terça-feira, 2 de abril de 2013
Cinema - "Pina Bausch Lissabon Wuppertal Lisboa"
"Pina Bausch Lissabon Wuppertal Lisboa"
de Fernando Lopes (1998)
2 de abril - Igreja de São Vicente - 21:30
Integrado no programa Outros Cinemas dos Ciclos de São Vicente. Abril é o mês da dança, já que nele se comemora o Dia Mundial da Dança, a 29. E por isso, a quase totalidade da programação eborense da Colecção B deste mês traz essa marca. Teremos, assim, um ciclo de cinema dedicado ao tema, onde propomos uma viagem ao mundo da dança com as categorias do costume: no sound (curtas de dança no cinema mudo), ensaio (Pina Bausch. Lissabon Wuppertal Lisboa, de Fernando Lopes), festa (The cost of living, DV8) e documentário (One flat thing, reproduced, de Thierry de Mey).
Organização: Colecção B, Associação Cultural
Apoios: Governo de Portugal | Secretário de Estado da Cultura | Direção-Geral das Artes | Câmara Municipal de Évora | Recicloteca | O Registo
Contacto: 266 704 236 | | 919 306 951 | colb@escritanapaisagem.net
Web page: http://www.escritanapaisagem.net
Inf. Extra: Preço -2€
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Exposição de Jovens Artistas de Badajoz no Palácio D.Manuel
A Câmara Municipal de Évora apresenta no Palácio de D. Manuel, de 3 de abril a 2 de maio, uma exposição coletiva composta por trabalhos de 30 jovens artistas de Badajoz, intitulada Certame de Jovens Criadores 2013 [JABA]. A mostra, que será inaugurada ao público na próxima quarta-feira (3 de abril), pelas 18 horas, inclui trabalhos de escultura, desenho gráfico, fotografia, pintura, "comic" e criação audiovisual.
Estarão em exposição um total de 34 obras, que são o resultado de uma seleção dos melhores trabalhos dos artistas da Extremadura espanhola, com idade compreendida entre os 14 e os 30 anos, apresentados a concurso nas últimas edições do Certame de Jovens Criadores JABA.
Esta exposição surgiu com o objetivo de promover e incentivar a criatividade artísticas e as relações transfronteiriças, numa parceria entre o Ayuntamiento de Badajoz, a Concejalía de Juventud e a Câmara Municipal de Évora.
Esta exposição poderá ser visitada gratuitamente de segunda a sexta-feira, das 10:00 às 12:00 e das 14:00 às 18:00, encerrando aos domingos todo o dia e aos sábados apenas na parte da manhã.
domingo, 31 de março de 2013
Empresa na área da Saúde e Segurança no Trabalho, recruta Técnico de SST (nível V) Évora
Empresa na área da Saúde e Segurança no Trabalho, recruta Técnico de SST (nível V) para a realização de serviços em Évora.
Requisitos:
Residência no local indicado (fator eliminatório)
CAP de Técnico de HST
CAP Formador
Experiência em Ambiente Industrial(fator eliminatório)
Possuir habilitações necessárias de forma a poder realizar as seguintes atividades:
- Avaliação de Ruído Ocupacional
- Avaliação de Iluminância
- Avaliação de Ambiente Térmico / Stress Térmico
Experiência na área (preferencial)
Carta de condução
Regime:
Prestação de serviços
Contacto:
enviar CV para:
indicando a referência "EV2013"
Nota: Serão excluídos todos os candidatos que não cumpram os requisitos.
sábado, 30 de março de 2013
Óptica Havaneza o sucesso sob designação obsoleta
O “Prémio Mercúrio – o melhor do comércio” foi
criado em 2007 pela Escola do Comércio de Lisboa com
o propósito de reconhecer e galardoar as entidades e
personalidades que, em cada ano, mais se tenham distinguido
pela contribuição e valorização do sector do
comércio e serviços e outras profissões a ele ligadas. A
Confederação do Comércio e Serviços de Portugal veio
a associar-se ao projecto como sua promotora. No ano
passado foram atribuídos os primeiros troféus em várias
categorias e diferentes ramos de actividade, mas nenhuma
das empresas eborenses que se candidatou logrou a
obtenção de qualquer distinção. No entanto, a Óptica
Havaneza esteve entre as cinco nomeadas para a categoria
de “Lojas com História”, tendo o triunfo sido arrebatado
pela Livraria Lello do Porto.
A selecção para o pequeno núcleo de empresas que
chegou ao escrutínio derradeiro foi prestigiante para a
firma, criada em 7 de Outubro de 1944 com um ob
objectivo
bem diferente do actual. Foram
seus fundadores Sebastião Mendes Bolas,
à data funcionário dos Correios, e sua
mulher, Maria das Neves, que se estabeleceram
na Rua Miguel Bombarda, nº 23,
com um pequeno estabelecimento a que
deram o nome de Havanesa (nessa altura
a palavra foi assim grafada) Eborense.
Destinava-se então à venda de tabacos
nacionais e estrangeiros, lotaria, papelaria
e artigos escolares. No anúncio publicado
no “Notícias d’ Évora” se esclarecia
que «as instalações da nova casa, não
são muito espaçosas mas são largamente
compensadas pelo variadíssimo sortido
de artigos que apresenta».
E porquê o nome estranho de Havaneza?
Provavelmente porque este era o
termo pelo qual se passaram a designar, desde a primeira casa em Portugal
com esse nome – fundada em pleno Chiado lisboeta no ano de
1864 pelo Conde de Burnay – todas as lojas cujo objectivo principal
era a venda de charutos e tabacos importados de Havana, sinónimo de
grande qualidade e sujeição a um serviço cuidado e profissional no seu
acondicionamento local. A primitiva Casa Havaneza, cuja existência
ainda perdura, foi imortalizada na literatura portuguesa ao longo dos
tempos, em obras de Eça de Queiroz (“Os Maias”), Guerra Junqueiro
(“No Chiado”) e, mais recentemente, de José Cardoso Pires (em “Lisboa
– Livro de Bordo”).
Com o passar do tempo, as havanezas foram-se, pois, estendendo um
pouco por todo o país como indicativo de estabelecimento de comercialização
de tabaco estrangeiro e de qualidade. Não foi assim motivo para
admiração que também o casal tivesse conferido esta designação à sua
loja, acrescendo-lhe apenas o qualificativo de eborense. Sete anos mais
tarde, em 1951, a firma cria uma filial na Praça do Giraldo com o intuito
de se dedicar ao ramo da fotografia.
Em 1960 Sebastião Mendes Bolas
encerra o primitivo estabelecimento na Miguel Bombarda (hoje faz
parte da Xavier Modas – Confecções Femininas) e aproxima-se da filial
para aí fundar a Tabacaria Paris. Maria das Neves mantém-se no comando
da loja até à sua reforma, após o que a mesma será trespassada.
É neste contexto que em 1968 Sebastião Bolas renuncia ao comércio
dos tabacos, lotarias e papelaria para passar a dedicar-se à actividade
óptica, sendo que o estabelecimento da Praça do Giraldo muda para
o contraditório e já obsoleto nome de
Óptica Havaneza (agora já com a ortografia
corrigida) Eborense. Entretanto, já
se envolvera no comércio e importação
de máquinas e ferramentas, criando em
1965 a Sebastião Mendes Bolas & Filhos,
Lda. (hoje Bolas – Máquinas e Ferramentas
de Qualidade, SA) e depois a Mafeuropa-
Máquinas e Ferramentas de Qualidade,
já extinta. Politicamente era um
homem de oposição ao regime salazarista,
tendo sido um dos 36 eborenses que
participaram no 3º. Congresso Nacional
da Oposição Democrática, realizado em
1973 na cidade de Aveiro.
Em 1987 a agora Óptica Havaneza Eborense
volta a mudar de poiso, recuando
um pouco nas arcadas. A empresa transfere-
se para a Rua da República nº 27,
em prédio próprio, o qual será objecto de
grandes obras de ampliação e modernização.
Reabre dividido por cinco secções:
recepção, óculos de sol, óculos de receituário,
contactologia, optometria e oficina,
das quais nalguns casos foi pioneira. Numa visão de futuro toma definitivamente
a dianteira no comércio óptico local, que entretanto floresce
porque os óculos deixaram de ser as cangalhas que eram usadas por necessidade,
a contragosto e muitas vezes às escondidas, para se tornarem
em objectos de moda, em adereços e adornos desejados, com atraentes
desenhos que valorizam o visual de mulheres e homens. As lentes de
contacto foram-se impondo e com elas foi possível até mudar a cor dos
olhos à vontade do freguês, como outrora se diria. O antigo anátema do
ou da “caixa de óculos” perdeu-se por deixar de ter sentido.
Foi tendo em conta esta evolução da empresa que a Associação Comercial
de Évora decidiu propor a sua candidatura ao Prémio Mercúrio,
na categoria de Lojas com História, a qual visa distinguir «lojas
que, com mais de 50 anos, conseguiram ir adequando o seu conceito e
adaptando a sua estratégia, de forma a continuarem a ser, ainda hoje,
negócios de sucesso e factores de diferenciação do comércio de rua e,
assim, pólos de dinamização das cidades bem como motivos de interesse
cultural e turístico».
O casal Mendes Bolas já há muito deixou o mundo dos vivos. O grande
crescimento da firma enquanto óptica deve-se contudo a seu filho
Francisco Mendes Bolas, o especialista na matéria e principal accionista
da empresa, que continua a manter uma designação desfasada no tempo.
De resto a Óptica Havaneza é hoje um êxito comercial, possuindo
mais uma loja em Évora e filiais em Montemor-o-Novo e Reguengos
de Monsaraz.
Texto: José Frota
Fotografias: Carlos Neves
sexta-feira, 29 de março de 2013
“Recriações” até 28 de Abril
“Recriações”
Data: Até 28 de abril
Local: Museu do Artesanato e do Design
Horário: 9:30-13:00 | 14:30-18:00 (encerra segunda-feira)
Exposição temporária de Gregório Figueiredo, composta por 30 peças em madeira de Oliveiras e Azinheiras.
Organização: Turismo do Alentejo, ERT
Contacto: 266 771 212
quinta-feira, 28 de março de 2013
quarta-feira, 27 de março de 2013
Exposição "CHIMICA: a arte de transformar a matéria"
CHIMICA: a arte de transformar a matéria
Data: Até 30 de março
Local: Museu de Évora (Largo Conde de Vila Flor)
Horário: 9:30-17:30 | de terça-feira a domingo
Os objetos expostos, espólio da Escola Secundária André de Gouveia, são parte dos instrumentos, utensílios diversos e manuais que integraram o Laboratório CHIMICO em funcionamento no Liceu de Évora entre o final do séc. XIX e o XX.
Apoios: Valorpneu | Lustania | Hercules | FCT | COMPETE | QREN | Universidade de Évora
Contacto: 266 702 604 | mevora@cultura-alentejo.pt
Web page: http://www.chimica.uevora.pt/
Inf. Extra: Preço - 3€. Gratuito aos Domingos e Feriados até às 14:00 e visitas de estudo. Preços especiais para famílias.
terça-feira, 26 de março de 2013
Teatro - "Vou ou não vou esta noite ao teatro?"
"Vou ou não vou esta noite ao teatro?", de Karl Valentin
Data: 28, 29 e 30 de março
Local: Teatro Municipal Garcia de Resende (Praça Joaquim António d'Aguiar)
Horário: 21:30
A dramaturgia de Karl Valentin integrou um movimento anti-racional claramente contra a guerra e os padrões estabelecidos para a sua época. Um teatro que se opõe a qualquer tipo de equilíbrio que combina o pessimismo irónico e a ingenuidade radical. Um teatro que enfatiza o ilógico e o absurdo e que apesar da sua aparente falta de sentido tem como estratégia principal denunciar e escandalizar. Uma aposta numa dramaturgia que continua a fazer todo o sentido nesta Europa, também hoje caótica, em que a insistência na falta de lógica e na gratuitidade dos acontecimentos deixa de ser um absurdo e passa a funcionar como um espelho crítico de uma realidade incomoda. Um jogo em redor das palavras com um humor verdadeiramente desconcertante. Um divertido jogo em redor das palavras, a partir de um conjunto de textos que falam do mundo, da vida, da solidão, da guerra, do trabalho, da fome... Um retrato agudo da realidade.
Organização: CENDREV - Centro Dramático de Évora
Apoios: Câmara Municipal de Évora | Diário do Sul | Rádio Telefonia do Alentejo
Contacto: 266 703 112 | geral@cendrev.com
Inf. Extra: Preço normal - 4 € (funciona o Passaporteatro Jovem: 3 € e o Passaporteatro Sénior)
segunda-feira, 25 de março de 2013
Cinema - "Jesus Christ Superstar" na Igreja de São Vicente
Jesus Christ Superstar, de Norman Jewison (1973)
Data: 26 de marçoLocal: Igreja de São Vicente
Horário: 21:30
O musical que deu origem à indústria ‘superstar’ procura humanizar a figura de Jesus, aproximando-o do comum dos mortais. E o filme trouxe ao êxito da Broadway um ainda mais alargado sucesso!
Organização: Colecção B, Associação Cultural
Apoios: Governo de Portugal | Secretário de Estado da Cultura | Direção-Geral das Artes | Câmara Municipal de Évora | Recicloteca | O Registo
Contacto: 266 704 236 | | 919 306 951 | colb@escritanapaisagem.net
Web page: http://www.escritanapaisagem.net
Inf. Extra: Preço -2€
A doçaria conventual eborense
A famosa doçaria conventual alentejana tem em Évora um dos seus pontos altos, o
que não é para admirar se dissermos que, coincidindo com o auge da produção da
cana do açúcar na colónia do Brasil, existiam no século XVIII na cidade 22 conventos
pertencentes a outras tantas ordens religiosas. Principalmente no Sul, estas tinham
sido decisivas na lutas contra o invasor muçulmano, tendo os primeiros monarcas
portugueses incentivado a criação de mosteiros, que funcionaram muitasvezes como
pousada dos próprios e dos seu séquitos, ou das famílias mais nobres, quando em
trânsito pelos territórios do Reino.
Em recompensa da participação e apoio nos combates contra os infiéis concederamlhes
os reis avultados domínios e formas de senhorio, que os tornaram poderosos e
riquíssimos.
Pela hospitalidade concedida e consoante o tempo de duração da estadia,
doavam-lhes os senhores pingues esmolas, que contribuíam também para que ali nada
faltasse em tempo algum. Este facto, aliado mais tarde à presença da Corte em Évora,
no decurso do chamado período de ouro dos Descobrimentos, fez com que as congregações
monásticas radicadas na cidade tivessem então triplicado. Os Conventos eram,
pois, postos seguros de abrigo, respeitados, de excelente acomodação e bálsamo para
o espírito, o paladar e o estômago.
Paradoxalmente, os doces tinham sido trazidos para a Ibéria pelos árabes. Eles eram
os principais cultivadores de açúcar e tinham-no transportado como elemento medicinal,
benéfico para os incómodos do aparelho digestivo e respiratório. Era então equiparado
às especiarias, igualmente de elevado preço e muito apreciado pela sua doçura.
O seu consumo excessivo levou no entanto os médicos a declararem-no, em princípios
do século XVII, como causador de graves alterações no sangue, apodrecimento dos
dentes, origem indiscutível do escorbuto e não aconselhável a pessoas biliosas.
Durante cerca de uma centúria desenvolveu-se acesa polémica entre os seus defensores
e detractores, chegando-se à conclusão de que o seu uso redundava em benefício
quando feito com moderação, repudiando-se porém os excessos. Entretanto os Portugueses
chegaram ao Brasil e deram início, em força, à exploração da cana do açúcar.
Com o desenvolvimento da produção, cujas técnicas de refinação iam conhecendo
simultaneamente progressos substanciais, o açúcar começou a chegar a Portugal em
grandes quantidades e a preço muito acessível.
A sua abundância reflectiu-se na produção doceira regional de que
era elemento tradicional, juntamente com os ovos, a farinha, as amêndoas
e o azeite. Os doces, normalmente confeccionados pelas senhoras,
tornaram-se então presença assídua nos grandes banquetes senhoriais,
como complemento das lautas refeições onde a carne predominava.
Estas opíparas refeições eram bastas vezes confeccionadas no conventos
femininos, que estavam pejados de freiras oriundas de famílias ricas
que para ali eram remetidas por serem filhas bastardas ou por não conseguirem
consorciar-se até determinada idade. Havia igualmente as que ali se refugiavam em função de romances
desfeitos ou contrariados ou, mais raras, as que o faziam por devoção.
De qualquer forma essa entrada era sempre acompanhada de magníficas doações. Na vida de clausura e de devoção
exigia-se-lhes um comportamento exemplar (nem sempre cumprido), mas a frugalidade não constava da lista de
obrigações.
Para o interior dos mosteiros transportavam o tipo de alimentação que faziam como leigas, a ponto das
receitas palacianas e senhoriais se terem incorporado nos hábitos da vida monacal. Ali sobejava-lhes o tempo para
recriar, experimentar e inovar as múltiplas possibilidades que a abundância de açúcar veio proporcionar, criando
novos doces. Para além dos grandes senhores, as freiras forneciam doçaria também a outras pessoas, desde que o
seu estatuto ou o peso da sua bolsa lhes parecessem recomendáveis.
Em separata das Actas do Congresso de História no IV Centenário do Seminário de Évora, que aborda o tema
das Ordens Religiosas na Arquidiocese, o cónego António Fernando Marques identifica os 9 conventos femininos
que no século XVIII existiam na cidade: S.Bento de Castris (um dos mais antigos do Reino, fundado em 1274 pela
Ordem de Cister); Santa Mónica (ramo feminino da Ordem dos Agostinhos, 1380); Nª. Snrª. do Paraíso (Dominicanas,
1450); Santa Clara (Franciscanas, 1452); Santa Catarina de Sena (Dominicanas, 1547); Santa Helena do
Monte Calvário (Franciscanas, 1565); Salvador (Franciscanas, 1602 e de todos o mais rico); S. João da Penitência
(Maltesas?) e Convento Novo (Carmelitas Descalças, 1681).
No seu livro intitulado “Doçaria Conventual do Alentejo”, Alfredo Saramago (1938-2008), o consagrado antropólogo
e investigador das tradições gastronómicas portuguesas assinala, entre outras, as principais guloseimas que
os tornaram procurados.
O Convento do Paraíso seria então especialista no Bolo Real, no Toucinho do Céu, Lampreia
de Ovos, no Pão de Ló e no Bolo Preto, enquanto o do Calvário ganhava encómios com o Pão de Rala com
Azeitonas, o Bolo de Mel e o Porco de Chocolate com recheio. Em Santa Clara tinham fama o Doce de Escorcioneira
(hoje desaparecido mas que há 50 anos ainda era uma especialidade de Évora), a Sopa Dourada, as Barriguinhas
de Freira e os Queijinhos do Céu. Os Conventos de S. Bento e de Santa Mónica disputavam primazia no fabrico dos
Manjares Branco e Real e da Encharcada, sendo que o segundo era ainda conhecido pela excelência do seu Morgado.
Mas também o Convento do Salvador se fazia notar com a apresentação das Orelhas de Abade, dos Rebuçados
de Ovos e dos Mimos de Freira. Em todos os outros existiam, da mesma forma, excelentes receitas.
Com o advento do liberalismo as Ordens Religiosas foram extintas. Em relação aos conventos femininos aguardou-
se pela morte das últimas religiosas para o encerramento das portas. Depois, ou foram afectos a outros fins ou
foram demolidos, como os do Paraíso, S. João da Penitência ou do Salvador, de que resta a Torre do Salvador. Com
o regresso posterior das Ordens a maioria veio a servir para prestação de assistência social a jovens desamparadas.
Para prazer de todos, as belas receitas da doçaria não se extraviaram e ainda hoje fazem as venturas de qualquer
palato. Na cidade não há restaurante que não possua doces conventuais eborenses na sua carta de sobremesas. A
Rota dos Sabores Tradicionais, excelente iniciativa municipal centrada na promoção dos sabores da mesa alentejana,
consagra-lhes o mês de Maio. Mas o melhor local para os saborear e adquirir é sem dúvida, a Pastelaria Conventual
Pão de Rala, na Rua do Cicioso, onde Maria Ercília Zambujo é mestra na confecção do doce que dá o nome ao
estabelecimento, bem como do Toucinho de Noz, das Encharcadas, das Barrigas de Freira e dos Morgados.
Texto: José Frota
Fotografias: Carlos Neves
domingo, 24 de março de 2013
"Concerto da Primavera" na Igreja de S. João Evangelista (Lóios)
Concerto da Primavera
Data: 26 de março
Local: Igreja de S. João Evangelista (Lóios)
Horário: 19:00
Atuação do Coral Évora e dos seus convidados: o Grupo de Cantares de Évora e o Coral LEVANTATE, de Ulm, na Alemanha.
Organização: Coral Évora
Apoios: Palácio Cadaval | Câmara Municipal de Évora | Diário do Sul
Inf. Extra: Entrada livre
Subscrever:
Mensagens (Atom)











