quinta-feira, 22 de agosto de 2013
terça-feira, 20 de agosto de 2013
O mural desaparecido
Estava-se em pleno PREC (Processo Revolucionário
em Curso). No Alentejo, a Reforma Agrária era um autêntico
braseiro político e social, pois os proprietários
de um milhão e duzentos e mil hectares tinham sido
compulsivamente afastados das suas terras e substituídos
pelas Unidades Colectivas de Produção, constituídas por
grupos de trabalhadores organizados que as haviam ocupado
com a conivência do MFA (Movimento das Forças
Armadas) e o apoio do Partido Comunista Português. A
tensão entre lavradores e antigos assalariados atingira
o rubro, ameaçando transformar a região num enorme
campo de batalha em que o sangue correria a rodos, visto
que, se de um lado as forças militares e para militares
possuíam armas legais, os latifundiários e rendeiros também
as tinham, ainda que obtidas de forma clandestina.
O confronto por diversas vezes esteve iminente, tal era
o ódio entre ambas as partes em litígio.
Nessa altura Évora era vista como a capital da Reforma
Agrária.
Os movimentos ditos progressistas e os intelectuais apoiavam calorosamente a mudança ocorrida nos campos
alentejanos, emprestavam-lhe toda a sua solidariedade e criatividade e
reforçavam as consignas emanadas do poder revolucionário. Foi assim
que durante o chamado Verão Quente, mais concretamente nos dias
5 (sábado) e 6 de Julho (domingo), a instâncias da Comissão Dinamizadora
Central do MFA, uma brigada de artistas plásticos deslocou-se
à cidade para criar, num muro com 40 metros de comprimento, uma
grande composição pictórica que celebrasse os momentos históricos
de rutura com o antigo regime, nomeadamente a conquista da Reforma
Agrária.
O local escolhido havia sido uma extensa parede, adstrita ao Palácio
de Cadaval e situada junto à Porta do Moinho de Vento, à entrada
do Largo dos Colegiais. Durante aqueles dias trabalharam, num ritmo
frenético e pluralidade de estilos, os pintores e desenhadores Vespeira,
Gracinda Candeias, Rogério de Amaral, Rodrigo de Freitas, Sá Nogueira,
Júlio Pereira, Sérgio Pombeiro, Teresa Magalhães, Henrique Manuel,
David Evans, João Moniz Pereira, Silvia Chicó e Henrique Ruivo.
A obra consagrava de fato maioritariamente a Reforma Agrária, quer
através das imagens como por meio da inserção da máxima socialista
“A terra a quem a trabalha”, mas referia também de forma mais breve e
por vezes metafórica a chegada da liberdade ao Alentejo, as nacionalizações,
a aliança Povo-MFA e o nascimento da Guiné-Bissau.
Depois, com a realização das primeiras eleições e a instauração da
democracia parlamentar e o consequente afastamento do PCP, a que
sucedeu o paulatino regresso aos quartéis dos militares, a Reforma
Agrária foi-se esboroando progressivamente.
Em 1979 começa a devolução das
terras que haviam sido nacionalizadas aos
antigos proprietários. Os ocupantes resistirão,
mas a GNR virá a ter um papel
determinante na imposição das decisões
governamentais. Será Cavaco Silva que,
em 1995, com a publicação da Lei de Bases
do Desenvolvimento Rural, vibrará o
golpe de misericórdia na Reforma Agrária
ao decidir-se pela privatização das terras.
Na parede junto ao Palácio de Cadaval,
o painel continuou indiferente aos ventos
da história mas exposto à fúria dos elementos,
que foram contribuindo para a
sua acelerada deterioração, que já praticamente
o tornava pouco menos que impercetível.
Em 2004, aquando dos festejos do
30º. Aniversário do 25 de Abril, a Câmara
Municipal tentou recuperá-lo, mas os peritos
consultados para o efeito foram de
opinião que o seu restauro era impossível,
dada a degradação do reboco do muro.
Em face disto, a edilidade optou por
mandar executar uma placa interpretativa
do mural que reproduzia a pintura
como ela era em 1975, de acordo com
a fotografia acima inserta e única que
abrangia a totalidade da obra, e na qual
figuravam os nomes dos artistas que haviam
participado na sua feitura. Logo
nos tempos imediatos desconhecidos
roubaram a placa identificativa.
Hoje, da
existência do mural apenas restam alguns
vestígios praticamente indecifráveis, com
o muro carcomido pela usura do tempo
e pelas ervas e líquenes que o encobrem.
E foi pena que não lhe tivessem acudido
a tempo. Independentemente das
convicções políticas e ideológicas de cada
um, o mural era valioso do ponto de vista
artístico e cultural e marcava o testemunho
de uma época marcante na história
da cidade.
Autor: José Frota
Évora Mosaico
domingo, 18 de agosto de 2013
Évora tem o primeiro hotel do mundo revestido a cortiça
O Ecorkhotel fica na periferia da cidade de Évora e é o primeiro hotel do mundo com um revestimento de cortiça. Inaugurado este mês, o projeto de hotelaria tem em conta a preocupação ambiental e apresenta uma nova forma de aproveitamento das energias alternativas.
O "eco-hotel" de quatro estrelas utiliza a energia geotérmica e a energia solar para o aquecimento do edifício principal, para as piscinas e para o abastecimento de água do hotel.
Este é "um projeto inovador e diferente", que teve em conta "preocupações ambientais" na sua construção e que está pensado para obter "a máxima eficiência energética", explicou à agência Lusa Miguel Rosado da Fonseca, administrador da sociedade promotora.
"Vamos também ter painéis solares fotovoltaicos para produzirmos metade da energia elétrica que precisamos", adianta o responsável. A construção do hotel foi feita com o apoio de fundos comunitários e constitui um investimento total de sete milhões de euros.
A cortiça "não leva qualquer produto químico" e atua como "isolante térmico e acústico", disse Miguel Rosado da Fonseca, que adianta que o mesmo tipo de revestimento foi utilizado nos pavilhões de Portugal na Expo 2000 em Hannover e na Expo 2010 em Xangai.
Além da aposta na eficiência energética, o administrador destacou que, na construção do hotel, existiram ainda "preocupações ambientais" e que "foi feito um esforço para se usarem materiais" que existiam na zona de Évora.
"Em vez de vir de outros sítios, a pedra que existia no próprio terreno foi britada e utilizada na construção" para contribuir para a "diminuição da pegada ecológica", exemplifica.
O Ecorkhotel tem 56 suites independentes com uma área de cerca de 70 metros quadrados cada, terraço, um quarto, uma sala e casa de banho. O hotel fica a cerca de quatro quilómetros de Évora, rodeado de sobreiros, azinheiras e oliveiras.
Notícia retirada daqui
sábado, 17 de agosto de 2013
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
terça-feira, 13 de agosto de 2013
MP abre inquérito a morte com busto
A tragédia que vitimou Fernando Figueira deixou amigos, estudantes e a família em choque. As causas do acidente vão agora ser investigadas.
O Ministério Público abriu um inquérito para apurar as causas da morte de Fernando Figueira, o estudante de engenharia mecatrónica, de 22 anos, que foi esmagado por um busto na madrugada de sábado numa brincadeira com dois amigos num jardim público de Évora. Os jovens poderão ser acusados de crimes relacionados com vandalismo e invasão de espaço público, propriedade da câmara municipal.
Afastado está o cenário de roubo do busto do arquiteto e pintor José Cinatti (1808-1879), situado junto ao Palácio D. Manuel. Segundo fonte policial, a vítima e os dois amigos – que não querem comentar o caso – dificilmente conseguiriam carregar o busto de 300 quilos.
A tragédia ocorreu às 02h00. Nessa altura a vítima agarrou-se ao busto que se desprendeu e esmagou-lhe o tórax.
A morte do jovem deixou Évora em choque. O pai é um agente da PSP conhecido na cidade, onde faz serviço no programa Escola Segura. "Está inconsolável. É uma situação muito complicada", diz um amigo da família.
Noticia retirada daqui
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Busto esmaga e mata jovem em Évora
Fernando Figueira foi esmagado no tórax e não resistiu a várias paragens cardiorrespiratórias provadas pela perfuração dos pulmões. Tudo aconteceu na madrugada de sábado, pelas 02h00. A vítima, estudante na Universidade de Évora e filho de um agente da PSP, saltou a vedação do jardim com dois amigos e agarrou-se depois, na brincadeira, ao busto do arquiteto e pintor José Cinatti (1808-1879).
Nesse instante, o busto desprendeu-se da base e esmagou o peito da vítima contra o chão. Fernando foi levado para o Hospital de Évora e transferido para Santa Maria, Lisboa, onde acabou por falecer na tarde de sábado. O caso está a ser acompanhado pela PSP.
Notícia retirada daqui
domingo, 11 de agosto de 2013
sábado, 10 de agosto de 2013
terça-feira, 6 de agosto de 2013
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
domingo, 4 de agosto de 2013
sábado, 3 de agosto de 2013
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