quarta-feira, 31 de outubro de 2012

"Música no Inverno" no Convento dos remédios


Concurso: Árvores de Natal Recicladas




As inscrições ao concurso terão de ser realizadas através de preenchimento e envio de um Formulário disponível online (em baixo) ou no Ponto Jovem – Espaço Municipal da Juventude, até dia 20 de Novembro  de 2012. 


Consulte as Normas de Participação e a Ficha de Inscrição em baixo nos documentos para download.



terça-feira, 30 de outubro de 2012

"Remendos" de Thérèse Collins no Teatro Garcia de Resende




Dia 4 de Novembro, às 21h30
Teatro Garcia de Resende
  
Classificação etária> 12 anos
  
 
Inês é uma jovem irreverente, cheia de vida e energia. A jovem mais bonita da aldeia. Assim, não é estranho que os olhos do filho da família mais abastada das redondezas se tenham fixado nela. O coração de Inês, esse, já tem dono.   Terá ela força para impedir o casamento, o seu casamento, arranjado pelos pais de ambos?   Como poderá esta jovem sobreviver e vingar no mundo para o qual sente que está a ser arrastada? Manipulada e presa por aqueles que a rodeiam, conseguirá ela erguer-se com sucesso das suas humildes raízes e lutar para que a sua filha tenha uma vida diferente, livre das regras da família, onde possa escolher que rumo seguir, quem amar? Quem dá as cartas neste jogo e qual a melhor altura para se fazer a jogada?  Uma coisa é certa: alguém vai perder e quando isso acontecer o mais certo é que perca tudo.  A vida de Inês está sob o olhar atento de uma comunidade que julga e leve as suas presas ao seu limite, empurrando-as para o abismo.  Haverá esperança para ela? 
  
Mas onde se esconde um segredo do qual não se pode falar?  Até onde se pode passar por cima de tabus sociais para manter a paz? Onde se guardam pensamentos que não queremos que mais ninguém ouça? 
  
A música e as emoções levam-nos numa viagem comovente e divertida, mas dolorosa emocionalmente que nos transporta para a mente conturbada de uma mulher. A sua vida apresentada dentro e fora de uma realidade bamboleante, entre o real e surreal.


  
Texto: Thérèse Collins 
Encenação: Paulo Duarte
Direcção musical: Ricardo Rocha e Carlos Adolfo 
Interpretação: Abel Duarte, Eduardo Correia, Isabel Pinto, Paulo Freitas e Rebeca Cunha Cenografia e figurinos: Ana Limpinho 
Costureiras: Capuchinhas CRL e Maria do Carmo Félix
Construção de cenários: Carlos Cal 
Assistência à construção de cenários e cenografia: Maria da Conceição Almeida 
Desenho de luz: Paulo Duarte 
Operação: Técnica: Carlos Cal e Paulo Duarte  
Direcção de produção: Paula Teixeira 
Assistência à produção: Susana Duarte 
Assessoria de imprensa: Paula Teixeira e Susana Duarte 
Tradução: José Miguel Moura  
Cartaz: Helen Ainsworth
  
Organização: Cendrev, no âmbito da Rede “CULTURBE – projecto que reúne Braga, Coimbra e Évora”
  

Évora Perdida no Tempo - Homem junto ao monumento dedicado ao Dr. Barahona


Homem no Jardim Conde de Schomberg (mais conhecido como Jardim de Diana) junto ao monumento dedicado ao Dr. Francisco Eduardo de Barahona Fragoso Cordovil da Gama Lobo, benemérito eborense. A inauguração ocorreu em 7 de Julho de 1908.


Autor Desconhecido/ não identificado
Data Fotografia 1908 - 1911
Legenda Homem junto ao monumento dedicado ao Dr. Barahona
Cota CME0009 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Halloween Parade na Praça de Giraldo




O evento incluirá a apresentação de uma coreografia -“Thriller”- pela professora Joana Freitas e seus alunos, uma mostra de vassouras de Halloween e um desfile na Praça do Giraldo e ruas adjacentes.

Esta iniciativa  é organizada pela Câmara Municipal de Évora e pelo Agrupamento de escolas nº 3 de Évora e desenvolve-se no âmbito do Inglês (como Atividade de Enriquecimento Curricular ou disciplina), envolvendo alunos e professores do 1º, 2º e 3º ciclos.

A promoção deste evento destina-se a celebrar uma data significativa da cultura anglo-saxónica e, consequentemente, a desenvolver o gosto pela língua inglesa e a possibilitar o convívio entre alunos e professores de ciclos de ensino diferentes, enquanto condições essenciais para a articulação curricular vertical.

domingo, 28 de outubro de 2012

Tourada hoje em Évora



sábado, 27 de outubro de 2012

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Jovens intoxicados após fumarem produto de 'smart shop'




Um rapaz de 17 anos e uma rapariga de 15 foram assistidos nas últimas 48 horas no Hospital de Évora depois de terem, alegadamente, fumado um produto comprado numa ‘smart shop’, revelaram hoje fontes da escola e da PSP.

A directora da Escola EB 2/3 Conde de Vilalva, Maria de Lurdes Batista, contou à agência Lusa que os dois alunos do estabelecimento de ensino sofreram intoxicações e tiveram de ser assistidos no hospital da cidade.
Esta manhã, "um rapaz de 17 anos sentiu-se mal psiquicamente e fisicamente", que "nem se segurava de pé", e, na quinta-feira, foi uma rapariga de 15 anos que ficou "praticamente inanimada", relatou.
"A miúda passou a noite no hospital e só hoje de manhã é que saiu", acrescentou.

A directora da escola disse suspeitar que haja "ligação entre os dois casos", já que os dois jovens, apesar de frequentarem turmas diferentes, eram "amigos ou pelo menos conhecidos".

Maria de Lurdes Batista adiantou que vai fazer uma comunicação aos pais dos alunos da escola para os informar sobre os perigos que representam os produtos vendidos nas ‘smart shops’ e pretende organizar uma sessão destinada aos jovens sobre o mesmo assunto.

O comandante distrital da PSP, o intendente Raul Glória Dias, adiantou que o rapaz terá fumado um produto designado como ‘Cm21’, que nas ‘smart shops’ é "vendido como incenso".
"A rotulagem do produto diz que não é para consumo humano", mas o jovem estaria alegadamente a fumar, realçou o responsável.

Fonte: Correio da Manhã

"Auto da Barca do Inferno" no Teatro Garcia de Resende




Produção da Companhia de Teatro de Braga
Dia 26 de Outubro em cena no Teatro Garcia de Resende

Sessões às 15h00 (para grupos escolares)
e às 21h30 (para o público em geral)
  
7 tentativas | 2 portas para entrar no paraíso
  
Se Gil vicente é reconhecidamente o fundador da dramaturgia portuguesa é, também, pela natureza das suas funções e antes do tempo, o primeiro encenador português, no conceito moderno do termo. Na passagem para a renascença ia implícita na ideia de autor, a ideia da realização verbal e plástica. E Gil Vicente era, segundo alguns, "director de espectáculos e contra-regra das festas da Corte". Tal significa que trabalhou com elementos não-verbais do teatro. É factual que essa função implicava a organização de eventos.
  
Sinto, nesta volta a Gil Vicente, uma força que emana do jogo de palavras, da teatralidade que subjaz ao corpo dos actores. Uma energia que puxa para a liberdade de criação, liberta pela palavra e pelo corpo. Há uma teatralidade na Palavra Vicentina. E isso implica um ritmo próprio, um tempo único e um espaço (digo aqui dimensão do mesmo, distância entre elementos cénicos fundamentais, entre os actores). E a procura criativa sobre esta conjugação de Unidades gera, em si mesmo, um léxico que é preciso descobrir em Gil Vicente.
Há cada vez mais para "Descobrir" e muito para "Compreender" na Obra e no Autor. E se é verdade que Gil Vicente, tal como Dante, se deleitava mais em condenar do que em salvar, é verdade que a mais significativa da "chamada Trilogia das Barcas" é exactamente a do Inferno, o que não deixa de ser ainda mais estimulante.
E se os Autos eram representados na Corte por alturas Festivas: Casamentos, baptizados... como "entender" este Auto de Cadáveres?

Rui Madeira
  
SINOPSE:
Será que a maledicência, o orgulho, a usura, a concupiscência, a venalidade, a petulância, o fundamentalismo, a inveja, a mesquinhez, o falso moralismo cristão...têm entrada directa no Paraíso? Ou terão de passar pelo Purgatório? Ou vão directamente ao Inferno? E a pé, de pulo ou voo? 
Aliás, onde fica e como designamos o Lugar onde estamos? E que paraíso buscamos?
Uma revisão da CTB, em demanda da modernidade sobre o texto Vicentino e o prazer do jogo teatral.
Um espectáculo sobre a nossa memória identitária.
  
FICHA ARTÍSTICA:
Autor: Gil Vicente
Encenador: Rui Madeira
Actores: Alexandre sá, André Laires, Carlos Feio, Giovana Sgarbi, Jaime soares, Rogério Boane e Solange sá
Figurinos: Sílvia Alves
Desenho de Luz: Fred Rompante
Espaço Cénico: Rui Madeira
Desenho de Som: Pedro Pinto
Fotografia: Manuel Correia, Paulo Nogueira
Grafismo: Carlos Sampaio
  
Organização: Cendrev- Centro Dramático de Évora, no âmbito da Rede "CULTURBE - um projecto que reúne Braga, Coimbra e Évora


Câmara de Évora entregou Galardão Eco-Escolas




A Vereadora da Câmara Municipal de Évora, Cláudia Sousa Pereira, acompanhada da Chefe de Divisão de Gestão de Equipamentos de Ação Educativa, Helena Ferro, deslocou-se esta semana às escolas para entregar o Galardão Eco escolas 2012, que a autarquia recebeu recentemente numa cerimónia que a Associação Bandeira Azul da Europa realizou em Gondomar.

O Galardão consistiu na Bandeira Verde e no certificado que atesta que a referida escola obteve o título de Eco escola em reconhecimento do trabalho desenvolvido no ano letivo de 2011/2012 em benefício do ambiente e sustentabilidade.

De acordo com a Associação que em Portugal é responsável por este prémio, o Eco escolas é um programa internacional da Foundation for Environmental Education, desenvolvido em Portugal desde 1996, que visa encorajar ações e reconhecer o trabalho de qualidade desenvolvido pelas escolas, no âmbito da Educação Ambiental/EDS.

Fornece fundamentalmente metodologia, formação, materiais pedagógicos, apoio e enquadramento ao trabalho desenvolvido pela escola. Depois de inscritas, as escolas da rede recebem um conjunto de informações e orientações facilitadoras da implementação do programa. Diversas autarquias apoiam este programa, entre elas a Câmara de Évora, e com ele as escolas participantes do seu concelho.

No ano letivo de 2011/2012, inscreveram-se no concelho de Évora 12 escolas, tendo recebido o galardão seis destas: EBI/JI da Malagueira; EBI André de Resende; EB 2,3 Conde Vilalva, EB1 da Comenda, EB 2,3 de Santa Clara e Centro de Atividade Infantil de Évora.

À margem da visita, a Vereadora Cláudia Sousa Pereira falou da importância deste programa, nomeadamente pelo facto de “ter já uma certa monitorização, ou seja não é um galardão que é atribuído por critérios vagos, nem superficiais, é efetivamente atribuído porque naqueles locais a prática ecológica se cumpre - há preocupação com atitudes ecológicas e cívicas”.  

Destacou ainda uma vantagem mencionada pelas escolas que aderiram e muito importante nos dias que correm, que incide na vantagem da sustentabilidade não ser só ambiental, mas também económica, indicando por exemplo que “só na aquisição de materiais de desgaste, com o aproveitamento de cartão, de plástico, enfim de tudo aquilo que à partida seria considerado lixo, poupa-se imenso no material que depois se transforma em material pedagógico”.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Évora Perdida no Tempo - Lago do Jardim Público


Autor Desconhecido/ não identificado
Data Fotografia 1900 - 1960
Legenda Lago do Jardim Público
Cota CME0150 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Évora Perdida no Tempo - Ruínas Fingidas, no Jardim Público


Ruínas Fingidas, no Jardim Público (as janelas e portais mudejares foram trazidas do Palácio dos Condes de Vimioso). A datação desta imagem foi inferida a partir de um conjunto de imagens idênticas, pertencentes à Colecção Grupo Pró-Évora.

Autor Desconhecido/ não identificado
Data Fotografia 1905 - 1920
Legenda Ruínas Fingidas, no Jardim Público
Cota CME0267 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Exposição do MDM sobre Saúde Sexual e Reprodutiva



A inauguração da exposição "Saúde sexual e reprodutiva - Ontem e Sempre", promovida no âmbito do projeto Saúde da Mulher - Construir a Igualdade, teve lugar esta semana, no Edifício dos Paços do Concelho de Évora e ficará patente até ao dia 26 de Outubro, seguindo depois para os outros dois concelhos do projeto: Arraiolos e Montemor-o-Novo. 

Coordenada tecnicamente pelos médicos João Alves Pimenta e Margarida Sim-Sim (que fizeram a visita guiada), esta exposição contou também na sua inauguração com a participação do Presidente da Câmara Municipal de Évora, José Ernesto d’ Oliveira, da responsável pelo Núcleo de Évora do MDM, Jesuína Pedreira e da responsável nacional, Regina Marques.

Esta mostra é organizada pelo Movimento Democrático das Mulheres (MDM) com o apoio da Câmara Municipal de Évora, entre outras entidades. Deriva de uma candidatura, financiada pelo Programa Operacional Potencial Humano (POPH) e apoiada pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG), que permitiu desenvolver, entre 2010 e Outubro de 2012, o projeto «Saúde da Mulher- Construir a Igualdade», nos concelhos de Évora, Montemor-o-Novo, e Arraiolos, assinalando agora esta exposição o seu culminar. 

Segundo os seus organizadores, o referido projeto tem entre os seus objetivos, nomeadamente a promoção de uma sexualidade saudável e responsável para mulheres e homens ao longo do seu ciclo de vida e a promoção da educação sexual na comunidade e nas escolas. Tal exposição é, em si mesma, parte dos caminhos e desafios que são rasto deste projeto.

Jesuína Pedreira agradeceu a presença de todos e o trabalho dos mais diretamente envolvidos, bem como apoio prestado por pessoas e entidades, nomeadamente pela Câmara Municipal de Évora, apresentando os oradores e explicando no fundamental o que foi o projeto e sua importância para a comunidade.

“Os resultados do projeto foram muito positivos e mostraram-nos que há ainda muito por fazer e por essa razão temos duas candidaturas apresentadas e esperamos a sua aprovação para continuar a intervir”, considerou a responsável do MDM em Évora, indicando também com satisfação as mensagens de felicitações por esta exposição de entidades que não puderam estar presentes.

O Presidente da Câmara Municipal de Évora deu as boas vindas e frisou a importância desta exposição, considerando que a maternidade não diz respeito apenas às mulheres, mas é um tema que deve ser partilhado no quadro das relações, da família e da assunção de responsabilidades e compromissos que envolve”.

Recordou a história desta temática em Évora a partir dos anos 60 do século XX com a chegada do Dr. Alves Pimenta e outros técnicos ao Hospital de Évora e o seu trabalho meritório para melhorar esta área em Évora, um trabalho depois continuado por outros profissionais e cujos resultados estão à vista com a diminuição considerável da mortalidade de crianças e também a obtenção de serviços de significativa importância e qualidade na área dos cuidados materno-infantis nesta região do interior do País.

“Esta iniciativa, de fazer reviver e acima de tudo de se continuar a refletir sobre este tema da saúde reprodutiva com tudo aquilo que lhe está associado, é excelente e quero felicitá-la, bem como à estrutura local e nacional do MDM”, considerou o autarca, também ele médico nesta área da saúde, realçando também a importância para a Câmara de acolher tal mostra.

Regina Marques falou sobre o trabalho desenvolvido no âmbito do projeto que também deu origem a esta exposição, assim como sobre os objetivos e resultados alcançados, realçando também a importância da luta das mulheres ao longo dos tempos no que concerne à saúde sexual e reprodutiva.

Destacou também o valor das estruturas do Serviço Nacional de Saúde e dedicação dos seus profissionais que permitiram uma assistência condigna e atingir resultados tão relevantes nesta área, como por exemplo menos mortalidade infantil e materna.

“Esta exposição é para lembrar o passado - o ontem - mas também que o futuro não pode ser pior, é uma questão de sempre e nós queremos bons serviços, boas escolas de enfermagem, boa formação e condições para os profissionais de saúde, porque é fundamental que se sintam bem e motivados para intervir e ajudar as mulheres”.

Deixou ainda uma palavra sobre lutas como a Lei do Planeamento Familiar, a Lei da IVG e aspetos que há que ter em atenção e incentivou todos a continuarem o debate sobre tais questões no sentido de serem aperfeiçoadas e sobre a necessidade de defesa do Serviço Nacional de Saúde, de crucial importância para o desenvolvimento humano.


domingo, 21 de outubro de 2012

sábado, 20 de outubro de 2012

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Música para Bebés - Babelim pela Companhia de Música Teatral



A Associação Eborae Mvsica promove, em Outubro, no dia 20, sábado, às 18h00 e no dia 21, domingo, às 11h00, no Convento dos Remédios, o espetáculo Babelim, pela Companhia de Música Teatral de Lisboa, sob a direção de Paulo Maria Rodrigues. 

Este espetáculo é recomendado para famílias com crianças até 3 anos de idade. Babelim é uma experiência artística centrada na música e no movimento. É uma obra aberta que conjuga quadros contemplativos e momentos participativos, e resulta do trabalho de exploração, fruição e investigação realizado com pais e bebés, educadores e artistas. É um lugar de liberdade, partilha e autenticidade, de cruzamento de percursos, forma de festejar o ”momento presente” através da música, da voz e do corpo. Babelim é uma linguagem. 

É também um lugar. Uma paisagem, um conjunto de quadros sonoros e visuais. Em Babelim, o piano é elemento central - útero ressoador e másculo, ponto de partida para um fluxo de comunicação entre todos, envolvendo a participação de várias pessoas, bebés, crianças e adultos, artistas profissionais e a própria audiência. Babelim é um termo inventado para designar a forma de comunicação que precedeu a linguagem. Feita de sons, imagens, movimentos, falado/cantado/dançado pelas pedras, plantas, animais e humanos. Perdeu-se com o tempo e com a pressa de nos tornarmos grandes.


Bilhetes e reservas a partir de dia 12 de Outubro, no Conventos dos Remédios, no horário 9h30-12h30 e 14h30- 18h30, no dia 20 a partir das 16h00 e no dia 21, a partir das 9h00, telefone 266746750.
Mais informações pelos telefones 266746750, 965740270 e e-mail: eboraemusica@mail.evora.net

A Conceção do espetáculo é da Companhia de Música Teatral de Lisboa; Música, Direcção Artística de Paulo Maria Rodrigues, Criação Plástica de Ana Guedes, Artistas convidados: Pedro Ramos e Sara Costa, Coordenação Geral de Helena Rodrigues.A Companhia de Música Teatral destaca-se no panorama musical nacional e internacional pelo pioneirismo das suas intervenções artísticas junto das faixas etárias mais precoces. 

Originalmente alicerçado em bases da teoria da aprendizagem musical de Edwin Gordon, o trabalho da CMT tem-se distinguido pela criação de novas propostas artísticas dirigidas à infância e à comunidade, resultantes do cruzamento de elementos vindos da actividade artística, da investigação académica, da prática educativa e do conhecimento tecnológico. A difusão do conhecimento e a criação de novas perspectivas relativas à educação é também uma face importante do trabalho da CMT que disponibiliza um conjunto de suportes educativos de forma articulada com a sua produção artística. Os seus trabalhos têm sido apresentados em Portugal, Espanha, Polónia, Estados Unidos da América, Alemanha e Lituânia. 

A Associação Eborae Mvsica é uma estrutura financiada pela Secretaria de Estado da Cultura, Direcção Geral das Artes e Direcção Regional da Cultura do Alentejo e tem o apoio da Câmara Municipal de Évora. Estes espetáculos têm o apoio de Opus Tutti

Grupo de Música Tradicional Africana - "Bossamorna"





Adenilda Munguambe -------  Voz, Trombone
Vicente Fortes -------------------  Contrabaixo, Baixo eléctrico
Airton Mendes -------------------  Cavaquinho
Nuno Fernandes ----------------  Guitarra, voz, baixo


DATA: 20 de Outubro 2012
LOCAL: A Bruxa Teatro, espaço Celeiros, Rua do Eborim nº 16
HORÁRIO: 22h
TEL.: 266 747 047
EMAIL: abruxateatro@gmail.com
ORGANIZAÇÃO: A Bruxa Teatro/ Acolhimento
BILHETES: 3€




13º Encontro Internacional de Arte Jovem


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Évora Perdida no Tempo - Demolição do Convento de Santa Mónica


Autor Desconhecido/ não identificado
Data Fotografia 1890 - 1925
Legenda Demolição do Convento de Santa Mónica
Cota CME0182 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Encontro Nacional da rede Territorial Portuguesa das Cidades Educadoras




“Cidades Educadoras como expressão da vontade coletiva”
Évora | 19 de outubro | 2012

Programa

Palácio D. Manuel
10h00 - Receção dos participantes
10h30 – Boas-vindas, pelo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Évora
10h45 – Conferência: “Cidades Educadoras como expressão da vontade coletiva”
Professor Silvério Rocha e Cunha| Professor Associado da Universidade de Évora

11h30 – Coffee-break

11h45 – Reunião da RTPCE

Ordem de trabalhos:
1. Informações
2. V Congresso Nacional da RTPCE – comunicação do Município organizador após análise das candidaturas por parte da Comissão de Coordenação;
3. Comissão de Coordenação da RTPCE (2010-2012) – breve avaliação do mandato;
4. Comissão de Coordenação da RTPCE (2012-2014) – análise de candidaturas e eleição;
5. Exposição Itinerante e Seminário da AICE em Lisboa – ponto de situação;
6. Plano de Atividades da RTPCE:
a. Grupos Temáticos
b. Exposição Itinerante RTPCE
c. Boletim

Monte Alentejano
13h00 - Almoço

Convento dos Remédios
14h30 –Visita ao Convento dos Remédios
15h15 – Oficina das Oralidades

NOTA: Após o coffe-break, os trabalhos são exclusivamente dirigidos aos municípios membro da RTPCE

terça-feira, 16 de outubro de 2012

As Concessões Régias ao Liceu Nacional de Évora





O uso do traje académico (capa e batina), em determinadas alturas do ano, é actualmente prática comum em diferentes Universidades do país. Trata-se da generalização de uma tradição que, tendo sido mercê concedida “ in illo tempore” aos estudantes universitários de Coimbra, apenas se veio a tornar extensiva, por concessão real de 27 de Outubro de 1860, aos alunos do Liceu Nacional de Évora, entretanto extinto no ano de 1977.

O estabelecimento de ensino secundário eborense abriu portas no dia 14 de Outubro de 1841, cinco anos depois do ministro Manuel da Silva Passos, mais conhecido por Passos Manuel, ter determinado a criação de Liceus em todas as capitais de distrito. O mesmo veio a ser alojado no rés-do-chão do majestoso edifício da antiga Universidade dos Jesuítas, fundada em 1579 e encerrada exactamente dois séculos depois, em consequência da expulsão dos membros daquela ordem religiosa, a mando do Marquês de Pombal.

No seu primeiro ano de funcionamento o Liceu registou a matrícula de 17 alunos em regime de internato. O número de estudantes foi subindo progressivamente, atingindo, em 1860, os 110. Ao fim de duas décadas o espírito académico consolidara-se e os estudantes haviam ganho consciência de que, bem vistas as coisas, o Liceu era até certo ponto o sucedâneo da antiga Universidade, e eles os herdeiros legítimos das suas tradições. Ainda nesse ano endereçaram um pedido ao reitor para que intercedesse junto do Rei no sentido de lhes ser concedido o uso do traje académico, historicamente descendente das roupas eclesiásticas. Recorde-se que na Ideia Média era quase só o clero que estudava e leccionava.

Ora o reitor João Rafael de Lemos, que era igualmente administrador do concelho de Évora e muito conhecido como político e homem de acção, levou ao conhecimento de D. Pedro V a pretensão dos seus alunos. Poucos acreditaram que o seu desejo vingasse junto das instâncias superiores. Mas o mesmo veio a ser deferido, para gáudio de professores e estudantes. A 18 de Julho de 1861 a reitoria mandava publicar o seguinte:


EDITAL
João Rafael de Lemos, comissário dos estudos do distrito de Évora e reitor do Liceu Nacional desta cidade, por S. Magestade (sic) o Senhor D. PedroV, (...) faz saber que:

Os alunos do Liceu Nacional desta cidade são obrigados a apresentarem-se em todos os actos escolares com o vestido talar académico, cujo uso lhes foi concedido pela Portaria do Ministério do Reino de 27 de
Outubro de 1860, sob pena de serem riscados do livro de matrículas os contraventores.
E para que chegue a notícia aos interessados (...)

Évora, 18 de Julho de 1861
O comissário de estudos e reitor do Liceu
João Rafael de Lemos



Quase um ano mais tarde, a 14 de Julho de 1862, o reitor via-se compelido a emitir novo edital, que na prática mais não era que uma cópia do teor do primeiro, acrescida de esclarecedora especificação: «...bem como não é lícito a qualquer indivíduo, não matriculado neste liceu, o uso dentro da cidade de Évora, dum vestido talar que, por mercê especial, foi concedido aos alunos daquele liceu por Portaria do Ministério do Reino de 27 de Setembro de 1860; incorrendo na penalidade das leis do reino os que violarem esta proibição».

A concessão do uso do traje académico arrastava consigo outra – a do direito à posse de hino próprio. Foi o insigne cidadão eborense Joaquim Sebastião Limpo Esquível que se encarregou de compor a música. Aproveitando a circunstância de estar por essa altura na cidade o poeta João de Deus, bacharel em Direito, alguns cavalheiros, como ao tempo soía dizer- se, apelaram junto dele para se dignar fazer e oferecer um hino para a melodia composta.

Antes, porém, já os estudantes se haviam antecipado, fazendo idêntica solicitação ao lente do 2º. e 3º. anos de latim do Liceu, Manuel Martiniano Marrecas, gramático de notoriedade nacional, homem de grande probidade moral e intelectual, e conhecido popularmente pelo “Perna de Pau”, devido à mutilação de um membro inferior sofrida na guerra civil de 1832-1834. Foi a letra deste último a escolhida e sancionada, primeiro pela reitoria e posteriormente pelo Ministério. Estava constituído o Hino Académico do Liceu de Évora, que aqui se reproduz:


Nesta quadra da vida, tão leda, É o saber que, dos lares paternos
Nesta aurora dum belo porvir No sorrir da infância, inocentes,
Quem já que não sofra contente Vem roubar-vos à mãe carinhosa
Quando quer da ciência fruir? E votar-vos à pátria contentes.

É a ciência esse bem que só pode Quando à meta chegardes um dia
Uma nova existência apurar Das fadigas que tendes sofrido,
Um complexo de dotes e prendas Como filhos que a pátria prezais
Que a riqueza não pode outorgar Tereis da pátria o prémio devido.

Coro
Nesta senda de espinhos e rosas
Que não goza e não sofre um estudante!
Sois alunos da casta minerva,
Eia avante ! mancebos,avante!


Com este património adquirido o Liceu Nacional de Évora ganhou um carisma muito especial entre os estabelecimentos de ensino médio do país. Este viria a fortalecer-se ainda mais em 1902, com a formação da mais antiga Tuna Académica liceal, apresentando-se os seus elementos sempre impecavelmente trajados e dando invariavelmente início às suas actuações com a execução do glorioso Hino Académico. Para que conste e a memória colectiva não olvide as primícias do velho e saudoso Liceu, que tanto marcou a vida da cidade e a adolescência daqueles que tiveram o orgulho e a felicidade de o frequentar.

Autor: José Frota

Évora Perdida no Tempo - Aguadeiros no largo de S. Mamede


Autor Desconhecido/ não identificado
Data Fotografia 1900 - 1940
Legenda Aguadeiros no largo de S. Mamede
Cota CME0272 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Teatro - O Gigante

Em cena no Teatro Garcia de Resende 
Dia 17 de Outubro 
Às 18h30 e às 21h30 
Co-Produção: Teatro do Montemuro &The Fetch Theatre 
Organização: Cendrev, no âmbito da Rede “CULTURBE – Braga, Coimbra e Évora”

Três actores em palco em cena com um universo colorido e cativante de fantoches. Um mundo mágico e imaginário conseguido num jogo de luz, cor e sons capazes de nos transportar para um outro mundo. “O Gigante” é uma parceria entre duas companhias de dois países diferentes: The Fetch Theatre da urbana West Midlands em Inglaterra e o Teatro do Montemuro da zona rural de Portugal. 

Duas companhias cada uma com o seu próprio estilo, mas com algo em comum: o compromisso de criar uma nova forma de apresentação, vibrante e dinâmica. Uma fusão de linguagens: a musica, canções, o movimento e muito pouco texto em português liderados numa verdadeira aventura de dois encenadores, um português e um inglês. Sinopse Um avô só e sem forças para lutar. 

Afastado das gentes deste local, vê -se agora com uma criança nos seus braços para cuidar, educar, ajudar a crescer. Uma criança que vive num outro universo. Um universo de traquinices, onde tudo é possível, onde tudo é diferente da realidade. Uma criança que procura ainda a sua identidade. Uma jovem que tenta desfazer-se do passado, deixando tudo para trás e que julga encontrar neste local, um possível sítio para recomeçar uma nova vida. 

Um sítio onde pode ser respeitada, onde os espíritos possam estar mais próximos dela, onde consiga viver. Mas existe o resto do povo. Povo este que não gosta desta gente, que é tão diferente deles. Um avô sempre mal disposto! Uma criança sem educação! Uma jovem que dorme ao lado das abelhas! É tudo muito estranho! Dizem eles. Os três encontram-se neste mesmo local. Local onde as rochas respiram e movem-se em auxílio daqueles que as rodeiam e as procuram, ajudando-as a descobrir, a ver, as partes boas da vida de cada um deles. 

Afetos, relações, educação, respeito pelos outros e pela vida, são a essência desta história, que nos leva para lá do real, onde não necessitamos de palavras mas sim de atos para a vivermos Paulo Duarte, Co-encenador do espectáculo Encenação de Paulo Duarte e Andrew Purvin Direcção Musical de Mary Keith Cenografia e Fantoches de Andrew Purvin Construção de Cenários Carlos Cal Assistência à Cenografia e Construção Cénica Maria da Conceição Almeida e Laura Brannon Desenho de Luz Paulo Duarte Interpretação de Abel Duarte, Eduardo Correia e Tanya Ruivo Direcção de Produção Paula Teixeira Assistente de Produção Paulo Pereira Comunicação Paula Teixeira Cartaz de Helen Ainsworth

domingo, 14 de outubro de 2012

Precisa-se Médico para Évora

Empresa líder de mercado na área de SST, está a contratar para a Região do Alentejo Médicos para realizar consultas no âmbito da Medicina do Trabalho. 

Contactar: tel: 266748660 
geral: geral@ecc.com.p

Admite-se Esteticista para Évora

Clínica de Estética admite Esteticista a Laser para Évora. 

Perfil: 
 - Formação em estética/cosmetologia 
 - Carteira Profissional 
 - Até 35 anos 

Oferece-se: 
 - Contrato de Trabalho directo com a empresa; 
 - Vencimento atractivo; 

 Caso esteja interessada nesta oferta e preencha os requisitos, envie o seu CV para  estetica.recursos.h@gmail.com

sábado, 13 de outubro de 2012

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Faça o rastreio do cancro da mama em Évora: De 12 de Outubro a 10 de Abril




Se tem entre 45 e 69 anos de idade, aceite o convite do Núcleo Regional do Sul da Liga Portuguesa Contra o Cancro e vá fazer este exame simples e gratuito na Unidade Móvel que esta entidade disponibiliza junto do edifício do Centro de Saúde Portas de Avis (Évora), entre o dia 12 de Outubro de 2012 e 10 de Abril de 2013.

Segundo a entidade organizadora, o Programa de Rastreio do Cancro da Mama, integrado o Plano Oncológico Nacional e no Programa Europeu Contra o Cancro, tem como objetivos a deteção do cancro da mama num estádio o mais precocemente possível, aumentando, assim, as possibilidades de cura, proporcionando um tratamento menos agressivo, incrementando a sobrevivência (com maior qualidade de vida) e diminuindo a mortalidade desta doença.

Para a consecução deste programa são utilizadas unidades móveis e fixas, guarnecidas por técnicas credenciadas em radiologia, que executam os exames às mulheres (convidadas, através de carta personalizada, a participar) com idade compreendida entre os 45 e os 69 anos, grupo etário a que se destina o rastreio. Posteriormente, os exames são avaliados por uma equipa de médicos radiologistas, que elaborarão os respetivos relatórios. Pode também marcar através dos telefones: 915 999 894/915 999 887/266 700 218.

Esta iniciativa, feita em parceria com o ACES Alentejo Central II, conta também com o apoio da Câmara Municipal de Évora. Mais informações em www.ligacontraocancro.pt ou pelo correio electrónico info@ligacontraocancro.pt

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Évora Perdida no Tempo - Altar de Nossa Senhora do Anjo, na Sé de Évora


Altar de Nossa Senhora do Anjo, na Sé Catedral de Évora. No centro do altar em talha dourada está a imagem de Nossa Senhora do Ó. Esta imagem é muito semelhante a uma outra, pertencente à Colecção Grupo Pró-Évora (GPE0001), atribuída ao fotógrafo José Monteiro Serra. A datação desta imagem foi inferida a partir dessa, podendo o autor ser, também, o mesmo.


Autor Desconhecido/ não identificado
Data Fotografia 1910 - 1920
Legenda Altar de Nossa Senhora do Anjo, na Sé de Évora
Cota CME0246 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

O sortilégio da feira de S. João



Em quase todo o território Junho é tempo de folguedo, regozijo, arraiais e espectáculos. No decorrer do mês celebram- se os dias dos três santos populares: Santo António (a 13), S. João (a 24) e S. Pedro (a 29). A religiosidade passa, porém, para segundo plano e é o tempo festivo que alegre e efusivamente impera. O profano então sobrepõe-se ao sagrado, sem que ninguém se empenhe a censurar o atropelo pagão. 

É, pois, no decorrer desse período que em Évora se comemoram as Festas da Cidade, organizadas em torno da Feira de S. João, criada por Alvará do Rei D. Sebastião, datado de 1 de Março de 1568. A sua primeira realização só ocorreu contudo a 24 de Junho do ano seguinte e teve lugar no Terreiro do Rossio de S. Brás, seu cenário de eleição. Pelo tempo adiante viria a converter-se na maior feira ao Sul do Tejo, mexendo – e de que Desde o seu início que a Feira de S. João se caracterizou pelo cariz vincadamente agrícola. 

Na segunda maior cidade do país, por essa altura, o certame impôs-se como o local indicado para os lavradores da vasta planície efectuarem os grandes negócios e transacções de gado. A ele viriam a acorrer, igualmente desde os seus primórdios, mercadores e artesãos que aqui se propunham vender também os seus produtos. Entre estes encontravam- se os cirgueiros, os cirieiros (vendedores de velas), os curtidores, os oleiros, os ourives, os filateiros, os tecelões, os sapateiros e tantos outros. 

Se para os lavradores havia um espaço próprio, para os mercadores e artesãos a Feira era arruada. Estes instalavam as sua tendas – ainda como hoje pequenas barracas onde os vendedores se instalam, expõem e transaccionam artigos e objectos – em ruas próprias, de acordo com os respectivos mesteres e ofícios. Nesta zona de arruamentos obedeciam a igual critério de arrumação as chamadas lojas de capelas que vendiam quinquilharias, fitas, linhas, retrozes e outras miudezas de costura e de modas. 

Espaços especiais havia igualmente para as tabernas, saltimbancos, funâmbulos, acrobatas, aramistas, bonecreiros, comedores de fogo, vendedores de banha da cobra e bailarinas, tal como os aguadeiros podiam circular livremente pelo terrado desde que não perturbassem os outros. Este foi o paradigma quase imutável da Feira até aos princípios do século XIX. Durante duas centúrias e meia foi alargando o tempo de duração, que começou por ser de três dias e paulatinamente se foi estendendo aos oito, ainda que em diversos períodos de instabilidade político-militar tivesse sofrido alguns interregnos. Entretanto, a pacificação das relações com Espanha e o fim das invasões francesas vieram a conferir a todos, lavradores e artesãos, principalmente, uma segurança até aí desconhecida. 

Pode dizer-se que é a partir de 1848 que na Feira começam a ser introduzidos novos elementos, que não a desvirtuam, antes pelo contrário a enriquecem, alargando o leque de actividades que proporciona aos seus frequentadores. Nesse ano as touradas passam a ser incluídas nos festejos, enquanto as companhias de teatro ousam montar tenda na feira para apresentarem os seus espectáculos, escolhidos de propósito para a ocasião. Aparecem em edições seguintes os domadores de répteis, que aproveitam o seu estado de hibernação para os manterem sob controle. Crescem as tabernas episódicas e surgem as primeiras tendas de fotógrafos. Os circos organizados estabelecem-se por vários dias e as bandas filarmónicas e militares, dos regimentos fixados na cidade, exibem-se por todo o lado. 

Nem o novo regime republicano se atreveu a mexer no modelo da Feira, que cresceu desmesuradamente nas décadas seguintes. Com a Campanha do Trigo, os vendedores agrícolas floresciam, o dinheiro circulava com alguma abundância na cidade e a Feira era um bom sítio onde o gastar. O combóio e as camionetas de carreira (assim se designavam ao tempo) lançavam, nesses dias de febril excitação, vagas de forasteiros e muitos eborenses, os quais, tendo saído do seu torrão natal para ganhar a vida noutro lado, aqui regressavam para reviver tempos antigos. 

Na década de 50 do último século, a Feira de S. João tinha atingido o seu auge, acabando por ficar imortalizada na Literatura Portuguesa através de três grandes escritores: Fernando Namora, Vergílio Ferreira e Antunes da Silva. O primeiro, médico em Pavia durante muitos anos, retratou desta forma na sua obra “ Retalhos da Vida de um Médico” (1949) o fascínio que a Feira exercia sobre as gentes do distrito: «(...) Évora tinha, nesse dia o aspecto de um grande arraial provinciano. Tal como nas festanças da minha aldeia, mas em ponto grande. A gente da cidade e os maiorais das vilas, refrescavam-se nas esplanadas, à espera da brisa do entardecer, de jalecas curtas e alforges, com a merenda, andavam por ali como um rebanho atordoado. (...) No poente permanecia um clarão, mas algumas luzes da feira já tinham sido acesas. 
À medida que o céu escurecia, esse delírio de fogachos de várias cores tornava-se fantasmagórico. E excitava como um vinho quente. Obrigava-nos a mergulhar os sentidos na fascinação. As vozes dos pregoeiros, dos mágicos, dos vendilhões, ecoavam com um timbre mais agudo sempre que o pessoal engrossava nas ruas afluentes do imenso largo. A Rosinda já conhecera outras feiras, havia uma lá na aldeia em todos os Junhos, mas esta era uma feira da cidade. Nenhum termo de comparação (...).» 

Também o beirão Vergílio Ferreira, em “Aparição” (1959), não lhe ficou indiferente e fez dela uma síntese extraordinária: «A feira abriu com grande excitação. Todo o Rossio se iluminou de festa com fieiras de barracas, carrocéis, circos, stands de carros e máquinas agrícolas, botequins, tendas de doçaria, de fotocómico, tômbolas, jogos de argolinha, aparelhos de buena-dicha com variantes de passarinhos que tiram o papel da sorte, tiro ao alvo, aparelhos para demonstração de forças, solitários vendedores de água com uma bilha e um copo ao lado, vendedores de mantas, de escadas, de cestos – sob um céu duro de alto-falantes e poeira e vibrações luminosas. 

Noite de S. João, noite cálida de bruxas e de sonhos (...)». Por sua vez Antunes da Silva, eborense de nascimento que por perseguições políticas foi obrigado a ir viver para a Amadora, fez seu o lamento de muitos conterrâneos que não podiam vir a Évora nessa data, em apontamento escrito no seu diário “Jornal I”: «Aproxima-se a Feira de S. João na minha terra, que este ano promete. Évora às janelas, nas ruas, nas igrejas, nos claustros, nas touradas, nos jardins, mas sobretudo em pacífica ebulição de prazeres de uma jovial natureza que se revê em acenos que o marcam para a vida inteira. Por força de uma mórbida passividade ou mágoa, ou ainda por via de teimosas vontades alheias, estou longe». Era este, e ainda hoje é, ainda que mais esbatido, o fascínio da Feira de S.João.

Texto: José Frota

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Évora Perdida no Tempo - Claustro do Convento do Salvador


Aspecto parcial do claustro do Convento do salvador, antes da sua demolição para construção do edifício dos Correios (1948).

Autor Desconhecido/ não identificado
Data Fotografia 1948 ant. -
Legenda Claustro do Convento do Salvador
Cota CME0296 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Open Days - "Cooperação Territorial - Um Trunfo para a Europa"




9 de Outubro

A Associação Comercial do Distrito de Évora, com a colaboração da Câmara Municipal de Évora e do Centro de Documentação Europeia da Universidade de Évora, organizará um evento local integrado na iniciativa “Open Days 2012 - Semana Europeia das Regiões e Cidades”, no dia 9 de Outubro de 2012 em Évora. A iniciativa será subordinada ao tema “A cooperação territorial – um trunfo para a Europa”.

O evento realizar-se-á a partir das 10 horas, no espaço público da Praça de Giraldo em Évora, privilegiando a troca de informação e de experiências entre especialistas e interessados na temática da cooperação empresarial na ótica do desenvolvimento local e regional.

O painel de oradores conta com a participação de especialistas no que diz respeito ao tema proposto, quadros de entidades locais tais como, CME, CCDR Alentejo, IAPMEI, DynMed Alentejo. Nos trabalhos do evento, sob a forma de workshops, haverá oportunidade para analisar e debater a problemática da cooperação territorial no quadro dos programas europeus.

WORKSHOP 1 – “A COOPERAÇÃO TERRITORIAL NA UNIÃO EUROPEIA”
10:00 ABERTURA
- Dr. José Ernesto de Oliveira, Presidente Câmara Municipal de Évora
- Dr. José da Costa Dieb, Presidente CCDR Alentejo
- Sr. José Peixeiro Simões, Presidente Ass. Comercial do Distrito de Évora
10:30 PAINEL DE ORADORES - DEBATES
- Prof. António Pinheiro, Professor Emérito, Universidade de Évora
- Dr. José Emilio Guerreiro, Câmara Municipal de Évora
- Dr. Paulo Silva, CCDR ALENTEJO – EUROACE
- Prof. Elsa Vaz, Centro de Documentação Europeia da Universidade de Évora
ANIMADOR: José Faustino, Diana FM
13:00 ENCERRAMENTO SESSÃO DA MANHÃ

WORKSHOP 2 – “A COOPERAÇÃO EMPRESARIAL NA UNIÃO EUROPEIA”
15:00 ABERTURA
- Sr. José Peixeiro Simões, Presidente da Associação Comercial de Évora 15:10 h 
PAINEL DE ORADORES – COMUNICAÇÕES E DEBATES
- Dr. António Cebola, Coordenador do núcleo do IAPMEI “Apoio à Internacionalização das empresas no QREN/ INALENTEJO”;
- Eng. Vanda Narciso, European Entreprise Network, “A rede de Cooperação empresarial na Europa”
- Prof. Victor Dordio, DynMed Alentejo “Projecto «Fileiras inovadoras, saberes locais e parceria euromediterrânica»: exemplo e lições”
18:00 h Conclusão – Encerramento

domingo, 7 de outubro de 2012

Operador de Máquinas para Industria em Évora

Necessitamos para empresa nossa cliente na zona de Évora de Operador de Máquinas. 

Perfil: 
 * Pessoa Responsável e dinâmica; 
 * Pró-activa, Pontual e Assidua; 
 * Experiência em funções similares; 
 * Disponibilidade para trabalhar por turnos;
 * Transporte Próprio; 

Oferecemos: 
Remuneração compatível com a função. 

Se reune todos os requesitos, envie o seu currículo para candidaturas.setubal.div1@randstad.pt 

sábado, 6 de outubro de 2012

Recrutamos TIM II (m/f) - Zona de Evora

A ISS Human Resources recruta para empresa cliente na zona de Évora: 

TIM II (M/F) REQUISITOS: 
- Habilitações: Formação na área da climatização, ventilação e refrigeração; 
- Qualificação de TIM II ou Grupo B (obrigatório); 
- Experiência anterior em funções similares; 
- Carta de condução e disponibilidade para deslocações; 
- Disponibilidade total imediata. 

 Descritivo Funcional: 
 - Tarefas de reparação e manutenção de equipamentos em edifícios em diversos locais. 

 Enviar CV's para o email: ana.tavares@pt.issworld.com 

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Évora Perdida no Tempo - Quartel dos Dragões



Quartel dos Dragões, também conhecido por Quartel nº 5 de Cavalaria (até 1940) e por Quartel do Regimento de Infantaria nº 16.

Autor Desconhecido/ não identificado
Data Fotografia 1910 - 1960
Legenda Quartel dos Dragões
Cota CME0286 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Atividades desportivas para os mais novos: Programa Jogar+ está de regresso

Este ano tem como grande novidade o aparecimento de dois novos núcleos: triatlo e rugby. O Programa Jogar+, da Câmara Municipal de Évora, em parceria com dez instituições do concelho, e que visa proporcionar a prática desportiva em horário pós-laboral (complemento), está de regresso para um novo ano letivo, tendo como grande novidade o aparecimento de dois novos núcleos: triatlo e rugby.

Decorrendo há já cinco anos de uma forma ininterrupta, o Programa Jogar+, que no ano passado proporcionou a prática desportiva a quatro centenas de crianças do primeiro ciclo, renova os objetivos da iniciativa, ou seja proporcionar a atividade desportiva regular de âmbito lúdico recreativa depois do horário escolar. Assim, este ano os encarregados de educação terão à sua disposição, pela módica quantia de dez euros mensais, os núcleos de ginástica (Escola Conde VilAlva), patinagem (Escola da Malagueira), andebol (Escola André de Gouveia e Gabriel Pereira), mini ténis (Clube de Ténis de Évora), basquetebol (Escola dos Salesianos e André de Resende), natação (Piscinas Municipais), badminton (Escola da Malagueira), triatlo (Escola Conde Vilalva e Piscinas Municipais) e rugby (campo de futebol 7 – Ginásio Everybody). 

A Câmara Municipal de Évora, que fará chegar toda a informação aos alunos do primeiro ciclo através dos respetivos professores de educação física, espera ter todos os núcleos a funcionar durante a primeira semana de outubro. Complementarmente está disponível na Internet, em www.cm-evora.pt, uma página dedicada ao programa Jogar+. Para o ano letivo 2012/13, a edilidade conta com a colaboração das seguintes coletividades: Associação Juvenil 4 Dimensão; Évora Andebol Clube; Clube Ténis Évora; Fundação Salesianos; GD André Resende; AMINATA – Évora Clube de Natação; Clube Badminton Évora; GD Santo António e Clube Rugby Évora.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Évora Perdida no Tempo - Templo Romano de Évora


Autor Desconhecido/ não identificado
Data Fotografia 1922-06 -
Legenda Templo Romano de Évora
Cota CME0259 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

De 2 a 6 de Outubro, no Rossio de Évora: Caravana da Educação Rodoviária da Fundação MAPFRE

O evento é composto por um circuito de karts e de aulas de formação para crianças e jovens, onde para além da diversão, os intervenientes aprendem mais sobre regras e sinais de trânsito. Évora recebe a Caravana da Educação Rodoviária da Fundação MAPFRE já no próximo dia 2 de outubro no Rossio de S. Brás, prolongando-se a estadia deste projeto na cidade até ao próximo dia 6, projeto que conta também com o apoio da Câmara Municipal de Évora. 

A sua apresentação será feita numa conferência de imprensa, agendada para o próximo dia 2, pelas 11 horas, no Rossio, cujos participantes são o Diretor Regional da MAPFRE, Estevão Infante; a Vereadora da Câmara de Évora, Cláudia Sousa Pereira; o Gerente da MAPFRE em Évora, Luís Fialho; e Inês Silva, da Fundação MAPFRE. Este evento lúdico-pedagógico é composto por um circuito de karts e de aulas de formação para crianças e jovens, onde para além da diversão, os intervenientes aprendem mais sobre regras e sinais de trânsito. 

Durante a semana, a caravana recebe cerca de seis centenas de alunos das escolas do concelho e no sábado, dia 6 de Outubro, está aberta à participação das famílias. Segundo a organização, a Caravana da Educação Rodoviária é um projeto itinerante e anual da Fundação MAPFRE, que promove o conhecimento e o respeito pela sinalização rodoviária, com o propósito de fomentar atitudes responsáveis e cívicas junto de crianças e jovens de todo o país, com idades compreendidas entre os nove e os doze anos. Integra um camião que funciona como sala de aula e um circuito de karts com 1.000 m2, com insufláveis, rotundas, sinalização vertical e horizontal. 

A Caravana da Educação Rodoviária permanece uma semana em cada cidade, nos dias úteis recebe grupos escolares e aos sábados está aberta ao público. Os pais e jovens podem inscrever-se previamente para participar através da página www.mapfre.pt/fundacao e www.facebook.com/fundacaomapfre, onde também poderão saber mais informações sobre esta entidade. 

No final de cada ação, os jovens recebem um diploma de participação e outras ofertas especiais da Fundação MAPFRE, entre as quais uma foto de grupo para mais tarde recordarem a sua experiência, e têm ainda a possibilidade de ganharem uma viagem à Euro Disney, através da participação num passatempo especialmente destinado a validar os conhecimentos adquiridos. 

Há mais de dez anos a circular por cidades espanholas, a Caravana de Educação Rodoviária chegou pela primeira vez a Portugal em 2009. Além das crianças que participam ativamente nas dinâmicas lúdicas e formativas, este projeto envolve também os pais, professores e outros agentes educativos. 

Integra-se no programa anual para a prevenção e segurança rodoviária da Fundação MAPFRE, a instituição que operacionaliza a estratégia de responsabilidade social do Grupo MAPFRE, que já abrangeu mais de 10 mil crianças, jovens e adultos de 20 cidades do país. A caravana recentemente passou por Lisboa e Vila Real, chegando agora a Évora e, ainda durante este mês, visitará também Leiria, Cascais e Aveiro.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Mensagens populares

Recomendamos ...