segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Exposição do MDM sobre Saúde Sexual e Reprodutiva



A inauguração da exposição "Saúde sexual e reprodutiva - Ontem e Sempre", promovida no âmbito do projeto Saúde da Mulher - Construir a Igualdade, teve lugar esta semana, no Edifício dos Paços do Concelho de Évora e ficará patente até ao dia 26 de Outubro, seguindo depois para os outros dois concelhos do projeto: Arraiolos e Montemor-o-Novo. 

Coordenada tecnicamente pelos médicos João Alves Pimenta e Margarida Sim-Sim (que fizeram a visita guiada), esta exposição contou também na sua inauguração com a participação do Presidente da Câmara Municipal de Évora, José Ernesto d’ Oliveira, da responsável pelo Núcleo de Évora do MDM, Jesuína Pedreira e da responsável nacional, Regina Marques.

Esta mostra é organizada pelo Movimento Democrático das Mulheres (MDM) com o apoio da Câmara Municipal de Évora, entre outras entidades. Deriva de uma candidatura, financiada pelo Programa Operacional Potencial Humano (POPH) e apoiada pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG), que permitiu desenvolver, entre 2010 e Outubro de 2012, o projeto «Saúde da Mulher- Construir a Igualdade», nos concelhos de Évora, Montemor-o-Novo, e Arraiolos, assinalando agora esta exposição o seu culminar. 

Segundo os seus organizadores, o referido projeto tem entre os seus objetivos, nomeadamente a promoção de uma sexualidade saudável e responsável para mulheres e homens ao longo do seu ciclo de vida e a promoção da educação sexual na comunidade e nas escolas. Tal exposição é, em si mesma, parte dos caminhos e desafios que são rasto deste projeto.

Jesuína Pedreira agradeceu a presença de todos e o trabalho dos mais diretamente envolvidos, bem como apoio prestado por pessoas e entidades, nomeadamente pela Câmara Municipal de Évora, apresentando os oradores e explicando no fundamental o que foi o projeto e sua importância para a comunidade.

“Os resultados do projeto foram muito positivos e mostraram-nos que há ainda muito por fazer e por essa razão temos duas candidaturas apresentadas e esperamos a sua aprovação para continuar a intervir”, considerou a responsável do MDM em Évora, indicando também com satisfação as mensagens de felicitações por esta exposição de entidades que não puderam estar presentes.

O Presidente da Câmara Municipal de Évora deu as boas vindas e frisou a importância desta exposição, considerando que a maternidade não diz respeito apenas às mulheres, mas é um tema que deve ser partilhado no quadro das relações, da família e da assunção de responsabilidades e compromissos que envolve”.

Recordou a história desta temática em Évora a partir dos anos 60 do século XX com a chegada do Dr. Alves Pimenta e outros técnicos ao Hospital de Évora e o seu trabalho meritório para melhorar esta área em Évora, um trabalho depois continuado por outros profissionais e cujos resultados estão à vista com a diminuição considerável da mortalidade de crianças e também a obtenção de serviços de significativa importância e qualidade na área dos cuidados materno-infantis nesta região do interior do País.

“Esta iniciativa, de fazer reviver e acima de tudo de se continuar a refletir sobre este tema da saúde reprodutiva com tudo aquilo que lhe está associado, é excelente e quero felicitá-la, bem como à estrutura local e nacional do MDM”, considerou o autarca, também ele médico nesta área da saúde, realçando também a importância para a Câmara de acolher tal mostra.

Regina Marques falou sobre o trabalho desenvolvido no âmbito do projeto que também deu origem a esta exposição, assim como sobre os objetivos e resultados alcançados, realçando também a importância da luta das mulheres ao longo dos tempos no que concerne à saúde sexual e reprodutiva.

Destacou também o valor das estruturas do Serviço Nacional de Saúde e dedicação dos seus profissionais que permitiram uma assistência condigna e atingir resultados tão relevantes nesta área, como por exemplo menos mortalidade infantil e materna.

“Esta exposição é para lembrar o passado - o ontem - mas também que o futuro não pode ser pior, é uma questão de sempre e nós queremos bons serviços, boas escolas de enfermagem, boa formação e condições para os profissionais de saúde, porque é fundamental que se sintam bem e motivados para intervir e ajudar as mulheres”.

Deixou ainda uma palavra sobre lutas como a Lei do Planeamento Familiar, a Lei da IVG e aspetos que há que ter em atenção e incentivou todos a continuarem o debate sobre tais questões no sentido de serem aperfeiçoadas e sobre a necessidade de defesa do Serviço Nacional de Saúde, de crucial importância para o desenvolvimento humano.


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