sábado, 29 de junho de 2013

No dia da Cidade - Évora homenageia instituições

A Câmara Municipal de Évora vai homenagear duas instituições no próximo sábado, por ocasião do Dia da Cidade, repetindo um cerimónia que pretende assinalar, com a dignidade devida, o feriado municipal e reconhecendo, com a atribuição de Medalha de Mérito Municipal, os serviços prestados à comunidade pela Fundação Eugénio de Almeida e pela Associação Teatro do Imaginário.

A cerimónia, que terá lugar no Salão Nobre dos Paços do Concelho, a partir das 11h00, integra-se igualmente na vasta programação das Festas Populares da Cidade / Feira de S. João 2013, e consiste na atribuição da Medalha de Mérito Municipal – Classe Ouro à Fundação Eugénio de Almeida (FEA) e a Medalha de Mérito Municipal – Classe Bronze à Associação Teatro do Imaginário.

Segundo a proposta aprovada por unanimidade, em reunião pública de Câmara, a medalha a atribuir à FEA justifica-se “pelo seu contributo e intervenções nos domínios cultural e educativo, social e económico, visando o desenvolvimento humano pleno, integral e sustentável da região de Évora e pela qualidade da prestação de serviços proporcionada à população eborense, no seu 50.º aniversário de fundação”.

A Medalha de Mérito Municipal – Classe Bronze, à Associação Teatro Do Imaginário justifica-se “pelo seu contributo e intervenções nos domínios cultural, educativo, social e artístico, visando o desenvolvimento da população do concelho de Évora, no seu 10.º aniversário de criação. Enquanto movimento associativo, o Teatro Do Imaginário manteve nestes dez anos uma atividade intensa em áreas artísticas pluridisciplinares, com projeção nacional, cujo exemplo é representativo da força do movimento associativo eborense”.

A Fundação Eugénio de Almeida é uma instituição de direito privado e utilidade pública, sediada em Évora, cujos fins estatutários se concretizam nos domínios cultural e educativo, social, e espiritual, visando o desenvolvimento humano pleno, integral e sustentável da região de Évora. Os seus Estatutos foram redigidos por Vasco Maria Eugénio de Almeida, que a criou em 1963.

A primeira fase da vida da Fundação foi marcada pela personalidade desse grande mecenas e filantropo, que assegurou a direção efetiva da Instituição até à sua morte, em 1975.

Os objetivos que lhe estão estatutariamente consignados materializaram-se, nesse período, na recriação do Convento da Cartuxa como centro de vida espiritual, na construção do Oratório de S. José orientado para a formação escolar e profissional de milhares de crianças e na criação, em 1964, e manutenção, em colaboração com a Companhia de Jesus, do ISESE - Instituto Superior Económico e Social de Évora que iniciou a restauração da Universidade de Évora e formou centenas de quadros e altos dirigentes de administração pública e privada.


A partir da década de 80 do século XX, após a devolução dos bens expropriados no período da Reforma Agrária, a Fundação iniciou uma fase de relançamento patrimonial e criou uma exploração agropecuária e industrial de referência que visa garantir a autossustentabilidade económica da Instituição e a prossecução dos seus fins, contribuindo ainda para a promoção do desenvolvimento económico e social da região. Neste projeto destaca-se vitivinicultura e a oleicultura, atividades das quais resultam os vinhos produzidos na Adega Cartuxa, entre os quais os emblemáticos Pêra-Manca e Cartuxa, e os azeites produzidos no Lagar Cartuxa.


A consolidação económica e financeira da Fundação permitiu-lhe iniciar, em 2001, uma nova etapa de desenvolvimento de projetos próprios no campo da Missão, para além do reforço da distribuição de subsídios e apoios por um leque diversificado de instituições culturais e sociais da Região.

Ao longo dos anos, a Fundação tem oferecido uma programação regular de iniciativas em torno da divulgação da arte contemporânea e da música, da promoção do conhecimento, da reflexão e do debate de ideias, e da formação. A preservação e valorização do Património, bem como a qualificação do Voluntariado têm sido áreas preferenciais do trabalho da Fundação ao serviço da comunidade.

Cinquenta anos após a sua criação, a Fundação dá seguimento à obra do seu Instituidor, constituindo-se como um elemento proactivo de convergência e congregação de esforços para o desenvolvimento da região de Évora. 

De acordo com os fins que lhe são atribuídos pelos Estatutos, a Fundação promove e dinamiza um conjunto integrado de iniciativas e programas próprios, em exclusivo ou em parceria, e apoia projetos de outras entidades públicas e privadas abrangendo um largo espectro de atividades nos diferentes domínios do seu campo de atuação.

Na prossecução da sua Missão, a Fundação articula meios e recursos com diversos interlocutores nacionais e estrangeiros, por forma a promover o desenvolvimento económico e um maior equilíbrio social da sua comunidade, contribuindo para a redução das consequências da interioridade e das assimetrias regionais.

O crescente reforço da ligação da Fundação a essa mesma comunidade, num espírito de partilha e de serviço, resulta de uma estratégia que tem privilegiado a apresentação de projetos marcados pela qualidade, excelência, inovação e potencial de impacto positivo junto dos seus diversos destinatários.

Constituindo-se como um projeto institucional autónomo, independente e perpétuo por definição, a Fundação Eugénio de Almeida tem procurado manter-se fiel às suas origens, adaptada ao seu tempo e preparada para os desafios emergentes de um mundo em permanente transformação.

Do Imaginário Associação Cultural foi constituída em 2002 a partir de um grupo de profissionais das artes do espetáculos, incluindo atores, músicos, artistas plásticos, fotógrafos, técnicos e outros intelectuais, dando forma a um projeto com várias vertentes - teatro, música, o património tradicional, o cruzamento de disciplinar de várias artes ações formativas nestas áreas. Como objetivos a criação artística dirigida a todos os tipos de público, mas privilegiando a formação e sensibilização de novos públicos para a fruição cultural e a elevação do gosto pelas artes, contribuindo para o desenvolvimento de cidadãos culturalmente atentos e informados, capazes de usufruir da cultura como elemento de coesão social e fator identitário.

Atividades várias nas áreas da Intervenção Cultura, a saber:
Animação de Rua: com os Gigabombos do Imaginário e o grupo Pele & Fole; 
Formação com os projetos educativos dos Gigabombos, dos Sons da Tradição nas Escolas.
Outras Músicas: com os projetos o canto dos Poetas, Django Tributo (Jazz), Sons do Vagar, Vozes do Imaginário, Canções de Amor e Raiva na Selva das Cidades.
Teatro, com os seguintes trabalhos: - O Retábulo de Mestre Pedro e Dom Quixote, Contos dos Quatro Cantos, O Livro Grande dos Poemas Pequenos, “Mensagens Trocadas, Diálogos com alguma moralidade”, A Máquina da Felicidade
Poesia: Alentejo, Poesia de Mulher.”

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