quarta-feira, 22 de setembro de 2010

LUZES LIGADAS NÃO QUER DIZER QUE ESTEJAMOS EM CASA

LUZES LIGADAS NÃO QUER DIZER QUE ESTEJAMOS EM CASA
António Pedro Lopes & Monica Gillette
PT/USA
PERFORMANCE

Espaço A Bruxa Teatro, Évora
23 de Setembro, 21h30
M/12
5€ / 3€ (estudantes)

Um espectáculo de - Monica Gillette & Antonio Pedro Lopes
Produção Executiva: Joana Martins
Colaboração Dramatúrgica: Rita Natálio
Desenho de Luz: Alexandre Coelho
Figurinos: Guilherme Garrido
Fotografia: Rodrigo Valero Puertas, Olga Belchior
Residências Artísticas: RE-AL, Balleteatro, Teatro Micaelense, Forum Prisma-Mexico, Devir/CAPA, La Caldera
Apoio à Residência: DGAIE - Direitos dos Artistas
Apoio de Viagens: Instituto Camões
Agradecimentos: Rita Almiro, Laura Lamas, Marta Vieira, Romana Moreiras, Gianna & Conrad Smart, Ana Lúcia Cruz, National Theater of Manheim, Tommy Noonan, Inês Mariana Moitas, João Fiadeiro, O Espaço do Tempo, Francisco Lopes, Diana Gillette, Primeiro Andar
Co-produzido por: Escrita na Paisagem, Teatro Micaelense

Em Luzes Ligadas Não Quer Dizer Que Estejamos Em Casa António Pedro Lopes (PT) e Monica Gillette (USA) re:inventam constantemente a sua identidade individual e enquanto casal, cruzando o seu material autobiográfico – experiências individuais e vividas em conjunto – com elementos ficcionais e ficcionados.

Lopes e Gillette iniciaram o seu processo de re:criação artística partindo do cinema. Juntos começaram por re:visitar as vidas de vários casais do cinema – relações felizes e complicadas, de amizade, amor, cumplicidade no crime ou na rebeldia contra os padrões sociais. A dupla desmontou estes casais e examinou-os à lupa, para depois os re:construir, re:construindo-se, inculcando em si aspectos daqueles, emprestando-lhes simultaneamente características suas.

Lopes e Gillette re:vivem a ficção, para a re:inventarem e, sobretudo, para se re:inventarem constantemente. Neste processo, a dupla desmultiplica a re:construção das suas biografias tomando diversos pontos de vista – o individual, o da vida em comum, o familiar... – e recorrendo a uma variedade de suportes e técnicas de documentação – filme, fotografia, escrita de texto. O casal já visitou as suas terras natais – Açores e Califórnia –, conheceram as mães um do outro e acederam aos “arquivos” das respectivas famílias e tomaram uma variedade de locais como palcos para re:encenar as suas biografias-ficcionadas/ficções-biográficas. Os resultados do processo de re:criação-documentação não constituem objectos fixos, mas sim material a ser re:trabalhado, alimentando a continuidade do processo de criação. Por fim, o percurso culminará na criação de uma performance baseada na documentação recolhida e numa publicação: duas modalidades de re:play/re:criação do arquivo constituído durante o processo de pesquisa/criação artística.

Nómadas, Lopes e Gillette percorrem constantemente as distancias entre a narração de uma realidade-ficcionada (ou da ficção-real) e a possibilidade de a inscrever (ou re:escrever) nos seus corpos, a criação de documentação e a documentação da ficção. Ocasionalmente nestas viagens são acompanhados por um “passageiro”, um artista de outra disciplina que se junta ao casal numa experiencia partilhada, temporária, produzindo um objecto artístico que materializa a sua perspectiva sobre o casal. A intervenção dos “artistas-passageiros” desenvolve-se em duas direcções: o desenvolvimento de objectos artísticos que constituem mais um olhar sobre o trabalho do casal (documentação), e material de trabalho na sua pesquisa/re:criação; e a colaboração directa de alguns destes artistas na construção da performance (concepção de figurinos, cenografia, sonoplastia, iluminação...).

Entre ficção e realidade, como se apresentam António Pedro Lopes e Monica Gillette? Lopes, performer e autor de espectáculos, nasceu nas Ilhas dos Açores. Actualmente é nómada e trabalha internacionalmente com diversos coreógrafos, e regularmente em colaboração com Marianne Baillot, Guilherme Garrido, Tommy Noonan e Monica Gillette. Ensinou workshops de pesquisa na Europa em diversos contextos e instituições. É membro fundador da rede internacional Sweet & Tender, da qual partilhou a direcção artística em 2008. Fez curadoria de Conclusions for the Future, no Espaço do Tempo.

Monica Gillette é natural da Califórnia, onde adquiriu formação como bailarina clássica. Continuou os seus estudos em dança contemporânea em Nova Iorque e na Europa. Apresentou-se pelos quatro cantos do mundo com o seu trabalho e de outros coreógrafos. Mais recentemente tem estado envolvida em projectos colaborativos com António Pedro Lopes e Tommy Noonan, bem como com a rede internacional Sweet & Tender Collaborations. Trabalhou ainda em montagem e edição de filmes em Hollywood, tendo trabalhado nas séries "Os Sopranos" e "Crime & Castigo". Actualmente combina o seu background em dança e filme na criação de filmes para espectáculos, assim como na realização de curtas-metragens já apresentadas em festivais internacionais.

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