quinta-feira, 27 de novembro de 2025

Concertos na Arena D'Évora - 18 e 19 de setembro

A União Audiovisual é um grupo informal de profissionais do ramo do audiovisual, que se reuniu no início da pandemia, causada pelo COVID-19, conscientes das dificuldades sociais, psicológicas, físicas e familiares pelas quais muitos dos nossos companheiros iriam passar. 

O nosso objetivo é, exclusivamente, ajudar com bens alimentares os profissionais da área artística e audiovisual, que viram o seu trabalho cancelado ou adiado até tempo incerto. Para que a nossa ideia se concretize de forma ainda mais robusta, gostaríamos de tê-lo neste evento, e envolvê-lo na nossa causa de uma forma ativa dando visibilidade e criando ainda mais eco à nossa causa.

Vamos AjuDAR a APPACDM?


"Eu Conheço-te!" hoje na Arena d'Évora


Hoje na Arena d'Évora pelas 22:00 horas ocorre o espetáculo "Eu Conheço-te!" que pretende articular as várias expressões artísticas, como o canto, a dança e a representação. 

Com encenação de Almeno Gonçalves e protagonizado por Maria João Abreu, Mico da Câmara Pereira, Sónia Brazão e Paulo Vintém, este espetáculo conta ainda com a atuação de uma banda que tocará ao vivo, acompanhada de um coro. Em cada espetáculo haverá sempre um convidado surpresa, em Évora será Marina Mota.

Maria João Abreu, Mico da Câmara Pereira, Sónia Brazão e Paulo Vintém decidem montar um espetáculo de nível internacional.

Para isso decidem contratar artistas de renome, entre eles, os " Abba"; a "Lizza Minnelli"; o "Bruno Mars"; os "LMFAO"; o "John Travolta e Olívia Newton-John", o "Caetano Veloso e Maria Gadu"; o "Louis Amstrong"; os "Deolinda"; a "Cândida Branca Flor" e o "Carlos Paião".


Rita Guerra em Évora no dia 20 de Abril 2012 - "Noites ao Piano" na Arena de Évora pelas 21H30


Rita Guerra é uma das melhores e mais consagradas vozes nacionais, a caminho de 30 anos de carreira multifacetada que inclui uma passagem pela Eurovisão, canções de filmes da Disney, publicidade, a presença constante nos tops nacionais, múltiplas participações em acções de solidariedade, duetos com estrelas internacionais e dois prémios Top Choice Awards, em 2009 e 2010, na categoria de “Top International Female Singer” portuguesa.

Desde 2005, todos os seus álbuns têm chegado à marca de platina e ao top 10 de vendas. Em 2009, foi mesmo a artista feminina mais vendida em Portugal.

Este percurso ascendente confirma-se também ao vivo. As suas digressões registam sucesso estrondoso, para salas e recintos esgotados e públicos anuais de centenas de milhar. Em 2011, quebrou limites com duas digressões distintas: a “Tour Luar”, com a sua banda; e o celebrado espectáculo “Noites ao Piano”, a solo.

É a voz feminina portuguesa mais popular no Facebook, com mais de 113 mil fãs na rede social. «Retrato», o seu novo álbum, será a base para nova tournée nacional e internacional, em 2012.


Data: 2012-04-20 6ª-Feira 
Hora:21:30 h 
Entrada: 12,50 €


Gala do Moço de Forcado 2012 - 14 de Abril pelas 15:00 horas na Arena d'Évora


"A Princesa Moura" na Arena d'Évora




“A Princesa Moura”
6 de abril - Arena d'Évora - 21:00
   

Reza a lenda que: "Vieram do Oriente os melhores artesãos tecer o enxoval de branco linho, sedas, brocados e ourives para enriquecer a delicada tiara e o valioso dote da Princesa Moura. Atravessando dunas e oásis, os dóceis camelos andavam dia e noite, sem um lamento, enquanto o vento enleva em mil véus o seu corpo para que imaculada chegasse à presença daquele que seria o seu esposo.” O espetáculo, além da participação de quarenta personagens e figurantes, conta com a presença de animais de grande porte: dromedários, cavalos e galgos irlandeses, os maiores cães do mundo, assim como, saluki, lobos e falcões. Recriação teatral, cenografia, batalha e animais, associados ao encantamento da história, são os elementos que transformam este espetáculo num belo quadro vivo, repleto de impressionantes efeitos visuais.

Organização: F. Alcaide
Apoios: Câmara Municipal de Évora
Contacto: paulapovoa@aprincesamoura.com
Web page: http://aprincesamoura.com/
Inf. Extra: Preço - 10€ (sem lugares marcados). As crianças até aos 6 anos não pagam, desde que não ocupem lugar. Bilhetes à venda no Posto de Turismo (Praça do Giraldo) e na bilheteira da Arena nos dias 3, 4, 5 e 6 de Abril.

José Cid ao vivo na Arena d'Évora em Dezembro


Preço dos bilhetes:
Plateia - 8€; Bancada - 10€

Terceiro filho de Francisco Albano Coutinho Ferreira Tavares (neto do barão de Cruzeiro) e de Fernanda Salter Cid Freire Gameiro, mudou-se com os pais para Mogofores, perto de Anadia, aos onze anos.
Iniciou a sua carreira musical em 1956, com a fundação de Os Babies, agrupamento musical que se dedicava à interpretação de covers. Em 1960 criou em Coimbra o Conjunto Orfeão, com José Niza, Proença de Carvalho e Rui Ressurreição.
Em 1965 abandona Coimbra, onde frequentava a Faculdade de Direito, sem terminar o primeiro ano. Ingressa nesse ano no Instituto Nacional de Educação Física, onde tem como colega um irmão de Michel, membro do Conjunto Mistério. Após uma audição é convidado a entrar para o grupo, que daria origem ao Quarteto 1111. José Cid também não chega a concluir o curso de Educação Física, porque em 1968 é chamado a cumprir o Serviço Militar. Até 1972 permaeceu como oficial miliciano da Força Aérea Portuguesa, no Centro de Formação Militar e Técnica, situado na Ota. Dava aulas de ginástica de manhã, saia à tarde para ensair na garagem e actuava com os 1111 aos fins-de-semana.
Popularizou-se como teclista e vocalista nos 1111, tendo grande êxito com a A lenda de El-Rei D. Sebastião, de 1967, um tema inovador no panorama musical da época. Ainda com o quarteto, concorreu ao Festival RTP da Canção de 1968, com Balada para D. Inês. O álbum homónimo dos 1111 seria editado em 1970, mas não chegou a saír, por interferência da censura.
Em 1971, José Cid lançou o seu primeiro disco a solo. Nessa época, foram também editados os EP Lisboa perto e longe e História verdadeira de Natal. No ano seguinte, lançou o EP Camarada. Em 1973, o Quarteto 1111 adoptou o nome Green Windows, numa tentativa de internacionalização.
Concorreu ao Festival RTP da Canção de 1974, a solo com Uma rosa que te dei, e com os Green Windows, que apresentaram as canções No dia em que o rei fez anos e Imagens. Uma das suas composições mais conhecidas, Ontem, hoje e amanhã, seria premiada no Festival Yamaha de Tóquio, em 1975, ao qual já concorrera em 1971, com Ficou para tia.
Fundou o grupo Cid, Scarpa, Carrapa & Nabo, com Guilherme Inês, José Moz Carrapa e Zé Nabo, com o qual gravou o tema Mosca super-star e o EP Vida, em 1977. Em 1978, lançou o álbum 10.000 anos depois entre Vénus e Marte, um marco na história do rock progressivo, que viria a obter mais tarde reconhecimento a nível internacional, sendo incluído numa lista de 100 melhores álbuns de rock progressivo do mundo, organizada pela revista americana Billboard. No Festival OTI da Canção, de 1979, ficou em terceiro lugar com Na cabana junto à praia.
Com a canção Um grande, grande amor venceu o Festival RTP da Canção, em 1980, com 93 pontos. No Festival Europeu da Canção, conquistou um honroso sétimo lugar, com 80 pontos, entre dezanove concorrentes. Seguiu-se a gravação dos temas Como o macaco gosta de banana e Portuguesa bonita.
Em 1984 grava para a RTP Música Portuguesa, voltando a reunir o Quarteto 1111. No Natal de 1989 volta a gravar para a RTP, um programa chamado Natal com José Cid, onde interpreta algumas das suas músicas, já gravadas na Polygram, após a Orfeu deixar de operar. Teve alguns convidados, entre os quais Tozé Brito e o fadista, na altura amador, Manuel João Ferreira
No início dos anos 1990, fez estalar uma polémica, ao posar nú para uma revista social, com um dos seus discos de ouro. A intenção foi protestar contra a forma como as rádios desprezavam os intérpretes portugueses, incluindo ele próprio, em proveito de intérpretes estrangeiros.
Em 2000 publicou o livro Tantos anos de poesia. Em 2004 deu um espectáculo no Coliseu dos Recreios, que foi gravado pela RTP. Em 2006 reapareceu perante o público, no palco do velho Cabaret Maxime, em Lisboa, em dois espectáculos esgotados. Lançou entretanto o disco Baladas da minha vida, com velhas canções regravadas de forma acústica e dois temas novos, O melhor tempo da minha vida e Café contigo. Em 2007 actuou no Campo Pequeno para 4800 espectadores, convidando André Sardet, Luís Represas e os elementos do Quarteto 1111.
José Cid casou-se com Emília Infante da Câmara Pedroso, com quem teve uma filha, Ana Sofia, nascida em 1964. Ana Sofia viria a colaborar com o pai em algumas letras e nos coros de várias músicas. Teve um segundo casamento, com com Maria Armanda Ricardo, que durou doze anos. Assumido como monárquico e anarquista, continua a viver em Mogofores, passando longas temporadas na sua Chamusca natal. É pretendente ao título de barão do Cruzeiro, um título concedido a Francisco Luis Ferreira Tavares, seu bisavô, pelo rei D. Luís I.


Toiros este fim-de-semana na Arena d'Évorat

Aurea ao vivo na Arena de Évora



Bilhetes à venda nos seguintes locais:
Tabacaria Central 
Tabacaria Paris
Arena D' Évora de 30 de Janeiro a 11 de Fevereiro das 14h as 19h

Aurea nasceu a 7 de Setembro em Santiago do Cacem onde viveu até aos 2 anos, desde cedo que queria ser atriz, entrando assim para o curso de Teatro da Universidade de Évora, onde "congelou" a matricula no último ano e ainda não decidiu se um dia irá acabar o curso. Foi Rui Ribeiro, um colega de curso da mesma escola que a fez aperceber-se da poderosa voz que detinha desde de pequena. Aurea ofereceu bastante resistência e diz que "O Rui teve bastante paciência, nunca pensei fazer da minha voz profissão" depois de tanta insestência gravaram a primeira maqueta num estúdio improvisado e descobriram qual o estilo de música que se adequava melhor ao seu timbre de voz, com o single "Busy (for me)", "este tema fez-me apaixonar pela música soul. Rui Ribeiro foi autor de sete dos dez temas do disco de estreia, que marca uma influências claramente pop/soul. O disco foi produzido por João Matos e Ricardo Ferreira. Aurea é neste momento considerada a revelação do ano com mérito próprio já deu mais de 70 concertos em Portugal, incluindo nos coliseus do Porto e Lisboa onde gravou o seu 2ºalbum "Aurea ao vivo no coliseu dos recreios" Aurea é muito fiel ao seu visual, quando está em palco interpreta uma personagem em cada música mas há muito tempo que é loira e pinta os olhos de preto também é muito fiel aos seus amuletos(piercing, pulseira) usa-os em todos os concertos assim como, é conhecida por cantar descalça "Tentei cantar de saltos altos mas não consegui, após a 1º vez em que me descalcei num concerto que fiz com a minha banda de covers nunca mais cantei calçada. Só porque me sinto mais confortável" Tem três tatuagens, uma na perna, uma no pescoço e sete estrelas na mão porque sempre teve uma ligação especial pelo número sete, e dois piercings um no nariz e outro no pescoço. 
O álbum de estreia homónimo foi lançado a 27 de Setembro de 2010, tendo já atingido o primeiro lugar da tabela em Portugal, destronando o álbum ao vivo de Pearl Jam, Live on Ten Legs.
A cantora participou no "Concerto mais pequeno do mundo" da Rádio Comercial no dia 12 de Fevereiro de 2011, no Monte Prado Hotel & Spa, em Melgaço.
Aurea recebeu o Globo de Ouro de "Melhor Intérprete Individual".
Foi anunciado a 19 de setembro de 2011, que Aurea estava nomeada para os prémios MTV Europe Music Awards, na categoria "Best Portuguese Act", tendo ganho o mesmo a 18 de outubro de 2011.
O álbum de estreia de Aurea, foi editado a 27 de Setembro 2010. Desde então, o primeiro trabalho da cantora natural de Santiago de Cacém esteve 28 semanas no Top 5 Nacional de Vendas de Cds (AFP), tendo permanecido 8 semanas seguidas no 1.º lugar.
Neste percurso, o álbum homónimo de Aurea atingiu a marca de Platina. Pelo meio ficam vários showcases nas FNAC, concertos de apresentação, um dueto do tema ‘Love me Tender’ com Elvis Presley (aprovado pela família do mesmo e incluído no álbum ‘Viva Elvis’, editado no final de 2010), um S. Jorge esgotado e uma digressão nacional que percorrerá várias cidades e que se prolongará até ao final do ano, sempre acompanhada por um grande banda de músicos conceituados.
No passado mês de Maio, o talento de Aurea foi reconhecido na gala Globos de Ouro, onde lhe foi atribuído um galardão na categoria de ‘Melhor Intérprete Individual’. Nesta entrega de prémios, Aurea recebeu três nomeações, feito inédito para um artista nacional.
Detentora de voz poderosa e cativante, apesar dos seus 23 anos, Aurea tomou de assalto as ondas hertzianas nacionais com o single de estreia “Busy (For Me)”, que marca a toada deste primeiro registo homónimo, contagiante e eclético, que tem na sua imensa voz o fio condutor. Seguiu-se o não menos fabuloso e atrevido single ‘No No No No (I Don’t Want Fall In Love With You Baby)’ e chegam agora às rádios o descontraído ‘Ok, Alright’, para fazer companhia neste tempo de férias, e o melancólico ‘The Only Thing That I Wanted’, a perfeita banda-sonora para o regresso de férias.
Aurea tem a voz do tamanho do mundo e a sua música também não conhece fronteiras. O talento de Aurea para cantar é inato, um dom que não escolhe qualquer um. No entanto, a ajuda da família (que desde sempre esteve ligada à música) foi fundamental no fortalecimento dos laços afectivos por esta área artística.
A frequência no curso de Teatro da Universidade de Évora foi o despertar de Aurea no sentido de uma carreira musical. Juntamente com a equipa da Blim Records, responsável pela composição, produção e direcção musical deste álbum, Aurea apresenta neste primeiro trabalho um registo pop/soul mas com várias nuances de diversos estilos musicais. Tal como Aurea, este trabalho é musicalmente eclético.

Arena d'Evora: Wrestling no dia 2 de junho


Xana Toc Toc na Arena d'Évora no domingo



Xana Toc Toc em Concerto
Data: 21 de abril
Local: Arena d’Évora
Horário: 15:00
 
XanaToc Toc gosta de desenhar, de pintar, de cantar, de escrever e de viajar. Viaja na sua biclinha pelo mundo dos seus sonhos ao qual chama “A Ilha dos Sonhos”. É nessa Ilha que a fantasia e a magia acontecem a toda a hora! XanaToc Toc mora numa pequena casinha colorida, onde, à noite, tem uma vista espetacular sobre a Ilha e as estrelas. Vive a vida com muita curiosidade, daí o nome Toc Toc, pois ela não tem receio de bater a todas as portas das casas na Ilha com perguntas sobre tudo e todos, pois gosta de estar sempre a aprender.

Organização: Cortina de Veludo
Apoios: Câmara Municipal de Évora
Web page: http://xanatoctoc.blogs.sapo.pt
Inf. Extra: Preço - 12,50€ (sem lugares marcados). As crianças até aos 3 anos não pagam, desde que não ocupem lugar. Bilhetes à venda no Posto de Turismo (Praça do Giraldo) , em www.blueticket.pt e nas lojas: Worten, Fnac, El Corte Inglês, Media Markt,e na bilheteira da Arena nos dias 20 e 21 de Abril.

Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental de Évora apresenta o espectáculo "ajuDAR"




…É um espectáculo de angariação de fundos para o apoio à construção do novo edifício da APPACDM de Évora, que deverá incluir duas residências autónomas e deverá estar pronto em Julho de 2013, mas para o qual precisamos ainda de realizar verbas de montante significativo.

Já estamos a trabalhar há algum tempo para este grandioso sonho, que é também um desafio nos tempos difíceis que atravessamos, mas que não nos permite baixar os braços. Não queremos. Não podemos. Porque é uma necessidade.

É uma necessidade dos clientes e das suas famílias.

É uma necessidade da comunidade local e regional.

É uma necessidade social.

É uma necessidade humana.


Este é um momento de contar um pouco com todos os que a compreendem e a acolhem como sua, como de todos nós.

Julgo poder contar consigo na divulgação desta iniciativa junto dos seus contactos. A palavra de ordem é: “Vamos encher a Arena!”


Bilhetes: 5 euros

Locais de venda:

Sede da APPACDM, na Quinta do Escurinho;

Polo da APPACDM, na Rua do Muro nº 7;

Papelaria Central;

Papelaria Paris e

… na Arena de Évora, nos dias 6 e 7 de Dezembro, das 16.00H às 21.00H.

Contamos consigo.

Obrigada!

Herman José na Arena d'Évora no sábado

Tony Carreira actua na Arena d’Évora

Esta será a segunda passagem que Tony Carreira faz pela Arena d’Évora, desta vez para apresentar ao vivo o seu último álbum de originais.

O cantor Tony Carreira actua na Arena d’Évora no próximo dia 17 de Setembro, pelas 22 horas, num concerto gratuito organizado pela Câmara Municipal de Évora, produzido pela Regi-Concerto e com o apoio da cadeia de supermercados Continente.

A distribuição de ingressos para este concerto terá lugar nas bilheteiras da Arena d’Évora a partir do dia 14 de Setembro, das 9:00 às 12:30 e das 14:00 às 17:30, no limite máximo de dois bilhetes por pessoa. No dia 13 de Setembro as bilheteiras estarão abertas excepcionalmente para a distribuição de bilhetes para os munícipes de Évora com idade igual ou superior a 65 anos e/ou pensionistas, que poderão levantar o bilhete mediante a apresentação de documento identificativo que comprove a sua idade ou condição.

Esta será a segunda passagem que Tony Carreira faz pela Arena d’Évora, desta vez para apresentar ao vivo o seu último álbum de originais, intitulado "O Mesmo de Sempre", que foi editado no final do ano passado e que revelou ser mais um sucesso de vendas na carreira do cantor.



Frei Hermano da Câmara na Arena d'Évora esta sexta-feira



Falar de Frei Hermano da Camara é pretender que as palavras definam, na sua limitada capacidade sugestiva, a ideia de uma personalidade transcendente. E, se o termo pode assustar alguém, apresso-me a acrescentar que só deste modo consigo situar a atitude de um homem que, lucidamente, nos dias de hoje, se mantém fiel a um ideal que o avassalou. Porque é cada vez mais fácil perfilhar ideais, quaisquer que sejam, a dificuldade está em se submeter depois às consequências, às exigências da prática decorrentes dessas ideias. E se outra razão não houvesse, esta parece-nos suficiente para ser credora da nossa maior admiração.

A trajectória deste homem que “deixou tudo para seguir a Cristo” foi um acontecimento notável que deixou um rasto de espanto e admiração. Ficou meio mundo em suspenso quando Frei Hermano decidiu abandonar uma vida, que a todos os títulos lhe proporcionaria prosperidade, e uma carreira artística que se adivinhava promissora, a avaliar pelo disco com que nos legou esse imperecível êxito da música portuguesa que se chama “ Fado da Despedida”.

Esta atitude corajosa é indício do carácter nobre de Frei Hermano da Camara. A sua felicidade parecia, curiosamente, estar acima de todos os dons com que a natureza o dotara, ele que tivera um alto nascimento e vivia rodeado de bens terrenos. O triunfo não o tentou e alegremente desceu ao anonimato da sua cela conventual, longe de tudo aquilo que tinha sido a sua vida até então.

Esse gesto, por demasiado incompreensível, gerou à sua volta as mais desencontradas reacções. Atribuíram-lhe os mais variados significados; a imaginação popular, facilmente impressionável, agiu romanticamente e preferiu atribuir-lhe como causa um grande amor contrariado.

Poucos perceberam então que o misticismo que habitava a alma desse jovem só podia abrigar-se no recolhimento e na oração. E assim foi.

Durante alguns anos, o silêncio cobriu o nome daquela voz que deixara uma saudade dorida e um grande respeito pela sua determinação.

Frei Hermano manteve sempre aquela capacidade de transmitir a todos uma paz serena aliada a uma alegria muito saudável de viver.

O desejo de regresso à vida artística só foi assumido pelo monge-cantor quando, em consciência, admitiu que devia colocar a sua voz e o seu talento de compositor ao serviço da Igreja.

Cantaria sim, desde que isso resultasse numa forma de apostolado, devolvendo a Deus os atributos que Este lhe tinha concedido. Só assim se deixou convencer. A sua voz ao serviço da causa de Jesus Cristo. Da causa dos homens que precisavam de conforto, e a quem Frei Hermano podia ajudar, como se tem comprovado.

E é a convicção do que diz cantando, a certeza de pisar o único caminho possível para si, a segurança de o estar a fazer em nome de uma causa universal e justa que dão à sua presença aquele magnetismo e à sua voz o efeito do bálsamo tranquilizante para as almas angustiadas dos homens dos nossos dias que somos todos nós.

Tudo quanto temos dito acerca de Frei Hermano da Camara são pequenas contribuições para definir esse fenómeno que tem muito de transcendente, como começamos por dizer.

O homem que é artista e na sublimação dessa arte se entrega à tarefa de entre todas gratificante, de uma doação completa ao seu semelhante.

E a consciência dessa responsabilidade foi perfeitamente assumida pelo artista, durante a edição do trabalho em que a sua capacidade criativa se manifestava através da composição de fados e canções com o seu indefinível estilo que é o segredo do seu sucesso, mas sem a concessão à facilidade gratuita.

Todos os seus autores eram, e continuam a ser, grandes vultos da nossa literatura. Miguel Torga, Pedro Homem de Melo, Mário Sá Carneiro, Fernando Pessoa, Augusto Gil, Fernanda de Castro, entre outros.

Um dia, no entanto, a sua inspiração vai mais longe. “O NAZARENO” foi a primeira obra de grande fôlego da nossa música ligeira. A envergadura deste trabalho deixou espantados críticos e público. Conseguira-se, por fim, em disco, o primeiro trabalho sério, destinado a ocupar lugar destacado na história da música portuguesa. Por outra razão esse álbum duplo constitui um marco histórico, que nessa época foi galardoado com quatro discos de ouro.

Seguiu-se-lhe a segunda obra do tríptico que Frei Hermano da Camara ambicionara publicar, dedicado a S. Bento, com título “DEUS É MÚSICA”.

Entretanto, e após a edição dos seus maiores sucessos, comemorando os 20 anos de vida religiosa, já fermentava no seu espírito a concepção de uma obra totalmente dedicada a Nossa Senhora: Tendo como ponto de partida o atentado ao Papa João Paulo II e a sua visita de agradecimento a Fátima Frei Hermano mais uma vez expandiu o seu génio artístico com a obra musical “ TOTUS TUUS” – SERENATA MÍSTICA A NOSSA SENHORA.

Após um interregno de alguns anos, Frei Hermano regressa ao lugar que sempre foi e será o seu, o de escolhido para cantar sentida e eloquentemente o mistério de Deus com a sua obra exemplar “MISSA PORTUGUESA”. É um disco para ser ouvido na terra mas com os olhos no céu.

Saudemos reverentemente o regresso de Frei Hermano com este disco que é com certeza a mais ansiada forma de plenitude que se pode esperar do seu mais digno cantor.

A importância de Frei Hermano da Camara atinge duplo significado. Ele não é só um padre que prega, à sua maneira, a mensagem da sua Igreja Católica, ele é, acima de tudo, um dos mais destacados homens da cultura musical portuguesa dos nossos dias.

A irradiação da sua obra como apostolado musical só se pode explicar pela sua vocação contemplativa de união constante com Deus.