sexta-feira, 29 de abril de 2011

Festival de Tunas Académicas

A Tuna Académica da Universidade de Évora realiza nos dias 29 e 30 de Abril o V CITARA - Certame Internacional de Tunas Académicas da Região Alentejo. O V CITARA é um festival de tunas Académicas que tem por objectivo mostrar aos eborenses e à cidade de Évora algumas das melhores Tunas do país, assim como a sua música e tradição académica.

No dia 29 de Abril, decorre a “Noite de serenatas”, que será realizada às 21h30 nas escadas da Sé Catedral de Évora. Às 00h00, haverá arraial académico no Jardim do Granito da Universidade de Évora.

O dia 30 de Abril, começa com o desfile das Tunas às 16h00, pelas ruas de Évora e à noite, pelas 21h30 será o “Festival de Tunas”, na Arena d'Évora.

As Tunas a Concurso são: Estudantina Universitária de Lisboa; Semper Tesus - Tuna Académica da Escola Superior Agrária de Beja; Tuna Académica de Farmácia da Universidade de Lisboa; Desertuna - Tuna Académica da Universidade da Beira Interior; e Imperial Neptuna Académica, da Cidade da Figueira da Foz

Como Tunas Extra-Concurso, apresentam-se a Tuna da Escola Superior de Enfermagem São João de Deus e a Tuna Académica Feminina da Universidade de Évora.

O evento conta com uma vertente solidária, revertendo parte da bilheteira a favor da Associação Pão e Paz, por isso, pede-se ao público que participe na ajuda, trazendo bens alimentares que irão ser entregues à referida associação. A recolha desses bens alimentares será efectuada no dia 29 de Abril, durante a “Noite de Serenatas”, nas Escadas da Sé Catedral de Évora, e no dia 30 de Abril, na Arena d'Évora.

Dois mortos e quatro feridos graves

Duas pessoas morreram e outras quatro ficaram feridas, quatro delas com gravidade, numa colisão entre dois automóveis ocorrida esta manhã na Estrada Nacional 254, perto de Redondo, Évora.

O acidente aconteceu às 09h22, na estrada que liga Évora ao Redondo, a cerca de quatro quilómetros desta vila alentejana. As vítimas estão a ser transportadas para o Hospital de Évora, pelo que a EN254 está cortada ao trânsito nos dois sentidos.

"Prevemos que a circulação automóvel possa vir a ser retomada por volta das 11:30", estimou a fonte da GNR.

No local, além de meios da GNR, encontram-se 24 bombeiros, pertencentes às corporações de Évora, Redondo e Alandroal, apoiados por oito viaturas.

A Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) que o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) tem baseada em Évora também foi mobilizada para o socorro às vítimas.

Évora Perdida no Tempo - Altar no Palácio dos Morgados Melos de Carvalho

Altar no Palácio Vilas Boas ou dos Morgados Melos de Carvalho (Grémio da Lavoura), em Évora.
 Autor David Freitas
Data Fotografia 1950 - 1966
Legenda Altar no Palácio dos Morgados Melos de Carvalho
Cota DFT4357 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Évora Perdida no Tempo - Vista parcial de Évora

Vista parcial de Évora, a partir do lado Poente. À esquerda vê-se a Rua de Machede, à direita a Igreja do Espírito Santo e ao fundo, ao centro, a Sé Catedral.
Autor David Freitas
Data Fotografia 1950 - 1970
Legenda Vista parcial de Évora
Cota DFT7617 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Caracterização da freguesia de S.Manços

Orago: S. Manços
População: -/+ 1 300 habitantes

Actividades económicas: 
Agricultura, pecuária, cooperativas de produção agrícola, de consumo e serviços, indústria de carnes e enchidos, panificação, construção civil, serralharia civil, carpintaria e comércio.

Feiras: anual - franca (4.º domingo de Agosto)
Festas e romarias: S. Manços e N.º Sr.ª  da Ajuda (2.º fim-de-semana de setembro)
Património Cultural e edificado: Igreja matriz, cruzeiro, anta e estatueta em bronze com cerca de 2 mil anos.
Outros locais de interesse turístico: praça de touros e jardim.
Gastronomia: Sopa de tomate, gaspacho, açorda alentejana, migas gatas, pé de porco de coentrada e ensopado de borrego.
Colectividades: Associação Os amigos de S. Manços, casa do Povo, grupo Desportivo de S. Manços, Grupo Musical Alta Voltagem e grupo de Forcados Amadores de S. Manços.


Edifício da Sede da junta de Freguesia

Freguesia situada junto da margem direita da ribeira de Azambuja, afluente do rio Degebe, S. Manços dista cerca de 20 quilómetros da sede do conselho. S. Manços foi elevada à categoria de vila em 29 de Dezembro de 1923.
Está esta freguesia ligada à tradição de S. Manços, considerado o primeiro bispo de Évora. Este terá estado sepultado na sua igreja paroquial, de onde os cristãos o levaram em 714, durante a invasão árabe, para Vila Nueva de S. Mâncio, na diocese de Palência, onde existiam, já no fim do século VII, duas igrejas a ele dedicadas. Por doação de D. Telo Peres em 9 de Julho de 1195 se fundo o mosteiro beneditino naquela terra espanhola.
Conforme a "História das Antiguidades de Évora", de André de Resende, um Homem nobre deu sepultura ao nosso santo na herdade de S. Manços, e crescendo a fama e os milagres, o conde D. Julião e D. Júlia, matrona religiosa, a cujo domínio aquela herdade veio, lhe construíram uma famosa basília "que agora é destruída e edificaram aquela torre que ainda dura meio destruída já".
A referência mais antiga que se conhece da "entrega da herdade de Somanços ao Cabido", é de 26 de Abril de 1278, documento que faz parte do arquivo capitular. No códice 3 - II - fls. 3 do mesmo, feito em 1321, se diz que "há o Cabiso hum herdamento em Somanços que ouve de presoria".
A folhas 16,v, se encontra o testamento de Mem Soares cavaleiro e sua mulher Sancha Gonçalves, ambos sepultados na Sé, junto da porta Gótica do claustro, que no ano 1301 fizeram doação de herdamento que possuíam em S. Manços, ao Cabido, devendo este manter duas capelas de missas por suas almas. No "livro das Demarcações Antigas", feiro em 1424, ao descrever os limites do dito herdamento já se refere a igreja: "... seguinte per elle ao dito caminho que vai para a cidade voltando por elle ata ribeira sobredita de san mãços ante a porta principal da egreja". Igual referência de encontra noutro códice escrito em 26 de Maio de 1460: "as quais folhas jazem em par com herdade do cabido de Sam manços contra vandaval e chegam a ribeira que vai para a dita ermida de sam manços".
A actual igreja matriz, dos finais do século XVI, inícios do séc. XVII, foi construída pelo mestre de pedraria eborense, Diogo Martins, no local de outro mas antigo que a Sé fundara, no séc. XV. Em 1962 sofreu obras de beneficiação interior que a alteraram, sobretudo na nave, perdendo alguns elementos ornamentais sacros, tais como talha, azulejaria e escultura dos séculos XVII e XVIII. As obras foram da iniciativa do pároco de então, o Reverendo Henrique José Marques. Recentes escavações e o restauro da abside puseram a descoberto elementos arquitectónicos romanos.
A observação atenta da capela-mor leva a considerá-la da época visigótica. Vicente Lamperes inculca o plano da mesma tradição siríaca ou bizantina. A igreja tem uma fachada de duas torres com alpendre de três arcos de volta abatida. Os livros paroquiais mais antigos que existem datam do ano de 1591. Esta freguesia tinha, em 1758, 170 fogos e já vem referida no pergaminho 68 da Colegiada de S. Pedro.


Germinação entre S. Manços e a Villa Nueva de
San Macios na província de Lion, Norte de Espanha


Momento de celebração da geminação entre S. Manços
e Villa Nueva de san Mancios. Celebrada pelo Presidente
da J.F. de S. Manços e o Alcaide de Villa Nueva de San Mancios


Vista parcial da Vila de S. Manços
Espaços verdes, zona de lazer. Jardim Público de S. Manços
 
Igreja matriz erguinda sobre o templo visigótico e cruzeiro Medieval mandado erguer pelo Mestre D'Aviz (recentemente recuperado pela J.F. S. manços
Urna em prata contendo os restos mortais do santo Martir de S. Manços. Encontram-se guardadas estas reliquias na igreja de Villa Nueva de San Mancios, estando uma parte na Sé de Évora doada por Filipe I de Espanha II de Portugal.

domingo, 24 de abril de 2011

Precisa-se Responsável de Logística - Évora

A Tempo-Team recruta para prestigiado cliente do sector fabril em Évora:

Responsável de Logística (M/F)


Procuramos:
- Habilitações académicas: Licenciatura em Gestão/Logística;
- Experiência anterior na área da logística;
- Bons conhecimentos de Inglês, Francês e Espanhol;
- Bom relacionamento interpessoal;
- Elevado sentido de responsabilidade e organização;
- Boa capacidade de comunicação;
- Disponibilidade total e imediata.


Oferecemos:
- Vencimento compatível com a função.


Para se candidatar a esta oferta envie o seu currículo para o email candidaturas.evora@tempo-team.pt

Só serão consideradas as candidaturas enviadas para o email designado.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Exposição “Entre o Dia e o Sonho” de Carlos Roxo

Carlos Roxo é arquitecto, nasceu em Lisboa, onde vive, mas tem com o Alentejo uma irresistível empatia emotiva e cultural que carrega cumplicidades, sendo que a sua mãe e esposa são alentejanas, de Estremoz. Foi ainda como estudante de arquitectura que se interessou pelo desenho, registando no papel as paisagens e povoados alentejanos. Hoje reacende essa paixão pelo desenho com um olhar diferente, não como intérprete do real que o encantava, mas como explorador de um outro real, de um imaginário que transporta uma inquietação de novo tipo e que, doravante, gostaria de partilhar com os outros.
Nas suas palavras “agora volto ao desenho, idioma onde o traço trespassa o infinito que se lhe abre em cada folha de papel, invade o momento seguinte como que gerado por mãos precisas que antes estavam apenas em repouso e que agora são acção, se precipitam em desconhecido espaço que, diga-se de verdade, era já há muito vivido, quase uma certeza, com aquele rigor que só os sentidos sabem identificar (…) onde a mão nos revela o que sabemos de nós e o que não sabemos, o que queremos mostrar e o que ocultamos sem consciente advertência”.
A sessão de abertura da exposição contará com um momento de poesia pelo actor Rui Nuno e um concerto pelo Ensemble de Clarinetes do Conservatório Regional de Évora - Eborae Mvsica
Esta exposição estará aberta ao público até 30 de Abril, podendo ser visitada de segunda a sexta-feira, das 10:00 às 12:00 e das 14:00 às 18:00, e sábados e domingos só no período da tarde, encerrando à segunda-feira.

Évora Perdida no Tempo - Vista parcial de Évora

Vista parcial de Évora, a partir do lado Poente. À esquerda vê-se a Rua de Machede, à direita a Igreja do Espírito Santo e ao fundo, ao centro, a Sé Catedral.
Autor David Freitas
Data Fotografia 1950 - 1970
Legenda Vista parcial de Évora
Cota DFT7617 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Comemorações do 25 de Abril em Évora



DIA 23 DE ABRIL
PRAÇA DO GIRALDO | PALCO
21:30 - CONCERTO | COMEMORATIVO DO 162.º ANIVERSÁRIO DA SOCIEDADE HARMONIA EBORENSE, COM OS GRUPOS BALLIS BAND | UANINAUEI | TOQUES DO CAÓTICO

DIA 24 DE ABRIL
SÃO SEBASTIÃO DA GIESTEIRA
21:00 - NOITE CULTURAL | SEDE DO GRUPO DESPORTIVO
Rancho Folclórico “Os Camponeses” de Arraiolos e Grupo de Música Popular “Aguarela do Divôr” da Igrejinha

PRAÇA DO GIRALDO | PALCO
22:00 - GRUPO| PUCARINHO
00:00 - GRÂNDOLA VILA MORENA E FOGO DE ARTIFÍCIO

DIA 25 DE ABRIL
PÁTIO DE SALEMA | S.O.I.R. “JOAQUIM ANTÓNIO D'AGUIAR”
00:05 - CONCERTO | GRUPO “MU”

PAÇOS DO CONCELHO
10:00 - CERIMÓNIA DE ENTREGA DE HABITAÇÃO SOCIAL

PRAÇA DO GIRALDO | MANHÃ DESPORTIVA
09:00 - SAÍDA DO PASSEIO DE BICICLETA ÉVORA/MONTE DO SOBRAL/ÉVORA
10:00 - ESGRIMA - LUSITANO GINÁSIO CLUBE
10:00-12:30 - MNI-BASKET / JOGAR + | BADMINGTON / JOGAR + | XADREZ / GDDIANA
10:30 - STONEBOYS TEAM - DESPORTOS COMBATE ÉVORA
11:00 - TAEKWONDO - ASSOCIAÇÃO TAEKWONDO KUNGANG REGIÃO SUL
11:30-12:30 - GINÁSTICA / JOGAR +

TEMPLO ROMANO | PRAÇA DO GIRALDO | PRAÇA 1.º DE MAIO
11:30 - BANDA FILARMÓNICA DA CASA DO POVO DE N.ª S.ª MACHEDE ARRUADA

SEDE DA SOCIEDADE RECREATIVA E DRAMÁTICA EBORENSE
AVENIDA DA UNIVERSIDADE
15:00 - “OLHARES” - Inauguração da Exposição de Pintura de Carlos Godinho

SEDE DA SRDE - AVENIDA DA UNIVERSIDADE
18:00 – COMEMORAÇÕES DO 114º ANIVERSÁRIO DA SOCIEDADE RECREATIVA E DRAMÁTICA EBORENSE

SÃO SEBASTIÃO DA GIESTEIRA
08:30 - CONCENTRAÇÃO NO POLIDESPORTIVO
09:00 - INÍCIO DA CAMINHADA E DO PASSEIO DE MOTA E BICICLETA
11:30 - JOGO DE FUTEBOL FEMININO NO POLIDESPORTIVO
12:30 - ALMOÇO JUNTO AO POLIDESPORTIVO, OFERECIDO PELA JUNTA DE FREGUESIA

S. MIGUEL DE MACHEDE | PARQUE COMUNITÁRIO AMARO CALADO
10:00 - SESSÃO DE FITNESS - Junta de Freguesia de S. Miguel de Machede

CANAVIAIS | PRAÇA JOSÉ JOAQUIM PITEIRA
10:30 - ACTIVIDADES PARA A POPULAÇÃO NO CAMPO DE JOGOS
Junta de Freguesia dos Canaviais

DIA 28 DE ABRIL
RUA DO MENINO JESUS | PONTO J@EVORA
18:00 - APRESENTAÇÃO DE LIVRO
AURORA RODRIGUES “GENTE COMUM - UMA HISTÓRIA NA PIDE”

DIA 29 DE ABRIL
MUSEU DE ÉVORA
18H30 - CONCERTO
CORO POLIFÓNICO “EBORAE MUSICA”

DIAS 30 DE ABRIL A 7 DE MAIO
PALÁCIO D. MANUEL
EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIAS - ARQ.TO ELIAS RODRIGUES
Junta de Freguesia Sé e São Pedro

NOTA: devido ao facto do dia 25 de Abril coincidir com a 2.ª Feira de Páscoa, em que manda a tradição que os eborenses saiam para os campos com o seu farnel de borrego, não se organizará este ano o habitual churrasco popular no Jardim Público.

Évora Perdida no Tempo - Obras na Rampa de São Miguel

Largo dos Colegiais durante a intervenção: obras na Rampa de São Miguel. Em Novembro de 1953 a Casa Cadaval doou ao município o terreno adjacente ao Buraco dos Colegiais para arranjo e ajardinamento, reservando essa passagem a peões, obra que ficou pronta em 1955.
Autor David Freitas
Data Fotografia 1953 - 1955
Legenda Obras na Rampa de São Miguel
Cota DFT3027 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

terça-feira, 19 de abril de 2011

10 de Abril a 15 de Maio na Igreja de S. Vicente - Projecto Artístico Internacional “Estou só a ver”

“Estou Só a Ver” é um projecto artístico que dois artistas contemporâneos holandeses - Jacobien de Rooij e Erik Mattijssen – vão desenvolver na Igreja de S. Vicente a partir do dia 10 de Abril e que conta com o apoio da Fundação OBRAS e da Câmara Municipal de Évora.
O projecto artístico “Estou Só a Ver” inicia-se com um estúdio aberto, das 11:00 às 13:00 e das 15:00 às 19:00, em que o público terá oportunidade de observar o progresso do trabalho dos dois artistas holandeses. A Igreja de São Vicente, que foi transformada num espaço de exposição, oferece uma estrutura quase simétrica e é o cenário perfeito para esta instalação de Jacobien de Rooij e Erik Mattijssen, que é uma grande vista panorâmica, composta por desenhos de tamanho grande em papel e parte directamente na parede, que são inspirados por vários aspectos de Portugal.
Sendo que Rooij centra-se na paisagem portuguesa, enquanto Mattijssen sobre o interior das casas tradicionais. As pessoas estão ausentes do seu trabalho, mas sente-se a sua presença como se elas tivessem acabado de sair. O seu trabalho é uma proposta de olhar o mundo que nos rodeia e o título da exposição – “Estou só a ver”, refere-se a isso. Eles reconstruem a realidade, cada um com o seu modo muito próprio.
A exposição em Évora oferece aos artistas a oportunidade de trabalhar directamente na parede, criando uma forte relação com o espaço e um contexto temporário para os desenhos feitos nos seus estúdios na Holanda. A fresca dinâmica do temporário permite-lhes reinventar e experimentar numa forma lúdica, uma vez que os desenhos vão ser lavados quando a exposição for concluída.
Os artistas começam a trabalhar no projecto no dia 10 de Abril e culminará no dia 16 de Abril com a inauguração, pelas 17:00, da exposição dos trabalhos realizados.
A exposição estará aberta ao público até 15 de Maio, podendo ser visitada de terça a sexta-feira, das 11:00 às 13:00 e das 15:00 às 19:00, e sábados e domingos só no período da tarde, encerrando à segunda-feira.

Évora Perdida no Tempo - Claustro do Convento de S. Bento de Cástris


Aspecto parcial do claustro do Convento de São Bento de Cástris, antes das obras de beneficiação.
Autor David Freitas
Data Fotografia 1940 - 1957
Legenda Claustro do Convento de S. Bento de Cástris
Cota DFT6088.1 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Évora: Choque frontal faz um morto e cinco feridos

Uma pessoa morreu e cinco ficaram feridas, quatro delas em estado grave, num choque frontal entre dois automóveis ocorrido esta segunda-feira entre Montemor-o-Novo e Arraiolos, no distrito de Évora, disse à Agência Lusa fonte dos bombeiros.
A fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Évora indicou que a colisão entre os dois veículos ligeiros de passageiros ocorreu ao quilómetro 90 da Estrada Nacional (EN) 4, numa zona conhecida por serra de Lebres, na área do concelho de Montemor-o-Novo.
O alerta do acidente foi dado às autoridades às11h17.
Os quatro feridos graves e o ligeiro foram transportados pelos bombeiros de Montemor-o-Novo e Arraiolos para as urgências do Hospital de Évora.
As operações de socorro às vítimas contaram também com o apoio da viatura médica de emergência e reanimação (VMER) de Évora.

domingo, 17 de abril de 2011

Formador (a) Gestão de Resíduos de Construção e Demolição

Entidade formadora encontra-se em fase de selecção de formador(a) para ministrar acções de formação na temática de Gestão de Resíduos de Construção e Demolição

Exige-se:

- Formação relevante na área
- Experiência formativa
- Disponibilidade em horário laboral
- Residência na zona de Évora
- CAP

Enviar CV e CAP para o e-mail: galves@cev.pt

sexta-feira, 15 de abril de 2011

O Concelho de Évora nas Memórias Paroquiais de 1758



Vista da cidade no alto de São Bento em Évora. Cidade como pano de fundo com réplica em mosaico...

Autor(a) Fernando e Paula

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Caracterização de Évora




Évora é uma cidade portuguesa, capital do Distrito de Évora, e situada na região Alentejo e sub-região do Alentejo Central, com uma população de cerca de 41 159 habitantes.
É sede de um dos maiores municípios de Portugal, com 1307,04 km² de área e 54.780 habitantes (2008), subdividido em 19 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Arraiolos, a nordeste por Estremoz, a leste pelo Redondo, a sueste por Reguengos de Monsaraz, a sul por Portel, a sudoeste por Viana do Alentejo e a oeste por Montemor-o-Novo. É sede de distrito e de antiga diocese, sendo metrópole eclesiástica (Arquidiocese de Évora).
É conhecida como a Capital do Alentejo. Seu centro histórico bem-preservado é um dos mais ricos em monumentos de Portugal, o que lhe vale o epíteto de Cidade-Museu. Em 1986, o centro histórico da cidade foi declarado Património Mundial pela UNESCO.




Évora Perdida no Tempo - Aula na Escola de Enfermagem

Autor David Freitas
Data Fotografia 1956 c. -
Legenda Aula na Escola de Enfermagem
Cota DFT7573 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Évora Perdida no Tempo - Tribuna dos Donatários na Ig. dos Lóios

Tribuna dos Donatários na Igreja dos Lóios. Esta imagem foi publicada no Inventário Artístico de Túlio Espanca (Concelho de Évora, Vol.II)
Autor David Freitas
Data Fotografia 1966 ant. -
Legenda Tribuna dos Donatários na Ig. dos Lóios
Cota DFT4027 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

terça-feira, 12 de abril de 2011

Évora: Universitários protestam contra regime de bolsas

Várias dezenas de estudantes da Universidade de Évora participaram esta terça-feira num protesto contra as alterações na atribuição de bolsas de estudo, alertando que a actual situação leva a que alguns estudantes passem por dificuldades económicas.
Promovida pela Associação Académica da Universidade de Évora (AAUE), a iniciativa arrancou no Colégio do Espírito Santo, o principal edifício da academia, passou pelo Colégio Luís Verney, Praça do Giraldo e em frente à Câmara Municipal, terminando no Governo Civil, onde foi entregue um manifesto.
O presidente da AAUE, Luís Rodrigues, afirmou à agência Lusa que o protesto, que juntou cerca de 80 estudantes, serviu para "alertar, mais uma vez, o Governo para o problema que existe no Ensino Superior em relação às bolsas de estudo".
"Temos imensos estudantes que ainda não receberam bolsas, outros que estão à espera de saber se vão receber e outros que já receberam parte da bolsa e que, neste momento, não estão a receber porque [os pagamentos] estão atrasados", adiantou.
De acordo com o presidente da AAUE, em Évora, foram apresentadas "1 815 candidaturas a bolsas de estudo e dessas, neste momento, mais de 300 estão em fase de análise", um número "bastante considerável" quando faltam três meses para o fim do ano lectivo.
Alertando que alguns estudantes da academia alentejana já "vivem em condições difíceis", Luís Rodrigues revelou que algumas dezenas até já recorreram à AAUE devido às dificuldades económicas que enfrentam.
Esses estudantes, acrescentou, "foram encaminhados para o serviço de acção social para activar um auxílio de emergência, que é uma figura que está prevista nos regulamentos das bolsas, em que é possível entregar aos estudantes um apoio extraordinário para os ajudar".
Numa altura em que o País possui um Governo de gestão, o presidente da AAUE afirmou que o protesto serviu também para "deixar uma mensagem ao próximo Governo", de que "o Ensino Superior é um investimento não é um gasto".
Luís Rodrigues adiantou ainda que um estudo feito, recentemente, pelos serviços académicos da Universidade de Évora indica que, só neste ano lectivo, houve "mais de 50 pessoas que desistiram" do curso, sendo os motivos financeiro a razão relatada.
"Houve também um total de 200 e poucas desistências no ensino universitário em Évora em que foram relatados motivos pessoais, mas nós não sabemos qual é o motivo pessoal. Há a referir também todos aqueles que simplesmente saíram do sistema e esses não sabemos quantos foram", apontou.

Médica do Hospital de Évora fica tetraplégica

Médica está internada nos cuidados intensivos depois de ter sido baleada duas vezes à queima-roupa pelo pai, que não aprovava o namorado.
Desde os 13 anos, altura em que António se divorciou da segunda mulher, que Diana, a filha que passou a viver com ele, tinha o destino traçado: ia ser médica e casar com alguém do mesmo estatuto profissional. Diana, 26 anos, cumpriu a primeira exigência, mas o pai não lhe admitiu um namorado que não aprovava e, anteontem à tarde, acabou por balear duas vezes a filha à queima-roupa, na sua casa em Almada.
Diana Sofia dos Santos estava, até à hora de fecho desta edição, nos cuidados intensivos do Hospital Garcia de Orta, em Almada. "Está consciente e estabilizada", assegurou ao CM um familiar do namorado, que pediu para não ser identificado. Mas segundo a irmã de Diana, esta "ainda corre o risco de ficar tetraplégica". Foi baleada no abdómen e no pescoço.
O pai entregou-se pouco depois do crime na Base Naval do Alfeite – perto de casa, na rua Vila do Seixal – onde trabalhou vários anos. E foi aí que a PSP o deteve. António, com cerca de 60 anos, criou sozinho a filha desde os 13 anos. Descrito por vizinhos e um familiar como "bastante controlador e possessivo" (ver caixa em cima), vigiava todos os movimentos da filha mais nova. Mas em Janeiro deste ano, Diana foi tirar a especialidade para o Hospital de Évora, deixando pela primeira vez a casa paterna. E apaixonou-se por um funcionário de uma empresa de materiais para automóveis, filho dos senhorios da casa que arrendou na cidade alentejana e também sobrinho de um vizinho de António.
Como já tinha acontecido antes, assim que Diana chegou anteontem de Évora a discussão estalou. "De repente ouvi tiros e fiquei arrepiada. O António saiu a correr escadas abaixo, deixando a chaves na porta. Quando entrei encontrei a Diana deitada numa poça de sangue no chão da cozinha, a pedir ajuda", contou  uma vizinha, a primeira a socorrer a jovem.
Solitário, controlador, nervoso, difícil, desconfiado, possessivo mas também prestável. São as características que os vizinhos apontam a António, quase as mesmas evocadas para não aceitarem ser identificados por medo de represálias. "A Diana não podia ir a lado nenhum sem que ele soubesse, era controlador ao máximo", referem. "Viviam aqui há cinco anos e durante este tempo nunca vi entrar em casa quaisquer amigos da Diana, que acabava por ser um pouco solitária, mas o oposto do pai quanto ao temperamento", explica uma das vizinhas. Casado e divorciado por duas vezes, tem uma filha de cada mulher: Paula e Diana. A mãe de Diana vive numa casa nas proximidades. Ontem, estava muito abalada e não prestou declarações. O namorado de Diana também recusou falar.
Ex-militar na Base Naval do Alfeite, em Almada, onde foi motorista, e onde se acabou por entregar após o crime, António, segundo várias vizinhas, já tinha deixado pistas sobre o que seria capaz de fazer. "Há poucas semanas ele chegou aqui com umas balas na mão a dizer que tinha ido a Évora para matar a filha e o namorado [Miguel Barreto] mas que se tinha arrependido e voltado para trás", disse uma testemunha. Em casa, o ex-militar já tinha mostrado a vizinhos a pistola 6.35 mm, bem como uma catana. "Mas nunca pensámos que ele poderia fazer esta loucura", disse a mesma fonte.

Freguesias do Centro Histórico



Link: Freguesias do Centro Histórico

Évora Perdida no Tempo - Palácio dos Condes de Basto (Pátio de São Miguel)

Palácio dos Condes de Basto (Pátio de São Miguel) antes das obras de restauro. O edifício, em avançado estado de ruína, foi adquirido em 1957 pelo Conde de Vill'Alva, que no ano seguinte iniciou as obras de recuperação, com a colaboração do Arquitecto Ruy Couto. As obras de consolidação, recuperação e restauro duraram cerca de 15 anos.

Autor David Freitas
Data Fotografia 1955 ant. -
Legenda Palácio dos Condes de Basto (Pátio de São Miguel)
Cota DFT7079 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Os 39 Degraus

22 e 23 de Abril de 2011
De John Buchan e Alfred Hitchcock

Baseada no filme do mestre do suspense, a história inclui perseguições, assassinatos, trocas de identidade, paixões e outras confusões, magistralmente interpretadas por quarto actores que dão corpo a mais de 150 personagens durante 100 minutos de humor hilariante. Vencedora do Tony Award para melhor comédia 2008 e um Lawrence Olivier em 2007. Encenação: Cláudio Hochman. Intérpretes: Inês Castel-Branco | Joaquim Horta | João Didelet | Rui Melo

Horário: 22 Abr. | 21:30
23 Abr. | 1ª Sessão 16:30 | 2ª Sessão 21:30

Localização: Teatro Municipal Garcia de Resende, Évora
Informações: 266 703 112
Organização: Produção Statement
Apoio: Câmara Municipal de Évora | Cendrev

Évora Perdida no Tempo - Vista parcial de Évora

Vista parcial de Évora, vendo-se em primeiro plano o Convento da Cartuxa e o Aqueduto da Água de Prata.
Autor David Freitas
Data Fotografia 1950 - 1970
Legenda Vista parcial de Évora
Cota DFT2304 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

domingo, 10 de abril de 2011

TÉCNICOS DE FIELD – REDES MÓVEIS (3G) (m/f) - Distrito de Évora

O nosso cliente é uma empresa multinacional, líder no sector das telecomunicações. No âmbito do seu crescimento estratégico e desenvolvimento de novos projectos, encontramo-nos a recrutar:

TÉCNICOS DE FIELD – REDES MÓVEIS(3G)(m/f)

Perfil:
- Formação técnico-profissional em telecomunicações ou áreas afins;
- Sólidos conhecimentos na área de redes móveis;
- Experiência profissional de cerca de 2 anos em actividades de commissioning e integração;
- Experiência profissional com equipamentos de rádio 3G da NSN;
- Zonas preferêncial de residência: zona sul do distrito de Évora;
- Carta de condução;
- Disponibilidade imediata.

Oferecemos:
- Formação inicial e contínua;
- Remuneração compatível com a experiência demonstrada;
- Viatura de serviço
- Pc, placa 3G e telemóvel

Caso pretenda candidatar-se aceda a www.upgradem.pt e insira a referência
ITCD 081 no campo “Keyword”. Bastará depois clicar no botão "Responder", preencher os seus dados e anexar o seu cv.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Feira Medieval animou Évora


A Praça 1º de Maio, em Évora, voltou a animar-se com a realização, pela segunda vez, de uma Feira Medieval. Mau grado as condições atmosféricas de domingo, durante os dois dias a animação junto ao Mercado Municipal esteve garantida, através de um evento que procurou retratar o dia-a-dia da idade média.

No sábado, por exemplo, centenas de pessoas passaram pelo recinto do certame, com os mais novos a regalarem os olhos junto ao stand das aves de rapina e de brinquedos em madeira, enquanto os adultos tiveram uma panóplia diversificada de motivos de interesse.

A Feira Medieval foi organizada pela Câmara Municipal de Évora, através do Departamento de Desenvolvimento Económico, contando com o apoio do Pingo Doce.



Brasão da cidade de Évora

Autor(a) Fernando e Paula

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Évora: Patrice atua na Queima das Fitas

Patrice, músico alemão de ascendência africana, é o cabeça-de-cartaz do primeira dia da Queima das Fitas de Évora, a 28 de maio.
A informação foi adiantada revelada pela Associação Académica da Universidade de Évora, que organiza a festa dos estudantes.
O músico de reggae vai apresentar as canções do mais recente álbum, «One», editado em 2010.
Os êxitos de Patrice, como Soulstorm e Clouds, também não serão esquecidos.

Programa:
28 de maio - Patrice
29 de maio - Diabo Na Cruz
30 de maio - Quim Barreiros
31 de maio - Peste & Sida
2 de junho - Banda Lusa
3 de junho - Mastiksoul
4 de junho - Xutos e Pontapés



Évora Perdida no Tempo - Vista da Av. Germano Vidigal


Vista da Avenida Germano Vidigal (antiga Avenida Duatre Pacheco) e de parte do Bairro do Legado de Operário (Zona de Urbanização nº1). Autor David Freitas Data Fotografia 1945 dep. - Legenda Vista da Av. Germano Vidigal Cota DFT1704.1 - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Caracterização e Património da Freguesia de S.Mamede

Área da Freguesia
km2
0,2

Rede de Transportes
A freguesia de S. Mamede é servida pelo SITEE - Sistemas Integrado de Transportes e Estacionamento de Évora, e tem uma frequência regular para as restantes freguesias urbanas do concelho.

População
População Residente

1991
2001
Variação %
H
1217
915
-24,8%
M
1703
1255
-26,3%
Total
2920
2170
-25,7%

Densidade Populacional
2001
hab/km2
9434,8

População Activa Total
Valores absolutos

2001
H
539
M
692
Total
1231

População Activa segundo grau de instrução
valor absoluto
2001
H
M
Sem nível de ensino
13
21
Ensino Básico - 1º Ciclo
111
178
Ensino Básico - 2º Ciclo
52
57
Ensino Básico - 3º Ciclo
61
80
Ensino Secundário
181
172
Ensino Médio
10
9
Ensino Superior
111
175
Total
539
692

População Empregada Por Ramos de Actividade
Valor absoluto
2001
H
M
Agricultura/Pecuária
13
8
Industria
60
37
Construção
41
6
Comércio
109
99
Serviços
157
297
Total
380
447

População Desempregada
Valor absoluto
2001
H
M
<25 anos
3
8
25-44 anos
23
19
45-54 anos
3
1
≥ 55 anos
4
5
Total
33
33

Taxa de Desemprego
2001

Homens
Mulheres
Total
%
7,8
5,7
6,7

Economia e Cultura
Actividades Económicas de Relevo
Comércio
Restauração
Serviços
Indústria de Madeiras

Serviços de Proximidade Existentes
Serviço de Apoio Domiciliário
Serviço de Apoio a Idosos
Serviço de Lavandaria
Serviço de Engomadoria
Electricistas
Pedreiros
Canalizadores
Creche
Lar de Idosos
Centro de Convívio

Actividades Tradicionais
Trabalhos em Cortiça e Madeira

Actividades Culturais
Festa de Stº António
Festa de S. Mamede
Feira de Velharias (mensal)

Associações e Colectividades
Paróquia de S. Mamede
Grupo Desportivo de S. Mamede
Centro de Convívio para Idosos e Reformados
Centro de Apoio Social de Évora
Obra de S. José Operário
Associação de Dadores Benévolos de Sangue do Distrito de Évora
Casa Pia - Secção Feminina
Associação TRILHO
Associação de Freguesias do Concelho de Évora

Necessidades Sentidas
A população da Freguesia de São Mamede recorre a outras freguesias para usufruir de serviços vários. Destacam-se não só os serviços da área de saúde e serviços bancários como actividades culturais e infra-estruturas desportivas.
Ao nível dos serviços de proximidade, esta freguesia detém um leque de serviços bastante diversificado para dar resposta às necessidades da população. Apenas necessita de reforço dos serviços prestados ao nível da lavandaria e de lar de idosos e implementação de um centro ATL para a sua população juvenil.

Serviços que recorrem a outras Freguesias
Freguesias onde recorrem
Serviços de Saúde
Freguesias de Santo Antão, Sé e S. Pedro, Horta das Figueiras,Malagueira e Senhora da Saúde
Serviços Bancários
Desporto (não há infraestruturas desportivas)
Serviços Culturais (cinema, biblioteca)

Serviços de Proximidade Necessários
Serviço de Lavandaria
Lar de Idosos
Centro de ATL
 
Património

Igreja de S. Mamede

A igreja de S. Mamede é uma das igrejas paroquiais mais antigas de Évora, com existência comprovada documentalmente desde o início do século XIV.
Porém, no século XIII, há já referências documentais ao arrabalde de S. Mamede, sendo que esta foi a primeira paróquia fora dos antigos muros da cidade, apesar de muito próximo destes; situada a norte, numa zona simultaneamente cristã e muçulmana, já que era a zona da mouraria, demonstra o crescimento eborense ao longo da época medieval.

O primitivo templo medieval sofreu completa remodelação no reinado de D. João III, em meados do século XVI, perdendo a sua feição gótica. Esta igreja apresenta uma tipologia arquitectónica que alia elementos da arquitectura maneirista e da arquitectura chã, como aliás ocorre frequentemente na arquitectura portuguesa deste período.
Desconhecemos o autor do risco; porém pela erudição de alguns elementos e desde logo pela galilé que a antecede, de clara influência serliana, poderemos levantar a hipótese de Diogo de Torralva, o melhor leitor de Serlio, mestre das obras da comarca do Alentejo e paços de Évora, ter sido o autor do risco.
A igreja apresenta uma planta rectangular, de uma só nave e capela-mor; de ambos os lados da capela-mor, rasgam-se capelas, de feição quadrada, cobertas por cúpulas. A nave é coberta por abóbada polinervurada, característica do tardo-gótico e muito presente ainda ao longo do século XVI, na arquitectura alentejana.
Exteriormente, apresenta, como já referido, um nartex, de mármores coloridos, maneirista; a fachada é rematada, superiormente, por frontão triangular. Lateralmente, a nave é amparada por contrafortes rectangulares, apresentando da banda ocidental torre campanário modernizada.
Interiormente alberga um notável conjunto de azulejaria seiscentista, bem como intensa pintura mural barroca, a decorar a abóbada. O coro era também coberto por pintura mural, que lamentavelmente se perdeu.
Tapetes azulejares, de grande intensidade cromática e decorativa cobrem praticamente o interior do templo, do rodapé até à cimalha; são utilizadas composições de brutescos e de padrão, onde se destacam os de maçaroca, de grande originalidade e raridade, pois ao invés do que acontece frequentemente, utilizam o esmalte verde, bastante mais raro na azulejaria portuguesa do século XVII.
A decoração do templo completa-se com a pintura mural, decorativa de brutesco que reveste a abóbada, datada de 1691, provavelmente ligada à oficina do pintor eborense Lourenço Nunes Varela; muito ao gosto da época dominam laçarias, arabescos, serafins, aves, flores, frutos, máscaras que envolvem medalhões centrais ornamentados com o Cálice, a Hóstia Sagrada, emblemas alusivos a S. Mamede, de grande cenografia e cromatismo intenso.
O retábulo do altar-mor de mármores de vários tons é obra tardia, já do período neoclássico.
Nos anexos deste templo, a Sala da Confraria do Santíssimo Sacramento apresenta o conjunto talvez mais interessante da azulejaria do templo, da autoria de Gabriel del Barco, conforme confirmação de Paulo Valente. Revestindo totalmente as paredes da sala, vários painéis figurativos azuis e branco narram cenas bíblicas, destacando-se Moisés fazendo brotar a água da rocha, ou o Filho Pródigo e o Regresso do Filho Pródigo, de grande expressividade, rigor de desenho e variedade de tons de cobalto, resultando num conjunto de grande monumentalidade barroca.
Ana Maria Borges, 9/9/2008
 
 
Inaugurado a 28 de Março de 1537, o Aqueduto da Prata de Évora é uma das mais marcantes obras efectuadas na cidade na primeira metade do século XVI. Foi construído em escassos seis anos, sob direcção do arquitecto régio Francisco de Arruda, e prolonga-se por cerca de 18Km, até à Herdade do Divor, onde vai abastecer.
Muito provavelmente sobreposto ao antigo aqueduto romano, o carácter civil da construção foi enobrecido por alguns troços de inegável impacto artístico e urbanístico. Por exemplo, junto à igreja de São Francisco, existiu até 1873 o Fecho Real do Aqueduto, um pórtico renascentista composto por "um torreão de planta octogonal decorado por meias colunas toscanas e nichos emoldurados, de vieiras nos arcos de meio ponto, tendo um corpo superior com lanternim de aberturas do mesmo estilo, envolvido, na base, por umas piriformes" (ESPANCA, 1966). Também na Praça do Geraldo, onde o aqueduto terminava, existiu uma fonte "adornada por leões de mármore" e associada a um arco de triunfo romano, ambos posteriormente sacrificados aquando da remodelação henriquina da principal praça da cidade e a fonte substituída pela actual fonte da Praça do Geraldo (ESPANCA, 1993, p.66).
Na Rua Nova de Santiago, precisamente no local onde a cerca velha foi cortada, Francisco de Arruda construíu uma Caixa de Água renascentista, de planta quadrangular e actualmente com dois lados visíveis, com doze colunas toscanas e amplo entablamento, obra que caracteriza o maior empenhamento artístico em algumas zonas do aqueduto e que contrasta drasticamente com outras partes do traçado em que o utilitarismo da construção sobrepôs-se a eventuais intenções mais eruditas.
Ao longo dos séculos o aqueduto da Prata sofreu algumas alterações entre acrescentos e demolições. De maior visibilidade foram os vários chafarizes e fontes que se implantaram ao longo do percurso citadino. Para além da terminação emblemática na Praça do Geraldo junto ao antigo arco romano, é de realçar a Fonte do Chão das Covas, obra datada de 1701. Do período de renovação urbanística patrocinada pelo cardeal D. Henrique, subsiste também o Chafariz das Portas de Moura. Ainda do século XVI, outros dois chafarizes foram construídos, respectivamente no Largo da Porta Nova, uma obra que apresenta nítidas semelhanças para com os desenhos de Afonso Álvares (arquitecto que construíu as fontes da Praça do Geraldo e das Portas de Moura), e no antigo Rossio de São Brás, uma campanha que data já de época filipina e que abrangeu ainda a edificação de uma ampla alameda.
Parcialmente restaurado no século XVII, em consequência das guerras da Restauração, o aqueduto foi objecto de sucessivas beneficiações durante os séculos XIX e XX, não se alterando, contudo, a fisionomia geral inicial.
PAF
 
Fonte do Largo de Avis ou Fonte da Porta de Avis
 
A Fonte da Porta de Avis originalmente situada no Largo da Porta Nova, terá sido construída pela vontade do cardeal-infante D. Henrique, em data posterior a 1573, durante o reinado de D. Sebastião. Esta fonte é tradicionalmente atribuída ao arquitecto Afonso Álvares, então conservador do cano da Água da Prata e autor do Chafariz da Praça do Giraldo. No entanto, não será de afastar a possibilidade de intervenção, ou mesmo de desenho, do seu assistente e mestre de pedraria, Mateus Neto.
A construção desta fonte insere-se na rede distribuidora do Aqueduto da Prata, tendo sido edificada no âmbito no plano de D. Henrique, que visava modernizar as estruturas de bastecimento de água à cidade, construídas no reinado de D. João III.
Em 1886 o Município alterou a sua localização original, o que voltou a acontecer em 1920, época em que foi transferida para o Terreiro da Porta de Avis, onde actualmente se encontra. No entanto, estas sucessivas deslocações provocaram alguns estragos, principalmente ao nível das proporções, agora mais diminuídas (ESPANCA, Túlio, 1966). Assim, a taça apoia-se numa base quadrangular de três degraus, a partir da qual se desenvolve a fonte em forma de pirâmide, com remate ovalóide. Em 1965 a Câmara beneficiou a fonte, pelo que esta recuperou então a distribuição da água através das gárgulas antropomórficas originais, em bronze.
(Rosário Carvalho)
 
Palácio dos Sepúlvedas
 
No início do século XVI, o fidalgo castelhano Diogo de Sepúlveda mandou erguer numa das artérias principais de Évora, constituindo um acesso privilegiado à vila, um palácio para residência da sua família, cujos descendentes habitaram até finais do século. A estadia desta família em Évora, bem como o tipo de construção, nobre e de grandes dimensões, do imóvel, são testemunho de um período marcado por grande desenvolvimento económico e cultural da zona, quando naturalmente se registou um surto construtivo marcante - acompanhando, por exemplo, as estadias do rei D. Manuel na cidade. Da construção original restam as janelas manuelinas da frontaria, voltada para a antiga Rua da Lagoa e para o fronteiro Convento do Monte Calvário, bem como as salas abobadadas do piso térreo e da sacristia da igreja, provavelmente antigas adegas ou cocheiras.
Das três janelas, hoje entaipadas, apenas uma conserva a molduração intacta, em arco trilobado no intradorso e contracurvado no extradorso, decorado com imaginária vegetalista, mas sem peitoril. A segunda janela conserva a verga, formada por dois arcos ultrapassados ou em ferradura, geminados, certamente assentes sobre mainel, do qual não restam vestígios; ficaram no entanto os elegantes capiteis, os remates e parte das ombreiras, e a terminação do extradorso, em arco contracurvado terminando num cogulho. A terceira exibe apenas uma ombreira e cerca de metade da verga, sugerindo troncos podados entrelaçados.
O conjunto sofreu sucessivas alterações ao longo do tempo, principalmente maneiristas e barrocas, uma vez que o edifício foi adaptado a colégio a partir de 1625, quando o arcebispo D. José de Melo aí instala o Colégio de São Manços, instituído em 1592 e destinado a albergar donzelas desamparadas oriundas de famílias nobres - motivo pelo qual o palácio foi também conhecido por Colégio das Donzelas. Deste período subsiste a estrutura da igreja então erguida, templo de nave única, de linhas muito sóbrias. Foram então adaptadas muitas salas, sendo as do piso térreo transformadas em dormitórios.
O imóvel foi vendido a um particular no século XIX, passando para a posse da família Braancamp Reynolds; seguiu-se a sua ruína parcial, embora tenha logo em meados do século começado a funcionar como fábrica, albergando uma máquina a vapor que produziria sabão e aguardente, para além de funcionar como moagem de cereais e azeitona. A esta primeira utilização industrial seguiram-se outras, como o fabrico de pranchas e rolhas de cortiça, e - já nos anos 50 do século XX - a actividade têxtil, ficando o edifício conhecido principalmente como "Fábrica da Melka". Estas ocupações sucessivas desvirtuaram evidentemente as características da maior parte do palácio, causando a destruição de valiosos elementos estruturais e decorativos. Presentemente, o edifício encontra-se devoluto, embora se considere a sua adaptação a unidade hoteleira.
SML
 
Porta de Aviz
 
As primeiras referências à Porta de Avis, rasgada num pano das muralhas de Évora, remontam a 1381, data da fundação da Ermida de Nossa Senhora do Ó, conforme referido por Túlio Espanca em 1966. Aquando da entrada triunfal de D. Catarina da Aústria na cidade, em 1525, a porta foi parcialmente reconstruída e remodelada. Trata-se de um elemento arquitectónico maneirista, de tipologia militar, que se estrutura numa dupla arcaria de volta perfeita, sem apontamentos decorativos, ladeada por duas pilastras de sustentação da arquitrave, e rematada por frontão em gablete ornado de florões. O monumento é ladeado por um torreão de planta rectangular, e pela já citada Ermida de Nossa Senhora do Ó, inscrita na estrutura amuralhada.
Em 1804, a Porta de Avis sofreu uma intervenção de restauro e consolidação, registada em lápide comemorativa no friso:
NOVA PORTA DE AVIZ/ ABERTA NO ANNO DA ESTERILIDADE DE 1804/ SENDO REGENTE DO REINO O PRÍNCIPE D. JOÃO / PAI DESTES SEVS VASSALLOS PIEDOSO FILHO DE D. MARIA I / OS CIDADAOS PVZERAO AQVI/ AOS VINDOVROS ESTA MEMORIA.
SML
 
Convento de São José
Convento de São José da Esperança, popularmente chamado Convento Novo (por ter sido a última casa religiosa da cidade), situa-se no Largo de Avis, freguesia de São Mamede, em Évora.
O Mosteiro, de freiras da Ordem das Carmelitas Descalças, foi fundado em 13 de Março de 1681 por duas senhoras eborenses: Feliciana e Eugénia da Silva, tendo depois o patrocínio do Arcebispo de Évora D.Frei Luís da Silva Teles.
O edifício, ao mesmo tempo severo e simples, é tipicamente barroco, sendo a igreja um belíssimo exemplar da arte da talha dourada eborense.
O convento encerrou as portas em 19 de Outubro de 1886, por morte da última professa (a Prioresa Maria Teresa de São José), uma vez que a Lei da Extinção das Ordens Religiosas proibia a admissão de noviças desde 1834).
O edifício (que conserva praticamente intacta e bem conservada a sua arquitectura conventual), teve várias utilizações, sendo hoje a Secção Feminina da Casa Pia de Évora.