612, o levou a fundar um templo em sua honra na cidade – para muitos crentes este reverendo teria também o dom de expulsar dos corpos o demónio – e assim surge a Ermida de São Bartolomeu.
O local escolhido foi um outeiro, então propriedade municipal, que dista poucos metros, para nordeste, da Porta de Avis, delimitado pelos muros da chamada Cerca Nova, construída no século XIV, e no qual posteriormente, no século XVII, foi construído um dos quatro baluartes que foram agregados ao sistema defensivo constituído por aquelas muralhas.
Também junto à Porta de Avis, vários documentos do período medieval atestam a existência de um hospital, ou hospício, conforme a designação da época, com o nome deste santo, a Albergaria de São Bartolomeu, que se situaria na actual Rua das Fontes.
Mas, o Forte ou Fortim de São Bartolomeu, cuja construção começou aquando da visita de D. João IV a Évora, e cujo baluarte terá recebido pedras do antigo Convento do Carmo - este localizado junto à Porta da Lagoa -, nunca se terá concluído, tendo ficado, o que dele já existia, totalmente destruído durante os confrontos da Guerra da Restauração na cidade, conduzidos pelo príncipe castelhano D. João de Aústria, no Verão de 1663. Estas investidas foram severas e deixaram em ruínas o inacabado baluarte e o edifício da ermida, a qual só depois de 1670 foi alvo de obras de reparação – havendo relatos de que, durante os trabalhos de reboco, a queda de um andaime causou a morte do mestre da empreitada, Manuel Martins.
A Ermida de São Bartolomeu aparece representada numa pintura de 1669, que retracta a vista geral da cidade, do lado norte, da autoria do pintor de câmara do Duque Cosme de Médicis, o italiano Pier Baldi.
A vida religiosa da Ermida de São Bartolomeu terá sido bastante activa.
De 1617 existem descrições da solene procissão que terá acompanhado a trasladação da imagem de São Bartolomeu da Igreja de S. Mamede para esta ermida, transferência autorizada por bula apostólica do Papa Clemente VIII, e também há provas, referentes a esse ano, de ali se sediarem a Confraria de São Bartolomeu e a Confraria de N.ª S.ª da Paz, comprovando-se desta última o seu funcionamento até 1674.
Existem registos de enterramentos, feitos dentro da igreja, do século XVII e registos, também do século XVII e XVIII, das sumptuosas festas, e dos muitos devotos que a elas acorriam, em honra de São Bartolomeu; de N.ª S.ª da Paz, a quem os doentes atribuíam propriedades milagrosas; e de São Marcos, evangelista cujas celebrações tinham a particularidade de ser também presenciadas por touros, trazidos pelos fiéis para dentro da ermida, costume praticado em vários locais do país.

Da ornamentação da Ermida de São Bartolomeu sabe-se que se tratava de uma igreja composta de uma só nave, ampla e com abóbada de meio canhão, cuja capela principal tinha um altar de talha dourada, em que se encaixava o retábulo da pintura do martirológio do santo, existindo nos dois altares colaterais, entre outras, imagens de N.ª S.ª da Paz, São Lucas e São Marcos, destacando-se, por todo o interior, a decoração em cerâmica, de tipo tapete em policromia – o interior da ermida é descrito com pormenor no inventário documental “Foros e Próprios do Concelho de Évora”, de 1651.

No fim do século XIX a ermida desmoronou-se e o recheio sacro perdeu-se e/ou dispersou-se, a imagem de São Bartolomeu pertencente à fachada, por ser de barro, desfez-se. Desta imagem dizia-se que os seus olhos, em vidro, quando lhes incidia a luz, pareciam “estrelas resplandecentes”.

O Jornal “O Manuelinho d’Évora”, do dia 13 de Fevereiro de 1883, noticia que, no domingo antes dessa data, se deu a derrocada total da ermida, acrescentando que há muito a mesma ameaçava ruir, tendo só ficado de pé a capela mor e a parede sul. “Há muito que esta egreja amaçava ruína próxima; estava profanada há quatro ou cinco anos, e as imagens tinham sido transferidas para o Espinheiro”, adiantava também aquela publicação. E desde então, até aos nossos dias, a Ermida de São Bartolomeu não mais se reergueu. 

Igrejas de Évora

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Asilo Ramalho-Barahona - contributos para a sua história

José Maria Ramalho Dinis Perdigão deixou em testamento o legado de 12.000.000 réis para a fundação de um asilo de mendicidade, em Évora.
Em meados do mês de Setembro de 1903, a Srª. Dª. Inácia Angélica Fernandes Ramalho Barahona, sua viúva, e o Dr. Francisco Eduardo de Barahona Fragoso, seu segundo esposo na altura, tinham já em construção uma obra considerada então como colossal, cujo valor foi superior ao legado referido, atingindo 25.000.000 réis. Destinava-se a asilo para cerca de 100 trabalhadores rurais inválidos, pois Hoje a maioria daquelles que trabalham – os funcionários públicos de todas as classes, teem socorros garantidos para a velhice, já pela aposentação, pela reforma, ou pelos monte-pios; só o trabalhador rural não os tem, pois que d’ elle, salvo caso excepcional, pessoa alguma se tinha importado.
Esta construção localizava-se num ferragial então adquirido pelo referido casal, num terreno elevado, fronteiro à Horta do Bispo, na freguesia da Sé e que tinha uma grande área de terreno, destinada a horta, vinha e pomar, para uso e distracção dos abrigados.
O seu desenho e risco aparecem associados ao nome de Casanova, autor que lhe imprimiu um quid expressivo da arquitectura de S. Brás, ou seja um harmónico e severo estylo gothico normando, cópia fiel de monumentos d’ autentica origem. De forma quandrangular, destaca uma belleza grave e imponente dispertando as ideias de solidez e duração que nos asseguram no monumento a sua passagem atravez dos séculos, desafiando os elementos devastadores da natureza.
Em princípio de Agosto de 1904 ficou concluído o frontão deste novo edifício, pelo que os seus proprietários se deslocaram ao local para verificarem o adiantado da obra. Mandaram então que todos os operários fossem abonados com um dia de trabalho, pelo que estes, como agradecimento, constituíram uma comissão (Joaquim José - pedreiro, Alfredo José dos Reis - carpinteiro, José da Costa Pereira - brochante e João Caeiro- trabalhador) e foram à redacção do Jornal “Notícias de Évora” para registar publicamente a sua gratidão.
O Dr. Francisco Barahona faleceu em Janeiro de 1905, mas a sua esposa prosseguiu com a obra.
As suas características, de acordo com a notícia da época, são as seguintes: O edifício do Asylo tem 44” de comprimento, por 32” de largo e 12,3” de alto; e de estylo da Ermida de S. Braz (que lhe fica fronteira), é composto d’ uma parte baixa e um andar alto, e interiormente, tem a forma de claustro, com uma arcaria, cercando um vasto pateo com 27,5” por 4,5” de largo sob o qual há uma grande cisterna, onde são recolhidas as águas pluviaes; a superfície ocupada é de 14,8.
No piso inferior, seguindo a linha da galeria, encontrava-se, em primeiro lugar, à esquerda, a capela que, segundo a vontade da Srª. Dª. Inácia, teria a invocação de S. Francisco de Assis; o seu portal, puro gótico, obedecia ao mesmo desenho da entrada principal e as portas eram de nogueira preta; a escultura da imagem de Nossa Senhora da Esperança foi encomendada a um notável artista residente no Porto. O revestimento das paredes a azulejo foi confiado a Jorge Colaço, que representou vários actos da vida de S. Francisco de Assis , esteve exposto no seu atelier em Lisboa e mereceu a visita da Rainha D. Amélia, que lhe teceu os maiores elogios. O estuque do tecto foi obra do conceituado estucador e fingidor Sr. Meira.
Encontrava-se depois a casa de cavaco, com lareira, e o quarto para serviço de lavagens e ocupações de barbeiro, com o chão em betonilha, o que dava um aspecto de conforto e asseio. Ao lado havia dois refeitórios contíguos, um para os empregados e outro para os albergados, com muita luz e apropriadas dimensões. Seguiam-se as dispensas e casas de arrecadação. Todas as dependências tinham portas para as arcadas e frestas rectangulares para o exterior.
A parte central do edifício apresenta-se num pátio quadrado com uma vasta cisterna no centro e ladeado por um pórtico desafogado com elegantes colunas em cantaria, em cuja base havia assentos para descanso.
O acesso ao primeiro andar era feito através de duas escadas, uma de aspecto nobre, que termina com dois lanços paralelos e degraus de mármore, e outra de serviço.
No piso superior ficavam as casas destinadas à secretaria da direcção, ao gabinete do director, enfermarias, casas de roupa e alguns dormitórios, com uma cubagem de ar que lhes garantia as melhores condições higiénicas, tendo janelas para o exterior e portas para uma varanda sobre o claustro. Num dos extremos havia o recipiente de águas para distribuição, e o chão do corredor e dos quartos para lavatórios era em mosaico e o dos outros compartimentos era assoalhado.
A entrada principal localizava-se do lado da cidade, com um grande portal ogival, por cima do qual se destacava o brasão da família Barahona. O edifício era rodeado por um largo passeio e circundado por uma cerca, onde existia olival, pomar, horta, etc., e uma nora, montada segundo processos aperfeiçoados, que fornecia abundante água.
A reparação da estrada, compreendida entre a Fonte Nova e a estrada principal do novo asilo de mendicidade, e daqui para o lado norte, até onde terminava o gradeamento do referido asilo, foi feita a expensas da Srª. Dª. Inácia Barahona.
A denominação “Asylo de Mendicidade Ramalho-Barahona” foi proposta da grande benemérita eborense e os seus estatutos foram aprovados pelo Governador Civil do distrito de Évora em exercício, José da Silveira Moreno, em 3 de Agosto de 1907.
Esta acção filantrópica mereceu o louvor do rei D. Carlos, em Setembro de 1907.
A 17 de Junho de 1908, ao meio-dia, foi inaugurado o Asylo Ramalho-Barahona, havendo missa, rezada pelo reverendo padre António Augusto da Natividade, seguindo-se às 16H00, o acto de posse, dada pelo presidente da comissão, o Sr. Miguel Fernandes, que usou da palavra e nomeou como presidente honorária a Srª. Dª. Inácia Barahona.
Existem dois sinos de bronze fundido, recolhidos de campanários de capelas de herdades da opulenta casa de lavoura Ramalho-Barahona. O mais antigo e curioso é uma campainha de tocar a santos, ornamentada e esculpida de serafins e cartelas de quatro caríatides, sustentando festões de grinaldas de flores, acolhendo cenas mitológicas, miniaturais; é uma peça de arte gótico-renascentista, que tem uma legenda, com a data de 1544, e esteve no campanil da ermida da Fiúza em Deus, nos arredores de Évora. O sino de correr, de tamanho regular, que foi colocado no pátio aclaustrado do edifício, também tem legenda, datada de 1774, e veio da ermida de Nossa Senhora do Carmo, na herdade do Penedo do Ouro, ao Louredo.

M. L. Grilo

Évora Perdida no Tempo - Ruas decoradas durante a Feira de São João


Ruas decoradas durante a Feira de São João (Rossio de São Brás).

Autor David Freitas
Data Fotografia 1960 -
Legenda Ruas decoradas durante a Feira de São João
Cota DFT2156 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

A origem do Presépio

O fim de Dezembro é desde eras remotas, e para muitos povos e culturas, época de celebrações religiosas, quase todas associadas ao Solstício de Inverno e ao nascimento de um Deus Sol, renovador e salvador. Druidas, persas, egípcios, gregos e fenícios celebravam, também a 25 de Dezembro, tal como o fazem ainda hoje os hindus, o nascimento de um ser divino, criador e eterno, sinónimo de luz e esperança.
A Igreja de Roma sacraliza depois essa data, já há muito assinalada por gentes pagãs, e o dia do nascimento de Jesus adquire uma importância ímpar, desde os primórdios da história cristã, sendo canonicamente instituído como festivo no século IV, pelo Papa Júlio I.
Mas, se a nascença de um Menino-Rei de uma Virgem não é exclusiva dos cristãos, a representação da Natividade de Jesus adquire, ao longo dos tempos e por toda a geografia cristã, contornos únicos.
E de entre as várias manifestações e símbolos do espírito do Natal uma delas sobressai, como sendo talvez a mais universal, popular e significativa: o presépio.
Palavra de origem latina, que significa “local onde se recolhe o gado”, o presépio é uma representação de cariz espiritual da cena do nascimento de Jesus, que assume contornos poéticos e bucólicos, em que não faltam animais de estábulo, pastores, anjos e reis magos.
Atribui-se a S. Francisco de Assis, no século XIII, a ideia de encenar o nascimento de Jesus, tal qual este se deu numa gruta em Belém. Existem registos de que o terá então feito, em 1223, numa gruta da cidade italiana de Greccio, para a qual, se diz, levou uma vaca e um burro e onde mandou instalar uma manjedoura, cheia de feno, para festejar a vinda do Filho de Deus à terra com as mesmas condições que rodearam o seu nascimento: pobreza, simplicidade, humildade, encanto e fraternidade de Deus com os homens. A sua intenção era dar um sentido de actualidade à Natividade e reviver a Eucaristia, trazer de novo o Evangelho para o espaço natural de vida dos homens. O presépio de S. Francisco não tinha, por isso, figuras, Jesus era representado pela hóstia.
Depois desta pioneira representação da descida de Deus à humanidade, outros presépios, já com figuras, começam a surgir. A tendência começa noutros conventos franciscanos em Itália, a que se seguem igrejas e casas particulares, das mais nobres às mais humildes, e estende-se depois a toda a Europa.
Em Portugal, o culto do presépio terá surgido ainda no fim do século XV, sendo do início do século XVI os primeiros documentos que o referenciam. O grande desenvolvimento desta tradição, porém, dá-se sobretudo com as contratações de artistas para a construção de presépios pelos reis D. João II, D. Manuel I, D. João III e, mais tarde, D. João V, o que terá contribuído largamente para a sua generalização no país. Surgem presépios muito famosos como o da Basílica da Estrela e de S. Vicente, em Lisboa, da autoria do escultor Machado de Castro, o do Convento de Mafra, o dos Marqueses de Borba e vários presépios eborenses, entre os quais os dos Conventos do Paraíso, de Santa Clara e de S. Bento de Cástris.
O presépio entranha-se assim definitivamente na cultura portuguesa, entre os séculos XVII e XVIII, e vários são os barristas e escultores famosos que, desde então, e até ao século XX, alimentam a procura de figuras para a encenação da Natividade, quer em conventos, quer em casas particulares. Oriundos de olarias e escolas de Alcobaça, Barcelos, Coimbra, Évora, Estremoz, Lisboa, Mafra e Tomar, entre os principais nomes responsáveis pelas figuras características do presépio popular português encontram-se Francisco de Holanda (residente em Évora), José de Almeida, Joaquim Machado de Castro, Francisco Xavier (eborense) e António Ferreira.
Em Évora, cidade que, como afirma João Rosa, em “Presépios de Évora”, sempre foi “ao longo da sua história, um grande centro de cultura estética e de desenvolvimento de todas as artes (...)”, os presépios “tesouros disseminados por igrejas, mosteiros, capelas, oratórios, dão-lhe o nome de relicário de arte, paraíso de arqueólogos e de aguarelistas” .
Nessa mesma obra, este autor refere o que considera serem os principais presépios do distrito de Évora, começando pelo do Convento de São Paulo, na Serra D’Ossa, no concelho de Redondo; e pelo do Convento de Capuchos, edificado em 1544, nos Passos de Valverde, junto à Serra do Monfurado e ao Castelo de Geraldo, e depois aproveitado pela escola agrícola, onde diz terem existido figuras de barro em tamanho natural, anteriores às influências da primeira metade do século XVIII, dos escultores Alessandro Giusti, italiano, e Machado de Castro, português, natural de Coimbra.
Prossegue mencionando o antigo Convento do Paraíso (antes erguido onde é hoje o Jardim do Paraíso, em Évora), como um verdadeiro “alfobre de arte sacra” e deixando as seguintes referências ao seu presépio: “(...) era o enlêvo de Évora, e arrumava-se no claustro em todas as vésperas de Natal. As figuras são todas de barro, maiores que humanas, mas expressivas (...) tanto parecem estar vivas e respirando como qualquer criatura de Nos’Senhor” . João Rosa lembra ainda como ficou célebre o Menino Jesus do Paraíso, que “apareceu em fôfo leito dourado”, no presépio do Natal de 1826 , e o tríptico de marfim gótico que representa a Vida da Virgem, o Nascimento do Menino e a Adoração.
Seguem-se alusões aos presépios, também em Évora, do Convento do Salvador “(...) em peça inteira, primoroso espécime em torrão, atribuído ao grande mestre Machado de Castro”; o de São Bento de Castris, “possivelmente o maior de Évora”, e que diz ser armado na Sala do Capítulo e incluir figuras de barristas de Estremoz; e o do Convento do Calvário.
João Rosa aponta ainda o presépio do escritor Cunha Rivara, que além de figuras de Estremoz do século XVIII, teria em marfim, e adquiridas na Índia, as três imagens principais, S. José, a Virgem e o Menino, o qual aparecia a chuchar no dedo, numa cama de prata, com um travesseiro ornamentado com pedras preciosas.
E, finalmente, os últimos presépios artísticos em destaque nesta obra são: o da Capela Mor da Sé de Évora, da autoria de João António Pádua, cujas imagens vieram do extinto Convento das Maltesas, em Estremoz; e o do Museu da Misericórdia de Estremoz, antes pertencente ao Recolhimento das Servas, em Borba, considerado dos maiores e melhores em barro do Alentejo.

Évora Perdida no Tempo - Coro da Igreja de São Tiago, em Évora


Interior (coro) da Igreja de São Tiago, em Évora. A abóbada é coberta por pinturas murais (finais do século XVII) e nas paredes encontram-se frescos com motivos sacros e profanos. No eixo do coro encontra-se, bastante degradado, um fresco representado a "Exaltação do Santíssimo Sacramento". Esta imagem foi publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca, Concelho de Évora, vol.II, est. 411

Autor David Freitas
Data Fotografia 1966 ant. -
Legenda Coro da Igreja de São Tiago, em Évora
Cota DFT4315.1 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Arquivo Municipal de Évora

A Câmara Municipal possui os seguintes arquivos: o Arquivo Histórico (depositado no Arquivo Distrital de Évora, desde 1917), o Arquivo Intermédio (que já possui documentação histórica em virtude do Arquivo Distrital não suportar mais incorporações no espaço disponível para Arquivo da Câmara), o Arquivo Fotográfico e o Arquivo de Obras Particulares, todos localizados em diferentes edifícios.

A criação do Arquivo Intermédio da Câmara Municipal de Évora resultou da recolha, catalogação e arquivo do acervo documental decorrente da actividade desenvolvida, pela Câmara Municipal de Évora. Toda a documentação criada por esta entidade pública, indispensável ao desenvolvimento normal dos serviços que presta à população e à cidade, tem que ser organizada em função de uma lógica que articule os conceitos de administração e história, na qual se fundamenta a criação dos Arquivos Públicos, viabilizando, em paralelo, a sua consulta pelos interessados.

Respeitando o princípio do “respect des fonds”, por forma a preservar a identidade inerente aos documentos de cada fundo, ultrapassou-se o sentido de colecção para, em alternativa, valorizar o da constituição de um fundo em que fossem tidas em conta a origem do documento e a sua representatividade contextual intrínseca.

Depois da recolha inicial e do tratamento do material em causa, esgotada que foi a sua utilização específica, e porque os documentos guardam entre si uma relação orgânica que deve ser respeitada, tentou então dar-se a este arquivo, um tratamento arquivístico adequado, identificando, organizando e indexando a documentação aqui existente. Transformando-se, assim, uma enorme massa documental dispersa num fundo documental uniforme, com o objectivo de tornar mais fácil o acesso à informação e mais rápida a consulta, não esquecendo, porém, a segurança, conservação das espécies e sua localização. Após esta fase de tratamento documental, verificou-se terem sido analisadas 23 794 caixas e 2751 livros, distribuídos por 4 salas de depósito, os quais ocupam cerca de 3 000 metros lineares de prateleira.

Com o objectivo de salvaguardar e difundir a sua documentação, a Câmara Municipal de Évora procedeu à remodelação das instalações deste Arquivo Municipal, oferecendo condições adequadas para a consulta de investigadores e dos serviços autárquicos, e à criação de um espaço expositivo. Estas novas instalações foram inauguradas no dia 14 de Novembro de 2008, apresentando-se, em simultâneo, uma exposição subordinada ao tema “O Abastecimento de Água a Évora”.

O Arquivo, cuja entrada principal é pela Rua de D. Isabel, possui um catálogo on-line na intranet da Câmara e um serviço de digitalização, fotocópias e microfilmagem.

Visite este serviço e fique a conhecer um património que é de todos e para todos.

Évora Perdida no Tempo - Nave da Igreja de São Mamede

Nave, capela mor e tecto da Igreja de São Mamede, em Évora.

Autor David Freitas
Data Fotografia 1950 - 1969
Legenda Nave da Igreja de São Mamede
Cota DFT4215 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

O abastecimento de água na cidade de Évora, do passado à actualidade

O abastecimento de água na cidade de Évora, desde a sua origem até aos nossos dias, é um tema bastante interessante, devido à sua complexidade e à existência de um riquíssimo património hidráulico, que tem sido preservado e revitalizado.
Na Antiguidade, o abastecimento de água incluía a sua captação em cisternas, nascentes e poços, e a sua posterior condução para chafarizes, fontes, tanques e termas da cidade – podendo estas últimas ser hoje visitadas no edifício dos Paços do Concelho.
Apesar de não haver provas científicas consistentes, considera-se a possibilidade do Aqueduto da Água da Prata, do período renascentista, ter sido construído no trajecto de um outro mais antigo, que terá sido edificado no período da cidade romana, então denominada Ebora Liberalitas Iulia.
Chegados à Idade Média, o crescimento da cidade e o possível desmoronamento, e desactivação, do hipotético aqueduto romano dificultaram o abastecimento de água, que se baseava ainda em captar água em cisternas, nascentes e poços, para alimentar os chafarizes e os banhos públicos. Para além disso, também as ribeiras eram usadas para satisfazer necessidades domésticas e industriais.
Com a construção do Aqueduto da Água da Prata, que era urgente, e que ocorreu já na Idade Moderna, na primeira metade do século XVI, a nova água passou a ser fornecida em fontes próprias, tal como em chafarizes, tanques públicos e particulares, existindo fiscalização por parte dos Vereadores, do Juiz e do Provedor do Cano.
Mais tarde, no século XIX, o aqueduto corria riscos de ruína e faz-se então uma grande obra para a sua reconstrução. Com as novas técnicas da época foi possível construir alguns novos troços do aqueduto, mais eficazes.
Durante o século XX, dá-se a remodelação e a ampliação das captações do aqueduto, surgindo a Central Elevatória de Águas (CEA). Esta, localizada no centro histórico da cidade, presentemente é uma unidade museológica que testemunha a grande inovação tecnológica que permitiu o sistema de distribuição de água ao domicílio. Com a sua sede na Rua do Menino Jesus, a unidade museológica está patente ao público em permanência.
Após a construção da CEA, e ao longo do tempo, criaram-se soluções para aumentar o caudal de água. Primeiramente, através da perfuração de novas captações e da construção de poços e, numa segunda fase, em 1966, a cidade passou a receber água da nova Albufeira do Divor, o que reforçou bastante o caudal do aqueduto.
Contudo, em 1995, como a água daquela albufeira não apresentava a qualidade necessária, o abastecimento à cidade passou a ser garantido por uma nova albufeira, a do Monte Novo.
Assim, com a construção da Barragem do Monte Novo, o abastecimento à cidade deixou de depender da região da Graça do Divor e, nomeadamente, do Aqueduto da Água da Prata. A evolução tecnológica passou a permitir a adução de água por condutas.
Actualmente, está em fase de conclusão a ligação da Barragem do Monte Novo ao canal do Alqueva, eliminando-se o risco de falta de água nos períodos de seca. Mas, o Aqueduto da Água da Prata continua a funcionar, sendo a sua água ainda aproveitada, o que é um orgulho para a cidade e um caso raro no contexto nacional. O ponto de recepção da sua água, bem como o da água da Barragem do Monte Novo, é nos reservatórios do Alto de São Bento, os quais substituíram, na década de 70 do século passado, a Central Elevatória de Águas.

Évora Perdida no Tempo - Capela do Seminário Maior


Capela do Colégio de Nossa Senhora da Purificação (Seminário maior), em Évora.

Autor David Freitas
Data Fotografia 1950 - 1966
Legenda Capela do Seminário Maior
Cota DFT4333 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

domingo, 7 de agosto de 2011

RAIS recruta ELECTRICISTAS/ AJUDANTES DE ELECTRICISTA - EVORA- URGENTE

Rais - Empresa de Trabalho Temporário encontra-se de momento a recrutar para empresa cliente ELECTRICISTAS e AJUDANTES DE ELECTRICISTA para EVORA.

Requisitos:

- Experiência anterior na função (Factor eliminatório);

- Transporte próprio;

- Residente na na zona de EVORA ou arredores(Factor eliminatório);

- Disponibilidade Imediata.



Para formalizar a sua candidatura deverá dirigir-se à nossa agência que está situada em Setúbal, na Av.ª Bento Gonçalves, Nº 10 B/D 2910-431 Setúbal

Ou proceder ao envio do CV devidamente actualizado para: rita.gomes@gruponett.com (expondo no assunto "Electricista_EV" ou "AJDElectricista_EV")

Contactos telefónicos:

265 544 220 / 962 374 969

sábado, 6 de agosto de 2011

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Igreja de Nossa Senhora do Carmo

A Igreja de Nossa Senhora do Carmo era a igreja do Convento do Carmo, construído, na segunda metade do século XVII, pelos Frades Carmelitas Calçados, pertencentes à Ordem Religiosa do Carmo, e desse foi parte integrante até 1834, ano em que o convento foi desactivado. A Igreja, cuja construção se iniciou por volta do ano de 1670 e cuja sagração se deu em 1691, está situada entre o Largo da Porta de Moura e a Rua D. Augusto Eduardo Nunes, antiga Rua da Mesquita. As especificidades topográficas deste local influíram na construção desta Igreja, nomeadamente a existência de um desnivelamento do solo, que no plano mais elevado da rua tem a cota de 286.9 e no plano mais baixo, onde se ergue a Igreja, de 282.2.
O mestre-escola da Sé, Dr. Jerónimo Madeira, impulsionou o início da obra e foi um dos contribuintes da primeira fase da construção da Igreja, em 1678, tal como o foram também: D. Luísa da Silveira de Figueiredo, em 1676; o arcebispo D. Luís da Silva Teles, que subsidiou mais tarde a sacristia e as dependências anexas; e os alcaides-mor de Palmela, padroeiros da capela-mor como descendentes de D. Maria de Vilhena, fundadora, em 1562, do presbitério original do primeiro Convento do Carmo da cidade de Évora, construído em 1531, igualmente pelos Frades Carmelitas Calçados, e situado na Porta da Lagoa.
O interior da Igreja de Nossa Senhora do Carmo compreende uma única e ampla nave, de abóbada de berço, com seis capelas laterais do estilo barroco e rococó, coro-alto e galerias pelas quais se ilumina a nave. Sob o cruzeiro ergue-se uma cúpula octogonal de excepcionais dimensões. O altar-mor, de talha dourada e marmoreado, pertence ao período joanino, e nele se venera ainda a imagem de Nossa Senhora do Carmo. No seu exterior, existem vestígios da época quinhentista, destacando-se a grade de ferro forjada com os brasões ducais de D. Jaime e o portal, constituído por toros salomónicos.
Túlio Espanca atribui a autoria desse portal, denominado “Portal dos Nós”, ao arquitecto Diogo de Arruda, que o terá concebido em 1525, e a sua pertença ao antigo Paço de Bragança. Mas, no século XVII ouve uma reconversão histórica da simbologia associada ao referido portal, e aos “Nós” passa a ser atribuído o significado de ruptura do nó existente com a Espanha, durante a dinastia Filipina, dando-se consistência à legenda premonitória de D. Jaime: “Depois de Vós”, dinastia Filipina, “Nós”, dinastia de Bragança.
Têm também interesse arquitectónico nesta Igreja: a galilé da portaria-mor, de estilo barroco; o portal do adro, datado de 1716; a escadaria; e o pátio, de granito regional.
Porém, o Convento do Carmo do Largo da Porta de Moura, erguido na segunda metade do século XVII, e no qual se situa a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, não foi o primeiro existente na cidade. A Ordem dos Carmelitas Calçados já antes tinha construído um outro junto à Porta da Lagoa, no século XVI. A Frei Baltazar Limpo, Vigário Geral e Reformador da Ordem do Carmo de Portugal, se ficou a dever a construção do originário Convento do Carmo. A 6 de Outubro de 1531 recebeu aquele frei a doação da então ermida de S. Tomé, situada extra-muros, à porta da Lagoa, e sobre ela erigiu o convento.
Na obra “Muralhas e Fortificações de Évora”, de Miguel Lima, está desenhada a planta desse primeiro convento, que acabou destruído por um fogo, causado pelos bombardeamentos castelhanos dos assédios da “Guerra da Restauração, em Maio-Junho de 1663. Ao fugir do incêndio, os padres apenas salvaram a imagem de Nossa Senhora do Carmo. E essa comunidade religiosa fixou-se então em casas particulares e depois em moradias na Praça do Peixe (actual Praça de Sertório). Até que, o Rei D. João VI concede, por doação, a esta ordem religiosa, o Paço da Casa de Bragança situado no Largo da Porta de Moura, como o testemunha um documento de 1665, e ali surge o novo Convento do Carmo.
A secularização de 1834 levou à reintegração do convento nos bens da Casa de Bragança que, em 1850, o cedeu provisoriamente ao Seminário Metropolitano, a pedido do arcebispo D. Francisco da Mãe dos Homens Anes de Carvalho, mas tendo assim funcionado apenas três anos. Mais tarde, foi vendido pelo Estado à família Margiocchi, que autorizou ali a instalação do Colégio das Irmãs Doroteias, entre 1896 e 1910. E em 1914, D. Augusto Nunes transformou-o em residência Arquiepiscopal. Actualmente funcionam nesse edifício alguns serviços da Universidade de Évora.
No que se refere à Igreja de Nossa Senhora do Carmo, esta é, desde 16 de Julho de 1934, devido a uma decisão de D. Manuel da Conceição Santos, a sede da paróquia da Sé, e permanece até hoje como um local de culto, de extraordinária beleza e esplendor, merecedor de uma visita.

Évora Perdida no Tempo - Antiga Estação de Serviço Sacor


Antiga Estação de Serviço (garagem e posto de combustível) da Sacor (actual Lagril).
Autor David Freitas
Data Fotografia 1950 - 1969
Legenda Antiga Estação de Serviço Sacor
Cota DFT5411 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

O Mobiliário Pintado Alentejano

O mobiliário pintado alentejano é um estilo de mobiliário de características populares e regionais, que se enquadra no artesanato tradicional e envolve três actividades profissionais: a carpintaria, o empalhamento e a pintura.
Este mobiliário é um produto da cultura alentejana, relacionado com as formas e as funções tradicionais (usos e costumes). Sofreu alterações ao longo dos anos, consoante a realidade cultural do tempo em que era produzido e nos nossos dias é um testemunho real de permanências e inovações culturais. Tem uma componente marcadamente pessoal (o gesto), e reflecte uma atitude de criação colectiva. É esta característica que, para além da natureza dos materiais e das técnicas utilizadas, lhe confere uma identidade própria e nos leva a considerá-lo como uma etnotecnologia.
O seu sistema técnico de produção é composto por três processos operativos: o tradicional, de origem antiga, complexo, com um tempo de realização longo e executado manualmente; o contemporâneo, que recorre a tecnologias mecanizadas, resultando numa redução de esforço e tempo necessários à execução de determinadas tarefas e no recurso a produtos industriais; o terceiro, é uma simbiose dos dois anteriores.
Não conhecemos elementos que comprovem a sua criação ou a menção do(s) seu(s) criador(es) e respectiva datação. No entanto, há uma correspondência entre os elementos formais e funcionais das peças, sobretudo, das mais antigas (Museu de Estremoz, finais do século XVIII, e Solar dos Condes de Portalegre, em Évora, princípio do século XIX) e as do mobiliário nacional. Esta comparação permitiu identificar que o corte ou talhe da madeira e a pintura decorativa no mobiliário pintado alentejano são uma reinterpretação popular de elementos de dois estilos portugueses – D. José e D. Maria. Esta reinterpretação não deve ter surgido repentinamente; é possível que tenha sido desenvolvida por algum pintor ou carpinteiro mais atrevido, inspirado nos modelos de móveis eruditos, que executou e difundiu os seus próprios modelos.
É a partir de meados do século XIX que encontramos menções escritas às cadeiras de Évora ou cadeiras alentejanas e muito raramente referências a outras peças deste estilo de mobiliário. Estas referências conduzem-nos a considerar que a sua criação deve ter ocorrido em Évora e terá sido, posteriormente, difundida para outras localidades alentejanas, através, por exemplo, das feiras tradicionais. Além da sua função utilitária e decorativa, estas peças tinham também uma função de prestígio social.
O segundo momento do seu processo evolutivo reporta-se à acção desenvolvida pelo Estado Novo, que definiu estilos regionais de mobiliário. Defendia a animação e a orientação da indústria decorativa regional, pela integração em regras de arte e promoveu a decoração e o mobilar de instituições do Estado, iniciando-se pelas Casas do Povo, com a utilização do estritamente tradicional em cada região.
Porém, como resultado do desenvolvimento industrial, verificou-se em Portugal, na década de sessenta do século XX, uma progressiva decadência do artesanato, com a substituição dos seus produtos pelos de origem industrial e a diminuição, adulteração, e até desaparecimento, de produtos e formas produtivas próprias. É na década de oitenta que se assiste ao ressurgimento da actividade artesanal e à redescoberta do seu valor sócio-económico e cultural, levando à criação de riqueza e à resolução de problemas de emprego, mediante a absorção e fixação de mão-de-obra, sobretudo, de jovens, mulheres e desempregados. As artes e os ofícios cresceram no quadro de programas de emprego e formação profissional.
Em Évora, um dos grandes divulgadores da pintura alentejana foi o Mestre Joaquim António dos Santos, “O Belizanda”. Nascido na freguesia de Santo Antão, em Évora, a 15 de Março de 1890, este artesão cedo aprendeu o ofício, com o Mestre João da Feira, tendo começado a trabalhar com apenas doze anos.
Numa entrevista que deu por volta de 1980, o Mestre Belizanda afirmava que os temas destas mobílias eram muito antigos, tendo sido “deixados pelos mouros”. Para decorar os móveis ou qualquer outro objecto dava um aparelho, com tinta de óleo, quando este secava, aplicava o esmalte de base: creme, azul, branco, encarnado, verde ou preto e depois de este secar é que começava a decoração. Fabricava as suas próprias tintas, misturando óleo de linhaça e secante, com pigmentos comprados em Lisboa. E dizia: “Pinto a tacto, a meu gosto. Olho para a peça e faço cá a meu modo. Dá bom dinheiro, há pouco quem faça e mais a mais perfeito.”
Gostava muito de pintar as cabeceiras das camas de capela, pois tinha espaço para fazer belos ramos de flores coloridas. A mão de mestre manejava dezenas de painéis e as tintas de variadas cores, sem régua ou compasso, desenhando simetricamente as suas florinhas e os belos ramos de rosas, numa combinação de cores.
Queremos com este pequeno texto relembrar o mobiliário pintado alentejano e prestar uma singela homenagem a todos os artesãos que ao longo de muitos anos a ele se dedicaram.
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