segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Óptica Havaneza - o sucesso sob designação obsoleta


O “Prémio Mercúrio – o melhor do comércio” foi criado em 2007 pela Escola do Comércio de Lisboa com o propósito de reconhecer e galardoar as entidades e personalidades que, em cada ano, mais se tenham distinguido pela contribuição e valorização do sector do comércio e serviços e outras profissões a ele ligadas. A Confederação do Comércio e Serviços de Portugal veio a associar-se ao projecto como sua promotora. No ano passado foram atribuídos os primeiros troféus em várias categorias e diferentes ramos de actividade, mas nenhuma das empresas eborenses que se candidatou logrou a obtenção de qualquer distinção. No entanto, a Óptica Havaneza esteve entre as cinco nomeadas para a categoria de “Lojas com História”, tendo o triunfo sido arrebatado pela Livraria Lello do Porto. A selecção para o pequeno núcleo de empresas que chegou ao escrutínio derradeiro foi prestigiante para a firma, criada em 7 de Outubro de 1944 com um objectivo bem diferente do actual. 

Foram seus fundadores Sebastião Mendes Bolas, à data funcionário dos Correios, e sua mulher, Maria das Neves, que se estabeleceram na Rua Miguel Bombarda, nº 23, com um pequeno estabelecimento a que deram o nome de Havanesa (nessa altura a palavra foi assim grafada) Eborense. Destinava-se então à venda de tabacos nacionais e estrangeiros, lotaria, papelaria e artigos escolares. No anúncio publicado no “Notícias d’ Évora” se esclarecia que «as instalações da nova casa, não são muito espaçosas mas são largamente compensadas pelo variadíssimo sortido de artigos que apresenta». E porquê o nome estranho de Havaneza? Provavelmente porque este era o termo pelo qual se passaram a designar, desde a primeira casa em Portugal com esse nome – fundada em pleno Chiado lisboeta no ano de 1864 pelo Conde de Burnay – todas as lojas cujo objectivo principal era a venda de charutos e tabacos importados de Havana, sinónimo de grande qualidade e sujeição a um serviço cuidado e profissional no seu acondicionamento local. 

A primitiva Casa Havaneza, cuja existência ainda perdura, foi imortalizada na literatura portuguesa ao longo dos tempos, em obras de Eça de Queiroz (“Os Maias”), Guerra Junqueiro (“No Chiado”) e, mais recentemente, de José Cardoso Pires (em “Lisboa – Livro de Bordo”). Com o passar do tempo, as havanezas foram-se, pois, estendendo um pouco por todo o país como indicativo de estabelecimento de comercialização de tabaco estrangeiro e de qualidade. Não foi assim motivo para admiração que também o casal tivesse conferido esta designação à sua loja, acrescendo-lhe apenas o qualificativo de eborense. Sete anos mais tarde, em 1951, a firma cria uma filial na Praça do Giraldo com o intuito de se dedicar ao ramo da fotografia. Em 1960 Sebastião Mendes Bolas encerra o primitivo estabelecimento na Miguel Bombarda (hoje faz parte da Xavier Modas – Confecções Femininas) e aproxima-se da filial para aí fundar a Tabacaria Paris. Maria das Neves mantém-se no comando da loja até à sua reforma, após o que a mesma será trespassada. 

É neste contexto que em 1968 Sebastião Bolas renuncia ao comércio dos tabacos, lotarias e papelaria para passar a dedicar-se à actividade óptica, sendo que o estabelecimento da Praça do Giraldo muda para o contraditório e já obsoleto nome de Óptica Havaneza (agora já com a ortografia corrigida) Eborense. Entretanto, já se envolvera no comércio e importação de máquinas e ferramentas, criando em 1965 a Sebastião Mendes Bolas & Filhos, Lda. (hoje Bolas – Máquinas e Ferramentas de Qualidade, SA) e depois a Mafeuropa- Máquinas e Ferramentas de Qualidade, já extinta. Politicamente era um homem de oposição ao regime salazarista, tendo sido um dos 36 eborenses que participaram no 3º. Congresso Nacional da Oposição Democrática, realizado em 1973 na cidade de Aveiro. Em 1987 a agora Óptica Havaneza Eborense volta a mudar de poiso, recuando um pouco nas arcadas. 

A empresa transfere-se para a Rua da República nº 27, em prédio próprio, o qual será objecto de grandes obras de ampliação e modernização. Reabre dividido por cinco secções: recepção, óculos de sol, óculos de receituário, contactologia, optometria e oficina, das quais nalguns casos foi pioneira. Numa visão de futuro toma definitivamente a dianteira no comércio óptico local, que entretanto floresce porque os óculos deixaram de ser as cangalhas que eram usadas por necessidade, a contragosto e muitas vezes às escondidas, para se tornarem em objectos de moda, em adereços e adornos desejados, com atraentes desenhos que valorizam o visual de mulheres e homens. As lentes de contacto foram-se impondo e com elas foi possível até mudar a cor dos olhos à vontade do freguês, como outrora se diria. O antigo anátema do ou da “caixa de óculos” perdeu-se por deixar de ter sentido. Foi tendo em conta esta evolução da empresa que a Associação Comercial de Évora decidiu propor a sua candidatura ao Prémio Mercúrio, na categoria de Lojas com História, a qual visa distinguir «lojas que, com mais de 50 anos, conseguiram ir adequando o seu conceito e adaptando a sua estratégia, de forma a continuarem a ser, ainda hoje, negócios de sucesso e factores de diferenciação do comércio de rua e, assim, pólos de dinamização das cidades bem como motivos de interesse cultural e turístico». 

O casal Mendes Bolas já há muito deixou o mundo dos vivos. O grande crescimento da firma enquanto óptica deve-se contudo a seu filho Francisco Mendes Bolas, o especialista na matéria e principal accionista da empresa, que continua a manter uma designação desfasada no tempo. De resto a Óptica Havaneza é hoje um êxito comercial, possuindo mais uma loja em Évora e filiais em Montemor-o-Novo e Reguengos de Monsaraz.

ÉVORA MOSAICO nº 3 – Outubro, Novembro, Dezembro 09 | EDIÇÃO: CME/ Divisão de Assuntos Culturais/ Departamento de Comunicação e Relações Externas | DIRECTOR: 
José Ernesto d’Oliveira | PROJECTO GRÁFICO: Milideias, Évora | COLABORADORES: José Frota, Luís Ferreira, Teresa Molar e Maria Ludovina Grilo | FOTOGRAFIAS: Carlos Neves, 
Rosário Fernandes | IMPRESSÃO: Soctip – Sociedade Tipográfica S.A., Samora Correia | TIRAGEM: 5.000 exemplares | PERIODICIDADE: Trimestral | ISSN 1647-273X | Depósito Legal 
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segunda-feira, 7 de outubro de 2019

D. Manuel da Conceição Santos o Arcebispo de Évora traído por Salazar


Figura de grande relevo na história da Igreja portuguesa, D. Manuel Mendes da Conceição Santos foi o mais conhecido de todos os prelados eborenses, permanecendo à frente dos destinos da Arquidiocese durante 35 anos, entre 1920 e 1955. Homem de fina inteligência e verbo escorreito, sócio da Academia das Ciências, é hoje tido como o pai do jornalismo católico regional. 

Os que o conheceram sempre falaram dele como pessoa de grande tolerância, bondade e modéstia. Em 1929 era o favorito dos seus pares para chegar ao Patriarcado, mas, numa manobra traiçoeira de Oliveira Salazar junto do Vaticano, viu-se preterido no cargo pelo grande amigo deste, Manuel Gonçalves Cerejeira. Faz agora exactamente 80 anos. Nascido em 1876 no lugar de Pé de Cão, freguesia de Olaias, concelho de Torres Novas, chegou a Évora oriundo da diocese de Portalegre, que comandara durante quatro anos (1916-1920) e onde ganhara fama e notoriedade nos conturbados tempos da implantação da República. Havia estudado nos Seminários de Santarém e da Guarda. A este último regressara enquanto pároco, chegando posteriormente a vice-reitor. 

Na cidade egitaniense fundara o semanário “ A Guarda”, que veio a servir de modelo a todas as publicações católicas regionais que se lhe seguiram, e em Portalegre, já como bispo, conseguiu reunir fundos para a diocese adquirir o “Distrito de Portalegre” - ainda hoje o título mais antigo do Alentejo em publicação - que considerou indispensável para exercer em plenitude o seu intenso e fecundo labor espiritual. 

Em 1919 o Patriarca D. António Mendes Belo convida-o para fazer o discurso oficial da Igreja nas exéquias de Sidónio Pais, e no início do ano seguinte nomeia-o para idêntica função, nas cerimónias de transladação dos restos mortais de D. Pedro II e da Imperatriz, sua mulher, para o Brasil. Entretanto o Vaticano chama-o para a mitra episcopal de Évora, que vagara por morte de D. Augusto Eduardo Nunes, velho, cansado e desgastado pelos tempos árduos da oposição ao anti-clericalismo republicano que o chegaram a conduzir ao exílio em Elvas. Conceição Santos lançou-se ao trabalho para reconstruir uma diocese praticamente destruída, sem sede, com o Seminário encerrado por falta de candidatos e muitas paróquias sem padres. Com a ajuda de alguns católicos endinheirados funda “A Defesa”, para difusão das ideias católicas no contexto do novo regime político, consolida o acordo com a Condessa de Margiocchi para cedência do Convento do Carmo para funcionar como sede do episcopado e imprime uma dinâmica inovadora no recrutamento de vocações e no regresso dos fiéis aos templos. 

O acerto do seu múnus espiritual não podia ser posto em dúvida. Em 1928, o Cardeal Belo, já bastante enfermo, encarregou-o de benzer, a 13 de Maio, a primeira pedra da futura Basílica de Fátima. O lugar de Patriarca parecia-lhe destinado. Assim não sucederia. Na sombra, Oliveira Salazar, ainda só ministro das Finanças, já maquinava junto do Vaticano em favor do seu amigo de Coimbra, Gonçalves Cerejeira, recém - nomeado Arcebispo de Mitilene. E foi este que surpreendentemente veio a ser nomeado para o lugar, sucedendo a D. António Mendes Belo, falecido a 5 de Agosto de 1929. No seio da Igreja a tramóia de Salazar foi conhecida. Mas, para os leigos, a certeza de que D. Manuel Mendes tinha sido vítima de uma conjura política forjada pelo futuro ditador só chegou no dia do seu funeral, em 1955. Na oração fúnebre, o seu amigo D. José da Cruz Moreira Pinto, bispo de Viseu, declarou para quem quis ouvir,que nessa altura « um ministro de Estado fez saber superiormente que ele não era persona grata ao governo (Ministério Ivens Ferraz) para o Patriarcado». 

A hipocrisia de Salazar, porém, não tinha limites. Em 1932, o governo de Domingos de Oliveira, do qual fazia parte ainda como ministro da Finanças, concedeu a Conceição Santos, a Grã-Cruz da Ordem de Cristo. O prelado continuou exercendo o seu magistério pastoral com a humildade, a bondade e a solidariedade de sempre. Em 1949 o governo do homem de Santa Comba Dão outorgou-lhe a Grã–Cruz da Ordem da Benemerência, destinada a distinguir actos ou serviços meritórios que revelem desinteresse ou abnegação em favor da colectividade no exercício de funções públicas ou privadas.

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segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Nos trilhos da ecopista


Entre os muitos e bons percursos ambientais que a cidade e o seu termo nos propiciam, a ecopista marca já posição de relevância nacional e internacional, estando integrada na Rede Verde do Espaço Mediterrâneo Ocidental, a qual é constituída por vias não motorizadas que garantem uma ligação fácil entre as zonas urbanas e rurais, proporcionando um contacto directo com a natureza. A ecopista de Évora nasceu de um acordo celebrado entre a Refer e a Câmara de Évora, visando a reconversão do antigo ramal ferroviário de Mora como forma de contributo para o desenvolvimento integrado da região. No cumprimento desse desígnio, compete-lhe fazer a promoção de pontos de interesse histórico-cultural, do turismo, do recreio e do lazer ao ar livre e, em concomitância, proceder à recuperação do património em mau estado, assente numa ideia global de incentivo à conservação da natureza e valorização dos sistemas naturais existentes. 

O antigo ramal de Mora, de cerca de 60 quilómetros de extensão, ligava a cidade àquela vila, com passagem pelas estações e apeadeiros da Graça do Divor, Arraiolos, Pavia e Cabeção. Inaugurado a 11 de Julho de 1908, estava previsto no projecto inicial que se viria a alongar até Ponte de Sor, onde estabeleceria conexão com a Linha do Leste (Abrantes – Elvas). Tal ideia não veio porém a concretizar-se. No entanto, o principal objectivo que presidira à sua construção – necessidade de fazer escoar os produtos agrícolas da parte setentrional do distrito de Évora até à sua capital, onde eram armazenados nos respectivos silos, procedendo-se ulteriormente ao seu envio para Lisboa – foi de qualquer modo alcançado. Entretanto, a partir de 1916, ano da fundação da Sociedade Alentejana de Moagem, o ramal ganhou uma movimentação inusitada ao passar a efectuar o transporte dos produtos da famosíssima Fábrica dos Leões (massas alimentícias), que para o efeito ali instalou uma estação, mesmo junto à linha. 

Daqui não se infira, porém, que a linha só serviu para o transporte de mercadorias. Pelos seus carris passaram, durante muitos anos, milhares e milhares de passageiros. Só a partir de finais dos anos 60 a afluência aos seus préstimos começou a declinar. A expansão das empresas rodoviárias, a generalização da propriedade e uso do automóvel e o decréscimo de importância da actividade agrícola na economia regional foram factores que contribuíram para um acentuado afrouxamento na sua procura. Atendendo às circunstâncias, a CP decidiu-se pelo seu encerramento em 1990. No decurso de oitenta e dois anos de existência o ramal vira crescer, junto a si e no seu troço inicial (periferia de Évora), novos espaços habitacionais, bairros na sua grande maioria: os primeiros, clandestinos (Chafariz d’El Rei, Poço Entre-as Vinhas, Leões e Louredo) e os seguintes (Novo, Câmara e já mais tarde Nogueiras, Bacelo e Álamos) legais. Desactivada a linha e removidos os carris, os moradores começaram a utilizá-la como percurso de comunicação entre eles ou como forma de encurtar caminho nos deslocações à cidade. Sempre a pé ou de bicicleta. 

Com a transformação da CP em Refer enquanto entidade gestora e exploradora dos Caminhos de Ferro Portugueses, foi possível chegar rapidamente a um entendimento com a Câmara Municipal para a sua reconversão em ecopista. A nova estrutura foi inaugurada a 25 de Abril de 2005 com uma grande festa popular e teve numa primeira fase a extensão de 13 quilómetros, começando poucos metros adiante da estação de Évora e prolongando-se até ao antigo apeadeiro da Graça do Divor. No ano seguinte foram abertos mais 7 quilómetros até à antiga paragem na Herdade da Sempre Noiva, situada no limite do concelho. 

Sublinhe-se que na zona urbana da cidade a ecopista se desenvolve em tapete betuminoso, o que torna a sua utilização mais cómoda e segura para as pessoas de mobilidade reduzida. O sucesso desta infra-estrutura de desporto informal, recreio e lazer, destinada essencialmente ao passeio, à marcha, ao ciclo-turismo e aos praticantes de BTT foi imediato. Para isso muito contribuiu o percurso extremamente interessante do ponto de vista paisagístico e ecológico, onde a fauna e a flora características da região observam o utente a cada instante e cuja interpretação se encontra disseminada por diversos pontos do percurso. O mesmo acontece com a indicação da quilometragem, sempre presente ao longo do corredor ecológico. Em outros quadros se fornecem as regras e condições respeitantes ao seu uso, acompanhadas de um imprescindível mapa de apoio. 

Abusos de utilização (caçadores e cavaleiros), depredação de materiais e alguns outros desmandos passaram a ser punidos com coimas entre os 50 e os 1000 euros, segundo o Regulamento de Utilização da Rede de Percursos Ambientais de Évora, em vigor desde 28 de Julho de 2007 e publicado em Diário da República. Fiscais camarários, PSP e GNR encarregam-se da vigilância à ecopista. O Grupo de Caminheiros de Évora também dá uma ajuda na preservação do espaço. Dada a sua frequência, a Câmara Municipal dotou, no ano passado, de iluminação o troço inicial de quatro quilómetros, correspondentes a toda a área urbana abrangida, entre os bairros de Chafariz d’El Rei e do Bacelo, alargando o seu período de utilização em condições de segurança. E, já em 2009, procedeu à colocação ao longo do percurso de mais de centena e meia de árvores, dando sequência ao projecto Portugal Verde, promovido pela Revista Visão. A ecopista de Évora é pois um percurso ambiental a não perder. Vá conhecê-la e conviva alegremente com a natureza.

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segunda-feira, 23 de setembro de 2019

A bela capela tumular de Garcia de Resende

Concebida e desenhada pelo próprio, como muitos especialistas admitem, a capela tumular de Garcia de Resende é um dos monumentos nacionais menos conhecidos da população e dos mais ignorados pelos turistas nacionais e estrangeiros, que não lhe encontram referência nos guias habitualmente colocados à sua disposição. O facto deste singular monumento funerário se situar a quatro quilómetros da cidade, esquecido e isolado na vasta cerca do Convento do Espinheiro – o qual foi adquirido após a extinção das Ordens Religiosas por particulares pouco sensíveis ao seu valor patrimonial e cultural – muito terá contribuído para o seu olvido por banda de todos, autoridades incluídas. 

Por isso foi vandalizado durante décadas até que uma oportuna intervenção do então IPPAR o salvou da ruína e recuperou, já nos alvores do novo século. A capela tumular foi planeada em 1520 (dezasseis antes da sua morte), tendo a obra arrancado no ano seguinte, em terrenos que terão sido facilitados por D. Manuel, em obediência à sua ideia de que as grandes figuras do Reino deveriam ser enterradas em casas monacais da Ordem dos Jerónimos. Ora Garcia de Resende não era nobre, embora tivesse sido criado no Paço Real. 

Nascera em Évora em 1470 e seus pais tinham morrido cedo, mas recebera educação esmerada por parte de seu tio, desembargador régio e figura de prestígio junto da corte. Por volta dos 20 anos, Garcia de Resende foi escolhido para moço de câmara de D. João II e pouco tempo depois era nomeado moço de escrivaninha, uma espécie de secretário particular, cargo que manteria até à morte do monarca em 1495. Continuou a exercer importantes funções na corte com a ascensão de D. Manuel ao trono, e integrou, em 1514, como secretário-tesoureiro e o título de fidalgo da casa do rei acumulado, a luxuosa embaixada ao Papa Leão X. No ano seguinte vê ser-lhe atribuída uma tença de 2000 réis, para em 1516 ser nomeado escrivão da fazenda do príncipe herdeiro, o futuro D. João III. 

Ao longo do tempo, este multifacetado talento de poeta, trovador, cronista e desenhador reúne avultados bens em Évora, traduzidos na posse de grandes e belas casas na cidade (recorde-se a casa que a tradição lhe atribui na Rua de S. Manços e cuja janela é monumento nacional) e de extensas propriedades rurais nas zonas em redor. É pois com 51 anos que manda edificar, sem quaisquer problemas financeiros, a sua bela capela tumular, exemplar típico do estilo manuelino-mudéjar, de planta rectangular e miniatural e composta por três corpos distintos: galilé, nave e capela-mor. No pavimento da primeira figura a campa de Jorge de Resende, irmão de Garcia de Resende. Na nave situa-se a sepultura do poeta e cronista, ali recolocada já em fase adiantada do século XX, depois de recuperadas a pedra tumular, que entretanto havia sido vendida, e as próprias ossadas, que se encontravam desaparecidas. 

O pavimento da nave e da ábside é forrado com azulejos andaluzes da época, apresentando-se as abóbodas nervuradas. Segue-se a capela-mor, cujo acesso é encimado por gracioso arco triunfal. Garcia de Resende viria a servir ainda durante mais alguns tempos, embora em funções menos importantes, o rei D. João III. Os últimos anos da sua vida passou-os tratando das suas terras em Évora, vindo a falecer em 1536. Recolheu serenamente à bela capela que mandara edificar sem nunca sequer suspeitado dos tratos de polé a que a mesma iria estar sujeita. Hoje felizmente recuperada, até para recolha e abrigo de gado chegou a ser utilizada. 
Fotografias 


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segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Conhecer a Arte Pública

A arte pública contemporânea começou a instalar-se em Évora no decurso dos últimos anos, como resposta à necessidade de valorizar esteticamente o espaço circular interno gerado pelas rotundas, enquanto ponto de convergência urbanístico de ruas e avenidas. Por parte de muitos, pouco ou nada familiarizados com os caminhos percorridos pela arte moderna, a reacção foi e continua a ser profundamente negativa. Mas é obrigação de uma cidade, que se pretende afirmar como pólo cultural de referência, acrescentar mais património ao excepcional legado histórico recebido e fomentar nos seus habitantes o interesse pelas modernas formas de expressão artística. E não há melhor forma para o fazer que utilizar os lugares disponíveis no espaço público. Na opinião de numerosos historiadores, analistas e críticos, o conceito de arte pública moderna surgiu na primeira metade dos anos 60 com o objectivo de destacar um novo tipo de intervenção artística no espaço público, distinto do tradicional monumento comemorativo, filho do naturalismo clássico. Este deveria celebrar um acontecimento ímpar na vida de um país ou de um povo, ou homenagear um membro de uma cidade ou de uma comunidade que o deseja gravar na memória colectiva. No primeiro caso optava-se pelo erguer de uma construção grandiosa; no segundo a escolha era de natureza escultórica. 

Este era o conceito tradicional de arte pública. Em Portugal as construções imponentes foram poucas e traduziram-se, regra geral, em grandes obras de arquitectura. Mas as esculturas impuseram-se, de alguma forma, durante o século XIX e meados do século passado, tendo como espaço de eleição as praças, os largos e os jardins. Assim veio a acontecer com o busto de José Cinatti, a primeira obra de arte pública a ser erguida em Évora em 1864 e localizada no Jardim Público, de cuja construção e planeamento ele se havia encarregado. No pedestal – elemento característico da estatuária pública clássica – lá se encontra escrito: «À memória de José Cinatti / Évora agradecida/1844». 

O segundo busto erigido na cidade foi dedicado ao Dr. Francisco Eduardo Barahona Fragoso, opulento lavrador, Par do Reino, Oficial-mor da Casa Real, homem de arte e da cultura e grande benemérito da cidade. A obra de arte dedicada ao “Dr. Barahona” e executada «por subscripção pública» encontra-se no Jardim Diana desde 1908. Foi preciso chegar a 1949 para um novo busto passar a embelezar o espaço público citadino. A homenageada era pela primeira vez uma mulher, Florbela Espanca de seu nome. Acto que mereceu a desaprovação da Igreja diocesana, que considerava a notável poetisa, que frequentara o Liceu de Évora em 1911, onde concluíra o curso sete anos depois e se suicidara em 1930 em Matosinhos, como uma mulher dissoluta e imoral. Depois de muito porfiar, os admiradores e amigos conseguiram que o busto, da autoria do escultor Diogo de Macedo, obtivesse autorização para colocação num local discreto do Jardim. 

Ao Parque Infantil foi parar uma estátua em granito do cronista e prosador Garcia de Resende, cinzelada por António de Paiva e oferecida à Câmara de Évora pelo Ministério das Obras Públicas na Primavera de 1974. Cerca de duas décadas depois, o grande mestre Lagoa Henriques criava o busto do grande filantropo eborense D. Vasco Maria Eugénio d’ Almeida (Conde de Vilalva), no qual já era notória a transfiguração das formas clássicas (menor rigidez e monumentalidade) e que foi colocado no relvado fronteiro ao Palácio da Inquisição, em plena Acrópole. A série de homenagens individuais em pedra e ao ar livre teve no busto de André de Resende, o grande humanista eborense do século XVI, a sua última realização. A escultura de João Cutileiro encontra-se desde 2000 no Jardim de S. Mamede, em local discreto, mas foi produzida em meados dos anos 80, semelhando-se em muito na sua concepção e linhas estéticas à estátua de D.Sebastião, também de sua autoria e implantada em Lagos em 1973 e considerada pelo crítico José Augusto França como «a primeira escultura pública moderna nacional». Fora deste contexto fica o Monumento aos Mortos da Grande Guerra, que foram muitos os criados por todo o país. 

O de Évora foi erguido em pleno Rossio, em 1933, ainda que em princípio estivesse destinado à Praça Joaquim António de Aguiar. A iniciativa partiu de um grupo de militares e civis e a inauguração contou com a presença do Presidente da República de então, General Óscar Carmona. Tem 11 metros de altura e do conjunto fazem parte diversas inscrições explicativas em placa de bronze, material de que também são compostos dois obuses, colocados a cada um dos lados do monumento. Diferente, pela sua menor dimensão e discrição, não isento porém de expressiva dignidade, é o obelisco (peça típica do Antigo Egipto, formada por um pilar de forma quadrangular e alongada, que se afunila ligeiramente à medida que vai subindo) em memória de todos «os que lutaram e morreram por Portugal no Ultramar», levantado no Largo dos Castelos, frente ao Quartel General da cidade.Entretanto a Arte Pública moderna fazia a sua entrada em Évora com a realização em 1981 do Simpósio Internacional da Pedra, orientado por João Cutileiro. 

O catálogo assinalou a presença de 26 peças de 15 artistas. A maioria das peças está distribuída por jardins e praças. Só no jardim Diana foram colocadas 4 delas (de Pedro Fazenda, Luísa Perienes ), outra de João Sotero repousa no Parque de estacionamento da Porta da Lagoa. Destaque extra merece a peça “Sarcófago”, burilada por José Pedro Croft, ainda no relvado do Palácio da Inquisição. A presença de obras de arte em rotundas começou em meados dos anos 60 com a instauração de um pouco imaginativo padrão dos descobrimentos na rotunda da Praceta Infante D. Henrique. Só em 1991, por iniciativa municipal, em homenagem aos voluntários eborenses, surgiu a Rotunda do Bombeiro, da autoria do professor de Belas Artes Armindo Alípio Pinto, que já gerou alguma controvérsia. 

Foram contudo as derradeiras, colocadas nos últimos quatro anos, que mais celeuma criaram, naturalmente por imbuídas de concepções estéticas diferentes da ideia corrente de monumento. Inserem-se neste âmbito as duas em que a água é um elemento de referência: a fonte cibernética, da autoria do arquitecto paisagista Caldeira Cabral (Rotunda do Raimundo), e a escultura de António Charrua denominada de “Diálogo de Ícaro com o Sol” (Rotunda dos Colegiais), envolvida por engenhosa fonte ornamental. Para além dos monumentos de homenagem à Associação dos Dadores Benévolos de Sangue e ao ciclismo eborense, resta a polémica réplica do Arco do Triunfo que terá existido na Praça do Giraldo, de João Cutileiro, cujo mérito artístico não cabe aqui avaliar. Na estatuária portuguesa contemporânea, porém, Mestre Cutileiro já demonstrou estar à frente do seu tempo. Curiosamente o filósofo contemporâneo Gilles Lipovetsky dirá, em “A Era do Vazio”: «O modernismo é de essência democrática: desliga a arte da tradição e da imitação e simultaneamente inicia um processo de legitimação de todos os temas».


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segunda-feira, 9 de setembro de 2019

As ruínas romanas da Villa da Tourega

As ruínas da villa romana da Tourega, pouco conhecidas dos eborenses, ficam situadas a cerca de 12 quilómetros da cidade, num desvio de terra batida existente na estrada de ligação às Alcáçovas, perto da ribeira de Valverde. O local terá sido ocupado entre o século I e o Século IV, tendo a villa chegado a estender-se por uma área de cerca de 500 metros quadrados, dotada de termas duplas, para homens e mulheres, e tanques de banhos frios e quentes. Em termos gerais, dir-se-á que uma villa romana era uma propriedade rural romana, semelhante aos actuais montes alentejanos, constituída por um conjunto de habitações para residência dos proprietários e dos seus trabalhadores e equipadas de banhos privativos, dado que os romanos sempre deram significativa importância à higiene e cuidados de saúde. Segundo os estudos conhecidos, a villa da Tourega funcionou como um importante ponto de apoio na via XII, que estabelecia a ligação entre Lisboa (Olissipo) e Emerita (Mérida). André Carneiro, docente da Universidade de Évora, na sua obra “Itinerários Romanos de Alentejo, Uma releitura de As Grandes Vias da Lusitânia – O Itinerário de Antonino Pio” de Mário de Saa, cinquenta anos depois considera, na esteira de outros investigadores, que a villa da Tourega teria uma localização predominantemente estratégica, determinada por várias possibilidades de acessibilidade. 

A mesma estaria muito perto da estrada (cerca de quinhentos a mil metros) que vinha de Alcácer do Sal (Salatia) com duas variantes (uma por Montemor, outra pelo Torrão e Alcáçovas) – mas próxima também de um cruzamento de vários itinerários. A ligação Ebora – Pax Julia (Beja) distaria apenas uma légua. Referências a este sítio são conhecidas desde o século XVI, quando o humanista André Resende encontrou uma lápide funerária dedicada por Calpúrnia Sabina a seu marido Quinto Júlio Máximo, questor da Sicília, tribuno da plebe, legado da província Narbonense e nomeado pretor da região. Depois da submetida a interpretação paleográfica, a placa acabou por ser datada do século III, fazendo actualmente parte do espólio do Museu de Évora. Segundo Mário Saa, «Quinto Júlio Máximo e seu filho eram quadrumvirus (membros de uma Junta de Quatro) da intendência das vias públicas», o que demonstra a importância que a estação assumiu nesses tempos. 

Pouco mais se soube da villa da Tourega até 1985, altura em tiveram início naqueles terrenos intervenções arqueológicas aprofundadas. De 1988 até 1996 foi elaborado o “Projecto de Investigação da Villa Romana da Tourega”, no âmbito de uma parceria entre a Universidade Lusíada e a Fundação Calouste Gulbenkian. Os trabalhos efectuados incidiram especialmente sobre a zona termal. A descoberto foi posto um corredor que conduzia a um edifício, tido como principal, com salas para banhos quentes ou frios, e um outro de dimensões mais amplas que serviria para o armazenamento da água. Já este ano, por iniciativa da Câmara Municipal, foi dado início ao processo preliminar burocrático de classificação do local, que subirá depois até ao IGESPAR para decisão final por parte deste.


ÉVORA MOSAICO nº 3 – Outubro, Novembro, Dezembro 09 | EDIÇÃO: CME/ Divisão de Assuntos Culturais/ Departamento de Comunicação e Relações Externas | DIRECTOR: 
José Ernesto d’Oliveira | PROJECTO GRÁFICO: Milideias, Évora | COLABORADORES: José Frota, Luís Ferreira, Teresa Molar e Maria Ludovina Grilo | FOTOGRAFIAS: Carlos Neves, 
Rosário Fernandes | IMPRESSÃO: Soctip – Sociedade Tipográfica S.A., Samora Correia | TIRAGEM: 5.000 exemplares | PERIODICIDADE: Trimestral | ISSN 1647-273X | Depósito Legal 
nº292450/09 | DISTRIBUIÇÃO GRATUITA



segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Évora Urban Village


Évora Urban Village:
Uma cidade histórica que dança com o futuro!

No próximo mês de Setembro, entre os dias 18 e 21, a histórica cidade de Évora e Património Mundial há mais de três décadas, será palco do Évora Urban Village, novo evento que pretende agitar o fim do Verão deste importante centro cultural do Alentejo e do país.

Não há Música sem Dança!

Com um foco especial na Música e nas Danças Urbanas, o Évora Urban Village ocupará um espaço nobre da cidade com uma ambiciosa programação - entre espetáculos, workshops, debates, etc - colocando em evidência alguns dos mais importantes talentos nacionais e internacionais do género, com enérgicas apresentações pensadas especialmente para este contexto.


Um programa com destaque para toda a Arte Urbana!

O Évora Urban Village acolherá igualmente concertos com artistas de projeção nacional, DJ sets, projeção de documentários de música e dança, talks, uma exposição de fotografia, artista convidado de arte urbana e outras iniciativas que procurarão sintonizar o público com a mais profunda vibração das novas danças e ritmos, que vão agitando cidades em todo o mundo. O enfoque será na qualidade e na atualidade de criação de todas as propostas.

No espaço pensado para o evento o público irá encontrar ainda uma oferta cuidada de street food, bem como outros serviços e ofertas que pretendem elevar a experiência do Évora Urban Village a um nível superior.

Trata-se de um evento original que virá ocupar um espaço novo no panorama dos festivais portugueses, sendo mais um contributo para a oferta de uma cidade que formalizou recentemente uma candidatura a Capital Europeia da Cultura, que tem uma população jovem e estudantil em crescimento e que oferece uma qualidade de vida aos seus munícipes muito acima da média.


Uma produção Artistica da AMG Music.

Um Festival Jovem, para o Futuro, promovido pela Câmara Municipal de Évora.

terça-feira, 27 de agosto de 2019

DingDuMarAn


Horário: 22h00
Evento: 29 agosto
Localização: Praça do Giraldo

Da música arcaica à eletrónica, num recorrido que dá a volta ao mundo, este é um espetáculo que harmoniza sons e imagens, trazido ao palco da Praça, do Giraldo do “Artes à Rua – Festival de Artes Públicas”, a 29 de agosto, pelas 22h00.
O projeto DingDuMarAn é uma das estreias do festival em 2019 e, segundo os seus criadores, “nasce de um conceito híbrido de fusão musical sem limites de temporalidade e espacialidade”. Instrumentos e géneros musicais das mais variadas origens geográficas são resgatados, do passado e do presente, deixando antever o futuro da música.
O corpo musical do projeto é composto por dois pianos, vozes, bateria e baixo, em que, através de uma abordagem experimental, juntando elementos como gongos e taças de som, sintetizadores, foleys e samples, o público é transportado para uma navegação pelo poderes sensoriais e galvanizadores da música.

Ficha Artística | Artistic Datasheet
Ulf Ding - Piano, gongos, taças de som, shruti box, voz e sintetizadores
Duarte Reis - Piano, sintetizadores, pads, keytar, vocoder, electric melódica, FX e foley
Felícia Mar - Voz e kalimba
André Neves - Bateria, samples, synths, turn-table e FX
Pedro Silva - Contrabaixo e baixo eléctrico
Mike The Axe - Imagem
Laura Nobrega - VJ

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Festival de Xadrez em Évora

Está a decorrer em Évora, desde o dia 13 até ao próximo dia 21 de julho de 2019, o Festival de Xadrez, organizado pela Federação Portuguesa de Xadrez em parceria com o Município de Évora e o Agrupamento de Escolas Gabriel Pereira.

Este Festival conta com várias iniciativas ligadas à modalidade, como a realização da Final Four da Taça de Portugal, da 59ª edição da 1ª Divisão Nacional por equipas, ambas a decorrer no Évora Hotel, de torneios e simultâneas na Praça do Giraldo e de um torneio de partidas semirrápidas, na Escola Gabriel Pereira.


A Final Four da Taça de Portugal realizou-se nos dias 13 e 14 de julho entre as equipas de GD Cavadas (Seixal) – A.XAT Montemor-o-Novo e AX Portugal/Atlantidiagonal “A” (Lisboa) – Associação Académica de Coimbra, tendo ficado vencedor a A.XAT Montemor-o-Novo.

Até ao próximo domingo está a realizar-se a 59ª edição da 1ª Divisão Nacional por equipas onde o destaque vai para a equipa alentejana da A.XAT- Montemor-o-Novo, que participa pela 1ª vez na prova rainha do xadrez nacional.

O evento conta com a participação de dez equipas vindas de vários pontos do país:
Grupo Desportivo Dias Ferreira (Porto)
Academia de Xadrez de Gaia,
Escola de Xadrez do Porto,
O Amanhã da Criança (Maia),
Grupo de Xadrez Porto,
Associação Académica de Coimbra
Assembleia Figueirense (Figueira da Foz),
Amadora Xadrez,
Academia Xadrez Portugal/AtlantiDiagonal (Lisboa), e
A.XAT- Montemor-o-Novo.

O Xadrez invadiu Évora com atividades em espaço público na Praça do Giraldo e Piscinas Municipais. 

Para ver a programação completa, consulte o evento no site do Évora Desporto.
Mais Fotos em FB Évora Desporto.

terça-feira, 9 de julho de 2019

Torneio Semirrápido de Xadrez


A Escola Secundária Gabriel Pereira (ESGP), no âmbito da comemoração dos seus 100º Aniversário, vai organizar, em parceria com a Federação Portuguesa de Xadrez (FPX), o «Torneio Semirrápido do Centenário da Escola Gabriel Pereira».
O evento que terá lugar na ESGP no próximo dia 14 de julho, a partir das 14.30H, está inserido no programa do Festival de Xadrez, organizado pela FPX, que terá lugar em Évora entre 13 e 21 de julho. O Festival inclui no seu programa as finais por equipas da Taça de Portugal e as Fases Finais dos Campeonatos Nacionais por equipas das I, II e III Divisões de clássicas.
As inscrições para o Torneio do Centenário, que se dirige a toda a população, independentemente da idade ou nível de prática do xadrez, devem ser feitas através do endereço fpx@fpx.pt.

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Exposição "Arquitetura do Vazio", de Rob Monaghan


Inauguração: 6 de Junho às 18h
Fim do Evento: 12 agosto
Localização: Palácio do Barrocal INATEL

Exposição de Rob Monaghan com Phyllis Akinyi (performance de vídeo) e Miguel Noya (paisagem sonora) 
De 6 de  Junho a 12 de Agosto 2019
Inauguração: 6 de Junho às 18h
18h30: espetáculo/performance de dança com flamenco de Nyar Kakan com Stefan Jarl
Rob Monaghan (Irlanda) veio a Portugal para estudar o impacto ambiental na paisagem pelas indústrias de pedreiras de mármore na região de Estremoz, mas foi imediatamente seduzido pelos sítios abandonados e pela recuperação lenta da natureza nesses espaços. Ajudar Rob Monaghan a criar a sua narrativa nas pedreiras foi o video, fotografia e a recuperação dos objetos encontrados.
Um destaque desta exposição é o vídeo da bailarina Phyllis Akinyi (Dinamarca) dançando num lago de pedreira. Miguel Noya (Venezuela) compôs a paisagem sonora para este vídeo e define um tom sensorial para a exposição.
No âmbito da inauguração desta exposição vai decorrer um espetáculo/performance de dança com flamenco (6 de junho - 18h30) de Nyar Kakan com Stefan Jarl.
I CONTAIN MULTITUDES é um espetáculo​ em que o flamenco é combinado com mistérios da África Oriental, rituais ancestrais e paisagens sonoras eletrónicas escandinavas. É um tributo às identidades multiculturais. É coreografado por Phyllis Akinyi e interpretado por Akinyi ao lado do percussionista Stephan Jarl. Com raízes quenianas e dinamarquesas, Akinyi investiga a sua própria vida, e busca uma expressão autónoma na qual a tradição encontra o contemporâneo.

sábado, 29 de junho de 2019

Mundo Segundo / Sam the Kid


Horário: 22h
Evento: 29 junho
Palco Principal da Feira de S. João 2019

A parceria vem de longe e moldou-se em palco. O norte e o sul. O Alfa e o Omega. O homem do segundo piso e o miúdo do sétimo céu. Um de Gaia e outro de Chelas.
No meio dos dois, uma história longa de dedicação à causa das rimas e das batidas ao ponto de ambos serem sinónimos de hip hop. Talvez um seja hip e outro hop, um yin e outro yang. Irmãos de sangue, irmãos de armas. Irmãos no rap, certamente.

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Encontro Coral


Horário: 17h30
Inicio do Evento: 08 junho
Fim do Evento: 08 junho
Localização: Igreja do Convento de S. Bento de Castris

​No âmbito de intercâmbio com coros das vizinhas região de Extremadura​ e da Andaluzia, o Coral Évora recebe o Coral Padre José Mirabent, de Isla Cristina

EvoraWIne 2019


Horário: 17h-22h | 1 e 2 de junho
Inicio do Evento: 01 junho
Fim do Evento: 02 junho
Localização: Praça do Giraldo

​EvoraWine é considerado o evento do Alentejo, onde se promove o vinho, o Enoturismo, a gastronomia e a cultura da nossa região. Após o grande sucesso dos anos anteriores, decidiu a organização manter o local de exposição, um dos locais mais bonitos da nossa cidade, a Praça do Geraldo! Estamos confiantes em mais um sucesso nesta edição. Contamos com um maior número de expositores (cerca de 45) e mais animação e atividades​ complementares. 

Dia Mundial da Criança 2019


sábado, 25 de maio de 2019

Imagens mostram carros consumidos pelas chamas em Évora


A Polícia Judiciária (PJ) está a investigar a origem de um incêndio que destruiu este sábado de madrugada dois automóveis estacionados numa rua do centro histórico de Évora, informou fonte da PSP.

A mesma fonte indicou à agência Lusa que os dois veículos ligeiros de passageiros estavam estacionados um atrás do outro na Rua dos Aferrolhados, em pleno centro histórico da cidade alentejana.

Uma fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Évora adiantou que o alerta para o fogo nas duas viaturas foi dado às 04h37 e que as chamas foram extintas cerca de 30 minutos depois.

Segundo a fonte do CDOS de Évora, as operações de socorro mobilizaram os Bombeiros de Évora e a PSP, num total de 10 operacionais, apoiados por quatro veículos.

https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/policia-judiciaria-investiga-incendio-que-destruiu-dois-automoveis-em-evora?ref=HP_OutrasNoticias2

terça-feira, 14 de maio de 2019

À Conversa com Galopim de Carvalho: «Memórias da SHE»

À Conversa com Galopim de Carvalho: «Memórias da SHE». Uma tarde em que convidamos Galopim de Carvalho à nossa sede para uma conversa sobre as suas memórias da Sociedade Harmonia Eborense.
Será uma enorme honra poder contar com a oratória do Professor Doutor António Galopim de Carvalho, ele que é um dos mais distintos eborenses da atualidade e que durante a sua juventude viveu intensamente a Sociedade Harmonia Eborense, embora citando “a vida como adulto afastou-me da cidade, tendo, por isso, perdido o contacto próximo essa grande casa”. É neste sentido que a atual direção da Sociedade Harmonia Eborense procedeu ao presente convite; uma singela homenagem da SHE a um cientista, um eborense e a um sócio pelo seu percurso como cidadão. Nota Biográfica António Galopim de Carvalho nasceu em Évora, em 1931. É licenciado em Ciências Geológicas pela Universidade de Lisboa (1959), doutorado em Sedimentologia, em Paris (Sorbonne, 1964) e em Geologia pela Universidade de Lisboa (1969), tendo obtido a agregação em 1975. Jubilou-se como professor catedrático, em 2001. Tendo um currículo científico invejável, com a publicação de um conjunto de trabalhos diversificados na área da geologia e a coordenação de cerca de uma dezena de projetos científicos, foi também o seu papel como cidadão ativo, nomeadamente na divulgação da ciência para a população civil e na valorização e salvaguarda do Património Geológico e Paleontológico Nacional, que o levou a que fosse um dos mais reconhecidos eborenses da atualidade, tendo recebido mais de duas dezenas de distinções a nível nacional e internacional, entre os quais se pode destacar o título de Doutor honoris causa atribuído em 2019 pela Universidade de Évora ou a Medalha de Ouro da Cidade de Évora em 2000. Sinopse da Comunicação: ÉVORA, ANOS 30 E 40 Estruturada numa tentativa de ensaio de pendor essencialmente etnográfico e sociológico, esta apresentação visa, não a totalidade, mas apenas uma parcela significativa da comunidade urbana, nesses anos da primeira metade do século XX, em que se sentiram os ecos sempre trágicos, da Guerra Civil de Espanha (1936-1939) e da que alastrou à escala mundial, entre 1939 de 1945. Nesses anos, os da consolidação do Estado Novo, dominada pelo poder e influência dos grandes donos das terras, muitos deles em cargos políticos (governadores civis) e na administração (presidentes de Câmara), Évora era uma cidade cinzenta, machista, classista e, aparentemente, sem futuro.

http://www.cm-evora.pt/pt/agendacultural/Paginas/%C3%80-Conversa-com-Galopim-de-Carvalho-%C2%ABMem%C3%B3rias-da-SHE%C2%BB--SHE.aspx

Projeto Espaço-Tempo - 100 anos de Relatividade Experimental


Em março de 1919, dois navios largam de Inglaterra com uma missão: medir, durante o eclipse total que iria ocorrer em 29 de maio, a defleção da luz das estrelas ao passar próxima do disco solar. Uma das expedições ruma ao Sobral, no Brasil, e a outra, comandada por Eddington, à ilha do Príncipe, na altura território sob administração portuguesa.
Pretendia-se verificar qual das teorias estava correta. A de Newton ou a nova Teoria da Gravitação de Albert Einstein.
A Escola Severim de Faria e o Departamento de Física da UÉvora, através do projeto HORIZONTE, pretendem evocar estes acontecimentos promovendo um conjunto de palestras e seminários, durante o mês de maio.

Livros à Rua 2019


Programa em atualização

17 maio | Sexta-feira
17h00 - Inauguração
Local: Palco Sé

18h00 - "Sorriso"
Teatro
Local: Palco da Sé e rua

21h00 - Exposição+Eduardo Ramos
Concerto
Local: Igreja S. Vicente


18 maio | Sábado
11h00 - Oswaldo Filipe
Sessão de histórias
Local: Palco da Sé

15h00 - Oficina de Geneologia
Arquivo Distrital de Évora
Local: Biblioteca Pública de Évora

16h00 - João Pedro Marques
Apresentação de livro
Local: Palco da Sé

18h00 - Projeto Bug
Música
Local: Palco da Sé e rua

21h00 - Cister Musica
Concerto
Local: Igreja S. Vicente


19 maio | Domingo
11h00 - Elsa Serra
Sessão de histórias
Local: Palco da Sé

16h00 - João Tordo
Apresentação de livro
Local: Palco da Sé

18h00 - Al Fanfare
Música
Local: Palco da Sé e rua


20 maio | Segunda-feira
10h00 - Clara Haddad
Sessão de histórias
Local: Biblioteca Pública de Évora

11h00 - Clara Haddad
Sessão de histórias
Local: Biblioteca Pública de Évora

14h00 - Era uma o vez… o livro
Teatro
Local: Biblioteca Pública de Évora

18h00 - José Fanha
Apresentação de Livro
Canções e música
Local: Palco da Sé


21 maio | Terça-feira
11h00 Uma tourada dos Diabos
Teatro
Local: Biblioteca Pública de Évora

14h00 - Maratona de Leitura
Local: Palco da Sé

18h00 - Milho Por Peixe
Teatro
Local: Palco da Sé


22 maio | Quarta-feira
16h00 - Contos e Continhos
Local: Stand Didatic/Edicar

18h00 - Vermelho é o Nariz
Canções e música
Local: Palco da Sé

21h00 - Polart Circle
Debate
Local: Igreja S. Vicente


23 maio | Quinta-feira
10h00 - Oficina de Poesia
Emocionário
Local: Biblioteca Pública de Évora

14h00 - Oficina De Ilustração
Emocionário
Local: Biblioteca Pública de Évora

16h00 - Luis Pastor
Local: Palco da Sé

18h00 - Fado Mimado
Teatro
Local: Palco da Sé

21h00 - Cícero
Concerto
Local: Igreja S. Vicente


24 maio | Sexta-feira
16h00 - Fernando Venâncio
Local: Palco da Sé

18h00 - Yee Haw...
Teatro
Local: Palco da Sé

21h00 - Grafonola Voadora & Napoleão M.
Concerto
Local: Igreja S. Vicente


25 maio | Sábado
10h00 - Oficina de Percussão
Local: Palco da Sé

15h00 - Oficina de Pesquisa Documental
Arquivo Distrital de Évora
Local: Biblioteca Pública de Évora

16h00 - José Pedro Castanheira
Apresentsção de livro
Local: Palco da Sé

18h00 - Oficina de Percussão
Local: Palco da Sé

21h00 - Duo Lundú
Concerto
Local: Igreja S. Vicente


26 maio | Domingo
10h00 - Ah! Ah! Ah!
Espetáculo para Bebés
Fundação Eugénio de Almeida

11h00 - Todos somos artistas
Local: Stand Didatic/Edicar

12h00 - Espetáculo para Bebés
Fundação Eugénio de Almeida

16h00 - Feliciano de Mira
Apresentação de livro
Local: Palco da Sé

18h00 - Espetáculo de Percussão
Local: Palco da Sé

21h00 - Patrizia Giliberti e Manuel C.
Concerto/Recital
Local: Igreja S. Vicente

terça-feira, 7 de maio de 2019

Dia Mundial da Fibromialgia


A Câmara Municipal de Évora associou-se à nossa causa e, na noite do Dia Mundial da Fibromialgia (12 de Maio), irá iluminar o Templo Romano de roxo! 

domingo, 21 de abril de 2019

Paus


Evento: 25 abril
Localização: Pátio do Salema
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Demasiado brancos para sermos do Sul.
Demasiado pretos para sermos do Norte.
Demasiado velhos para sermos do outro lado.
Demasiado curiosos para deixar as colunas de pé.
Rodeados por margens e não querem que desenhemos novos mapas?
Rodeados por margens e não querem que flutuemos como ilhas?
Rodeados por margens e não querem que sejamos marginais?
Rodeados por margens então, bebemos e desaguamos em todas.
———————————————————————————————————————————
PAUS continuam a ser Hélio Morais, Makoto Yagyu, Fábio Jevelim e Quim Albergaria.
Um baixo, teclados e uma bateria siamesa ainda são as ferramentas do seu ofício.
Um ofício que foi mudando desde que pela primeira vez nos deram a beber da sua música no 
ep de 2010 “é uma água”. As canções destes quatro nunca foram bem canções. Sempre foram vontades de estar em sítios estranhos, desafiantes, com cor e horizontes largos.
8 anos, 3 LP’s, 2, ep’s, várias tours internacionais, do País de Gales ao Texas, da Sardenha ao México, a sua viagem levou-os agora à Madeira. A convite de Pedro Azevedo e da família ALESTE, os PAUS foram em Setembro de 2017 filmar e fotografar todo o aspeto visual de um disco que que tinham começado a preparar em Julho desse ano. A perspetiva de aterrar no mais longínquo e maravilhoso subúrbio de Lisboa impregnou, ainda antes de chegarem ao Funchal, a música que então estavam a terminar. 
A ideia de uma ilha que flutua e não tem sítio certo na geografia, uma ilha esquecida por um continente e de tão feliz por estar esquecida que se encontra na interceção das Américas, África e Europa, pareceu-lhes naturalmente um retrato preciso do som que estavam a ouvir. Um mapa com fronteiras apagadas, uma ilha que se deixa levar e gosta de quem quer e está sempre à espera do barco é a forma como os PAUS olham para a Madeira e para si próprios, enquanto plataforma criativa. Se soa bem, sabe melhor, então é casa.
“Madeira” é o som dos PAUS a apaixonarem-se pelas cores e pelas pessoas que fazem a ilha, gente rodeada a mar, sem condição. “Madeira” são 9 canções e vídeos onde vemos e ouvimos os PAUS sempre em viagem e sempre em casa. Não é só um Disco, é um Videodisco​ e um Vinil.
PAUS são hoje o que sempre foram, uma banda à procura e “Madeira” é um postal da felicidade que a banda sente na incerteza.

Concerto Comemorativo do 25 de Abril - Coro Polifónico “Eborae Mvsica”


Horário: 18h30
Evento: 23 abril
Localização: Salão Nobre dos Paços do Concelho

​A Associação Musical Eborae Mvsica promove, em articulação com a Câmara Municipal de Évora, no dia 23 de Abril, terça-feira, às 18h30, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Évora, o Concerto Comemorativo do 45.º aniversário do 25 de Abril, pelo Coro Polifónico “Eborae Mvsica”, sob a direção do maestro Eduardo Martins e com acompanhamento ao piano por Ana Filipa Luz. Programa: O que me diz o vento de Serpa - Sombras e Vem ó Morte, doce irmã do sono - Eurico Carrapatoso; A morte saiu à rua (Zeca Afonso) , C. Garcia --- La tarde sobre los tejados (Pablo Neruda), F. Cabrera ; Esta tierra - J. Busto --- Canções Heróicas Acordai F. Lopes Graça , Canto Moço (Zeca Afonso) harm. E. Martins ; Canções Heróicas (textos de José Gomes Ferreira) , F. Lopes Graça : Jornada ; Ó pastor que choras; Papoilas; Canção campista; Égloga ; Cantar da Emigração (Adriano Correia de Oliveira), harm. C. Nogueira Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades (José Mário Branco), harm.A Mesquita ​

Dia Aberto - Experiência UÉvora


Horário: 9:30 - 18:00
Evento: 24 abril
Localização: Colégio do Espírito Santo e Antiga Rodoviária

​A Universidade de Évora está a promover o Dia Aberto – Experiência UÉ, que irá decorrer no dia 24 de abril. O objetivo do evento é permitir que alunos do ensino secundário possam vivenciar um dia na universidade, contactando​ com cientistas, professores e estudantes universitários nas várias áreas de interesse. A iniciativa inclui almoço e momentos de entretenimento. 

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Feira Medieval de Évora


Horário: 10h às 22h
Inicio do Evento: 01 maio
Fim do Evento: 05 maio
Localização: Horta das Laranjeiras
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Programa/ Program
dia 1/5/2019
18h00 abertura
19h00 La Salette
20h00 repasto nas tabernas com música
21h00 danças orientais
22h00 - encerramento

dias 2 e 3/5/2019
10h00 abertura
11h00 - 12h00 - workshops infantis
12h00 repasto nas tabernas
13h30 - danças orientais
14h00 - 15h00 Workshops infantis
16h30 música medieval
17h30 a leiteira
18h30 voo da ave de rapina
19h00 malabares
20h00 demonstração de serpentes
20h30 repasto nas tabernas com música
21h30 danças orientais
22h00 encerramento

dia 4/5/2019
12hoo abertura do mercado
13h00 cavaleiro andante
14h00 voo de ave de rapina
15h00 demonstração de serpentes
15h30 torneio apeado
16h30 danças orientais
18h00 O Larápio
19h00 o Velho Arlindo
20h00 repasto​ nas tabernas com música
21h30 demonstração de fogo
22h00 encerramento

dia 5/5/2019
12h00 abertura
13h30 O Bobo
14h30 dança oriental com serpentes
15h00 danças medievais
16h30 voo de ave de rapina
17h30 música e malabares
18h30 danças medievais
19h30 torneio apeado
20h00 repasto nas tabernas
21h00 danças orientais
21h30 encerramento

Informações Adicionais
​Organização: Câmara Municipal de Évora | Velha Lamparina - União de Artes e Ofícios e Recreações Históricas

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Global Digital Heritage | Conferência de Apresentação de Resultados Preliminares


18h Inicio do Evento:
16 abril Evento:
Localização: Direção Regional de Cultura do Alentejo

Entre os dias 6 e 24 de abril, o Alentejo Central e o Baixo Alentejo serão palco, pela primeira vez em Portugal, de uma campanha da Global Digital Heritage, uma ONG (Organização Não Governamental) americana sem fins lucrativos que se dedica ao levantamento digital 3D de património cultural numa perspetiva de salvaguarda digital, de potenciação das comunidades e de divulgação multimédia dos monumentos e sítios arqueológicos e patrimoniais.

​​A campanha no Alentejo Central vai acontecer com levantamentos 3D em 13 locais onde se incluem, em Évora, os Cromeleques dos Almendres, Vale Maria do Meio e Portela de Mogos, a Anta Grande do Zambujeiro, o Templo Romano e o Museu de Évora. Vão também ser registados a Anta Grande da Comenda da Igreja, o Castelo de Montemor-o-Novo, a Gruta do Escoural e o Museu do Grupo dos Amigos de Montemor-o-Novo; a Villa romana de São Cucufate (Vidigueira); o Castelo de Évoramonte (Estremoz) e o Castelo de Arraiolos.

Com experiências anteriores em Espanha, França, Itália, Grécia, Honduras, Guatemala, Arménia, Caraíbas, Marrocos, Holanda, Emirados Árabes Unidos e Estados Unidos, a equipa da Global Digital Heritage já registou mais de 50 sítios por todo o mundo. Esta organização traz consigo tecnologia de ponta ao nível da digitalização e registo de património como laser scans, drones e câmaras 360º.

Todos os dados obtidos durante a recolha da campanha da Global Digital Heritage serão públicos e os resultados preliminares serão apresentados ainda durante o mês de abril em conferência a anunciar em Évora.

A equipa da Global Digital Heritage é liderada por Herbert Maschner, antigo diretor do Centro para a Virtualização e Tecnologias Espaciais Aplicadas da Universidade da Flórida do Sul, e conta ainda, entre outros, com Victor Bendicho Menchero, vice-presidente da Sociedade Espanhola de Arqueologia Virtual (SEAV), e Miguel Ángel Hervás, membro da Sociedade Espanhola de Arqueologia Medieval.

A campanha agora desenvolvida em Portugal é fruto de uma parceria com os Municípios de Évora, Montemor-o-Novo, Vidigueira, Arraiolos e Estremoz, com a Direção Regional de Cultura do Alentejo e com a Universidade de Évora. ​

domingo, 14 de abril de 2019

Évora - Comemorações do 25 de Abril


13 de abril (sábado)
10h00 | Debate “Com a Revolução de Abril sempre, sem esquecer o passado, lutar por ​um futuro com mais justiça social”
​Local: Auditório da DGEstE (Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares)
| Almoço convívio e visita à cidade
Org.: Direção da Inter-Reformados Lisboa/ União dos Sindicatos de Lisboa/ CGTP-IN

17 a 26 de abril
Exposição “preservar a memória – União de Resistentes Antifascistas Portugueses”
Local: Paços do Concelho – Black Box
Org: União de Resistentes Antifascistas Portugueses

23 de abril a 01 de maio
“Vozes de Abril”
Local: Vários locais da Cidade

23 de abril (3ª feira)
18h30 | Concerto Comemorativo do 25 de Abril – Coro Polifónico “Eborae Mvsica”
Local: Paços do Concelho – Salão Nobre

22h00 | Concerto “Loosense” – 170.º Aniversário da Sociedade Harmonia Eborense
Local: Praça do Giraldo

00h00 | After Party with Rafa
Local: Sede da Sociedade Harmonia Eborense

Dia 24 Abril (4ª feira)
10h00 | Inauguração da Exposição “Vejam Bem” (homenagem a José Afonso)
Local: Praça do Sertório

14h00 | Torneio de Badminton
Local: EB 2/3 Manuel Ferreira Patrício
Org. Clube de Badminton de Évora

20h00 | Gala de Patinagem
Local: Arena d’Évora
Org.: GD Diana

21h00 | Fogueira | Churrasco
Local: Largo Manuel José Nico, Freguesia de S. Miguel de Machede
Org.: Junta de Freguesia de S. Miguel de Machede

22h00 | Baile da Liberdade com Artur Barroso
Local: Casa do Povo, Freguesia de S. Miguel de Machede
Org.: Junta de Freguesia de S. Miguel de Machede

22h00 | Concerto “Diabo na Cruz”
00h00 | Fogo de Artifício
Local: Praça do Giraldo

00h00 | Interpretação de “Grândola Vila Morena”
Local: Casa do Povo, Freguesia de S. Miguel de Machede
Org.: Junta de Freguesia de S. Miguel de Machede | AARPISMM

00h15 | Concerto “PAUS”
Local: Páteo do Salema – SOIR Joaquim António de Aguiar

Dia 25 Abril (5ª feira)
Manhã desportiva
10h00 | Ténis na Praça | Org.: Clube de Ténis de Évora
| Street Basket na Praça
| Demonstração de Ginástica | CG Évora

10h30 | Demonstração de Taekwondo | Org.: ATKRS

11h00 | Demonstração de dança pela “BE Dance” | Org.: Be in Shape

11h30 | Demonstração de Ginástica | Org.: EGYM
Local: Praça do Giraldo

10h00 | Sessão Comemorativa do 45.º Aniversário do 25 de Abril
“Vozes de Abril”
Local: Praça do Sertório

11h00 | Inauguração da exposição “25 de Abril: Símbolos da Revolução”
Local: Sede da AARPISMM, Freguesia de S. Miguel de Machede
Org.: AARPISMM

13h00 | Almoço comemorativo do 25 de Abril
Local: Pavilhão da Associação de Moradores do Bacelo
Org.: APA - Associação Povo Alentejano

16h00 | Arruada pela Banda Filarmónica da “Associação 24 de Junho” de S. Miguel de Machede

16h15 | Inauguração do monumento de homenagem aos combatentes micaelenses mobilizados para o Ultramar
Local: Praça da República, Freguesia de S. Miguel de Machede
Org.: Junta de Freguesia de S. Miguel de Machede | AARPISMM

18h00 | Concerto “Ladysmith Black Mambazo” – Ciclo Mundos Évora
Local: Igreja de S. João Evangelista – Palácio Cadaval
Parcerias: Festival de Músicas do Mundo de Sines, Inatel e Évora África (Palácio Cadaval)

Freguesia da Graça do Divor
08h30 | Caminhada | Corrida | Passeio de bicicleta
Local: Armazém da Junta de Freguesia da Graça do Divor (concentração)
13h00 | Almoço/convívio
15h30 | Jogos tradicionais

26 de abril (6ª feira)
“Comunicação Social e Democracia” – Visita às instalações do Diário do Sul e da Rádio Telefonia do Alentejo
Org.: SUÃO (programa próprio)

27 de abril (sábado)
09h30 | Caminhada (+ 6 km)
Local: Praça da República (concentração), Freguesia de S. Miguel de Machede

15h00 | Jogos tradicionais – malha e bola do aro
| Jogo de futebol (casados x solteiros)
Local: Parque Amaro dos Reis Callado, Freguesia de S. Miguel de Machede
Org.: Junta de Freguesia de S. Miguel de Machede

28 de abril (domingo)
09h30 | Jogos tradicionais
Local: Courelas da Toura, Freguesia de S. Miguel de Machede
Org.: ACRDCT

12h30 | Missa dominical em memória dos combatentes micaelenses falecidos
Local: Igreja Paroquial de S. Miguel de Machede, Freguesia de S. Miguel de Machede
Após a missa | Homenagem junto ao monumento
Local: Praça da República, Freguesia de S. Miguel de Machede​

29 de abril até 20 de maio
18h00 | Inauguração da exposição de fotografia “Em Cena”
Local: Paços do Concelho – Black Box
Org.: Curso Profissional de Artes do Espetáculo-Interpretação da Escola Secundária André de Gouveia
Apoios: CME, POCH, CFPhoto

30 de abril (3ª feira)
21h30 | Concerto: “Vozes do Imaginário cantam Abril”
Local: Casa do Povo, Freguesia de S. Miguel de Machede
Org.: Junta de Freguesia de S. Miguel de Machede

01 de maio (4ª feira)​
12h00 | “Vozes de Abril”
Local: Praça do Giraldo