domingo, 4 de setembro de 2011

Temos estação ferroviária nova ou talvez não ...

As pressões intensas do Governo de Espanha para a construção da linha de alta velocidade Lisboa-Madrid levaram o Executivo de Passos Coelho a estudar a hipótese de construir um TGV menos dispendioso do que os 1,7 mil milhões previstos para aquela linha.
Nesse sentido, o secretário de Estado das Obras Públicas, Sérgio Monteiro, já iniciou contactos informais com a empresa Soares da Costa, que lidera o consórcio a quem foi adjudicada a construção da linha, para renegociar o contrato.

O objectivo do Governo passa por retirar parte das obras do contrato adjudicado – documento que, aliás, ainda aguarda o visto prévio do Tribunal de Contas para ser válido.

Eliminar a construção da linha de mercadorias entre Évora e o Caia ou não construir a estação de Évora são alguns dos exemplos de cortes que poderiam ajudar a reduzir significativamente o custo da linha.

Outra questão que está a ser analisada é, ainda, a entrada do TGV em Lisboa ser feita pela ponte de 25 de Abril.

Técnico Comercial (m/f) - Évora

A Kelly Services recruta Técnico Comercial (m/f) para empresa sua cliente situada na zona de Évora.

Funções:

- Prospecção de mercado;

- Comercialização de produtos.


Requisitos Exigidos:

- 12º ano de escolaridade;

- Experiência profissional em funções comerciais no ramo da construção - material sanitário (factor eliminatório);

- Carta de condução (factor eliminatório);

- Disponibilidade imediata.


Se reúne os requisitos mencionados, clique em "candidatura online" ou contacte-nos pelo 265 550 870.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

A partidarização do regime

Quando se falou da génese e desenvolvimento do Partido Republicano em Évora deixou-se perceber que estávamos em presença de uma formação que não possuía uma ideologia política consolidada nem assentava em estratos sociais muito bem definidos, que internamente lhe conferissem coesão e consistência. No seu seio coube uma amálgama de grandes proprietários, médicos, farmacêuticos, professores, comerciantes, industriais, artesãos, assalariados de origem diversa, rurais e soldados, à mistura com outros grupos aliados, entre os quais sociedades secretas, socialistas e anarco–sindicalistas que apoiavam temporariamente o republicanismo como meio de se obter uma mudança e derrubar a Monarquia, observou o professor americano Douglas L. Wheeler na sua “História Política de Portugal 1920-1926”.
As divergências e as clivagens começaram com as eleições para a Assembleia Nacional Constituinte (ANC), encarregada de proceder à elaboração da nova lei fundamental do país e eleger o primeiro presidente da nova república. Entretanto o Governo Provisório, presidido por Teófilo Braga e tendo como ministros António José de Almeida, no Interior; Afonso Costa, na Justiça; Basílio Telles, na Fazenda; Brito Camacho, no Fomento; António Luís Gomes, nas Obras Públicas; Bernardino Machado, nos Estrangeiros; Correia Barreto, na Guerra; e Azevedo Gomes, na Marinha, havia produzido abundante mas desconexa legislação oscilando entre a dureza de Afonso Costa e a moderação de António José de Almeida e Brito Camacho. Os mais radicais queriam a República só para os republicanos e o partido fechado sobre si mesmo, sendo intransigentes nesse desiderato. Os mais moderados entendiam que se deveria conceder preponderância à classe média, interessada na real modernização do país e por isso capaz de mobilizar novos apoiantes que partilhassem idêntico objectivo. Segundo o historiador Rui Ramos esta ideia inquietou os mais radicais, devido ao risco de pôr em causa o monopólio do Estado pelo PRP e de obstar à continuação da guerra religiosa.
Os dois campos extremaram-se na Assembleia Nacional Constituinte quando chegou a altura da eleição do Presidente da República. Os primeiros contactos entre os dois lados resultaram na impossibilidade de apresentação deum candidato único. Afonso Costa propusera Bernardino Machado enquanto Almeida e Camacho, momentaneamente aliados avançaram primeiro com o nome de Anselmo Braamcamp Freire, presidente da ANC, que recusou, e depois o de Manuel de Arriaga. A maioria de parlamentares afecta a ambos ditou a vitória de Arriaga.
Mas ainda no final desse mês de Outubro Afonso Costa, que preparara o Congresso Republicano e conseguira assegurar um número de delegados fiéis aos radicais, faz triunfar as suas teses, que ficarão a determinar a orientação no partido no futuro. A consequência imediata foi a já aguardada cisão, com António José de Almeida e Brito Camacho a abandonarem as fileiras do partido, e a separarem-se depois, sem no entanto renunciarem à causa, e a fundarem cada um o seu partido.
O espectro partidário ficou, então, assim definido: à esquerda, o Partido Republicano Português, radical, (conhecido também por Partido Democrático) de Afonso Costa; e à direita, os moderados e conservadores Partido Evolucionista Português, de António José de Almeida, e Partido da União Republicana, de Brito Camacho. Perguntar-se-á: e em Évora como se alinharam os republicanos locais? Bem, os chamados históricos, com algumas poucas excepções, aderiram quase todos ao Partido Evolucionista, que abriu o seu próprio espaço de reunião, debate e convívio (Centro Republicano Evolucionista) na Rua João de Deus, 61, antiga sede da Sociedade Operária Joaquim António d’Aguiar. As melhores cabeças republicanas, dizia-se, tinham ido engrossar as suas fileiras, entre as quais o primeiro presidente do município, o médico Júlio do Patrocínio Martins, que deixara estas funções ao também clínico Máximo Homem Rodrigues, por ter sido eleito deputado por Évora à Assembleia Nacional Constituinte.
Um dos que não se transferiu de imediato para o partido de Almeida embora a ele tenha aderido mais tarde já em Lisboa foi Estevão da Cunha Pimentel, o primeiro governador civil, que desgostoso, com a situação criada, largou a actividade política e foi viver para Paris durante uns tempos. Militante fiel continuou a ser o refundador do Partido Republicano no concelho, Evaristo Cutileiro, cujas crises de diabetes se tornavam cada vez mais graves e ameaçadoras. Contudo, se os evolucionistas eram uma força de grande expressão já o mesmo não se podia dizer da União Republicana que ainda assim conseguiu eleger como deputado pelo círculo até 1915 o irmão de Brito Camacho, Inocêncio Camacho Rodrigues, já então Governador do Banco de Portugal.
Para fazer face à sangria sofrida nas suas hostes pelas deserções evolucionistas, o Partido Democrático viu-se obrigado a praticar em Évora o que rejeitara a nível nacional – abrir as suas portas a novos aderentes. Alguns deles eram provenientes de antigos partidos monárquicos. Em 1912 a Comissão Municipal Republicana era presidida pelo grande proprietário de Portel, residente em Évora e republicano de longa data António Joaquim Potes do Amaral, mas Manuel Antunes Marques, o secretário; António Tibério Tojo de Sousa Franco, o tesoureiro; e os vogais Joaquim Leandro de S. João e António Joaquim Pires eram nomes que pouco diziam aos republicanos da urbe.
O PRP ou Partido Democrático encarava com grande receio as eleições de Dezembro de 1913 para a Câmara Municipal. Contudo, o infausto acontecimento que constituiu no dia 9 de Setembro o falecimento de Evaristo Cutileiro, em tratamento no Sanatório da Covilhã, poderá ter contribuído para a inversão da situação. O grande médico, que se notabilizou no combate à tuberculose e à asma criando um método próprio, era uma referência incontornável do republicanismo, ao qual sacrificou bens, saúde e vida pessoal, na cidade, no concelho e no distrito. No dia do seu funeral, que veio para Évora, mais de cinco mil pessoas, sem discriminação político-partidária, simples cidadãos ou meros doentes reconhecidos, todos aguardaram a chegada do féretro para lhe prestarem a última homenagem.
Três meses após e contra as expectativas gerais, o Partido Democrático ganhava as eleições com 500 votos em 843 entrados nas urnas. Em jornal que lhe era afecto escrevia-se: «desfez-se a lenda do invencível poderio do partido evolucionista em Évora». Este esboroar-se-ia rapidamente nos anos seguintes. No concelho os novos protagonistas concelhios passariam a ser o médico João Camarate Campos, o advogado Alberto Jordão Marques da Costa, o engenheiro José Eduardo de Calça e Pina da Câmara Manoel, o solicitador Florival Sanches de Miranda, o farmacêutico José Dordio Rebocho Pais e o funcionário público e administrador do concelho de Évora em 1913, Cláudio José Percheiro.

Texto: José Frota 



Igrejas de Évora


quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Personalidades Eborenses - Júlio do Patrocínio Martins

O primeiro presidente republicano do município eborense, nasceu em 1878 na freguesia de Casa Branca, no concelho de Sousel. Depois de se ter formado em Medicina pela Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa em 1907 veio para Évora onde abriu consultório e se inscreveu no Centro Republicano Democrático Liberdade. Pessoa muito afável, logo conquistou amigos e popularidade, tendo sido candidato republicano às eleições de 1908 e 1910. Foi redactor principal e director de “A Voz Pública”. Deputado eleito à Assembleia Nacional Constituinte em 1911, passou a residir em Lisboa, tendo aderido ao Partido Evolucionista. Depois de uma breve passagem pelo Partido Popular, que chegou a liderar, afastou-se da política desencantado com o desenrolar dos acontecimentos. Por razões de saúde foi viver para Vilar de Nantes (Chaves). Não se demorou por lá muito tempo mas foi o suficiente para deixar o seu nome ligado à criação da Escola Industrial de Chaves. Quando nada o fazia prever decidiu voltar à política, sendo sucessivamente Ministro do Comércio e Comunicações (23 de Fevereiro a 28 de Junho de 1919), Ministro do Comércio da Marinha e do Ultramar (1920-1921) e Ministro da Instrução Pública (de 2 de Março a 23 de Maio de 1921). Com a enfermidade de que padecia a agravar-se inexoravelmente regressou ao torrão natal, onde veio a falecer a 13 de Maio de 1922 apenas com 44 anos.


Texto: José Frota

Cartaz Antigo da Feira de S.João

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Évora Perdida no Tempo - Sala de aula numa Escola Primária de Évora

Autor David Freitas
Data Fotografia 1950 - 1970
Legenda Sala de aula numa Escola Primária de Évora
Cota DFT1080.1 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Évora Perdida no Tempo - Cruzeiro da Ermida de S. Sebastião


Cruzeiro da Ermida de São Sebastião, vendo-se em segundo plano a estrada para Lisboa e, do lado direito, o Alçude e Chafariz das Bravas.
Autor David Freitas
Data Fotografia 1966 -
Legenda Cruzeiro da Ermida de S. Sebastião
Cota DFT3176 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

domingo, 28 de agosto de 2011