quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Évora Perdida no Tempo - Claustro do Colégio do Espírito Santo

Vista estereóscopica do Claustro do Colégio do Espírito Santo, actual Universidade de Évora. Em primeiro plano vê-se o frontão que encima a entrada da Sala dos Actos e, em segundo plano, o corpo da antiga Casa Pia, demoldido em meados do século XX (1940?).
Autor Inácio Caldeira
Data Fotografia 1920 ? -
Legenda Claustro do Colégio do Espírito Santo
Cota CME0323 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Historial da Freguesia de Nossa Senhora de Guadalupe


Nossa Senhora de Guadalupe, uma das mais recentes freguesias do concelho de Évora, nasceu a partir da freguesia de Nª Sª da Graça do Divor, pelo Decreto Lei nº 128/85 de 4 de Outubro. A ocupar uma área de 6.685 hectares, anteriormente pertencente à extinta freguesia de S. Matias, tem como principal povoação a aldeia de Guadalupe. Monte das Pedras e S. Matias, sede de uma extinta freguesia do século XVI, são outros dos lugares de referência desta localidade.

A 13 km da cidade eborense, encontra-se limitada pelas freguesias de Nª Sª da Tourega, Nª Sª da Boa-Fé, S. Sebastião da Giesteira e Nª Sª da Vila, pertencente ao concelho de Montemor-o-Novo.

Criada pelo Decreto Lei nº 128/85 de 4 de Outubro a Freguesia de Nª Sra. de Guadalupe nasce a partir da Freguesia de N. Sraª da Graça do Divor e na área onde antes existiu a extinta freguesia de S. Matias.

A aldeia de Guadalupe, outrora Água de Lupe, alberga nas suas fronteiras vestígios importantes do megalitismo. Há milhares de anos atrás o homem ocupou a zona envolvente à actual freguesia, por se tratar de uma zona fértil, com paisagem e clima propícios à prática agrícola. Diversas antas, cromeleques, menires, grutas com gravuras e outras ruínas, são marcas dessa presença.

O nome da freguesia advém de uma ermida dedicada a Nossa Senhora de Guadalupe. Erigida no local onde existiu, noutros tempos, um pequeno oratório, foi inaugurada solenemente apenas em 1615, 6 anos depois da sua fundação.

O brasão da freguesia é composto por um sobreiro de ouro, frutado de verde, troncado e arrancado de prata e descortiçado de vermelho, representativo da extracção de cortiça, uma das actividades que ainda persiste na freguesia. Do lado direito vê-se indistintamente uma oliveira de ouro, frutada de negro e desenraizada de prata, colocados em faixa, a simbolizar aquela que foi, em tempos, a mais importante actividade da freguesia. Nos extremos verticais encontramos, em cima, uma flor-de-lis de prata e em ponta, em baixo, um dólmen de ouro, a realçar a riqueza arqueológica da aldeia.
O orago da freguesia é Nossa Senhora de Guadalupe. O culto desta santa, declarada padroeira de toda a América, em 1945, pelo Papa Pio XII, está intimamente ligado ao processo de evangelização do México, que até essa altura se tinha revelado bastante moroso e difícil.

Com início nesse país da América latina, a devoção a esta santa deveu-se, em parte, à sua aparição ao índio baptizado Juan Diego, que ocorreu pela primeira vez em meados de 1531, quando este passava pela colina de Tepeyac, nas imediações da capital mexicana. A busca de uma melodia, que então ouvira, conduziu-o a uma nuvem branca, sobre a qual se elevava uma linda Senhora, resplandescente de luz, envolta num arco-íris.

Revelando-se como a verdadeira mãe de Cristo, encarregou-o de pedir ao bispo D. Juan de Zumárraga que construísse, naquela colina, uma igreja em honra e glória de Deus. Após várias tentativas o jovem índio consegue finalmente falar com o bispo, que, como seria de esperar, não acreditou na veracidade da história.

O bispo decide, então, pedir um sinal da Virgem ao indígena, o qual lhe foi concedido apenas na terceira aparição. Juan Diego tinha ido buscar um sacerdote para dar a extrema-unção a um tio doente, e a Virgem pede-lhe que colha flores no bosque e as leve ao bispo, ao que Diego respondeu prontamente.

O índio vai entregar as flores ao bispo, embrulhadas num pano. Ao abri-lo o bispo fica estupefacto ao encontrar um ramo de flores frescas e perfumadas, envoltas num manto onde estava bordada a figura da Virgem de Guadalupe, de tez morena, olhos claros e vestida como as mulheres da Palestina. Emocionado, D. Zumárraga, decide proceder à construção do templo em honra da mãe de Deus.

Esse manto, apesar da baixa qualidade do tecido, sobreviveu ao longo de 450 anos, mantendo-se ainda em perfeito estado de conservação, no Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe. Esta igreja tornou-se, depois do Vaticano, o santuário mais popular do mundo.



Oração a Nossa Senhora de Guadalupe


Perfeita, sempre Virgem Santa Maria,
Mãe do Verdadeiro Deus, por quem se vive.
Tu que na verdade és nossa Mãe Compassiva,
te buscamos e te clamamos.
Escuta com piedade nosso pranto, nossas tristezas.
Cura nossas penas, nossas misérias e dores.
Tu que és nossa doce e amorosa Mãe,
acolhe-nos no aconchego do teu manto,
no carinho de teus braços.

Que nada nos aflija nem perturbe nosso coração.
Mostra-nos e manifesta-nos a teu amado Filho,
para que Nele e com Ele encontremos
nossa salvação e a salvação do mundo.
Santíssima Virgem Maria de Guadalupe,
Faz-nos mensageiros teus,
mensageiros da Palavra e da vontade de Deus.

Amém.




Limites

A linha limite da Freguesia de Guadalupe, pertencente ao Concelho de Évora, começa no marco nº 1, 13, 27 situado na Herdade de Alcamizes e segue a estrema desta Herdade, confrontando com a Freguesia de Nª Sra. da Tourega, onde está colocado o marco nº 2, 26.

A partir deste marco segue a estrema da Herdade de Figueiras até ao marco 3, 25, continuando pela Herdade da Provença e depois pela de Perdieiros até ao marco nº 4, 24 onde encontra a Herdade de Vale de Cardo, em cuja estrema está o marco nº 5, 1, 23, seguindo-se o confronto com a Freguesia de Nª Sra. da Boa Fé, e a continuação pela estrema daquela Herdade.

Segue depois a estrema da Herdade dos Almendres, onde se situam os marcos nº 6, 35, 7, 34, 8, 33, 9 e 32 e a Herdade de Courelas na qual se levantam os marcos nº 10, 31, 11 e 30, passando daqui em diante a seguir a estrema da Herdade de Paicão, confrontando com a freguesia de São Sebastião da Giesteira. Nesta estrema está localizado o marco nº 12, 29, e a seguir a Herdade do Castro, na estrema da qual está o marco nº 13, 28, 13, passando a partir dele a confrontar com a Freguesia de Nª Sra. da Vila do concelho de Montemor-o-Novo.


Prosseque pela estrema da Herdade do Castro até encontrar a Herdade de Abaneja, de cuja estrema não se afasta e onde existem os marcos nº 14, 12 e 15, 11. A partir deste último marco segue a estrema da Herdade de Vale Marias de Cima ou Palanganas, na qual se situam os marcos nº 16,10, 17, 9 confrontando-se a partir deste último marco com a Freguesia da Graça do Divor prosseguindo pela estrema da Herdade de Vale de Marias de Cima ou Palanganas até encontrar a Herdade de Vale de Marias dos Morenos de cuja a estrema não se afasta.

Segue pela canada até ao Ribeiro da Casbarra e encontra a Herdade do Azinhal, passando pela estrema do Valado do Mato, Courelas do Foro, Quinta de Cima, Quinta Pequena e Quinta de Santa Catarina. Passa a confrontar, a partir daqui, a Freguesia da Sé e depois a estrema da Quinta do Salgado e Herdades do Montinho onde se ergue o marco nº 51, 21, e Quintinha na qual estão colocados os marcos 52, 20, 53, 19. Neste ponto encontra a Herdade do Esbarrondadouro, cuja estrema segue e na qual estão os marcos nº 54, 18, 55 e 17 e passa depois a seguir a estrema das Herdades de Lucena e Curral da Obra onde existe o marco nº 56, 16 e Herdade de Alcamises onde está o marco nº 57, 15, junto à estrada nacional e continuando pela mesma estrema encontram-se os marcos nº 58, 14 e 1, 13, 27.

Évora Perdida no Tempo - Ruínas Fingidas, no Jardim Público


Vista estereoscópica das Ruínas Fingidas, no Jardim Público.


Autor Inácio Caldeira
Data Fotografia 1920 ? -
Legenda Ruínas Fingidas, no Jardim Público
Cota CME0334 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Feiras no Largo


Decorrem ao longo do ano, aos fins-de-semana, no largo do Mercado Municipal, e a sua periodicidade é determinada por quatro feiras temáticas: Feira de Velharias, Feira do Livro Usado e do Coleccionismo, Mostra de Artesanato e Mostra de Arte.
Para além da revitalização e animação do Centro Histórico e animação turística do local – Praça 1º de Maio, as feiras temáticas visam apoiar os agentes destes sectores de actividade, proporcionando-lhes espaço para escoamento da sua produção, bem como compatibilizar os públicos do mercado e espaço comercial adjacente com esta forma de comércio mais informal, com benefício mútuo para ambos, num quadro de maior complementaridade e atractividade.

Évora Perdida no Tempo - Parada militar na Praça do Giraldo

Autor Inácio Caldeira
Data Fotografia 1920 ? -
Legenda Parada militar na Praça do Giraldo
Cota CME0386 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Évora Perdida no Tempo - Caixa de água do Convento da Cartuxa


Vista estereoscópica da caixa de água (século XVII) do Convento da Cartuxa, ligada ao Aqueduto da Água da Prata .

Autor Inácio Caldeira
Data Fotografia 1920 ? -
Legenda Caixa de água do Convento da Cartuxa
Cota CME0325 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

domingo, 9 de janeiro de 2011

Comerciais D2D - Évora

A Kelly Services encontra-se neste momento em processo de recrutamento de Comerciais para a promoção de produtos e serviços na àrea das telecomunicações, para empresa multinacional sua cliente situada na zona de Évora.

Perfil do Candidato:
- Experiência anterior na área comercial (factor preferencial);
- Habilitações académicas 12ºano;
- Motivação para a área comercial e para o trabalho por objectivos;
- Persistência e capacidade de liderança;
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Condições da Oferta:
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- Part-Time de 20h de 2ª a 6ª;
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Agarre esta oportunidade!

Kelly, mais do que um nome!

Para se candidatar envie-nos o seu CV para o e-mail pt.kos@kellyservices.pt com referência ao assunto.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Rouba mota a funcionário de stand



Uma mota, propriedade de um funcionário de um stand de motociclos em Évora, foi nesta tarde de quinta-feira furtada por um jovem que se fazia passar por comprador. Segundo o lesado, o individuo pediu a mota para experimentar e nunca mais apareceu."Nem sequer levou capacete", frisou José Recto, funcionário da Casa Valadas.

Com cerca de 20 anos, o assaltante terá visto na Internet um anúncio de venda da mota clássica (na foto), modelo GN 250 Café Racer, matrícula 'TU-18-46'. Apareceu na loja depois das 15h00.

"A conversa foi normal para um acto de venda. Pediu para experimentar a mota e disse-lhe, como faço a outros interessados, para dar uma pequena volta junto à loja. Acabou por fugir", referiu.

O furto está a ser investigado pela PSP de Évora.

Museu acolhe fotografias da Sociedade Harmonia Eborense

A exposição "A Colecção Fotográfica da Sociedade Harmonia Eborense" é inaugurada hoje no Museu de Évora.
A mostra integra algumas das mais de 300 fotografias da Sociedade Harmonia Eborense, datadas desde os finais do século XIX até aos anos 90 do século XX.
Dessas imagens, a maioria refere-se a eventos da vida social da cidade, como bailes, festas e exposições.
Organizada pela Câmara de Évora e pela Sociedade Harmonia Eborense, a exposição pode ser visitada 9 de Março.

Évora Perdida no Tempo - Rua do Centro Histórico

Autor Inácio Caldeira
Data Fotografia 1920 ? -
Legenda Rua do Centro Histórico
Cota CME0378 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Évora Perdida no Tempo - Terraço da Sé de Évora


Vista estereoscópica de parte do terraço da Sé Catedral de Évora.

Autor Inácio Caldeira
Data Fotografia 1920? -
Legenda Terraço da Sé de Évora
Cota CME0331 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Évora Perdida no Tempo - Ponte romana no Rio Xarrama

Autor Inácio Caldeira
Data Fotografia 1920 ? -
Legenda Ponte romana no Rio Xarrama
Cota CME0344 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME