segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Conhecer a Arte Pública

A arte pública contemporânea começou a instalar-se em Évora no decurso dos últimos anos, como resposta à necessidade de valorizar esteticamente o espaço circular interno gerado pelas rotundas, enquanto ponto de convergência urbanístico de ruas e avenidas. Por parte de muitos, pouco ou nada familiarizados com os caminhos percorridos pela arte moderna, a reacção foi e continua a ser profundamente negativa. Mas é obrigação de uma cidade, que se pretende afirmar como pólo cultural de referência, acrescentar mais património ao excepcional legado histórico recebido e fomentar nos seus habitantes o interesse pelas modernas formas de expressão artística. E não há melhor forma para o fazer que utilizar os lugares disponíveis no espaço público. Na opinião de numerosos historiadores, analistas e críticos, o conceito de arte pública moderna surgiu na primeira metade dos anos 60 com o objectivo de destacar um novo tipo de intervenção artística no espaço público, distinto do tradicional monumento comemorativo, filho do naturalismo clássico. Este deveria celebrar um acontecimento ímpar na vida de um país ou de um povo, ou homenagear um membro de uma cidade ou de uma comunidade que o deseja gravar na memória colectiva. No primeiro caso optava-se pelo erguer de uma construção grandiosa; no segundo a escolha era de natureza escultórica. 

Este era o conceito tradicional de arte pública. Em Portugal as construções imponentes foram poucas e traduziram-se, regra geral, em grandes obras de arquitectura. Mas as esculturas impuseram-se, de alguma forma, durante o século XIX e meados do século passado, tendo como espaço de eleição as praças, os largos e os jardins. Assim veio a acontecer com o busto de José Cinatti, a primeira obra de arte pública a ser erguida em Évora em 1864 e localizada no Jardim Público, de cuja construção e planeamento ele se havia encarregado. No pedestal – elemento característico da estatuária pública clássica – lá se encontra escrito: «À memória de José Cinatti / Évora agradecida/1844». 

O segundo busto erigido na cidade foi dedicado ao Dr. Francisco Eduardo Barahona Fragoso, opulento lavrador, Par do Reino, Oficial-mor da Casa Real, homem de arte e da cultura e grande benemérito da cidade. A obra de arte dedicada ao “Dr. Barahona” e executada «por subscripção pública» encontra-se no Jardim Diana desde 1908. Foi preciso chegar a 1949 para um novo busto passar a embelezar o espaço público citadino. A homenageada era pela primeira vez uma mulher, Florbela Espanca de seu nome. Acto que mereceu a desaprovação da Igreja diocesana, que considerava a notável poetisa, que frequentara o Liceu de Évora em 1911, onde concluíra o curso sete anos depois e se suicidara em 1930 em Matosinhos, como uma mulher dissoluta e imoral. Depois de muito porfiar, os admiradores e amigos conseguiram que o busto, da autoria do escultor Diogo de Macedo, obtivesse autorização para colocação num local discreto do Jardim. 

Ao Parque Infantil foi parar uma estátua em granito do cronista e prosador Garcia de Resende, cinzelada por António de Paiva e oferecida à Câmara de Évora pelo Ministério das Obras Públicas na Primavera de 1974. Cerca de duas décadas depois, o grande mestre Lagoa Henriques criava o busto do grande filantropo eborense D. Vasco Maria Eugénio d’ Almeida (Conde de Vilalva), no qual já era notória a transfiguração das formas clássicas (menor rigidez e monumentalidade) e que foi colocado no relvado fronteiro ao Palácio da Inquisição, em plena Acrópole. A série de homenagens individuais em pedra e ao ar livre teve no busto de André de Resende, o grande humanista eborense do século XVI, a sua última realização. A escultura de João Cutileiro encontra-se desde 2000 no Jardim de S. Mamede, em local discreto, mas foi produzida em meados dos anos 80, semelhando-se em muito na sua concepção e linhas estéticas à estátua de D.Sebastião, também de sua autoria e implantada em Lagos em 1973 e considerada pelo crítico José Augusto França como «a primeira escultura pública moderna nacional». Fora deste contexto fica o Monumento aos Mortos da Grande Guerra, que foram muitos os criados por todo o país. 

O de Évora foi erguido em pleno Rossio, em 1933, ainda que em princípio estivesse destinado à Praça Joaquim António de Aguiar. A iniciativa partiu de um grupo de militares e civis e a inauguração contou com a presença do Presidente da República de então, General Óscar Carmona. Tem 11 metros de altura e do conjunto fazem parte diversas inscrições explicativas em placa de bronze, material de que também são compostos dois obuses, colocados a cada um dos lados do monumento. Diferente, pela sua menor dimensão e discrição, não isento porém de expressiva dignidade, é o obelisco (peça típica do Antigo Egipto, formada por um pilar de forma quadrangular e alongada, que se afunila ligeiramente à medida que vai subindo) em memória de todos «os que lutaram e morreram por Portugal no Ultramar», levantado no Largo dos Castelos, frente ao Quartel General da cidade.Entretanto a Arte Pública moderna fazia a sua entrada em Évora com a realização em 1981 do Simpósio Internacional da Pedra, orientado por João Cutileiro. 

O catálogo assinalou a presença de 26 peças de 15 artistas. A maioria das peças está distribuída por jardins e praças. Só no jardim Diana foram colocadas 4 delas (de Pedro Fazenda, Luísa Perienes ), outra de João Sotero repousa no Parque de estacionamento da Porta da Lagoa. Destaque extra merece a peça “Sarcófago”, burilada por José Pedro Croft, ainda no relvado do Palácio da Inquisição. A presença de obras de arte em rotundas começou em meados dos anos 60 com a instauração de um pouco imaginativo padrão dos descobrimentos na rotunda da Praceta Infante D. Henrique. Só em 1991, por iniciativa municipal, em homenagem aos voluntários eborenses, surgiu a Rotunda do Bombeiro, da autoria do professor de Belas Artes Armindo Alípio Pinto, que já gerou alguma controvérsia. 

Foram contudo as derradeiras, colocadas nos últimos quatro anos, que mais celeuma criaram, naturalmente por imbuídas de concepções estéticas diferentes da ideia corrente de monumento. Inserem-se neste âmbito as duas em que a água é um elemento de referência: a fonte cibernética, da autoria do arquitecto paisagista Caldeira Cabral (Rotunda do Raimundo), e a escultura de António Charrua denominada de “Diálogo de Ícaro com o Sol” (Rotunda dos Colegiais), envolvida por engenhosa fonte ornamental. Para além dos monumentos de homenagem à Associação dos Dadores Benévolos de Sangue e ao ciclismo eborense, resta a polémica réplica do Arco do Triunfo que terá existido na Praça do Giraldo, de João Cutileiro, cujo mérito artístico não cabe aqui avaliar. Na estatuária portuguesa contemporânea, porém, Mestre Cutileiro já demonstrou estar à frente do seu tempo. Curiosamente o filósofo contemporâneo Gilles Lipovetsky dirá, em “A Era do Vazio”: «O modernismo é de essência democrática: desliga a arte da tradição e da imitação e simultaneamente inicia um processo de legitimação de todos os temas».


ÉVORA MOSAICO nº 3 – Outubro, Novembro, Dezembro 09 | EDIÇÃO: CME/ Divisão de Assuntos Culturais/ Departamento de Comunicação e Relações Externas | DIRECTOR: 
José Ernesto d’Oliveira | PROJECTO GRÁFICO: Milideias, Évora | COLABORADORES: José Frota, Luís Ferreira, Teresa Molar e Maria Ludovina Grilo | FOTOGRAFIAS: Carlos Neves, 
Rosário Fernandes | IMPRESSÃO: Soctip – Sociedade Tipográfica S.A., Samora Correia | TIRAGEM: 5.000 exemplares | PERIODICIDADE: Trimestral | ISSN 1647-273X | Depósito Legal 
nº292450/09 | DISTRIBUIÇÃO GRATUITA



segunda-feira, 9 de setembro de 2019

As ruínas romanas da Villa da Tourega

As ruínas da villa romana da Tourega, pouco conhecidas dos eborenses, ficam situadas a cerca de 12 quilómetros da cidade, num desvio de terra batida existente na estrada de ligação às Alcáçovas, perto da ribeira de Valverde. O local terá sido ocupado entre o século I e o Século IV, tendo a villa chegado a estender-se por uma área de cerca de 500 metros quadrados, dotada de termas duplas, para homens e mulheres, e tanques de banhos frios e quentes. Em termos gerais, dir-se-á que uma villa romana era uma propriedade rural romana, semelhante aos actuais montes alentejanos, constituída por um conjunto de habitações para residência dos proprietários e dos seus trabalhadores e equipadas de banhos privativos, dado que os romanos sempre deram significativa importância à higiene e cuidados de saúde. Segundo os estudos conhecidos, a villa da Tourega funcionou como um importante ponto de apoio na via XII, que estabelecia a ligação entre Lisboa (Olissipo) e Emerita (Mérida). André Carneiro, docente da Universidade de Évora, na sua obra “Itinerários Romanos de Alentejo, Uma releitura de As Grandes Vias da Lusitânia – O Itinerário de Antonino Pio” de Mário de Saa, cinquenta anos depois considera, na esteira de outros investigadores, que a villa da Tourega teria uma localização predominantemente estratégica, determinada por várias possibilidades de acessibilidade. 

A mesma estaria muito perto da estrada (cerca de quinhentos a mil metros) que vinha de Alcácer do Sal (Salatia) com duas variantes (uma por Montemor, outra pelo Torrão e Alcáçovas) – mas próxima também de um cruzamento de vários itinerários. A ligação Ebora – Pax Julia (Beja) distaria apenas uma légua. Referências a este sítio são conhecidas desde o século XVI, quando o humanista André Resende encontrou uma lápide funerária dedicada por Calpúrnia Sabina a seu marido Quinto Júlio Máximo, questor da Sicília, tribuno da plebe, legado da província Narbonense e nomeado pretor da região. Depois da submetida a interpretação paleográfica, a placa acabou por ser datada do século III, fazendo actualmente parte do espólio do Museu de Évora. Segundo Mário Saa, «Quinto Júlio Máximo e seu filho eram quadrumvirus (membros de uma Junta de Quatro) da intendência das vias públicas», o que demonstra a importância que a estação assumiu nesses tempos. 

Pouco mais se soube da villa da Tourega até 1985, altura em tiveram início naqueles terrenos intervenções arqueológicas aprofundadas. De 1988 até 1996 foi elaborado o “Projecto de Investigação da Villa Romana da Tourega”, no âmbito de uma parceria entre a Universidade Lusíada e a Fundação Calouste Gulbenkian. Os trabalhos efectuados incidiram especialmente sobre a zona termal. A descoberto foi posto um corredor que conduzia a um edifício, tido como principal, com salas para banhos quentes ou frios, e um outro de dimensões mais amplas que serviria para o armazenamento da água. Já este ano, por iniciativa da Câmara Municipal, foi dado início ao processo preliminar burocrático de classificação do local, que subirá depois até ao IGESPAR para decisão final por parte deste.


ÉVORA MOSAICO nº 3 – Outubro, Novembro, Dezembro 09 | EDIÇÃO: CME/ Divisão de Assuntos Culturais/ Departamento de Comunicação e Relações Externas | DIRECTOR: 
José Ernesto d’Oliveira | PROJECTO GRÁFICO: Milideias, Évora | COLABORADORES: José Frota, Luís Ferreira, Teresa Molar e Maria Ludovina Grilo | FOTOGRAFIAS: Carlos Neves, 
Rosário Fernandes | IMPRESSÃO: Soctip – Sociedade Tipográfica S.A., Samora Correia | TIRAGEM: 5.000 exemplares | PERIODICIDADE: Trimestral | ISSN 1647-273X | Depósito Legal 
nº292450/09 | DISTRIBUIÇÃO GRATUITA



segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Évora Urban Village


Évora Urban Village:
Uma cidade histórica que dança com o futuro!

No próximo mês de Setembro, entre os dias 18 e 21, a histórica cidade de Évora e Património Mundial há mais de três décadas, será palco do Évora Urban Village, novo evento que pretende agitar o fim do Verão deste importante centro cultural do Alentejo e do país.

Não há Música sem Dança!

Com um foco especial na Música e nas Danças Urbanas, o Évora Urban Village ocupará um espaço nobre da cidade com uma ambiciosa programação - entre espetáculos, workshops, debates, etc - colocando em evidência alguns dos mais importantes talentos nacionais e internacionais do género, com enérgicas apresentações pensadas especialmente para este contexto.


Um programa com destaque para toda a Arte Urbana!

O Évora Urban Village acolherá igualmente concertos com artistas de projeção nacional, DJ sets, projeção de documentários de música e dança, talks, uma exposição de fotografia, artista convidado de arte urbana e outras iniciativas que procurarão sintonizar o público com a mais profunda vibração das novas danças e ritmos, que vão agitando cidades em todo o mundo. O enfoque será na qualidade e na atualidade de criação de todas as propostas.

No espaço pensado para o evento o público irá encontrar ainda uma oferta cuidada de street food, bem como outros serviços e ofertas que pretendem elevar a experiência do Évora Urban Village a um nível superior.

Trata-se de um evento original que virá ocupar um espaço novo no panorama dos festivais portugueses, sendo mais um contributo para a oferta de uma cidade que formalizou recentemente uma candidatura a Capital Europeia da Cultura, que tem uma população jovem e estudantil em crescimento e que oferece uma qualidade de vida aos seus munícipes muito acima da média.


Uma produção Artistica da AMG Music.

Um Festival Jovem, para o Futuro, promovido pela Câmara Municipal de Évora.

terça-feira, 27 de agosto de 2019

DingDuMarAn


Horário: 22h00
Evento: 29 agosto
Localização: Praça do Giraldo

Da música arcaica à eletrónica, num recorrido que dá a volta ao mundo, este é um espetáculo que harmoniza sons e imagens, trazido ao palco da Praça, do Giraldo do “Artes à Rua – Festival de Artes Públicas”, a 29 de agosto, pelas 22h00.
O projeto DingDuMarAn é uma das estreias do festival em 2019 e, segundo os seus criadores, “nasce de um conceito híbrido de fusão musical sem limites de temporalidade e espacialidade”. Instrumentos e géneros musicais das mais variadas origens geográficas são resgatados, do passado e do presente, deixando antever o futuro da música.
O corpo musical do projeto é composto por dois pianos, vozes, bateria e baixo, em que, através de uma abordagem experimental, juntando elementos como gongos e taças de som, sintetizadores, foleys e samples, o público é transportado para uma navegação pelo poderes sensoriais e galvanizadores da música.

Ficha Artística | Artistic Datasheet
Ulf Ding - Piano, gongos, taças de som, shruti box, voz e sintetizadores
Duarte Reis - Piano, sintetizadores, pads, keytar, vocoder, electric melódica, FX e foley
Felícia Mar - Voz e kalimba
André Neves - Bateria, samples, synths, turn-table e FX
Pedro Silva - Contrabaixo e baixo eléctrico
Mike The Axe - Imagem
Laura Nobrega - VJ

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Festival de Xadrez em Évora

Está a decorrer em Évora, desde o dia 13 até ao próximo dia 21 de julho de 2019, o Festival de Xadrez, organizado pela Federação Portuguesa de Xadrez em parceria com o Município de Évora e o Agrupamento de Escolas Gabriel Pereira.

Este Festival conta com várias iniciativas ligadas à modalidade, como a realização da Final Four da Taça de Portugal, da 59ª edição da 1ª Divisão Nacional por equipas, ambas a decorrer no Évora Hotel, de torneios e simultâneas na Praça do Giraldo e de um torneio de partidas semirrápidas, na Escola Gabriel Pereira.


A Final Four da Taça de Portugal realizou-se nos dias 13 e 14 de julho entre as equipas de GD Cavadas (Seixal) – A.XAT Montemor-o-Novo e AX Portugal/Atlantidiagonal “A” (Lisboa) – Associação Académica de Coimbra, tendo ficado vencedor a A.XAT Montemor-o-Novo.

Até ao próximo domingo está a realizar-se a 59ª edição da 1ª Divisão Nacional por equipas onde o destaque vai para a equipa alentejana da A.XAT- Montemor-o-Novo, que participa pela 1ª vez na prova rainha do xadrez nacional.

O evento conta com a participação de dez equipas vindas de vários pontos do país:
Grupo Desportivo Dias Ferreira (Porto)
Academia de Xadrez de Gaia,
Escola de Xadrez do Porto,
O Amanhã da Criança (Maia),
Grupo de Xadrez Porto,
Associação Académica de Coimbra
Assembleia Figueirense (Figueira da Foz),
Amadora Xadrez,
Academia Xadrez Portugal/AtlantiDiagonal (Lisboa), e
A.XAT- Montemor-o-Novo.

O Xadrez invadiu Évora com atividades em espaço público na Praça do Giraldo e Piscinas Municipais. 

Para ver a programação completa, consulte o evento no site do Évora Desporto.
Mais Fotos em FB Évora Desporto.

terça-feira, 9 de julho de 2019

Torneio Semirrápido de Xadrez


A Escola Secundária Gabriel Pereira (ESGP), no âmbito da comemoração dos seus 100º Aniversário, vai organizar, em parceria com a Federação Portuguesa de Xadrez (FPX), o «Torneio Semirrápido do Centenário da Escola Gabriel Pereira».
O evento que terá lugar na ESGP no próximo dia 14 de julho, a partir das 14.30H, está inserido no programa do Festival de Xadrez, organizado pela FPX, que terá lugar em Évora entre 13 e 21 de julho. O Festival inclui no seu programa as finais por equipas da Taça de Portugal e as Fases Finais dos Campeonatos Nacionais por equipas das I, II e III Divisões de clássicas.
As inscrições para o Torneio do Centenário, que se dirige a toda a população, independentemente da idade ou nível de prática do xadrez, devem ser feitas através do endereço fpx@fpx.pt.

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Exposição "Arquitetura do Vazio", de Rob Monaghan


Inauguração: 6 de Junho às 18h
Fim do Evento: 12 agosto
Localização: Palácio do Barrocal INATEL

Exposição de Rob Monaghan com Phyllis Akinyi (performance de vídeo) e Miguel Noya (paisagem sonora) 
De 6 de  Junho a 12 de Agosto 2019
Inauguração: 6 de Junho às 18h
18h30: espetáculo/performance de dança com flamenco de Nyar Kakan com Stefan Jarl
Rob Monaghan (Irlanda) veio a Portugal para estudar o impacto ambiental na paisagem pelas indústrias de pedreiras de mármore na região de Estremoz, mas foi imediatamente seduzido pelos sítios abandonados e pela recuperação lenta da natureza nesses espaços. Ajudar Rob Monaghan a criar a sua narrativa nas pedreiras foi o video, fotografia e a recuperação dos objetos encontrados.
Um destaque desta exposição é o vídeo da bailarina Phyllis Akinyi (Dinamarca) dançando num lago de pedreira. Miguel Noya (Venezuela) compôs a paisagem sonora para este vídeo e define um tom sensorial para a exposição.
No âmbito da inauguração desta exposição vai decorrer um espetáculo/performance de dança com flamenco (6 de junho - 18h30) de Nyar Kakan com Stefan Jarl.
I CONTAIN MULTITUDES é um espetáculo​ em que o flamenco é combinado com mistérios da África Oriental, rituais ancestrais e paisagens sonoras eletrónicas escandinavas. É um tributo às identidades multiculturais. É coreografado por Phyllis Akinyi e interpretado por Akinyi ao lado do percussionista Stephan Jarl. Com raízes quenianas e dinamarquesas, Akinyi investiga a sua própria vida, e busca uma expressão autónoma na qual a tradição encontra o contemporâneo.

sábado, 29 de junho de 2019

Mundo Segundo / Sam the Kid


Horário: 22h
Evento: 29 junho
Palco Principal da Feira de S. João 2019

A parceria vem de longe e moldou-se em palco. O norte e o sul. O Alfa e o Omega. O homem do segundo piso e o miúdo do sétimo céu. Um de Gaia e outro de Chelas.
No meio dos dois, uma história longa de dedicação à causa das rimas e das batidas ao ponto de ambos serem sinónimos de hip hop. Talvez um seja hip e outro hop, um yin e outro yang. Irmãos de sangue, irmãos de armas. Irmãos no rap, certamente.

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Encontro Coral


Horário: 17h30
Inicio do Evento: 08 junho
Fim do Evento: 08 junho
Localização: Igreja do Convento de S. Bento de Castris

​No âmbito de intercâmbio com coros das vizinhas região de Extremadura​ e da Andaluzia, o Coral Évora recebe o Coral Padre José Mirabent, de Isla Cristina

EvoraWIne 2019


Horário: 17h-22h | 1 e 2 de junho
Inicio do Evento: 01 junho
Fim do Evento: 02 junho
Localização: Praça do Giraldo

​EvoraWine é considerado o evento do Alentejo, onde se promove o vinho, o Enoturismo, a gastronomia e a cultura da nossa região. Após o grande sucesso dos anos anteriores, decidiu a organização manter o local de exposição, um dos locais mais bonitos da nossa cidade, a Praça do Geraldo! Estamos confiantes em mais um sucesso nesta edição. Contamos com um maior número de expositores (cerca de 45) e mais animação e atividades​ complementares. 

Dia Mundial da Criança 2019


sábado, 25 de maio de 2019

Imagens mostram carros consumidos pelas chamas em Évora


A Polícia Judiciária (PJ) está a investigar a origem de um incêndio que destruiu este sábado de madrugada dois automóveis estacionados numa rua do centro histórico de Évora, informou fonte da PSP.

A mesma fonte indicou à agência Lusa que os dois veículos ligeiros de passageiros estavam estacionados um atrás do outro na Rua dos Aferrolhados, em pleno centro histórico da cidade alentejana.

Uma fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Évora adiantou que o alerta para o fogo nas duas viaturas foi dado às 04h37 e que as chamas foram extintas cerca de 30 minutos depois.

Segundo a fonte do CDOS de Évora, as operações de socorro mobilizaram os Bombeiros de Évora e a PSP, num total de 10 operacionais, apoiados por quatro veículos.

https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/policia-judiciaria-investiga-incendio-que-destruiu-dois-automoveis-em-evora?ref=HP_OutrasNoticias2