segunda-feira, 13 de julho de 2020

Vigilantes (m/f) para a zona de Évora - Urgente


Empresa de Segurança Privada recruta vigilantes (m/f) para a zona de Évora

Condições obrigatórias:
• Cartão profissional de vigilante
• Boa apresentação e postura
• Sentido de responsabilidade
• Pontualidade
• Boa capacidade de trabalho em equipa
• Disponibilidade para trabalhar por turnos
• Conhecimentos informáticos na óptica do utilizador

Condições de remuneração conforme o CCT para a atividade.

Efetue OBRIGATORIAMENTE a sua candidatura em

    recrutamento@comansegur.pt

ou em www.comansegur.pt - área de Recrutamento.

sábado, 11 de julho de 2020

Universidade de Évora abre 72 vagas para Concurso Especial para alunos do Ensino Profissional e Artístico


A Universidade de Évora (UÉ) vai disponibilizar 72 vagas distribuídas por 17 licenciaturas e mestrados integrados no âmbito do acesso ao Ensino Superior através do Concurso Especial para Titulares de Cursos de Dupla Certificação de Ensino Secundário e de Cursos Artísticos Especializados.

A partir do dia 6 de julho, os alunos com o curso concluído no ano letivo 2019/2020 podem apresentar candidatura a licenciaturas e mestrados integrados na Universidade de Évora, para tal, devem realizar uma prova de conhecimentos em função da área de formação do Ensino Secundário e da licenciatura a que pretendem candidatar-se. A prova será organizada em duas partes: Língua e Cultura Portuguesas e Prova Específica (Biologia, História e Cultura das Artes, Psicologia, Matemática, Matemática para as Ciências Sociais e Educação, Economia).

Os alunos interessados em candidatar-se à Universidade de Évora podem verificar na tabela as correspondências entre as áreas CNAEF dos cursos profissionais e cursos artísticos especializados, com o 1.º ciclos e Mestrados Integrados da Universidade de Évora e as vagas disponíveis para cada curso. Caso pretendam realizar as provas na Universidade de Évora, devem remeter a inscrição por correio eletrónico para o endereço inscricaoexames@sac.uevora.pt, através de um formulário próprio deverá anexar o certificado de habilitações referente ao curso de dupla certificação de nível secundário ou curso artístico especializado; ou documento comprovativo que se encontra a frequentar o 12º ano de um curso de dupla certificação de nível secundário ou curso artístico especializado.

Após aprovação na prova, os estudantes têm que efetuar a sua candidatura on-line ao ensino superior no site da Direção Geral do Ensino Superior.

Toda a informação sobre este concurso especial de ingresso já se encontra disponível na página da Universidade de Évora. 

Orquestra Juvenil de Sopros de Évora apresenta trabalhos finais de 2020


A Orquestra Juvenil de Sopros de Évora, composta por formadores musicais e jovens músicos, aproveita o final do ano letivo para mostrar as apresentações dos trabalhos de aprendizagem de cada grupo de instrumentos. 
Este é o quinto ano em que decorre esta iniciativa promovida pela Câmara Municipal de Évora, cujo objetivo passa por proporcionar novas formas de aquisição e aperfeiçoamento de conhecimentos através do contacto com músicos de diferentes instituições. Promover a ocupação de tempos livres em atividades de valorização cultural, de jovens residentes em meios tradicionalmente menos favorecidos, é outro dos propósitos da formação desta orquestra juvenil.

Cromeleque dos Almendres recebeu Rota do Megalitismo


A Turismo do Alentejo e Ribatejo apresentou, na passada sexta-feira, no Cromeleque dos Almendres, a Rota do Megalitismo, numa cerimónia que contou com a presença dos presidentes da Câmara Municipal de Évora, Carlos Pinto de Sá, de Montemor-o-Novo, Hortênsia Menino e da Turismo do Alentejo, Ceia da Silva.

Com este projeto – que abrange os 58 municípios integrantes da instituição e cujas restantes rotas serão apresentadas em breve -, a Entidade Regional de Turismo tem como foco "enriquecer a experiência e o conhecimento dos visitantes sobre o território" e, consequentemente, "potenciar o número de dias de estadia no Ribatejo e no Alentejo".

Segundo a Turismo do Alentejo e Ribatejo, a rota está integrada no projeto "Rotas do Touring Cultural do Alentejo e Ribatejo", visando "transportar" os turistas e visitantes até aos diversos locais onde se encontram "dissemelhantes menires, cromeleques ou dolmens que têm despertado o interesse de investigadores, arqueólogos e curiosos". É de salientar que juntamente com a Bretanha, o Alentejo e Ribatejo são as regiões com maior densidade e variedade de vestígios e monumentos megalíticos.

http://www.cm-evora.pt/pt/Evora-Noticias/arquivo/Paginas/Cromeleque-dos-Almendres-recebeu-Rota-do-Megalitismo.aspx

Oficinas do programa Artes à Escola decorrem na Ludoteca de Évora


Iniciaram-se a 4 de Julho as oficinas lúdico-pedagógicas do programa Artes à Escola no espaço exterior da Ludoteca de Évora. Destinam-se a todas as crianças entre os 6 e os 10 anos e prolongam-se durante todos os fins-de-semana de Julho e Agosto.

Música, artes plásticas e dança foram as propostas oferecidas pelos artistas Tó Zé Bexiga, Ricardo Falcão, Nuno Zúninga, Chissangue Afonso, Anabela Calatróia e Eliete Santos neste fim-de-semana de abertura. Consulte o programa completo em https://bit.ly/3e1jnCP e veja aqui onde inscrever os mais novos.  

Cumprindo com todas as regras de segurança, estas oficinas procuram ser uma resposta social, cultural e educativa para as famílias, no atual contexto de pandemia. As atividades reforçam a noção de união com regras de segurança para todos, representando oportunidades artísticas, culturais e sociais num espaço exterior, com propostas de atividades adequadas à atual situação e à necessidade das crianças usufruírem de atividades lúdicas nas suas férias.

Recorde-se que o programa Artes à Escola previa a realização de diversos espetáculos e oficinas durante o ano letivo que, com o fecho das escolas, não se conseguiram concretizar. Para fazer face a esta situação, a Câmara Municipal de Évora decidiu realizar agora estas oficinas uma vez que muitas famílias sentem necessidade de que os seus filhos façam atividades fora de casa para contrariar o impacto deste isolamento social nas crianças, com consequências ao nível do seu bem-estar e da sua saúde mental. A iniciativa é também fundamental para os agentes culturais que viram a sua atividade substancialmente reduzida nos últimos meses.

Para a segurança dos mais pequenos, a Autarquia criou as seguintes regras de segurança: limitar o número de participantes a 10 crianças com idades entre os 6 e os 10 anos; realizar todas as oficinas no espaço exterior da Ludoteca; bloquear o acesso aos brinquedos do parque, colocando uma vedação que impeça a dispersão e acesso aos mesmos; colocar desinfetante em sapatos e mãos na entrada norte do parque; fazer inscrições por via digital; contactar a Administração Regional de Saúde para se juntar à Autarquia na abordagem pedagógica aos novos cuidados a ter, comportamentos e regras; e cada criança ter o seu espaço de atividade, uma mesa e um conjunto de materiais para si, e praticar o distanciamento de 3 metros entre cada participante.



segunda-feira, 6 de julho de 2020

Médico Dentista - Évora


Procura-se Médico(a) Dentista para trabalhar em Regime de Part-Time na Região de Évora.
Mais informações enviar CV para:

    candidatura.alentejo@gmail.com

domingo, 12 de abril de 2020

"Em breve...Juntos."

Covid-19: Conselho de Notáveis da Universidade de Évora suspende Dia Solene da Queima das Fitas


Foi através de um comunicado emitido na sua página oficial que o Conselho de Notáveis da Universidade de Évora anunciou que o Dia Solene da Queima das Fitas e o Cortejo Académico de 2020 serão suspensos, sem data prevista para a sua realização.

No comunicado emitido o Conselho de Notáveis está consciente de que “o Dia Solene da Queima das Fitas é um dos dias mais marcantes do percurso académico, por todos os estudantes e pela preservação da Tradição Académica” e garante que quando se realizar será proporcionada “uma cerimónia inesquecível.”

O Conselho de Notáveis, termina referindo que “damos a garantia de procurar uma decisão ponderada, em conjunto com a Reitoria da Universidade de Évora, no sentido de organizar o Cerimonial Final deste ano letivo, em data posterior, ao abrigo das recomendações das entidades responsáveis.”

https://odigital.pt/covid-19-conselho-de-notaveis-da-universidade-de-evora-suspende-dia-solene-da-queima-das-fitas/

sábado, 28 de março de 2020

Évora: horários em vigor nas grandes superfícies comerciais


A deslocação aos estabelecimentos comerciais para nos abastecermos de bens essenciais é uma necessidade. No entanto, importa que sejam observados alguns cuidados no sentido de prevenir o contágio do novo coronavírus COVID-19.

-Desloque-se ao estabelecimento comercial apenas quando for estritamente necessário fazê-lo;
-Vá sozinho(a);
-Sempre que possível ajude vizinhos idosos ou com dificuldades de locomoção, trazendo-lhes as compras a casa;
-No contacto com os funcionários ou outros clientes cumpra sempre as regras de distanciamento;
-Aceite e cumpra as normas indicadas no local quanto ao manuseamento dos alimentos, em especial os frescos.

Para que não faça deslocações desnecessárias, deixamos aqui os horários de funcionamento das maiores superfícies comerciais de Évora.


Évora perdida no tempo - Praça do Geraldo - anos 50


sexta-feira, 20 de março de 2020

Obras no Salão Central arrancam a 23 de março


Na próxima segunda-feira, dia 23 de março, terão início os trabalhos de remodelação do edifício do antigo Salão Central Eborense. A empreitada representa um investimento de 2,5 milhões de euros e tem uma duração prevista de 540 dias.

​Integrado no Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano para a cidade de Évora, Programa de Revitalização do Centro Histórico, a reabilitação deste icónico edifício irá constituir uma peça importante na revitalização do Centro Histórico, ficando a cidade dotada de mais um equipamento multiusos que será determinante no contexto da candidatura de Évora a Capital Europeia da Cultura 2027. De acordo com o respetivo projeto, será mantida a estrutura original, preservando-se a imagem exterior.

Dado tratar-se de uma obra de dimensões importantes situada no coração do Centro Histórico, onde a circulação e o estacionamento de viaturas tem caraterísticas especiais, a Câmara Municipal de Évora, após consulta às partes diretamente envolvidas, e tendo em conta o interesse coletivo, preparou um plano de recurso que garante as condições técnicas e funcionais necessárias ao decurso dos trabalhos, minimizando ao mesmo tempo os constrangimentos decorrentes. Informação detalhada sobre este plano pode ser consultada na página oficial da Câmara em www.cm-evora.pt, que inclui as alterações de circulação, trânsito e estacionamento de viaturas. A Câmara Municipal de Évora pede por isso especial atenção para o cumprimento da nova sinalização a ser colocada nos locais, na certeza da compreensão de todos, em particular dos residentes e empresários estabelecidos na área de intervenção.

Não obstante os condicionalismos impostos pela pandemia de Coronavírus, a Câmara Municipal de Évora e a TPS - Teixeira, Pinto e Soares SA, empresa responsável pela obra, entenderam que esta poderia iniciar-se de acordo com o previsto. Caso as condições venham a ser alteradas em função de desenvolvimentos futuros, a situação será naturalmente reavaliada.





quarta-feira, 18 de março de 2020

Covid-19 - Évora regista o primeiro caso positivo


O Alentejo registou os dois primeiros casos de pessoas infetadas pelo novo coronavírus. O Algarve passa a ter 21 casos e, em todo o país, o número subiu para 642, segundo o boletim epidemiológico desta quarta-feira, 18 de Março, acabado de divulgar pela Direção-Geral de Saúde (DGS).

O Alentejo era a única região de Portugal que ainda não tinha registado nenhum caso, mas, agora, registou os seus dois primeiros infetados. Essa é uma a grande novidade do boletim de hoje.

Segundo a Rádio e Televisão do Sul (TDS), «um dos casos do Alentejo será o de um homem de 28 anos que veio do Irão, tendo feito escala em Madrid e seguido para o Aeroporto de Lisboa».

«Em Lisboa, terá apanhado um táxi até Évora. Mais tarde, veio ao Hospital de Évora e foi-lhe feita uma primeira análise, tendo dado positivo», conta a TDS.

Não se sabe se se trata de um português ou de um estrangeiro, mas, entretanto, o homem já terá sido transportado para o Hospital Curry Cabral, em Lisboa.

O segundo caso no Alentejo deverá ser o de uma pessoa infetada do concelho de Montemor-o-Novo. Ou seja, ambos os casos conhecidos hoje são no Alto Alentejo.

O boletim desta quarta-feira, que se reporta às informações confirmadas até à meia noite de ontem, também confirma a segunda morte devido ao novo coronavírus, numa notícia que já tinha sido avançada ao início da manhã. Trata-se de António Vieira Monteiro, presidente do Santander em Portugal.

Dos 642 casos confirmados, só 89 pessoas estão internadas e 20 estão nos cuidados intensivos, em estado mais grave.

Quanto às regiões, o Norte tem o maior número de infetados (289), seguida de Lisboa e Vale do Tejo (243) e Centro (74). Depois surge o Algarve (21), Madeira (1), Alentejo (2) e Açores (3).

Ou seja: todas as regiões de Portugal já registam casos de pessoas infetadas com o novo coronavírus.

Há, no total, 24 cadeias de transmissão ativas. 351 pessoas ainda aguardam resultado laboratorial. Mas, como nem tudo são más notícias, o boletim de hoje também dá conta de três casos já recuperados.

Desde 1 de Janeiro, já foram registados 5067 casos suspeitos, dos quais 4074 não se confirmaram. De momento, existem 6656 contactos em vigilância O Alentejo registou os dois primeiros casos de pessoas infetadas pelo novo coronavírus. O Algarve passa a ter 21 casos e, em todo o país, o número subiu para 642, segundo o boletim epidemiológico desta quarta-feira, 18 de Março, acabado de divulgar pela Direção-Geral de Saúde (DGS).

O Alentejo era a única região de Portugal que ainda não tinha registado nenhum caso, mas, agora, registou os seus dois primeiros infetados. Essa é uma a grande novidade do boletim de hoje.

Segundo a Rádio e Televisão do Sul (TDS), «um dos casos do Alentejo será o de um homem de 28 anos que veio do Irão, tendo feito escala em Madrid e seguido para o Aeroporto de Lisboa».

«Em Lisboa, terá apanhado um táxi até Évora. Mais tarde, veio ao Hospital de Évora e foi-lhe feita uma primeira análise, tendo dado positivo», conta a TDS.

Não se sabe se se trata de um português ou de um estrangeiro, mas, entretanto, o homem já terá sido transportado para o Hospital Curry Cabral, em Lisboa.

O segundo caso no Alentejo deverá ser o de uma pessoa infetada do concelho de Montemor-o-Novo. Ou seja, ambos os casos conhecidos hoje são no Alto Alentejo.

O boletim desta quarta-feira, que se reporta às informações confirmadas até à meia noite de ontem, também confirma a segunda morte devido ao novo coronavírus, numa notícia que já tinha sido avançada ao início da manhã. Trata-se de António Vieira Monteiro, presidente do Santander em Portugal.

Dos 642 casos confirmados, só 89 pessoas estão internadas e 20 estão nos cuidados intensivos, em estado mais grave.

Quanto às regiões, o Norte tem o maior número de infetados (289), seguida de Lisboa e Vale do Tejo (243) e Centro (74). Depois surge o Algarve (21), Madeira (1), Alentejo (2) e Açores (3).

Ou seja: todas as regiões de Portugal já registam casos de pessoas infetadas com o novo coronavírus.

Há, no total, 24 cadeias de transmissão ativas. 351 pessoas ainda aguardam resultado laboratorial. Mas, como nem tudo são más notícias, o boletim de hoje também dá conta de três casos já recuperados.

Desde 1 de Janeiro, já foram registados 5067 casos suspeitos, dos quais 4074 não se confirmaram. De momento, existem 6656 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde.

Ainda de acordo com o boletim da DGS, a maioria dos casos foram importados de Espanha (18), Itália (17), França (13) e Suíça (8).

Há ainda países como Alemanha e Áustria, Andorra, Bélgica, Países Baixos, Reino Unido e Irão, todos com 1 caso importado.pelas autoridades de saúde.

Ainda de acordo com o boletim da DGS, a maioria dos casos foram importados de Espanha (18), Itália (17), França (13) e Suíça (8).

Há ainda países como Alemanha e Áustria, Andorra, Bélgica, Países Baixos, Reino Unido e Irão, todos com 1 caso importado.

https://alentejo.sulinformacao.pt/2020/03/covid-19-algarve-tem-21-casos-numero-sobe-para-642-em-todo-o-pais/

sábado, 14 de março de 2020

App Município de Évora


A Câmara de Évora tem uma aplicação gratuita para smartphone, compatível com todos os sistemas operativos: Android, Windows Phone e iOS

Esta aplicação visa a publicitação de notícias e eventos, divulgação de informações e promoção turística e cultural do Município de Évora. O conjunto de funcionalidades disponibilizadas permite à autarquia comunicar e receber feedback direto dos munícipes através da disponibiliza​ção de alguns serviços.

Com esta ferramenta todos aqueles que vivem, trabalham e visitam Évora, passam a dispor de uma forma instantânea e intuitiva de interação com o município. Informação útil sobre o concelho, património, gastronomia, onde comer, dormir e o que visitar, são apenas algumas das inúmeras funcionalidades da aplicação.​

À distância de um toque passa​ a estar a possibilidade de, em tempo real, o cidadão comunicar ocorrências (roturas de água, queda de sinalização) ou, simplesmente receber as notícias e alertas emitidos pela autarquia.

Para fazer a instalação precisa apenas de aceder à "loja" do seu smartphone, pesquisar por Évora e descarregar o ficheiro.

sexta-feira, 13 de março de 2020

Câmara Municipal de Évora adota medidas preventivas relativamente a COVID 19


Câmara Municipal de Évora decidiu, na sequência do comunicado do Conselho de Ministros de 12 de março, que dá conta das "medidas extraordinárias e de carácter urgente de resposta à situação epidemiológica do novo Coronavírus – COVID 19", um conjunto de medidas a adotar com efeitos imediatos, nomeadamente o cancelamento ou adiamento, sem data, de todos os eventos de iniciativa municipal, e o encerramento, total ou parcial, de um conjunto de equipamentos municipais.

Desta forma,
 Serão canceladas todas as iniciativas de âmbito sociocultural, desportivo, de recreio e atividades de tempos livres, promovidas pelo Município;
Será cancelado o mercado temporário (de abril);
Será vedado o acesso ao público a equipamentos socioculturais e desportivos interiores, nomeadamente as Piscinas Municipais, o Centro de Convívio Municipal, a Arena d'Évora, o Monte Alentejano, a Ludoteca, a Igreja de São Vicente, o Convento dos Remédios, o Museu da Água, a Casa da Balança, as visitas ao Arquivo Municipal, a biblioteca itinerante Loja dos Sonhos e todas as zonas interiores dos equipamentos desportivos;
Serão encerrados os parques infantis;
As zonas exteriores de utilização livre do Complexo Desportivo, bem como o Circuito de Manutenção manter-se-ão em funcionamento, restringindo-se o acesso aos equipamentos de uso coletivo (aparelhos de atividade física e de manutenção);
Serão suspensas as visitas de grupo às Termas Romanas, situadas no Edifício dos Paços do Concelho;
Serão adotadas medidas de condicionamento de acesso a cada local de atendimento público, dando-se preferência ao atendimento pelos meios telefónicos e digitais, cujos endereços estão disponíveis para consulta na página da Câmara Municipal de Évora em http://www.cm-evora.pt/ ;
Adequaremos o funcionamento de todos os serviços municipais a esta situação de emergência.
Estas medidas estão em vigor até ao dia 14 de abril. A situação será monitorizada de forma permanente, adotando-se, se necessário, novas medidas durante este período.

Num contexto de imprevisibilidade da progressão da pandemia e tendo em conta que, até à data, não foram identificados casos positivos na região Alentejo, importa agir preventivamente e com a devida tranquilidade, apelando-se a toda a população que siga as diretivas emanadas das entidades competentes.

http://www.cm-evora.pt/pt/Evora-Noticias/arquivo/Paginas/C%C3%A2mara-Municipal-de-%C3%89vora-adota-medidas-preventivas-relativamente-a-COVID-19.aspx

sábado, 8 de fevereiro de 2020

7º Encontro - Programa Municipal Inclusão em Movimento 2019-2020


Cerca de 40 utentes das instituições de apoio à deficiência do concelho de Évora participaram neste encontro realizado no dia 06 de fevereiro nas instalações da ATKRS, Associação Taekwondo Kickboxing Revolution Self Defense.

Durante a manhã experimentaram algumas técnicas das diversas artes marciais sob orientação do Mestre Vitor Bilro e dos seus colaboradores.

O próximo encontro irá realizar-se no dia 20 de fevereiro no Complexo Desportivo de Évora.

Este programa tem como objetivo promover a inclusão e a igualdade de oportunidades no acesso a atividades de carácter desportivo, social e cultural, facilitadoras da promoção da saúde e o bem-estar físico, psíquico e social da comunidade eborense.

São parceiros deste programa as seguintes instituições:

-Associação Sócio-Cultural Terapêutica de Évora;
-Associação de Reabilitação, Apoio e Solidariedade Social de Évora;
-Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental de Évora;
-Associação de Paralisia Cerebral de Évora;
-Cercidiana.

http://www.cm-evora.pt/pt/Evora-Noticias/arquivo/Paginas/7%C2%BA-Encontro---Programa-Municipal-Inclus%C3%A3o-em-Movimento-2019-2020.aspx

Jorge da Rocha apresenta “Blau”


Pela primeira vez em Évora, Jorge da Rocha, músico português residente em Barcelona, apresenta o seu novo álbum, "Blau". 
Após ter viajado por toda a Europa, pela Ásia e pela América do Sul com os seus dois álbuns anteriores (ambos gravados somente com recurso à voz e ao contrabaixo), este novo trabalho incorpora também outros instrumentos e influências que abrem caminho a novas texturas e paisagens sonoras ampliando o universo expressivo deste músico inquieto, emotivo e curioso. 
Marcada pela sua trajetória jazzística e pela paixão pela música moderna, pela eletrónica e pelas canções, a música de Jorge da Rocha leva-nos numa viagem de descoberta musical e emocional, de reflexão sobre o mundo atual e de entrega à busca pessoal e artística. Ao vivo, é um espetáculo​ singular e sedutor, protagonizado pela apaixonante expressividade do seu contrabaixo e da sua voz e pelo encanto das suas canções.

http://www.cm-evora.pt/pt/agendacultural/Paginas/Jorge-da-Rocha-apresenta-%E2%80%9CBlau%E2%80%9D.aspx

The Legendary Tigerman


É assim que começa o press release de The Legendary Tigerman. E assim tem sido nos últimos 20 anos. A primeira frase sempre foi o mote, a fundação de tudo, quase como um mantra que ecoaria em cada canção de Paulo Furtado. Mas o homem tigre vestiu muitas peles, galgou terreno nos 7 continentes, abraçou cada um de nós, fosse na sala mais pequena do Japão ou no maior festival da Europa.
Tigerman fez-se de muitas formações, muitos formatos para entregar o rock n’ roll como só ele sabe... em doses desmedidas de turbulência e agitação, exatamente como tem de ser. 20 anos depois da estreia a solo, The Legendary Tigerman regressa ao palco novamente sozinho, acompanhado apenas da sua guitarra, um kit de bateria e um kazoo.
Serão 11 cidades, 11 celebrações do mais puro rock n’ roll e blues. Únicas e irrepetíveis. Únicas e apetecíveis.
“Queria começar um projeto que fosse lendário logo à partida, como uma provocação” dizia, altivo e sagaz, The Legendary Tigerman.
Pois então que se celebrem as provocações no tempo do politicamente correto.
Celebre-se o amor às causas.
Celebre-se o Rock n’ Roll lendário... em cada noite, em cada cidade, como se fosse a última vez.

http://www.cm-evora.pt/pt/agendacultural/Paginas/The-Legendary-Tigerman.aspx

Música para Bebés e Papás


Um projeto com orientações musicais para crianças com idades compreendidas entre os 6 e os 36 meses. Uma atividade didática, lúdica e prazerosa, que privilegia a cumplicidade entre bebés e papás e onde todos participam e se divertem.

http://www.cm-evora.pt/pt/agendacultural/Paginas/Musica-para-Bebes-e-Papas.aspx

Ciclo " a voz dos Outros"


Uma noite de tributo à musica de uma das bandas míticas do Rock. os grandes êxitos dos Rolling Stones, sao o mote para o espectaculo deste sábado que passa pelo rock e pelos Blues

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Évora acolhe supercomputador ligado ao projeto do maior radiotelescópio do mundo


O supercomputador Oblivion, com desempenho equivalente à combinação de mais de mil computadores, vai funcionar em Évora, associado ao projeto do maior radiotelescópio do mundo e disponível também para a comunidade científica e empresas, foi  esta quinta-feira revelado.
"É uma máquina potente, com nós de computação, de gestão e de armazenamento. E podemos dizer que tem uma 'performance' equivalente a 1.200 PC's (computadores pessoais) a funcionarem em conjunto", destacou hoje à agência Lusa Miguel Avillez, coordenador do Oblivion.

A máquina, instalada no Data Center da DECSIS, no Parque Industrial e Tecnológico da cidade, vai ser inaugurada pela Universidade de Évora (UÉ) no dia 04 de fevereiro, às 11h30.

O supercomputador, adiantou Miguel Avillez, também professor da UÉ, envolveu "um investimento próximo de um milhão de euros" e foi adquirido para a infraestrutura de investigação ENGAGE SKA "Enabling Green E-science for the SKA Research Infrastructure", ligada ao projeto do maior radiotelescópio do mundo.

"50% do tempo de CPU da máquina ficará afeto ao ENGAGE SKA", mas "os outros 50%" são para disponibilizar "à comunidade científica e a empresas no âmbito da Rede Nacional de Computação Avançada", assinalou.

O ENGAGE SKA, liderado pelo Instituto de Telecomunicações (IT) de Aveiro e com as universidades de Évora, Aveiro, Porto e Coimbra, Instituto Politécnico de Beja e Associação RAEGE Açores, é a interface da comunidade científica nacional ao Square Kilometre Array (SKA).

Trata-se de um projeto global que, a uma escala sem precedentes, envolve cientistas e engenheiros integrados em mais de 100 instituições de 21 países na preparação da construção do maior radiotelescópio do mundo, que tem como objetivo observar e mapear o Universo, referiu a UÉ, aludindo a dados do portal do SKA.

"Irá abranger uma área com um milhão de metros quadrados para a recolha de dados através de milhares de radiotelescópios, o que exigirá avanços radicais no processamento de dados, na velocidade de computação e na infraestrutura tecnológica", referiu.

O supercomputador em Évora vai "apoiar no processamento de volumes massivos de dados resultantes de atividades de investigação e inovação desenvolvidas em Portugal e enquadradas no design, prototipagem e operação" do radiotelescópio SKA e dos "seus eventuais precursores".

A máquina "é capaz de processar 239 milhões de milhões de operações por segundo (TFLOPS -- 'Tera Floating Operations per Second'), com "um custo energético muito baixo", e "vai ser preparada para armazenar 1,5 Petabytes de dados (equivalente a 1,5 milhões de Gigabytes)", de acordo com o professor.

Além de "tratar, analisar e obter informações a partir de volumes massivos de dados", o Oblivion vai "efetuar simulações numéricas em vários domínios da ciência", nomeadamente no campo da astrofísica, precisou Miguel Avillez, do Departamento de Matemática e coordenador do Grupo de Astrofísica Computacional da UÉ.

"Permite fazer modelos sobre a origem e evolução do universo, das galáxias ou dos planetas e a radiação emitida a partir do Sol, entre outras coisas, e modelos de novos materiais, trabalhar o desenho de novos medicamentos ou testar aplicações paralelas para previsões nas áreas do clima e da agricultura", avançou a academia alentejana.

"o supercomputador está em fase de testes, prevendo-se entrar em produção brevemente", adiantou o coordenador.

O ENGAGE SKA tem um financiamento global na ordem dos quatro milhões de euros, atribuído pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), através do Programa COMPETE 2020.

https://www.cmjornal.pt/sociedade/detalhe/evora-acolhe-supercomputador-ligado-ao-projeto-do-maior-radiotelescopio-do-mundo?ref=DET_CMaoMinuto_10

sábado, 25 de janeiro de 2020

O caso do Chico Engeitado


No primeiro dia de Outubro de 1959 Évora foi surpreendida com a notícia de que o Grupo Cénico da velha Sociedade Dramática e Recreativa Eborense (Antiga Mocidade) havia ganho o Concurso de Arte Dramática Popular, organizado pelo SNI (Secretariado Nacional de Informação), órgão de propaganda do regime salazarista. 

A estranheza pela escolha prendia-se quer com o facto de a sociedade não ser conotada, nem de perto, nem de longe, com o Estado Novo, quer com a temática da obra apresentada ser pouco cara às gentes abastadas e dominantes da região, apoiantes da situação. Da autoria de um modesto funcionário público, Alexandre Rosado de seu nome, a peça, inscrita na classe B (comédia e farsa), tinha como título “O Caso do Chico Engeitado” (sic) e contava de forma viva e animada o quotidiano de uma pequena aldeia alentejana em que um dos personagens sofria do referido estigma social. Ajudará a compreender melhor a situação se a situarmos no seu devido contexto. 

Ora bem, o SNI tinha sido criado em 1944, para substituir a SPN (Sociedade de Propaganda Nacional), lançada em 1933 como órgão público responsável pela propaganda política, informação pública e comunicação social. Fora o intelectual de direita, simpatizante do fascismo e dos regimes autoritários, para além de jornalista brilhante, António Ferro, quem sugerira a Oliveira Salazar a existência de um organismo encarregado de propagandear os feitos do regime. A derrota, já então previsível, dos fascismos europeus levou o governo português a proceder a uma reorganização quase imediata do recém - criado SNI, que viu a sua área de acção ser alargada com a integração do turismo e da Inspecção dos Espectáculos nos seus serviços e, ao mesmo tempo, ser-lhe cometida a tarefa de aproximação cultural à sociedade, ou, por outras palavras, de definir a actividade cultural das entidades particulares de fins recreativos. 

O contacto far-se-ia através da Federação Portuguesa das Colectividade de Cultura de Recreio (FPCCR), fundada em 1925, pouco antes do golpe do 28 de Maio, que levaria à Ditadura Militar. Uma das primeiras iniciativas governamentais de natureza cultural foi a organização de um concurso de Arte Dramática para as sociedades federadas dos distritos de Lisboa e de Setúbal. O propósito era o de estimular a renovação do teatro amador, contribuindo para o desabrochar de novos talentos, e deixar ficar patente a ideia do quanto a chamada arte de palco era importante para a educação do povo. Todavia, a FPCCR falhou na sua missão de concitar a adesão associativa ao projecto. Daí que, em 1949, António Ferro, já perto do seu adeus ao SNI, decida reformular a política cultural e recreativa e elaborar um novo plano de acção que despertasse verdadeiramente as sociedades para uma colaboração mais activa com os ditos interesses nacionais, propondo «a partilha simbólica de uma identidade comum». 

A criação do estatuto de utilidade pública, com todo um imenso cortejo de benefícios fiscais e alguns incentivos financeiros, foi um dos instrumentos postos em prática no âmbito da tentativa de consecução dos objectivos propostos. No concernente ao teatro o SNI decidiu estender o Concurso de Arte Dramática a todas as colectividades do género no país, dividindo o certame em duas categorias: a A, aberta ao género dramático e à tragédia; e a B, relativa à comédia e à farsa. As peças a concurso seriam apresentadas em Lisboa, a fim de se proceder à escolha das que participariam na fase final, a realizar no emblemático Teatro da Trindade. Mas logo na 2ª edição, em 1951, o Concurso esteve à beira da extinção, dado que o SNI, numa atitude de reforço à fiscalização da censura, decidiu proibir a apresentação de algumas peças, o que levou ao adiamento do certame para o ano seguinte. Também a Dramática Eborense se veio a queixar de cortes nos textos, o que lhes retirava o sabor da originalidade, obrigando por vezes à substituição por outros, dada a impossibilidade da sua reformulação. 

A vigilância cerrada do regime salazarista às sociedades culturais e recreativas adensou-se nos anos seguintes, culminando em 1957 com o encerramento de três delas. No rol foi incluída a Sociedade Fraternidade Simão da Veiga, com sede em Lavre, distrito de Évora, tendo os seus bens transitado para a respectiva Casa do Povo. Apesar de tudo, a Antiga Mocidade nunca deixou de se apresentar a concurso, ainda que com peças aparentemente pouco ambiciosas e de autores menos conhecidos. Em 1959 resolveu a sua direcção apostar num texto ligeiro, intitulado “O Caso do Chico Engeitado”, da autoria do entusiasta e estudioso local pelo teatro Alexandre Rosado. A este simples amanuense do Registo Civil, já com 71 anos, coube também a encenação. 

O certo é que a peça provocou surpresa em Lisboa e foi seleccionada para a fase final, a decorrer entre 20 e 30 de Setembro. As rasgadas loas dos críticos teatrais lisboetas deixaram desde logo antever um bom resultado. No “Diário de Lisboa”, onde moravam os melhores analistas do sector, escrevia-se a 24 : «Com “O Caso do Chico Enjeitado” (escrito aqui correctamente), de Alexandre Rosado, o teatro português criou o correspondente nacional da “Our Town” de Thornton Wilder ». (N. do red.: esta peça do referido dramaturgo norte-americano, que ganhou o Prémio Pullitzer do Drama em 1938, retratava o carácter dos cidadãos de uma comunidade do séc. XX através das suas vidas diárias.) (...) «Utilizando processos por vezes similares, com o pequeno senão do gosto malabarístico, de brincar com as coisas do teatro e não condensar a peça para esta encontrar a sua justa medida, Alexandre Rosado não soube apenas inventar um dos casos mais sérios do nosso teatro, soube ainda reunir o eficiente escol de amadores que constitui o Grupo Cénico da Dramática Eborense». 

Ao contrário do habitual, a decisão foi extremamente rápida. Um dia após o encerramento do concurso, a Emissora Nacional e os vespertinos da capital anunciavam a vitória do grupo de Évora na classe B com “O Caso do Chico Enjeitado” (localmente continuava a prevalecer a grafia com g), a que correspondia o prémio Joaquim de Almeida, no valor de 10.000$00, enquanto Alexandre Rosado arrebatava o prémio de encenação Carlos Santos, que era valorado em 5.000$00. Os intérpretes Luíza Moleiro, Jorge Pimentão e José Madeira da Rocha recebiam menções honrosas. Ao espanto na cidade pela obtenção do galardão máximo sucedeu-se a indiferença das gentes oficiais. 

Coube à imprensa local, com destaque para o “Jornal de Évora”, reagir contra tal «falta de interesse» e pressioná-las no sentido de patrocinarem a realização de uma festa de homenagem ao grupo e à colectividade. A vontade escassa e a realização próxima das festividades do IV Centenário da Universidade de Évora serviram de pretexto a dois adiamentos da consagração citadina. Finalmente, a 5 de Novembro, no Teatro Garcia de Rezende, perante uma «assistência escolhida», como salientou o diário “Democracia do Sul”, teve lugar uma sessão solene alusiva ao acontecimento. Falaram o Governador Civil, José Félix de Mira, o presidente da Câmara, João Luís Vieira da Silva, o prelado doméstico José Filipe Mendeiros e o comandante da PSP local. Elogios de circunstância, promessas poucas e vagas de auxílio e pouco mais. Feita a festa, fez-se o possível e conseguiu-se que a façanha dos amadores da Dramática caísse no esquecimento. Dos enjeitados (rejeitados pelos pais) se pretendia que não rezasse a história. Meio século depois a «Évora Mosaico» decidiu recuperá-la, para que ela permaneça na memória citadina.


ÉVORA MOSAICO nº 3 – Outubro, Novembro, Dezembro 09 | EDIÇÃO: CME/ Divisão de Assuntos Culturais/ Departamento de Comunicação e Relações Externas | DIRECTOR: 
José Ernesto d’Oliveira | PROJECTO GRÁFICO: Milideias, Évora | COLABORADORES: José Frota, Luís Ferreira, Teresa Molar e Maria Ludovina Grilo | FOTOGRAFIAS: Carlos Neves, 
Rosário Fernandes | IMPRESSÃO: Soctip – Sociedade Tipográfica S.A., Samora Correia | TIRAGEM: 5.000 exemplares | PERIODICIDADE: Trimestral | ISSN 1647-273X | Depósito Legal 
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sábado, 18 de janeiro de 2020

Alto de S. Bento - O miradouro da cidade


Numa edição cujo tema de capa é o megalitismo, a proposta de passeio é naturalmente uma visita ao Alto de S. Bento, notável geo-sítio situado a cerca de três quilómetros do Centro Histórico e conhecido entre a população como o miradouro da cidade, que vista lá de cima parece estender-se a seus pés. Foi esta característica, aliada ao microclima existente, que concorreu para que o lugar se tornasse procurado e fruído por grande número dos habitantes. Nomeadamente quando, a partir de finais do século XIX, se alargou a estrada que lhe dava acesso e posteriormente se construiu a ligação rodoviária a Arraiolos. Desde tempos bem antigos que toda a vasta zona que se sucedia à Porta da Lagoa, constituída por terrenos de grande fertilidade e frescura, foi alvo do interesse das comunidades monásticas. Em séculos diferentes neles se vieram a instalar os Conventos de S. Bento de Cástris, da Cartuxa e do Espinheiro. 

A implantação religiosa estendeu-se posteriormente a outros eclesiásticos e prelados, conforme o denotam eloquentemente os nomes que alguns desses espaços ainda mantêm: Quinta do Chantre, Quinta dos Freires da Graça, Quinta de S. Caetano, Quinta de Santo António. Aos monges e padres que se instalaram para viverem em afastamento o seu retiro mundano, tendo a sua sobrevivência garantida pela exploração intensiva dos produtos hortícolas e de algum gado miúdo, juntaram-se posteriormente alguns nobres e magistrados que edificaram belas residências com o objectivo de ali passarem o inclemente verão eborense. O isolamento monástico, e a circunstância das poucas residências particulares estarem desocupadas durante um parte do ano, tornavam os caminhos entre quin tas bem perigosos. 

Nas zonas intermédias acoitavamse grupos de bandoleiros que assaltavam quem por ali por vezes circulava, para encurtar distâncias. Tudo viria a alterar-se com a revolução liberal. Os bens da Igreja foram secularizados, os nobres deixaram de viver das tenças reais e foram obrigados a vender os bens para sobreviver, enquanto muitos magistrados se viram afastados dos seus lugares e remetidos para outras paragens. A nova ordem política e social provocou bastas alterações fundiárias, tendo contribuído para o desmoronamento e fragmentação de muitas casas senhoriais, que vieram a conhecer outros donos. Rasgados novos caminhos vicinais de comunicação, foi possível melhorar e intensificar o trânsito entre as propriedades e franquear por completo o caminho que conduzia ao topo daquela colina granítica de cerca de 360 metros de altitude e em cujas imediações vivia uma série de pequenos hortelãos. A pé ou a cavalo, o Alto de S. Bento passou a ser demandado por todos quantos queriam conhecer a paisagem que dali se desfrutava, gozar a benignidade dos seus ares ou para ali fazerem os seus piqueniques, moda burguesa dos finais do século XIX. Este novo modo de vida ganhou outra dimensão por volta de 1885. 

Reinava em Évora um grande entusiasmo em torno das recém-aparecidas bicicletas, que os jovens ditos bem nascidos começavam a preferir aos trens e às caleches dos seus pais e avós. A novidade dos primeiros passeios velocipédicos deu origem às lúdicas voltas domingueiras, que os levavam às quintas dos arredores mostrando às moças o seu ar distinto de “ sportmen”. O Alto de São Bento era um dos percursos preferidos dos que gostavam de procurar a ruralidade dos subúrbios citadinos. A sua demanda aumentou a partir da segunda década da centúria passada, com a crescente utilização do automóvel. O Alto passou a ser, particularmente de noite, local de amores clandestinos. Pouco ou nada policiado, o local permitia por outro lado ver à distância quem se aproximava. Nem isto fez, porém, com que o local deixasse de ser procurado pelos anteriores motivos. 

Ele continuou e continua a ser frequentado pelos amantes da natureza e das caminhadas pedestres, a servir de refrigério nos calmosos dias de Verão ou a acolher os que se mantêm fiéis à tradição de ir comer o borrego pascal ao campo na tarde de segunda-feira. A esmagadora maioria dos que ali se deslocam desconhece, no entanto, que o Alto de S. Bento foi um povoado pré-histórico ocupado na transição do Mesolítico para o Neolítico, ou seja, quando o homem iniciou o seu processo de sedentarização. O estudo de vestígios dessa época ali encontrados - artefactos de sílex (lamelas e micrólitos geométricos) - levou o arqueólogo Manuel Calado a concluir ter sido o local «um dos povoados dos construtores de menires e recintos megalíticos». 

Esta ocupação ter-se-á verificado, com grande grau de plausibilidade, entre os finais do sexto milénio antes de Cristo e inícios do quinto. Junto à grande e compacta massa granítica que constitui o cabeço foram erguidos há muitas décadas seis moinhos de vento que, com o decorrer do tempo, foram perdendo a sua função original. Seguiu-se a entrada num processo de degradação que parecia imparável quando a Câmara, em finais do século passado, decidiu recuperar dois deles e o espaço envolvente com o propósito de ali criar um projecto educativo designado por Núcleo Museológico do Alto de S. Bento. Este comporta dois núcleos: o do Granito, onde estão recolhidos muitos dos vestígios pré-históricos encontrados, e o da Florística, sendo a criação deste justificada pela existência de um ecossistema muito diversificado e complexo onde abundam os matos mediterrânicos subtropicais, alguns pinheiros mansos, sobreiros e azinheiras. 

O Núcleo foi aberto à comunidade escolar e à população em 2001. Três anos depois começaram as obras de reconversão da chamada “Casa do Guarda”, que passou à designação de Núcleo de Expressão Artística. A intervenção no local alargou-se aos terrenos circundantes aos moinhos, o que permitiu a criação de dois percursos de passeio (A e B), com acesso limitado a peões e a veículos de duas rodas, a par de um parque de merendas. Foi igualmente colocada sinalética geral, da qual sobressai um magnífico painel de azulejos que indica todos os pontos da cidade que dali se divisam. E, como seria de aguardar, toda a zona foi vedada. A afluência ao Alto aumentou sobremaneira com a sua utilização por parte da população escolar, cativada desta forma para a aprendizagem das Ciências Naturais. Também a população se veio a interessar pelo sítio de uma forma bem diferente. Caminheiros e ciclistas voltaram a incluí-lo nas suas rotas lúdicas. Para sua melhor fruição, o Município vem promovendo nos sábados estivais o programa “Tardes Soalheiras, Noites ao Relento”, com o objectivo de conseguir que as famílias do concelho saiam de casa e partam à procura do muito que há para conhecer em seu redor. Visitar o Alto de S. Bento, na sua tríplice vertente (histórica, geofísica e ambiental), é pois um acto de cultura que tem como aliciante adicional a possibilidade de participação em actividades científicas, de investigação ou de descoberta da paisagem e riquezas ambientais.


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sábado, 11 de janeiro de 2020

Quem foi Diana de Liz


Diana de Liz é o nome de uma estirada rua da cidade, que começa nas antigas instalações da Manutenção Militar e vai até à Albergaria Vitória, de um lado, e à filial em Évora do BPP, do outro, depois de cruzar as Avenidas dos Combatentes e de Dr. Barahona e ladear a Ermida de S. Braz e o hotel D. Fernando. As placas toponímicas identificam-na como uma escritora eborense do século XX. Na cidade, porém, ela é praticamente desconhecida, tal como a obra que produziu. Oitenta anos passados sobre o seu desaparecimento, ainda não tinha 40 anos, é tempo de a revelar aos seus actuais conterrâneos. Por trás deste pseudónimo literário abrigou-se Maria Eugénia Haas da Costa Ramos, eborense de gema, nascida a 29 de Março de 1892 na freguesia de S. Pedro, sendo filha do capitão do Regimento de Cavalaria nº 5, Zacarias da Costa Ramos, e de Margarida Amélia Haas da Costa Ramos. 

Apesar de ser um abastado proprietário rural eborense, a errância da vida militar levou o capitão Zacarias Ramos a fixar-se com a família em Lisboa, tinha a pequena Maria Eugénia oito anos de idade. Na capital, a menina recebeu esmerada educação, tendo aprendido com extrema facilidade as línguas francesa, inglesa e italiana. Aprimorou entretanto o estudo da língua pátria e dedicou-se à música. Aos 20 anos tinha cumprido a formação intelectual e tornara-se uma mulher moderna, desempoeirada e desejada nos meios mais elegantes da sociedade lisboeta. 

Ademais era bonita, muito feminina e sensual. Continuava a vir a Évora, acompanhando os pais que amiúde se deslocavam para se inteirarem do estado das suas lavouras; outras vezes, corria a visitar a madrinha, que a adorava. E, com espírito diletante, cultivava a escrita em prosa (pequenas novelas) ou em verso, material que ia colocando em vários periódicos sob o nome por que era conhecida entre as amigas: Mimi Haas. Assim aconteceu no “Correio da Manhã”, no “Diário de Notícias”, no “Diário de Lisboa”, no “Magazine Bertrand”, na “Vida Feminina” e outros. Foi no primeiro destes periódicos que, em 1923, utilizou pela primeira vez o pseudónimo Diana de Liz, o qual não viria a abandonar até final da sua curta existência. Por este se tornou igualmente conhecida no estrangeiro, escrevendo para o “ABC” de Madrid e para o “El Suplemento” de Buenos Aires. 

Nestas andanças veio a conhecer, em 1926, o jornalista e escritor Ferreira de Castro, nessa altura vivendo tempos difíceis de fome e privação. Ambos se envolvem numa paixão tórrida. Diana tinha já 34 anos e Ferreira de Castro menos seis. Pretendem casar-se, mas os pais dela opõem-se à sua união com um homem sem futuro nem profissão e deserdam-na. Juntam-se em 1927 e vão viver para uma casa térrea, sem água nem luz eléctrica, na Rua Tenente Espanca, frente à actual sede da Fundação Calouste Gulbenkian. No ano seguinte Ferreira de Castro publica “Emigrantes”, o seu primeiro grande romance. A vida do casal melhora um pouco. Em 1929, depois de uma visita a Paris e a Andorra, Maria Eugénia adoece de tuberculose e o escritor leva-a para a sua casa natal de Osselas (Oliveira de Azeméis), tentando uma mudança de ares que lhe seja favorável. Em vão. Aí morre a 27 de Maio de 1930, ano em que é lançada “A Selva”, a imortal obra prima de Ferreira de Castro, que conhece um sucesso estrondoso em Portugal e além-fronteiras. 

O escritor vai então dedicar-se à tarefa de coligir, organizar e procurar editor para a publicação dos escritos da mulher. Tarefa difícil, porque, como o próprio Ferreira de Castro viria a referir, ela «escrevia pelo puro prazer de escrever e quando isso lhe era voluptuoso. Depois, abandonava os seus trabalhos, quase os esquecia». Assim, aparece em 1931 “Pedras Falsas”, uma colectânea de pequenas novelas, crónicas e cartas, quase todas publicadas no “Correio da Manhã”, prefaciada pelo seu companheiro, o qual, logo de início, confessa: «Devo, talvez, a este livro o estar ainda vivo. Se não fora o desejo de o publicar, eu teria seguido, possivelmente, a sua autora, quando a morte ma roubou. (…) Disse-lhe eu, que os seus livros, quaisquer que fossem os esforços a fazer seriam publicados ». Dando cumprimento ao prometido, surge, passado um ano, “Memórias de uma Mulher da Época”, uma novela de maior fôlego e mais vasta ambição. 

Foi a sua última obra póstuma. Entretanto o próprio escritor, consumido pelo desgosto, tinha adoecido gravemente com uma septicemia e tentara o suicídio. Conseguiu sobreviver e foi convalescer para a Madeira, onde escreveu “Eternidade”, que lhe dedicou e se revelou como um grito de revolta contra o fatalismo biológico do homem. No dia em que fez quatro anos de falecida, a cidade, por intermédio do Grupo Pró-Évora, prestou-lhe sentida homenagem, organizando uma sessão solene evocativa da sua obra. O seu nome foi então dado à citada artéria e uma lápide toponímica colocada numa das esquinas da Ermida de S. Braz, de cujo descerramento se encarregou o próprio Ferreira de Castro. Diana de Liz está sepultada em Ossela, em jazigo que Ferreira de Castro mandou erguer. Na campa ao lado, figuram os restos mortais dos pais do escritor e da mãe de Diana, segundo o seu próprio desejo, depois de arrependida de a ter repudiado.


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sábado, 4 de janeiro de 2020

A. Bartolomeu Gromicho - O Senhor Reitor


De 1841, ano em que abriu as suas portas, até 1974, o Liceu Nacional de Évora conheceu 22 reitores. Durante a monarquia o cargo foi entregue quase exclusivamente a altos funcionários políticos da cor do partido no poder, normalmente governadores civis, pelo que os seus mandatos foram, regra geral, de curta duração. A República não trouxe quaisquer alterações neste campo. A função continuou a ser cometida a comissários políticos, embora os tempos de permanência na administração da instituição tivessem aumentado. Em 1929, já em plena Ditadura Militar que conduziria à instauração do Estado Novo, o novo poder nomeou para reitor António Bartolomeu Gromicho, professor da academia desde 1916, cujo consulado terminou exactamente três décadas depois, por via da sua aposentação. Ao serviço do Liceu de Évora, que recuperou, desenvolveu e defendeu, esteve 43 anos. Para além disso foi também um apaixonado pela urbe e um dos primeiros a aperceber-se do seu valor turístico enquanto cidade de cultura. Bartolomeu Gromicho nasceu na vila de Alandroal em 24 de Agosto de 1891, sendo filho de pai incógnito. Veio a frequentar o Seminário de Évora mas não seguiu o destino que lhe parecia destinado. 

Bacharelou-se em Letras e obteve o diploma de professor da Escola Normal Superior da Universidade de Coimbra. Com 23 anos ingressa no Liceu Nacional de Évora. Encantado com a cidade, percorre-a demoradamente e interessa-se pelo estudo do seu passado, tão rico em pormenores revelados e outros que se deixam adivinhar mas permanecem ocultos do conhecimento geral. Mal é nomeado Reitor do Liceu, dedica-se à tarefa de recuperar a propriedade do antigo Colégio do Espírito Santo da extinta Universidade de Évora, que em 1913 o governo republicano havia entregue à Casa Pia de Évora. O Liceu havia passado à mera condição de arrendatário, vendo-se ainda obrigado a desafectar a ala do primeiro andar para que nela se instalasse a Escola Comercial e Industrial, criada no mesmo ano. Aproveitando o facto do ministro da Instrução ser Gustavo Cordeiro Ramos, eborense, antigo aluno e professor da instituição, consegue que a posse do edifício e terrenos anexos transite para o Estado. Nestes, o Liceu vai construir os campo de jogos e o ginásio (actual auditório da Universidade), na sua época considerado como um dos melhores do país. 

Paulatinamente, foi restaurando as salas do antigo Colégio e realizando diversos melhoramentos no edifício, cuja área se estendeu com a saída dos antigos parceiros de ocupação: a Escola Comercial vai para o antigo convento de Santa Clara, em 1951, e a Casa Pia passa para o Convento de S. Bento de Cástris, em 1957. Com mais espaço à disposição, são criados a biblioteca, os gabinetes de biologia e ciências naturais, de física e de química. O Liceu de Évora, sob a sua tutela, torna-se um dos mais bem apetrechados a nível nacional, enquanto vê reforçado o seu quadro de professores, sempre de elevada qualidade. No plano político a sua adesão ao salazarismo tinha-o conduzido à Câmara, onde ficou como vereador da cultura. Assumiu a presidência da Comissão Municipal de Turismo, criou o Posto de Turismo da Praça do Giraldo e, em 1938, elaborou e viu ser aprovado o “Regulamento Geral da Construção Urbana para a Cidade de Évora”, documento fundamental para desincentivar todos quantos, a pretexto de modernizar a sua arquitectura, lhe pretendiam alterar a face. Tornara-se entretanto presidente do Grupo Pró-Évora, associação de defesa do património criada em 1919, que viria a organizar, duas décadas depois, sob a sua égide, um curso de cicerones que teve como vencedor Túlio Espanca.

Tendo este como editor, fundou em 1942 e dirigiu, no âmbito municipal, o Boletim de Cultura “A Cidade de Évora”, que ainda hoje se encontra em publicação. Entre este ano e 1959 exerceu a função de deputado da União Nacional. Os afazeres políticos foram-lhe, entretanto, retirando tempo para uma intervenção mais activa no quotidiano cultural. Apesar disso, foi reunindo papéis, documentos e diplomas sobre a existência do Liceu e tornou-se no próprio historiador da instituição. A sua boa estrela empalideceu já perto de atingir o limite de idade, na sequência da intenção governamental de restaurar os estudos superiores na cidade. 

Estes seriam instalados no Colégio do Espírito Santo, seu antigo poiso, pelo que se procederia à construção de um novo liceu. Em intervenção no Parlamento, no dia 24 de Outubro de 1958, Gromicho, embora aceitando a restauração da Universidade em Évora, critica asperamente o propósito de ser o Liceu a transferir-se de lugar, já que este ali criara raízes, pergaminhos, tradição e carisma, deixando sinais indeléveis na vida cultural da região e do país em cerca de 120 anos de existência. Esta tomada de posição valeu-lhe a animosidade das chamadas forças vivas citadinas, que o maltrataram verbalmente na imprensa e oralmente nos cafés, nas tertúlias e outros lugares públicos. Elementos do Grupo Pró-Évora demitiram-se para o deixarem isolado. Aposentou-se a 24 de Fevereiro de 1959, amargurado e desiludido. O Governo ainda lhe conferiu a Comenda da Instrução Pública. Na hora da retirada recebeu porém o carinho e o agradecimento de muitos antigos alunos. Faleceu em 17 de Agosto de 1964.  

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