quinta-feira, 16 de maio de 2013

Teatro - "Pistolas, Pilantras e Problemas"


 
Um ator intrepreta um ator que interpreta uma personagem que por sua vez interpreta uma outra personagem, e contracena com um segundo ator, que interpreta outro ator a interpretar outra personagem. Dito desta forma parece confuso, mas é muito simples: a história tem uma quase pistola, dois pilantras e uma infinidade de problemas. E dois atores para tentar resolvê-los sem perder a cabeça.
Tudo muito banal, dentro dos parâmetros da normalidade: afinal, quem nunca esteve num assalto a um banco?
 
Textos Originais: Suzanna Rodrigues
Encenação: Ricardo Alves
Interpretação: Ivo Luz e Tiago Lourenço  
Design: Cristovão Carvalheiro
Produção: Porta 27
 
Junte boa disposição e vontade de trabalhar em partes iguais, misture bem com um grupo de jovens desejosos de mostrar o que valem e polvilhe com muito esforço e dedicação: eis a receita da Porta 27!
Depois de confirmar a dificuldade que é chegar ao sucesso na área da Cultura, decidimos que desistir é para os fracos e pusemos mãos à obra para criar uma infra-estrutura capaz de apoiar todos aqueles que, como nós, não perdem a vontade de trabalhar nas Artes.
Criámos esta Associação com o objectivo de promover o intercâmbio de conhecimento entre as diferentes áreas deforma a construir um projecto comum. Deste modo, e com a ajuda de especialistas em cada uma das diferentes áreas, temos a garantia de proporcionar ao nosso público um trabalho de elevada qualidade a um valor bastante reduzido.
Assim, atores, encenadores, músicos, cenógrafos, sonoplastas, luminotécnicos e dramaturgos podem trabalhar em conjunto nas suas áreas de formação e no que realmente gostam de fazer, e o público tem uma oferta muito mais diversificada e acessível à Cultura.


"O espectáculo chama-se “Pistolas, Pilantras e Problemas”, é uma comédia para M/16 e esteve no Rivoli, no Porto, durante a segunda quinzena de Janeiro. Neste momento já podemos dizer que vários locais nos aguardam devido ao feedback do espectáculo. A vertente cómica da companhia tem vindo atrair público. Temos feito várias produções, quase todas as últimas apresentadas no Rivoli e outra no Teatro Campo Alegre, encomendado pelo Serviço Educativo. Este ano ganhámos um concurso do “Visões Úteis, ou seja, somos a companhia associada durante os próximos 2 anos, o que também tem acesso a isso tudo no site da companhia: www.porta27.pt.vu"


Pistolas, Pilantras e Problemas
Local: a BRUXA teatro, Espaço Celeiros, Rua do Eborim, 16 - Évora
Datas: 18 de maio
Horário: 21:30h
Bilhetes: 5€
Reservas: abruxateatro@gmail.com
266 747 047
Organização: aBt/Acolhimento

Postais Antigos: Azulejo da Igreja da Casa Pia

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Projeto Malagueira começou há três décadas e meia





Três décadas e meia são decorridas desde que o arquiteto Álvaro Siza Vieira aceitou o convite da Câmara de Évora para projetar o conhecido e polémico bairro da Malagueira, que viria a ser premiado internacionalmente e, em contraste, alvo de múltiplas críticas e reparos internos, por colidir frontalmente com o tipo de construções medievais ou tardo-medievais que caraterizam o Centro Histórico, o qual seria classificado pela UNESCO como Património Mundial.

No sentido de pôr cobro à falta de habitação na cidade, ditada sobretudo pela afluência de grande número de trabalhadores rurais e de gente oriunda das antigas colónias, a Câmara Municipal colocou em marcha um
Plano de Expansão da Zona Oeste, para execução do qual expropriou 27 hectares da propriedade denominada de Quinta da Malagueira, situada entre o bairro de Santa Maria e a estrada das Piscinas, terreno anteriormente pertencente ao Conde da Ervideira.

Pretendia a edilidade mandar construir naquela superfície um bairro original de elevada densidade habitacional e larga mescla de classes sociais e estratos profissionais. Para justificar a escolha de Siza Vieira o município teve em conta o seu trabalho de experimentação em 16 projetos residenciais participativos, todos na área do Porto, e o seu gosto pelo trabalho, inovador para a época, bebido projeto Malagueira começou há três décadas e meia na obra do arquiteto finlandês Alvar Aalto (1898-1976), figura grada do modernismo internacional e apologista do desenho de edifícios de base racional e geométrica assentes numa grande sobriedade de linhas.

Neste projeto experimental, a única imposição que a Câmara fez foi a de que as moradias deveriam ser unifamiliares. O arquiteto decidiu-se então pela conceção de um bairro de mil e duzentas casas em banda ou geminadas, de grande luminosidade, em que se prescindia da  telha e se optava pelo terraço como forma de cobertura, cujo desenvolvimento e execução esteve em grande parte a cargo das Cooperativas Giraldo Sem Pavor e Boa Vontade, que edificaram no total 652 fogos. Ao FFH (Fundo de Fomento da Habitação) foram atribuídos 400 fogos e uma pequena quantidade de lotes foram vendidos a particulares, que assumiram o compromisso de respeitar o plano-tipo gizado por Siza Vieira.

Elemento fulcral em todo o projecto era a construção de um “aqueduto” que tinha por objectivo conferir identidade ao bairro e ligá-lo simbolicamente à cidade, e servir como galeria de infra-estruturas, destinada a albergar os canais essenciais à distribuição de água, eletricidade, telefone e televisão, substituindo-se à tradicional rede subterrânea. Como espinha dorsal da contiguidade residencial este deveria receber em fase posterior uma cúpula na qual se situariam um restaurante, um centro comercial, um hotel e uma casa de chá, dando origem a uma nova centralidade. 

Foi igualmente criado um dique de que resultou um largo de grandes dimensões na zona de confluência dos dois ribeiros que atravessam o bairro. Sobre o seu ponto de união, um pouco antes do dique foi erguida uma ponte de alguma espetacularidade e cujas escadas proporcionam o acesso a áreas naturais de grande beleza, onde predominam os espaços verdes, os baldios e outros de arborização contínua.


A concretização do projeto no terreno iniciou-se, ainda no final da década de 70, com a construção dos fogos do IGAPHE (Instituto de Gestão e Alienação do Património Habitacional do Estado), por extinção do Fundo de Fomento da Habitação. Mas os problemas começaram pouco depois, dado que a fraca qualidade inicial dos materiais de construção e a demora no tempo de construção, por dificuldades diversas, fizeram com que as casas se começassem a degradar antes mesmo da sua ocupação.

Por outro lado, a primitiva inadaptação da etnia cigana a tal tipo de habitação provocou a inadequação
do seu uso e o aparecimento de conflitos vários com a restante população. Os problemas foram-se sucedendo. A dimensão das ruas, que inicialmente haviam sido congeminadas apenas para utilização pedonal, não ultrapassando em certos casos os 4 a 6 metros, teve de ser revista e progressivamente ajustada ao trânsito automóvel. Como não havia espaço e as garagens eram poucas e utilizadas como depósito de arrumações, estabeleceu-se o estacionamento de um só lado, com a natural confusão daí adveniente.


Com as Cooperativas, Siza Vieira manteve sempre o diálogo com os seus futuros utentes, quer antes quer durante o processo de construção, escutando e satisfazendo no essencial os seus desejos ou preocupações, o que motivava permanentes correções. Assim, o primitivo muro das casas, que estava programado para não exceder os dois metros e meio (com exposição à rua), pôde subir mais um metro por imposição dos futuros moradores, desejosos de manter intacta a sua privacidade e garantir a sua segurança. Também a rudeza estética de acabamentos do “aqueduto”- grosseiramente construído em blocos de betão - se tornou gradualmente mais notória à medida que ia sendo levantado e causava igualmente o desagrado dos habitantes, que o preferiam ver pintado, e a reprovação da crítica da especialidade.

O processo experimental de Siza Vieira havia contudo suscitado a curiosidade e a controvérsia no mundo da arquitetura. O arquiteto de Matosinhos já gozava de alguma notoriedade internacional antes de projetar e desenhar o bairro da Malagueira, razão pela qual o projeto moderno e racionalista em curso em Évora concentrou a atenção e análise dos grandes arquitetos e se tornou objeto de diversos estudos, visitas, teses de mestrado e doutoramento. Não foi motivo de estranheza que depois do reconhecimento internacional o bairro tivesse começado a receber visitantes de toda a parte, nomeadamente estudantes, interessados em tomar contato in loco com esta aventura urbana fora do comum.

Em meados de 1996 percebeu-se que o bairro se preparava para entrar em fase de estagnação. As moradias estavam concluídas mas não havia dinheiro nem investidores com capacidade para a conclusão dos espaços públicos. Entre a construção dos primeiros fogos e os últimos mediavam cerca de 16 anos, não tendo sido possível gerar uma forte dinâmica construtiva. A degradação de certas zonas, conjugada com o abastardamento de muitas casas, que haviam sofrido transformações sem critério mas que, no entender dos seus proprietários, contribuíam para uma fruição mais adequada, retiraram- lhe coerência e equilíbrio morfológico.



Os espaços verdes começaram a acusar o desleixo de quem deles devia cuidar. A Câmara Municipal entrou a negligenciar o seu aspeto exterior. O próprio Siza Vieira, assoberbado com outros trabalhos de muito maior monta e ambição, deixou de vir a Évora com a frequência habitual, pois já não existia qualquer possibilidade de desenvolvimento do processo a acompanhar. O prestígio de um bairro que começou debaixo de grandes expectativas não se veio a consolidar e permanece hoje apenas como um complexo residencial periférico.

Foi há 35 anos que tudo começou. Relembramos em breve síntese os principais elementos caraterizadores do projeto e a sua evolução ao longo desse tempo. Apreciações críticas não cabem aqui por este não ser o espaço adequado para o efeito. Imperioso é ter em conta que este foi simultaneamente um processo de matriz artística, social e política e, em consequência, envolto em grande controvérsia. De qualquer forma, foi um ensaio, uma experimentação que terá valido a pena ousar. Pensado para ser apenas e só um bairro, teve o mérito de se transformar na maior freguesia do concelho, embora não tenha logrado afirmar-se como um espaço de forte coesão social.


Não obstante as suas fragilidades é completamente lícito afirmar, na esteira de Paulo Baldaia em artigo publicado em 2006 na revista “L’Architecture d’aujourdhui”, que o bairro da Malagueira «é uma das incontestáveis obras da modernidade portuguesa que o tornam num elemento prestigiante para a cidade». E faz parte do roteiro das obras de Álvaro Siza Vieira, um dos mais consagrados arquitetos de todo o mundo. Sendo diferente, acaba por ser único. Assim sendo, ao menos por isso, só por isso, merecia nestas páginas o registo da efeméride.





Texto: José Frota
Fotografias: Carlos Neves

Dança - "Atractor Estranho"

 
"Atractor Estranho"
 16 de maio - Igreja de São Vicente
21:30
 
 
A Colecção B, Associação Cultural acolhe no âmbito dos Ciclos de São Vicente o espetáculo "Atractor Estranho" de Pedro Ramos. Um espetáculo onde o corpo e o pêndulo dançam pelo espaço numa dialética de contrastes, movendo-se num caos que cria entre si uma harmonia espantosa.

Organização: Colecção B, Associação Cultural
Apoios: Câmara Municipal de Évora | Recicloteca | O Registo
Contacto: 266 704 236 | | 919 306 951 | colb@escritanapaisagem.net
Web page: http://www.escritanapaisagem.net
Inf. Extra: Preço - 5 € (geral) | 3€ (estudantes, reformados e desempregados)

terça-feira, 14 de maio de 2013

Cinema - “Em Honra de São Gualter” e “Martins Sarmento - o tempo passado é já tempo futuro”


“Em Honra de São Gualter” e “Martins Sarmento - o tempo passado é já tempo futuro”
 15 de maio - Auditório Soror Mariana (Rua Diogo Cão, 8)
Sessões às 18:00 e 21:30
 
“Em Honra de São Gualter” (60 min.) é um documentário de Rui Simões, que retrata os festejos em honra de Frei Gualter, enviado por São Francisco de Assis para Guimarães por volta de 1213. A devoção crescente a este frade franciscano levou à fundação da fundação da Irmandade de São Gualter em 1577. “Martins Sarmento - o tempo passado é já tempo futuro” (55 min.), de Jorge Campos, é uma curta-metragem sobre Martins Sarmento, que é uma das figuras proeminentes da vida cultural e científica da segunda metade do século XIX. Nascido em Guimarães no seio de uma família abastada, após estudos de Direito em Coimbra, enveredou pelo estudo da Etnografia e da Arqueologia.

Organização: Cineclube da Univ.Évora | Pátio do Cinema - SOIR Joaquim António d’Aguiar
Apoios: Universidade de Évora | Guimarães 2012 – Capital Europeia da Cultura | ICA/SEC - Rede Alternativa de Exibição Cinematográfica | Associação de Estudantes da Universidade de Évora | Fundação INATEL, Federação Portuguesa de Cineclubes | Perspectiva – Impressão Digital
Inf. Extra: Inserido no Ciclo Guimarães 2012 - Capital Europeia da Cultura.

Postais Antigos : Casa Soure

Caminhada "Um passo pelos Afectos, um passo pela Não Violência "


 
Caminhada "Um passo pelos Afectos, um passo pela Não Violencia "
18 de maio - Praça do Giraldo
9:00-12:00
 
Organização: Caritas Diocesana | APPACDM | CM Évora | Grupo de Caminheiros de Évora
Contacto: nav.evora@gmail.com
Inf. Extra: participação - 1€

domingo, 12 de maio de 2013

Exposição - "Um Outro Olhar - II"




"Um Outro Olhar - II"
25 de abril a 31 de maio
Sociedade Recreativa e Dramática Eborense (Antiga Mocidade)

Terça a sábado: 15:00-23:30 | domingo e segunda: 19:30-23:30
   
Exposição de fotografia de Joaquim Carrapato, fotógrafo amador. Este trabalho fotográfico pretende mostrar a Praça de Giraldo vista de dentro para fora, através dos ferros forjados das sacadas das janelas. Integrada nas comemorações do 116º aniversário da Sociedade Recreativa e Dramática Eborense.

Organização: Sociedade Recreativa e Dramática Eborense
Apoios: Freguesia de Santo Antão | Câmara Municipal de Évora
Contacto: 266 703 284 | srdeborense@gmail.com
Web page: http://evorapromundo.blogspot.com
Inf. Extra: Entrada Livre

Recruta-se Nutricionista/Dietista para Zona de Évora


A Nutriconcept SA, empresa do Grupo Biocol, recruta Nutricionista/Dietista para realização de Consultas de Nutrição segundo os Protocolos da Nutriconcept bem como contribuir para a sua angariação. 

Requisitos: 
- Licenciatura em Ciências da Nutrição ou Dietética e Nutrição; 
- Inscrição na Ordem dos Nutricionista; 
- Carta de Condução e viatura própria. 

Envio de Candidaturas para o email


com o título "Recrutamento Nutriconcept Zona Évora". 

Quatro mil jovens católicos da Diocese de Évora reuniram-se em torno da fé

Hortas urbanas de Évora com mais 135 parcelas

sábado, 11 de maio de 2013

Exposição de ilustração científica e artística “Desenhos Habitados”

 
A Câmara Municipal de Évora inaugurou ontem no Palácio de D. Manuel, uma exposição de ilustração artística intitulada “Desenhos Habitados”, organizada por Manuela Cristóvão, Professora Auxiliar do departamento de Artes Visuais e Design da Escola de Artes da Universidade de Évora, com o apoio da autarquia. O conjunto de desenhos apresentados nesta mostra pretende despertar a curiosidade aos seus visitantes.
 
As imagens representam mundos onde habitam, não só o que é representado com rigor na ilustração científica, mas também imaginários criados pelos artistas e autores de textos ilustrados. Deste modo, cada espectador sentir-se-á também parte do espaço habitado e agora observado, passando também a habitar a imagem através do seu imaginário, de forma consciente ou inconsciente, mais ou menos sensível e envolvido. Todos conhecemos o desenho como recurso ou forma de registo de um momento real ou imaginário, como processo de materializar uma ideia ou como meio de criação.
 
O exercício do desenho e a sua prática contínua, torna-o uma ferramenta precisa e flexível para uma representação com carácter científico ou potencializando o trabalho de conceção e execução de narrativas, como acontece na ilustração em livro ou em filme. A entrada na exposição é livre, estando aberta de segunda a sexta-feira, das 10:00 às 12:00 e das 14:00 às 18:00, encerrando aos domingos todo o dia e aos sábados apenas na parte da manhã. -

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Workshop "Filho de Peixe sabe Ler"



Workshop "Filho de Peixe sabe Ler"
11 de maio
Livraria Dom Pepe (Horta da Porta, Rua de Chartres, 7B)
15:00
 
Este workshop visa dar ferramentas aos pais para incutir nos filhos o gosto pelo livro e pela leitura. Moderadora: Antonieta Félix.

Organização: Livraria Dom Pepe
Contacto: 266 733 108 | livrariadompepe@gmail.com
Web page: http://www.livrariadompepe.com
Inf. Extra: preço - 4€. Limitado a 16 participantes. Inscrições através dos contactos disponibilizados.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Dia da Escola de Artes



Dia da Escola de Artes
10, 11 e 12 de maio
Colégio dos Leões

   

As comemorações do Dia da Escola de Artes da Universidade de Évora são preenchidas com um programa diversificado de concertos, debates, conferências, ateliês e exposições.

Organização: Universidade de Évora/Escola de Artes
Apoios: Câmara Municipal de Évora | Ministério da Cultural | Fundação Eugénio de Almeida
Contacto: 266 760 268 | ea@uevora.pt
Inf. Extra: Entrada Livre.