sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Precisa-se de empregada para loja em Évora

Precisa-se de empregada de balcão para loja em Évora.

 Perfil:
. Idade superior a 30 anos
. Experiência profissional na área de vendas e/ou marketing.
. Experiência profissional de atendimento ao público/cliente.
. Gosto/interesse pela arte da ourivesaria/joalharia.
. Boa apresentação.
. Conhecimentos de informática na ótica do utilizador.
. Carta de condução.
. Inscrita no Centro de Emprego há mais de 6 meses.

Oferece-se:
. Remuneração: salário mínimo + subsídio de alimentação
. Pagamento da segurança social
. Formação técnica adequada

Caso corresponda ao perfil indicado, envie CVitae COM FOTO e carta de apresentação para o seguinte endereço:

revezius@gmail.com

Precisa-se Caixeiro para Évora

Necessitamos para nosso cliente na zona de Évora de caixeiros(M/F)para full-time e part-time:

Função: 
Organização e Arrumação de artigos na loja; 
controlo de stocks; 
realização de inventários; 
realização de operações de caixa,
outras tarefas inerentes à função.

Perfil:
* Pessoa Responsável e dinâmica;
* Mínimo 9.º ano de escolaridade;
* Gosto e experiência na àrea comercial;
* Bom comunicador, Simpático;

Se reune os requisitos necessários envie o seu currículo para:


Évora Perdida no Tempo - Praça do Sertório


Praça do Sertório e edifício da Câmara Municipal, depois da abertura da Rua de Olivença.

Autor António Passaporte
Data Fotografia 1951 -
Legenda Praça do Sertório
Cota APS0203 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

Interior da Sé de Évora


quinta-feira, 30 de agosto de 2012

“Verão Total” vai estar em Évora e Elvas


A cidade de Évora vai receber o programa “Verão Total”, da RTP1. Os apresentadores Tânia Ribas de Oliveira e João Baião marcam presença em Évora, no dia 4 de setembro (terça-feira). 

Gastronomia, tradições, economia, musica, festividades e o artesanato são alguns dos temas em destaque.A emissão decorrerá entre as 10h e as 13h, no período da manhã, e das 15h às 18h, durante a tarde.

Évora Mosaico nº1


Link: Évora Mosaico nº1


Évora Perdida no Tempo - Porta Nova


Autor António Passaporte
Data Fotografia 1940 - 1950
Legenda Porta Nova
Cota APS0276 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Vamos sentir falta de tudo aquilo de que não precisamos

A coreógrafa pegou em dezenas de cabeças cortadas e encheu-as de coisas lá dentro.
Carrinhos de brincar. Colares de pérolas. Cartões de crédito. Aviões militares. Crucifixos. Moedas. Notas. Cadeados. Rebuçados. E também sacos de plástico e até uma boneca insuflável. Há de tudo no novo espectáculo de Vera Mantero. E tudo é mostrado ao espectador de uma forma especial: dentro de cabeças humanas.

Um homem entra no palco, mete a mão dentro da cabeça de um manequim e, gesticulando triunfalmente, tira de lá um objecto que atira para o chão. A seguir sai de cena. Esta acção, num ambiente tangível e colorido, é repetida uma e outra vez e o palco vai ficando repleto de rebuçados, uma arma, um colar, pó branco, um carrinho de brincar e assim por diante. Vera Mantero prende-nos a atenção através de leves alterações de uma acção repetitiva. Embora cada acção pareça idêntica à anterior, estas subtis variações revelam as intermináveis possibilidades do acto performativo. 

Do mesmo modo, as emoções com que os objectos são atirados ao chão – que vão desde a alegria ao medo, da curiosidade à repulsa – revelam a complexidade das nossas relações com os objectos. Há mais de vinte anos que Vera Mantero investe na dança um radicalismo carregado de força visionária e subconsciente contra a violência do mundo. Em Vamos sentir falta de tudo aquilo de que não precisamos, reorganiza a cadeia de
produção de consumo e destruição que domina a nossa relação com os objectos. E questiona, com um barbarismo poético, a nossa busca de felicidade.


Direcção Artística: Vera Mantero
Interpretação e Co-Criação: Christophe Ives, Marcela Levi, Miguel Pereira e Vera Mantero
Adereços: toda a equipa
Colaboração Dramatúrgica: Rita Natálio
Música e Sonoplastia: Andrea Parkins
Operação de Som: Rui Dâmaso
Desenho de Luz: Jean-Marc Ségalen
Produção Executiva: O Rumo de Fumo M/12
Duração: 1h15

Em cena:
Dia 8 de Setembro,às 21h30
Sala Principal Teatro Garcia de Resende

Preços bilhetes: 8€
Descontos 50% (Cartão Jovem, estudantes, pensionistas)
Cartão Passaporteatro
Cartão Passaporteatro Sénior

Bilhetes à venda a partir de 03 de Setembro na bilheteira do Teatro Garcia de Resende

Évora Perdida no Tempo - Vista geral da Praça do Giraldo


Autor António Passaporte
Data Fotografia 1940 - 1955
Legenda Vista geral da Praça do Giraldo
Cota APS0191 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Moinho da Piedade



O Moinho da Piedade está situado a Nordeste de Évora, junto da estrada nacional Nº 18, que liga Évora à Cidade de Estremoz. Está localizado numa pequena elevação com a cota 272. É uma construção em alvenaria de três pisos com a cobertura de telha de duas águas. Está em bom estado de conservação.

Fonte: marcoseborenses.no.comunidades.net

Évora Perdida no Tempo - Piscina Olímpica nas Piscinas Municipais


Vista geral da piscina olímpica. Inauguradas em 1964, as Piscinas de Évora eram consideradas o melhor complexo de piscinas municipais do país.

Autor António Passaporte
Data Fotografia 1964 dep. -
Legenda Piscina Olímpica - Piscinas Municipais
Cota APS0041 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

"Sinfonia Imaterial" no Pátio do Inatel


“Sinfonia Imaterial”, Tiago Pereira
2011 | Portugal | 56 min. | M/6 | Documentário
Data: 28 de agosto
Local: Pátio do Inatel
Horário: 22:00

Este documentário é representativo da riqueza, diversidade e valor único do património imaterial Português. O filme documenta o património oral e musical, recolhendo as práticas existentes de norte a sul do país incluindo as ilhas descobrindo a riqueza rítmica de cada paisagem sonora e explorando a ideia de um Portugal culturalmente diversificado.

Organização: 
Cineclube da Universidade de Évora | Pátio do Cinema - SOIR Joaquim António d’Aguiar | FIKE-Festival de Curtas Metragens de Évora | INATEL
Apoios:
Câmara Municipal de Évora | Universidade de Évora | ICA/Ministério da Cultura | Rede Alternativa de Exibição Cinematográfica | INAlentejo | União Europeia

Contacto: 
cineclube@uevora.pt

Inf. Extra: 
Entrada Livre

Évora Perdida no Tempo - Monumento aos Combatentes da Grande Guerra


Monumento aos Combatentes da Grande Guerra, no Rossio de São Brás

Autor António Passaporte
Data Fotografia 1940 - 1960
Legenda Monumento aos Combatentes da Grande Guerra
Cota APS0244 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

domingo, 26 de agosto de 2012

Évora: Detido por roubar no Continente - Modelo e agredir GNR com faca



Um homem foi detido no sábado, em Évora, por suspeita de furto num hipermercado e por agressão a um agente da autoridade com uma faca, disse neste domingo à agência Lusa fonte da GNR.

De acordo com a mesma fonte, esta situação ocorreu pouco depois das 20h00, quando o homem, de 40 anos, foi conduzido a um dos escritórios do hipermercado pelos seguranças do espaço por suspeita de furto.
Passados poucos minutos, o homem saiu do interior do escritório munido de uma faca, gerando-se algum pânico junto à zona das caixas de pagamento.

No local, encontrava-se um militar da GNR a efectuar compras e que interveio de imediato, tentando deter o suspeito que ofereceu resistência colocando-se, depois, em fuga.

No exterior do hipermercado, o homem e o militar da GNR envolveram-se em confrontos, tendo o suspeito atingido as pernas do militar fazendo-lhe um golpe com uma faca.

A mesma fonte da GNR adiantou que o ferimento foi superficial, sem gravidade.

O detido, com cadastro, vai ser presente a Tribunal na segunda-feira.

Texto: Lusa

Comerciais Porta-a-Porta (m/f) - Évora

A Vertente Humana recruta para seu cliente na área das telecomunicações:

Comerciais D2D (m/f)

Descrição da Função: Promoção e divulgação dos novos serviços da MEO no segmento residencial do distrito de Évora.

Requisitos:
- Experiência anterior em vendas e/ou atendimento ao público (factor preferencial);
- Apresentação cuidada;
- Forte poder de argumentação e interesse pela área comercial;
- Forte orientação para o cliente e para o cumprimento de objectivos;
- Dinamismo e espírito de equipa;
- Agressividade comercial e grande sentido de responsabilidade;
- Facilidade de comunicação e compreensão de tecnologias de informação;
- Residência na zona de Évora (factor eliminatório).

Oferecemos:
- contrato de trabalho com sólida oportunidade de progressão na carreira;
- salário base + sub. alimentação + sistema comissional sem limite máximo;
- formação inicial remunerada.

Se esta oferta for ao encontro das suas expectativas envie o seu CV com indicação do seu NIF para


, referindo a que oferta se candidata.

Vaga para médico veterinário

Procura-se médico veterinário com ou sem experiência para trabalhar em clínica de animais de companhia e/ou pecuária, na zona do alentejo, com possibilidade de realizar estágio profissional (ou outra modalidade de apoio à contratação - IEFP), com oportunidade para integrar quadro da empresa.

Enviar currículo para

, ou contactar 936 472 863 - URGENTE

sábado, 25 de agosto de 2012

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Imagens de Évora

Évora Perdida no Tempo - Igreja de São Francisco


Autor António Passaporte
Data Fotografia 1940 - 1959
Legenda Igreja de São Francisco
Cota APS0014 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Visita Guiada às Praças e Largos de Évora:


Visita guiada às Praças e Largos de Évora (história, lendas e devoções) 

Conduzidas por: Drª. Maria da Conceição Rebola e Drª. Maria Ludovina Grilo (CME) e Engº. Gonçalo Cabral (investigador local)
Data: 25 de agosto
Local: Ponto de encontro: Capela de S. Manços. Porta de Moura
Horário: 18:00

Esta é mais uma visita promovida pelo projeto “Évora, Percursos e Memórias - 25 Anos de Património da Humanidade, 25 Monumentos, 25 Lendas, Histórias e devoções”, que contempla a realização de visitas guiadas, uma por mês, a 25 edifícios emblemáticos da cidade, em percursos que, evocando a memória e a identidade da cidade, transportam os participantes para outras épocas e outras vivências.

Organização: Núcleo de Documentação da Câmara Municipal de Évora
Contacto: 266777000 (Ext. 1811 ou 1815) | cmevora.crebola@mail.evora.net

Évora Perdida no Tempo - Vista geral das Piscinas Municipais


Vista geral das Piscinas Municipais. Inauguradas em 1964, as Piscinas de Évora eram consideradas o melhor complexo de piscinas municipais do país.


Autor António Passaporte
Data Fotografia 1964 dep. -
Legenda Vista geral das Piscinas Municipais
Cota APS0046 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Capela dos Ossos


A Capela dos Ossos é um dos mais conhecidos monumentos de Évora, em Portugal. Está situada na Igreja de São Francisco. Foi construída no século XVII por iniciativa de três monges que, dentro do espírito da altura (contra-reforma religiosa, de acordo com as normativas do Concílio de Trento), pretendeu transmitir a mensagem da transitoriedade da vida, tal como se depreende do célebre aviso à entrada: "Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos". A capela, construída no local do primitivo dormitório fradesco é formada por 3 naves de 18,70 m de comprimento e 11m de largura, entrando a luz por três pequenas frestas do lado esquerdo.
As suas paredes e os oito pilares estão "decorados" com ossos e caveiras ligados por cimento pardo. As abóbadas são de tijolo rebocado a branco, pintadas com motivos alegóricos à morte. É um monumento de uma arquitectura penitencial de arcarias ornamentadas com filas de caveiras, cornijas e naves brancas. Foi calculado à volta de 5000, provenientes dos cemitérios, situados em igrejas e conventos da cidade. A capela era dedicada ao Senhor dos Passos, imagem conhecida na cidade como Senhor Jesus da Casa dos Ossos, que impressiona pela expressividade com que representa o sofrimento de Cristo, na sua caminhada com a cruz até ao calvário.






Évora Perdida no Tempo - Nave central da Sé de Évora


Autor António Passaporte
Data Fotografia 1940 dep. -
Legenda Nave central da Sé de Évora
Cota APS0214 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Africa Move - Concerto com Irmãos Makossa



Data: 22 de agosto
Local: Largo de São Vicente
Horário: 22:00
Entrada Livre


O duo Irmãos Makossa, o italiano e o angolano que encerraram o Festival Músicas do Mundo do ano passado, num ambiente contagiante. A cruzar raízes como poucos, os Irmãos Makossa são uma espécie de "autodidactas da procura de raridades".

Os Irmãos Makossa são Paolo e Nélson, apaixonados pela música africana. Inspirados por Fela Kuti, Manu Dibango, entre muitos outros, os seus “sets” são uma viagem fervilhante sobretudo por África, mas estendendo-se aos outros continentes. O afrobeat é o estilo favorito, mas também fazem incursões por afrofunk, highlife, chimurenga, makossa, soukous, semba, funaná, marrabenta, sons latinos e muito mais. “Music is a weapon” é o seu lema.




Organização: Colecção B, Associação Cultural

Apoios: Festival Escrita na Paisagem um projecto Colecção B, Associação Cultural uma estrutura financiada: Governo de Portugal, Secretário de Estado da Cultura, Direcção-Geral das Artes. Parceria com Fundação Eugénio de Almeida, CHAIA da Universidade de Évora. Apoios Municipais: Câmara Municipal de Évora (Festival Terras do Sol, InAlentejo 2007-2013, União Europeia). Apoio Media: DianaFm, O Registo

Évora Perdida no Tempo - Cálice barroco (Tesouro da Sé)


Autor António Passaporte
Data Fotografia 1940 - 1960
Legenda Cálice barroco (Tesouro da Sé)
Cota APS0291 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

“Isto não é um Filme” na Praça do Sertório



“Isto não é um Filme”, de Mojtaba Mirtahmasb e Jafar Panahi
2010 | Irão | 75 min. | M/12 | Documentário
Data: 21 de agosto
Local: Praça do Sertório
Horário: 22:00
Entrada Livre

Reconhecido como um dos mais importantes realizadores da atualidade, Jafar Panahi – cujos filmes examinam de forma crítica a realidade social do Irão - foi preso em sua casa em Março de 2010 e condenado a 6 anos de prisão em Dezembro do mesmo ano. Foi ainda proibido de fazer filmes durante os próximos 20 anos. Em prisão domiciliária e impossibilitado de filmar, Panahi decide "contar" um filme em vez de o "fazer". O resultado é um filme sobre o poder do cinema, sobre a censura, e sobre a liberdade de expressão.



Organização: Cineclube da Universidade de Évora | Pátio do Cinema - SOIR Joaquim António d’Aguiar | FIKE-Festival de Curtas Metragens de Évora | INATEL

Apoios: Câmara Municipal de Évora | Universidade de Évora | ICA/Ministério da Cultura | Rede Alternativa de Exibição Cinematográfica | INAlentejo | União Europeia

Évora Perdida no Tempo - Portal da Sala do Capítulo do Convento dos Loios


Autor António Passaporte
Data Fotografia 1940 - 1960
Legenda Portal da Sala do Capítulo do Convento dos Loios
Cota APS0037- Propriedade Arquivo Fotográfico CME

domingo, 19 de agosto de 2012

Assistentes para Linha de Apoio ao Cliente – Évora

A Reditus é a 3ª maior empresa tecnológica nacional, empregando actualmente cerca de 2000 colaboradores, nas áreas de Outsourcing de Serviços e Sistemas de Engenharia e Mobilidade.

Recrutamos Comunicadores para Serviço de Apoio ao Cliente:

Função:
Pretendemos profissionais para integrar a equipa que assegura a recepção, atendimento e registo das chamadas telefónicas de clientes, de forma clara, eficaz e com qualidade.

Requisitos:
- 12º ano como formação académica mínima;
- Boas competências comunicacionais;
- Boas competências informáticas;
- Pontualidade e assiduidade;
- Sentido de responsabilidade;
- Orientação para objectivos e para o cliente;
- Experiência profissional na área de atendimento a clientes (factor preferencial);
- Entrada imediata e disponibilidade para formação em horário de full-time;

Horários:
Part-time (4h/ dia) entre as 08h e as 22h;

Localização: 
Évora

Oferecemos:
- Integração numa empresa dinâmica e inovadora onde a progressão está indexada ao desempenho individual;
- Formação inicial remunerada;
- Condições de remuneração e incentivos compatíveis com a função em questão.

Candidaturas:
Visite-nos em: www.reditus.pt na secção de emprego – BPO, seleccionando o anúncio a que se pretende candidatar ou envie email para


com a referência: CalEv

sábado, 18 de agosto de 2012

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Convento da Cartuxa


O Convento de Santa Maria Scala Coeli, popularmente chamado Convento da Cartuxa é um edifício religioso situado na freguesia do Bacelo, na cidade de Évora, junto à estrada de Arraiolos, a cerca de 1km das Portas da Lagoa.
O vasto mosteiro, o primeiro da Ordem Cartusiana (de São Bruno) a ser construído em Portugal, foi fundado em 8 de Dezembro de 1587 pelo Arcebispo de Évora, D.Teotónio de Bragança. O edifício, situado junto ao elegante Aqueduto da Água da Prata, destaca-se pela sua bela fachada renascentista, em mármore, cuja autoria é atribuída aos famosos arquitectos Felipe Terzi e Giovanni Vicenzo Casali. No interior do templo, pode-se admirar o vasto cadeiral monástico e o grande retábulo de talha dourada do altar-mor. O claustro, com 98 metros em cada corredor, é o maior de Portugal.
Em 1834, os frades cartuxos abandonaram o Mosteiro, devido à expulsão das Ordens Religiosas. Perderam-se então muitas pinturas e a preciosa biblioteca, parte da qual está hoje na Torre do Tombo. Serviu de Escola Agrícola, até ser vendido a José Maria Eugénio de Almeida, entrando na posse da família dos Condes de Vilalva.
Já no século XX o convento foi restaurado por iniciativa do bisneto de José Maria, Vasco Maria Eugénio de Almeida (o instituidor da Fundação Eugénio de Almeida) que, em 1960, chamou de novo os frades cartuxos a habitá-lo, com o consentimento do Arcebispo de Évora, D.Manuel Trindade Salgueiro.
Vasco Maria morreu a seguir ao 25 de Abril, depois da ocupação de algumas das suas terras, sem herdeiros directos, ficando as propriedades de novo na posse dos Cartuxos.

Évora Perdida no Tempo - Templo Romano


Templo Romano

Autor António Passaporte
Data Fotografia 1940 - 1960
Legenda Templo Romano
Cota APS0297 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Évora - Colisão entre três viaturas faz sete feridos


Sete pessoas ficaram esta quinta-feira feridas, uma delas com gravidade, na sequência da colisão de três veículos ligeiros na Estrada Nacional 380, entre Évora e Alcáçovas, disse fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Évora.
Todos os feridos foram transportados para o Hospital Distrital de Évora.
Segundo a fonte do CDOS, o alerta foi recebido às 17h56 e estiveram envolvidos no socorro ao acidente 19 bombeiros da corporação de Évora, apoiados por sete viaturas e uma viatura médica de emergência e reanimação (VMER).

A nobre e monacal Pousada dos Lóios



A 27 de Março de 1965 a cidade embandeirava em arco com a inauguração da Pousada dos Lóios, instalada no antigo Convento do mesmo nome e erigido, este, sobre as ruínas do primitivo castelo medieval em finais do século XV. Quebrava-se, por fim, um hiato de duas décadas e meia durante o qual Évora não dispusera de uma unidade do género, que primasse pela alta qualidade e superior conforto. Preencher tal lacuna tornara-se urgente, porque entretanto, a cidade começava a concitar o interesse de turistas nacionais e estrangeiros, interessados em nela pernoitar ou prolongar a estadia para, a partir daqui, se lançarem à descoberta de outras terras espalhadas pelo distrito.

A construção desta unidade hoteleira de excelência integrou-se na segunda fase da rede “Pousadas de Portugal”, criada em 1940 pelo então Secretariado Nacional da Propaganda, dirigido por António Ferro, conhecido intelectual do Estado Novo. O objectivo inicial do projecto visava a promoção turística do país no estrangeiro, oferecendo um conjunto de alojamentos criados de raiz e disseminados pelo país, que se distinguisse pela prática de baixos preços, tendo por alicerce a qualidade dos serviços prestados, com especial atenção para a gastronomia, que devia aproximar-se o mais possível da tradição local. Assim nasceram as Pousadas Regionais, com um número reduzido de quartos e onde não era permitida a estadia por mais de três noites consecutivas, para garantir a rotatividade da ocupação.

António Ferro deixaria o cargo onde tão influente fora em 1949. Muitas coisas haveriam de mudar em relação aos propósitos inaugurais. A partir da década de 50 o conceito de Pousada alargou-se ao de “Pousadas Históricas”, como produto do desejo de salvar da ruína e do
esquecimento edifícios históricos (castelos, mosteiros e conventos), alguns deles Monumentos Nacionais, que vieram a ser recuperados com fundos do orçamento público e adaptados a funções hoteleiras. Foi neste contexto que se fez a reabilitação do Convento de S. João Evangelista, da Ordem secular dos Frades Lóios, de fundação portuguesa e cujos cónegos regrantes não faziam votos secretos. O edifício tinha sido mandado erguer em 1485 por D. Rodrigo Afonso de Melo, primeiro e único Conde de Olivença e governador de Tânger. Em finais do século XIX passou para a posse do Estado e veio a ser sucessivamente utilizado como estação telegráfica, escola, quartel, Direcção dos Monumentos do Sul (1937) e Arquivo Distrital de Évora (1947). Neste interim ganhou o estatuto de Monumento Nacional em 1922.

A intervenção efectuada, projectada a partir de 1957 pelo arquitecto Rui Ângelo do Couto, permitiu ao Convento, de grande valor artístico, recuperar a monacal atmosfera de antanho e restaurar os testemunhos pictóricos do nobre e esplendoroso tempo da sua fundação. Assim, a Pousada dos Lóios é actualmente uma unidade de grande requinte, estruturada durante os períodos gótico-manuelino-mudéjar e renascentista, em que tudo evoca de forma permanente a fase da lusa Idade de Ouro.

A Pousada dispõe de 31 quartos e 2 suites. Os quartos revelam-se um pouco acanhados, na opinião de alguns, dado que correspondem em dimensão às antigas celas dos monges, todas diferentes umas das outras, mas estão decorados a preceito e equipados com os requisitos da vida moderna: ar condicionado, mini bar, TV por cabo, secador de cabelo, cofre, roupões de banho e internet. Situam-se no primeiro andar e ainda suportam a presença de uma cama extra. A eles se ascende por uma monumental escadaria de mármore. Ali ficam igualmente as duas suites, mais espaçosas, mas que pouco ou nada divergem dos quartos em termos de conforto e equipamento.

Situam-se no piso térreo os compartimentos de maior valia arquitectónica. Neles decorria a vida diurna dos monges, mais terrena e menos contemplativa. Espectacular é o claustro - onde hoje são servidas as refeições em dias soalheiros - de arcadas geminadas e enobrecido pela porta da Sala do Capítulo (salão onde os cónegos se reuniam diariamente para ler um capítulo da Regra da Ordem e tratavam de todos os assuntos concernentes à existência da comunidade), de belos e adornados capitéis. Quando o clima o não permite as refeições, tal como os pequenos-almoços, realizam-se no antigo refeitório dos anacoretas. A antiga cozinha está transformada num bar especial onde se servem aperitivos e vinho da mais diversa qualidade e origem.

A oferta gastronómica perdeu a genuinidade de outros tempos, embora tenha qualidade e incorpore alguns elementos da região, tratados agora de forma mais sofisticada, provavelmente mais próxima do paladar internacional. A oferta vinícola é bastante boa mas desequilibrada nos preços, em certos casos francamente especulativos. Noutra perspectiva, a Pousada está também preparada para organizar coquetéis e banquetes. Para reuniões e conferências dispõe da Sala Império, antiga sala do D. Prior, revestida de pinturas murais e de retratos ovalados de grandes figuras da História de Portugal e em que cada mesa pode acolher 12 pessoas.

Também o restaurante pode receber outros eventos, pois tem capacidade para receber 50 pessoas em configuração de audiência.
De resto a Pousada tem uma pequena mas graciosa piscina e um jardim com esplanada. Nas suas imediações proporciona passeios de bicicleta, pedestres e de balão de ar quente, equitação, actividades de tiro e karting, entre outros. Para além do ambiente de luxo e requinte, a Pousada dos Lóios possui ainda uma localização privilegiada - ocupa posição central na chamada Acrópole
Eborense.

Texto: José Frota
Fotografias: Pousada dos Lóios

Évora Perdida no Tempo - Vista da Praça do Giraldo


Vista da Praça do Giraldo a partir da torre da Igreja de Santo Antão

Autor António Passaporte
Data Fotografia 1940 - 1950
Legenda Vista da Praça do Giraldo
Cota APS366 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Conheça as Piscinas Municipais de Évora

Évora Perdida no Tempo - Igreja do Salvador e correios


Igreja do Salvador e correios. Parte do Convento do salvador foi demolido para construção do edifício dos correios (1948) e para a abertura da Rua de Olivença (1951)


Autor António Passaporte
Data Fotografia 1951 -
Legenda Igreja do Salvador e correios
Cota APS0204 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Convento dos Remédios


O Convento de Nossa Senhora dos Remédios fica situado junto à Porta de Alconchel, freguesia de Horta das Figueiras, na cidade de Évora.
Esta casa religiosa foi fundada no ano de 1606, pelo Arcebispo de Évora D.Teotónio de Bragança, para os frades da Ordem dos Carmelitas Descalços. O convento, erguido extra-muros, caracteriza-se arquitectonicamente pelas linhas severas impostas pelo Concílio de Trento. Na fachada principal, ornada com o brasão eclesiástico do fundador, destaca-se a imagem de mármore de Nossa Senhora dos Remédios. O convento adoptou esta denominação porque os carmelitas descalços, ao chegarem a Évora (antes da edificação do convento) ocuparam a antiga ermida de Nossa Senhora dos Remédios (na Rua do Raimundo).
O interior da igreja apresenta um notável conjunto de talha dourada do estilo barroco-rococó, sendo uma das igrejas eborenses mais rica desta arte. Em 1792, deu-se neste convento o famoso caso da Beata de Évora.
Após 1834 (Extinção das Ordens Religiosas em Portugal), o edifício e cerca entraram em posse do estado, que em 30 de Maio de 1839 o cedeu à Câmara Municipal de Évora, para instalação do cemitério público. Para entrada do cemitério felizmente se aproveitou, do demolido Mosteiro de São Domingos, o grandioso portal de mármore (1537), atribuído ao escultor Nicolau de Chanterene.
Presentemente encontram-se instalados no antigo Convento o Conservatório Regional Eborae Musica, além de um núcleo museológico municipal.

Évora Perdida no Tempo - Claustro da Sé de Évora


Claustro da Sé Catedral de Évora

Autor António Passaporte
Data Fotografia 1940 - 1960
Legenda Claustro da Sé de Évora
Cota APS0223 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Moinho da Casinha


O Moinho da Casinha fica situado a Sul de Évora, a uma distância pouco mais de 4 Kms, a Este da linha de caminho de ferro que faz a ligação de Évora – Casa Branca, perto das instalações da EDIA. Está edificado numa pequena elevação com a cota de 241, é uma construção de dois andares, no interior ainda existe quase toda as engrenagens que fazia as mós trabalharem. A cobertura é a original, apesar de estar em degradação, o mastro encontra-se no seu lugar. É curioso o estado de conservação das madeiras ainda estarem em bom estado e não apresentarem deterioração nem podridão.
No cimo da porta encontra-se uma cruz em azulejo e no interior as mós encontram-se no seu local de origem. Na minha opinião é o moinho mais completo com o equipamento original existente em Évora.

Fonte: marcoseborenses.no.comunidades.net


Évora Perdida no Tempo - Caixa de Água da Rua Nova


Caixa de Água da Rua Nova

Autor António Passaporte
Data Fotografia 1940 - 1959
Legenda Caixa de Água da Rua Nova
Cota APS0030 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

domingo, 12 de agosto de 2012

Estágio para Empresa de Informática / Internet (M/F)

Empresa ligada à área da Informática/Internet oferece a possibilidade de estágio (não remunerado) com a duração de 1 a 3 meses.

Funções:
- Atendimento ao Público
- Trabalho Constante com um Software de Gestão de um Espaço de Internet
- Realização de Cópias, Impressões e Digitalizações
- Manutenção de Computadores
- Criação de Projectos para Dinamizar o Espaço
- Venda de Jornais e Revistas

Perfil do Candidato:
- Bons Conhecimentos de Informática
- Conhecimentos de Inglês
- Boa Capacidade de Comunicação
- Sentido de Responsabilidade
- Assiduidade e Pontualidade

Este estágio tem como objectivo dar ao candidato a possibilidade de entrar no mercado de trabalho, podendo prolongar-se a colaboração no final do mesmo, neste caso em condições contratuais diferentes.

Candidatura:
Os candidatos devem enviar o currículo para:



sábado, 11 de agosto de 2012

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

A História da Fábrica de Massas «Leões»



A “SAM - Sociedade Alentejana de Moagem, Lda.” criada em 1916 por iniciativa de um grupo de proprietários e lavradores, inaugura em 1917 uma das mais importantes fábricas existentes na região do Alentejo a “Fábrica dos Leões”. Foi a maior empresa industrial eborense, e depois de ter sido adquirida pelos industriais espanhóis radicados em Lisboa, Eugénio Alvarez e Manuel Alvarez y Rivera aumenta o seu capital social de 120 contos para 800 contos. Nesta altura a “Fábrica dos Leões”, já dava emprego a 137 operários.

Este conjunto industrial constitui uma das primeiras centrais termoeléctricas da moagem alentejana, representando um primeiro passo, provavelmente tardio, da industrialização do Alentejo. Anterior à «Campanha do Trigo», a fábrica constitui uma importante referência na indústria moageira nacional e detém um papel de relevo na história da região. Em termos de dimensão tratava-se da maior unidade industrial do Distrito de Évora, seguindo-se-lhe a “Empresa Industrial de Cortiças Eborense” que empregava 80 trabalhadores.

A “Fábrica dos Leões” dispunha de uma central termoeléctrica privativa, instalada em 1942 com 40 kW de potência, em 1947 passa a receber energia da Câmara Municipal de Évora e a partir de 1949 é fornecida pela “UEP - União Eléctrica Portuguesa”. Dispunha igualmente do seu próprio cais de carga e descarga de comboios. Na década de 70 do século XX a “Fábrica dos Leões” passa a designar-se “Fábrica de Massas Leões”

A “Fábrica de Massas Leões” encerrou em 1993 tendo sido adquirida pela Universidade de Évora em 1998. Os edifícios em parte recuperados, e no restante erguido de raiz com o projecto de Inês Lobo e Carrilho da Graça acolhe o “Complexo de Arquitectura e Artes Visuais” desde 2 de Novembro de 2008. Neste complexo foram instalados os cursos do Departamento de Artes Visuais, Escultura, Multimédia, Pintura e Design e o Curso de Arquitectura da Universidade de Évora.

Textos: José Leite

Évora Perdida no Tempo - Palácio de Dom Manuel


Palácio de Dom Manuel

Autor António Passaporte
Data Fotografia 1940 - 1950
Legenda Palácio de Dom Manuel
Cota APS353 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Convento de São Bento de Cástris


O Convento de São Bento de Cástris é um monumento nacional situado na freguesia da Malagueira, no concelho de Évora, a cerca de 2 km das Portas da Lagoa, na direcção de Arraiolos.

O Mosteiro de São Bento de Cástris, da Ordem de Cister, é o mais antigo mosteiro feminino a sul do Tejo, tendo sido fundado em 1274, por D.Urraca Ximenes. Esta vasta casa religiosa, erguida no sopé do Alto de São Bento (miradouro da cidade de Évora), ficou na história da crise dinástica de 1383-1385. À época era abadessa do Mosteiro D.Joana Peres Ferreirim, dama da família da Rainha Leonor Teles, a quem o povo chamava a Aleivosa. Segundo a crónica de Fernão Lopes, a pobre abadessa, que se escondera na Catedral, durante os tumultos da revolução do Mestre de Avis, foi depois arrastada pela multidão, sendo tristemente morta na Praça do Giraldo.

Do ponto de vista arquitectónico o convento é muito valioso, maracado pelo manuelino, especialmente nas abóbadas manuelinas da igreja, no vasto claustro, sala do capítulo e refeitório. No exterior, a sobreposição dos vários telhados, pavilhões e campanários dão ao conjunto um aspecto muito pitoresco.
Após seis séculos de existência, a vida monástica no convento terminou em 18 de Abril de 1890, com a morte da última freira, Soror Maria Joana Isabel Baptista. Entrando na posse do estado serviu de Escola Agrícola durante alguns anos. 

Entre a década de 1960 e 2005 albergou a secção masculina da Casa Pia de Évora. Presentemente encontra-se desocupado e devoluto, encontrando-se a sua integridade arquitectónica em perigo. Um dos sinos do Mosteiro foi roubado na madrugada de 6 de Março de 2011, tendo o imóvel, classificado Monumento Nacional, sido vandalizado.

O secretário de Estado da Cultura, Elísio Summavielle, anunciou em Beja, em maio de 2010, que o Museu Nacional da Música, a funcionar na estação do Alto dos Cucos do Metro de Lisboa, será transferido para o Mosteiro de São Bento de Cástris.

Évora Perdida no Tempo - Aqueduto da Água da Prata


Aqueduto da Água da Prata

Autor António Passaporte
Data Fotografia 1940 - 1960
Legenda Aqueduto da Água da Prata
Cota APS0193 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

A História do "Banco do Alemtejo"


O "Banco do Alemtejo" foi fundado em 6 de Fevereiro de 1875, com sede na Praça do Giraldo na cidade de Évora, com um capital social inicial de 1.200 contos de réis (1.200.000$000 réis) distribuído por 24.000 acções de 50 reis cada. A sua actividade tinha por objectivo «as operações de um banco de circulação, descontos e depósitos e todas as demais que forem próprias da sua natureza». Entre outras das mais destacadas teve a da emissão de notas. Foi um dos nove bancos nacionais que teve autorização para o fazer até à concessão da exclusividade ao Banco de Portugal.

A iniciativa da criação deste Banco partiu iniciativa dos negociantes locais: João Lopes Marçal, Eduardo de Oliveira Soares, José António Soares Pinheiro, António Lopes Horta e António Simões Paquete; os proprietários e lavradores José Sebastião Torres Vaz Freire, José Carlos Gouveia, e Joaquim de Matos Peres; os médicos José Lopes Marçal e Joaquim Henriques da Fonseca e os professores liceais José da Fonseca e Costa e João Augusto Calça e Pina. Os nortenhos eram cinco com ligações ao "Banco Comercial de Viana do Castelo" fundado em 1873.

Nesta cidade ficaram a existir, duas entidades bancárias: o "Banco Eborense" e o "Banco do Alentejo", ambos fundados em 1875, ainda que o primeiro tenha funcionado no ano anterior com a designação de "Caixa de Crédito Eborense". Segundo Hélder Adegar da Fonseca, «em meados do século destacavam-se em Évora duas instituições como importantes fornecedoras de dinheiro a crédito: a velha Misericórdia local e a Casa Pia». A necessidade da criação de bancos era entendida, nomeadamente pelos grandes lavradores, como uma necessidade de extrema urgência visando o empréstimo de dinheiro a prazo.

É assim, que surge a citada "Caixa de Crédito Eborense", em 1874 com sede na Praça de Sertório em Évora, dotada do capital social de 33 contos de réis dividido em 660 acções (50 mil réis cada) e destinada a receber depósitos sem juro, à ordem, e com juro, a prazo fixo, fazer empréstimos a corporações do distrito e realizar descontos de letras. Os resultados obtidos levam os homens fortes da sociedade – o referido investigador identifica os quatro principais como sendo o visconde da Esperança, os lavradores José Maria Ramalho Perdigão e José Joaquim de Moura Amaral e o negociante Manuel Eduardo de Oliveira Soares – a proceder ao aumento de capital que se irá fixar nos 1000 contos.

Na área da banca, finanças e seguros houve 5 registos, todos anteriores ao 28 de Maio de 1926. Para além do "Banco Eborense" (1875), do "Banco do Alentejo" (1875), foi registada a "Caixa de Crédito Agrícola Mútuo das Alcaçarias", a "Anselmo & Guerreiro" (1892) e, em 1916 a companhia seguradora “A Pátria”. A partir deste momento, não não se constituíram novas casas que negociassem com o dinheiro, embora o número de operadores na cidade de Évora não deixasse de aumentar até ao início dos nos 20 do século XX.

Em 1875 havia em Portugal 51 bancos, 21 do quais regionais, isto é, com sede fora de Lisboa e do Porto. Relativamente a esta “euforia” bancária : «Em 1875 chegou a Portugal a prática malsã da pletora bancária. Num curto período, exactamente de um ano, os estabelecimentos de crédito subiram de 26 para 51. Dir-se-ia que o dinheiro, seduzido por miragens de prosperidade fácil, corria, em marcha alucinada, apenas embrulhado numa única e suprema aspiração: fundar bancos sobre bancos»

Por sua vez, em 1889, o número de bancos havia baixado para 41, sobretudo os sediados em Lisboa e no Porto, dado que o número dos regionais só tinha descido para 18.

Em 1922 e 1923 existiam em Portugal 31 bancos, número que, em 1925, já havia diminuído para 24. Mesmo assim, tratava-se de um número exagerado, face ao evidente atraso do mecanismo económico e à defeituosa máquina bancária. Ainda nos anos 20 do século XX, certas casas bancárias transformaram-se em bancos, alguns dos quais, a partir de então, vieram a desempenhar um papel relevante na história bancária portuguesa, designadamente: Espírito Santos Silva & C.ª (1920); Pinto & Sotto Mayor (1925); Henry Burnay & C.ª (1926).

Não obstante se ter verificado um controle estatal mais rígido, com a Ditadura Militar (1926-1932) e com o Estado Novo (1933-1974), nos anos 30 do século XX o número de casas bancárias e banqueiros ainda ascendia a cerca de meia centena. Porém, pelos meados de 1950, já só havia, em Portugal continental, 18 bancos e 14 casas bancárias.

A 4 de Abril de 1972 o "Banco do Alentejo" incorpora a casa bancária "Almeida Basto & Piombino & Cª" estabelecida a 2 de Junho de 1881 na Rua do Ouro em Lisboa, a partir da casa bancária "Basto & Piombino".

O "Banco do Alentejo" foi absorvido em 10 de Dezembro de 1976, em virtude da vaga de nacionalizações da banca portuguesa decretada em Março de 1975, pelo "Banco Fonsecas & Burnay" (este resultado da fusão em 1967 do "Banco Burnay", ex-casa bancária Henry Burnay de 1875, e do "Banco Fonsecas, Santos e Vianna", ex-casa bancária fundada em 1861 por Francisco Isidoro Viana, tendo sido o último banco regional que sucumbiu à constituição dos grandes grupos económicos nacionais que entretanto se tinham criado em Portugal.

O "Banco Fonsecas & Burnay" foi adquirido em 1991 pelo BPI - "Banco Português de Investimento" fundado em 1981.

Textos: José Leite

Évora Perdida no Tempo - Ermida de São Brás


Ermida de São Brás

Autor António Passaporte
Data Fotografia 1940 - 1950
Legenda Ermida de São Brás
Cota APS334 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Estudo sobre Atividade Física em Évora

Évora Perdida no Tempo - Palácio dos Duques de Cadaval


Fachada do Palácio dos Duques de Cadaval

Autor António Passaporte
Data Fotografia 1940 - 1960
Legenda Palácio dos Duques de Cadaval
Cota APS335 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Moinhos do Alto de S. Bento











Os Moinhos do Alto de S. Bento situados a Noroeste da cidade, são os mais visitados tanto pela população local como pelos turistas, devido ao local onde se encontram.
A sua localização sendo situada na elevação mais alta da cidade com a cota de 367 metros, proporcionando a quem se lá desloca, uma vista deslumbrante sobre Évora.
Podendo avistar-se o Castelo de Évora-Monte, e ao cair da noite avistasse a iluminação das povoações vizinhas.
Este grupo de moinhos é constituído por cinco construções. Os moinhos 1, 2 e 3, construídos sobre uma enorme laje granítica, dois foram recentemente recuperados, onde o terceiro ainda se encontra sem cobertura, ambos com as suas paredes em alvenaria, os moinhos 1 e 2 possuem uma cobertura também em alvenaria em abobada não sendo as originais.
O moinho 4 encontrando-se nas traseiras dos três primeiros num local ligeiramente inferior, é construído também em alvenaria, não tem cobertura e está em degradação, podendo ver-se neste moinho vestígios do anel de mármore, constituído por duas calhas onde iria assentar o seu tejadilho. Junto a este moinho encontra-se a casa do moleiro, esta também em ruínas.O Moinho 5 encontra-se dentro de uma propriedade, é uma construção de dois pisos em alvenaria estado em bom estado de conservação.


Fonte: marcoseborenses.no.comunidades.net

Évora Perdida no Tempo - Custódia Gótica (Tesouro da Sé)


Custódia Gótica (Tesouro da Sé Catedral)

Autor António Passaporte
Data Fotografia 1940 - 1960
Legenda Custódia Gótica (Tesouro da Sé)
Cota APS0285 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

domingo, 5 de agosto de 2012

Precisam-se de Médicos Especialistas em Medicina Interna para Évora

A Sucesso24horas pretende recrutar para Instituição Pública de Saúde na zona de Évora, Especialistas de Medicina Interna para realização de serviço de urgência.

Requisitos:
- Especialidade reconhecida pela Ordem dos Médicos;
- Alguma disponibilidade horária;
- Experiência profissional comprovada.


Se tem o perfil indicado e disponibilidade envie o seu CV para


ou ligue para 915656054

sábado, 4 de agosto de 2012

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

A História do Salão Central Eborense


O “Salão Central Eborense”, em Évora, iniciou a sua actividade como animatógrafo no dia 23 de Setembro de 1916, resultado de uma adaptação de uma barracão anexo ao «Hotel Eborense» pelo seu proprietário José Augusto Annes.

Este edifício era composto por quatro pisos, integrando um restaurante e salas de recreio sendo a sua lotação de 784 espectadores distribuídos por: 308 na plateia, 264 na geral e 212 nas frisas e sendo servido por energia eléctrica produzida a partir de gerador próprio. Em 1922 a sala de espectáculos sofre remodelações para poder receber companhias e artistas além das sessões de cinema, com projecto, provavelmente da autoria de José Oreiro Teixeira, pelo que em 23 de Julho de 1923 o “Salão Central Eborense” reabre as suas portas como cine-teatro. Em 1931 o “Salão Central Eborense” estreia o cinema sonoro em Évora.

Em 1943, o “Salão Central Eborense”, já propriedade D. Judith Sanches de Miranda decide entrar em obras após ter sido chumbado numa vistoria de 1934 sendo a única sala de cinema em Évora pelo que é decidido avançar com novas obras que permitam melhorar as instalações de forma a proporcionar uma melhor comodidade e segurança dos espectadores tendo para tal sido escolhido o arquitecto Francisco Keil do Amaral que já tinha sido responsável pelo projecto de arquitectura da presença de Portugal na Exposição Internacional de Paris, em 1937. A nova sala é inaugurada em 1 de Novembro de 1945.

Já existia, entretanto, outro local de projecção de filmes em Évora mas este ao ar livre: o "Éden Esplanada" que foi durante quarenta anos o único cinema ao ar livre desta cidade, tendo ocupado o espaço do demolido Convento de Santa Catarina. O projecto da renovação do "Salão Central Eborenese" incidiu sobretudo, e por condição contratual nos alçados, não deixando contudo de alterar profundamente o seu interior, o qual é constituído por um foyer, dois átrios e necessárias instalações técnicas (projecção) e de serviço (sanitários); o palco, em relação à edificação anterior, transita do extremo nascente para poente; contudo a profundidade do palco é exígua, o que reduz a sua utilização para o teatro. A lotação passa a ser de 548 lugares assim distribuídos: 324 na plateia, 214 no balcão e 10 nas frisas.

A 27 de Dezembro de 1945, Carlos Porfírio estreia o seu primeiro filme “Sonho de Amor”, no "Salão Central Eborense". Depois da ante estreia deste filme em Évora, este só estrearia em Lisboa a 25 de Agosto de 1948. Os actores eram: Maria Eduarda Gonzalo, Ramiro da Fonseca, Bárbara Virgínia e Olavo de Eça Leal.

Nos anos que se seguiram, a afluência aos espectáculos cinematográficos no “Salão Central Eborense” decai devido à conquista desse público pela televisão, que cada vez mais se tornava acessível à maioria da população, e nos anos 80 com a abertura do cinema Alfa em Évora, mais confortável e com uma melhor qualidade de filmes e imagem, e, por último, com a disseminação do gosto pelos vídeo-clubes; as dificuldades de manutenção deste espaço aumentam e, já no seu derradeiro final, as fitas passadas são exclusivamente do foro pornográfico; em 1988 encerra definitivamente as suas portas à actividade cinematográfica.

Nos anos que se seguem, a “Empresa Manuel Themudo Baptista” arrenda este espaço com o consentimento da Câmara Municipal de Évora a outras entidades: uma rádio local, uma seita religiosa, etc. Em 1996, e após algumas dissensões com o proprietário em relação à compra do imóvel, este é finalmente adquirido pela Câmara Municipal de Évora. Desde esse período e devido à falta de verbas que permitam a recuperação do espaço, este tem vindo progressivamente a deteriorar-se face às condições climatéricas, falta de limpeza e vandalismo.

Textos: José Leite
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