quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Luísa Sobral em Évora


Horário: 22h
Evento: 17 agosto
Localização: Praça do Giraldo

Após ter vivido por 4 anos nos EUA, Luísa Sobral estreou-se em 2011 com a edição de “The Cherry on My Cake”, um álbum bem recebido pelo público e pela crítica. Seguiu-se “There’s A Flower In My Bedroom” (2013), com 17 canções e prestigiados convidados, como Jamie Cullum e os portugueses António Zambujo e Mário Laginha. A sua discografia conta ainda com “Lu-Pu-I-Pi-Sa-Pa”, editado em 2014, que expande o seu universo para fora dos limites estéticos dos seus dois primeiros discos.
“Luísa” é o quarto álbum de originais de Luísa Sobral, editado em 2016 e agora apresentado ao vivo. Neste disco estreitam-se a cumplicidade e os laços afetivos com quem ouve, em novas canções e letras tocantes, que a colocam num novo patamar de maturidade criativa: ainda mais segura, exigente, autêntica e espontânea.
Compôs a música Amar pelos dois, interpretada pelo seu irmão Salvador Sobral, que ganhou o Festival Eurovisão da Canção 2017.
Org: Câmara Municipal de Évora​
Inserido na programação do Festival "Artes à Rua"

Informação retirada daqui

sábado, 15 de julho de 2017

segunda-feira, 3 de julho de 2017

A primeira edição do Iberian Porsche Meeting decorre em Évora de 8 e 9 de julho


O maior encontro de desportivos Porsche da Península Ibérica encontra-se praticamente lotado. Clientes e aficionados da icónica marca alemã não faltaram a esta inédita chamada e aderiram em peso ao grande evento que terá lugar em Cascais, Évora e Portimão, no fim de semana de 8 e 9 de julho.

Por preencher resta um número de vagas muito reduzido inserido no 'Pack Sport', o nível de participação mais acessível — um facto que deixa a organização do Iberian Porsche Meeting "muitíssimo satisfeita", avança Pedro Marreiros: "Contávamos atingir o nosso objetivo até meio do mês de junho e a verdade é que fomos surpreendidos com a adesão maciça dos nossos clientes, que não quiseram perder a possibilidade de participarem num programa de atividades extremamente dinâmico. No final de abril já tínhamos esgotado o 'Pack Sport Plus' e contamos neste momento com pouquíssimas inscrições para o 'Pack Sport', que contempla o desfile na Marina de Cascais e o desfile pela vila", revela o CEO da Prime Promotion, a empresa encarregue de organizar o certame.

Dentro do leque de viaturas já confirmadas estão "quatro Porsche 911 GT3 RS, alguns clássicos de eleição que irão dar um colorido muito especial ao Iberian Porsche Meeting e um rol de surpresas que não queremos, para já, desvendar", salienta o mesmo responsável, que aproveita igualmente para destacar o "enorme entusiasmo dos aficionados e clientes que residem na vizinha Espanha", tendo também eles confirmado a sua presença neste histórico encontro de desportivos Porsche.

Acima das melhores expetativas, "a verdade é que o objetivo delineado para esta fase foi largamente cumprido", reforça Pedro Marreiros, não escondendo que "a confirmação da presença de Mark Webber no Iberian Porsche Meeting fez com que muitos proprietários quisessem garantir imediatamente o seu lugar".

A realizar alternadamente em Portugal e Espanha, o Iberian Porsche Meeting é um evento anual que tem como objetivo reunir num mesmo espaço o maior leque de desportivos Porsche da Península Ibérica. Dirigido a proprietários, potenciais clientes e aficionados da marca, a primeira edição tem lugar no fim de semana de 8 e 9 de julho, e conta com a presença do antigo piloto de Fórmula 1 e campeão do WEC, Mark Webber. Reúne o apoio das Câmaras Municipais de Cascais, Évora e Portimão, e integra um conjunto de atividades desportivas.


domingo, 2 de julho de 2017

Colégio de S.Manços ou das Donzelas


Instituído no ano de 1592, pelo arcebispo D. Teotónio de Bragança, a sua regulamentação foi compilada em 27 de Setembro de 1625 pelo prelado D. José de Melo, que lhe fundou igreja e procedeu à definitiva instalação no paço velho dos Sepúlvedas, situado defronte do Convento do Calvário. A casa fora construída nos primeiros anos do séc. XVI pelo fidalgo castelhano Diogo de Sepúlveda, proscrito em Portugal por favorecer a causa de D. Joana, a Excelente Senhora e D. Afonso V, e que, matrimoniado com uma filha de Rui de Sousa teve a Manuel de Sousa de Sepúlveda, figura central da epopeia do naufrágio do galeão S. João, nas costas do Cabo da Boa Esperança, em 1552, num dos mais dramáticos episódios da História Trágico-Marítima. D. Maria de Távora viveu no paço nos meados deste século e nele teve bom oratório com capela-mor de abóbada revestida de pinturas a fresco, douradas; por viuvez professou no Convento do Paraíso, passando a residência à posse de sua nora, D. Antónia de Meneses, que nela residia no ano de 1591. 

O colégio, secularizado em época imprecisa, entrou na posse da Família Braamcamp-Reynolds e, no edifício, funcionou a Adega Regional e fábricas de Moagem de Farinha, de Cortiça, de Serração de Madeiras e actualmente, uma secção industrial da PROTEXTIL. Do primitivo corpo palaciego, subsistem restos relativamente importantes de arquitectura manuelina, numa sala térrea da banda norte, integrada no Recolhimento como Sacristia da Igreja de S. Manços e o pavilhão norte-sul de fachada principal para a Rua Cândido dos Reis (antiga Rua da Lagoa). Na empena axial, correspondente ao andar nobre escaparam de obras utilitárias, embebidas nas paredes, três belas janelas da primeira vintena do quinhentismo, elegantemente proporcionadas e impregnadas do hibridismo gótico-árabe comum em Évora no reinado de D. Manuel. As duas primeiras, que correm do alçado imediato ao antigo passadiço de arcos cegos que comunicava com o templete colegial, pousam sobre embasamento saliente, reforçado por sapata de cantaria, e oferecem aspecto de terem pertencido a uma galeria terminal em cujo ângulo existe curioso balcão, obstruído, composto por nodoso e rude tronco de granito, encordoado, que lembra peças similares do Solar Ducal de Vila Viçosa, talvez dirigidas pelo arquitecto Diogo de Arruda. 

A mais bela janela e a principal, geminada e de arcos de ferradura, com molduras concêntricas, tem capitéis e bases naturalistas delicadamente lavrados. Os toros laterais terminam em agulhas de ornatos góticos. O último janelão e o mais ocidental dos três, é de lintel trilobado, guarnecido pujantemente de temas vegetalistas, centrado por emblema heráldico (Sepúlvedas?), repousando em colunelos de capitéis manuelinos e bases prismáticas, calcários. Remate de verga em flexa conopial, toreada. O tardoz e couceira estão trabalhados, igualmente, com ornatos florais e geométricos. O pavilhão inferior, actualmente afogado com os nivelamentos sucessivos da Rua da Lagoa, conserva a estrutura e proporções originais. Primitivo corpo funcional do palácio, talvez adegas, casas da carruagem e depósitos, no séc. XVII foi adaptado a Dormitório Colegial. 

Tem grande carácter e compõe-se de oito vastas salas paralelas, dispostas duas a duas e separadas por arcada de grossas empenas de alvenaria e pedra trabalhada, com arcos redondos ou abatidos. A passagem axial é de arcos de ferradura e as abóbadas nervuradas, umas, de arestas outras, por vezes com chaves circulares, nascem de mísulas rudes, cortadas, servindo de arcos formeiros. Alguns dos artesões, de secção poligonal, sobretudo das salas do lado norte, conservam vestígios muito detalhados de pinturas a fresco, de ornatos renascentistas. As frestas, antigas, do corpo meridional, estão obstruídas. Mais delicada é a sala que serviu de sacristia do templete, situada na ilharga da banda ocidental, hoje utilizada como garagem. Construída nos primórdios do séc. XVI e desenhada em planta rectangular, de arcos redondos, chanfrados, tem belo exemplar de cobertura polinervada, de angras, em composição de estrela ogivada de 12 nervuras de perfis circulares ou rectilíneos, cerrados por bocetes redondos, de pedra, emoldurados com cordas manuelinas. 

Quatro robustas mísulas angulares, prismáticas, ornadas dos tradicionais elementos góticos, enobrecem o recinto, seguramente de arquitectura palaciana do tempo do rei D. Manuel. Tem as seguintes dimensões: Comp. 4,80 m. Larg. 3,60 m. Da igreja resta a arcatura externa completa: era de uma só nave, de tipo corrente do barroco seiscentista, defendida lateralmente por gigantes de alvenaria terminados por fachos ornamentais. A fachada principal, que olha ao sul, de empena mutilada, de singular sobriedade, tem portado e janela de jambas rectangulares, cornijas pouco acentuadas e angularmente duas pilastras de granito trabalhado. A cobertura e o altar perderam-se durante um incêndio que destruiu outras partes do recolhimento. No murete que cerrava a vasta cerca, para ocidente, subsistem vestígios do aqueduto de alvenaria que conduzia a água da Prata, concedida por anéis às comunidades do Calvário e a este Colégio, em 1569 e 1621, respectivamente. 

BIBL. Visitação dos Oratórios de Évora em 1591, ms. da B. P. de Évora, fls. 44, 44, 44 vol.; Pe. Francisco da Fonseca, Évora Gloriosa, pág. 232. 

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Colégio da Madre de Deus (Hospital Militar)


Deveu-se, desde os fundamentos, aos esposos D. Francisca de Brito Sacola e ao Dezembargador Heitor de Pina, cavaleiro fidalgo da Casa Real, devotado colaborador do cardeal-infante D. Henrique e grande protector da Livraria da Universidade do Espírito Santo, para a qual deixou, em testamento, um legado de 10 000 cruzados, in gratio significationem. Para o efeito compraram terrenos situados ao fundo da Rua da Mesquita (actual D. Augusto Eduardo Nunes), onde existira, segundo as crónicas coetâneas, a primitiva Albergaria de S. João de Jerusalém, que vinha do tempo e fundação de D. Afonso Henriques e, obtendo de Roma a Bula expedida a 7 de Agosto de 1595, pelo Papa Clemente VIII, que autorizava a erecção do Colégio, deram início à obra com tanta urgência que, embora de traça grandiosa, pôde ser habitado antes de findar o ano de 1608. 

Os Estatutos do novo edifício foram aprovados em Lisboa no dia 18 de Maio de 1607 e neles se especificaram as características da sua administração e frequência, ficando dependente, em princípio, simultaneamente, do Ordinário e da Companhia de Jesus. Podia manter treze alunos escolhidos por oposição ou como parentes dos fundadores, até ao quarto grau. No Colégio se congregava, anualmente, a Corporação da Universidade para sair em préstito solene no dia de Nossa Senhora da Conceição. Expulsos os jesuítas em 1759, o imóvel sofreu as vicissitudes impostas a esta Ordem Religiosa pelas leis do Estado e passou ao domínio da Coroa, que o vendeu em hasta pública. Ultimamente, entrou na posse do Ministério do Exército, que lhe introduziu modificações necessárias para o fim em vista - instalação do Hospital da 3.ª Região Militar. Concluído em 1608, o Colégio da Madre de Deus conserva, na actualidade, a feição original do seu todo arquitectónico. É um edifício discreto, de alvenaria, em planta rectangular, inspirado nos colégios similares da Purificação e Hospital da Piedade, todos coevos entre si, mas de linhas menos severas, tanto na traça interior como na exterior, que é decorada por simples janelas de ombreiras de granito, sem ferragens. 

A fachada principal, voltada ao lado sul, escorada por cunhal de pedra aparelhada, conserva as antigas entradas colegiais e da capela, esta situada no topo nascente e que teve culto pouco tempo, pois estava por terminar no ano de 1726, como diz o Pe. António Franco, embora estivesse desenhada desde fins do séc. XVII. O portal, de simples guarnição de mármore, com reminiscências clássicas, de frontão triangular, conserva aberta em caracteres latinos, no dintel, este dístico: MAGNA.MATRI.DEI.D. O interior, profanado, serve ao presente de Gabinete do Director do Hospital Militar. Em belas e harmoniosas linhas de arquitectura barroca se levanta o claustro que, em planta quadrada e estilo toscano ocupa vasto espaço da construção, na banda norte-ocidente. Compõe-se de cinco vastos tramos de robustas colunas de mármore branco, de Estremoz, apoiadas em cunhais de granito, sendo as coberturas (certamente na origem em apainelados de madeira), feitas de simples abobadilhas protegidas por esticadores de ferro. O andar superior, primitivamente aberto, conserva vestígios dos capitéis esmagados nas cimalhas dos panos de alvenaria e tem agora janelas com padieiras de granito; o antigo corredor, espaçoso e cómodo, serve presentemente, no lanço leste, de enfermaria comum. 

A escada principal, aberta em lanços de boa construção, com degraus de pedra, é ampla e bem lançada. No centro da quadra subsiste o poço colegial, feito em peças de mármore branco, também da região, com seu alto gargalo de secção rectangular. A fachada posterior do edifício, que deita para o pátio sobranceiro à cerca do Hospital da Misericórdia, na frente oriental, conserva a arcaria de quatro vãos, suportada por altos pilares de granito, em arcos de volta perfeita e bases quadradas, em obra utilitária datável de c.ª 1605. Na empena angular das dependências da face oeste, em alta cartela ovóide de estuque hoje caiada, existia armorial da Companhia de Jesus ou dos donatários. 

Informação retirada daqui

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Chafariz d'el-Rei

Deve-se a sua construção ao monarca D. Manuel I, que o mandou erguer quando estagiava na cidade com a corte, no ano de 1497. A lápide de mármore branco, ostentando a Cruz de Cristo e legenda latina, cronografada, está aposta no merlão central, de grande porte. Sotoposta, em pedra bem lavrada existem as armas de Portugal, segundo interpretação arcaica, constituídas por cinco escudetes dispostos em cruz com bordadura carregada de dez castelos. Robusto muro de alvenaria, com cunhais graníticos, é terminado por cortina de ameias do tipo chanfrado, de perfis muito acentuados. A taça, de granito escuro e carcomido, muito baixa e de planta sensivelmente rectangular, está protegida por vários mamões circulares, rústicos e por aplainar, que servem de amarra aos quadrúpedes ou de degrau para viandantes. 

A inscrição, composta de caracteres romanos e góticos, híbridos, encerra a lição: EMANVEL - I - R - P - ET - A - CITRA - E T - VLTRAMARE - IN - APHRICA - G - D - OMNINVS £ 1497 - ANVS que vertida em português e desdobrando as abreviaturas, se deve interpretar: MANUEL, REI DE PORTUGAL, DAQUEM E DALÉM MAR EM ÁFRICA E SENHOR DA GUINÉ ANO 1497. BIBL. Túlio Espanca, Património Artístico do Concelho de Évora, 1957, págs. 73-74. ADENDA O chafariz Del-Rei sofreu obras de reparação importantes custeadas pelo Município, entre Janeiro-Fevereiro de 1966, reerguendo-se na quase totalidade a cortina de merlões chanfrados, de alvenaria, dos fundamento de 1497, dos quais subsistiam, dos 22 (excluindo o marco axial de homenagem), apenas 5 e muito atingidos pela velhice. Desapareceram, também, por necessidade urbanística, os malhões de pedra dos viandantes de cavalaria, que avançavam muito pela Estrada Nacional. 

Informação retirada daqui

sábado, 24 de junho de 2017

Chafariz das Bravas

Está situado na margem esquerda da ribeira da Torregela, a c.ª de 500 m. da antiga Porta de Alconchel, na Estrada Nacional de Lisboa. Foi construído pelo Senado Eborense no último terço do séc. XV e já existia no ano de 1483, como se verifica em determinado período da carta régia de D. João II, datada de 3 de Setembro, que se guarda no Livro II dos Originais da Câmara, a fl. 81 (Cód. 72 do Arquivo Municipal, em depósito na Biblioteca Pública de Évora). O desenho aguardado da vista panorâmica da cidade, apenso à folha de guarda do Foral da Leitura Nova, doado pelo rei D. Manuel em 1 de Novembro de 1501, representa o velho imóvel de aspecto muito semelhante ao actual, embora fosse bastante melhorado no reinado de D. João III, por empreitada do montante de 10 000 reis entregue aos pedreiros Lourenço Luís e Domingos Rodrigues, segundo arrematação pública de 11 de Março de 1528. Possuía o chafariz no eixo da fachada, opulento brasão de armas nacionais e duas carrancas de pedra nos extremos, que o tempo não preservou, embora se admita que o armorial se tenha recolhido no Museu Regional; todavia, esta frente é a primitiva. 

Forte paredão rebocado, de alvenaria, coroado na cimalha por friso regular de vinte ameias góticas e taça rectangular, de granito carcomido pelo tempo, destinada a bebedouro de animais de carga, protege a arca do depósito de águas que, embora potáveis, não se aconselham para consumo público. O cano subterrâneo condutor da nascente e suas caixas de alvenaria, com remates piramidais, foram rectificados nos tempos modernos, desaparecendo estas ao nivelar-se o terreno municipal sobranceiro à ermida de S. Sebastião, destinado aos mercados normais e feiras de gado. Nestes terrenos descobriram-se em 1860 ruínas da época romana de certo merecimento, tanto em alicerces de edifícios como em objectos soltos: pavimentos de mosaicos policromos, fragmentos de cerâmica utilitária e artística, peças de vidro, lápides de mármore com inscrições latinas e uma figurinha de bronze. 

BIBL. Gabriel Pereira, Estudos Eborenses, fase. Antiguidades Romanas em Évora e seus arredores, 2.ª ed. 1948, págs. 302-303; Túlio Espanca, Património Artístico do Concelho de Évora, 1957, págs. 56-57. 
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Mensagens populares

Recomendamos ...