terça-feira, 2 de novembro de 2010

Entra armado no hospital para levar filho

O pai de um bebé recém-nascido, acompanhado por quatro homens empunhando armas brancas, entrou esta terça-feira no Hospital do Espírito Santo, de Évora, para levar consigo o filho.
O director do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do hospital, Vítor Caeiro, explicou que o pai do bebé, nascido segunda-feira, cerca das 16h00, "conseguiu entrar na maternidade, na hora normal de visita, ludibriando o segurança, e resolveu cortar a pulseira electrónica do recém-nascido e fugir".
Ao cortar a pulseira do recém-nascido, segundo o mesmo responsável, o homem "activou o alarme e o encerramento da porta da maternidade", mas ainda teve tempo para "sair com o bebé ao colo a correr".
Enquanto o pai da criança actuava, "os outros indivíduos armados com facas na mão terão ameaçado os vários seguranças do hospital para não interferirem no processo", porque "era interesse da família que o bebé não fosse para adopção", contou.
Este acto, "menos ortodoxo", disse, terá sido motivado pelo facto de a mãe da criança ter sido informada que "o bebé não iria ter alta, devido a um processo de averiguações, no sentido de, eventualmente, a assistência social tomar conta da criança".
Nesta família, "em gravidezes anteriores, já houve uma sinalização por parte da Segurança Social e da Comissão de Protecção de Menores e tinha havido uma ordem de restrição do tribunal para uma protecção ao menor", revelou, adiantando que "alguns filhos do casal terão sido retirados e adoptados".
Por outro lado, Vítor Caeiro garantiu que a maternidade do Hospital do Espírito Santo "tem vários sistemas de segurança, como a videovigilância e uma porta electrónica" que encerra ao ser activada pelas pulseiras dos bebés e "tudo funcionou normalmente".
O director do serviço adiantou ainda que a administração da unidade hospitalar vai abrir um processo de inquérito para averiguar a questão da segurança ao nível do edifício.
Fonte policial disse que a PSP foi chamada ao hospital, mas escusou-se a prestar mais informações sobre o caso.

Incerteza preocupa reitor da Universidade de Évora

Carlos Braumann, reitor da Universidade de Évora (UE), mostrou--se ontem preocupado com os efeitos do Orçamento do Estado para 2011 na instituição. No discurso da cerimónia do dia da UE, o professor explicou que a próxima dotação já vai ser reduzida em 1,6 por cento.
"Paira ainda a ameaça de cortes mais gravosos, o que, a suceder, comprometeria não só a execução do Contrato de Confiança [assinado com o Governo], como o próprio funcionamento normal das universidades", referiu Braumann, preocupado ainda com o corte nos vencimentos dos funcionários públicos que servem a UE.
As celebrações incluíram ainda a atribuição do grau de doutor ‘honoris causa' ao geógrafo Jorge Gaspar, considerado pela academia alentejana o "mais conceituado geógrafo português vivo".

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Exposição no Convento dos Remédios “Michel Giacometti, 80 anos, 80 imagens”

Nesta exposição é apresentada uma selecção de 80 imagens que fazem parte da colecção fotográfica de Giacometti, que desenvolveu um trabalho de investigação, recolha e estudo da música tradicional em Portugal.

A Câmara Municipal de Évora inaugura no próximo dia 27 de Outubro, quarta-feira, pelas 18 horas, no Convento dos Remédios, a exposição “Michel Giacometti, 80 anos, 80 imagens”, que consiste em mais uma iniciativa integrada no projecto Oralidades. A inauguração coincide também com a apresentação do Centro de Recursos da Tradição Oral da Câmara Municipal de Évora, também desenvolvido dentro do projecto Oralidades (www.oralities.eu).

Esta exposição é cedida pelo Museu da Música Portuguesa - Casa Verdades de Faria, da Câmara Municipal de Cascais, e assinala a efeméride dos oitenta anos do nascimento do etnomusicólogo Michel Giacometti. Nela é apresentada uma selecção de 80 imagens que fazem parte da colecção fotográfica de Giacometti, que desenvolveu um trabalho de investigação, recolha e estudo da música tradicional em Portugal.

Michel Giacometti nasceu em Ajaccio, na Córsega (França) em 1929. A sua infância foi passada com um tio, funcionário colonial, que o criou e levou ao Norte de África, onde Michel Giacometti contactou com outras culturas. Com 18 anos, em Paris, dedicou-se ao estudo de música e arte dramática e formou-se em Letras e Etnografia na Universidade de Sorbonne. Giacometti viria a dirigir diversas revistas culturais e de poesia e fundou, inclusivamente, uma companhia de teatro popular. Aos 30 anos, tendo em conta que lhe tinha sido diagnosticada tuberculose, decidiu procurar um país de clima seco, pelo que veio então para Portugal e acabou por se apaixonar pelo Alentejo. Pode dizer-se que ele foi principal etnomusicólogo no nosso país entre 1960 e 1990, ano que veio a falecer em Faro.

A exposição conta ainda com uma mostra de vários instrumentos musicais da tradição alentejana e exemplares dos tradicionais Bonecos de Santo Aleixo, entre outros objectos, que foram cedidos por diversas entidades e que contribuíram para o enriquecimento da exposição, pois trata-se de objectos que foram documentados por Michel Giacometti no seu trabalho de recolha no Alentejo. Procurou-se acrescentar deste modo à exposição as tradições musicais que continuam a estar presentes nos nossos dias e o que é feito hoje por pessoas e instituições, que preservam e divulgam este património, assumindo um papel que é em muito semelhante ao que Giacometti teve no Alentejo e no nosso país.

Esta mostra estará patente até 31 de Dezembro, funcionando de terça-feira a sábado, das 9:30 às 12:30 e das 14:00 às 18:00. A entrada é livre e a Câmara de Évora promove também visitas guiadas para as escolas e público em geral, mediante marcação.

Évora Perdida no Tempo - Senhora no claustro de S. Bento de Cástris

Autor Inácio Caldeira
Data Fotografia 1920 ? -
Legenda Senhora no claustro de S. Bento de Cástris
Cota CME0338 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

domingo, 31 de outubro de 2010

Formadores (Física e Química) - ÉVORA

Procuramos formadores para sessões de explicação a universitários, nas áreas de:

» Física
» Química

Para responder à proposta envie currículo para:

ou contacte : 266705090 / 961050914

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Cinema em Évora de 28 de Outubro a 3 de Novembro de 2010 - 18h00 e 21h30



ENTRE IRMÃOS
De: Jim Sheridan
Argumento: David Benioff
Com: Jake Gyllenhaal, Natalie Portman, Tobey Maguire, Sam Shepard
Género: Drama
Classificacao: M/16 EUA, 2009, Cores, 104 min.

Sam (Tobey Maguire) e Tommy Cahill (Jake Gyllenhaal) são irmãos, mas têm personalidades distintas: Sam é responsável, pai de família e, enquanto capitão no Exército dos EUA, encontra-se a cumprir a sua segunda missão no Afeganistão; Tommy é carismático, mas irresponsável e provocador.Quando, no Afeganistão, o helicóptero onde seguia é tragicamente abatido nas montanhas, Sam é dado como morto, cabendo ao irmão a tarefa de prestar auxílio à família, criando laços cada vez mais fortes com Grace (Natalie Portman), sua cunhada, e com as suas duas sobrinhas. Meses depois, Grace recebe um telefonema com a notícia que, afinal, o seu marido se encontra vivo e o que, à primeira vista, parecia um milagre transforma-se num verdadeiro inferno: Sam regressa traumatizado e emocionalmente instável e o papel de Tommy naquela família é já muito mais profundo do que se poderia esperar...
"Remake" americano do filme "Tudo o que Perdemos" da dinamarquesa Susanne Bier, é o último filme de Jim Sheridan, depois de "Em Nome do Pai" (1993), "O Boxeur" (1997), "Na América" (2002) ou "Get Rich or Die Tryin'" (2005).

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Évora Perdida no Tempo - Exercício Militar no Rossio de São Brás

Autor Inácio Caldeira
Data Fotografia 1920 ? -
Legenda Exercício Militar no Rossio de São Brás
Cota CME0371 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

A. Bartolomeu Gromicho - o Senhor Reitor

De 1841, ano em que abriu as suas portas, até 1974, o Liceu Nacional de Évora conheceu 22 reitores. Durante a monarquia o cargo foi entregue quase exclusivamente a altos funcionários políticos da cor do partido no poder, normalmente governadores civis, pelo que os seus mandatos foram, regra geral, de curta duração.

A República não trouxe quaisquer alterações neste campo. A função continuou a ser cometida a comissários políticos, embora os tempos de permanência na administração da instituição tivessem aumentado. Em 1929, já em plena Ditadura Militar que conduziria à instauração do Estado Novo, o novo poder nomeou para reitor António Bartolomeu Gromicho, professor da academia desde 1916, cujo consulado terminou exactamente três décadas depois, por via da sua aposentação.

Ao serviço do Liceu de Évora, que recuperou, desenvolveu e defendeu, esteve 43 anos. Para além disso foi também um apaixonado pela urbe e um dos primeiros a aperceber-se do seu valor turístico enquanto cidade de cultura. Bartolomeu Gromicho nasceu na vila de Alandroal em 24 de Agosto de 1891. Veio a frequentar o Seminário de Évora mas não seguiu o destino que lhe parecia destinado.

Bacharelou-se em Letras e obteve o diploma de professor da Escola Normal Superior da Universidade de Coimbra. Com 23 anos ingressa no Liceu Nacional de Évora. Encantado com a cidade, percorre-a demoradamente e interessa-se pelo estudo do seu passado, tão rico em pormenores revelados e outros que se deixam adivinhar mas permanecem ocultos do conhecimento geral.

Mal é nomeado Reitor do Liceu, dedica-se à tarefa de recuperar a propriedade do antigo Colégio do Espírito Santo da extinta Universidade de Évora, que em 1913 o governo republicano havia entregue à Casa Pia de Évora. O Liceu havia passado à mera condição de arrendatário, vendo-se ainda obrigado a desafectar a ala do primeiro andar para que nela se instalasse a Escola Comercial e Industrial, criada no mesmo ano. Aproveitando o facto do ministro da Instrução ser Gustavo Cordeiro Ramos, eborense, antigo aluno e professor da instituição, consegue que a posse do edifício e terrenos anexos transite para o Estado.

Nestes, o Liceu vai construir os campo de jogos e o ginásio (actual auditório da Universidade), na sua época considerado como um dos melhores do país. Paulatinamente, foi restaurando as salas do antigo Colégio e realizando diversos melhoramentos no edifício, cuja área se estendeu com a saída dos antigos parceiros de ocupação: a Escola Comercial vai para o antigo convento de Santa Clara, em 1951, e a Casa Pia passa para o Convento de S. Bento de Cástris, em 1957. Com mais espaço à disposição, são criados a biblioteca, os gabinetes de biologia e ciências naturais, física e de química. 

O Liceu de Évora, sob a sua tutela, torna-se um dos mais bem apetrechados a nível nacional, enquanto vê reforçado o seu quadro de professores, sempre de elevada qualidade. No plano político a sua adesão ao salazarismo tinha-o conduzido à Câmara, onde ficou como vereador da cultura. Assumiu a presidência da Comissão Municipal de Turismo, criou o Posto de Turismo da Praça do Giraldo e, em 1938, elaborou e viu ser aprovado o “Regulamento Geral da Construção Urbana para a Cidade de Évora”, documento fundamental para desincentivar todos quantos, a pretexto de modernizar a sua arquitectura, lhe pretendiam alterar a face. Tornara-se entretanto presidente do Grupo Pró-Évora, associação de defesa do património criada em 1919, que viria a organizar, duas décadas depois, sob a sua égide, um curso de cicerones que teve como vencedor Túlio Espanca. 

Tendo este como editor, fundou em 1942 e dirigiu, no âmbito municipal, o Boletim de Cultura “A Cidade de Évora”, que ainda hoje se encontra em publicação. Entre este ano e 1959 exerceu a função de deputado da União Nacional.

Os afazeres políticos foram-lhe, entretanto, retirando tempo para uma intervenção mais activa no quotidiano cultural. Apesar disso, foi reunindo papéis, documentos e diplomas sobre a existência do Liceu e tornou-se no próprio historiador da instituição. A sua boa estrela empalideceu já perto de atingir o limite de idade, na sequência da intenção governamental de restaurar os estudos superiores na cidade.
Estes seriam instalados no Colégio do Espírito Santo, seu antigo poiso, pelo que se procederia à construção de um novo liceu. Em intervenção no Parlamento, no dia 24 de Outubro de 1958, Gromicho, embora aceitando a restauração da Universidade em Évora, critica asperamente o propósito de ser o Liceu a transferir-se de lugar, já que este ali criara raízes, pergaminhos, tradição e carisma, deixando sinais indeléveis na vida cultural da região e do país em cerca de 120 anos de existência.


Esta tomada de posição valeu-lhe a animosidade das chamadas forças vivas citadinas, que o maltrataram verbalmente na imprensa e oralmente nos cafés, nas tertúlias e outros lugares públicos. Elementos do Grupo Pró-Évora demitiram-se para o deixarem isolado. Aposentou-se a 24 de Fevereiro de 1959, amargurado e desiludido. O Governo ainda lhe conferiu a Comenda da Instrução Pública. Na hora da retirada recebeu porém o carinho e o agradecimento de muitos antigos alunos. Faleceu em 17 de Agosto de 1964.

Texto: José Frota

domingo, 24 de outubro de 2010

Recrutamos Promotor (M/F) para zona de Évora - Campanha de Natal

A Adecco Marketing Services recruta Promotor (M/F) para empresa cliente:

Perfil:
- Boa aparência
- Idade até 30 anos
- Simpatia
- Vocação comercial
- Bons conhecimentos informáticos
- Seriedade e honestidade
- Mínimo 11º ano de escolaridade
- Carta de Condução


Horário:
- 20h semanais

Função:
- Promoção/Aconselhamento de produtos informáticos

Regalia:
- Prémio sobre as vendas

Duração:
- Até dia 24 de Dezembro

Caso esteja interessado envie o seu CV + Foto para ana.marcos@adecco.com