quinta-feira, 7 de julho de 2011

Évora Perdida no Tempo - Largo Joaquim António de Aguiar


Edifício no largo Joaquim António de Aguiar.
Autor David Freitas
Data Fotografia 1949 c. -
Legenda Largo Joaquim António de Aguiar
Cota DFT2895 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Évora no lançamento do turismo em Portugal (1911)



Évora sempre foi uma cidade procurada pelos turistas, um termo que passou a designar, a partir do terceiro quartel do século XIX, todos os que, tendo possibilidades de o fazer, gostavam de viajar e conhecer mais mundo que aquele que ficava à sua beira. Este rasgar de novos horizontes, por razões culturais, lúdicas ou por vezes para mudar de ambiente gozando outros ares, foi indubitavelmente favorecido pela difusão do caminho-de-ferro e mais tarde do automóvel, meios de transporte que encurtaram o tempo da viagem e levaram à paulatina construção de infra-estruturas de suporte e apoio à actividade.


Curiosamente, em Portugal as viagens e estadias desta natureza faziam-se por razões de veraneio balnear (existência de praias, frutuoso contacto com o mar) ou por exigências de ordem terapêutica (frequência de estâncias termais). Em torno destes locais se foram erguendo hotéis, casinos e campos de jogos. Em 1906 era criada a Sociedade de Propaganda de Portugal, uma sociedade de iniciativa privada, que visava a promoção do turismo a nível interno e externo, sendo que o primeiro deveria estar assente nas estâncias termais e o internacional basear-se na Madeira e em Lisboa.


Em Évora, contudo, pensava-se e bem que os seus monumentos constituíam uma atracção que deveria ser valorizada. As ligações ferroviárias com Lisboa, Barreiro, Setúbal e Faro tinham-se intensificado e até o serviço de diligências funcionava muito razoavelmente sem atrasos de maior. A propaganda da cidade ia-se fazendo com assinalável sucesso. Em 1871 o Governo Civil fizera editar um “Roteiro da Cidade de Évora e breves notícias dos seus principais monumentos” e em 1900 Caetano da Câmara Manoel publicara em edição de autor, um opúsculo designado “A Cidade de Évora”, com apontamentos similares sobre o burgo e seus monumentos.


Entrementes, no lapso decorrido entre 1880 e 1909 foram calcetadas diversas praças e ruas. Destes melhoramentos e benefícios usufruíram a Praça de Giraldo, Largo de D. Manuel (de S. Francisco), Rua do Raimundo, Rua Ancha, Rua de Machede, Rua do Paço, Rua dos Infantes, Rua dos Mercadores e Rua de Avis. No ano de 1904 fez-se igualmente o calcetamento da estrada que vinha da estação de caminho-de-ferro até ao Rossio, que viria a ser baptizada como Avenida de Barahona. Melhoravam-se desta forma a acessibilidade às zonas mais importantes da cidade e a circulação e mobilidade interiores e acabava-se com o ambiente poeirento dos dias de Verão ou os lamaçais provocados pelos longos dias de chuva.


No tocante a alojamentos Évora estava bem servida. Existiam três hotéis: “Hotel Eborense” de José Augusto Anes, situado no Largo da Misericórdia, actual Solar do Monfalim, que se apresentava – e era sem pinga de dúvida – «como o melhor da província do Alentejo, com estabelecimento de banhos, sala de visitas e bons aposentos para famílias»; o “Hotel Chiado”, no Largo de S. Domingos ou Praça de D. Pedro, que começara por pertencer a Antónia Tomásia Correia e passara em 1909 para a propriedade de Manuel Duarte d’Almeida, dispondo de «quartos muito elegantes, bons aposentos para famílias, sala de jantar, sala de Banho e serviço de cicerones para os senhores forasteiros»; e o “Hotel Central”, localizado na Praça de Sertório, 42, perto dos Paços do Concelho.


Uma dúzia de estalagens completava o leque dos serviços de oferta no ramo da hospedaria. As melhores e as mais demandadas ficavam estrategicamente situadas na Avenida de Barahona, junto à estação ferroviária e pertenciam a Alexandre Matias (que a venderia em meados dos anos 20 à Guarda Nacional Republicana para aí instalar definitivamente o seu quartel) e a Francisco José Cutileiro. No Largo de S.Francisco, onde funcionava o Mercado, estavam registadas três, e na Rua de Avis outras tantas, estando as restantes domiciliadas na Rua do Paço, Rua do Muro, Rua de Machede e Rua do Landim.


Em termos de serviço de transportes internos a situação era bastante boa, dado que existiam quatro empresas detentoras de diligências. No início de 1911 era no entanto o solicitador Florival Sanches de Miranda quem dominava esta área, tendo estabelecido em Évora, em sociedade com Brás Simões, a primeira empresa de Aluguer de Automóveis e mais tarde tomado de trespasse a Empresa de Transporte de Trens d’ Aluguer. Podia dizerse que Évora estava bem apetrechada para bem acolher quem a quisesse visitar.


Aconteceu que entre 12 e 19 de Maio desse ano decorreu na Sociedade de Geografia de Lisboa o IV Congresso Internacional de Turismo. Organizado pelo Ministério do Fomento, tutelado pelo alentejano Brito Camacho, esse evento marcou a institucionalização do Turismo em Portugal com a criação da Repartição do Turismo que ficou sob a dependência da Secretaria Geral do referido Ministério. Para o terceiro dia da reunião, a 14 de Maio, ficou agendada uma visita a Évora, para mostrar as potencialidades da cidade enquanto local de muito interesse do ponto de vista histórico-monumental e fora do tradicional binómio praia/termas.


Na data aprazada, logo pela manhã, cerca de 120 congressistas, entre portugueses, espanhóis, franceses e ingleses, chegaram à estação de caminho-de-ferro onde foram festivamente recebidos pelas autoridades citadinas. Foi em cortejo que toda a gente caminhou para a sede da Sociedade Operária Joaquim António de Aguiar, ainda situada na Rua João de Deus, em cujo salão nobre se realizou a sessão oficial de recepção e boas vindas à comitiva. Ainda na parte matutina os forasteiros apreciaram uma exposição de objectos de arte ornamental na Biblioteca Pública e visitaram com algum detalhe os principais monumentos da cidade.


O almoço para 200 talheres, como escreveu um repórter da cidade, teve lugar no Teatro Garcia de Resende, encontrando-se as frisas e os camarotes de 1ª. ordem apinhados de senhoras, tendo muitas delas participado no arranjo e decoração do cenário. Os homens ficaram numa grande mesa armada na plateia em forma de U. Para a posteridade e curiosidade geral aqui se reproduz fielmente a ementa apresentada
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Sopa de purée – Pasteis de vitella
Mayoneze de pescada com alcaparras
Frangãos aux Champignons
Ervilhas com paio - Escalopes de vitella
Salada de alface – Neve de laranja
Pudding Flandres – Doces variados
Fructas variadas - Vinhos Madeira
Collares e Bucellas – Champagne
Porto – Café e Licores
Depois do repasto, que se prolongou por algumas horas, os congressistas deslocaram-se ao Armazém Geral Agrícola para observar uma exposição de cortiças manufacturadas. A jornada terminou com uma Grandiosa Parada Agrícola no Rossio de S. Brás a que assistiram milhares de pessoas. A esmagadora maioria dos congressistas regressou a Lisboa ainda nesse dia pois os trabalhos prosseguiam no dia seguinte. Outros que tendo estado em Évora acompanhados por familiares, decidiram demorar mais 24 horas, pernoitando na cidade. 

Para estes e para os habitantes houve iluminação pública geral e música interpretada pelas diversas filarmónicas da urbe. Na hora da abalada congratularam-se com as excelentes condições da cidade para apostar no seu desenvolvimento turístico. Com a instauração da República e por via da sensibilidade de Brito Camacho, um ministro alentejano de boa ascendência, Évora pôde assim marcar presença no IV Congresso Internacional de Turismo e participar no acto fundador da primeira organização oficial de Turismo em Portugal.

Texto: José Frota

Évora Perdida no Tempo - Torre de Sertório


Torre de Sertório. Desde 1869 que se encontra aqui instalado o posto de observação meteorológica.
Autor David Freitas
Data Fotografia 1950 - 1960
Legenda Torre de Sertório
Cota DFT7279 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

terça-feira, 5 de julho de 2011

Semana dos Palhaços começa hoje nos Jardins da Malagueira




17º Festival Évora Clássica começa hoje


«Rituais do Oriente e de África»

O rito, este espaço-tempo que se instala no nosso quotidiano como uma pontuação, permite a este corpo do Oriente e da África, envolver-se do ornamento dos deuses e dos espíritos e franquear a linha de um outro mundo de representação. Abandonar o nosso mental e convidar a nossa emoção a percorrer uma paisagem desenhada por um outro gesto.

As danças sagradas cultivam a ambiguidade de uma sensualidade simultaneamente carnal e espiritual, quer com os corpos africanos possuídos pela lua cheia, quer com os corpos indianos maquilhados e acrobáticos evocando o amor divino de Krishna e dos seus Gopis. «O homem indiano não aspira à divindade; é o deus que, na sucessão de encarnações, escolhe fazer-se homem. » (Lyne Bansat-Boudon, Introdução ao Teatro da Índia antiga – Pléiade)

O culto de uma beleza celeste e depurada torna-se num refúgio onírico, num chamamento para a eternidade, face às preocupações comezinhas dos nossos destinos efémeros e da actualidade alarmista dos tempos modernos.

As artes e as músicas tradicionais vêm de uma época em que a espiritualidade fazia parte integrante de todo o processo de criação. A arte indiana e a dança, elas mesmas, deixarão progressivamente o recinto secreto do templo para o aparato do ouro dos palácios. A beleza física quer-se assim a imagem celeste da eternidade.

A emoção desordenada e rápida do corpo que conduz ao transe anárquico, o de um sufismo ao mesmo tempo agreste na sua prática e extremamente sofisticado na sua poesia, como o da confraria Skallia de Fez, continua, ainda hoje, uma realidade, apesar das pressões de um islão ortodoxo.

Viver intensamente o efémero do momento presente é em si mesmo uma maneira de abordar o sentimento da eternidade e de apreender a ideia da morte. « Quando eu nasci toda a gente ria, mas eu chorava ; mas quando eu morrer, o mundo chorará à minha volta e eu rirei » dizia Kabîr, o grande poeta de Bénarès (1440 – 1518).

À imagem dos quadros vivos dos jovens gotipuas da Orissa, que flutuam, por magia, no ar alguns segundos, apenas para celebrar o poder de um deus criança, músico sedutor, as artes tradicionais apresentadas este ano em Évora são um convite para desafiar o tempo durante alguns dias.

Reviver esta sensação iniciadora dos rituais de África com as Máscaras da lua em que o homem procura ao mesmo tempo imitar e apropriar-se da natureza, é uma maneira de melhor apreender a arte humana e de ir, este ano, à procura de emoções ainda mais intensas.



Alain Weber
Director artístico



Programação

Terça Feira 5 Julho de 2011 - Noite Africana
22h - Palácio Cadaval
As Mascaras da Lua - O Sagrado revisitado, Burkina Faso
As máscaras dos contadores são a incarnação da divindade Do. A partir do momento em que veste o hábito branco, o iniciado deixa de ser um homem...

Quarta Feira 6 de Julho de 2011 - Noite Indiana
22h - Palácio Cadaval
Gotipuas - Os jovens bailarinos, herança da Aldeia Raghurajput
A beleza incandescente e divina de Krishna e Radha encarna-se nestes quadros vivos em que o bailarino se transforma em motivo pictórico.

Quinta Feira 7 de Julho de 2011 - Noite Marroquina
22h- Palácio Cadaval
Marouane Hajji e o conjunto Akhawane El Fane - Cânticos Sufis da Confraria Skallia de Fez, Marrocos
Foi dito «Se o Oriente é a terra dos profetas, o Ocidente (Magrebe) é a terra dos santos (Awliya)»

Évora Perdida no Tempo - Sala de depósito da Biblioteca Pública de Évora


Aspecto de uma das salas de depósito da Biblioteca Pública de Évora.
 Autor David Freitas
Data Fotografia 1969 Março -
Legenda Sala de depósito da Biblioteca Pública de Évora
Cota DFT5070 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Beckett? na Antiga Fábrica dos Leões

Rotary inaugura monumento dos irmãos Charneca em Évora

Trata-se de uma escultura da autoria dos irmãos António José e Francisco Charneca que simboliza o meritório trabalho que, desde há muito, os rotários realizam em prol da melhoria da sociedade, integrando três esculturas (dois homens e uma mulher) que transportam o símbolo rotário, com determinação e optimismo, na direcção do Centro Histórico de Évora, o coração da cidade.

“É um excelente contributo para o embelezamento da cidade, que vem acrescentar património a Évora e representa o movimento rotário no que este tem de mais nobre - o esforço colectivo do bem-fazer”, considerou o autarca eborense, deixando um agradecimento aos autores e aos rotários pela iniciativa e concluindo que “este dia ficará como um marco e outros se lhe seguirão no sentido do bem-fazer”.

Na cerimónia, que contou com a presença dos sócios do Rotary Clube de Évora e das principais autoridades locais, interveio também o Presidente do Rotary Club de Évora, Luís Oliveira Rodrigues; o Governador do Distrito 1960, Joaquim Esperança, e o escultor António José Charneca.

O Presidente do Rotary Club de Évora sublinhou o simbolismo deste monumento que mostra a energia dos rotários, movimento benemérito com mais de um milhão e duzentos mil sócios a nível mundial, os quais, na sua acção, “são também fornecedores de paz, concórdia e boa vontade a todos os povos” e realçou o trabalho dos escultores na elaboração desta peça, a que se aliam também um conjunto de pedras “ pois simbolizam que, por vezes é com muitas dificuldades que os rotários levam a cabo a sua acção”.

Frisou ainda a forma com que o Presidente da Câmara acarinhou este projecto e a união de vontade por parte dos sócios para concretizar esta obra, disponibilizando materiais, máquinas, espaço para a sua concretização e o transporte da peça.

António José Charneca agradeceu a oportunidade que lhe foi oferecida de concretizar esta obra na sua própria terra e a importância que isso representa, mostrando a sua disponibilidade para continuar a sua colaboração com os rotários.

O Governador do Distrito 1960 expressou a sua satisfação pela forma como o movimento rotário é recebido em qualquer parte do mundo e enalteceu o trabalho realizado pelos irmãos Charneca que foi premiado por parte dos rotários, agradecendo-lhes também o seu contributo.

Évora Perdida no Tempo - Gradaria da capela-mor da Ig. S. Mamede


Gradaria da capela-mor da Igreja de São Mamede. Esta imagem foi publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca, Concelho de Évora, vol.II, est.482.
Autor David Freitas
Data Fotografia 1966 ant. -
Legenda Gradaria da capela-mor da Ig. S. Mamede
Cota DFT4211 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

sábado, 2 de julho de 2011

Comercial (m/f) - Évora

Tem gosto pela área comercial?

Está interessado em comissões que triplicam o seu salário?

A Kelly Services encontra-se neste momento a recrutar um Comercial para o sector das Telecomunicações.

Função:
Prospecção, Promoção, Fidelização e Venda de produtos e serviços na área das Telecomunicações para o mercado residencial.

Requisitos:
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Condições da Oferta:
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- Contrato de Trabalho;

- Salário Base Subsídios Componente comissional;

- Disponibilidade das 14h às 22h;

- Integração em Equipa Comercial de Elite com possibilidades de progressão de carreira.

Construa o seu futuro, agarre esta oportunidade!

Kelly Services, mais do que um nome!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

"Improviso o Jazz" hoje em Évora

A Tuna do Liceu de Évora


Aos 19 anos de idade, a jovem eborense Inês Amaro há já sete anos que integra a Tuna Académica do Liceu de Évora, e é com enorme orgulho que se refere a essa experiência: “Sinto-me muito especial por fazer parte desta tuna. Esta tuna é única! Única é a palavra que melhor a define. Não há outra igual! É única, por ser uma das mais velhas do país, por ser uma tuna de liceu, pela diferença de idades dos seus membros, por ser instrumental, entre outras características únicas!”.
Depois do habitual descanso estival, Inês Amaro encara ansiosa a entrada do mês de Setembro, pois no início das aulas a Tuna Académica do Liceu de Évora realiza uma actuação para os novos alunos da Escola Secundária André de Gouveia (sucessora do Liceu); ocorrem também eleições para uma nova direcção da tuna; encetam-se os preparativos da Semana Académica, que é anualmente organizada em Novembro, e começam a surgir os convites para os festivais de tunas e outros eventos, um pouco por todo o país, em que Inês, sempre acompanhada do seu bandolim, gosta de participar.
Fruto, e testemunho vivo, da história recente da cidade e símbolo maior das suas mais fortes tradições, a Tuna Académica do Liceu de Évora é ainda hoje motivo de grande admiração e entusiasmo gerais e um dos seus ex-líbris culturais.
Com cerca de 25 membros, cujas idades vão dos 13 aos 23 anos, e presidida por Diogo Raminhos, em 2009 esta tuna comemora 106 anos, no dia 1 de Dezembro, estando previsto um requintado programa de celebrações.
Mas, não só a actividade actual da tuna a distingue e a dignifica, como também o seu passado contribui para a sua magnitude. A sua génese remonta ao emblemático Liceu Nacional de Évora, instituição de ensino que abre as suas portas a 18 de Outubro de 1841 e que funciona no Colégio do Espírito Santo até 1978, altura em que assume a designação de Escola Secundária André de Gouveia e se muda para novas instalações. Porém, logo em 1860 recebe o Liceu, por concessão régia, permissão para uso de traje académico - hoje apenas privilégio dos membros da tuna - e em 1890 um grupo de estudantes cria a Associação Filantrópica Académica Eborense, com o objectivo de ajudar os mais necessitados no pagamento das propinas e na compra de livros, e no seio desta surge então a Tuna Académica, fundada pelos alunos do Liceu Artur Matias e Júlio Santos.
De forma amadora, e apenas com o intuito de angariar fundos para a Associação Filantrópica Eborense, a tuna começa por dar alguns espectáculos aqui e acolá, mas rapidamente se afirma no meio estudantil, social e cultural da cidade. A sua estreia pública ocorre no 1.º de Dezembro de 1900, quando um efusivo grupo de 26 tunos desfila pelas ruas de Évora e acorda a população com o Hino da Restauração. Mas é em 1902 que é eleita uma direcção e que fica cimentada a Tuna Académica do Liceu de Évora, que se mantém bastante fervorosa até ao final da década de 40 do século passado, enfrentando alguma acalmia por essa altura, mas logo ressurgindo revigorada em 1951, com 58 elementos, pela primeira masculinos e femininos. Desde então, até aos nossos dias, o seu percurso foi de um amadurecimento e de uma vivacidade ímpares.
A bandeira de seda, verde e branca, com uma lira de prata pintada, que a representa continua a brandir energicamente, em nome do convívio, do espírito académico e da tradição eborense.

Bibliografia
- Catálogo da Exposição “Tuna Académica do Liceu de Évora - 100 Anos Histórias e Tradições - Comemorações do 100.º Aniversário da Tuna Académica do Liceu de Évora”. Évora: Tuna Académica do Liceu de Évora, 2002.
- PINHEIRO, J. M Monarca - Memória do Liceu 1841-1991. Évora: Comissão Executiva das Comemorações do 150.º Aniversário do Liceu Nacional de Évora/Escola Secundária André de Gouveia, 1991.
- “1.º de Dezembro – O Liceu de Évora e a Mística Académica”, in Revista Grande Alentejo, N.º 2, 27 de Novembro de 1998, suplemento do jornal Diário do Sul N.º 8115.
- Tuna Académica do Liceu de Évora, in www.palcoprincipal.sapo.pt/tunadoliceu

Évora Perdida no Tempo - Cabeceira da Igreja de São Tiago, em Évora


Cabeceira (1680-1683) da Igreja de São Tiago, em Évora. A abóbada é coberta por pinturas murais (finais do século XVII) e nas paredes encontram-se frescos com motivos sacros e profanos. Na parte superior é visível uma tela representando São Cristóvão, seguida de três pinturas a óleo sobre tela. A cabeceira é composta pela Capela-mor e duas capelas absidiolares, dedicadas a Nossa Senhora da Esperança (lado da Epístula) e Nossa Senhora das Dores (lado do Evangelho). Esta imagem foi publicada no Inventário Artístico de Portugal de Túlio Espanca, Concelho de Évora, vol.II, est. 412 
Autor David Freitas
Data Fotografia 1966 ant. -
Legenda Cabeceira da Igreja de São Tiago, em Évora
Cota DFT4316.1 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Leilão de porcos em Évora rende 5500 euros

O leilão dos porcos da exposição ‘Pig Parade’, que ficou famosa pelo roubo de 12 das 52 peças, rendeu 5500 euros a favor da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental de Évora.
Todos os porcos, construídos em fibra de vidro e pintados por alunos de diversas escolas e instituições deste concelho, foram adquiridas pela população. A peça mais valiosa rendeu 310 euros.
O leilão, que teve lugar na noite de ontem no recinto das Festas Populares da Cidade no dia de S. Pedro, feriado municipal, constituiu um enorme sucesso, tendo como base de licitação inicial de 100 euros por cada porco.
António Maia, residente no Ciborro, no concelho de Montemor-o-Novo, foi o primeiro a licitar, levando para casa um dos “porcos decorados”. “Vim de propósito para ajudar a causa. Agora, o porco vai embelezar o meu jardim”, disse.
Para promover o 2º Congresso Iberoamericano de Suinicultura que decorreu em Évora entre os dias 21 e 24 de Junho, foram distribuídos pelas principais praças e ruas da cidade de Évora 52 porcos em fibra de vidro.
O primeiro foi roubado na primeira noite, no dia 13 de Junho. Depois seguiram-se mais 11, o que obrigou a autarquia a concentrar todas as peças na Praça do Giraldo, a única da cidade com vigilância permanente da PSP. Tal como o CM noticiou, foi criada um grupo no Facebook para tentar recuperar os porcos. Três foram mesmo recuperados. Um foi encontrado abandonado junto à estrada de Arraiolos. Os outros dois apareceram dias antes do leilão. Um trazia um bilhete, escrito com humor em jeito de pedido de desculpa.