sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Crise não afecta construção do Évora Shopping

A maioria das lojas do Évora Shopping, centro comercial em construção na cidade alentejana e previsto abrir em 2013 já está “pré-comercializada”.
A administração da Imorendimento, promotora do conjunto comercial a que pertence o Évora Shopping afirma que "a comercialização está a ser um grande sucesso, em contra ciclo com o enquadramento geral da economia. Neste momento existe uma pré-comercialização superior a 60 por cento.
As obras do centro comercial arrancaram em agosto passado e neste momento decorrem a fase de "escavações e de construção do parque de estacionamento", estando previsto haver "uma continuidade entre as obras da cave e do edifício".
A abertura do Évora Shopping está prevista para a primavera de 2013 e vai ter cerca de 60 lojas.
A empresa promotora refere que a obra não sofreu qualquer reajustamento devido à actual situação de crise.
O Évora Shopping é um projecto integrado num conjunto comercial mais vasto, com um investimento global de 60 milhões de euros e conta ainda com um ‘stand alone' operado pela marca IZI, em funcionamento, e um retail park já construído e a aguardar abertura.
O retail park, com "três lojas, duas das quais grandes âncoras e um espaço de restauração e lazer" está previsto abrir "entre Outubro e Novembro".
O conjunto comercial vai representar "um forte contributo para a dinamização do tecido económico, social e comercial" de Évora, estando prevista a criação de cerca de 600 postos de trabalho directos, segundo fonte da promotora.

O exemplo de Évora

A rede rodoviária já existente, a rede ferroviária que está ser projectada, o anel de fibra óptica que une os municípios da região e a rede inteligente de electricidade (InovCity) são vantagens competitivas em termos de infra-estruturas. As autoridades, em particular a Câmara de Évora e a Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo, querem agora atrair empresas e talentos para a região. A Universidade é, por isso, uma arma de desenvolvimento que é necessário potenciar, quer para a formação de novos quadros, quer para desenvolver parcerias com empresas. Mas a Academia também pode ajudar a dinamizar ‘start ups' e ‘spin-offs' em áreas que vão da mecanização da agricultura, às energias renováveis, genética molecular, mecatrónica e química. O Alentejo tem, basicamente, um terço do território nacional e cerca de 5% da população e do emprego nacionais, o que, aliado às condições que estão a ser reunidas em Évora, cria um ambiente propício à atracção de mais pessoas e pólos de desenvolvimento. Já existem diversos quadros espanhóis a residir em Évora e a trabalhar em Espanha e há, pelo menos, uma empresa com cerca de cem ‘designers' que se fixou na cidade e exporta os seus serviços para todo o mundo. Mas ainda há um longo caminho a percorrer. A cidade conta com perto de 2.500 empresas que empregam cerca de 17 mil pessoas e facturam 940 milhões de euros. Évora é, neste momento, um exemplo a seguir e tem condições naturais para crescer muito no futuro próximo. Basta, para isso, que os agentes económicos tomem consciência das condições ali existentes e tomem decisões. Património Mundial da Humanidade, Évora é o exemplo de uma zona com História e tradição que se está a projectar para o futuro.

A agricultura e a Greve Geral de 1912




No início do século XX a agricultura alentejana continuava a manter a estrutura fundiária medieval, caracterizada pelo grande latifúndio. Na imensidão da planície grassavam vastíssimos domínios cujas herdades podiam oscilar entre os 18.000 e 55.000 hectares. Cerca de 94 por cento da área do concelho de Évora era considerada como grande propriedade (acima dos 200 hectares), enquanto a média (30 a 200 hectares) abrangia 5 por cento, sendo a pequena meramente residual. A esmagadora percentagem dos proprietários era absentista, ou seja, residia fora das suas terras, tendo um agente intermediário de sua confiança (feitor) que actuava como seu administrador e contratava os trabalhadores.

Regra geral estes eram contratados nas aldeias, a preços verdadeiramente obscenos, para trabalharem de sol a sol no amanho das terras. E quando se chegava aos meses mais exigentes como os das ceifas, da apanha da azeitona, da tiragem da cortiça ou, em menor escala, recorria-se a gente de outras regiões, que à míngua de trabalho aceitava vir para o Alentejo ganhar mais uns tostões essenciais à sua sobrevivência. 

Ora com a chegada da República foi criado um novo regime laboral, primeiro no aspecto salarial e depois reforçado com a regra do descanso semanal, o que desagradou aos patrões, muitos deles pertencentes à burguesia comercial, que pouco ou nada entendiam de agricultura, mas que, avarentos e visando extrair o maior lucro possível da exploração do trabalho alheio, não se mostraram dispostos a acatar as novas obrigações.

Estava aberto o conflito entre os donos das terras e os trabalhadores rurais em finais de 1911, com o recém-empossado governador civil António Paulino de Andrade a mostrar abertura para promover o diálogo entre ambas as partes, na tentativa de evitar o desencadear duma greve já anunciada que era de todo o interesse não viesse a acontecer. Porém Paulino de Andrade, face à firme defesa dos assalariados na manutenção dos princípios estabelecidos e acordados, abandona a posição de neutralidade e coloca-se ao lado dos terratenentes.

Para evitar que os assalariados se reunam manda encerrar a Associação dos Trabalhadores Rurais (criada no ano anterior) e fechar as portas de todas as outras Associações de Classe concelhias e distritais sob a ameaça de descargas da Guarda Nacional Republicana. Os revoltosos encontram-se nos campos enquanto as forças militares e paramilitares cercam a cidade para lhes impedir o acesso. A partir deste momento todas as associações operárias da cidade e do distrito proclamam a Greve Geral a 13 de Janeiro de 1912 e cerca de 20.000 trabalhadores, de ambos os sexos e proveniências várias, dirigem-se para Évora tentando entrar na cidade, o que conseguem sem grande dificuldade, não obstante as barreiras e os obstáculos levantados.

Nos dias seguintes, o governador civil, impotente para evitar pacificamente o galopante desenrolar dos acontecimentos, ordena a prisão dos principais organizadores e dinamizadores do movimento, o que contribui para inflamar definitivamente a situação. No dia 24 sucede o inevitável - grevistas e uma patrulha da G.N.R. entram em acesa discussão em plena rua, da qual vem a resultar um morto e vários feridos entre os primeiros. Indiscriminadamente, as forças da autoridade mandaram para os calabouços inocentes que tiveram o azar de estar no local errado à hora errada, dado que nesse dia a cidade fervilhava de pessoas. Tendo em conta o rumo dos acontecimentos e entendendo que devia prestar um esclarecimento público o governo faz chegar à imprensa a seguinte nota oficiosa que de seguida se respiga na íntegra do extinto jornal “O Século”:
«O delegado do Governo, Sr. Inocêncio Camacho, deputado por Évora, expôs ao governo a situação actual do distrito, com a história dos acontecimentos dos últimos dias. 
O pretexto para o movimento foi, de facto, a falta, por parte de certos lavradores, dos compromissos que entre si tinham tomado sobre preços de alguns trabalhos de campo. O movimento que daqui resultou foi imediatamente explorado por elementos reaccionários, alguns anarquistas e pelos adversários pessoais do sr. governador civil. Os elementos anarquistas apoderaram-se das associações e nelas incitavam ao assassínio, ao saque e à destruição das propriedades, o que obrigou a autoridade a encerrá-las, no estrito cumprimento da lei.
Nos campos, vários bandos de gente, armados com espingardas, percorriam as propriedades, obrigando os
trabalhadores a segui-los à força. Esses bandos, apurouse que eram constituídos por criados de reconhecidos reaccionários, de mistura com anarquistas. Incitavam os trabalhadores a marchar sobre Évora dizendo-lhes que Paiva Couceiro lhes faria pagar 600 réis por dia. Preparou-se de facto a marcha sobre Évora e o assalto à cidade, que se deveria efectuar no dia em que se deram os conflitos com a força armada. O governador civil tomou, de acordo com autoridades militares, as providências necessárias, evitando a entrada dos bandos na cidade, localizando, portanto, o conflito à praça em que têm a sua sede as associações. Vários dos prédios dessa praça estavam ocupadas por gente armada, que atirou sobre a guarda republicana, a qual só usou das armas de fogo depois de haver feridos nas suas filas. Os desordeiros foram empurrados para fora da cidade pela cavalaria, restabelecendo-se imediatamente o silêncio.
Os agitadores tinham persuadido as gentes dos campos de que poderiam saquear a cidade, porque o exército estava com eles. Disso foi prova evidente a manobra das mulheres do campo, que em chusma se dirigiram aos quartéis. Logo que se deu o conflito, a convidar os soldados a cumprir a sua palavra.
É absolutamente falso que os bandos de grevistas se tenham refugiado no campos, defendendo-se a tiro das forças. A verdade é que os trabalhadores logo que reconheceram que tinham sido enganados se revoltaram contra os dirigentes e contra aqueles que, na sua própria expressão, os tinham prendido para a greve!
Tanto a cidade como os campos em torno estão actualmente em completo sossego. Os trabalhadores voltaram para as suas ocupações: os lavradores que se tinham esquivado aos seus compromissos, voltando tudo à normalidade. Dos presos foram soltos aqueles acerca dos quais se não reconheceu responsabilidades de provocação ao movimento sendo os restantes entregues ao poder judicial.»

 Esta nota oficiosa, tida como «prenhe de mentiras», foi muito mal recebida na Casa Sindical de Lisboa (Federação Anarco-Sindicalista) onde já se preparava um movimento de solidariedade de grande dimensão para com os trabalhadores rurais eborenses. O resultado foi a convocação para o dia 28 de uma Greve Geral em apoio dos assalariados agrícolas que, começando em Lisboa, se estendeu a Setúbal, Almada, Montijo e Moita, numa adesão quase total. Na noite de 29 e todo o dia 30 há confrontos violentos com a Polícia, a GNR e a Guarda Fiscal que provocam a morte de vários contestatários e ferimentos em muitos outros. Contudo os activistas não desistem e prometem ripostar armando-se também. Alarmado, o governo decreta o estado de sítio, «suspende as garantias constitucionais» e entrega a cidade ao Comando Militar. Entretanto os rurais eborenses terminam a greve, depois de obtidas as suas reivindicações salariais, reabertas as sedes das associações de classe e libertos os detidos. Apesar disso, a 31, na capital, os grevistas continuam a ser perseguidos visando-se uma punição exemplar. 

Elementos da GNR e da Policia cercam a Casa Sindical e exigem a total evacuação do edifício sob a ameaça de duas peças de artilharia. Os sitiados, em quantidade superior a 600 contando homens e mulheres abandonam o prédio sem oferecer resistência e são imediatamente detidos e transportados para os navios Pero de Alencar e Fragata D. Fernando de onde os dirigentes mais destacados serão deportados para África. Este episódio veio marcar o início dos desencontros entre a República e o movimento operário.

Texto: José Frota 

A Sé de Évora

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Associação Humana distinguiu município de Évora

A Associação Humana Portugal entregou esta semana os Prémios de Reciclagem Têxtil 2010 às empresas e municípios portugueses cujas populações mais contribuíram com a entrega de roupas e calçado em segunda mão, tendo Évora sido uma das distinguidas.

O prémio, que consistiu num diploma e numa escultura em pedra produzida por artesãos africanos, foi recebido no dia 22 de Setembro (o Humana Day) pela Vereadora Cláudia Sousa Pereira, em representação do município de Évora, e é o reconhecimento do empenho da população na recolha e entrega de roupa e calçado em bom estado nos diversos contentores que a Associação Humana tem colocados em vários locais da cidade.

“A atribuição deste galardão é o reconhecimento ao gesto dos munícipes que quando se disponibilizam meios para darem, têm todo o gosto em contribuírem para uma estrutura que beneficia não só os seus vizinhos, mas gente que está do outro lado do mundo e que também necessita que outros países ajudem, pois eles ainda têm mais dificuldades que nós”, salientou a Vereadora Cláudia Sousa Pereira.

Um gesto “de pessoa para pessoa”, que a Vereadora reconhece, com satisfação, que “tem uma boa finalidade e contribui para alguém no mundo viver em melhores condições”, incentivando a população a prosseguir neste caminho de solidariedade.

Foram contemplados em 2010, na categoria de Municípios, para além de Évora (o município com mais de 10 mil habitantes com maior recolha de quilos por habitante); Benavente (município até 10 mil habitantes com maior recolha de quilos por habitante) e Vila Franca de Xira (com o maior número total de quilos recolhidos). Na categoria de Privados, o prémio foi para a empresa E. Leclerc Amora (Seixal).

Sílvia Martins, gerente de produção, explica como são atribuídas estas distinções: “ Nós todas as semanas fazemos uma estatística dos quilos recolhidos em cada município e em 2010 verificámos que Évora foi o município com mais de dez mil habitantes que recolheu maior número de quilos e, por isso, temos todo o prazer em ter aqui hoje a representante de Évora para receber este galardão e para agradecermos toda a atenção que os habitantes de Évora têm dado ao nosso projecto, pois já há muito tempo que Évora é um dos melhores municípios na recolha de roupa”.

Esta entrega de galardões decorreu na loja Humana (Av. Almirante Reis, 26 –A) em Lisboa, onde funciona também uma das três lojas de roupa em segunda mão que a associação possui em Lisboa e que apresenta um movimento significativo de pessoas que encontram ali vestuário moderno, em muito bom estado e a preços acessíveis.

A Associação Humana nasceu na Dinamarca, existe em mais de 60 países e tem como objectivo a ajuda humanitária internacional em países e comunidades em vias de desenvolvimento. Para conhecer melhor esta associação e o meritório trabalho que dinamiza, vale a pena ir à internet consultar a sua página em www.humana-portugal.org

Cristina Marques, promotora da associação, explicou, à margem da cerimónia, que a Humana está em Portugal há 12 anos, envolvida na reciclagem têxtil destinada a angariar fundos para projectos de desenvolvimento em África, tendo actualmente projectos em Moçambique, Angola e Guiné-Bissau. Os projectos são nas áreas da educação; agricultura e desenvolvimento rural; comunidade e desenvolvimento; prevenção de doenças transmissíveis; e assistência e emergência.

“Nós recolhemos a roupa e calçado usado de contentores da Humana que existem desde Caldas da Rainha até Évora e neste momento estamos a pensar na expansão mais a norte, para Coimbra, e depois iremos chegar ao norte”, afirma Cristina Marques, explicando como se processa o trabalho:” Recolhemos as roupas em carrinhas ou num camião que os motoristas trazem para o armazém. Uma parte da roupa é enviada para África, para os projectos de desenvolvimento, e a outra parte, fica aqui para pagar a nossa logística”.

Têm também de pagar salários resultantes dos empregos que criam, tanto em Portugal, onde têm 34 empregados, como em África, às pessoas envolvidas na dinamização dos projectos, nomeadamente professores, porque a Humana Portugal não recebe quaisquer verbas, nem do Estado português, nem dos Estados africanos, apesar de eles lhes facilitarem toda a entrada da roupa.

Neste momento, são recolhidas mais ou menos 17 toneladas por dia e à volta de 70 a 80 toneladas por semana. Se houver casos de emergência ou assistência, (caso de alguma catástrofe como foi por exemplo a da Madeira), uma parte daquela que vai para África será canalizada para tal, sendo a outra parte destinada aos projectos.

Évora Perdida no Tempo - Fachada da Caixa Geral de Depósitos

Autor David Freitas
Data Fotografia 1955 dep. -
Legenda Fachada da caixa Geral de Depósitos
Cota DFT5144 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Bikévora 2011: Passeio da Família dia 5 de Outubro

Está agendado para o próximo dia 5 de Outubro, feriado nacional, mais uma edição do Passeio da Família do Bikévora, um evento da Câmara Municipal de Évora dedicado à bicicleta.

As inscrições para o Passeio da Família já estão a decorrer em http://bikevora.cm-evora.pt/ havendo várias modalidades de ingresso – há diversos modelos de bicicletas e de capacetes disponíveis. Como novidade deste ano, há a registar o lançamento do livro “Volta a Portugal em Bicicleta” de Ana Santos, que será apresentado no dia 4 de Outubro pelas 18h00, no Palácio de D. Manuel, pelo ex-ciclista Marco Chagas.

A autora e o ex-ciclista participarão no dia seguinte no Passeio da Família que é apadrinhado por este último. Todos os participantes no Passeio da Família concorrem a mais de 130 prémios que serão sorteados e que foram gentilmente cedidos pelos diversos patrocinadores.

Évora Perdida no Tempo - Recepção ao Arcebispo D. Manuel T. Salgueiro


Cerimónia de recepção ao Arcebispo Dom Manuel Trindade Salgueiro, no largo da Sé.

Autor David Freitas
Data Fotografia 1955-10-16 -
Legenda Recepção ao Arcebispo D. Manuel T. Salgueiro
Cota DFT3157 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Aqui há Baile, entre 29/9 a 01/10

Em Portugal, os séc. XIX e XX trouxeram o "progresso": os grandes e rápidos meios de comunicação, e um lugar na chamada aldeia global. Concomitantes com as alterações sociais, foram-se perdendo as funcionalidades de actividades lúdicas como as danças. No "Aqui há baile", propõe-se um novo contexto para a continuidade de algumas danças. Com ênfase no Alentejo, mas sempre em confronto com outras práticas, neste caso, que nos chegam da Galiza.
O programa conta com oficinas de dança do alentejo, o baile dos corpos extraordinários, espectáculo com a Cia. Nova Galega da Dança, oficinas de dança para crianças.
Pretende-se criar um espaço para a divulgação e salvaguarda do património tocado e dançado português, num contexto de desenvolvimento integrado de regiões deprimidas mas com elevado potencial de vida própria.
A apreciação das danças portuguesas e das formas renovadas de as contextualizar nos nossos dias terá tanto mais relevância quanto mais se confrontar com o panorama internacional que trabalha estas mesmas danças de raiz popular. Assim, o carácter internacional mantém-se presente neste evento, tal como em outros eventos da PédeXumbo.
Apesar do devir dos tempos, existe cada vez mais um público interessado em conhecer os repertórios da nossa dança e música tradicionais, bailadores e tocadores, muitos deles bastante jovens, que insistem em não deixar desaparecer nem “museificar” as danças e músicas regionais. Para além destes, professores, animadores culturais, membros de grupos etnográficos, e enfim, curiosos da dança e música em geral, poderão encontrar no Aqui Há Baile um espaço privilegiado de partilha de saberes e experiências, onde poderão variar ou complementar a sua formação.
Do livro Campo Maior, Cantar e bailar as saias de Francisco Galego. O texto aqui mencionado é de José da Silva Picão, lavrador de profissão e natural de Santa Eulália, aldeia do concelho de Elvas.
“Os Bailes - Os genuinamente populares, conhecidos por balhos de candeia e de porta aberta, consistem em diversos bailados ao som do cante dos rapazes e raparigas, com acompanhamento do indispensável pandeiro e das castanholas, em certos casos. Para variar, também dançam polcas, mazurcas, valsas e contradanças, ao toque de guitarra ou de harmónio, o que depende se apareça tocador que se ofereça, ou se preste a tocar mediante pedido e oferta de beberetes, em advertimentos vulgares de gente pobre, que se remedeia e até prefere, a cantoria ao toque.
Figurando no balho pessoal sabedor, entra-se por tudo o que se conhece de antigo e moderno, desde os fandangos e a pombinha branca ai Dom Solidom, até à contradança marcada .... à francesa, em termos estropiados.
Mas o que toma mais tempo são as “saias”, com as voltas correspondentes, ao som de cantigas e do pandeiro, acompanhadas por estalos sonoros dos bailadores, com os dedos polegares e os máximos, das mãos.
As “saias” nada têm de gracioso nem difícil, mas agradam de preferência por ser o género que melhor se quadra às cantorias de predilecção popular. É aí que os cantadores afamados exibem as suas faculdades vocais e poéticas, que embasbacam os ouvintes apreciadores. Ao mesmo tempo, a simplicidade do bailado permite o acesso dos menos entendidos, dando lugar a que se divirtam, saibam ou não”.
Porque a dança pertence ao terreiro, porque hoje em dia novas vivências voltaram a dar espaço nas nossas vidas a esses repertórios quase esquecidos (saias, contradanças, mazurcas e fandangos), este projecto pretende criar condições para o encontro informal entre quem dança e quem está desejoso de dançar. Deste contacto espera-se uma renovação e um novo estímulo para os saberes, tanto de quem toca, como de quem dança. Em Portugal existem velhos e novos bailadores e tocadores de instrumentos tradicionais, possuidores de um vasto repertório de músicas tradicionais para dança, mas que, fora do contexto dos ranchos folclóricos, têm alguma dificuldade em arranjar enquadramento para esse saber. No Aqui Há Baile esses saberes poderão ganhar renovada vida.


PROGRAMA

QUINTA-FEIRA, 29 SETEMBRO
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21.30h // Baile dos CORPOS EXTRAORDINARIOS
Teatro Garcia de Resende

23.00h // Caderno de Danças do Alentejo Sergio Cobos & Convidados
Espaço Celeiros


SEXTA-FEIRA, 30 SETEMBRO
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10.00h // Formação “Animação com Dança Tradicional”. Formador: Mercedes Prieto
Espaço Celeiros

16.00h // Visita guiada por Évora. Tema: Évora Medieval
Ponto de encontro no posto de Turismo.
A visita finalizará no espaço dos Celeiros para iniciar a aula de danças do alentejo.

17.30h // Lengas-Lengas Dançadas, orientado por Grupo Coral Feminino de Viana do Alentejo
Espaço Celeiros

19.00h // Danças do Chipre, orientado por Panayiotis Theodorou
Espaço Celeiros [a confirmar]

21.30h // TRADICCIÓN _ Nova Galega De Dança
Teatro Garcia de Resende

23.00h // EXPERIMENTAR NA M'INCOMODA
Espaço Celeiros


SÁBADO, 1 OUTUBRO
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10.00h // Formação “Animação de Bailes”. Formador: Mercedes Prieto
Espaço Celeiros

11.00h // Oficina de Danças Portuguesas para Familias, orientado por Ana Silvestre
(espaço por confirmar)

16.00h // Oficina de Danças Portuguesas, orientado por Grupo de Etnografia e Folclore da Academia de Coimbra, GEFAC
Espaço Celeiros

18.00h // Oficina de Danças do Alentejo – Demonstração do Varapau, orientado por Rancho Folclórico do Cano - Sousel
Espaço Celeiros

21.30h // VOCÊ ESTÁ AQUI _ GEFAC (Grupo de Etnografia e Folclore da Academia de Coimbra)
Teatro Garcia de Resende

23.00h // ENCONTROS DE MÚSICA E DANÇA (aberto à improvisação, convite a todos os músicos e dançadores)
Espaço Celeiros

Évora Perdida no Tempo - Claustro do Convento de S. Bento de Cástris

Autor David Freitas
Data Fotografia 1957 - 1970
Legenda Claustro do Convento de S. Bento de Cástris
Cota DFT335 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

XIV Jornadas Internacionais do Eborae Música

Évora Perdida no Tempo - Stand da Gaz Cidla na Feira de São João

Autor David Freitas
Data Fotografia 1955 -
Legenda Stand da Gaz Cidla na Feira de São João
Cota DFT2147 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

domingo, 25 de setembro de 2011

Colocador de Vidros - Évora

Adecco Recursos Humanos, líder mundial em Recursos Humanos recruta para prestigiada empresa sua cliente:

COLOCADOR DE VIDROS - ÉVORA

Requisitos:

- Imagem cuidada;

- 9º Ano de escolaridade;

- Elevado sentido de responsabilidade e comunicação;

- Gosto pelo trabalho em equipa;

- Disponibilidade imediata;

- Carta de condução - FACTOR ELIMINATÓRIO.


Caso esteja interessado(a) nesta oferta de emprego, envie-nos o seu CV actualizado, indicando no assunto o título do anúncio em questão, para claudia.alegria@adecco.com .

Apenas serão consideradas válidas as candidaturas que correspondam ao perfil pretendido.

sábado, 24 de setembro de 2011

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Aulas de Teatro pelo Pim Teatro

Évora Perdida no Tempo - Interior da Igreja de São Vicente

Autor David Freitas
Data Fotografia 1960 - 1970
Legenda Interior da Igreja de São Vicente
Cota DFT6062 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Personalidades Eborenses - Estevão Augusto da Cunha Pimentel,

Primeiro governador civil republicano do concelho, é uma personagem cujo percurso de vida é de difícil reconstituição. Ignora-se quando e onde nasceu, sabendo- se contudo que descendia de uma família abastada e nos estudos chegou ao bacharelato.

A sua presença na vida pública eborense é detectada em 1906, quando o seu nome aparece ligado ao processo de instalação da Central Eléctrica e da rede de distribuição em Évora. Para desgosto da família adere à Causa Republicana e estimula a entrada de militares no núcleo de Évora da Carbonária, no que é auxiliado por Felício Caeiro e pelo sargento Andrade, e que discretamente financia.

Em 1909 é nomeado director da “Voz Pública”. No dia 5 de Outubro de 1910 está em Lisboa no palco revolucionário, garantindo a circulação de informações entre os vários focos de sublevação. De regresso ao Quartel do Carmo passa a ser o telegrafista de serviço.

Ainda nesse dia é nomeado governador civil de Évora, cargo que mantém até 16 de Agosto de 1911. É então eleito Presidente da Assembleia Geral do Centro Republicano Democrático Liberdade. Continuará a dirigir a “Voz Pública” até ao princípio de 1912, altura em que, manifestando-se desgostoso com a cisão ocorrida no partido, escreve uma carta ao proprietário José Bento Rosado renunciando ao cargo devido ao facto de partir para prolongada estada em Paris. Volta em 1913 e ingressa no Partido Evolucionista. Só em 12 de Outubro de 1918 se torna a falar dele, quando se envolve numa revolta falhada em Évora contra a ditadura de Sidónio Pais, que aliás eclodiu igualmente em Lisboa, Porto e Coimbra. 

Ainda discursará em apoio de José Relvas no Coliseu dos Recreios a 10 de Fevereiro de 1919 e integrará o núcleo duro do Partido Republicano Popular, sucedâneo do Partido Evolucionista, que se desmembra em 1921. A partir desse momento nada mais se sabe sobre a sua vida.


Texto: José Frota

Évora Perdida no Tempo - Feira de gado


Feira de gado, durante a Feira de São João (entre a linha de caminho de ferro e o Rossio de São Brás)

Autor David Freitas
Data Fotografia 1968 -
Legenda Feira de gado
Cota DFT2166 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

A história da imprensa escrita na cidade de Évora



A implantação da República veio a implicar uma grande remodelação do projecto do “Notícias d’Évora”, diário fundado em 8 de Setembro por iniciativa do cónego Alfredo César de Oliveira e do notável filantropo Francisco Eduardo Barahona. Este morreu em 1908 e os seus herdeiros, tal como o cónego, renunciaram à sua propriedade, que passou para o padre João Germano da Rosa, vindo a partir desse momento a assumir-se como diário regenerador-liberal.

Em 8 Agosto de 1909 o advogado Armando Cordeiro Ramos entrega em Maio do ano seguinte a administração do jornal a Carlos Pedrosa que nele começara a trabalhar como tipógrafo.


A 5 de Outubro de 1910 a publicação suspende a sua saída para regressar como propriedade da empresa Carlos Pedrosa e Cª no dia 8 do mesmo mês, assumindo este as funções de administrador e editor enquanto
Joaquim da Motta Capitão, boticário da Farmácia Motta, aparecia como redactor- chefe. As mudanças ocorridas são explicadas, desta forma, nesse número de reaparecimento, pelo próprio Carlos Pedrosa: «A antiga empresa “Notícias d’ Évora”, constituída por elementos do antigo partido regenerador - liberal de Évora, fez constar, sábado à noite, quando mandou pagar integralmente a todo o seu pessoal que – considerando-se para todos os efeitos, dissolvido o Partido Regenerador – Liberal de Évora – não lhe era possível nem convinha a essa empresa manter por mais um dia que fosse este jornal»

Ia assim para o despedimento todo o pessoal das oficinas do diário, cujo trabalho quotidiano era a única fonte de rendimento do agregado familiar. Para evitar esta situação, Carlos Pedrosa e os tipógrafos reuniram esforços e resolveram parte do problema com os seus próprios recursos. «Careciam, porém, de uma pena, de um cérebro que os acompanhasse nos vai-vens da sorte» – prossegue Pedrosa, que revela terem encontrado essa pessoa na figura de Motta Capitão. E a concluir deixa bem vincada a opção tomada quanto à orientação futura do periódico: «(...) Por nossa parte, sem que com isso queiramos dizer – e não queremos – que aderimos à República, cumpre-nos aqui declarar que reconhecemos a nova forma de governo instituída em Portugal. (...) A política deste diário será pois a de pugnar em comum, pelo bem da pátria e muito especialmente pelos interesses da região alentejana, podendo o povo honesto, o povo trabalhador contar com o nosso apoio sempre que dele careça».


Duas semanas mais tarde, com a entrada do redactor agrícola Santos Garcia, o jornal apresenta-se como diário independente, agrícola e de informação. Mas a vida do jornal vai transformar-se num inferno nos tempos seguintes, devido ao pendor fortemente anti-republicano de Motta Capitão, que se revela não só nos textos como na sua vida de cidadão, envolvendo-se em conspirações com o novo regime. O farmacêutico viu-se condenado a três meses por abuso de liberdade de imprensa com o fundamento de ter ofendido na sua qualidade de redactor – chefe do “Notícias d’Évora” a Comissão Concelhia de Administração de Bens do Estado. Foi debaixo de escolta que saiu da prisão do Limoeiro para vir responder ao Tribunal de Évora. Cumpria então uma pena de prisão por ter participado na conjura monárquica de 1912.

Amnistiado por um decreto de Fevereiro de 1914 de Bernardino Machado, o qual abrangeu 1.200 monárquicos, Capitão é libertado e depois de um breve passagem por Espanha regressa a Évora, à política e ao “Notícias d’Évora”. A 10 de Julho depois de negociar com Carlos Pedrosa fica com a exploração do jornal assumindo os cargos de director e editor. Nesse mesmo dia, Santos Garcia, que havia aguentado a redacção durante o seu impedimento, sai por desconfiar das suas edições. Os acontecimentos posteriores haveriam de lhe dar razão.

Em pouco mais de três meses, na prosseguimento das suas ideias, entra em quezílias várias com as autoridades e escaramuças várias com a população. É assim que a 22 de Outubro, na sequência de uma manifestação de apoio ao regime, as instalações do “Notícias d’ Évora” são atacadas, destruídas e incendiadas. Só regressará ao convívio com os seus leitores a 21 de Fevereiro de 1915 sob o comando único de Carlos Pedrosa, com este a este pedir desculpas e a verberar duramente todo o comportamento de Joaquim da Motta Capitão, que quase lhe arruinou a vida. Manteve porém o seu cariz conservador e de distanciamento em relação ao regime.

Dos jornais existentes em 1910 também a “Voz Pública”, que como aqui vimos foi o órgão oficial do Partido Republicano, sobreviveria nos anos posteriores ainda que sem a anterior importância, consequência da sua adesão ao Partido Evolucionista que depois de inicialmente ter contado com o apoio dos mais destacados republicanos sofreu enorme derrota nas eleições de Outubro de 1913. A cisão obrigara entretanto o jornal a voltar à sua primeira sede na Rua de Serpa Pinto, 63.

O seu declínio acentuou-se com a saída de Estevam Pimentel e Júlio Patrocínio Martins. Em 1915 registou a entrada para editor do muito respeitado João José de Oliveira numa tentativa derradeira de recuperação, não bem sucedida. Este abandonou em Outubro de 1919 e “A Voz Pública” desapareceu da circulação seis meses depois.

O primeiro dos novos títulos lançados em Évora após a Revolução de 5 de Outubro foi “O Carbonário”, semanário Republicano Radical, como se intitulava. Tinha por director o ajudante de finanças e antigo correspondente do jornal “O Mundo” Leonel Augusto Rosado de Sousa . Logo no número inicial advertia para o facto de «não ter qualquer relação com a Carbonária Portuguesa, associação secreta que tão relevantes serviços prestou à obra da República». Mas uma análise à sua lista de colaboradores revela não ser ter sido bem assim; para além de nela figurarem os nomes bem conhecidos de José Augusto do Rosário, Agripino de Oliveira e José do Vale, também na mesma se encontram uma série de pseudónimos com que muitos encobrem a sua identidade. Atente-se nalguns a título de exemplo: Zig-Zag, Vagabundo, Mesmer, Mágico, Ego, Marius, Newton, El Leon, Alpha, Coxo, Ximenes, Z., Ragi, Sila, Zero, Repinto, Remígio ou Zigomar.

A partir de 24 de Março de 1912 passa a identificar-se com o Partido Republicano Democrático de Afonso
Costa e muda de director, dado que Leonel de Sousa é colocado em Lisboa. Sucede-lhe Pedro de Aguilar, funcionário da Agência de Portugal, que exactamente um ano mais tarde é transferido em missão de serviço para Leiria para chefiar a respectiva Agência. Pouco dias decorridos a administração informa que «passando este jornal para uma nova empresa, por meio de acções, resolveu a redacção suspender a sua publicação até quedefinitivamente esteja constituída a respectiva empresa, o que será dentro de pouco tempo». “O Carbonário” não voltará a ver a luz do dia. A nova empresa denominada de “Sul Democrático”, assume a sua continuidade garantindo que será um órgão de apoio ao Centro Republicano Democrático Liberdade mas muda-lhe o título para o nome da empresa. 

Assim começa a publicar-se a 13 de Abril de 1913, o “Sul Democrático”, sob a direcção de Francisco Alberto da Costa Cabral, professor liceal e governador civil, sendo Jaime Pinto Bastos o administrador e Francisco Gomes Calado o secretário. A mudança não feliz até porque Costa Cabral pouco tempo
após é nomeado para o governo civil da Guarda. O esperado encerramento do jornal verificou-se a 21 de Junho de 1914. Vida mais curta teve “A Rotunda” que surgiu a 15 de Fevereiro de 1911 e acabou a 30 de Dezembro do mesmo ano. Declarando-se semanário republicano intransigente, fiel ao ideário de Machado dos Santos, tirou 47 números. Começou por ser dirigido por Manuel António Braz – mais conhecido por Braz Alfaiate dado ser essa a sua profissão – que devido a questões de natureza pessoal aceita ser substituído pelo sargento Silvério David Agria. 

Este abandonará o cargo ao nº. 37 de 2 de Agosto, voltando o alfaiate à sua direcção quando a administração informa que “A Rotunda” «que até aqui se tem conservado no posto de combate para que foi fundada, adere desde já , como não podia deixar de ser à obra da União Nacional Republicana». A mudança de orientação na bússola de “A Rotunda” poderá ter-lhe abreviado a existência pois só se aguentaria mais quatro meses. Agastado com o rumo pelo qual “A Rotunda” enveredara, Silvério Agria lança a 6 de Agosto o “Avalanche”, uma semanário que diz não aceitar «a traição» e se declara fiel à linha intransigente que se propõe seguir. Ao princípio da tarde desse mesmo dia o acaso faz com que Braz e Agria se encontrem em plena Praça de Giraldo. O confronto tornou-se inevitável.

O alfaiate agrediu o sargento «à vergalhada» e foi detido por um polícia a quem o agredido reclamou a sua captura. Tanto quanto se sabe o “Avalanche só fez publicar mais um número. Falhada a experiência de “A Rotunda”, a União Republicana reincidiu em Évora com um novo órgão: “O Alentejo” (segundo de série). Exibindo artístico e vistoso cabeçalho, a saída do número inaugural é desde logo marcada pelo falecimento do seu director, Raul W. Baptista de Carvalho, médico veterinário, vitimado pelo agravamento súbito de febres palustres. O infausto acontecimento obrigou a mexidas inesperadas na estrutura do jornal. Sócio da empresa proprietária, o lavrador José Calhau viu-se na contingência de acumular os cargos de director e de editor (que já era) mantendo-se Higino Barrão como administrador. 

Daqui resultou um produto híbrido, incaracterístico e pouco atractivo, que a nomeação ao nº. 27 para director, do médico Agostinho Felício Caeiro, tentou solver mas em vão. “O Alentejo” esteve activo entre 7 de Maio de 1914 e 13 de Maio de 1915. Não teve também existência muito prolongada ainda que surgido a 23 de Agosto de 1911, o semanário republicano “O Cidadão” de que era proprietário, administrador e editor Pedro Antunes Paiva. O redactor principal era Evaristo Cutileiro a quem deviam ser dirigidos todos os assuntos referente à redacção. Após o falecimento deste teve um percurso acidentado, sincopado, terminando a 26 de Abril de 1915. 

A posse efectiva de um órgão devotado ao registo do discurso oficial do Partido Republicano Democrático só seria conseguido com a transferência para Évora do diário “Democracia do Sul”, que se publicava em Montemor-o-Novo desde 1900. Tal só veio contudo a concretizar-se a partir de Agosto de 1917.

Texto: José Frota 

Évora Perdida no Tempo - Mocidade Portuguesa na Praça do Giraldo


Desfile da Mocidade Portuguesa na Praça do Giraldo

Autor David Freitas
Data Fotografia 1950-12-01 -
Legenda Mocidade Portuguesa na Praça do Giraldo
Cota DFT74 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Terças Musicais 2011

Clique para aceder a informação complementar

A partir de 20 de Setembro a Escola de Artes inaugura o ciclo "Terças Musicais". Todas as terças-feiras, às 18:30, no Auditório Mateus de Aranda, a música faz-se ouvir pelos alunos e docentes do Departamento de Música da Universidade de Évora. A programação é da responsabilidade de Ana Telles, pianista e docente no Departamento de Música da Universidade de Évora.


Évora Perdida no Tempo - Aspecto interior da Fábrica dos Leões


Aspecto interior da Fábrica dos Leões, em Évora: fabrico de esparguete.

Autor David Freitas
Data Fotografia 1950 dep. - 1970 ant.
Legenda Aspecto interior da Fábrica dos Leões
Cota DFT5125.1 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Exposição “What Remains - Ex-Votos”




Está a decorrer no Palácio de D. Manuel uma exposição de arte contemporânea intitulada “What Remains - Ex-Votos”, que consiste num projecto artístico colectivo, sob a curadoria de Rita Vargas, que se iniciou com um desafio apresentado a três artistas visuais finlandesas - Maija Holma, Minja Revonkorpi e Päivi Hintsanen – para numa visita a Portugal pudessem fazer a sua interpretação a representação de Ex-Votos que se encontram em diversas Igrejas do concelho de Évora.
Neste projecto as artistas procuraram construir pontes culturais e estreitar laços de amizade entre o norte e o sul da Europa, assim como reviver e relembrar histórias e tradições num ambiente onde o mistério, a fé, a luz, a penumbra e a promessa fazem parte da alquimia mágica da criação artística contemporânea, que estará representada nesta exposição através de fotografia, instalação media, gravura, escultura e pintura.
A mostra estará aberta ao público até ao dia 30 de Setembro, podendo ser visitada de segunda a sexta-feira, das 10:00 às 12:00 e das 14:00 às 18:00, e sábados só no período da tarde, encerrando ao domingo.

Évora Perdida no Tempo - Jogo de Bilhar no Café Portugal


Autor David Freitas
Data Fotografia 1950 - 1965
Legenda Jogo de Bilhar no Café Portugal
Cota DFT3009 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

domingo, 18 de setembro de 2011

Procuramos Médicos Especialistas em Anestesiologia para o Distrito de Évora (M/F)

A MediPeople é uma empresa de Recursos Humanos que actua unicamente no sector da saúde. Tem como Clientes de referência Hospitais Públicos/Privados, Unidades Locais de Saúde, Centros de Saúde e Clínicas, proporcionando aos seus Parceiros a possibilidade de desenvolverem uma actividade complementar àquela que é a sua actividade principal, nomeadamente a nível de:
- Serviço de Urgência;
- Consulta Aberta;
- Projectos específicos de redução de listas de espera de utentes.

Neste momento, procuramos Médicos Especialistas em Anestesiologia para o Distrito de Évora.

Informações sobre o Projecto:
- Objectivo: Serviço de Urgência e Actividade Programada.
- Horário: Em função das disponibilidades do profissional;
- Regime de Prestação de Serviços.

Caso tenha interesse e disponibilidade para este projecto, contacte-nos através do email: adias@medipeople.pt 

Pode ainda visitar-nos através do www.medipeople.pt

sábado, 17 de setembro de 2011

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Um olhar sobre o Alto de S. Bento

Évora Perdida no Tempo - Muralha junto à Porta da Lagoa


Troço de muralha e torre junto à Porta da Lagoa.


Autor David Freitas
Data Fotografia 1950 - 1960
Legenda Muralha junto à Porta da Lagoa
Cota DFT7218 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Évora participa na Semana Europeia da Mobilidade


Évora acolhe nos próximos dias 15, 16 e 17 de Setembro a Volta do Voluntariado, estando prevista a realização de diversas actividades que pretendem dar visibilidade e valorizar a prática do voluntariado junto da comunidade eborense, das quais destacamos a Rota do Voluntariado - “Sê voluntário. Faz a diferença!”.

Este evento, dinamizado por diversas entidades, entre as quais a Câmara Municipal de Évora, apresenta o seguinte programa: No dia 15, realiza-se a visita guiada à exposição Andy Warhol – Os mistérios da arte, na Fundação Eugénio d’ Almeida, cuja entrada é livre, devendo as inscrições serem feitas pelo telefone 92 4145871.

Pelas 18 horas, tem lugar a tertúlia Desafios do Voluntariado: a intergeracionalidade, na Associação de Reformados e Idosos da Freguesia da Malagueira, com entrada livre, sendo as inscrições feitas pelo telefone 92 4145871. Um concerto com a banda Archybak Bar Alternativo – Projecto Abrir Caminho é a proposta para as 21:30 horas, nas Piscinas Municipais, sendo também a entrada livre.

No dia 16, a partir das 10:30 horas, inicia-se a Rota do Voluntário: Sê voluntário. Faz a diferença! na Praça de Giraldo e Rua João de Deus. A sessão solene da abertura da Volta do Voluntário em Évora decorre às 11 horas, no Salão Nobre dos Paços do Concelho e, pelas 16 horas, haverá nova visita guiada à exposição Andy Warhol: os mistérios da arte, na Fundação Eugénio d’ Almeida, devendo os interessados efectuar a sua inscrição através do telefone 92 4145871.

Dia 17, está agendada uma Campanha de recolha de material escolar nos espaços aderentes e também uma Intervenção de limpeza em espaço público, a partir das 9 horas, na Rotunda do Raimundo, devendo os interessados inscrever-se através do e-mail: geral@evora.cne-escutismo.pt O lançamento do livro 75 anos do escutismo em Évora terá lugar pelas 15 horas, no Palácio de D. Manuel e, pelas 16 horas, realiza-se uma Sessão de reconhecimento de voluntários, também nesse mesmo local.

A Volta do Voluntariado insere-se no Ano Europeu das Actividades Voluntárias que Promovam uma Cidadania Activa, declarado em Novembro de 2009, pelo Conselho de Ministros da União Europeia. O objectivo geral do Ano Europeu é incentivar e apoiar, nomeadamente através do intercâmbio de experiências e de boas práticas, os esforços desenvolvidos pelas autoridades públicas, entidades privadas e restante sociedade civil para criar condições propícias ao voluntariado na União Europeia e aumentar a sua visibilidade.

Uma das iniciativas do AEV-2011 é a " Volta" que tem percorrido as capitais dos 27 Estados Membros, bem como a Volta do Voluntariado, que tem percorrido várias cidades e vilas a nível nacional (Consultar página oficial do Ano Europeu em Portugal: http://www.aev2011.eu/).

A Volta do Voluntariado em Portugal pretende divulgar as actividades de voluntariado através de encontros, reuniões, debates, conferências e workshops, entre outras actividades, tendo sido criado em Évora um grupo de trabalho para a organização da Volta do Voluntariado em Évora, composto pela Câmara Municipal de Évora, a Fundação Eugénio de Almeida, a Delegação de Évora da Cruz Vermelha Portuguesa, a Junta Regional de Évora do Corpo Nacional de Escutas, o Centro Europe Direct do Alto Alentejo do Instituto Politécnico de Portalegre e o Centro de Documentação Europeia da Universidade de Évora.

Passeio de Cicloturismo Bikévora 2011


A associação de ciclomontanha de Évora, "Os Pedaleiras", juntamente com a Câmara Municipal de Évora, em parceria com a Maybe e Bikelab, irão organizar mais uma vez o Passeio de Cicloturismo Bikévora 2011.

Data: 02 de Outubro de 2011
Partida: 8h30m
Local: Rossio de São Brás (partida e chegada)

Distância: +/- 80km (com os últimos 20kms de andamento livre)
Valor: 2,50€



No final do passeio será sorteada uma bicicleta de montanha entre todos os participantes.

Interior da Sé de Évora

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Exposição “Impressões Digitais” de Manuel d’Olivares

Manuel d’Olivares inaugura no Palácio de D. Manuel, dia 3 de Outubro, sábado, pelas 17 horas, uma exposição de desenho/instalação da sua autoria, com organização da Câmara Municipal de Évora.
Manuel d’Olivares nasceu em Angola, vive e trabalha entre Barcelona e Paris, e toda a sua obra recebe uma forte inspiração urbana, resultado das várias cidades onde viveu e onde se movimenta. Para esta exposição fixou-se nos pavimentos das cidades repletos de símbolos de lojas, indicações de zonas e locais, mas sobretudo tampas do sistema eléctrico, de águas, de esgotos, de comunicações.
Para esta exposição Manuel d’Olivares fixou-se nos pavimentos das cidades repletos de símbolos de lojas, indicações de zonas e locais, mas sobretudo tampas do sistema eléctrico, de águas, de esgotos, de comunicações, entre outros elementos. Fundidos em ferro, gravados em cimento ou em pedra, cravados no asfalto, com uma grande beleza plástica, são texturas, baixos-relevos que pisamos, muitas vezes sem nos darmos conta e que, aparentemente iguais, diferem de cidade para cidade.
Estes elementos são para o artista as “Impressões Digitais” das cidades e as obras que constituem esta exposição foram realizadas em 6 cidades entre 2007 e 2011: Lisboa, Barcelona e Paris, Nova York e Veneza, cidades onde o artista diz sentir-se em casa, e Évora, cidade que acolhe esta exposição.
Esta exposição estará aberta ao público até ao dia 2 de Outubro, podendo ser visitada gratuitamente de segunda a sexta-feira, das 10:00 às 12:00 e das 14:00 às 18:00, e aos sábados só no período da tarde, encerrando ao domingo.






Évora Perdida no Tempo - Antigo Armazém do Tabaco na Praça do Giraldo


Antigo Armazém do Tabaco na Praça do Giraldo (memórias do comércio eborense)

Autor David Freitas
Data Fotografia 1960 - 1969
Legenda Antigo Armazém do Tabaco na Praça do Giraldo
Cota DFT157 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

terça-feira, 13 de setembro de 2011

A conjura monárquica de 1912 em Évora



A violência anticlerical, a Lei da Separação da Igreja do Estado, o monopólio do poder por banda do PRD e as ameaças, depois concretizadas, de desinteligências sérias no seio deste, convenceram alguns monárquicos que estavam criadas as condições para que o novo regime, ao mínimo abanão, se desmoronasse por completo. Entre estes encontrava-se o capitão Henrique Mitchell Paiva Couceiro, herói das Campanhas de África (1989-1896) e governador colonial de Angola, que fora um dos poucos militares que na Rotunda de Lisboa, em Outubro de 1910, tudo tentara para impedir o triunfo dos republicanos. Refugiado na Galiza, por duas vezes ultrapassou a fronteira à frente de um grupo de homens armados tentando espevitar a apatia dos monárquicos e provocar uma insurreição geral, mesmo uma guerra civil se o desenrolar dos acontecimentos o viesse a exigir, de acordo com as suas próprias palavras. A primeira tentativa ocorreu a 3 de Outubro de 1911 e, por mal organizada, foi repelida com facilidade. A segunda, em 6 de Julho de 1912, para além de envolver cerca de mil homens que tentaram tomar Chaves, sendo rechaçados com alguma dificuldade, seria acompanhada em caso de sucesso, conforme o planeado, de levantamentos militares noutros pontos, praticamente todos na zona norte com a excepção de Évora na parte sul do território. A inclusão de Évora no rol dos locais onde a sedição deveria ter lugar causou estranheza, mas o motivo veio a ser apurado quando dias depois alguém recordou que Paiva Couceiro havido sido transferido de Lisboa para o cargo de Adjunto da Inspecção do Serviço de Artilharia, instalado na cidade, onde travou conhecimento com muitos militares aqui em serviço, e civilmente se aproximou do Partido Regenerador Liberal, ele que sempre se mantivera fiel à Casa de Bragança, como continuava a ser sem que lhe fossem contudo atribuídas conotações partidárias.
A população da cidade só teve conhecimento daquilo a que chamou o “complot monárquico” quando se viu confrontada com as primeiras prisões, acontecidas a 10 de Julho. O major António Rodrigues Monteiro Montez, chefe do movimento na região sul (haveria de conseguir evadir-se sendo depois recapturado em Elvas), o capitão Francelino Pimentel, dois sargentos, três cabos e um soldado compuseram o grupo dos detidos desse dia. No dia seguinte viram-se acompanhados pelos civis Joaquim da Motta Capitão, boticário e redactor do “Notícias d’Évora”, António Maria Vidal Veloso, o mais famoso barbeiro da cidade, o escrevente Américo Augusto Baptista e o ex-seminarista Eurico Maia.
A onda de prisões prosseguiu quotidianamente durante cerca de uma semana e abrangeu perto de 30 pessoas, entre civis e militares, acabando um recruta por se suicidar. Dos elementos castrenses encarcerados destacavam-se o capitão Toscano e os tenentes António Domingos Ferreira e Vasconcelos e Sá (muito conhecido pelos dotes musicais e compositor da célebre canção do início do século, “Margarida vai à fonte” enquanto por banda dos civis se contavam figuras como os poderosos lavradores Luís Perdigão de Sousa Carvalho (Conde da Ericeira) e António Carlos Coelho de Villas Boas e os advogados Gabriel Pinto e Armando Cordeiro Ramos. Dos restantes era bastante conhecido José Francisco Correia, apodado de “O Zé da Sé”, por passar o tempo na Catedral entre padres e freiras, peça fundamental da conjura por ter sido o encarregado de distribuir pelos civis as armas e as munições desviadas de algumas unidades militares e habilmente escondidas no Largo da Porta de Avis. Detida igualmente foi uma mulher, Pulquéria Ferreira Pinto de seu nome.
O processo de inquérito realizado em Évora determinou a ilibação do Conde da Ervideira e de António Villas Boas por não terem sido detectados quaisquer indícios da participação no acto conspirativo. Os outros detidos foram remetidos para Lisboa a fim de serem submetidos a julgamento em tribunal marcial. A maioria foi condenada e alguns enviados para o degredo. Por seu turno, o processo de inquirição civil teve como relator o republicano local Hermenegildo Higino Barrão e veio a ter divulgação pública. As averiguações levadas a cabo permitiram reconstituir o que havia acontecido e o papel desempenhado pela Carbonária local na sua descoberta e consequente neutralização. Conversas enigmáticas e movimentos suspeitos de alguns oficiais subalternos tinham sido percebidos no regimento de Cavalaria 5 pelo cabo ferrador Tiago Augusto Calado, que os comentou com os também cabos Inglês e Bólrão, igualmente pertencentes ao movimento carbonário. Os três comunicaram a situação outros soldados que passaram a vigiar os oficiais referenciados, tendo alertado as chefias militares. No exterior o trabalho de vigilância aos suspeitos civis ficou entregue ao núcleo operário da Carbonária enquadrado por Estevão de Oliveira Fernandes, auxiliado pelo temido revolucionário corticeiro Artur Nogueira. Foi assim possível a identificação desta ramificação eborense do grupo de monárquicos afectos a Paiva Couceiro.
A 25 de Julho, com toda a situação já aclarada, a direcção do Centro Democrático composta por José Augusto do Rosário, Leonel de Sousa, Isidro Pires Candeias, Francisco Gomes Calado e Agripino de Oliveira resolveu convocar todos os republicanos para, em sessão especial a realizar daí a dois dias, ser prestada homenagem ao Exército Português e à Carbonária, cujos elementos «sempre vigilantes, sempre prontos ao sacrifício, puderam impedir tão monstruosa tragédia». Refira-se que o presidente do Centro Republicano Democrático, José Augusto do Rosário, era ele próprio um activo e denodado carbonário. Natural das Alcáçovas, veio muito jovem para Évora a fim de trabalhar na estação local dos Correios e Telégrafo. Era então anarco-sindicalista. Foi iniciado na Carbonária e passou para os republicanos. Em 1908 estava em Lisboa a frequentar um curso de aperfeiçoamento profissional quando participou no movimento falhado de 28 de Janeiro, o qual ficou conhecido na história por Janeirada. Foi preso e somente liberto com a implantação da República, tendo voltado ao seu posto de trabalho em Évora.
A ele próprio, carbonário convicto, coube fazer, nessa sessão, o elogio da organização a que pertencia. E disse: «Aos civis, na sua maioria operários, deve em grande parte, a República a sua segurança pelo que, apesar do extenuante trabalho a que durante o dia eram obrigados, nunca trepidaram na vigilância, chegando a oferecer-se para os maiores sacrifícios». Para concluir da seguinte forma: «(...) Mais uma vez se demonstrou a sem razão e falta de patriotismo, daqueles que servindo-se da calúnia, têm tentado sem o conseguir, a dissolução da Carbonária, não querendo ver nesta instituição o cunho de patriotismo e abnegação que tão bem tem evidenciado antes e depois de República proclamada».

Texto: José Frota 

Vista Lateral da Sé de Évora

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Tony Carreira actua na Arena d’Évora

Esta será a segunda passagem que Tony Carreira faz pela Arena d’Évora, desta vez para apresentar ao vivo o seu último álbum de originais.

O cantor Tony Carreira actua na Arena d’Évora no próximo dia 17 de Setembro, pelas 22 horas, num concerto gratuito organizado pela Câmara Municipal de Évora, produzido pela Regi-Concerto e com o apoio da cadeia de supermercados Continente.

A distribuição de ingressos para este concerto terá lugar nas bilheteiras da Arena d’Évora a partir do dia 14 de Setembro, das 9:00 às 12:30 e das 14:00 às 17:30, no limite máximo de dois bilhetes por pessoa. No dia 13 de Setembro as bilheteiras estarão abertas excepcionalmente para a distribuição de bilhetes para os munícipes de Évora com idade igual ou superior a 65 anos e/ou pensionistas, que poderão levantar o bilhete mediante a apresentação de documento identificativo que comprove a sua idade ou condição.

Esta será a segunda passagem que Tony Carreira faz pela Arena d’Évora, desta vez para apresentar ao vivo o seu último álbum de originais, intitulado "O Mesmo de Sempre", que foi editado no final do ano passado e que revelou ser mais um sucesso de vendas na carreira do cantor.



Évora Perdida no Tempo - Claustro do extinto Convento de S. Domingos


Vestígios arquitectónicos do claustro do extinto Convento de São Domingos, cuja demolição se iniciou em 1836.

Autor David Freitas
Data Fotografia 1950 - 1966
Legenda Claustro do extinto Convento de S. Domingos
Cota DFT4403 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

domingo, 11 de setembro de 2011

Projecto Teias

Electricista Auto - Évora

Electricista Máquinas Industriais

DESCRIÇÃO DA ORGANIZAÇÃO:
Empresa de prestígio no ramo da Construção Civil e Obras Públicas, procura profissionais competentes que acompanhem a sua expansão.

FUNÇÃO:
Electricista de máquinas industriais, centrais britagem e betão.

REQUISITOS DE SELECÇÃO:
- Experiência mínima de 5 anos no sector e função;
- Conhecimentos na área da electricidade de equipamentos de movimentação de terras (Pá-carregadora, Retroescavadora, Bulldozer, Giratória, Dumper, Bobcat, Cilindro, etc) e de elevação de cargas (Grua móvel, Grua Torre, Empilhadores, etc) e Automóveis ligeiros e pesados;
- Espírito de iniciativa e capacidade de organização, planeamento e comunicação;
- Disponibilidade imediata;
- Zona: Alentejo

OFERTA:
Só serão consideradas as candidaturas com currículo em anexo.


CONTACTOS:
Resposta com Curriculum Vitae detalhado, colocando em assunto o título deste anúncio, para: grupoworkingteam@gmail.com 


Ver Oferta de Emprego: http://www.net-empregos.com/1320507/electricista-auto-evora/#ixzz1WtcUo0mh
www.net-empregos.com - O maior site português de ofertas de emprego

sábado, 10 de setembro de 2011

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Personalidades Eborenses - Inocêncio Joaquim Camacho Rodrigues

Teve uma relação relativamente efémera com Évora, apesar de ter sido candidato às eleições legislativas de 28 de Agosto de 1910 por Évora. Este meio-irmão de Brito Camacho nasceu em Moura (freguesia de S. João Baptista) a 23 de Maio de 1867 mas cedo abalou para Lisboa para prosseguiu os estudos universitários. Concluído o curso na Faculdade de Ciências tornou-se professor daquele estabelecimento de ensino. Casou-se em 1900 e, bem lançado na vida, ingressou nas fileiras do Partido Republicano do qual foi vogal do respectivo Directório. Foi ele quem fez da varanda da Câmara Municipal de Lisboa a proclamação e identificação do Governo Provisório da República. Nomeado primeiramente Secretário-geral da Fazenda Pública, rapidamente se viu alcandorado a Director- Geral. A 2 de Abril de 1911 registou nova promoção, subindo a Governador do Banco de Portugal. Pelo círculo de Évora foi eleito para deputado à Assembleia Nacional Constituinte. Até 1915 ganhou sempre o lugar de deputado enquanto candidato pelo círculo de Évora. Em 1920 chegou a Ministro das Finanças. Tinha enorme reputação nessa área mas a sua boa estrela começou a empalidecer quando foi atingido pelo escândalo das notas falsas, perpetrado por Alves dos Reis, que o ludibriou como Governador do Banco de Portugal. A sua competência permitiu-lhe a permanência no cargo até 1936. Morreu em Lisboa, a 11 de Setembro de 1943.


Texto: José Frota

Évora Perdida no Tempo - Aspecto interior da Sé Catedral de Évora


Aspecto interior da Sé Catedral de Évora: sub-coro e parte da nave central. Esta imagem foi publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca, Concelho de Évora, vol. II, Lisboa, A.N.B.A., 1966, est.110 (1).

Autor David Freitas
Data Fotografia 1966 ant. -
Legenda Aspecto interior da Sé Catedral de Évora
Cota DFT6033 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Alentexas na Sociedade Harmonia Eborense


Évora Perdida no Tempo - Altar mor da Igreja do Calvário



Altar mor da Igreja do Calvário na Páscoa de 1953.
Autor David Freitas
Data Fotografia 1953 -
Legenda Altar mor da Igreja do Calvário
Cota DFT206 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Sé Catedral de Évora


A Basílica Sé Catedral de Nossa Senhora da Assunção, mais conhecida por Catedral de Évora, ou simplesmente Sé de Évora, apesar de iniciada em 1186 e consagrada em 1204, esta catedral de granito só ficou pronta em 1250. É um monumento marcado pela transição do estilo românico para o gótico, marcado por três majestosas naves. Nos séculos XV e XVI, a catedral recebeu grandes melhoramentos, datando dessa época o coro-alto, o púlpito, o baptistério e o arco da capela de Nossa Senhora da Piedade, também conhecida por Capela do Esporão, exemplar raro de arquitetura híbrida plateresca, datado de 1529. Do período barroco datam alguns retábulos de talha dourada e outros melhoramentos pontuais nas decorações sumptuárias. Ainda no século XVIII a catedral foi enriquecida com a edificação da nova capela-mor, patrocinada pelo Rei D.João V, onde a exuberância dos mármores foi sabiamente conjugada com a austeridade romano-gótica do templo. Em 1930, por pedido do Arcebispo de Évora, o Papa Pio XI concedeu à Catedral o título de Basílica Menor. Nas décadas seguintes foram efectuadas algumas obras de restauro, tais como a demolição das vestiarias do cabido, do século XVIII, (que permitiram pôr a descoberto a face exterior e as rosáceas do claustro) e o apeamento de alguns retábulos barrocos que desvirtuavam o ambiente medieval das naves laterais.


Exterior
Apostolado do Pórtico
A fachada da catedral é flanqueada por duas torres, ambas do período medieval, sendo a torre do lado sul a torre sineira da catedral, cujos sinos há séculos marcam o passar das horas da cidade. Flanqueando o portal há soberbas esculturas de Apóstolos, do século XIV. O trecho arquitectónico mais emblemático do exterior é o zimbório, torre-lanterna do cruzeiro das naves erguida no reinado de D.Dinis, que é o ex-libris da catedral e um dos trechos mais conhecidos da cidade. Além do pórtico principal há ainda mais duas entradas: a Porta do Sol, virada a sul, com arcos góticos e a Porta Norte, reedificada no período barroco.


As naves
O interior da catedral está distribuído em amplas três naves (trata-se da maior catedral portuguesa). Na nave central (a mais alta), está o altar de Nossa Senhora do Anjo (também chamada na cidade Senhora do Ó), em talha barroca, com as imagens góticas da Virgem, em mármore policromado e do Anjo Gabriel. Ainda na nave central podem admirar-se o púlpito (em mármore) e o magnífico órgão de tubos (ambos do período renascentista). No transepto, abrem-se as antiquíssimas capelas de São Lourenço e do Santo Cristo (que comunica com a Casa do Cabido) e as Capelas das Relíquias e do Santíssimo Sacramento, ambas decoradas com opulentos adornos de talha dourada. Na nave esquerda, junto à entrada, abre-se o baptistério, fechado por belas grades férreas do período renascentista. No topo norte do transepto está o belo portal renascentista (atribuído a Nicolau Chanteréne) da Capela dos Morgados do Esporão (que nela tinham sepultura).



Capela-Mor
Vista dos mármores da Capela-mor
O altar do século XVIII e capela-mor em mármore são de J. F. Ludwig, mais conhecido por Ludovice, o arquitecto do Convento de Mafra. A edificação desta obra deveu-se à necessidade de espaço para os cónegos, visto que no século XVIII o esplendor das cerimónias litúrgicas exigia um maior número de clérigos. Assim, sacrificou-se a primitiva capela gótica (cujo retábulo de pintura se pode hoje admirar no Museu Regional de Évora). Nela se combinam mármores brancos, verdes e rosa (provenientes de Estremoz, Sintra e Carrara (Itália). Podem-se ainda admirar um belo Crucifixo da autoria de Manuel Dias, chamado o Pai dos Cristos, que encima a pintura de Nossa Senhora da Assunção (padroeira da Catedral), efectuada em Roma por Agostino Masucci, para além de estátuas alegóricas, dos bustos de São Pedro e São Paulo e ainda de um órgão de tubos da autoria do mestre italiano Pascoal Caetano Oldovini.



Claustro
Ala sul do Claustro
Nos claustros, de cerca de 1325, há estátuas dos Evangelistas em cada canto. O claustro, construído por ordem do Bispo D.Pedro, é um belo exemplar gótico, enriquecido com rosáceas de decorações diversas. É ainda enobrecido pela capela funerária do Bispo D.Pedro (fundador do claustro), cujo túmulo gótico ainda subsiste no centro da mesma. Recentemente foram colocados na ala sul do claustro dos túmulos dos Arcebispos de Évora falecidos no século XX.


Coro alto
O coro é fruto das obras efectuadas no período manuelino. Tem um valioso cadeiral de madeira de carvalho, onde estão esculpidas cenas mitológicas, naturalistas e rurais, datado de 1562.


Tesouro e Museu de Arte Sacra
O tesouro abriga peças de arte sacra, nos domínios da paramentaria, pintura, escultura e ourivesaria. A mais curiosa é uma Virgem (Nossa Senhora do Paraíso) do século XIII, de marfim cujo corpo se abre para se tornar num tríptico com minúsculas cenas esculpidas: a sua vida em nove episódios. Entre outras peças podem-se ainda admirar a Cruz-Relicário do Santo Lenho (século XIV), o Báculo do Cardeal D.Henrique (que foi Arcebispo de Évora e Rei de Portugal) e galeria dos Arcebispos, onde estão retratados todos os prelados eborenses desde 1540 até à actualidade. Tanto o tesouro, como a galeria dos Arcebispos integram o Museu de Arte Sacra da Catedral, aberto em 1983, aquando das comemorações do 8ºcentenário da Sé. O Museu encontra-se instalado, desde 22 de Maio de 2009, no antigo Colégio dos Moços do Coro da Sé, edifício contíguo à Sé, que depois de remodelado, alberga as colecções de ourivesaria, paramentaria, pintura e escultura, que compõem o valioso Tesouro da Sé.


Factos históricos
Vários grandes eventos religiosos estão associados a este templo. Diz-se que aqui foram benzidas as bandeiras da frota de Vasco da Gama em 1497. No cruzeiro está a capela tumular de João Mendes de Vasconcelos, emissário de D. Manuel à corte de Carlos V de Castela, na tentativa falhada de trazer de volta a Portugal Fernão de Magalhães, que então preparava em Sevilha a primeira viagem de circum-navegação do globo.
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