segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Ambiente - Ecopista (Ramal de Mora)


A conversão do antigo ramal ferroviário de Mora em ECOPISTA surge na sequência de um protocolo celebrado entre a REFER e a Câmara Municipal de Évora, com vista à integração na rede de percursos cicláveis e pedonais.

É objectivo da ECOPISTA ramal de Mora contribuir para promover o desenvolvimento integrado da região, promovendo pontos de interesse histórico/culturais, o turismo, recreio e lazer ao ar livre, a recuperação de património em mau estado de conservação, num âmbito de incentivo à conservação da natureza e valorização dos sistemas naturais existentes.
Na zona urbana de Évora a ECOPISTA é em tapete de betão betuminoso com o objectivo de permitir uma utilização cómoda e segura das pessoas com mobilidade reduzida.
Esta ECOPISTA desenvolve-se desde o bairro do Chafariz d'El Rei, em Évora, até ao limite de concelho, na Sempre Noiva, numa extensão de 21km, tendo depois continuidade nos concelhos de Arraiolos e Mora, numa extensão total de 60km.





A Ecopista atravessa paisagens tipicamente alentejanas, predominantemente de montado e olival. Ao longo do percurso encontrará alguma informação sobre a vegetação circundante.



Sobreiro
O sobreiro pertence à família das Fagáceas e ao género Quercus. A cortiça que se extrai dos sobreiros é um tecido vegetal denominado por súber, donde advém o nome científico (Quercus suber).
É uma árvore de porte médio que pode atingir uma altura média de 15 a 20 m. Tem um crescimento lento, levando cerca de meio século a atingir a sua fase de maturidade. O tronco tem uma casca espessa, vulgarmente designada por cortiça. As suas folhas são persistentes e o seu fruto é a glande ou lande, vulgarmente conhecida por "bolota".
O sobreiro está concentrado na bacia do Mediterrâneo. Em Portugal ocorre com especial incidência a Sul do Tejo onde, frequentemente, forma montados. O montado é um sistema agro-silvo-pastoril extensivo, resultante da intervenção humana nos bosques mediterrâneos originais, que combina uma elevada importância socio-económica com uma excepcional diversidade biológica.
A bolota é a base da alimentação do porco preto e o principal distintivo na qualidade da sua carne na produção de presuntos e enchidos.



Cortiça
A cortiça é um bom isolador térmico e acústico, sendo largamente utilizada no fabrico de rolhas, revestimentos, tapetes, palmilhas... Os desperdícios são aproveitados na indústria de linóleo, serradura de cortiça e fabrico de aglomerados. Em Portugal as tiradas de cortiça ocorrem de nove em nove anos.
Portugal produz mais de metade da cortiça mundial.



Olival
A oliveira (Olea europea var. sativa) pode atingir até 15m de altura, de grande longevidade, de folhas persistentes, verdes/prateadas e troncos retorcidos, com frequência tortuosos, resistente à secura e bem adaptada a solos calcários.
É uma árvore das regiões mediterrânicas. Em Portugal ocorre em praticamente todo o país à excepção das regiões frias.
O olival é um povoamento de oliveiras, espécie cultivada com o objectivo da produção da azeitona, destinada à conserva e produção de azeite - óleo natural muito utilizado na alimentação mediterrânea, de reconhecidas qualidades.
Desde a antiguidade que o ramo de oliveira é considerado um símbolo de Paz e de boa Vontade.



Galeria Ripícola (Rio Xarrama)
Um curso de água constitui uma singularidade ambiental e paisagística dentro das características biogeográficas gerais da área onde se encontra. A maior disponibilidade hídrica e o ambiente mais fresco e sombrio determinam a ocorrência de espécies melhor adaptadas a estas condições. A vegetação que se desenvolve nestas condições chama-se galeria ripícola. Algumas plantas típicas de galerias ripícolas que pode encontrar:

Choupo, Populus nigra
Freixo, Fraxinus angustifolia
Sabugueiro, Sambucus nigra
Loureiro, Laurus nobilis
Salsaparrilha, Smilax aspera
Hera, Hedera helix
Jarro, Arum italicum
Silva, Rubus ulmifolius

A galeria ripícola também é um local que atrai diferentes espécies de aves que aqui encontram protecção, alimento e condições de nidificação.



O Loureiro
O loureiro (Laurus nobilis), originário da região mediterrânea é uma árvore que pode atingir cerca de 20m de altura. Apresenta ramagem densa e perene de folhas verdes escuras. As suas folhas libertam um aroma muito agradável, sendo por isso frequentemente utilizadas como tempero na cozinha tradicional alentejana.
É também muito utilizado como planta ornamental em parques e jardins.
A sua abundância nesta zona originou o topónimo mais antigo da região - Louredo.
A planta é conhecida desde a Grécia antiga, onde as coroas feitas de folhas de louro eram entregues aos vencedores de competições como símbolo da vitória. Daí a expressão "louros da vitória".

Parque Fotovoltaico de Évora em construção



O Presidente da Câmara Municipal de Évora, Manuel Melgão, visitou esta segunda-feira, a convite do Diretor Executivo (CEO) da Glintt - Global Intelligent Technologies, Manuel Mira Godinho, a obra de instalação do futuro Parque Fotovoltaico da cidade, que está a ser construído por esta empresa nos terrenos do antigo aterro sanitário, na Herdade da Barbarrala.
Quando estiver em pleno funcionamento, o Parque Fotovoltaico de Évora irá utilizar tecnologia de ponta, de terceira geração, que tem por base a aplicação de uma tecnologia aplicada no espaço pela NASA há mais de 20 anos.

Por outro lado, o aproveitamento da luz solar por estes equipamentos será muito maior pois as células utilizadas permitirão um rendimento de 45% contra os 18% da tecnologia tradicional.

O projeto, salientou o autarca de Évora, “é um investimento de quatro milhões de euros em tecnologia de ponta que vêm para Évora e que colocará a nossa cidade no mercado das novas tecnologias, mais concretamente na área das energias renováveis. É, igualmente, importante no desenvolvimento de um cluster energético”.

Trata-se de um importante investimento para Évora no domínio das novas tecnologias que está a aproveitar um terreno desadequado para a construção, porém viável para este tipo de utilização, sendo esta decisão de significativa importância pois permite o aproveitamento daqueles solos e contribui também para gerar emprego.

No entanto, outro aspeto que o parque potencia de relevante interesse, segundo o CEO da Glintt, Manuel Mira Godinho, é o de “criar uma linha de novos produtos no domínio das energias renováveis em conjunto com a empresa eborense Lobo Solar que permite vender a nível internacional”, havendo já diversos mercados em perspetiva. Aliás, Évora já recebeu a visita de potenciais clientes provenientes dos EUA, China e Brasil.

“É um projeto com duas iniciativas em paralelo. Por um lado, vamos buscar tecnologia estrangeira para adaptá-la e produzir painéis solares em Évora. Por outro, vamos produzir energia solar", refere ainda Manuel Mira Godinho.

O Parque Fotovoltaico de Évora tem 35.000 metros quadrados e será constituído por 2900 painéis solares, destinado à produção de energia elétrica para venda.

A Glintt Energy é uma empresa do grupo Glintt que atua no mercado das energias renováveis, pautando-se por agir em prol do desenvolvimento sustentável. Num mercado cada vez mais global, a Glintt oferece soluções não só a nível nacional, mas também internacional, alinhadas com as necessidades de cada negócio.

A preocupação com o meio em que vivemos leva-nos a adequar as melhores soluções tecnológicas e de engenharia às soluções dos sistemas energéticos e ambientais, gerando a máxima rentabilidade de cada negócio. Apostamos numa cultura de eficiência energética, onde aliamos o conhecimento dos nossos técnicos especializados às soluções mais inovadoras e amigas do ambiente. Queremos oferecer soluções de valor, onde a criação de riqueza e o aumento da qualidade de vida andem de mãos dadas.

A Glintt Energy desenvolve projectos de centrais renováveis de produção de energia para ligação à rede com maior relevância para o fotovoltaico de concentração.
A Glintt Energy desenvolve na região de Évora o projeto de uma central fotovoltaica de concentração (CPV) com uma potência total instalada de 1,2 MW.
A tecnologia CPV baseia-se na concentração da radiação solar em células fotovoltaicas multijunção através de lentes óticas e espelhos, conseguindo-se níveis records de eficiência na ordem dos 40%. Esta tecnologia é adequada para regiões com elevados níveis de radiação direta, onde os níveis de desempenho das células fotovoltaicas convencionais decaem significativamente devido às altas temperaturas a que estão sujeitas.

Notícia retirada da CM Évora

Nos trilhos da ecopista


Entre os muitos e bons percursos ambientais que a cidade e o seu termo nos propiciam, a ecopista marca já posição de relevância nacional e internacional, estando integrada na Rede Verde do Espaço Mediterrâneo Ocidental, a qual é constituída por vias não motorizadas que garantem uma ligação fácil entre as zonas urbanas e rurais, proporcionando um contacto directo com a natureza. A ecopista de Évora nasceu de um acordo celebrado entre a Refer e a Câmara de Évora, visando a reconversão do antigo ramal ferroviário de Mora como forma de contributo para o desenvolvimento integrado da região. 

No cumprimento desse desígnio, compete-lhe fazer a promoção de pontos de interesse histórico-cultural, do turismo, do recreio e do lazer ao ar livre e, em concomitância, proceder à recuperação do património em mau estado, assente numa ideia global de incentivo à conservação da natureza e valorização dos sistemas naturais existentes. O antigo ramal de Mora, de cerca de 60 quilómetros de extensão, ligava a cidade àquela vila, com passagem pelas estações e apeadeiros da Graça do Divor, Arraiolos, Pavia e Cabeção. Inaugurado a 11 de Julho de 1908, estava previsto no projecto inicial que se viria a alongar até Ponte de Sor, onde estabeleceria conexão com a Linha do Leste (Abrantes – Elvas). 

Tal ideia não veio porém a concretizar-se. No entanto, o principal objectivo que presidira à sua construção – necessidade de fazer escoar os produtos agrícolas da parte setentrional do distrito de Évora até à sua capital, onde eram armazenados nos respectivos silos, procedendo-se ulteriormente ao seu envio para Lisboa – foi de qualquer modo alcançado. Entretanto, a partir de 1916, ano da fundação da Sociedade Alentejana de Moagem, o ramal ganhou uma movimentação inusitada ao passar a efectuar o transporte dos produtos da famosíssima Fábrica dos Leões (massas alimentícias), que para o efeito ali instalou uma estação, mesmo junto à linha. Daqui não se infira, porém, que a linha só serviu para o transporte de mercadorias. Pelos seus carris passaram, durante muitos anos, milhares e milhares de passageiros. Só a partir de finais dos anos 60 a afluência aos seus préstimos começou a declinar. 

A expansão das empresas rodoviárias, a generalização da propriedade e uso do automóvel e o decréscimo de importância da actividade agrícola na economia regional foram factores que contribuíram para um acentuado afrouxamento na sua procura. Atendendo às circunstâncias, a CP decidiu-se pelo seu encerramento em 1990. No decurso de oitenta e dois anos de existência o ramal vira crescer, junto a si e no seu troço inicial (periferia de Évora), novos espaços habitacionais, bairros na sua grande maioria: os primeiros, clandestinos (Chafariz d’El Rei, Poço Entre-as Vinhas, Leões e Louredo) e os seguintes (Novo, Câmara e já mais tarde Nogueiras, Bacelo e Álamos) legais. Desactivada a linha e removidos os carris, os moradores começaram a utilizá-la como percurso de comunicação entre eles ou como forma de encurtar caminho nos deslocações à cidade. Sempre a pé ou de bicicleta. 

Com a transformação da CP em Refer enquanto entidade gestora e exploradora dos Caminhos de Ferro Portugueses, foi possível chegar rapidamente a um entendimento com a Câmara Municipal para a sua reconversão em ecopista. A nova estrutura foi inaugurada a 25 de Abril de 2005 com uma grande festa popular e teve numa primeira fase a extensão de 13 quilómetros, começando poucos metros adiante da estação de Évora e prolongando-se até ao antigo apeadeiro da Graça do Divor. No ano seguinte foram abertos mais 7 quilómetros até à antiga paragem na Herdade da Sempre Noiva, situada no limite do concelho. Sublinhe-se que na zona urbana da cidade a ecopista se desenvolve em tapete betuminoso, o que torna a sua utilização mais cómoda e segura para as pessoas de mobilidade reduzida. 

O sucesso desta infra-estrutura de desporto informal, recreio e lazer, destinada essencialmente ao passeio, à marcha, ao ciclo-turismo e aos praticantes de BTT foi imediato. Para isso muito contribuiu o percurso extremamente interessante do ponto de vista paisagístico e ecológico, onde a fauna e a flora características da região observam o utente a cada instante e cuja interpretação se encontra disseminada por diversos pontos do percurso. O mesmo acontece com a indicação da quilometragem, sempre presente ao longo do corredor ecológico. 

Em outros quadros se fornecem as regras e condições respeitantes ao seu uso, acompanhadas de um imprescindível mapa de apoio. Abusos de utilização (caçadores e cavaleiros), depredação de materiais e alguns outros desmandos passaram a ser punidos com coimas entre os 50 e os 1000 euros, segundo o Regulamento de Utilização da Rede de Percursos Ambientais de Évora, em vigor desde 28 de Julho de 2007 e publicado em Diário da República. Fiscais camarários, PSP e GNR encarregam-se da vigilância à ecopista. O Grupo de Caminheiros de Évora também dá uma ajuda na preservação do espaço. Dada a sua frequência, a Câmara Municipal dotou, no ano passado, de iluminação o troço inicial de quatro quilómetros, correspondentes a toda a área urbana abrangida, entre os bairros de Chafariz d’El Rei e do Bacelo, alargando o seu período de utilização em condições de segurança.

 E, já em 2009, procedeu à colocação ao longo do percurso de mais de centena e meia de árvores, dando sequência ao projecto Portugal Verde, promovido pela Revista Visão. A ecopista de Évora é pois um percurso ambiental a não perder. Vá conhecê-la e conviva alegremente com a natureza.

Texto: José Frota
Fotografia: Carlos Neves

Agenda Cultural - Novembro

Agenda Cultural - Fevereiro

Agenda Cultural - Outubro

Agenda Cultural - Junho

Agenda Cultural - Abril

Évora Ambiental (click para aumentar)

Missão Ciência & Arte convida Jorge Araújo para falar de biodiversidade


A próxima conversa com ciência, no âmbito do Projeto Missão Ciência & Arte, é dedicada ao tema "Toda a biodiversidade à distância de um clique" tendo como convidado especial Jorge Araújo. Nesta ocasião, será apresentado o museu virtual da biodiversidade.

A Casa Morgado Esporão é o local onde decorre esta palestra informal – acontecendo estas mensalmente, em espaços emblemáticos da cidade e abertas a toda a população. O evento tem lugar já no dia 8 de Fevereiro (quinta-feira) a partir das 18:30 horas. Para os interessados, haverá uma visita guiada ao referido espaço pelas 18:15 horas.

Refira-se que o projeto de educação científica "Missão Ciência & Arte", iniciado em 2016, tem como principal objectivo a divulgação da ciência que se faz na universidade, promovendo o gosto por este pilar do desenvolvimento sustentável, junto dos alunos do pré-escolar ao secundário, passando igualmente pela cidade.

Agenda Cultural - Julho

Agenda Cultural - Maio



Link: Agenda Cultural - Maio



Agenda Cultural - Abril




Agenda Cultural - Março



Link: Agenda Cultural - Março


GESAMB - Dia Portas Abertas 2015


Horário: 8:30-17:00
Inicio do Evento: 06 junho
Fim do Evento: 06 junho
Localização: GESAMB - Estrada das Alcáçovas

​Esta é 6ª edição do dia Portas Abertas da GESAMB, que integra também a 4ª edição da “Caminhada da Reciclagem” e a 2ª edição de um passeio de BTT “Reciclagem sob Rodas”. Nas instalações da GESAMB, todos os visitantes poderão comparecer nas visitas guiadas à Unidade de Tratamento Mecânico e Biológico, onde poderão assistir ao tratamento dos resíduos urbanos produzidos por cerca de 160 mil habitantes de 12 municípios do distrito de Évora. Existirão ainda outras atividades como: workshops, feira – “Resíduos e Talento”, com a presença de ilustres artistas convidados e o Bio Mercado. Um dia repleto de atividades sustentáveis para si e para a família! 

Informações Adicionais
​Horário: 8:30-17:00
Contacto: 266 748 123 | geral@gesamb.pt
Site: www.gesamb.pt
Org.: GESAMB - Gestão Ambiental e de Resíduos, EIM
ENTRADA LIVRE

Informação retirada daqui