segunda-feira, 30 de abril de 2012

Chafariz das Bravas proposto a Monumento de Interesse Público


O Chafariz das Bravas será mais um edifício de valor patrimonial a ser acrescentado à extensa lista de sítios e monumentos classificados do concelho.
O IGESPAR (Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico) apresentou no passado dia 20 de abril a proposta ao Secretário de Estado da Cultura com vista à classificação do Chafariz das Bravas, situado na Av. Túlio Espanca, na freguesia da Malagueira, como Monumento de Interesse Público, bem como a fixação da respetiva zona especial de proteção do espaço envolvente.
Se esta proposta se concretizar, o Chafariz das Bravas será mais um edifício de valor patrimonial a ser acrescentado à extensa lista de sítios e monumentos classificados do concelho. Recorde-se que em 2006 a Câmara Municipal de Évora concluiu um projeto de conservação e restauro das fontes, bicas e chafarizes de Évora, que abarcou 18 monumentos de diversas origens e diferentes épocas, sempre marcados pela importância do seu papel no abastecimento de água à cidade de Évora, tendo sido o Chafariz das Bravas uma das estruturas intervencionadas.
Também as fontes henriquinas da Praça do Giraldo e da Porta de Moura, que são as mais importantes do centro histórico da cidade, classificado como Património Mundial pela UNESCO, e já classificadas como Monumento Nacional, foram intervencionadas pela Câmara Municipal de Évora em 2010, numa ação que teve como objetivo a conservação das estruturas e a eliminação do risco de degradação das mesmas.

Évora Perdida no Tempo - Cortejo durante a Feira de São João


Cortejo durante a Feira de São João (Rossio de São Brás)

Autor Marcolino Silva
Data Fotografia 1960 -
Legenda Cortejo durante a Feira de São João
Cota MCS102 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

domingo, 29 de abril de 2012

Sé Catedral de Évora

Administrativos/as Bancários/as - Évora

HOSPEDEIRAS DE PORTUGAL – Empresa de Trabalho Temporário, recruta para empresa cliente na área da Banca, para várias agências localizadas em Évora:

Administrativos/as Bancários/as - substituição em período de férias

Perfil:

- Licenciatura/Mestrado nas áreas de Gestão, Finanças ou Economia;
- Com experiência na Banca Comercial (rede de agências);
- Com certificação (válida) nos cursos de Conhecimento da Nota de Euro e Conhecimento da Moeda de Euro;
- Discurso fluente e persuasivo;
- Simpático/a e cordial;
- Forte motivação e gosto pela função;
- Apresentação cuidada;
- Idade até 30 anos.


Condições:

- Contrato de 2 a 4 meses, para substituição de colaboradores em períodos de férias/ licenças
- Horário: 35h semanais (8h30/16h30, com 1h pausa para refeição)


Se preencher estes requisitos envie-nos o seu CV com foto, com a ref.ª BCÉvora para:

sábado, 28 de abril de 2012

Festa da Vida hoje na Arena d'Évora



A Arena de Évora recebe este sábado (28 abril) à noite, um espetáculo de solidariedade com várias figuras da música portuguesa.

Em palco vão estar os UHF, Miguel Gameiro, Paulo Vintém, Daniela Pimenta, Miguel Ângelo, Luís Jardim, José Carlos Pereira, José Reza, Mico da Câmara e Toy.

A receita do evento reverterá a favor da Associação de Dadores de Sangue de Évora, para a construção de uma nova sede.

A apresentação do espetáculo ficará a cargo do antigo radialista António Sala e da atriz Alexandra Lencastre.

As entradas têm um custo de 5 euros.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Noticias Portugal Dança 3

Noticias Portugal Dança 2



Notícias Portugal Dança 1



Évora Perdida no Tempo - Demonstração de saltos nas Piscinas Municipais


Salto de prancha (demonstração) nas Piscinas Municipais de Évora, inauguradas em 5 de Setembro de 1964.


Autor Marcolino Silva
Data Fotografia 1964 dep. -
Legenda Demonstração de saltos nas Piscinas Municipais
Cota MCS 3654 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Aproxima-se o Portugal Dança

A Câmara Municipal de Évora, em colaboração com a Companhia de Dança Contemporânea de Évora, Associação Pé de Xumbo, Escola de Dança Amélia Mendoza, Escola de Dança Clássica Margarida Lobo, Companhia Dança “Triana”, , Grupo de Danças Urbanas N’Dance e o Rancho Folclórico Flor do Alto Alentejo, está a promover a iniciativa “PortugalDança – 2012” que terá lugar nesta cidade nos dias 11, 12 e 13 de Maio próximos. Com características de festival, este evento envolverá os principais estilos de dança praticados no nosso país e decorrerá em vários locais “in door” e “out door”: Teatro Garcia de Resende; Palácio de D. Manuel; Arena de Évora; Praça do Giraldo; Praça do Sertório, entre outros espaços da cidade Património Mundial.

Do programa constarão cerca de 250 apresentações de: Hip-Hop; danças clássicas; sevilhanas; danças do Mundo; danças africanas; danças de salão e danças tradicionais, que terão lugar na Arena de Évora e nos vários palcos ao ar livre, montados nas Praças atrás indicadas, espetáculos formais no Teatro Garcia de Resende e muitas outras atividades de animação.

Durante o evento terão lugar cerca de vinte oficinas sob a orientação de formadores especializados de reconhecido valor nacional e internacional: - Margarida Martins (Ragga); Vitor Fontes (New jack swing); Max (Bboying); Pupilos do Kuduro; Vasco Alves (Locking and Poping;) Ana Cartaxo e Guima (Salsa) Nélia Pinheiro (Dança Contemporânea); Rafael Leitão (Dança Criativa); Mercedes Prieto e Ana Silvestre (Danças do Mundo); Tó Mané( Ritmos Latinos; Valsa); Amélia Mendonza (Danças Boleras e Castanholas – Sec. XVIII - Espanha) Pilar Andújar (Sevilhanas e Flamenco), entre outros.

O PortugalDança-2012 pretende ser um dos maiores festivais de dança a ter lugar em contexto urbano, que decorrerá em vários espaços, numa perfeita relação e envolvimento com o riquíssimo património da cidade de Évora.

De entre os grupos de dança com presenças já garantidas destacamos algumas das principais academias de dança do país e grupos de valor reconhecido (ex: Academia Jazzy “Moment Crew”; Egzit; Pupilos do Kuduro) espera-se ainda uma forte participação da população eborense que se associa à festa que envolverá toda a cidade, animada nestes três dias por mais de mil bailarinos entre profissionais e amadores.

Alguns participantes irão usufruir do camping do evento instalado na mata das piscinas municipais, local onde decorrerá também o pic-nic final. Para que a festa seja total, não faltará um grande espetáculo de Djs (DJ Poppy e Miss Shiver) na noite de Sábado dia 12 na Arena de Évora

PortugalDança-2012 é um projeto que esperamos de impacto nacional, com uma forte imagem de alegria, movimento, cor e juventude que contará com um cuidado plano de comunicação e divulgação adaptados a atuais suportes comunicacionais de que destacamos entre outros aspetos um personalizado projeto de web tv.



Portugal Dança
(Programa Provisório)

Sexta (11/05)
17:00 : Monte Alentejano – Abertura do Secretariado. Receção e credenciação



18:30: Inicio das apresentações

Praça do Giraldo – 18:30 - 24 horas (30 apresentações)

Praça do Sertório – 20h – 24 horas ( 24 apresentações)

Arena – 20h – 24 horas (4h – 24 apresentações)

Espaço Celeiros – 20:30 – Oficina Danças do Mundo – PédeXumbo



Sábado (12/05)

Manhã:

9:00 - workshops – ver programa próprio

9:30 – 12:30

Praça do Giraldo –09:30 – 12:30horas ( 18 apresentações)

Praça do Sertório – 09:30 – 12:30 horas (18 apresentações)

Arena– 9:30-12:30 - (18 apresentações)



Tarde:

14:00 - workshop – ver programa próprio



Tarde e Noite

Arena - 16:30 - Apresentação de coreografia do Grupo “Seniores Activos” de Évora);
16:45 – Seniores; Apresentação de coreografia do Grupo AECs de Évora);

17:00/ 18:30 horas – Grupos (18 apresentações)

Praça do Giraldo – 18:30 - 24 horas (33 apresentações)

Praça do Sertório – 18:30 – 24 horas (33 apresentações)



Arena D’Évora

- 21:30 - Urban Dance Project

– Momentum Crew

DJ Poppy e Miss Shiver



Domingo (13/05)

Praça do Giraldo

- 10:00 - Apresentações de Ranhos Folclóricos convidados;

- 11:00 – Apresentação de coreografia do Grupo “Seniores Activos” de Évora);

- 11:15 - Apresentação de coreografia do Grupo AECs de Évora);

- 11:30 - Mega aula na Praça do Giraldo

Piscinas Municipais

– 12:30 – Apresentação de Natação Sincronizada;

- 13:00 - Picnic final (ver condições de participação)

Évora Perdida no Tempo - "Ceifeira" na esplanada das Piscinas Municipais


Retrato de mulher com traje regional (ceifeira) na esplanada das Piscinas Municipais (inauguradas a 5 de Setembro de 1964).

Autor Marcolino Silva
Data Fotografia 1964 dep. -
Legenda "Ceifeira" na esplanada das Piscinas Municipais
Cota MCS 4650 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Banco de Manuais Escolares

Évora Perdida no Tempo - Vista nocturna das Piscinas Municipais


Vista nocturna do edifício do bar e balneários das Piscinas Municipais de Évora, inauguradas em 5 de Setembro de 1964.

Autor Marcolino Silva
Data Fotografia 1964 dep. -
Legenda Vista nocturna das Piscinas Municipais
Cota MCS 4397 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

terça-feira, 24 de abril de 2012

Prémio Melhor Programação Cultural Autárquica da Sociedade Portuguesa de Autores


A Câmara Municipal de Évora voltou a ser premiada mais uma vez, desta feita com o Prémio Melhor Programação Cultural Autárquica, da Sociedade Portuguesa de Autores, tendo o galardão sido entregue à Vereadora Cláudia Sousa Pereira na cerimónia da III Gala do Prémio Autores 2012, que decorreu na noite do dia 27 de Fevereiro, no auditório do Centro Cultural de Belém.
Nesta gala, transmitida em direto pela RTP e apresentada por Catarina Furtado, foram premiados um conjunto de destacados criadores em áreas tão diversas como o cinema, a rádio, a televisão, a literatura, a dança, as artes visuais e a música. O programa contou também com uma homenagem ao maestro Pedro Osório e as atuações de Lúcia Moniz e João Reis, Carlos do Carmo, Amor Electro, Sérgio Godinho, Adriana e Orquestra conduzida pelo maestro Jorge Costa Pinto.
Além de Évora, foi também premiada a Câmara de Coimbra, de entre as mais de 30 autarquias nacionais que apresentaram candidaturas. De referir ainda que o Prémio Internacional Autores foi entregue ao realizador e argumentista espanhol Imanol Uribe, tendo a Direção da SPA decidido atribuir o Prémio Vida e Obra, a Mário Soares, pela sua atividade como autor de livros e pelo seu contributo para a valorização da cultura na vida pública portuguesa.
Évora, cidade onde a união fraterna entre a educação e a cultura é um facto, apresentou uma candidatura centrada na mostra do trabalho desenvolvido pelos diversos serviços municipais, mas também pelas parcerias estabelecidas com agentes culturais da cidade e do concelho, sem esquecer igualmente o acolhimento de diversas tournées de artistas nacionais e internacionais.
Face às dificuldades orçamentais, a autarquia reconheceu que a aposta prioritária em 2011 incidiu em ações que beneficiaram de contrapartida financeira e no estabelecimento de redes, parcerias e colaborações.
Salientou também esta candidatura (que estará disponível na íntegra brevemente na página eletrónica da autarquia eborense) a ação de Évora como cidade educadora, dando como exemplo o conjunto de atividades que são oferecidas às escolas quer pela autarquia, que por agentes culturais e instituições, apontando vários projetos e atividades, como sejam, entre muitos outros, a Loja dos Sonhos, a Água Contada, Fotógrafos, Títeres e Outros Sonhadores, Cabinet 1799, projeto Gira-Livros, Arqueo-Conversas, além da dinamização de variadas exposições e organização de espetáculos.
A divulgação da programação através de vários suportes informativos, caso da Agenda cultural, Quiosque digital, Guia da semana, Revista Évora Mosaico, entre outros, também foi mencionada, além de indicados os diversos espaços municipais camarários onde se desenvolvem trabalhos e acolhem eventos, sem esquecer também aqueles que estão cedidos a diversos agentes do concelho.
Feita a entrega do galardão, a Vereadora Cláudia Sousa Pereira, proferiu algumas palavras de agradecimento à Sociedade Portuguesa de Autores em nome do Presidente do Município eborense por esta distinção, apresentando também os parabéns aos restantes nomeados, frisando que esta programação “não teria sido possível sem uma série de colaborações, de redes, de partilhas, de gente que trabalhou e para essas pessoas um agradecimento muito especial, bem como aos serviços municipais que foram incansáveis”.
Considerou que “vale a pena trabalhar-se deste modo”, tendo manifestado a sua gratidão e reconhecimento a todos os que tornaram possível este prémio que ”é sobretudo para os eborenses: os que nasceram em Évora, os que escolheram Évora para viver e os que passam por Évora e levam Évora consigo”.


Évora Perdida no Tempo - Edifício do bar e balneários das Piscinas


Edifício do bar e balneários e vista parcial das Piscinas Municipais de Évora, inauguradas em 5 de Setembro de 1964.

Autor Marcolino Silva
Data Fotografia 1964 Dep. -
Legenda Edifício do bar e balneários das Piscinas
Cota MCS 3637 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Comemorações do 25 de Abril em Évora




Dia 24 de Abril de 2012

Salão Nobre dos Paços do Concelho
Concerto | Coro Polifónico “Eborae Musica”
|18h30

Praça do Giraldo
Grupo|UXU KALHUS
Palco | 22h00
Grândola Vila Morena e Fogo de Artifício | 24h00


Dia 25 de Abril de 2012

Pátio de Salema | 00h00
S.O.I.R. “Joaquim António d’Aguiar”
Concerto | NAÇÃO VIRA LATA | DJ FONZIE

Paços do Concelho | 10:00
Cerimónia de entrega de Habitação Social

Bairro das Espadas | 11:00
Inauguração da Sede Social do Rancho Folclórico Flor do Alto Alentejo

Praça do Giraldo | 10:00 – 13:00
Manhã Desportiva
Várias modalidades

Arruada pela Banda Filarmónica da Casa do Povo de N.ª S.ª Machede
Templo Romano | Praça do Giraldo | Praça 1.º de Maio

Évora Perdida no Tempo - Vista aérea da zona das Piscinas Municipais


Vista aérea da zona das Piscinas Municipais (inauguradas a 5 de Setembro de 1964).

Autor Marcolino Silva
Data Fotografia 1964 dep. -
Legenda Vista aérea da zona das Piscinas Municipais
Cota MCS 4402 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

domingo, 22 de abril de 2012

Sport Lisboa e Évora

O Sport Lisboa e Évora, designado abreviadamente por S.L.E., é uma colectividade Desportiva, Cultural e Recreativa, fundada em 04-08-1929, por fusão do Império Football Club e do Glória Vencedor Clube, que e em aliação à família Benfiquista, ficou na qualidade de 6.ª filial do S.L. e Benfica.
Ao que se sabe, teria sido a sua pimeira sede no Largo de S. Domingos, actual Praça Joaquim António de Aguiar.

Em 1929 mudou-se para a Rua do Raymundo, no edifício do Convento das Mercês, primeiramente no R/c e depois no 1.º andar, onde se manteve até 1965. Por dificeldades financeiras, veio ainda a instalar-se provisóriamente no n.º 99 na Rua Cândido dos Reis.
Algum tempo mais tarde e quando a Câmara Municipal procedia a loteamentos de terrenos para construção na zona de Urbanização n. 1, uma comissão de associados liderados pelo Enginheiro Moreira Carneiro, convenceram o Sr. Presidente da Câmara Municipal a vender-lhes dois lotes de terreno, os quais custaram na altura 24.750$00.
cumpridos todos trâmites legais para a construção e sendo a intenção destes edificar uma nova sede. Foi lançada a sua primeira pedra em 08-12-1967.

Recorde-se de que e para angariar verbas para o edifício foram realizados vários sorteios, rifas e ainda quotas suplementares extraordinárias, não obstante da oferta da mão de obra e da pedra necessária para a construção, a qual foi oferecida pelo Sr. Alberto Faustino e proveniente do mármore de Vila-Viçosa e Borba.
A Prediana concedeu-nos também facilidades e dilatação dos prazos de pagamento do material fornecido.
A Câmara Municipal de Évora, concedeu-nos tabém pequenos mas multiplicativos donativos, tal como a Comissão de Turísmo.

O Ministério da Educação Nacional e o Director Geral dos Desportos contrubuiram com a quantia de 50.000$00 cada.
Depois de um esforço laboral intesivo por parte dos seus obreiros, foi cinco anos depois concluida a nova Sede-Ginásio do Clube na Av. Pedro Álvares Cabral n.º 41, vindo a ser inaugurada em 08-12-72 e onde permanece até hoje.

Do pecúlio do S.L.E., faz parte também o Campo de Jogos, cujo terreno foi adquirido do proprietário José de Moura por 550.000$00, na época de 1979/1980.
Ali foram construídos a pouco e pouco as actuais instalações que hoje possui.
Recorda-se que nesta altura pertemciam aos orgãos sociais do clube e foram convinientes com a aquisição.
A construção do pavilhão, cujo projecto e estrutura estiveram a cargo do Sr. Enginheiro Moreira carneiro, também fazem parte do património do S.L.E., a qual se encontra nas imediações e interior do campo de jogos.

Não foi fácil concluir esta obra gigantesca, mas com muita boa vontade e preciosas ajudas de pessoas amigas, Firmas e Organizações, tais como o CCRA, INDESP, PREDIANA e Câmara Municipal de Évora, foi possível a sua finalização. A sua Inauguração teve lugar no dia 18-07-1995, que coincidiu com a colocação no respectivo campo e à entrada do portão, de uma lápide de homenagem ao seu maior obreiro, cuja legenda é, "PARQUE DESPORTIVO ENG. JOAQUIM ANTÓNIO MOREIRA CARNEIRO".

Nas direcções que ao longo do tempo se vieram a formar e de outros órgãos sociais, há elementos que muito se destacam, pela sua amizade, dedicação e altos seviços ao clube, que merecem ser evidenciadas, mas que por receio de poderem acontecer algumas omissões, não se plublical nomes.

Em 1928, é formada a primeira equipa do S.L.E. de que faziam parte os seguintes jogadores: Joaquim Lopes, Francisco Correia, Manuel Ferreira, José Sabino, Libâno Pesche, Oscar da silva, Manuel Boleto, João Paixão, Tomás Inácio, Joaquim Fialho (capitão), Estêvão Augusto, Joaquim Azedo e Manuel Almeida, a qual de estreou em 30-09-1928 com o Juventude Sport Club para o apuramento da Taça Preparação, em que o S.L.E. venceu, por 4 - 3..
Na época 1937/1940, o S.L.E. organizou várias provas desportivas, obtendo assinalável exito, destacando a grande festa do décimo aniversário.
Em 1941, uma comissão de dirigentes propôs a Assembleia Geral a extinção de secção de futebol e quase conseguiram.
Em 1944, o corajoso dirigente Engenheiro Moreira Carneiro, voltou novamente a propôr à Assembleia Geral a sua reorganização.
Na época de 1947/1948, uma equipa de Juniores formada por: Ferrão, Amaral, Bernardino, Walter, Sequeira, Santana, Bráulio (capitão), Rodrigues, Abelha, Câmara Manuel, Joaquim Fialho (treinador), Branco e Conceição, sagraram-se Campeões Distritais, eliminando o representante do Alto Alentejo e do algarve no decorrer do Campeonato de Portugal, classificando-se para disputar com o Sporting, o direito de poder entrar na prova máxima, o nacional da 3.ª divisão.

Na época 1948/1949, uma equipa de Júniores formada por: Sá, saruga, Morgadinho, Walter, festas (massagista), J. Fialho (treinador), J. Matos, J. Santos, Branco, Conceição, Santana, verdasca, Lobato e A. Santana, foram novamente campeões de Júniores.
Nos últimos tempos outras modalidades foram implementadas no âmbito Juvenil, ao qual o S.L.E. se tem dedicado de alma e coração, dando o seu melhor e possível apoio à camada jovem.

Para além das escolas, que segundo a sua evolução e idade vão transitando por todos os outros escalões, o S.L.E. tem boas equipas de futebol, quer nas categorias de Infantís, Iniciados, Juvenís e Júniores. Recorda-se que e nas categorias invocadas, todas elas já participaram nos Campeonatos Nacionais mais de uma vez, destacando-se a equipa de Iniciados, que lá se mantemve lá três anos consecutivos, isto por terem sido campeões distritais.

Como toda a gente sabe, este futebol não é remonerado, joga-se por amor à camisola e simpatia ao clube. O que o S.L.E. pode fazer para agradecer, o esforço, o sacrifício, a obnegação e espírito de luta, aos jogadores ao longo das épocas é dar-lhes oportunidade de jogarem com outras equipas em termos de Torneios ou outras provas particulares, em que está em causa novos contactos, conhecimentos, emizades que se criam e a descoberta de novos horizontes.

Destaca-se que o S.L.E. tem convidado equipas do melhor futebol Nacional e estrangeiro a participarem em Torneios. Tais equipas como: Sporting, Benfica, POrto, Belenenses, Boavista, V. Setúbal, Barreirense, E. Amadora, Académica, Portimonense, Campomaiorense, E. Portalegre, Os Elvenses, sevilha, Badajoz e Mérida. recorda-se que este futebol é no âmbito Juvenil e na categoria de Iniciados.
Assim e vendo a categoria e nível de futebol destas equipas, não é de estranhar que tenham obtido as seguintes classificações: 2.º lugar, 2 x; 4.º lugar, 1 x; 5.º lugar, 4 x; 6.º lugar, 9 x.


http://alentejosport.blogspot.pt/

sábado, 21 de abril de 2012

Recruta-se Operador de Loja (Período de Férias) - Évora

Recruta-se profissional (m/f) para desempenhar funções de "Operador/a de loja", em estabelecimento de prestígio, no centro da cidade de ÉVORA, para reforço de período de Férias.

Perfil procurado:
- Experiência nas vertentes de atendimento ao público e vendas;
- Idade entre os 18 e os 35 anos;
- Forte orientação para o cliente.

Valoriza-se:
- Boa apresentação, sentido de organização e facilidade de comunicação;
- Atitude positiva e assertiva;
- Apreço pelo trabalho em equipa;
- Conhecimentos na língua Inglesa.


Envio exclusivo de CV's para o endereço:


;

Importante: Mencionar no Assunto a cidade da candidatura.

Interior da Sé de Évora

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Circo Royal em Évora entre 20 a 25 de Abril


O Circo Royal existe desde 1940, foi fundado por Anibal Costa. Durante vários anos o Circo Royal percorreu todo o continente e ilhas como Madeira e Açores, passou por vários países da Europa em tourneé e até mesmo por África. A companhia do Circo Royal contava com mais ou menos 35 artistas, de várias idades todos eles com "números" de grande categoria. O circo Royal terminou em 1975. Em 2007 o Circo Royal renasceu, desta vez por Paulo Costa, bisneto de Anibal Costa, o primeiro fundador do Circo Royal.

Évora Perdida no Tempo - Vista geral da piscina olímpica


Público e vista geral da piscina olímpica das Piscinas Municipais de Évora, (inauguradas em 5 de Setembro de 1964).


Autor Marcolino Silva
Data Fotografia 1964 dep. -
Legenda Vista geral da piscina olímpica
Cota MCS 4089 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Personalidades Eborenses - Garcia de Resende


Poeta, cronista, músico, desenhador e arquitecto humanista, Garcia de Resende nasceu em 1470, em Évora, e aí faleceu em 3 de Fevereiro de 1536 no convento de Espinheiro, sendo sepultado na capela que mandara edificar na cerca desse mesmo convento em 1520, em honra de Nossa Senhora.

Filho de Francisco de Resende e de Beatriz Bota, criados do Bispo de Évora, D. Garcia de Meneses. Depois da morte de seu pai, como ainda era jovem, foi acolhido por um dos seus tios, que provavelmente terá sido Dr. Rui Boto, desembargador do paço que gozava de grande prestígio na época. Desta forma, tem uma educação esmerada, sendo criado no Paço.

Muito novo, 1490, ingressou na corte como moço de Câmara de D. João II. Mais tarde foi nomeado moço de escrivaninha, uma espécie de secretário particular, cargo que ocupou até à morte do monarca, em 1495. Soube, também, conquistar a difícil estima deste monarca. Ainda durante o reinado deste monarca, em 1490, foi escolhido para acompanhar o seu filho, o príncipe D. Afonso que passava a ter casa própria. Mas após a sua morte, em 1491, volta aos serviços de D. João II.

D. João nunca pode dispensá-lo, acabando por ser seu amigo e confidente. Sendo a sua função moço de escrivaninha, Garcia de Resende, naturalmente, seguia tudo quanto D. João escrevia e tomava conhecimento dos mais secretos negócios do estado. Desta forma, explica-se a confiança do soberano, que se transformou na maior intimidade. Acompanhou-o em todos os momentos de solidão e melancolia, distraindo- -o com os seus cantares à guitarra.

Continuou a desempenhar importantes funções na corte depois da subida ao trono de D. Manuel I em 1495, do qual mereceu, também, afecto e confiança. Em 1498, acompanha, como secretário, o soberano e a sua esposa, D. Isabel a Castela e Aragão, quando os reis de Portugal foram jurados herdeiros dos Reis Católicos, em Toledo. Fez parte da faustosa embaixada enviada ao Papa Leão X, em 1514, como secretário-tesoureiro (cargo muito ambicionado por outros). Nesta viagem, Resende visita Roma e outras cidades italianas e toma contacto com o esplendor do Humanismo e do Renascimento. Recebe também o título de fidalgo da casa do rei.

Em 1515, é-lhe atribuída uma tença de 2000 reis e um ano depois é feito escrivão da fazenda do príncipe herdeiro, futuro D. João III. Através deste cargo recebeu grandes provendas em especiarias da Índia.
Ainda chegou a servir D. João III , durante os primeiros 15 anos do seu reinado, que igualmente lhe concedeu grandes mercês. Garcia de Resende gozava de grande prestígio na corte.

Pela dedicação com que serviu os 3 reis provieram-lhe avultados bens, entre os quais grandes casas na cidade de Évora e propriedades agrícolas na região vizinha.

Apesar de ser uma pessoa forte, era uma figura espirituosa e insinuante, cuja convivência era desejada e procurada. Com uma grande sensibilidade lírica e artística, possuía uma cultura vasta e completa. Joaquim Veríssimo Serrão, na obra Crónica de D. João II e Miscelânea, chega mesmo a fazer referência ao testemunho de Gil Vicente “ Resende ... de tudo entende”.

A sua obra é constituída por Cancioneiro Geral; Crónica da Vida e Feitos Del-Rei D.João II; Miscelânea e Variedades de Histórias; Sermão dos três Reis Magos e Breve Memorial sobre a Confissão.
Tem um gosto apurado, uma visão de artista, é bastante observador e tem uma preferência pelo pormenor, com os quais descreve os acontecimentos, nas suas obras, com tanta veracidade e vigor dramático que parece torná-los presentes no espírito de leitor.

Foi o último e um dos melhores poetas da escola de trovadores e o primeiro que, em verso, escreveu sobre a morte de D. Inês de Castro. Tinha o dom de transformar em verso as impressões e sentimentos que o quotidiano gera, através do seu poder de observação e do seu saber feito.

A sua obra mais referida, Cancioneiro Geral, é uma colectânea de cerca de 1000 composições, de autoria de 286 poetas palacianos, incluindo ele (sendo suas as 48 trovas com que a obra termina), resultante de uma longa, paciente e exaustiva recolha. As composições poéticas são amorosas e satíricas, escritas em português e castelhano, pertencentes a um período desde o começo da segunda metade do século XIV. Sendo a sua primeira edição em 1516, em Lisboa, tinha como objectivo evitar que todas estas composições se perdessem e também incentivar os seus contemporâneos à redacção de obras de maior fôlego. Garcia de Resende terá sido estimulado pelo Cancionero General de Muchos Y Variados Autores de Hernando del Castilho, de 1511, para elaborar esta obra.

A sua obra Sermão dos três Reis Magos, cheia de bom-humor, foi escrita para se confortar do desgosto das frustradas negociações relativamente às missas quotidianas na capela que mandara erigir, no convento do Espinheiro. Escreveu ainda Breve Memorial sobre a Confissão editada em 1521.

Como historiador, é reconhecido como cronista palaciano, despretensioso mas encantador. Embora não se possa comparar a Fernão Lopes, a sua obra é um importante documento para o estudo das relações sociais, da corte e do carácter da época. Em 1533 conclui a sua obra de historiador com a obra, Chronica que trata da vida e grandissimas virtudes e bondades, magnânimo esforço, excellentes costumes e manhas, e claros feitos, do Christianissimo Dom João, o segundo deste nome. Esta obra começou a ser redigida em Évora, em 1530. Apesar de Resende ter pedido, em 1534, para ser publicada, só é editado o Livro da Obras de Garcia de Resende em 1545. Este foi impresso com o patrocínio do seu irmão Jorge de Resende.

A obra, baseada nas notas e lembranças que o autor fora reunindo ao longo da vida, relata episódios da vida do rei e da sociedade palaciana. Apesar das diversas críticas por vezes pouco agradáveis, a crónica desperta interesse pelo colorido dos acontecimentos. A obra tem como base a crónica manuscrita de Rui de Pina, o cronista da corte, em que Resende modelou alguns capítulos, dando-lhe uma feição original. Mas o autor não escapou às várias críticas, sendo acusado de plágio, nomeadamente por Braamcamp Freire, em Crítica e História, e por Alberto Martins de Carvalho, na introdução à 2ª edição da Croniqua delRey Dom Joham II. Apesar de se servir de algumas ideias, completou a crónica com o seu testemunho, com dados mais íntimos da vida pessoal do monarca.

Ao fazer um relato minucioso dos atributos físicos, das suas qualidades morais e da sua vida na corte, D. João é apresentado como o Príncipe Perfeito. Garcia de Resende faz o culto ao grande monarca, não só como governante mas também como homem, dotado de altos dons.

D. João II, segundo as palavras de Resende, é apresentado como sendo “justo e amigo da justiça”, “de ardido coração”, “grandíssimo esforço”, “prudência”, “altos pensamentos” e “desejos de cousas grandes”.
Resende ao dar mais relevo à vida íntima do monarca, ou seja, em evidenciar o homem mais do que o próprio rei, faz o traçado psicológico do monarca. É a primeira vez que se faz em Portugal. Para isso serviu-se da sua experiência como homem da corte e das suas lembranças enquanto confidente, tendo estado presente em muitos factos que narrou. A referência a estes factos, que sem ele não teriam sobrevivido, são fundamentais para se entender o pensamento e as formas de actuação do monarca. Para além de D. João II, esta obra narra alguns factos relativos a D. Manuel, à Infanta D. Beatriz e alguns assuntos religiosos

Também Miscelânea e Variedades de Histórias, costumes, casos e cousas que em seu tempo aconteceram foi publicada depois da sua morte, em 1554. É uma crónica rimada (novidade literária) dos factos mais importantes da sua época, servindo, muitas vezes, como documento para a investigação histórica da sociedade portuguesa e também do mundo então descoberto através da Expansão. O autor justifica o nome da obra pela mistura, pela variedade de temas que trata.

Garcia de Resende foi um dos primeiros autores a tomar consciência das mudanças que estavam a ocorrer na sociedade, devido a vários factores, nomeadamente a Expansão, como é visível nos versos “Estas novas novidades, / mudanças, e grandes fectos / em Papas, Reys, dignidades, / em reynos, villas, cidades, / vimos fectos, e desfectos”. Para além da consciencialização da revolução tanto na sociedade como nas mentalidades, esta obra deixa transparecer a indignação do autor perante a falta de vontade de mudar por parte da maioria da população, “mas a natureza he tal, / que poucos querem ouvir, / nem aprender, nem saber / cousas certas, nem verdades”.

Nesta obra, dirigida a D. João II, o autor apela ao rei para relembrar os grandes sucessos da História da Europa dos últimos anos. Primeiro, narra acontecimentos e refere figuras europeias do século do século XV. Depois narra acontecimentos do século XVI, dando particular realce aos Descobrimentos e à vida portuguesa, “Outro mundo encoberto / vimos entam descobrir, / que se tinha por incerto”. Resende deixa transparecer o seu deslumbramento perante o grande feito dos portugueses, defendendo a legitimidade do domínio político dos portugueses sobre as terras descobertas.

Ao serem tratados diversos assuntos, nomeadamente a geografia, o comércio, a natureza, a guerra e o exotismo, torna-se numa importante fonte histórica.Devido ao clima de grande agitação, Miscelânea responde a muitas das inquietações da sociedade da época. Segundo Joaquim Veríssimo Serrão, na obra Crónica de D. João II e Miscelânea “constitui um documento único para a compreensão dos Descobrimentos na vida nacional e para a melhor integração de Portugal na história europeia do tempo.”

Foi também um hábil desenhador e arquitecto. Provavelmente desenhou a admirável custódia feita por Gil Vicente e admite-se a hipótese de ter elaborado o plano da sua capela de Espinheiro. Traçou também o plano de uma fortaleza que D. João II pensou erguer onde depois foi construída a Torre de Belém, chegando a ser atribuída a autoria do desenho desta a Resende.

Évora Perdida no Tempo - Circo Texas, durante a Feira de São João


Tenda e carrocel do Circo Texas, durante a Feira de São João (Rossio de São Brás)

Autor Marcolino Silva
Data Fotografia 1968 -
Legenda Circo Texas, durante a Feira de São João
Cota MCS4539 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quarta-feira, 18 de abril de 2012

O Parque de Campismo

Nas propostas de alojamento que aqui temos apresentado a predominância tem ido para os hotéis de luxo. No primeiro número, porém, a nossa escolha foi para o Solar de Monfalim, a mais antiga unidade do ramo ainda a funcionar. E, na última edição, também fugimos à concentração na cidade e fomos até à vila de Azaruja conhecer o hotel rural “Monte do Carmo”. Acontece que todas estas opções, à excepção do Solar do Monfalim, são caras, e nem todos os que nos visitam para conhecer a cidade são de bolsa recheada. Por outro lado, existe igualmente quem não tenha dificuldades económicas e goste de viajar plácida e serenamente, se deleite na apreciação da paisagem e goste de usufruir o prazer de pernoitar em lugares na periferia dos centros urbanos, sorvendo o contacto com a natureza, isto é, de praticar aquilo que é chamado turismo itinerante.

Normalmente são os jovens e os seniores que mais procuram os parques de campismo e caravanismo. E Évora tem um, embora poucos o pareçam saber, provavelmente por falta de divulgação e promoção. Aliás, o Parque de Campismo nem sequer é novo. Segundo os dados disponíveis, o mesmo terá surgido em finais dos anos 60 por iniciativa da Câmara Municipal de Évora. Para a sua instalação o município disponibilizou a Herdade da Esparragosa, com uma superfície de 3.400 metros quadrados e colonizada por uma floresta de pinheiros que, na sua forma brava, permitem a recuperação de áreas degradadas. Ao tempo o terreno situava-se fora de Évora, a cerca de 2 quilómetros da cidade, na estrada de ligação às Alcáçovas.

Não havia zona habitada nas cercanias, sendo o campo do Lusitano e o Hipódromo Amílcar Pinto, de um lado, e o armazém do Gaz Cidla, do outro, os pontos de referência mais próximos mas ainda algo distantes. Para além deste relativo isolamento, o momento da sua criação não terá sido o mais oportuno. É verdade que a cidade era então deficitária em termos de alojamento para os forasteiros que a demandavam e certo igualmente que o campismo entrara em moda, mas este fluxo corria em direcção às praias e não às zonas do interior.

Estas circunstâncias, aliadas ao rigor do clima, extremamente frio no Inverno e desmesuradamente quente no Verão, conduziram à falência da sua exploração por parte da Câmara, claramente incompetente para fazer a gestão da estrutura por si criada. Seguiram-se alguns anos de suspensão da actividade, a par de tentativas frustradas de outras entidades para o colocarem em funcionamento. Só a partir de 1986, com a concessão pela UNESCO do estatuto de Património Mundial ao Centro Histórico, a carência de unidades hoteleiras se fez sentir com carácter de urgência. E a opção mais rápida - enquanto aquelas não foram aparecendo - foi a de recuperar o Parque de Campismo, entregando-se a sua concessão à Orbitur - Intercâmbio Turismo, S.A..

A organização, que é maior gestora de parques de campismo a nível nacional, procedeu a profundas alterações, tendo reformado o equipamento, modernizando e aumentando os serviços internos e introduzindo apartamentos ou “bungalows”, que o tornaram mais aprazível e acolhedor. Entretanto, a expansão da cidade acabou por integrá-lo na extremidade da freguesia da Horta das crescimento do Parque acompanhou, no fundo, o da cidade e acrescentou-lhe uma capacidade de alojamento imprevisível anos antes. Actualmente o Parque de Campismo de Évora, um dos raríssimos da rede Orbitur que não se encontra perto de uma praia, de uma barragem, de um rio ou do mar, tem capacidade para receber 773 pessoas. Como é natural, a sua frequência é mínima durante os meses de Inverno, começa a subir lentamente a partir de Março para atingir o máximo em Julho, Agosto e parte de Setembro.

Nunca fez o pleno da ocupação, mas nesses meses tem estado, por diversas vezes, bem perto de o conseguir. Plasmado em forma de cone invertido, recebe automóveis com e sem atrelado, autocaravanas e motas, fornecendo electricidade e admitindo cães e gatos. Aluga apartamentos para 2, 4 e 5 pessoas, podendo incluir um suplemento de mais duas, e possui parque de estacionamento. Entre os serviços disponíveis e essenciais para o apoio aos utentes contamse cabinas para deficientes, lavadouros de loiça e roupa, lavagem de carros, campo de ténis e parque infantil. Nos meses de Verão estão também abertos um snack-bar, um supermercado e a piscina. O período de silêncio vigora entre as 23 e as 7 horas. Tem saída de emergência e bocas de incêndio.

Em nota final, o Parque de Campismo de Évora é uma boa estrutura turística, de solo relvado, procurada principalmente por holandeses, britânicos e franceses, padecendo no entanto de um senão: as fotografias no interior só são permitidas mediante autorização da administração.


Texto: José Frota

Évora Perdida no Tempo - Aspecto nocturno da fonte da Feira de S. João


Aspecto nocturno da fonte da Feira de São João (Rossio de São Brás)

Autor Marcolino Silva
Data Fotografia 1966 -
Legenda Aspecto nocturno da fonte da Feira de S. João
Cota MCS4142 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

terça-feira, 17 de abril de 2012

Comemorações do 25 de Abril na SOIR - Páteo do Salema



PROGRAMA

Sábado 21, 22h
SONS DA INQUIETAÇÃO
Música Tradicional Portuguesa

Sábado 24, 00h
NAÇÃO VIRA LATA
DJ FONZIE
Etnografica/ Percussão/ Fusão

Sábado 28, 22h
ROUGE
Alternativa/ Rock

Évora Perdida no Tempo - Homens no Bar das Piscinas Municipais


Homens no Bar das Piscinas Municipais (inauguradas a 5 de Setembro de 1964).

Autor Marcolino Silva
Data Fotografia 1964 dep. -
Legenda Homens no Bar das Piscinas Municipais
Cota MCS 4614 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Hortas Urbanas chegam a Évora


As primeiras hortas urbanas de Évora, constituídas no âmbito da implementação da Agenda 21 Local no concelho, foram entregues no dia 14 de Abril, no Monte de Santo António, às Portas de Avis. Trata-se de um terreno agrícola municipal com 6300 m2 onde serão constituídos 89 talhões de 45 m2 cada. Estas hortas serão destinadas aos moradores das freguesias do Centro Histórico (S. Mamede, Sé/S. Pedro e Santo Antão) e Bacelo.

Entretanto, a Câmara já iniciou os trabalhos de infraestruturação deste terreno que incluem: vedação, depósito de água, rede de distribuição de água com colocação de torneiras de utilização coletiva, construção de caminhos e marcação dos talhões. A conclusão desta pequena intervenção, que deverá demorar cerca de 15 dias, possibilitará que as pessoas possam iniciar o cultivo da terra ainda durante o mês de Abril.

No passado dia 31 de março teve lugar no Monte de Santo António uma visita ao terreno que contou com a presença de técnicos da CME, membros de juntas de freguesia e boa parte dos futuros horticultores.

As Hortas Urbanas constituem um projeto da Agenda 21 Local, que visa aproveitar os terrenos disponíveis para a criação de hortas comunitárias de qualidade e bem organizadas, que funcionem como espaços de produção mas também de socialização e convívio. É também uma forma de fomentar novas atitudes, comportamentos e estilos de vida mais saudáveis e ambientalmente mais sustentáveis, promovendo a melhoria da qualidade de vida

Por outro lado, as Hortas Urbanas de Évora terão igualmente uma forte componente pedagógica junto dos “proprietários” com filhos ou netos, podendo os mais novos contatar com uma realidade rural desconhecida, funcionando como um complemento à formação escolar nesta área.

Em termos globais, o projeto das Hortas Urbanas de Évora reuniu cerca de 230 inscrições, estando a Câmara Municipal de Évora, em parceria com as juntas de freguesia, a trabalhar noutros projetos para que brevemente sejam criadas novas hortas, noutros terrenos da cidade.

Évora Perdida no Tempo - Vista parcial das Piscinas Municipais de Évora

Vista parcial das Piscinas Municipais de Évora (jardim, parque infantil e avião) , inauguradas a 5 de Setembro de 1964.
Autor Marcolino Silva
Data Fotografia 1964 dep. -
Legenda Vista parcial das Piscinas Municipais de Évora
Cota MCS 4095.1 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

domingo, 15 de abril de 2012

Analista Financeiro (m/f)

O nosso cliente é uma prestigiada empresa do sector da aviação, que pretende recrutar:

Analista Financeiro (m/f)
Évora

O profissional a recrutar terá como principais responsabilidades:
- Apoio na construção do Balanço, Demonstração de Resultados e apuramento Fiscal e Relatórios Financeiros.
- Acompanhamento e justificação de desvios;
- Planeamento financeiro (previsão orçamental de material, inventário, overheads e investimento);
- Elaboração de reportings mensais/anuais.

Perfil:
- Licenciatura em Gestão ou Contabilidade;
- Experiência profissional mínima de 3 a 5 anos em função semelhante, preferencialmente, em ambiente multinacional e em empresa industrial que tenha beneficiado de subsídios;
- Sólidos conhecimentos de normas de Contabilidade analítica;
- Experiência comprovada em SAP - módulos FI - CO - MM - PM (obrigatório);
- Utilizador avançado em Excel, incluíndo domínio de funções e tabelas dinâmicas;
- Elevada capacidade de resistência ao stress, flexibilidade, entusiasmo e positivismo;
- Fluência na língua inglesa (preferencial);
- Residência na zona de Évora (preferencial).


Caso reúna o perfil pretendido, envie os seus dados profissionais através do nosso website www.msearch.pt ou para


, referindo no assunto "MA-AF".

sábado, 14 de abril de 2012

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Igreja da Misericórdia de Évora



A Igreja da Misericórdia é um importante monumento religioso da cidade de Évora, situado no Largo da Misericórdia, freguesia da Sé e São Pedro.

A fundação da Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Évora remonta a 7 de Dezembro de 1499, tendo sido instituida pelo próprio rei D.Manuel I, pela sua mulher a Rainha D.Maria e pela sua irmã, a rainha-viúva D.Leonor. Tendo tido a primeira sede na Capela de São Joãozinho (anexa ao Convento de São Francisco), veio transferida para este local já no reinado de D.João III. A primeira pedra da igreja foi lançada em 1554.

A igreja, de uma só nave e de sóbrias proporções, apresenta um majestoso conjunto de arte barroca dos séculos XVII e XVIII, sendo uma das mais belas igrejas da cidade de Évora. As paredes laterais encontram-se revestidas de belíssimos painés de azulejos azuis e brancos, encimados por telas a óleo, representando as Obras de Misericórdia espirituais e materiais, respectivamente. A parede fundeira é totalmente preenchida por um notável retábulo de talha dourada, encimado pela representação, a óleo, da Virgem da Misericórdia. O trono da exposição solene da Sagrada Reserva, em Quinta-Feira Santa, é ocultado durante o resto do ano por outra tela, representando a Visitação de Nossa Senhora a sua prima Isabel. Do lado direito, no corpo da igreja, levanta-se a galeria com os assentos onde tomam lugar os Mesários da Irmandade durante as cerimónias solenes.

É uma edificação de meados do século XVI, de nobre perfil clássico, cuja origem remonta a 1554, com traça que se atribui ao arquitecto Manuel Pires, mestre das obras do Cardeal D. Henrique e Arcebispo de Évora. A sua feição maneirista, de um classicismo sóbrio, mantém-se no essencial incólume, salvo a frontaria, reconstruída em 1775 por mãos do pedreiro de Vila Viçosa Gregório das Neves.

A fachada sul testemunha a campanha maneirista, patente no friso decorado de tríglifos e modilhões e enquadrado por fortes contrafortes. Já o portal, de sugestão rococó, foi sinuosamente talhado em mármore com frontão interrompido e brasão de armas. Ainda na fachada principal destaque para a janela do coro, de secção rectangular, harmoniosamente rasgada sobre o centro do frontão. O arco abatido do pórtico é ladeado por duas pilastras, com enrolamento vegetalista, finamente lavrado e que se estende até ao frontão. O cuidado no enriquecimento decorativo da igreja pode ser observado no portal, de fino lavor, profusamente talhado em secções almofadadas, pregueadas de bronze.

Contudo, é no interior do espaço sagrado que a linguagem decorativa barroca se concretiza em pleno, através do exuberante diálogo de luz e cor entre a talha dourada, a pintura de cavalete e a rica decoração azulejar. A igreja, com nave única, de forma rectangular e abobadamento de berço com caixotões, possui cinco tramos, subtilmente marcados pelos arcos torais que se desenham transversalmente à abóbada. Ao nível do primeiro registo, a nave encontra-se coberta de uma belíssima decoração azulejar de 1715, da.autoria da oficina lisboeta de António de Oliveira Bernardes. Esta série de azulejos historiados em esmalte branco com decoração a azul, é composto por sete paineis representando as Obras de Misericórdia e afirma-se como um dos mais importantes conjuntos azulejares produzidos pela oficina daquele mestre, tendo a sua colocação sido da responsabilidade do empreiteiro Manuel Borges, encontrando-se já terminado em 1716. 

Ao nível do segundo registo, a nave é percorrida por um grupo de sete telas barrocas da autoria do pintor eborense Francisco Xavier de Castro, artista de secundário merecimento. O altar-mor tem um retábulo do Estilo Nacional, de oficina eborense do início do século XVIII, de notável de lavor, que se prolonga aos colaterais. Ao centro, sobre uma duas colunas pseudo-salomónicas assentes em mísulas são sustentadas por atlantes.

Évora Perdida no Tempo - Bairro da Câmara


Aspecto de uma rua do Bairro da Câmara (Zona de Urbanização nº1)

Autor David Freitas
Data Fotografia 1950 dep. -
Legenda Bairro da Câmara
Cota DFT6247.1 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Portugal Unplugged - Évora (3)

Évora Perdida no Tempo - Arcadas da Rua João de Deus


Autor David Freitas
Data Fotografia 1950 - 1960
Legenda Arcadas da Rua João de Deus
Cota DFT7209 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Rita Guerra em Évora no dia 20 de Abril 2012 - "Noites ao Piano" na Arena de Évora pelas 21H30


Rita Guerra é uma das melhores e mais consagradas vozes nacionais, a caminho de 30 anos de carreira multifacetada que inclui uma passagem pela Eurovisão, canções de filmes da Disney, publicidade, a presença constante nos tops nacionais, múltiplas participações em acções de solidariedade, duetos com estrelas internacionais e dois prémios Top Choice Awards, em 2009 e 2010, na categoria de “Top International Female Singer” portuguesa.

Desde 2005, todos os seus álbuns têm chegado à marca de platina e ao top 10 de vendas. Em 2009, foi mesmo a artista feminina mais vendida em Portugal.

Este percurso ascendente confirma-se também ao vivo. As suas digressões registam sucesso estrondoso, para salas e recintos esgotados e públicos anuais de centenas de milhar. Em 2011, quebrou limites com duas digressões distintas: a “Tour Luar”, com a sua banda; e o celebrado espectáculo “Noites ao Piano”, a solo.

É a voz feminina portuguesa mais popular no Facebook, com mais de 113 mil fãs na rede social. «Retrato», o seu novo álbum, será a base para nova tournée nacional e internacional, em 2012.


Data: 2012-04-20 6ª-Feira 
Hora:21:30 h 
Entrada: 12,50 €


Évora Perdida no Tempo - Baluarte da Quinta de Santo António


Fortificações de Évora: Baluarte da Quinta de Santo António.

Autor David Freitas
Data Fotografia 1950 - 1960
Legenda Baluarte da Quinta de Santo António
Cota DFT7073 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

terça-feira, 10 de abril de 2012

Gala do Moço de Forcado 2012 - 14 de Abril pelas 15:00 horas na Arena d'Évora


Évora Perdida no Tempo - Altar da capela do Colégio dos Moços do Coro


Altar da capela do Colégio dos Moços do Coro, em Évora. Esta imagem está publicada no Inventário Artístico de Portugal, Concelho de Évora, vol.II, Lisboa, Academia Nacional de Belas Artes, 1966, est.188 (3).

Autor David Freitas
Data Fotografia 1966 ant. -
Legenda Altar da capela do Colégio dos Moços do Coro
Cota DFT4361 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Igrejas de Évora - Igreja de São Vicente


A igreja de São Vicente ou Igreja dos Mártires de Évora, é um edifício religioso situado na cidade de Évora, na freguesia da Sé e São Pedro. Esta pequena igreja deve-se ao culto dos três antigos santos padroeiros da cidade (os irmãos Vicente, Sabina e Cristeta), que a tradição diz terem morrido mártires por volta do ano 303.
A igreja foi construída no local de um antigo nicho que já existia na Idade Média. Foi depois remodelada nos séculos XVI e XVIII.
No interior conserva-se o altar da antiga irmandade de Nossa Senhora da Vitória, fundada no século XIV, após a vitória do Rei D.Afonso IV na Batalha do Salado.
Património do Município de Évora, presentemente serve de sala de exposições temporárias, estando defecta ao culto.

Évora Perdida no Tempo - Portal da Ermida de S. Joãozinho, em Évora


Portal da Ermida de São Joãozinho, contígua à Igreja de São Francisco de Évora (lado Norte).

Autor David Freitas
Data Fotografia 1950 - 1970
Legenda Portal da Ermida de S. Joãozinho, em Évora
Cota DFT7501 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

domingo, 8 de abril de 2012

Precisa-se de Formador para Técnicas de Transformação de Mármores

Empresa de formação procura formadores para Técnicas de Transformação de Mármores com experiência na área, para a zona de Vila Viçosa.

Programa:
• Comportamento da Tecnologia de Corte
• Funcionalidade dos Equipamentos em termos Mecânicos
• Composição, Funcionalidade e Tolerâncias das Ferramentas
• Controlo, Medição, Mapas e Registos

Os interessados deverão enviar CV e CAP atualizados para

sábado, 7 de abril de 2012

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Projeto TEIAS - Rede Cultural do Alentejo traz Vitorino, Anabela e muitos mais a Évora


O projeto Teias - Rede Cultural do Alentejo insere-se no âmbito do Eixo 3 - Conectividade e Articulação Territorial, Regulamento Rede de Equipamentos Culturais - Programação Cultural em Rede do Programa Operacional Regional do Alentejo INALENTEJO 2007 - 2013.

O projeto é composto por 4 componentes: Ações Educativas; Itinerância de Espetáculos, Aquisição de Bilheteiras eletrónicas e comunicação e divulgação.

O programa de Ação será desenvolvido durante os anos de 2011 e 2012 pelos diferentes parceiros envolvidos na candidatura, nomeadamente Alandroal, Borba, Estremoz, Évora, Montemor-o-Novo, Portel, Redondo, Reguengos de Monsaraz, Viana do Alentejo, Vila Viçosa e Palmela. A liderança do projeto encontra-se a cargo do Município de Évora.



PROGRAMAÇÃO 2012
(provisória)

MARÇO A JUNHO
"Estórias da Galinha e do Ovo", pela Associação do Imaginário
Escolas do 1º ciclo

MARÇO A ABRIL
"Sons da Tradição", pela Associação do Imaginário
Escolas do 1º ciclo

31 MAIO a 1 JUNHO
"A Cerejeira da Lua", pelo Lua Cheia Teatro
Teatro Garcia de Resende

23 DE JUNHO
Banda Filarmónica Simão da Veiga da Casa do Povo de Lavre e Cantores Anabela e Carlos Guilherme
Arena d'Évora, Feira de S. João

28 SETEMBRO
"Gentes da Minha Terra", pela Companhia de Dança Contemporanea
Teatro Garcia de Resende

12 OUTUBRO
Gerações do Fado
Comemorações do Mês do Idoso
Arena D’Évora

19 OUTUBRO
Vitorino - cantar e contar histórias
Comemorações do Mês do Idoso
Arena D’Évora

30 OUTUBRO
"O Gigante", pelo Teatro de Montemuro
Teatro Garcia de Resende

OUTUBRO (DATA A DEFINIR)
Coral de S. Domingos
Comemorações do Mês do Idoso Outubro
Arena D’Évora

OUTUBRO (DATA A DEFINIR)
Grupo de Musica Popular Flores do Campo
Comemorações do Mês do Idoso
Arena D’Évora

8 DEZEMBRO (16h00)
A Pureza da Voz: Música Sacra e Profana, pelo Orfeão de Estremoz Tomaz Alcaide
Salão Nobre Teatro Municipal Garcia de Resende

DATA A DEFINIR
"Oficina - O Ciclo da Lã", pelo Culartes
Escolas do 1º ciclo

DATA A DEFINIR
"Construção de Instrumentos Musicais", por António Redondo
Escolas do 1º ciclo

DATA A DEFINIR
"Baile de Danças Tradicionais", por Leónia de Oliveira
Escolas do 1º ciclo

Évora Perdida no Tempo - Prédios no bairro Tapada do Ramalho


Prédios no bairro Tapada do Ramalho

Autor David Freitas
Data Fotografia 1946 -
Legenda Prédios no bairro Tapada do Ramalho
Cota DFT3159 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quinta-feira, 5 de abril de 2012

“O Ciclo do Borrego” recriado em Évora


Coincidindo com a páscoa, período em que tradicionalmente o borrego é a “estrela” principal das iguarias alentejanas, a Confraria da Moenga, com sede em Évora, organizou no passado domingo “O Ciclo do Borrego”, recriando alguns dos principais quadros da vida rural relacionados com este elemento da paisagem transtagana.

Com o intuito de manter vivas as tradições rurais da região, incutindo um forte cunho pedagógico, o “Ciclo do Borrego” levou até ao Rossio de S. Brás algumas dezenas de pessoas, entre as quais muitas crianças que, assim, puderam tomar contacto com uma realidade desconhecida para muitos, mas que faz parte do álbum de memórias de pais e avós.

A recriação etnográfica roçou a perfeição com os protagonistas a entenderem o seu papel, desdobrando-se em explicações e em ensinamentos, numa linguagem quase arcaica, mas muito característica das gentes do campo. “São mais de 30 anos nisto e eu são mais de 20”, esclarecem Francisco Madeira e Manuel Hipólito, os pastores de serviço.

Naturais de Portel, os guardadores do rebanho fizeram-se acompanhar de uma dupla de cães que encantaram na forma como mantiveram na ordem os borregos e as ovelhas, não deixando fugir os animais, impondo o devido respeito.

Com a chegada do rebanho teve início a completa recriação do Ciclo do Borrego, com o “mestre” António Mata a ordenhar as ovelhas cujo leite seguiu diretamente para as mãos mágicas de Gertrudes Moura que dele fez queijos de cura e de meia-cura.

“Agora é tudo muito mais rápido com as máquinas. Não podemos fugir às regras impostas pelas autoridades e às exigências legais”, diz enquanto vai mexendo o soro em cima do lume que mais tarde terá a forma de almeice. Natural de Rio de Moinhos esta queijeira cumpriu a preceito as etapas do queijo, recorrendo ao método ancestral das toalhas para filtrar o leite e da cana para mexer o soro.

Atrás, duas artesãs de Arraiolos fazem jus ao nome e “escrevem” com a agulha a mais bela forma de criar um tapete, utilizando a lã proveniente da tosquia e da cardagem, em mais um quadro deste ciclo que terminou com a degustação dos principais pratos confecionados tendo como base o borrego.

O Ciclo do Borrego, cuja “banda sonora” esteve entregue ao Grupo Coral Os Almocreves, integrou-se na programação da edição deste ano da Rota de Sabores Tradicionais, uma organização da Câmara Municipal de Évora.




Évora Perdida no Tempo - Porta no antigo Solar dos Condes de Sabugal


Porta de acesso a um dos salões do antigo Solar dos Condes de Sabugal, guarnecida por moldura de azulejos verdes e brancos e decorada com o armorial dos Castros e figuras humanas e zoomórficas. O Solar foi ocupado pela Guarda Fiscal e sofreu obras de valorização na década de 1950.

Autor David Freitas
Data Fotografia 1973 Junho -
Legenda Porta no antigo Solar dos Condes de Sabugal
Cota DFT5275 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quarta-feira, 4 de abril de 2012

O genuíno sabor da caça na “Cozinha de Santo Humberto“

Aberto em 1971 sob a designação do patrono dos caçadores, a base da sua oferta gastronómica é constituída pelos pratos de caça, ou não tivesse sido José Manuel Espírito Santo, o seu fundador, um caçador de grande gabarito. Quando este decidiu abandonar a restauração, a casa passou para o actual proprietário António Lebre Castor, cozinheiro oriundo do Restaurante “Fialho” mas que já com ele trabalhava há alguns anos. Por isso lhe manteve o nome e a tradição e introduziu no cardápio alguns outros acepipes regionais de sua lavra. Apesar de ter porta aberta na Rua da Moeda, uma das sete artérias afluentes à Praça de Giraldo, não é fácil dar com ele. De acesso um pouco complicado, dado o afunilamento do seu traçado medievo, só nela podendo circular veículos ligeiros destinados a residentes, cargas e descargas, o restaurante situa-se no lado esquerdo de quem desce, num extenso renque de casas térreas, das muitas que a exornam. Dá-se por ela no número 39, quando em discreta vitrina, inserida em janela gradeada em forma de arco, o restaurante se faz identificar pelo nome do proprietário, pelo horário e dias de funcionamento e pelo anúncio das entidades que o recomendam: Guias Michelin, Repsol, Empfohlen e WTO.

A entrada no prédio, todo em branco e rodapé em ocre, faz-se por um singelo portal encimado por um painel de azulejos representando Santo Humberto. Por estreito corredor se chega às salas refeiçoeiras, de formas côncavas e irregulares, o que desde logo indicia estar-se em presença de uma antiga adega adaptada a lagar. E neste caso as aparências não iludem. O lugar abrangeu em finais do século XIX a mais célebre taberna eborense, pertencente ao comerciante Joaquim José de Almeida, que, depois de ter feito fortuna, o transformou num excelente armazém de vinhos, vinagres e aguardentes.

As reentrâncias nas paredes correspondem, pois, aos locais onde se encontravam as talhas no interior da adega. A decoração, como não pode deixar de ser em casa de pasto que se assume como lídima representante da gastronomia alentejana, é discreta mas nela abundam os elementos tradicionais. O tecto é travejado longitudinalmente por toros obtidos das espécies autóctones, deles caindo enormes chaleiras de alumínio, numa das divisões, e frigideiras na outra. Para completar a rusticidade do ambiente foram colocadas peças de artesanato regional (nomeadamente louça, bonecos e vasilhame de pequena dimensão) numa estante de parede, enquanto numa outra, de pé, figuram garrafas de vinho alentejano, numa clara alusão ao passado da casa.

No tocante à oferta gastronómica, a ementa propõe como entradas uma grande variedade de iguarias e petiscos: favas com chouriço, temperadas à moda da região; carapaus de escabeche; pimentos ou cogumelos assados; bacalhau com grão, linguiça frita, farinheira assada; figos ou melão com presunto, amêijoas à Bulhão Pato e gambas à guilho, sem esquecer os deliciosos queijos do concelho. É contudo a caça a maior referência da casa. Fazendo jus ao seu patrono, ali se preparam pratos de extrema sapidez, como o são a lebre com feijão, absolutamente divinal; a perdiz estufada, sensacional; o espectacular pombo estufado e os magníficos bifinhos e costeletas de javali.

Para quem não aprecia caça ou quando esta não abunda, em virtude dos seus ciclos de reprodução e desenvolvimento, o cardápio apresenta outras alternativas, todas de muita qualidade, sempre de base regional. Assim, temos a açorda alentejana com ovo; o gaspacho à alentejana, fresquíssimo nos dias de calor insuportável; as sopas de cação, as migas, a sopa de peixe com hortelã da ribeira, os pezinhos de porco de coentrada, a carne de porco de alguidar e o arroz de pato, de esmerada elaboração. E há o ensopado de borrego, o borrego assado no forno, a carne de porco com amêijoas e os medalhões à Santo Humberto.

Claro que comida tão genuinamente regional convoca a companhia de um néctar de igual proveniência. E neste aspecto o restaurante apresenta pujante garrafeira de 60 tintos da região, na sua variedade de marca e castas, desde os da Cartuxa aos do Monte das Cortiçadas. Se estiver indeciso na escolha peça ajuda aos funcionários, porque eles saberão informá-lo com conhecimento de causa. Consolado o estômago com pitéus bem regados avance-se para os doces, também eles pertencentes à doçaria conventual transtagana. O morgado, a encharcada e a sericaia com ameixas d’Elvas estão entre as opções. O serviço, como já se deixou antever, é simpático, competente e eficaz. Depois de tão opípara refeição aconselha-se um passeio pelo Centro Histórico para auxiliar a digestão. Isto porque na Cozinha de Santo Humberto come-se muito bem, em qualidade e quantidade.


Texto: José Frota
Fotos: Carlos Neves 


Cozinha de Santo Humberto
Rua da Moeda, 39
Telefone 266704251
Encerra à Quinta-feira
60 lugares
Preço médio por refeição – 35,00€


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