quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Monumentos e locais de interesse em Nossa Senhora de Guadalupe

Rica em testemunhos arqueológicos do megalítico, Guadalupe insere-se num roteiro em que paisagem e monumentos confluem num todo. Aqui se localizam



Anta Grande do Zambujeiro





Descoberta e escavada, nos anos sessenta, pelo Dr. Henrique Leonor Pina, é considerada, no seu género, como uma das maiores da Europa e a maior de toda a Península Ibérica. Utilizada, há cerca de 5000 anos, pelas comunidades agro-pastoris do Neolítico, como local de enterramento de mortos, funcionou ainda como local de culto. 



Uma gigantesca mamoa, uma coluna artificial, construída em terra e pedra, com mais de 50 metros de diâmetro, envolve a anta da câmara poligonal, com uma altura superior a cinco metros, e o longo corredor, abrindo em átrio para o exterior. 



Na altura em que foi descoberta emergiram as extremidades superiores dos esteios da referida câmara, com cerca de 6 metros de altura, e muitas toneladas de peso. O colossal chapéu, então já fragmentado, permanece a poente da mamoa.



A Anta Grande do Zambujeiro encontra-se classificada como monumento nacional, pelo Decreto Lei 516/71 de 22 de Novembro. Guardado no Museu de Évora está o vasto espólio recolhido no decorrer das escavações ali efectuadas. Vasos de cerâmica, contas e adornos de resina, pedras verdes, lâminas e pontas de setas em silex e cristal de rocha, instrumentos de cobre, ídolos, placas de xisto gravadas, foram alguns dos objectos descobertos. 



A Câmara Municipal de Évora tem vindo a apoiar, desde 1987, acções de investigação, protecção e valorização em torno deste monumento.




Cromeleque dos Almendres





Inicialmente constituído por mais de uma centena de monólitos, conta agora com apenas 95, identificados, em 1966, por Henrique Leonor Pina. A sua recente escavação permitiu a detecção de diversas fases construtivas, ao longo do Período Neolítico. Foi sofrendo, ao longo do V e IV milénios a. C., inúmeras alterações, até alcançar o aspecto que detém hoje. Tais modificações manifestaram-se um reflexo das mudanças económicas, sociais e ideológicas ocorridas.


Os menires, de diferentes formas e dimensões, formaram dois recintos erguidos em épocas distintas, geminados e orientados segundo as direcções equinociais. Os maiores blocos, rudemente afeiçoados, deram origem ao nome do local onde estão implantados, Alto das Pedras Talhas. Alguns deles exibem um formato cilíndrico, esféricos ou de aspecto estelar. 



Ao mais antigo, pertencente ao Neolítico Antigo, definido por dois ou três círculos concêntricos de pequenos monólitos, associou-se, no lado poente e algumas centenas de anos depois, no Neolítico Médio, um outro, composto por duas elipses, irregulares mas concêntricas, com menires de grandes dimensões. Posteriormente, já no designado Neolítico Final, ambas as estruturas sofreram alterações, tendo-se transformado o recinto inicial numa espécie de átrio vocacionado para a orientação e solenização dos rituais sócio — religiosos ali praticados.



As suas grandes dimensões e a sua localização reflectem aspectos determinados pela evolução cultural. A ocupar uma suave encosta voltada a nascente, encontra-se próxima do topo de um importante relevo, de onde se vislumbra um vasto horizonte. À última fase mencionada corresponde, ainda, a aplanação parcial de muitos monólitos, conferindo-lhes aspecto estelar, assim como a sua decoração, através de motivos geométricos e figurativos. 



0 menir 57 mostra composição com treze representações de báculos, possíveis objectos de prestígio social, característicos dos espólios funerários de uma fase avançada do megalitismo alto-alentejano. Também os menires 56 e 48 oferecem figurações de tais artefactos, no primeiro associada à escutiforme e, no segundo, incluída numa pequena cena centrada por figura antropomórfica esquemática. 



0 menir 58, situado na extremidade norte do eixo menor do recinto, exibe três imagens solares radiadas. Tal iconografia corresponde a um momento final do Neolítico ou já ao Calcolítico, quando na região se fizeram sentir os estímulos culturais das primeiras comunidades metalurgistas, produtoras de artefactos de cobre e portadoras de nova superestrutura religiosa. No centro destas imagens está a grande deusa-mãe mediterrânea, uma super-divindade feminina, representada com grandes olhos solares.



Durante um período aproximado de dois milénios, o Cromeleque dos Almendres constituiu, por certo, uma construção de carácter plurifuncional. Tanto o espaço físico, como psicológico, foram sendo organizados, e o território em seu redor gradualmente hierarquizado e estruturado. Local de agregação social, terá sido, em tempos, símbolo da autoridade político-religiosa, no seio das populações de economia agro-pastoril e semi nómadas que habitaram a zona. 



O falimorfismo de alguns menires, as decorações observadas e a disposição de mós em algumas das suas estruturas de sustentação, deixam prever uma ligação às observações e ao plano astral, em que se destacam as práticas propiciatórias da fecundidade. Durante o Calcolítico o recinto terá sido, supostamente, desactivado e parcialmente arruinado, a pressupor pelo derrube e destruição de muitos dos menires.




Igreja Matriz


A Igreja, dedicada a Nossa Senhora de Guadalupe, data do início do século XVII, como se comprova pela coexistência de elementos maneiristas numa estrutura com características marcadamente rurais. A fachada principal está orientada para sul, enquanto as duas fachadas laterais são suportadas por contrafortes, com janelas de alisares direitos. 


O interior é de nave única. A capela-mor, de planta quadrangular, é a parte mais interessante do monumento em termos artísticos, como revela o "retábulo fingido", reproduzindo cenas da vida da Virgem de Guadalupe. A nave, coberta por abóbada em berço, encontra-se revestida de pinturas murais. Dispostas em painéis redondos e quadrangulares, representam figuras de santos, avulso. 



A cobertura, tal como a sacristia, coberta por uma abóbada de meio-canhão, é adornada por interessantes pinturas murais.



Em 1941, depois do ciclone que assolou a região no mês de Fevereiro, este templo religioso ficou em estado bastante crítico, a pesar o facto de ter sido alvo de profanação. 



Anos depois, a Câmara Municipal de Évora ordenou que fosse recolhido todo o espólio da Igreja, a fim de o levar para um nova igreja que estava a ser construída na Azaruja. Na década de 60, por intermédio da Câmara Municipal de Évora, em colaboração com a Mitra eborense, procedeu-se a algumas obras de consolidação estrutural e à remoção de dois alpendres romeiros do século XVII.





Igreja de S. Matias




S. Matias

A frontaria deste templo perdeu um pouco da sua traça original, em virtude das profundas transformações arquitectónicas que sofreu ao longo dos tempos, o que não envalida o facto de muitos dos elementos arquitectónicos do seu exterior serem da época manuelina.



Capela de Nossa Senhora de Monserrate





Esta ermida, de linhas arquitectónicas simples, pertenceu, durante vários séculos, ao Colégio de S. Paulo. Localizada na Quinta da Provença, alberga no seu interior imagens da Nossa Senhora da Conceição, de S. Francisco, da Nossa Senhora de Monserrate, esta última datada do século XVI, e algumas pinturas, cuja mais antiga remonta a 1755.



Castelo do Giraldo





Localizado nos contrafortes da Serra do Monfurtado, este povoado neolítico é rodeado por uma muralha de pedra solta, quase circular. No terreno onde está inserido foram encontrados, por volta dos anos 60, diversos objectos arqueológicos. Afonso do Paço e José Fernandes Ventura descobriram diversos machados de pedra polida, pontas de seta de sílex, mós manuais de granito e alguns fragmentos de cerâmica.


Segundo a tradição, esse local teria sido ocupado pelo castelo de Geraldo Sem Pavor, antes da conquista de Évora aos mouros, estando, por isso, repleto de tesouros esquecidos.



1 comentário:

Anónimo disse...

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