quinta-feira, 17 de maio de 2018

Autarcas querem três paragens no distrito de Évora da futura ferrovia Sines/Caia


Os presidentes dos municípios do distrito de Évora defenderam hoje a criação de três plataformas de cargas e descargas no seu território da futura linha ferroviária de mercadorias entre Sines e a fronteira do Caia, perto de Elvas.

Numa tomada de posição enviada hoje à agência Lusa, o conselho intermunicipal da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central (CIMAC), composto pelos 14 autarcas do distrito de Évora, propôs a criação de paragens em Évora, Vendas Novas e na zona dos mármores.

A existência de uma plataforma em Évora foi considerada pela CIMAC como de "importância fundamental", pela sua centralidade e por apresentar "um conjunto significativo de indústrias, onde se destacam as fileiras aeronáutica, tecnológica e da agricultura".

Os autarcas apontaram ainda a necessidade de se criada uma paragem em Vendas Novas para servir as indústrias da cidade, mas também devido à "posição estratégica" do concelho, que "permitirá a ligação entre a linha férrea do norte com a nova infraestrutura".

A CIMAC assinalou ainda "a relevância para o setor das rochas ornamentais" de uma plataforma na zona dos mármores, que abrange os concelhos de Estremoz, Borba e Vila Viçosa, para "dinamizar a comercialização e expedição rápida e eficaz dos produtos da extração e transformação de mármore".

Nesta posição, o conselho intermunicipal da CIMAC alertou para "a necessidade imperiosa de inscrever os subprodutos resultantes da extração de mármore da região nas especificações técnicas dos cadernos de encargos" para a construção da nova ferrovia, designadamente no que se refere ao enrocamento.

A CIMAC vai enviar a sua posição para os grupos parlamentares, ministros do Planeamento e das Infraestruturas, da Economia e do Ambiente e para a empresa Infraestruturas de Portugal (IP), entre outras entidades.

De acordo com a IP, o troço da nova linha ferroviária, entre Évora e a fronteira do Caia (Elvas), distrito de Portalegre, que integra o Corredor Internacional Sul, terá uma extensão total de cerca de 100 quilómetros, 80 dos quais de construção nova, em via única eletrificada sobre plataforma para via dupla e preparada para receber a bitola europeia.

O projeto é apoiado por fundos comunitários através do programa Mecanismo Conectar Europa, ao abrigo de contratos de cofinanciamento com comparticipações que variam entre 40 e 50%.

A nova ferrovia entre Évora e a fronteira de Caia custará, ao todo, nos próximos anos, mais de 500 milhões de euros.

A obra de construção da nova linha deverá começar até março de 2019 e a conclusão está programada para o primeiro trimestre de 2022, num custo de 509 milhões de euros (quase metade provenientes de fundos europeus), segundo o Ministério do Planeamento e das Infraestruturas.

O Plano Ferrovia 2020, que promove as ligações com Espanha e a modernização dos principais eixos ferroviários, engloba, no total, um investimento superior a dois mil milhões de euros, dando especial destaque ao transporte de mercadorias e ao transporte público de passageiros.

https://www.dn.pt/lusa/interior/autarcas-querem-tres-paragens-no-distrito-de-evora-da-futura-ferrovia-sinescaia-9350654.html

Comemoração do Dia Internacional dos Museus


Horário: 17h
Evento: 18 maio
Localização: Centro de Arte e Cultura da Fundação Eugénio de Almeida
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O tema proposto pelo ICOM para a celebração do Dia​ Internacional dos Museus em 2018 coloca-nos sob o signo da hiperconectividade. Sabendo que vivemos num imenso hipertexto, o que fazemos são permanentes ligações à rede de saberes que ligam tradição, património e criação contemporânea, num diálogo pleno de desafios face aos modos de pensar o passado, equacionar o futuro e viver o presente. São esses os desafios que este programa apresenta:

17h00
VISITA GUIADA à exposição WAH! (We Are Here!)
Com o curador José Alberto Ferreira
Centro de Arte e Cultura
Participação gratuita mediante inscrição prévia*

18h00
CONCERTO com Diana Combo
'Desacordo'
Diana Combo apresenta em estreia uma performance que combina sons gravados, a partir das recolhas existentes, com intervenções ao vivo de percussão e voz. Entre tradição e invenção, um concerto que se inscreve em profundidade nas nossas redes de saberes.
Centro de Arte e Cultura, jardim tardoz
Entrada livre

21h30
VISITA GUIADA ao Paço de São Miguel
Páteo de São Miguel
Participação gratuita mediante inscrição prévia*​

Organização: Fundação Eugénio de Almeida
Contactos para informações e marcações: 266748300/350 | servicoeducativo@fea.pt​

quarta-feira, 16 de maio de 2018

A SHE Convida: João Baião


Horário: 22h30
Evento: 16 maio
Localização: Sociedade Harmonia Eborense

​A SHE convida João Baião para uma noite de improvisação. Mais uma grande noite na SHE com Imperial a 0,80€ e a começar às 22h30! Não percas a oportunidade de beber um copo e ouvir tocar alguns dos melhores músicos da cidade!
Organização: Sociedade Harmonia Eborense
Apoios: Câmara Municipal de Évora | Super Bock​

"Maria By Callas" de Tom Volf


Horário: 18h e 21h30
Evento: 16 maio
Localização: Auditório Soror Mariana

Pela primeira vez, 40 anos depois da sua morte, a mais famosa cantora de ópera conta a sua história – nas suas próprias palavras. Um filme a partir de filmagens inéditas, fotografias nunca vistas, filmes em super 8 pessoais, gravações ao vivo privadas, cartas íntimas e raras imagens de arquivo a cores, pela primeira vez. Com imagens e filmagens de Maria Callas, Vittorio De Sica, Aristotle Onassis, Pier Paolo Pasolini, Omar Sharif, Marilyn Monroe, Alain Delon, Yves Saint-Laurent, J.F. Kennedy, Luchino Visconti, Winston Churchill, Grace Kelly e Liz Taylor, entre outros.

For the first time, 40 years after her death, the most famous opera singer tells her story - in her own words. A film from unreleased footage, never seen photos, personal super 8 movies, private live recordings, intimate letters and rare color file images.​


França, 2017
Duração: 113'
Classificação: M/12
Trailer: https://vimeo.com/259677878​

Évora perdida no Tempo - Fonte das Portas de Moura - Vista desde a Praça


domingo, 13 de maio de 2018

Real Celeiro Comum do Monte da Piedade


O Depósito de Pão do Concelho, o primeiro instituído em Portugal, deveu-se ao rei D. Sebastião, por alvará de 20 de Julho de 1576 e foi instalado, a título provisório, nas torres do castelo manuelino por empreitada dada aos mestres de pedraria Mateus Neto e Francisco Gil no ano imediato e terminada por Brás Godinho na década seguinte. As vultuosas obras de adaptação deste edifício militar para Quartel de Dragões de Évora, segundo determinação real de D. João V em 1736, impuseram o estudo de transferência dos depósitos de trigo para lugar definitivo e o monarca, interessado em instalar condignamente os cereais do mais poderoso produtor nacional - o Alentejo deu plenos poderes à Junta nomeada para construir edifício que honrasse pela sua arquitectura e proporções a monarquia portuguesa. Para o efeito adquiriu-se um talhão de moradias situadas entre a Rua do Paço e o Largo de S. Francisco, que compreendiam os restos do palácio quinhentista de D. Jorge de Lencastre, Duque de Coimbra e filho natural de D. João II. Todavia, a construção, planeada nos últimos anos do reinado do Magnânimo só teve início no ano de 1773, sob assistência do Corregedor da Comarca Dr. João de Faria da Costa e Abreu Guião e foi concluída em 1780. Desde 1744, porém, que o Celeiro funcionava, com feição precária, no edifício do Trem (Palácio de D. Manuel). 

Foi tracista do novo imóvel o mestre pedreiro João Baptista e acessores Brás da Silva, António Baptista e Sebastião Rosado; oficiais de cantaria João de Sampaio e João da Silva; ferreiro Francisco Cardim; mestre de carpintaria João Crisóstomo; dos fomos e arranque da pedra. Sebastião José e Angelo Henriques e pintor João Baptista. Vedores: deputados cónego João Pedro Stokier e Estêvão Mendes da Silva. A obra importou em 20 000 cruzados. No ano de 1821 sofreu grandes benefícios assistidos pelo oficial de pedraria Manuel Joaquim dos Santos. O Regimento de 1576 vigorou até 1852, apesar de, após a restauração liberal de 1835 a Câmara, por sentença estadual que extinguiu a Junta primitiva, entrar na administração do Estabelecimento com as necessárias alterações. Estas foram, sucessivamente, modificadas com as Portarias e Leis de Outubro de 1852, Julho e Agosto de 1854, Julho de 1863 e Julho de 1898. A fachada axial, voltada ao lado sul e sobranceira à ermida de S. Joãozinho, é uma nobre empena decorada por janelas de sacada, de granito emoldurado e com frontões triangulares, defendidas por elegantes balcões de ferro forjado, do estilo rocócó. 

Formoso portado, também de granito, em linhas dum barroquismo seco mas monumental, compõe o centro, ladeado por pilastras que atingem as cornijas bem salientes do edifício, que é coberto com telhado de quatro águas donde rompem mansardas do tipo característico da arquitectura pombalina. O portal propriamente dito, de arco lanceolado, envolvido por ornatos aconcheados e volutas, onde assenta o armorial da casa reinante portuguesa, de mármore branco, está centrado por jambas apilastradas, de filetes e mísulas de enrolamento, do género vegetalista, terminadas em ábacos de porte muito acentuado, sobrepujadas por fachos de belo efeito ornamental. Estantes e lateralmente ao brasão, duas tabelas enroladas em forma de pergaminho exibem a inscrição: CELLEIRO COMM UM F.TO P.ª UTIL.DE P UBLICA POR ORD EM DE S.M.F.SEND O INSPECTOR E D EPUT.DO O DZ.DOR JOÃO JOZE DE F.ª DA COSTA E ABREU GUIÃO CORR.OR DESTA COMARCA E DEPUTADOS DE MESMO CELL EIRO O CONICO JOÃO PEDRO ST OCOLER E ESTE UÃO MENDES DA SILV.RA CID.ÃO DEST A CI.DE ANNO D 1777. 

O Real Celeiro Comum é constituído pelo depósito, em si, e pelas sala de sessões, sala vaga, cartório e moradia do tesoureiro, com suas dependências cómodas mas vulgares, que compreendem o piso alto e se atingem através da escadaria principal, coberta de abóbada em 1778 e que termina em patamar de três entradas, de vergas de granito trabalhado, com molduras salientes e reentrantes terminadas em empenas de cunha. São do puro estilo português do derradeiro período de D. João V. As portas, de madeira esculpida e almofadada, com seus painéis e filetes, conservam as fechaduras e espelhos originais, coroados, de latão. Verdadeira grandeza tem o depósito do trigo, amplíssimo salão de planta rectangular, onde se recolhiam cerca de cinco milhões de quilos do precioso cereal. Construído em alvenaria, é formado por um rectângulo de 30,10 m de comprimento, 21,60 m de largura, e 6,25 m de altura, com quatro naves de cinco tramos divididos por pilares de secção poligonal, de cornijas muito acentuadas e fechado por abóbada de penetrações, com arcos redondos de aduelas almofadadas. As doze colunas centrais assentam em robustíssima sapata de granito, e estiveram recobertas de alvenaria de 1821 a 1962. A iluminação da dependência faz-se por vastas janelas rectangulares, emolduradas, vulgares. O edifício está ocupado ao presente pela Direcção-Geral dos Serviços Agrícolas - Brigada Técnica da XII Região - e pela Federação Nacional dos Produtores de Trigo. 

BIBL. Tombos mss. do Celeiro Comum. Sécs. XVI-XIX. Arquivo Distrital de Évora. 

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Évora perdida no Tempo - Fonte Quinhentista


Apresentação do Livro "Os Espíritos da Natureza"


Horário: 14h30
Inicio do Evento: 12 maio
Fim do Evento: 12 maio
Localização: Biblioteca Pública de Évora
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RITA GOLDRAJCH
– Nascida em Portugal. Filha de mãe alentejana e pai judeu | 1972
– Licenciada em design gráfico pela Escola Superior Gallaecia | 1999
– Designer Gráfica na Empresa Arquiviva em Setúbal | 2000
– Designer Gráfica na Empresa DesignArtUs em Lisboa | 2001 Designer Gráfica Independente | 2002…
– Criadora das bonecas Puppas – Todas Diferentes Todas Iguais | 2008 Professora de Yoga pela Escola Yoga Om | 2010
– Professora de Yoga em Mora, Brotas, Avis, Arraiolos, Ponte de Sôr,…
– Ilustradora do Livro Anuro – O sapo sapinho o sapo sapão, do escritor Carlos Canhoto | 2015
– Ilustradora do livro A Cegonha, o Pardal e o Pedro. Amigos para sempre! da escritora Fátima Caeiro | 2016 Autora e ilustradora do livro Os Espíritos da Natureza | 2016
​– Amante da natureza, da beleza, da gentileza, da alegria, da verdade e do amor.​

"Guerra, Censura e Humor" | Exposição Documental


Horário: 2ª a 6ª: 10h às 12h e 14h às 18h | Sábados 14h às 18h
Inicio do Evento: 12 abril
Fim do Evento: 12 maio
Localização: Palácio de D. Manuel

​​Mostra evocativa do centenário da I Guerra Mundial 1914-1918,com jornais, revistas e alguma correspondência. Reprodução de 40 desenhos do artista Holandês Raemaekers.​

Os Vocalistas


Horário: 22h
Inicio do Evento: 12 maio
Fim do Evento: 12 maio
Localização: Armazém 8

​​formados em 2015, abraçam a música tradicional e popular e vários êxitos portugueses, mas sempre com o Cante Alentejano na alma e com a preocupação que tal transpareça facilmente. O grupo é constituído por cinco elementos: José Emídio, de 53 anos, um dos fundadores do grupo “Adiafa” e o mentor deste projeto Bernardo Emídio de 23 anos, natural de Beja, também elemento do grupo Adiafa Ruben Lameira 25 anos natural de Beja, é também um dos elementos do grupo “Adiafa” Miguel Garcia de 23 anos e Ricardo Furão 22 anos, os dois naturais do Campinho. “Os Vocalistas” contam no seu repertório vários êxitos portugueses e naturalmente recolhas de canções alentejanas, cantadas à capela, a cinco vozes, tendo na maioria dos temas a companhia de um dos cordofones portugueses, a viola campaniça do baixo Alentejo. Sendo um grupo polivalente no que respeita ao género de músicas que cantam, a raiz é sempre apenas uma: o cante alentejano, ou seja, até os sucessos da música nacional são “alentejanados”. Agora a este conceituado grupo alentejano, juntam-se três exímios músicos do panorama nacional (acordeonista, baixista e percussionista), que partilham também a loucura destes alentejanos de Beja! No inicio de 2017 lançaram uma “quarentena de modas” que colocou as redes sociais em alvoroço. Na respetiva página de facebook, youtube e Vimeo, foi lançado um vídeo diário, de uma moda (canção) diferente, durante quarenta dias sem cessar, num local distinto. De realçar que o grupo participou na 1ª edição em Portugal do programa televisivo “À Capella”, no qual ficou classificado num surpreendente 2º lugar. O programa foi transmitido ao longo de 8 semanas na estação de televisão RTP1. Desde então são presença assídua em vários programas televisivos, onde também transparece a diversão destes orgulhosos alentejanos. Os Vocalistas têm atuado um pouco por todo o país, e também para as comunidades portuguesas no estrangeiro, e assim pretendem continuar!​

Capote Fest 2018


Horário: 22h às 04h
Inicio do Evento: 10 maio
Fim do Evento: 12 maio
Localização: SHE - Sociedade Harmonia Eborense & Monte Alentejano, Évora

​CAPOTE FEST O Festival da Música Moderna Portuguesa 10, 11 e 12 de Maio 2018 | Évora Sociedade Harmonia Eborense | Monte Alentejano Uma coorganização Capote Música e Câmara Municipal de Évora A terceira edição do Capote Fest chega a Évora dias 10, 11 e 12 de Maio na SHE - Sociedade Harmonia Eborense e este ano, pela primeira vez, no Monte Alentejano. O Capote é um festival de música portuguesa, que pretende afirmar Évora no roteiro nacional dos festivais de música e atrair mais pessoas à cidade. Promove a nova música portuguesa através de bandas emergentes, de impacto regional, e outras já com relevância nacional. O Capote Fest é uma iniciativa da Capote Música, um coletivo​ independente de Évora que apoia a criação e produção musical. O cartaz é formado por nove bandas que aceitaram o convite para representar o melhor do talento nacional nesta 3ª edição! O arranque do Capote Fest acontece na Sociedade Harmonia Eborense no dia 10 de Maio a cargo de Cajado. A 10 e 11 de Maio, as portas do Monte Alentejano abrem às 22h e pelo seu palco passam concertos de Lâmina, Awaiting the Vultures, Eu Fúria, Plause, Dapunksportif, Prana, Conjunto!Evite e Momma T & The Cameltoes. (Em baixo informação sobre cada banda). Após os concertos no Monte Alentejano, o Festival continua no Pós-Capote com os Dj’s Altamont na discoteca Praxis, a partir das 3h. A entrada é gratuita para os portadores da pulseira do Festival. Uma das novidades este ano é a parceria entre o Capote Fest e o Festival Grosso Modo, um evento de arte urbana a acontecer de 10 a 12 de Maio no Pólo dos Leões. --- + INFO CAPOTE FEST 10 Maio ▸ Sociedade Harmonia Eborense, Praça do Giraldo | 23h Entrada livre para sócios da SHE | 3€ para sócios temporários 11 e 12 Maio ▸ Monte Alentejano, Rossio de S. Brás, Évora Abertura de Portas ▸ 22h | Início dos Concertos | 22h30 Bilhetes Monte Alentejano ▸ 1 dia . 7 € | 2 dias . 10 € ​​