sexta-feira, 28 de março de 2014

2.º Ciclo de Conferências de Arte Contemporânea – Novas Geografias na Fundação Eugénio de Almeida


Dia 2 de Abril (quarta-feira), o auditório da Fundação Eugénio de Almeida, em Évora, recebe o ciclo de conferências da programação de 2014 da Trienal no Alentejo (TnA), subordinadas ao tema Novas Geografias. Combatendo o isolamento de uma região periférica, ao trazer a Portugal – e ao Alentejo – algumas das maiores figuras da cena artística internacional, a TnA promove o encontro e a reflexão sobre a arte e a cultura.
Entre os participantes contam-se Donnamarie Baptiste (diretora de Programação e Eventos Especiais do The Armory Show, a maior feira de arte contemporânea de Nova Iorque, e chefe de Produção da Art Basel Miami), Savita Apte (diretora da Art Dubai) ou Jean-François Chougnet (diretor de Marseille-Provence 2013 – Capital Europeia da Cultura).
Dois temas centrais ocupam o debate nesta dupla sessão. De manhã, a questão da descentralização, sublinhando casos de afirmação de novos centros para plataformas internacionais que intervêm no universo das artes, incrementadas e desenvolvidas em contextos locais, muitos deles periféricos à cena artística internacional, maioritariamente instalada nos grandes centros urbanos e nos principais mercados. O contexto ibérico dos museus regionais e o exemplo do MEIAC – Museo Extremeño e Iberoamericano de Arte Contemporáneo de Badajoz, de inegável sucesso, será alvo de análise, tal como o processo de reconversão e reabilitação da cidade de Marselha, no âmbito da Capital Europeia da Cultura 2013.
À tarde, é a vez do triângulo arte – gastronomia – agricultura ocupar o lugar de destaque no auditório. Será abordada a temática premente da relação entre campo e cidade nas políticas culturais, analisando a questão dos (novos) territórios e os problemas dos desequilíbrios e transformações na paisagem, e a crise ambiental e económica. Paralelamente, será abordado o papel central da gastronomia na valorização do terroir e a progressiva legitimação conferida pela inclusão de exposições e atividades culturais sobre cozinheiros e os seus processos criativos na programação de instituições artísticas: a recente participação de Ferran Adrià na Documenta 12 de Kassel, como a mais emblemática, e o caso português da Trienal no Alentejo.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Teatro de Marionetas/Música no Armazém 8


Bonecos e Campaniça  - Teatro de Marionetas/Música
28 de Março 2014 @ Armazém 8 Évora

Um músico e um marionetista dão vida a duas mãos cheias de bonecos e contam as suas histórias. Histórias sem palavras, ao som da viola campaniça.
Trulé Manuel Dias a mão que conta: Marionetista/construtor e investigador em formas animadas
Tó Zé a mão que toca: Composição/Música original. Viola Campaniça 

Fotografia: Telmo Rocha (Telmo Rocha - Deambulações)
Fotografia/Vídeo: Joana Dias
Produção: É neste país - Associação Cultural
Organização: Armazém 8 - Évora

Postais Antigos - Praça do Geraldo


terça-feira, 25 de março de 2014

quinta-feira, 20 de março de 2014

terça-feira, 18 de março de 2014

sábado, 15 de março de 2014

Évora Megalítica - Cromeleque dos Almendres


Este monumento megalítico, inicialmente constituído por mais de uma centena de monólitos, foi identificado em 1966 por Henrique Leonor Pina. A sua recente escavação possibilitou a detecção de várias fases construtivas, ao longo do Período Neolítico (V.’ e IV ’ milénios a. C.), até alcançar aspecto semelhante ao que hoje apresenta. Tais alterações são reflexo das mudanças económicas, sociais e ideológicas ocorridas. Menires com diferentes formas e dimensões, desde pequenos blocos rudemente afeiçoados, outros maiores, que deram ao local o nome de Alto das Pedras Talhas, alguns cilíndricos, esféricos, ou de aspecto estelar, formaram dois recintos erguidos em épocas distintas, geminados e orientados segundo as direcções equinociais. 0 mais antigo (Neolítico Antigo) era definido por dois ou três circulos concêntricos de pequenos monólitos, ao qual se associou, no lado poente e algumas centenas de anos depois (Neolítico Médio), um outro, composto por duas elipses, irregulares mas concêntricas, com menires de grandes dimensões. Mais tarde (Neolítico Final), ambas as estruturas sofreram modificações, tendo-se transformado o recinto inicial numa espécie de átrio que orientaria e solenizaria os rituais socio – religiosos ali praticados. As grandes dimensões da forma final do Cromeleque dos Almendres e a sua localização, próxima do cimo de importante relevo, de onde se desfruta vasto horizonte, ocupando uma encosta suave voltada a nascente, reflecte aspectos determinados pela evolução cultural. À última fase mencionada corresponde, ainda, a aplanação parcial de muitos monólitos, conferindo-lhes aspecto estelar, assim como a sua decoração, através de relevos ou de gravuras. 0 menir 57 mostra composição com treze representações de báculos, possíveis objectos de prestígio social, característicos dos espólios funerários da fase evolucionada do megalitismo alto-alentejano. Também os menires 56 e 48 oferecem figurações de tais artefactos, no primeiro associada à escutiforme e, no segundo, incluída numa pequena cena centrada por figura antropomórfica esquemática. 
0 menir 58, situado na extremidade norte do eixo menor do recinto, exibe três imagens solares radiadas. Tal iconografia corresponde a um momento final do Neolítico ou já ao Calcolítico, quando na região se fizeram sentir os estímulos culturais das primeiras comunidades metalurgistas, produtoras de artefactos de cobre e portadoras de nova superestrutura religiosa. Esta era centrada por uma super-divindade feminina, idealizada com grandes olhos solares, a grande deusa-mãe mediterrânica.
0 Cromeleque dos Almendres constituíu, por certo, uma construção de carácter plurifuncional, capaz de organizar, durante cerca de dois milénios, o espaço em termos físicos e psicológicos, hierarquizando e estruturando o território em seu redor. Ele foi, também, local de agregação social e possivelmente símbolo da autoridade político-religiosa, no seio das populações de economia agro-pastoril e semi nómadas que habitaram a zona, estando ligado às observações e previsões astrais, como as práticas propiciatórias da fecundidade. Estas são sugeridas pelo falimorfismo de alguns menires, pelas decorações observadas e pela deposição de mós em algumas das suas estruturas de sustentação. Durante o Calcolítico o recinto terá sido desactivado e parcialmente arruinado, como deixa pressupor o derrube e destruição de muitos dos menires.

Notícia retirada daqui

quinta-feira, 13 de março de 2014

quarta-feira, 12 de março de 2014

terça-feira, 11 de março de 2014

domingo, 9 de março de 2014

Évora Megalítica - Vale Maria do Meio


O recinto megalítico de Vale Maria do Meio foi identificado em 1993 por uma equipa de alunos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, orientada pelo seu docente Manuel Calado. Escavações recentes*, promovidas pela autarquia eborense e dirigidas pelo descobridor do monumento, verificaram um conjunto de cerca de três dezenas de menires graníticos, formando actualmente um arco de ferradura alongado no sentido nascente-poente, aberto a Este e com 5% de declive, medindo cerca de 37m de comprimento, por cerca de 20m de largura máxima. Em dois monólitos da ala Oeste, confirma-se a existência de gravuras, nomeadamente círculos, ferraduras e báculos. Segundo o seu investigador, a cronologia deste monumento é atribuída a uma data centrada no V milénio a. C., ou mesmo antes. Em Dezembro de 1995, uma acção de arqueologia experimental serviu para a compreensão do esforço colectivo implicado na construção de recintos megalíticos. De facto, com o auxílio de cordas, troncos e força braçal de 70 voluntários, foram, com êxito, implantados dois menires de consideráveis dimensões.

Notícia retirad daqui

*Especial agradecimento ao senhor Américo Chinita de Mira - arrendatário da herdade Vale Maria do Meio - pelas facilidades concedidas.

sábado, 8 de março de 2014

Évora Megalítica - Portela de Mogos


Monumento megalítico classificado como Imóvel de Interesse Público em 1997, foi identificado, em 1966, por Henrique Leonor Pina. Escavações recentes*, promovidas pela Câmara Municipal e dirigidas por Mário Varela Gomes, verificaram um recinto com planta de forma oval, orientado segundo o seu eixo maior no sentido nascente poente, constituído por cerca de trinta menires e medindo 14x11, 5. No seu interior detectou-se uma linha formada por cinco monólitos que marcam o eixo norte-sul, sendo o central de maiores dimensões. No lado nascente, alguns menires continuam o eixo do maior recinto, formando um alinhamento. Os menires, em geral rudemente afeiçoados, apresentam morfologia variada, tendo alguns sido decorados com motivos gravados ou em relevo, nomeadamente: círculos, linhas onduladas, covinhas e báculos. Outros, durante o Neolítico Final, foram aplanados, determinando forma estelar, e decorados com composições antropomorfizantes, em relevo, onde se reconhece uma face e uma lúnula. Tanto a arquitectura deste monumento como a tipologia e decoração dos menires, assim como o espólio exumado, indicam que ele foi edificado e utilizado durante o Neolítico Médio e Final (V e IV milénios a.C.). Todavia, terá sido frequentado, ainda com propósitos de indole mágico-religiosa, em meados do II milénio, conforme documentam os numerosos fragmentos de taças carenadas ali encontrados, talvez depois de um período de abandono ocorrido durante o Calcolítico.

Notícia retirada daqui

*Especial agradecimento ao Engenheiro João José Perdigão – proprietário de uma das herdades de Vale Maria – pelas facilidades concedidas.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Workshop de Massa Polímera (massa fimo)


Workshop de Massa Polímera (massa fimo)
8 de março - Casa da Zorra (Rua Serpa Pinto, 78) - 13:30-16:30
 

Nível 1, orientado por Rita Luz Mestre para a criação/realização de um PIN POP-ART.

Organização: Zorra produções Artísticas
Contacto: 962 684 451 | zorra.producoes.arte@gmail.com
Web page: http://zorraproducoesarte.wix.com/zorra
Inf. Extra: Preço: não sócios: 15€ | sócios: 12,75€. A inscrição para garantir vaga terá de ser feita até dia 6 de março, mediante o pagamento no valor de 5€ e são limitadas ao número mínimo de 4 participantes e máximo de 8. Todo o material está incluído. Saiba mais sobre o trabalho de Rita Luz Mestre em: https://www.facebook.com/LUZsmarturbancrafts

"Sonos Falados" no Museu de Évora


"Sonos Falados"
8 a 30 de março - Museu de Évora (Largo Conde de Vila Flor)
INAUGURAÇÃO: 8 MAR. | SÁBADO | 16:00
 
Esta exposição é realizada no âmbito das comemorações do Dia Internacional da Mulher e nela serão celebrados os 104 anos da declaração e reconhecimento do 8 de março como Dia Internacional da Mulher. “Sonos Falados” é um projeto artístico de carácter colaborativo que conta com a participação de 104 mulheres de setores profissionais distintos. A proposta consistiu em distribuir por um conjunto heterogéneo de mulheres uma pequena almofada e colocar-lhes o desafio de fazer uma intervenção plástica na mesma. A almofada enquanto objeto é o local físico onde são depositados diariamente os sonhos, as ansiedades, os medos e as ambições que se vão encadeando diariamente. O desafio foi assim um convite a tentar representar simbolicamente o seu depositário de sonhos e/ou medos, isto é, deixar sobre a almofada as formas que contornam algumas das suas preocupações ou sonhos. Sonos Falados é a exposição de 104 objetos intervencionados pelas 104 mulheres que participaram neste projeto e que foram convidadas quer a nível individual quer pelo trabalho que desenvolvem em algumas instituições. Agradecemos a todas as mulheres que colaboraram e às entidades envolvidas.

Organização: Movimento Democrático de Mulheres - Projeto Criar Mundos de Igualdade Agir e Convergir para Mudar | Museu de Évora
Apoios: Associação para o Planeamento da Família - APF Alentejo | Associação CaboVerdiana de Sines e Santiago do Cacém | Câmara Municipal Arraiolos | Câmara Municipal de Évora | Câmara Municipal de Montemor-o-Novo | Câmara Municipal de Grândola | Direção Regional de Cultura do Alentejo | Escola de Enfermagem São João de Deus | Grupo de Caminheiros de Évora | Junta de Freguesia de Arraiolos | Lar de Santa Helena | Movimento Vencer e Viver | Liga Portuguesa Contra o Cancro| MDM núcleos de Lisboa, Montemor-o-Novo, Grândola e Setúbal | Santa Casa da Misericórdia de Estremoz | União dos Sindicatos de Évora | União de Freguesias do Bacelo e Nossa Senhora da Saúde | União de Freguesias de Grândola e Santa Margarida da Serra | União de Freguesias de Malagueira e Horta das Figueiras
Contacto: 266 707 171 | 967 840 360 | mdmevora@hotmail.com
Inf. Extra: Com mais de 40 anos de história, o Movimento Democrático de Mulheres define-se como um movimento de opinião e intervenção pelas causas da igualdade, desenvolvimento e paz e pela emancipação das mulheres. Ao promover este projeto o MDM pretende intervir no combate à Violência Doméstica e de Género instigando à reflexão dos intervenientes sobre causas e soluções e conceber soluções criativas para a sensibilização da população em geral.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Palestra Meditação para crianças "um meio para ser feliz"


Palestra Meditação para crianças "um meio para ser feliz"
8 de março - Biblioteca Pública de Évora (Largo Conde de Vila Flor) - 15:30
 
Com esta palestra pretende-se clarificar o que é a meditação, a dinâmica das aulas e esclarecer todos os pais e profissionais da educação acerca dos benefícios extraordinários que esta prática acarreta na vida das crianças.

Organização: Biblioteca Pública de Évora
Contacto: 968 405 080
Inf. Extra: Preço - 6€

Postais Antigos - Sé e Vista Parcial


quarta-feira, 5 de março de 2014

Exposição de José Bizarro na Casa da Zorra


Exposição de José Bizarro
8 de março a 12 de abril - Casa da Zorra (Rua Serpa Pinto, 78)
INAUGURAÇÃO: 8 MARÇO | SÁBADO | 18:00 | 
Aberta ao público de segunda a sexta-feira 10:00-19:00 | quinta-feira a sábado 21:30-1:00
 
José Ferreira Nunes Bizarro nascido em 1941, reside e trabalha desde 1974 em Évora e é um nome incontornável do panorama da expressão plástica da nossa cidade. "(...)Trinta metáforas - trinta soluços brotados de um qualquer abismo meu e que, rompendo pelas frinchas que tenho abertas algures, talvez no coração, acabaram ebulindo nessa zona de fraturas em que, desconfio, o desenho se me acaba e a pintura começa.(...)". Na inauguração serão lidos textos da autoria de José Bizarro por Anarita Rodrigues, Rui Nuno e pelo próprio.

Organização: Zorra Produções Artísticas
Contacto: 266 746 257 | 964 144 716 | zorra.producoes.arte@gmail.com
Inf. Extra: Entrada livre

Rota das Igrejas d'Évora


Rota das Igrejas d'Évora
8 de março -  Convento dos Remédios (Av. de S. Sebastião) -  9:30 
 Concentração no parque de estacionamento da Porta da Lagoa
 
Visita guiada à Igreja de Nossa Senhora do Rosário, na Torre de Coelheiros. O património religioso de Évora assume particular significado no conjunto classificado como Património da Humanidade e na cidade no seu todo, pela sua riqueza e diversidade (origem temporal, tipologias, carácter estilístico), pelo número de imóveis que subsistem com função religiosa (igrejas, capelas, ermidas, conventos, mosteiros, colégios e recolhimentos). A edificação religiosa constituiu ao longo da história da humanidade um dos expoentes da arte e da arquitetura, e Évora não é exceção a esse fenómeno, constituindo uma parte importante do património da cidade, sendo alguns classificados como Monumento Nacional.

Organização: Gabinete de Arquitetura e Património da Arquidiocese de Évora (GAPAE) | Comissão Diocesana dos Bens Culturais | Câmara Municipal de Évora
Contacto: 266 748 855 | arquitectura.gapae@diocese-evora.pt
Inf. Extra: Entrada Livre

terça-feira, 4 de março de 2014

"Acaso" na Galeria do INATEL


"Acaso"
3 a 29 de Março - Galeria do INATEL (Rua Serpa Pinto)
INAUGURAÇÃO: 3 MARÇO | SEGUNDA-FEIRA | 18:00
 
Três artistas residentes em Évora - Ana Reis, Rui Duarte Matos e Sílvia Lopes -, que o acaso juntou, e juntos expõem escultura, pintura e instalação. Para ver durante o mês de Março na Galeria do Inatel.

Organização: Ana Reis | Rui Duarte Matos | Silvia Lopes
Apoios: INATEL
Contacto: 968 256 587 | silvialopes79@gmail.com
Inf. Extra: Entrada Livre

segunda-feira, 3 de março de 2014

Uaninauei: Festa de apresentação do álbum "Dona Vitória"


Uaninauei: Festa de apresentação do álbum "Dona Vitória"
4 de abril - SOIR Joaquim António d'Aguiar (Pátio do Salema, 7)  - 22:00
 
Os Uaninauei regressam à sua terra natal para apresentar o álbum "Dona Vitória". Após o sucesso de "Lume de Chão", o disco de estreia da banda, os Uaninauei apresentam o segundo disco de longa duração no palco da S.O.I.R., numa festa que promete muito rock & roll em bom português.

Organização: Capote Música
Apoios: SOIR Joaquim António d'Aguiar | Lua aos Quadradinhos

domingo, 2 de março de 2014

A Igreja da Graça ou Convento de Nossa Senhora da Graça


A Igreja da Graça ou Convento de Nossa Senhora da Graça (popularmente chamado Convento da Graça ou Meninos da Graça), é um importante monumento religioso renascentista da cidade de Évora, situando-se no Largo da Graça, na freguesia da Sé e São Pedro. Este mosteiro, dos frades eremitas calçados de Santo Agostinho, foi fundado em 1511, tendo sido projectado pelo arquitecto da Casa Real Miguel de Arruda.
O edifício é um belo exemplar do mais puro estilo renascentista, tendo nos acrotérios da fachada as famosas figuras atlantes a quem o povo de Évora chama desde há séculos, os "Meninos da Graça". Sofrendo o golpe da extinção das ordens religiosas, no ano de 1834, o Convento da Graça foi nacionalizado e transformado em Quartel. Entrou então em grande ruína, perdendo-se grande parte dos seus valores sumptuários, o que constituiu uma enorme perda para o acervo artístico de Évora. Muitos dos altares, imagens e sinos da igreja foram transferidos para a Igreja do Convento de São Francisco, então já paroquial de São Pedro (em cuja freguesia se situava o arruinado Convento da Graça).
Foi classificado pelo IGESPAR como Monumento Nacional em 1910 e Património Mundial da UNESCO em 2001.
A bela capela da Irmandade do Senhor Jesus dos Passos da cidade de Évora, em mármores coloridos e embutidos, que situava no claustro, foi, em boa hora, transferida para a Igreja do Espírito Santo. O estado calamitoso de ruina atingiu o ponto máximo em 1884, com o desabamento da abóbada da igreja, perdendo-se os seus magníficos painés de azulejo (que representavam cenas da vida de Santo Agostinho). O edifício veio a ser restaurado só na segunda metade do século XX, conservando (o exterior e algumas dependências conventuais, como o claustro e o refeitório) as linhas da arte renascentista que o tornam num dos mais belos monumentos eborenses.
Actualmente serve de Messe de Oficiais da guarnição de Évora, sendo a Igreja a Capelania da Região Militar Sul.

Notícia retirada daqui

sábado, 1 de março de 2014

Évora Megalítica - Anta Grande do Zambujeiro


Monumento megalítico de grandes proporções, no seu género um dos maiores da Europa, foi descoberto e escavado pelo Dr. Henrique Leonor Pina nos anos sessenta. Utilizado pelas comunidades agro-pastoris do Neolítico há cerca de 5000 anos como local de enterramento dos seus mortos,  cujo espaço serviria igualmente de santuário.
A Anta Grande do Zambujeiro é constituída por uma gigantesta mamoa* com mais de 50 metros de diâmetro, que envolve a mesma da câmara poligonal e corredor longo, abrindo em átrio para o exterior. Este templo funerário funcionou como local de cemitérios e de culto.
Da enorme constituição megalítica – no seu género a maior da Europa – afloravam na altura da descoberta as extremidades superiores des esteios da câmara com cerca de 6 metros de altura e muitas toneladas de peso. O colossal chapéu, então já fracturado e agora removido, jaz a poente da mamoa.
A Anta encontra-se classificada como monumento nacional (D.L. 516/71 de 22 de Novembro) e o vasto espólio recolhido nas escavações – vasos de cerâmica, contas e adornos de resina, pedras verdes, lâminas e pontas de setas em silex e cristal de rocha, instrumentos de cobre, ídolos – placas de xisto gravadas, etc. – encontra-se guardado no Museu de Évora, não tendo infelizmente, até agora sido apresentado ao público).
Desde 1987 a Câmara Municipal de Évora está a apoiar acções de investigação, protecção e valorização do monumento.

* Colina artificial, construída com terra e pedra.

Notícia retirada daqui 
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