quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Associação Humana distinguiu município de Évora

A Associação Humana Portugal entregou esta semana os Prémios de Reciclagem Têxtil 2010 às empresas e municípios portugueses cujas populações mais contribuíram com a entrega de roupas e calçado em segunda mão, tendo Évora sido uma das distinguidas.

O prémio, que consistiu num diploma e numa escultura em pedra produzida por artesãos africanos, foi recebido no dia 22 de Setembro (o Humana Day) pela Vereadora Cláudia Sousa Pereira, em representação do município de Évora, e é o reconhecimento do empenho da população na recolha e entrega de roupa e calçado em bom estado nos diversos contentores que a Associação Humana tem colocados em vários locais da cidade.

“A atribuição deste galardão é o reconhecimento ao gesto dos munícipes que quando se disponibilizam meios para darem, têm todo o gosto em contribuírem para uma estrutura que beneficia não só os seus vizinhos, mas gente que está do outro lado do mundo e que também necessita que outros países ajudem, pois eles ainda têm mais dificuldades que nós”, salientou a Vereadora Cláudia Sousa Pereira.

Um gesto “de pessoa para pessoa”, que a Vereadora reconhece, com satisfação, que “tem uma boa finalidade e contribui para alguém no mundo viver em melhores condições”, incentivando a população a prosseguir neste caminho de solidariedade.

Foram contemplados em 2010, na categoria de Municípios, para além de Évora (o município com mais de 10 mil habitantes com maior recolha de quilos por habitante); Benavente (município até 10 mil habitantes com maior recolha de quilos por habitante) e Vila Franca de Xira (com o maior número total de quilos recolhidos). Na categoria de Privados, o prémio foi para a empresa E. Leclerc Amora (Seixal).

Sílvia Martins, gerente de produção, explica como são atribuídas estas distinções: “ Nós todas as semanas fazemos uma estatística dos quilos recolhidos em cada município e em 2010 verificámos que Évora foi o município com mais de dez mil habitantes que recolheu maior número de quilos e, por isso, temos todo o prazer em ter aqui hoje a representante de Évora para receber este galardão e para agradecermos toda a atenção que os habitantes de Évora têm dado ao nosso projecto, pois já há muito tempo que Évora é um dos melhores municípios na recolha de roupa”.

Esta entrega de galardões decorreu na loja Humana (Av. Almirante Reis, 26 –A) em Lisboa, onde funciona também uma das três lojas de roupa em segunda mão que a associação possui em Lisboa e que apresenta um movimento significativo de pessoas que encontram ali vestuário moderno, em muito bom estado e a preços acessíveis.

A Associação Humana nasceu na Dinamarca, existe em mais de 60 países e tem como objectivo a ajuda humanitária internacional em países e comunidades em vias de desenvolvimento. Para conhecer melhor esta associação e o meritório trabalho que dinamiza, vale a pena ir à internet consultar a sua página em www.humana-portugal.org

Cristina Marques, promotora da associação, explicou, à margem da cerimónia, que a Humana está em Portugal há 12 anos, envolvida na reciclagem têxtil destinada a angariar fundos para projectos de desenvolvimento em África, tendo actualmente projectos em Moçambique, Angola e Guiné-Bissau. Os projectos são nas áreas da educação; agricultura e desenvolvimento rural; comunidade e desenvolvimento; prevenção de doenças transmissíveis; e assistência e emergência.

“Nós recolhemos a roupa e calçado usado de contentores da Humana que existem desde Caldas da Rainha até Évora e neste momento estamos a pensar na expansão mais a norte, para Coimbra, e depois iremos chegar ao norte”, afirma Cristina Marques, explicando como se processa o trabalho:” Recolhemos as roupas em carrinhas ou num camião que os motoristas trazem para o armazém. Uma parte da roupa é enviada para África, para os projectos de desenvolvimento, e a outra parte, fica aqui para pagar a nossa logística”.

Têm também de pagar salários resultantes dos empregos que criam, tanto em Portugal, onde têm 34 empregados, como em África, às pessoas envolvidas na dinamização dos projectos, nomeadamente professores, porque a Humana Portugal não recebe quaisquer verbas, nem do Estado português, nem dos Estados africanos, apesar de eles lhes facilitarem toda a entrada da roupa.

Neste momento, são recolhidas mais ou menos 17 toneladas por dia e à volta de 70 a 80 toneladas por semana. Se houver casos de emergência ou assistência, (caso de alguma catástrofe como foi por exemplo a da Madeira), uma parte daquela que vai para África será canalizada para tal, sendo a outra parte destinada aos projectos.

Évora Perdida no Tempo - Fachada da Caixa Geral de Depósitos

Autor David Freitas
Data Fotografia 1955 dep. -
Legenda Fachada da caixa Geral de Depósitos
Cota DFT5144 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Bikévora 2011: Passeio da Família dia 5 de Outubro

Está agendado para o próximo dia 5 de Outubro, feriado nacional, mais uma edição do Passeio da Família do Bikévora, um evento da Câmara Municipal de Évora dedicado à bicicleta.

As inscrições para o Passeio da Família já estão a decorrer em http://bikevora.cm-evora.pt/ havendo várias modalidades de ingresso – há diversos modelos de bicicletas e de capacetes disponíveis. Como novidade deste ano, há a registar o lançamento do livro “Volta a Portugal em Bicicleta” de Ana Santos, que será apresentado no dia 4 de Outubro pelas 18h00, no Palácio de D. Manuel, pelo ex-ciclista Marco Chagas.

A autora e o ex-ciclista participarão no dia seguinte no Passeio da Família que é apadrinhado por este último. Todos os participantes no Passeio da Família concorrem a mais de 130 prémios que serão sorteados e que foram gentilmente cedidos pelos diversos patrocinadores.

Évora Perdida no Tempo - Recepção ao Arcebispo D. Manuel T. Salgueiro


Cerimónia de recepção ao Arcebispo Dom Manuel Trindade Salgueiro, no largo da Sé.

Autor David Freitas
Data Fotografia 1955-10-16 -
Legenda Recepção ao Arcebispo D. Manuel T. Salgueiro
Cota DFT3157 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Aqui há Baile, entre 29/9 a 01/10

Em Portugal, os séc. XIX e XX trouxeram o "progresso": os grandes e rápidos meios de comunicação, e um lugar na chamada aldeia global. Concomitantes com as alterações sociais, foram-se perdendo as funcionalidades de actividades lúdicas como as danças. No "Aqui há baile", propõe-se um novo contexto para a continuidade de algumas danças. Com ênfase no Alentejo, mas sempre em confronto com outras práticas, neste caso, que nos chegam da Galiza.
O programa conta com oficinas de dança do alentejo, o baile dos corpos extraordinários, espectáculo com a Cia. Nova Galega da Dança, oficinas de dança para crianças.
Pretende-se criar um espaço para a divulgação e salvaguarda do património tocado e dançado português, num contexto de desenvolvimento integrado de regiões deprimidas mas com elevado potencial de vida própria.
A apreciação das danças portuguesas e das formas renovadas de as contextualizar nos nossos dias terá tanto mais relevância quanto mais se confrontar com o panorama internacional que trabalha estas mesmas danças de raiz popular. Assim, o carácter internacional mantém-se presente neste evento, tal como em outros eventos da PédeXumbo.
Apesar do devir dos tempos, existe cada vez mais um público interessado em conhecer os repertórios da nossa dança e música tradicionais, bailadores e tocadores, muitos deles bastante jovens, que insistem em não deixar desaparecer nem “museificar” as danças e músicas regionais. Para além destes, professores, animadores culturais, membros de grupos etnográficos, e enfim, curiosos da dança e música em geral, poderão encontrar no Aqui Há Baile um espaço privilegiado de partilha de saberes e experiências, onde poderão variar ou complementar a sua formação.
Do livro Campo Maior, Cantar e bailar as saias de Francisco Galego. O texto aqui mencionado é de José da Silva Picão, lavrador de profissão e natural de Santa Eulália, aldeia do concelho de Elvas.
“Os Bailes - Os genuinamente populares, conhecidos por balhos de candeia e de porta aberta, consistem em diversos bailados ao som do cante dos rapazes e raparigas, com acompanhamento do indispensável pandeiro e das castanholas, em certos casos. Para variar, também dançam polcas, mazurcas, valsas e contradanças, ao toque de guitarra ou de harmónio, o que depende se apareça tocador que se ofereça, ou se preste a tocar mediante pedido e oferta de beberetes, em advertimentos vulgares de gente pobre, que se remedeia e até prefere, a cantoria ao toque.
Figurando no balho pessoal sabedor, entra-se por tudo o que se conhece de antigo e moderno, desde os fandangos e a pombinha branca ai Dom Solidom, até à contradança marcada .... à francesa, em termos estropiados.
Mas o que toma mais tempo são as “saias”, com as voltas correspondentes, ao som de cantigas e do pandeiro, acompanhadas por estalos sonoros dos bailadores, com os dedos polegares e os máximos, das mãos.
As “saias” nada têm de gracioso nem difícil, mas agradam de preferência por ser o género que melhor se quadra às cantorias de predilecção popular. É aí que os cantadores afamados exibem as suas faculdades vocais e poéticas, que embasbacam os ouvintes apreciadores. Ao mesmo tempo, a simplicidade do bailado permite o acesso dos menos entendidos, dando lugar a que se divirtam, saibam ou não”.
Porque a dança pertence ao terreiro, porque hoje em dia novas vivências voltaram a dar espaço nas nossas vidas a esses repertórios quase esquecidos (saias, contradanças, mazurcas e fandangos), este projecto pretende criar condições para o encontro informal entre quem dança e quem está desejoso de dançar. Deste contacto espera-se uma renovação e um novo estímulo para os saberes, tanto de quem toca, como de quem dança. Em Portugal existem velhos e novos bailadores e tocadores de instrumentos tradicionais, possuidores de um vasto repertório de músicas tradicionais para dança, mas que, fora do contexto dos ranchos folclóricos, têm alguma dificuldade em arranjar enquadramento para esse saber. No Aqui Há Baile esses saberes poderão ganhar renovada vida.


PROGRAMA

QUINTA-FEIRA, 29 SETEMBRO
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21.30h // Baile dos CORPOS EXTRAORDINARIOS
Teatro Garcia de Resende

23.00h // Caderno de Danças do Alentejo Sergio Cobos & Convidados
Espaço Celeiros


SEXTA-FEIRA, 30 SETEMBRO
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10.00h // Formação “Animação com Dança Tradicional”. Formador: Mercedes Prieto
Espaço Celeiros

16.00h // Visita guiada por Évora. Tema: Évora Medieval
Ponto de encontro no posto de Turismo.
A visita finalizará no espaço dos Celeiros para iniciar a aula de danças do alentejo.

17.30h // Lengas-Lengas Dançadas, orientado por Grupo Coral Feminino de Viana do Alentejo
Espaço Celeiros

19.00h // Danças do Chipre, orientado por Panayiotis Theodorou
Espaço Celeiros [a confirmar]

21.30h // TRADICCIÓN _ Nova Galega De Dança
Teatro Garcia de Resende

23.00h // EXPERIMENTAR NA M'INCOMODA
Espaço Celeiros


SÁBADO, 1 OUTUBRO
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10.00h // Formação “Animação de Bailes”. Formador: Mercedes Prieto
Espaço Celeiros

11.00h // Oficina de Danças Portuguesas para Familias, orientado por Ana Silvestre
(espaço por confirmar)

16.00h // Oficina de Danças Portuguesas, orientado por Grupo de Etnografia e Folclore da Academia de Coimbra, GEFAC
Espaço Celeiros

18.00h // Oficina de Danças do Alentejo – Demonstração do Varapau, orientado por Rancho Folclórico do Cano - Sousel
Espaço Celeiros

21.30h // VOCÊ ESTÁ AQUI _ GEFAC (Grupo de Etnografia e Folclore da Academia de Coimbra)
Teatro Garcia de Resende

23.00h // ENCONTROS DE MÚSICA E DANÇA (aberto à improvisação, convite a todos os músicos e dançadores)
Espaço Celeiros

Évora Perdida no Tempo - Claustro do Convento de S. Bento de Cástris

Autor David Freitas
Data Fotografia 1957 - 1970
Legenda Claustro do Convento de S. Bento de Cástris
Cota DFT335 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

domingo, 25 de setembro de 2011

Colocador de Vidros - Évora

Adecco Recursos Humanos, líder mundial em Recursos Humanos recruta para prestigiada empresa sua cliente:

COLOCADOR DE VIDROS - ÉVORA

Requisitos:

- Imagem cuidada;

- 9º Ano de escolaridade;

- Elevado sentido de responsabilidade e comunicação;

- Gosto pelo trabalho em equipa;

- Disponibilidade imediata;

- Carta de condução - FACTOR ELIMINATÓRIO.


Caso esteja interessado(a) nesta oferta de emprego, envie-nos o seu CV actualizado, indicando no assunto o título do anúncio em questão, para claudia.alegria@adecco.com .

Apenas serão consideradas válidas as candidaturas que correspondam ao perfil pretendido.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Personalidades Eborenses - Estevão Augusto da Cunha Pimentel,

Primeiro governador civil republicano do concelho, é uma personagem cujo percurso de vida é de difícil reconstituição. Ignora-se quando e onde nasceu, sabendo- se contudo que descendia de uma família abastada e nos estudos chegou ao bacharelato.

A sua presença na vida pública eborense é detectada em 1906, quando o seu nome aparece ligado ao processo de instalação da Central Eléctrica e da rede de distribuição em Évora. Para desgosto da família adere à Causa Republicana e estimula a entrada de militares no núcleo de Évora da Carbonária, no que é auxiliado por Felício Caeiro e pelo sargento Andrade, e que discretamente financia.

Em 1909 é nomeado director da “Voz Pública”. No dia 5 de Outubro de 1910 está em Lisboa no palco revolucionário, garantindo a circulação de informações entre os vários focos de sublevação. De regresso ao Quartel do Carmo passa a ser o telegrafista de serviço.

Ainda nesse dia é nomeado governador civil de Évora, cargo que mantém até 16 de Agosto de 1911. É então eleito Presidente da Assembleia Geral do Centro Republicano Democrático Liberdade. Continuará a dirigir a “Voz Pública” até ao princípio de 1912, altura em que, manifestando-se desgostoso com a cisão ocorrida no partido, escreve uma carta ao proprietário José Bento Rosado renunciando ao cargo devido ao facto de partir para prolongada estada em Paris. Volta em 1913 e ingressa no Partido Evolucionista. Só em 12 de Outubro de 1918 se torna a falar dele, quando se envolve numa revolta falhada em Évora contra a ditadura de Sidónio Pais, que aliás eclodiu igualmente em Lisboa, Porto e Coimbra. 

Ainda discursará em apoio de José Relvas no Coliseu dos Recreios a 10 de Fevereiro de 1919 e integrará o núcleo duro do Partido Republicano Popular, sucedâneo do Partido Evolucionista, que se desmembra em 1921. A partir desse momento nada mais se sabe sobre a sua vida.


Texto: José Frota

Évora Perdida no Tempo - Feira de gado


Feira de gado, durante a Feira de São João (entre a linha de caminho de ferro e o Rossio de São Brás)

Autor David Freitas
Data Fotografia 1968 -
Legenda Feira de gado
Cota DFT2166 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME