segunda-feira, 4 de julho de 2011

Évora Perdida no Tempo - Gradaria da capela-mor da Ig. S. Mamede


Gradaria da capela-mor da Igreja de São Mamede. Esta imagem foi publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca, Concelho de Évora, vol.II, est.482.
Autor David Freitas
Data Fotografia 1966 ant. -
Legenda Gradaria da capela-mor da Ig. S. Mamede
Cota DFT4211 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

sábado, 2 de julho de 2011

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sexta-feira, 1 de julho de 2011

"Improviso o Jazz" hoje em Évora

A Tuna do Liceu de Évora


Aos 19 anos de idade, a jovem eborense Inês Amaro há já sete anos que integra a Tuna Académica do Liceu de Évora, e é com enorme orgulho que se refere a essa experiência: “Sinto-me muito especial por fazer parte desta tuna. Esta tuna é única! Única é a palavra que melhor a define. Não há outra igual! É única, por ser uma das mais velhas do país, por ser uma tuna de liceu, pela diferença de idades dos seus membros, por ser instrumental, entre outras características únicas!”.
Depois do habitual descanso estival, Inês Amaro encara ansiosa a entrada do mês de Setembro, pois no início das aulas a Tuna Académica do Liceu de Évora realiza uma actuação para os novos alunos da Escola Secundária André de Gouveia (sucessora do Liceu); ocorrem também eleições para uma nova direcção da tuna; encetam-se os preparativos da Semana Académica, que é anualmente organizada em Novembro, e começam a surgir os convites para os festivais de tunas e outros eventos, um pouco por todo o país, em que Inês, sempre acompanhada do seu bandolim, gosta de participar.
Fruto, e testemunho vivo, da história recente da cidade e símbolo maior das suas mais fortes tradições, a Tuna Académica do Liceu de Évora é ainda hoje motivo de grande admiração e entusiasmo gerais e um dos seus ex-líbris culturais.
Com cerca de 25 membros, cujas idades vão dos 13 aos 23 anos, e presidida por Diogo Raminhos, em 2009 esta tuna comemora 106 anos, no dia 1 de Dezembro, estando previsto um requintado programa de celebrações.
Mas, não só a actividade actual da tuna a distingue e a dignifica, como também o seu passado contribui para a sua magnitude. A sua génese remonta ao emblemático Liceu Nacional de Évora, instituição de ensino que abre as suas portas a 18 de Outubro de 1841 e que funciona no Colégio do Espírito Santo até 1978, altura em que assume a designação de Escola Secundária André de Gouveia e se muda para novas instalações. Porém, logo em 1860 recebe o Liceu, por concessão régia, permissão para uso de traje académico - hoje apenas privilégio dos membros da tuna - e em 1890 um grupo de estudantes cria a Associação Filantrópica Académica Eborense, com o objectivo de ajudar os mais necessitados no pagamento das propinas e na compra de livros, e no seio desta surge então a Tuna Académica, fundada pelos alunos do Liceu Artur Matias e Júlio Santos.
De forma amadora, e apenas com o intuito de angariar fundos para a Associação Filantrópica Eborense, a tuna começa por dar alguns espectáculos aqui e acolá, mas rapidamente se afirma no meio estudantil, social e cultural da cidade. A sua estreia pública ocorre no 1.º de Dezembro de 1900, quando um efusivo grupo de 26 tunos desfila pelas ruas de Évora e acorda a população com o Hino da Restauração. Mas é em 1902 que é eleita uma direcção e que fica cimentada a Tuna Académica do Liceu de Évora, que se mantém bastante fervorosa até ao final da década de 40 do século passado, enfrentando alguma acalmia por essa altura, mas logo ressurgindo revigorada em 1951, com 58 elementos, pela primeira masculinos e femininos. Desde então, até aos nossos dias, o seu percurso foi de um amadurecimento e de uma vivacidade ímpares.
A bandeira de seda, verde e branca, com uma lira de prata pintada, que a representa continua a brandir energicamente, em nome do convívio, do espírito académico e da tradição eborense.

Bibliografia
- Catálogo da Exposição “Tuna Académica do Liceu de Évora - 100 Anos Histórias e Tradições - Comemorações do 100.º Aniversário da Tuna Académica do Liceu de Évora”. Évora: Tuna Académica do Liceu de Évora, 2002.
- PINHEIRO, J. M Monarca - Memória do Liceu 1841-1991. Évora: Comissão Executiva das Comemorações do 150.º Aniversário do Liceu Nacional de Évora/Escola Secundária André de Gouveia, 1991.
- “1.º de Dezembro – O Liceu de Évora e a Mística Académica”, in Revista Grande Alentejo, N.º 2, 27 de Novembro de 1998, suplemento do jornal Diário do Sul N.º 8115.
- Tuna Académica do Liceu de Évora, in www.palcoprincipal.sapo.pt/tunadoliceu

Évora Perdida no Tempo - Cabeceira da Igreja de São Tiago, em Évora


Cabeceira (1680-1683) da Igreja de São Tiago, em Évora. A abóbada é coberta por pinturas murais (finais do século XVII) e nas paredes encontram-se frescos com motivos sacros e profanos. Na parte superior é visível uma tela representando São Cristóvão, seguida de três pinturas a óleo sobre tela. A cabeceira é composta pela Capela-mor e duas capelas absidiolares, dedicadas a Nossa Senhora da Esperança (lado da Epístula) e Nossa Senhora das Dores (lado do Evangelho). Esta imagem foi publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca, Concelho de Évora, vol.II, est. 412 
Autor David Freitas
Data Fotografia 1966 ant. -
Legenda Cabeceira da Igreja de São Tiago, em Évora
Cota DFT4316.1 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Leilão de porcos em Évora rende 5500 euros

O leilão dos porcos da exposição ‘Pig Parade’, que ficou famosa pelo roubo de 12 das 52 peças, rendeu 5500 euros a favor da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental de Évora.
Todos os porcos, construídos em fibra de vidro e pintados por alunos de diversas escolas e instituições deste concelho, foram adquiridas pela população. A peça mais valiosa rendeu 310 euros.
O leilão, que teve lugar na noite de ontem no recinto das Festas Populares da Cidade no dia de S. Pedro, feriado municipal, constituiu um enorme sucesso, tendo como base de licitação inicial de 100 euros por cada porco.
António Maia, residente no Ciborro, no concelho de Montemor-o-Novo, foi o primeiro a licitar, levando para casa um dos “porcos decorados”. “Vim de propósito para ajudar a causa. Agora, o porco vai embelezar o meu jardim”, disse.
Para promover o 2º Congresso Iberoamericano de Suinicultura que decorreu em Évora entre os dias 21 e 24 de Junho, foram distribuídos pelas principais praças e ruas da cidade de Évora 52 porcos em fibra de vidro.
O primeiro foi roubado na primeira noite, no dia 13 de Junho. Depois seguiram-se mais 11, o que obrigou a autarquia a concentrar todas as peças na Praça do Giraldo, a única da cidade com vigilância permanente da PSP. Tal como o CM noticiou, foi criada um grupo no Facebook para tentar recuperar os porcos. Três foram mesmo recuperados. Um foi encontrado abandonado junto à estrada de Arraiolos. Os outros dois apareceram dias antes do leilão. Um trazia um bilhete, escrito com humor em jeito de pedido de desculpa.

A Fonte da Porta de Moura


Chamada de fonte por uns e de chafariz por outros, sem dúvida que é um monumento de arquitectura civil renascentista bastante gracioso, devido às características artísticas e peculiares que apresenta.
A sua inauguração deu-se em finais de 1556, tendo sido construída graças à existência do magnífico Aqueduto da Água da Prata que permitiu a condução da água até à zona da cidade denominada por Porta de Moura.
A concepção e o projecto da obra foram da responsabilidade do arquitecto Diogo de Torralva, conservador do Aqueduto e mestre das obras da Comarca.
A edificação da fonte deve-se ao Cardeal-Arcebispo D. Henrique, regente na menoridade de D. Sebastião, tendo contribuído para a obra, – inclusive na realização dos respectivos canos, – os moradores vizinhos, o município com 8.000 reis e D. Jaime, o Duque de Bragança, por ter o seu Paço situado nas proximidades da zona. A casa do ducado de Bragança recebia inclusivamente os sobejos da água da fonte, através de canalização subterrânea. Vários eram os moradores que recebiam os sobejos da fonte, a que tinham direito, consoante as épocas de estiagem.

Évora Perdida no Tempo - Baile na Sociedade Joaquim António de Aguiar


Grupo na sala de baile na Sociedade Joaquim António de Aguiar (SOIR, Sociedade Operária de Instrução e Recreio), no Patio do Salema.
Autor David Freitas
Data Fotografia 1947-04-13 -
Legenda Baile na Sociedade Joaquim António de Aguiar
Cota DFT7668 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Suspensão do TGV representa "abandono" do Alentejo

O presidente da Câmara de Évora, José Ernesto Oliveira, manifestou nesta quarta-feira o seu "protesto com veemência" pela suspensão do projecto de alta velocidade ferroviária (TGV) Lisboa-Madrid, considerandoque representa o "abandono" do Alentejo e "compromete" projetos turísticos.
"Lamento e protesto com veemência contra a decisão que acaba de ser anunciada", afirmou o autarca socialista de Évora, reagindo à decisão do Governo de suspender o TGV entre as duas capitais ibéricas, projeto que previa uma estação nesta cidade alentejana.
O Governo decidiu suspender o projecto de Alta Velocidade Lisboa-Madrid, mas este poderá ser reavaliado, segundo o programa do Executivo divulgado na terça-feira.
De acordo com o documento do Governo, "poderá sujeitar-se o projeto a uma reavaliação, incluindo o seu conteúdo e calendário, numa óptica de optimização de custos, à luz dos novos condicionalismos, e que deverá ter em conta o estatuto jurídico dos contratos já firmados".
O programa refere que "uma eventual renegociação só poderá proceder de uma avaliação deste tipo".
Em declarações aos jornalistas durante as cerimónias comemorativas do feriado municipal de Évora, José Ernesto Oliveira afirmou que a suspensão do TGV representa "uma vez mais a repetição daquilo a que a direita já habituou o Alentejo, que é o esquecimento desta terra sacrificada, desta terra que tem sido, durante anos e anos, abandonada sempre que a direita está no poder".
"Infelizmente, repete-se a história. O Alentejo não conta para a direita, os alentejanos não contam para a direita. Os alentejanos, no fundo, são cidadãos de segunda, são portugueses, que, talvez por sermos poucos, não contamos nas contas que a direita faz", disse.
O autarca de Évora considerou ainda que a decisão de suspender o TGV vai "comprometer" projetos turísticos que estavam previstos para o concelho de Évora e que contavam com a alta velocidade ferroviária em 2013.
"Para Évora é uma perda muito grande, por ser uma cidade Património Mundial, com mais de meio milhão de visitantes, a maioria dos quais estrangeiros", disse.
"Estar a cidade inserida numa rede de alta velocidade que a pusesse em contacto próximo com outras cidades da Europa era importantíssimo para o desenvolvimento", sublinhou.

Caracol Andador (Recordando a Lorca y la Argentinita)



Fórum Eugénio de Almeida | 19h00

30 de Junho - Caracol Andador (Recordando a Lorca y la Argentinita)

Espanha, Valladolid



Celebrando os 80 anos de Colección de Canciones Populares Españolas - um trabalho discográfico do poeta e dramaturgo espanhol, Federico García Lorca que, ao piano, acompanhava a cantora La Argentinita - apresenta-se o projecto dos Caracol Andador.

Com diversos estilos musicais, estes músicos decidiram recuperar o repertório e criar um novo trabalho discográfico com temas tão populares como En el Café de Chinitas, Las tres Hojas, Los Cuatro Muleros ou Las Morillas de Jaén.



Alberto Requejo - saxofone

Chuchi Marcos - baixo

Jaime Lafuente - voz

Jesús Ronda - guitarras

Paco Tejero - bateria



Entrada: 5,00 € | Bilhetes à venda no Fórum Eugénio de Almeida

Évora Perdida no Tempo - Pátio do antigo Palácio do Farrobo

Pátio do antigo Palácio do Farrobo (antigo Quartel dos Bombeiros), demolido em 1963 para dar lugar ao Palácio da Justiça.
Autor David Freitas
Data Fotografia 1963 ant. -
Legenda Pátio do antigo Palácio do Farrobo
Cota DFT7662 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

terça-feira, 28 de junho de 2011

XII Ciclo de Concertos “Música nos Claustros”



O Ciclo de Concertos “Música nos Claustros” realiza-se nos meses de Julho e Setembro, e tem como objectivo promover eventos musicais que possam contribuir para qualificar a oferta cultural a nível do Turismo Cultural e estabelecer uma programação que dê relevo temporal à Música Antiga, à Ópera e à Opereta e aos vários Períodos da criação musical. Pretende aprofundar a relação entre o património construído, neste caso o Convento dos Remédios, em Évora, e a adequação de uma oferta musical regular à fruição pelo público e à participação de grupos musicais da região do Alentejo e do país.

Dia 2, 21h30 – Violino e Piano – Lina Uinskyte (violino) e Mauro Dilema (piano)
Programa: Edvard Grieg (1843-1907): Sonata Op. 45 nº. 3 - Allegro molto e appassionato; Allegretto espressivo alla romanza e Allegro animato; Franz Schubert (1797 - 1828): Fantasia Op. 159 in Do Maggiore; Camille Saint-Saëns (1835-1921): Sonata Op. 75 nº. 1 - Allegro agitato – Adágio e Allegretto moderato - Allegro molto.
Lina Uinskyte nasceu em Vilnius (Lituânia), licenciou-se na Alta Escola de Arte "M.K. Ciurlionis" sob a orientação de I. Armonaite. Em 1996 obteve uma bolsa de estudo no “Istituto Musicale Internazionale Santa Cecilia" de Portogruaro (Itália) onde concluiu os estudos com Pavel Vernikov. Determinante para a formação violinistica e para o desenvolvimento do som foi o encontro na "Muraltengut" de Zurique com o violinista e maestro dos "Virtuosos de Moscovo", Vladimir Spivakov. Lina Uinskyte ganhou varios concursos entre os quais "Gesualdo da Venosa" di Potenza, "Città di Brindisi", "Guido Rizzo" di Roma, entre outros. Deu aulas de violino no “Istituto Musicale V. Bellini" de Catania. Actualmente é docente de violino no Conservatorio de Musica “G.Verdi” de Como. Toca um violino cópia do “Cannone” de Guarneri del Gesù, construído em 1800 por Gabriel Lembock.
Mauro Dilema, de nacionalidade italiana, concluiu o curso superior de piano com a idade de vinte anos tendo obtido a classificação máxima e a distinção no Conservatório de Música de Matera. Classificou-se desde pequeno nas competições nacionais, internacionais e execuções pianísticas. No ano 1998 obteve uma Bolsa de estudo no “Teatro alla Scala” de Milão corno pianista acompanhador e no ano 1999 foi o primeiro classificado na competição para pianista solo e de câmara na Orquestra do Teatro de Volterra. A sua atividade como concertista levou-o a várias cidades italianas e estrangeiras quer a solo, quer integrado em diversas formações. Colabora há oito anos com a Universidade de Évora como Professor de Piano leccionando também no no Istituto Superiore di Studi Musicali “G. Donizetti” em Bergamo

Dia 3, 21h30 – Concerto pelo “Coro Polifónico Eborae Mvsica”, direcção Pedro Teixeira
Programa – Tema: A Noite. Madrigais e Música contemporânea de Lopes Graça e Eurico Carrapatoso.

Dia 9, 21h30 – Canto e Piano – Valérie Vervoort (soprano) e Jill Lawson (piano)
Programa: Chopin: Nocturnes e Claire de lune de Debussy; Debussy: Nuit d’étoiles, Beau soir, Pierrot; Fauré: Après un rêve, Clair de lune, nocturne; Hahn: L’heure exquise, Nocturne, Dans la nuit, l'Enamourée e La nuit; Massenet: Nuit d’Espagne, Madrigal; Poulenc: Le sommeil e Lune d’avril; Saint-Saëns: Rêverie; Lekeu: Nocturne; Jongen: Après un rêve
Valérie Vervoort-Lawson, soprano, terminou os estudos de Canto no Conservatório Real d’Anvers instituição onde iniciou a sua aprendizagem na classe de Lucienne Van Deyck. Em Junho de 2003 diplomou-se na classe de Guy de Mey. Paralelamente estudou com Stephanie Friede e no Brooklyn Conservatory College, na classe Trish McCaffrey. Tem realizado recitais como solista e participado em várias óperas, em vários países.
Jill Lawson, pianista, de nacionalidade luso-americana, nasceu no México em 1974. Iniciou os estudos de piano com a professora Heidi Hendrickx na Academia de Música de Antuérpia tendo continuado no Conservatório Real de Antuérpia, onde teve aulas sob a direcção de Levente Kende. Em 2004, no Peabody Institute em Baltimore, obteve o Mestrado de Música. Fez vários cursos de aperfeiçoamento com Maria Tipo, Sequeira Costa, Vladimir Viardo, Dimitri Bashkirov e Maria João Pires.

Dia 10, 21h30 – Recital de Violino e Piano por Bruno Monteiro e João Paulo Santos
Programa: George F. Händel (1685-1759): Sonata para Violino e Piano em Fá Maior HWV 370 – Adagio, Allegro, Largo e Allegro; Edward Grieg (1843-1907): Sonata nº3 para Violino e Piano em Dó menor Op.45 - Allegro molto ed appassionato, Andante expressivo alla Romanza e Allegro molto; Ernest Bloch (1880-1956): Suite Baal Shem para Violino e Piano - Vidui (Contrition), Nigum (Improvisation) e Simchat torah (Rejoicing); Pyotr I. Tchaikovsky (1820-1869): Souvenir d’un Lieu Cher para Violino e Piano Op.42 – Meditation, Scherzo e Melodie; Maurice Ravel (1875-1937): Tzigane, Rapsodie de Concert.
Bruno Monteiro nasceu no Porto, foi aluno de Carlos Fontes, em cuja classe concluiu os seus estudos em Portugal com 20 valores. Paralelamente recebeu a orientação de Gerardo Ribeiro, com quem trabalhou particularmente em Chicago, nos Estados Unidos da América, como bolseiro da Fundação Gulbenkian e da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento. Licenciado em Música (Violin Performance) pela Manhattan School of Music de Nova Iorque com as mais elevadas classificações, como bolseiro da Fundação Gulbenkian e do Centro Nacional de Cultura.Tocou como solista com numerosas orquestras, das quais se destacam a Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra do Norte, Orquestra Sinfónica de Palma de Maiorca, Orquestra Clássica da Madeira, Orquestra Sinfónica Portuguesa e a English Chamber Orchestra.
João Paulo Santos concluiu o curso superior de Piano no Conservatório Nacional de Lisboa na classe de Adriano Jordão. Trabalhou ainda com Helena Costa, Joana Silva, Constança Capdeville, Lola Aragón e Elizabeth Grümmer. Na qualidade de bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian aperfeiçoou-se em Paris (1979/84). Depois de ter ocupado o cargo de Maestro Assistente do Coro do Teatro Nacional de São Carlos (1984) foi nomeado Maestro Titular (1990/2004). Actualmente é Director de Estudos Musicais e Director Musical de Cena do mesmo Teatro. Na qualidade de pianista apresenta-se a solo, em grupos de câmara, acompanhando cantores, e em duo com a violoncelista Irene Lima desde 1985. Foi galardoado com o Prémio «Acarte 2000» pela direcção musical de The English Cat.

Dia 23, 21h30 – Ópera e Musicais – Abel Chaves (piano), Madalena Paiva Boléo (mezzo-soprano), Sofia de Castro (soprano), Diogo Oliveira (barítono) e Paulo Carrilho (tenor).
Programa: I Parte – Ópera: "Non ti fidar o misera" (Don Giovanni) – Mozart; "Dunque Io Son" (Il Barbiere di Siviglia) – Rossini; “Una donna a quindici anni” (Così fan tutte) – Mozart; “Un’ aura amorosa” (Così fan tutte) – Mozart; “Habanera" (Carmen) – Bizet; “Je dis que rien ne m’epouvante” (Carmen) – Bizet; "Adina, credimi" (Elixir do Amor) – Donizetti; “Bella siccome un angelo” (Don Pasquale) Donizetti; “Dôme épais le jasmin” (Lakmé) – Delibes; "I got Plenty o’nuttin" (Porgy and Bess) - G. Gershwin e “Bella figlia dell'amore" (Rigoletto) – Verdi. ll Parte – Musicais: "Circle of Life" (Lion King) - Elton John; "Relativity Rag" (Einstein’s Dreams) - Joshua Rosenblum; "l feel pretty" (West Side Story) - Leonard Bernstein; “No one knows who I am” (Jeckyll and Hyde) - Frank Wildhorn; "Dangerous Game" (Jeckyll and Hyde) - Frank Wildhorn; "I Wanna Be a Producer" (The Producers) - Mel Brooks; "Sun and Moon" (Miss Saigon) - M. Schonberg; "So in love" (Kiss Me, Kate) - Cole Porter; "lmpossible Dream" (Man of La Mancha) - Mitch Leigh; "Lilly’s Eyes" (Secret Garden) - Lucy Simon; "OId Devil Moon” (Finian's Rainbow) - Burton Lane e "One day more" (Les Misèrables) - M. Schonberg
Abel Chaves nasceu em Ponta Delgada (Açores) onde começou a aprender música com o seu pai, prosseguindo os estudos na Academia de Amadores de Música, e mais tarde no Conservatório Nacional de Música de Lisboa. É pianista e apresenta-se regularmente, desde 2001, em eventos e recitais de Canto e Piano. É também carrilhanista do Palácio Nacional de Mafra, instrumento em que obteve especialização durante três anos na Bélgica com a classificação de "Grande Distinção", com a idade de 17 anos. No Conservatório Nacional de Música, estudou órgão na classe do professor Simões da Hora, em 1994 terminou o Curso de Piano com os professores Anna Tomasik e Luís Pinto, na Escola Profissional de Música de Almada (EPMA).
Madalena Paiva Boléo nasceu em Lisboa em 1974. Fez o Curso de Canto no Conservatório Nacional e a Licenciatura em Canto na Escola Superior de Música de Lisboa. Interpretou vários papéis de ópera em vários teatros do país incluindo o Teatro Nacional de São Carlos, Culturgest, Teatro da Trindade, São Luiz, Coliseu do Porto ou o Teatro Municipal de Almada. Foi também solista em várias obras sacras como o Stabat Mater de Pergolesi e Stabat Mater de Boccherini, entre outros. Colabora frequentemente com o Sintra Estúdio de Ópera. Trabalhou ainda nos musicais «Os Grandes Mestres do Musical Americano» e «O Último Tango de Fermat» no Teatro da Trindade.
Sofia de Castro é natural de Lisboa e é licenciada em Engenharia Informática. Iniciou os seus estudos de Canto em 1992 na classe do Profº José Manuel Araújo na Juventude Musical Portuguesa. Terminou em 2004 o curso de canto da Escola de Música do Conservatório Nacional na classe do mesmo professor. Da sua formação mais relevante fazem ainda parte masterclasses e cursos de técnica e interpretação vocal com vários professores. Cantou em ciclos de concertos como “Música nos Claustros” e “Musicando”, da organização de Eborae Musica e “Encontros com a Música Clássica”, da organização da Junta de Freguesia de Loures. Em 2003 iniciou a actividade de produtora de espectáculos e em 2009 a de professora de canto e técnica vocal, actividades que mantém até aos dias de hoje, em paralelo com a actividade de cantora.
Diogo Oliveira naceu em em Lisboa. É Licenciado em Engenharia da Linguagem e do Conhecimento pelas Faculdades de Ciências e de Letras da Universidade de Lisboa. Frequentou o curso de Canto da Escola de Música do Conservatório Nacional na classe de José Carlos Xavier. Participou em Cursos de aperfeiçoamento com Sarah Walker, Rudolph Knoll, Low Siew-Tuan (2003 – 2005) e Ernesto Palácio (2009. Em 2005 foi vencedor do primeiro prémio do Concurso Nacional de Canto Luísa Todi. Desempenhou recentemente o papel de Fallito em L’opera Séria (Florian Gassman) com a New European Opera em França no festival “Printemps des Arts” sob a direcção de Raphael Pichon, Accionista (Banksters de Nuno Corte-Real) no TNSC sob a direcção de Lawrence Renes e Doido Rei Clown (A Morte do Palhaço) de José Mário Branco e João Brites) sob a direcção de Jorge Salgueiro.
Paulo Carrilho nasceu em Lisboa. É licenciado em Meteorologia, Oceanografia e Geofísica na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Concluiu o 8º grau de formação musical na Academia de Música Eborense, onde frequentou também o 6º ano de piano e 3º ano de flauta transversal. Iniciou os estudos de Canto com a Prof. Maria Repas Gonçalves, tendo terminado o curso complementar de Canto, sob a sua orientação. Foi também aluno de canto da Prof. Sandra Medeiros. De momento estuda canto com a Prof. Liliana Bizineche no Mestrado de Música na Universidade de Évora.Colabora frequentemente com o Sintra Estúdio de Ópera. Em Maio e Junho de 2011 integrou o elenco com o personagem Ladrão Dono do Circo em “A Morte do Palhaço”, uma criação do Teatro O Bando, com texto de Raul Brandão, encenação de João Brites e música de José Mário Branco, co-produzido com o Teatro Nacional de S. João, em cena no Mosteiro S. Bento da Vitória no Porto e no Lx Factory em Lisboa.

Dia 30, 21h30 – Canto e Piano – Cátia Moreso (mezzo-soprano) – 1º Prémio do Concurso “Prémio José Augusto Alegria-2010), Leonel Pinheiro (tenor) e Ana Monteiro (piano)
Programa: Wagner – Wesendonck Lieder: Im treibhauss e Träume; Schumann – Belzasar; Poulenc – La Courte Paille: La Reine de Coeur e Les Anges Musiciens; Poulenc – alligrammes: L’Espionne e Voyage; Britten – Cabaret Songs: Johnny; Bizet – Carmen: Seguidille; Saint-Saens – Samson et Dalila: Mon coeur s’ouvre à ta voix; Massenet – Werther: Air des Lettres; Leoncavallo – I Pagliacci – Recitar - Vesti la Giubba e Donizetti – La Favorita – O mio Fernando.
Cátia Moreso iniciou os seus estudos musicias no Conservatório de Música D. Dinis, em Odivelas, onde estudou com Margarida Marecos. Em 2002, ingressou à Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa onde estudou com Larissa Savchenko e Filomena Amaro. Prosseguiu os seus estudos com Isabel Biú. Fez diversas masterclasses, entre outros, com Elisabete Matos, Graham Johnson, Sarah Walker, Dame Kiri Te Kanawa e Malcolm Martineau. Foi vencedora do 1º Prémio no II Concurso de Canto da Fundação Rotária Portuguesa, Prémio Bocage no Concurso de Canto Luisa Todi e do 1º Prémio no Concurso de Canto José Augusto Alegria. Licenciada em Canto com distinção pela Guildhall School of Music and Drama e com o mestrado no Opera Course da mesma escola, Cátia estuda na classe de Susan Waters. É bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian e privadamente suportada por Maria Armanda Mateus. Planos futuros incluem National Opera Studio, Missa No. 3 (Grande) em Fá menor de Bruckner (Gulbenkian), Folk Songs de Berio em Londres.
Leonel Pinheiro é natural de Braga onde iniciou os seus estudos musicais no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian. Completou a Licenciatura em Ensino da Música, vertente Canto, na Universidade de Aveiro na classe de António Salgado. É Pós-Graduado em Concert Singing pela Royal Scottish Academy of Music & Drama na classe de Peter Alexander Wilson e recentemente concluiu o Mestrado em Performance, Estudos de Ópera (Opera Course) na classe de Susan McCulloch obtendo a classificação máxima. Leonel Pinheiro foi galardoado com o Patrick Libby Prize for Acting e foi-lhe atribuido o grau de Guildhall Artist Fellowship para o ano 2010/11. Actualmente é professor de Canto na City University of London e Coach de aprendizagem de repertório na Guildhall School of Music & Drama. Compromissos futuros incluem, entre outros, cover de Cavaradossi na ópera Tosca de Puccini para a Grange Park Opera. Actualmente trabalha com Susan McCulloch e Dennis O'Neill
Ana Monteiro nasceu em Lisboa em 1983 e iniciou os seus estudos musicais no Conservatório de Música D. Dinis. Frequentou masterclasses de piano com Helena Sá e Costa, Pedro Burmester, Vladimir Viardo, Paul Badura-Skoda, Velislava Palatchorova, Luís Moura Castro, Boris Berman, Naum Grubert, Leslie Howard e Julius Drake. Concluiu em 2005 o Bacharelato em Piano para Música de Câmara e Acompanhamento na Academia Nacional Superior de Orquestra sob a orientação da Professora Savka Konjikusic.Em 2008 recebeu da Fundação Eng. António de Almeida o “Prémio Eng. António de Almeida” como melhor aluna finalista de Licenciatura Instrumento/Piano da ESMAE. Concluiu em 2010 o curso de Mestrado em Música / Piano Interpretação com o Pianista António Rosado na Universidade de Évora. Actualmente, encontra-se a estudar na Guildhall School of Music and Drama (Londres) no curso de Mestrado em Piano Acompanhamento e Musica de Câmara. Como docente exerce funções na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa e no Conservatório de Música de Sintra.

Dia 31, 21h30 – Clarinete e Piano – Ana Maria Santos (clarinete) - (1º Prémio III Escalão do Concurso “Prémio José Augusto Alegria-2010) e Diana Botelho Vieira (piano)
Programa: C. Widor – Introduction et Rondo, para clarinete e piano; F. Donatoni – Clair (1º peça) para clarinete solo; F. Poulenc – Sonata para clarinete e piano; C. Debussy – Primeira Rapsódia para clarinete e piano e J. Brahms – 2.ª Sonata para clarinete e piano
Ana Maria Santos nasceu em Lisboa e licenciou-se com o professor Etienne Lamaison na Academia Nacional Superior de Orquestra. Em 2008 concluiu a pós-graduação em clarinete baixo, na classe do professor Harry Sparnaay, na Escola Superior de Música da Catalunha (Barcelona). No mesmo ano foi admitida na classe do professor Michel Arrignon na Escuela Superior de Música Reina Sofia (Madrid), sendo bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian e da Fundación Carolina. Em 2010 ganhou o Primeiro Prémio no Concurso Internacional de Clarinete “Prémio José Augusto Alegria”. Em 2011 vai participar no Encuentro y Academia de Música de Santander e na Lucerne Festival Academy, que tem a direcção musical do maestro Pierre Boulez.
Diana Botelho Vieira nasceu na ilha de São Miguel, Açores, em 1984. Iniciou os estudos musicais na Academia de Música da Ribeira Grande e aos 10 ingressou no Conservatório Regional de Ponta Delgada onde se graduou como aluna de Irina Semeonova em 2003. Nesse mesmo ano muda-se para Lisboa onde estudou com Alexei Eremine na Academia Nacional Superior de Orquestra. Tem o Mestrado em Piano Performance, pela Chicago College of Performing Arts, onde estudou com Ludmila Lazar. É membro fundador do Quarteto Botelho Vieira. Em Chicago, tem-se dedicado intensamente ao ensino, fazendo parte neste momento do corpo docente da Christopher Laughlin School of Music, da DePaul University Community Music Division, e da People’s Music School. Foi seleccionada para, em Junho de 2011, participar no Summer Institute for Contemporary Performance Practice, um festival de música contemporânea prestigiado, em Boston.

Évora Perdida no Tempo - Simone de Oliveira na Papelaria Nazareth


Sessão de autógrafos de Simone de Oliveira na Papelaria Nazareth (secção de discos).
Autor David Freitas
Data Fotografia 1960 (?) - 1965 (?)
Legenda Sessão de autógrafos de Simone de Oliveira
Cota DFT3006 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

segunda-feira, 27 de junho de 2011

‘New York Times’ promove Évora

"A cidade de Évora tem charme suficiente para prender a sua atenção por dois ou mais dias." Esta é uma das frases que ilustram a extensa reportagem publicada no jornal norte-americano ‘New York Times’, dedicado à cidade de Évora.
O repórter Andrew Ferren revela os segredos da cidade património da UNESCO, salientando a arquitectura, as igrejas e a comida alentejana, "um pouco mais condimentada do que no resto do País". De resto, gabam-se os vinhos, "baratos e excelentes", e a monumentalidade da cidade alentejana. "Provavelmente, vai querer regressar", garante Ferren, acrescentando depois que Évora merece, por si só, uma viagem mais longa e não apenas como uma extensão de uma visita a Lisboa.
Na reportagem, há ainda referências a Monsaraz, Estremoz, Vila Viçosa, Arraiolos e aos locais arqueológicos da região.


Publicamos na integra a reportagem do NYT




From Lisbon, Visiting the Storied City of Évora

MANY day trips and overnight stays — especially to outlying towns and cities in southern Europe where weekend hours for shops and tourist sites can seem almost whimsical — often do little more than whet one’s appetite to return for a proper visit. But, at less than two hours by car from Lisbon, an overnight visit to the storied Portuguese city of Évora and the surrounding area packs a lot into relatively little time.

To start, there is the stunning combination of Roman, Gothic and Baroque architecture for which Évora has been designated a Unesco World Heritage Site. But there are many other aspects to the city, which is a bit like its churches — seemingly staid and whitewashed on the outside until you step inside to discover sumptuous interiors adorned with gleaming gold leaf and thousands of dazzling tiles.
Évora makes a great one-night stand because its charms come in varied and delectable bites, much like the petiscos or appetizers that start off most meals here. It also helps that these charms exist in such surprising abundance and proximity — virtually everything in the city is less than five minutes away from everything else — with most major monuments a good bit closer together.
At this walled city’s highest point, a brooding medieval cathedral sits next to the Museum of Évora, which in turn rubs shoulders with the Pousada dos Loios, the city’s state-run hotel set inside a former convent that dates from the 15th century. Facing the Pousada is the tile-encrusted church of St. John the Evangelist, which shares a courtyard with the palace of the noble Cadaval family, who have opened it as a quirky house museum where you’ll find grand family portraits and royal decrees from the family’s glory years in the 17th century as well as some Louis Vuitton luggage from the 20th century’s golden age of travel. In front of the palace are the remains of a Roman temple, and in front of that is a pretty little park with ice-cream vendors and views of Évora’s red tile rooftops and the 16th-century aqueduct stretching off into the distance.
It adds up to about 2,000 years of history in 20 paces, and you can easily see it all in a couple of hours.
The capital of Portugal’s Upper Alentejo region today, Évora has an impressive résumé with stints as an important Roman mercantile center and a fortified Moorish bastion. It became the center of the Portuguese court under the Avis dynasty (1385-1580), when many of its grandest buildings were constructed.
Equally relevant to the city’s appeal today is the fact that the Alentejo is a prime gastronomic and oenological destination, and a relatively inexpensive and unfussy one at that. Simply put, Alentejan food is zestier than most Portuguese fare, with a bolder use of herbs like coriander in a surprising array of dishes. And the region’s excellent, inexpensivewines include crisp, light whites that take the edge off the summer heat and hearty, full-bodied reds that pair perfectly with savory stews and game in cooler months. Most of the country’s excellent ham (“presunto” in Portuguese) and other pork products come from here. As does most of the world’s cork; the region’s famous black-footed pigs fatten themselves up on acorns that drop from the cork and holm oaks looming over the Alentejo’s gently rolling hills.
With summer’s heat already on the rise, mornings are the best time for getting out to explore Évora’s tangle of narrow streets. One of the most unusual sites in the city is the Capela dos Ossos, or Chapel of Bones, at the Church of San Francisco located at the southern edge of the old town. Here the bones and skulls of more than 5,000 monks have been put to striking decorative effect as wall treatment in this 17th-century chapel.
The surrounding streets offer glimpses of local life, with lots of small cafes and taverns and more than a few unusual shops like Lojatelier 73 (Rua Serpa Pinta 73), a brand-new store selling updated local handicrafts including ceramics, as well as aprons, bags and totes that the shop owner Isabel Bilro designs herself.
Like spokes of a wheel, the busiest streets lead into the shaded shopping arcades of Évora’s main square, the Praça do Giraldo in the center of the old city. Here you’ll find the tourist office and major banks as well as several large emporia of colorful linens and ceramics. Just north of the plaza it’s worth seeking out Mont’Sobro at Rua 5 de Outubro 66 for an almost impossibly extensive range of products — from fruit bowls and floor tiles to suitcases and umbrellas all made out of cork. (Even their business cards are printed on paper-thin cork.)
Évora slows down at meal times, and you should too. Among the city’s most cherished culinary experiences is dining at Tasquinha d’Oliveira, a tiny (14 seats) place with an oversize array of petiscos like stewed artichokes with ham, breaded baby lamb chops, salads of fava beans and chorizo, mushrooms with fresh mint, or bacalao with white beans and cilantro. All are beautifully presented and waiting at the table when guests arrive. As diners make their way through the dishes, new ones, like fresh goat cheese with fig jam, crispy bacalau fritters and savory empanadas filled with partridge and roast garlic, 
Another current hotspot is Dom Joaquim, where the chef Joaquim Almeida advises diners to try just one or two petiscos before sampling his elegant riffs on rustic Alentejan fare like Almofada — a hearty pork pie that serves two (and will run you just 14 euros).

A different type of creativity is on display across the street at the new gallery O Arco, at Rua dos Penedos 15 where a lifelong Évora resident, Francisco Piteira has painstakingly restored a 15th-century aviary that once housed falcons for a princely family into a gallery for antiques — including classic, curvy-legged Portuguese commodes and cabinets — and paintings and sculpture by contemporary Portuguese artists.
The town of Évora certainly has enough charm to hold your attention for two (or more) days but since you’ve most likely arrived by car, there is also lots to explore nearby. Within 30 minutes are the charming villages of Monsarraz, Estremoz and Vila Viçosa, with their Baroque palaces and medieval churches. To the north, the hilltop town of Arraiolos is the center of Portuguese carpet and tapestry weaving.
There are also wineries galore, like Herdade de Coelheiros, whose labels for their Tapada de Coelheiros wines are inspired by Arraiolos’s famous rugs. Even closer to Évora is Adega de Cartuxa. Depending on whether you’re driving from Lisbon or somewhere in Spain, you can map an itinerary that includes both large and small producers. Since Alentejo is not as well-known a wine region as the Douro, the actual visits are informal — but advance bookings are a good idea. (You can find more wineries and contact details atvinhosdoalentejo.pt.)
The area is rich in archaeological sites, including the Almendres megalithic site — created 2,000 years before Stonehenge and among humanity’s oldest known monuments. Of more recent vintage is the 16th-century Agua da Prata (Silver Water) aqueduct. Newer still is the five-mile-long green path that allows 21st-century hikers to follow this impressive structure out into the Alentejan countryside.
It may seem like a lot to cover in a single overnight stay, but it’s entirely possible. So while you’ll probably want to get back to Évora some day, it will be to get more of what you loved about the city and its cuisine, rather than to see what you might have missed.
IF YOU GO
GETTING THERE
Évora is just off Portugal’s A6 freeway, one and a half hour’s drive from Lisbon.
GETTING AROUND
You’ll want a car to visit wineries and nearby villages, but in town, everything is easily reached on foot. This past April the city introduced the Évora Card, which, for 15 euros, or about $21 at $1.40 to the euro, offers free or discounted admission to many sites as well as special offers at hotels, shops and restaurants.
WHERE TO STAY
Évora Inn-Chiado Design (Rua da Republica 11; 351-266-744-500; evorainn.com; doubles from 45 euros). Colorful wallpapers and playfully painted antiques define the six doubles and suites at the updated and newly renovated hostel on the main square.
Convento do Espinheiro (Apartado 594; 351-266-788-200; conventodoespinheiro.com; doubles from 170 euros). Plush five-star accommodations in a stunning 15th-century former convent with a full-service spa and two pools.
WHERE TO EAT
Tasquinha d’Oliveira (Rua Cándido dos Reis 45-A; 351-266-744-841). Lunch for two, 50 euros.
Dom Joaquim (Rua dos Penedos 6; 351-266-731-105). Dinner for two, 60 euros.
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