domingo, 9 de agosto de 2009

Projecto de Interpretação do Património Hidráulico de Évora (Parte 2)

Carro de rega(s)

No Rossio, a camioneta da água da Câmara andava pelos arruamentos definidos no recinto, molhando a terra solta e escaldante, baixando o pó e levantando um cheiro a barro húmido e quente. Durante os dias da feira repetia várias vezes o mesmo circuito. O tempo de fazer uma volta e de ir reabastecer-se era suficiente para que tudo secasse. Este autotanque dos “tempos pré-históricos” tinha (…) uma sineta que o motorista badalava, avisando tudo e todos da sua aproximação, espalhando água. Correndo ao lado dos jactos que lançava, a garotada aproveitava para um “duche” municipal.

in A. M. Galopim de Carvalho, O Autotanque in O Cheiro da Madeira, Editorial Notícias, [1993], p.141.



Características :

Função: rega/limpeza das ruas, largos, praças e Rossio (principalmente na época da feira e nos dias de mercado) da cidade

Data de aquisição: 1926

Início de actividade: 1927

Fim de utilização: finais da década de 60

Fabrico: francês

Marca: Laffly

Tipo: Arroseuse

Modelo: L.C.2

Motor: 4 cilindros

Capacidade do tanque: 2.244 litros

Propriedade: Câmara Municipal de Évora

Esta máquina é uma peça rara no meio automobilístico e única dentro da história local.Devido ao seu valor patrimonial, a autarquia optou pela sua restauração, inserida no Projecto de Interpretação do Património Hidráulico de Évora (PIPHE), visto que o carro se encontrava em elevado estado de degradação.










sábado, 8 de agosto de 2009

1 de Maio de 1974 - manifestação no Rossio


Autor Carlos Tojo
Data Fotografia 1974-05-01 -
Legenda 1 de Maio de 1974 - manifestação no Rossio
Cota AC - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Projecto de Interpretação do Património Hidráulico de Évora (Parte 1)

No âmbito do acordo de colaboração celebrado entre a Câmara Municipal de Évora, a Região de Turismo de Évora e o Instituto de Financiamento e Apoio ao Turismo para a execução do projecto Reabilitação e Valorização Turística do Centro Histórico de Évora, foi incluída a acção Rede Museológica, que contempla, entre outros, o Projecto de Interpretação do Património Hidráulico de Évora, que tem como intenção principal interpretar e valorizar as várias infra-estruturas patrimoniais hidráulicas que resistiram às transformações urbanas e rurais, mantendo-se até aos nossos dias.

Objectivos

Estudo | Promover o(s) estudo(s) da história do abastecimento de água de Évora ao longo dos tempos.

Preservação | Conservar as infra-estruturas e os bens móveis hidráulicos.

Valorização | Revitalizar e valorizar o património hidráulico.

Divulgação | Divulgar o projecto através de:

- Produção de um guia turístico, de folhetos interpretativos, da
presente página na Internet e de uma base de dados informatizada;

- Edição de vários estudos sobre a temática;

- Execução de exposições e eventos.

Fruição | Contribuir para a fruição pública do património hidráulico através de diferentes propostas de circuitos temáticos e cronológicos:

- Acesso às infra-estruturas hidráulicas no centro histórico eborense, com destaque para a antiga Central Elevatória de Água(s) na Rua do Menino Jesus;

- Redescoberta do aqueduto quinhentista e de outros imóveis que existem no concelho.



Esta máquina é uma peça rara no meio automobilístico e única dentro da história local.Devido ao seu valor patrimonial, a autarquia optou pela sua restauração, inserida no Projecto de Interpretação do Património Hidráulico de Évora (PIPHE), visto que o carro se encontrava em elevado estado de degradação.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

1 de Maio de 1974: manifestação no Rossio



Autor Carlos Tojo
Data Fotografia 1974-05-01 -
Legenda 1 de Maio de 1974: manifestação no Rossio
Cota AC - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

CEA - Central Elevatória de Água(s) da Cidade de Évora (Parte 3)





Estação Elevatória
(Rua do Menino Jesus)

O seu edifício compreendia uma sala de máquinas com o equipamento à vista e uma pequena zona destinada ao pessoal e às pequenas reparações, actividades transferidas posteriormente, com a construção da oficina de contadores.
Tendo sido desenhado e construído para ser uma instalação industrial/técnica, este edifício é bastante funcional, integrando a simplicidade. Apresenta características arquitectónicas modernistas, de estilo internacional, com planta rectangular e cobertura de placa, construído em betão armado, de reboco branco, renunciando a ornamentos, tendo faixas largas de janelas, que são compostas por ferro, material resistente ao fogo, com vidros, para manter a divisão bastante iluminada. Quanto à sua decoração interior, também funcional, apresenta características da Arte Déco, composta por painéis rectangulares em estuque com relevos em gesso, imitando a estalactite. No topo das paredes e no tecto; para embelezar e facilitar a limpeza do local, utilizou-se a conjugação da aplicação de mármore branco, preto e cinzento, de forma abstracta, com linhas rectas em movimento, formando ziguezagues, dando origem a triângulos encadeados, nas paredes, nos pavimentos e nos elementos decorativos. Destacam-se destes últimos os candeeiros de carácter estilizado e a balaustrada corrida em forma rectangular, a qual circunda a maquinaria, situada abaixo do n
ível do pavimento principal, havendo para o seu acesso uma pequena escadaria.
A maquinaria, que aspirava a água dos reservatórios de chegada, elevando-a para o reservatório de serviço regulador de distribuição na rede, foi fornecida e montada pela Sociedade Lusitana de Electricidade A.E.G., e era constituída por dois grupos de electrobombas, com uma potência de cerca de 40 CV no seu conjunto, necessários para dispor de um caudal para o combate ao fogo. Cada um dos grupos podia trabalhar separadamente ou em simultâneo, garantindo apenas um dos grupos o serviço. Cada um tinha a capacidade de elevar um caudal de 93,6 m3/hora, prevendo-se inicialmente que trabalhasse cerca de 16 horas por dia, sendo as restantes 8 horas apenas para uma emergência.
Em 1944, com a transformação de corrente contínua em alterna, foi necessário integrar um novo motor que funcionasse a corrente alterna, que foi fornecido pela Casa Siemens, instalado no meio dos outros dois grupos. Este motor ficou a operar em serviço normal, substituindo definitivamente os anteriores, accionando alternadamente qualquer uma das bombas. Contudo, os outros dois motores continuaram montados para as emergências, mesmo funcionando com a corrente contínua.
Passados 21 anos do início do funcionamento da CEA, no Verão de 1954, atingiu-se a elevação do caudal de 1650 m3/dia, forçando a maquinaria a um trabalho quase ininterrupto de elevação da água. Para agravar a situação, a cobertura de laje de cimento armado do edifício era desfavorável às condições de trabalho excessivo das electrobombas, que suportavam temperaturas elevadíssimas. Por esse motivo, as electrobombas foram substituídas por outras, de corrente alterna, fornecidas
pela Casa Capucho, tendo cada grupo capacidade para o débito horário de 300 m3, prevendo-se já o aumento da rede devido ao crescimento populacional.
Nos anos de 1964 e 1965, com a abertura das piscinas municipais e estando em construção a Estação Elevatória e de Tratamento da Albufeira do Divor, acrescentou-se um outro grupo de electrobomba, também da Casa Capucho, que possibilitou o aumento da elevação de água para 450m3/hora, ampliando-se a área reservada às electrobombas.


Reservatório de Serviço Regulador de Distribuição de Água
(Travessa das Casas Pintadas)


Construído em fo
rmigão de cimento armado, tem capacidade para cerca de 400 m3 e o seu fundo localiza-se num plano superior aos mais altos edifícios da cidade, concebido desta forma para obter a pressão necessária para a distribuição da água.
O reservatório estava ligado automaticamente à estação elevatória, para evitar o esgotamento de água. Podia ficar isolado do resto do complexo, em caso de avaria, passando a água directamente da conduta de elevação para a rede de distribuição domiciliária, através de um dispositivo de torneiras.Deste depósito derivava toda a rede, composta por 10 sectores. Estendia-se pelas ruas situadas intramuros e era constituída por malhas de ferro fundido muito abertas, que se foram apertando à medida que as disponibilidades financeiras o permitiam. Passados poucos anos, com o surgimento de novos bairros na cidade, a rede foi sendo ampliada.




Fontes

Iconográficas
Arquivo Fotográfico da Câmara Municipal de Évora
NOGUEIRA, Eduardo, Central Elevatória de Água de Évora, década de 30 do século XX.
Câmara Municipal de Évora
CABRITA, Castro, Diagramas das Redes dos Sectores, n.º 1; n.º 2; n.º 3; n.º 4; n.º 5; n.º 6; n.º 7; n.º 8; n.º 9; n.º 10, 29-05-1930; 3-06-1930; 5-06-1930; 7-06-1930; 8-06-1930; 9-06-1930; 9-06-1930; 14-06-1930; 15-06-1930; 16-06-1930.
IDEM, Estudo do Abastecimento de Águas da Cidade de Évora, 1928-1929.
IDEM, Reservatório de Serviço 400 m3, 23-08-1929.

Impressas
Publicações Periódicas
Noticias d` Evora, Carlos Maria Pinto Pedrosa (Director, editor e proprietário), Évora, 1928-1933.

Manuscritas
Arquivo Distrital de Évora
Câmara Municipal de Évora, Actas da Câmara Municipal de Évora, 1928-1933.
Câmara Municipal de Évora
CABRITA, Castro, Estudo do Abastecimento de Águas da Cidade de Évora, 1928-1929.
Serviços Municipalizados, Actas das Reuniões do Conselho de Administração dos Serviços Municipalizados da Câmara Municipal de Évora, 1933-1983.

Bibliografia:

CABRITA, Castro, "Estudo do Abastecimento de Águas da Cidade de Évora", in Revista da Associação dos Engenheiros Civis Portugueses, n.os 656, 658, 664, 666, 668, Lisboa, 1930-31.
IDEM, "O abastecimento de Águas de Évora", in Revista de Engenharia Tecnica, n.º 28, Revista dos Alunos do Instituto Superior Técnico, Maio de 1930, pp. 350-353.
CABRITA, Castro, GALVÃO, Lopes, "O abastecimento de Águas de Évora - a obra a realizar", in Revista de Engenharia Tecnica, n.º 25, Revista dos Alunos do Instituto Superior Técnico, Fevereiro de 1930, pp. 262-273.
KOCH, Wilfried, Estilos de Arquitectura II, s.l., Editorial Presença, Colecção Dimensões, Série especial 11, s.d., pp. 27-29, 121-133.
www.laberintos.com.mx/artdeco2.html, em 22-11-2002.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Militares na Praça Joaquim António de Aguiar


Autor Carlos Tojo
Data Fotografia 1974-04 -
Legenda Militares na Praça Joaquim António de Aguiar
Cota AC - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

CEA - Central Elevatória de Água(s) da Cidade de Évora (Parte 2)



A unidade surgiu com o propósito de interpretar e valorizar a CEA, um testemunho único do património hidráulico do século XX da cidade de Évora, que deve ser preservado devido ao seu valor histórico, artístico e industrial. A sua criação contribui para o entendimento da evolução económica e social da cidade, ajudando a compreender os vários espaços do complexo que permitiam, em conjunto, o armazenamento e a distribuição de água.

De todo o complexo destaca-se a sua estação elevatória que alberga, ainda, a última maquinaria que aí funcionou, tendo o edifício a particularidade de apresentar elementos arquitectónicos de estilo internacional e decorado com elementos Arte Déco, dos quais estes últimos existem também no exterior do complexo, destacando-se o seu jardim. Tanto os elementos arquitectónicos como decorativos existentes na CEA pertencem a correntes artísticas de influência europeia, que surgiram no país durante a década de 30, no período entre as duas grandes guerras.

No entanto, apesar da preocupação estética presente na solução arquitectónica dada ao complexo, este sempre sofreu imensas críticas relativas ao seu aspecto por se tratar de uma vertente arquitectónica diferente da malha urbana antiga circundante, principalmente no caso do reservatório de serviço regulador de distribuição de água, visível no topo da cidade. Houve mesmo a ideia de primeiramente disfarçar todo o complexo, o que não se realizou. Após a desactivação da CEA, colocou-se a hipótese do seu derrube, principalmente do reservatório de s
erviço regulador de distribuição de água, o que felizmente não aconteceu.








Câmara de manobras
(Travessa do Serpe)
Com a construção da CEA a água continuou a ser conduzida pelo aqueduto, desde a sua origem até uma câmara de manobras. O objectivo da construção desta câmara foi estabelecer uma ligação entre o aqueduto e uma conduta de adução subterrânea, constituída por tubos de cimento armado, com cerca de 380 m de comprimento.
A água percorria o trajecto descendo a Travessa do Serpe, passando pela Rua d` Aviz, que subia a Rua da Corredoura e terminava o seu percurso nos reservatórios de chegada da CEA, na Rua do Menino Jesus.
O interior da câmara de manobras é composto por um poço de visita com grelha e tampa.
Pela década de 70, devido à necessidade de aumentar o caudal de água, implementou-se uma electrobomba (bomba centrífuga directamente accionada por motor eléctrico).




Reservatórios de Chegada
(Rua do Menino Jesus)

A reserva de água estava distribuída por quatro reservatórios, construídos em formigão de cimento armado, com forma circular e semi-enterrados. Cada reservatório tem capacidade para cerca de 500 m3 e, funcionam como compartimentos de um grande reservatório.
Previa-se que a reserva de água fosse suficiente para dois dias, pressupondo-se que, em princípio, qualquer avaria seria resolvida rapidamente.
Os reservatórios estão agrupados em dois, correspondendo a uma câmara de manobras por grupo, sendo cada uma composta por condutas de ferro fundido dotadas de torneiras de controlo à passagem da água proveniente da conduta de adução subterrânea, a qual tem origem na câmara localizada na Travessa do Serpe.
O nível da água nos reservatórios é controlado por um medidor/nível de capacidade em cada câmara de manobras.
As torneiras permitiam isolar cada um dos compartimentos, sem interromper o serviço nas situações de limpeza de um dos reservatórios ou de avaria de qualquer deles. Em caso de necessidade, permitiam que os reservatórios de chegada pudessem funcionar como reservatórios de distribuição para a parte mais baixa da cidade.

domingo, 2 de agosto de 2009

Militares na Praça Joaquim António de Aguiar


Autor Carlos Tojo
Data Fotografia 1974-04 -
Legenda Militares na Praça Joaquim António de Aguiar
Cota AC - Propriedade Arquivo Fotográfico CME

sábado, 1 de agosto de 2009

CEA - Central Elevatória de Água(s) da Cidade de Évora (Parte 1)

O abastecimento de água à cidade de Évora é um tema de estudo com bastante relevância, devido à presença dos vários imóveis hidráulicos de grande valor patrimonial, que testemunham o abastecimento de água à população ao longo dos tempos.

Entre estes imóveis hidráulicos, destaca-se a CEA - Central Elevatória de Água(s), que construída durante a década de 30 do século XX, tinha por função distribuir água por toda a cidade, constituindo-se actualmente como um importante testemunho da história eborense e da sua herança patrimonial.

Até ao século XX, a água provinha de nascentes existentes na zona compreendida entre a Graça do Divor e Metrógos, sendo conduzida até às fontes, chafarizes e algumas casas da cidade pelo aqueduto, com cerca de 18,5 km de comprimento. A sua distribuição era muito deficitária dado o aqueduto se encontrar em mau estado de conservação, não conseguindo elevar a água à parte alta da cidade. A tubagem no subsolo da cidade era inclusivamente insuficiente e muito rudimentar, registando-se desperdício de água e consequentemente a sua falta na(s) época(s) de seca.

Com a precisão do aumento populacional a situação tendia agravar-se, pelo que o Engenheiro Viriato Castro Cabrita foi convidado em 1928 pela Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Évora, por intermédio do Governo Civil do Distrito, para efectuar o projecto de Abastecimento de águas à cidade de Évora; que tinha por objectivo a construção de uma rede de distribuição de água aos locais de consumo, perspectivando-se que pelo menos durante os próximos 20 anos a cidade teria o abastecimento de água resolvido.

A convite de Viriato Castro Cabrita, o Professor Ernest Fleury estudou o caudal das nascentes, concluindo que o problema da água podia ser resolvido com a reparação e melhoramento do aqueduto, bem como do sistema utilizado. O caudal médio diário passaria a ser de 1000 m3, em que 120 m3 eram destinados a cobrir as necessidades da indústria.
Iniciou-se o levantamento da planta da cidade, utilizando-se em Évora o processo de fotogrametria aérea pela primeira vez, para permitir a construção correcta do sistema de rede de água.

Sob a coordenação de Viriato Castro Cabrita reconstruíram-se as captações e os troços do aqueduto, que ainda hoje exercem a sua função, tendo sido necessário desviar o aqueduto do interior da aldeia da Graça do Divor; reconstruiu-se a Central Elevatória do Pomar do Espinheiro que continua até aos dias de hoje a elevar água das nascentes do Pomar do Espinheiro, que ficam numa cota inferior ao nível da soleira do aqueduto; e construiu-se a CEA - Central Elevatória de Água(s), situada no centro histórico de Évora, para elevar a água à parte alta da cidade, assegurando uma pressão conveniente nos andares superiores dos prédios e permitindo um combate eficaz contra os incêndios.
As construções em cimento armado foram da responsabilidade do Engenheiro Virgílio Preto.

O Engenheiro Ricardo Teixeira Duarte viria a substituir Viriato Castro Cabrita, concluindo os trabalhos em curso, ficando mesmo sob a sua directiva técnica algumas obras, das quais se destaca a execução da rede de distribuição ao domicílio, inaugurada a 4 de Junho de 1933.

Por indicação de Ricardo Teixeira Duarte, o Engenheiro Mansos Ribeiro ficou encarregue da direcção e fiscalização dos trabalhos, tendo melhorado a rede de esgotos existente na cidade, embora o trabalho ficasse incompleto nesta primeira fase.
A 1 de Julho de 1933 o fornecimento de água à cidade passou a ser da responsabilidade dos Serviços Municipalizados, serviços autónomos dentro da Administração Municipal, criados no ano anterior.


As condições topográficas da cidade não permitiam estabelecer a sua divisão em zonas de distribuição, fazendo com que toda a água tivesse que ser elevada.
A localização da CEA, escolhida por Viriato Castro Cabrita, teve em consideração uma importante vantagem: a de permitir uma elevação curta da água, diminuindo, assim, a capacidade de potência necessária. Como resultado, em 1929 a autarquia comprou um edifício existente na Horta do Palácio Amaral e o restante terreno foi cedido pelo Ministério do Interior.

O complexo é composto por uma câmara de manobras, localizada no início da Travessa do Serpe, quatro reservatórios de chegada e uma estação elevatória, situados na Rua do Menino Jesus, e um reservatório de serviço regulador de distribuição de água, localizado no topo da Travessa das Casas Pintadas (os imóveis estão localizados na planta do Itinerário Expositivo).
Como solução para um enquadramento urbanístico a zona dos reservatórios foi ajardinada.

A partir de 1933, com a entrada em serviço da CEA, na estação de elevação iniciou-se a execução de trabalhos de aferição e reparação de contadores de água. Em 1937 transferiu-se essa actividade para uma oficina, com a mesma linha arquitectónica, anexada ao lado esquerdo do edifício principal. A oficina de contadores da Central Eléctrica viria também a ocupar este espaço, com a sua transferência em 1943.

Sendo a CEA automática, necessitava de corrente eléctrica, que era fornecida pela central da empresa concessionária - a Companhia Eborense de Electricidade. Em 1942, com a municipalização da electricidade, a Central Eléctrica passou a pertencer aos Serviços Municipalizados. Com a modificação da corrente eléctrica em 1944, praticamente toda a cidade passou da ligação de corrente contínua para corrente alterna, fornecida pela União Eléctrica Portuguesa. Neste sentido, coube também à CEA passar por algumas adaptações. A maioria da aparelhagem foi adaptada facilmente, devido ao facto de estar inicialmente preparada para trabalhar com corrente alterna.

Em 1947 instalou-se um sistema de cloragem na CEA - único local que tinha condições para montar a aparelhagem - pela qual passava toda a água que abastecia a cidade, permitindo manter a qualidade da água.

Ao longo do tempo criaram-se soluções para aumentar o caudal de água, conseguido através da perfuração de novas captações e construção de poços. Em 1966 a cidade passou a receber igualmente água da Albufeira do Divor.
O aumento do consumo, a falta de capacidade dos reservatórios da CEA e um caudal elevado muito superior à sua capacidade mas insuficiente, tornaram-se premissas para tornar o sistema obsoleto.
Na década de 70 a construção de depósitos soterrados na encosta do Alto de São Bento levaram ao encerramento da CEA, passando a ser utilizada apenas em caso de necessidade.

Na década seguinte, com o alargamento da Rua do Menino Jesus, houve necessidade de destruir parte do muro que circundava a CEA, o qual foi recuado e reconstruído ao lado dos depósitos soterrados. Como o pavimento da rua foi elevado, o acesso às portas das câmaras de manobras ficou parcialmente obstruído.

Nos anos 90, a área que correspondia à oficina de contadores foi ampliada e neste novo espaço instalou-se um estabelecimento de restauração, que veio ocupar uma zona da área exterior do complexo.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Agentes Desportivos em Évora

Modelismo Alentejo Clube
Rua João dos Santos, 32
Bairro da Casinha
7005-521 Évora
Tel. 960020550
E-mail: modelismoalentejoclube@hotmail.com
Web: http://modelismoac.blogspot.com

Aero Clube de Évora
Estrada de Viana do Alentejo
7000-790 Évora

Aminata – Évora Clube de Natação
Horta do Sezões (Circular à Zona Desportiva) EC Rossio
Telf.: 266 757370 Fax.: 266 757379
Site: www.aminata.pt
Apartado 375
7002-504 Évora

Associação de Caçadores e Pescadores dos Canaviais
Rua 4 de Outubro, 46 – 1º - Canaviais
Telf.: 266 761696
7005-279 Évora

Associação de Caçadores e Pescadores do Montinho e Anexas
Rua da tenda, 3
Telm.: 96 7498355
7005-681 Nossa Senhora de Machede

Associação de Caçadores e Pescadores de Santo Antonico
Quinta Nova do Caldeireiro – Santo Antonico
7000 Évora

Ass. para o Desenvolvimento Cultural e Desportivo da Malagueira
Rua da Conduta, 4
Telf.: 266 731160 Fax.: 266 731120
7000-706 Évora

Associação Hípica Eborense
Rua do Segeiro, 1
Tlm.: 91 7235002 Fax.: 266 711278
7000-672 Évora

Associação Equestre de Évora
Av. Conde de Vilalva, 369
7000-744 Évora

Associação de Minigolfe de Évora
Mata do Escurinho
Telf.: 266 771161 Fax.: 266 709898
7000-767 Évora

Associação Lyos Fighting de Portugal
Rua do Cabo, 17-A
Tlm.: 96 5883387
7000-595 Évora

Associação de Moradores do Bairro do Bacelo
Bairro do Bacelo - Praça Fernando Pessoa, 1
7000-695 Évora

Associação de Caça e Pesca do Degebe
Rua de S. Vicente, 1 – Vendinha
7200-042 S. Vicente do Pigeiro

Ass. Caçadores e Pescadores da Freguesia de Nª. Srª. da Tourega
Rua Giraldo Sem Pavor, 42
7000-093 Nossa Senhora da Tourega

Ass. Def. das Forças Armadas (Secção de Orientação)
Rua dos Penedos, 10-C
7000-531 Évora

Associação de Caçadores Desportivos e Ordenados de Évora
Rua Escusa Sacos, 2
Tlm.: 91 6787373
7000-723 Évora

Associação de Caçadores da Herdade da Falcoira
Bairro da Malagueira – Rua da Sobreira, 23
Tlm.: 96 2352223
7000-706 Évora

Ass. Caçadores e Pescadores da Freguesia Nª. Srª. de Guadalupe
Rua do Raimundo, 61
Telf.: 266 742742
7000-661 Évora

BTTorre – Grupo Desportivo de Bicicletas
Rua do Emigrante, 4
Telf.:266 721270 Fax.: 266 721130
7000-192 Torre de Coelheiros

Casa do Benfica em Évora
Zona Industrial da Horta das Figueiras, Talhão 12
Telf.: 266 747120 Fax.: 266 744579
Site: www.cbevora.com.sapo.pt
7000 Évora

Centro de Cultura e Desporto dos Salesianos
Av. S. João Bosco, 4
7000-766 Évora

Centro Juvenil Salesiano
Av. S. João Bosco, 4
7000-766 Évora

CEPA – Clube Eborense de Pesca ao Achegã
Rua 1º de Agosto, 5
Tlm.: 96 6177691
7000-969 Évora

Ciclotur
Bairro do Bacelo – Rua Cunha Rivara, 16 – r/c
Telm.: 917220215
7000-693 Évora

Clube de Badminton de Évora
Rua do Posto Médico, 35
Tlm.: 93 4252576 96 3256890

Clube Cultural e Desportos do Bairro de Almeirim
Rua Sebastião Mendes Dinis – Bairro de Almeirim
7000-690 Évora

Clube Trilhos do Alentejo
Bairro Maria do Rosário, 8 – Estrada do Redondo
7000-777 Évora

Clube Desportivo dos Álamos
Rua António José Couvinha, 15 – Urb. dos Álamos
Tlm.: 96 4715527 Fax.: 266 088878
7005-296 Évora

Clube de Tiro de Évora
Campo de Tiro do Monte da Cegonha- Monte das Flores
Telf.: 266 742954
Apartado 501
7006 Évora Codex

Clube de Ténis de Évora
Rua Embaixador Assis Chateaubrian – Bairro do Granito
Telf.: 266 744443
Site: www.terravista.pt
7000-716 Évora

Clube Eborense Amadores de Pesca Desportiva
Rua Vasco da Gama, 4
Telf.: 266 702595 Fax.: 266 742807

Clube de Rugby de Évora
Largo Alexandre Herculano, 8 – r/c
Telf/Fax.: 266 742575
Site: http://www.crevora.com
7000-501 Évora

Clube Futebol Eborense
Bairro Frei Aleixo
Telf.: 266 742452
7000 Évora

Externato Oratório S. José
Av. S. João Bosco, 4
Telf.: 266 736254 Fax.: 266 736 253

Escola de Futebol de Évora
Rua da Fé, 17 – Bairro da Malagueira
Telfs.: 266 731905 266 702538

Évora Andebol Clube
Rua de Machede, 53-A
Telf.: 266 702114
Site: www.eac.web.pt
7000-864 Évora

GOSMA – Grupo Orgulhoso de Ser Motard Alentejano
Rua Eng. Frederico Ulrich, 43
7005-101 Azaruja

G.D.C. Bairro Stº. António
Alameda das Amoreiras, 3 – Bairro Stº. António
Telf.: 266 701507
7000-724 Évora

G.D.C. Cruz da Picada
Bairro da Cruz da Picada, Lote 8 – Cave
Telf.: 266 083236 Fax.: 266 084119
7000-772 Évora

G.D.C.R. de Torre de Coelheiros
7000-192 Torre de Coelheiros

G.D.R. de S. Mamede
Rua das Fontes, 63
Telf.: 266 701879
7000-589 Évora

Grupo de Cicloturismo Azarujense
Rua Conde da Azarujinha, 3
7005-109 Azaruja

G.D.C. da Tourega
Rua Giraldo Sem Pavor
Tourega

G.D.R. Canaviais
Rua da Palmeira, 2 e 4, Canaviais Poente
Telf.: 266 761527 Fax.: 266 761527
E-mail.: gdrcanaviais@iol.pt
7005-481 Évora

Grupo Desportivo da Casa Pia
S. Bento de Cástris
Telf.: 266 760030 Fax.: 266 760031
7000-708 Évora

Grupo Desportivo Diana
Alcárcova de Cima, 5
Telf/Fax.: 266 707313
7000-842 Évora

Grupo Desportivo e Recreativo André de Resende
Escola EB 2/3 André de Resende – Av. Gago Coutinho
Telf.: 266 739560
7000-727 Évora

Grupo Desportivo S. Manços
7000-115 S. Manços – Évora

Grupo Desportivo e Recreativo Micaelense
Rua 5 de Outubro, 30
7005-763 S. Miguel de Machede

Grupo Desportivo Vendinhense
Rua 5 de Outubro
7200-042 S. Vivente do Pigeiro

Grupo União Recreio Azarujense
Rua João José Perdigão
Telf.: 266 977162
7005-119 Azaruja

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Segundo estudo da Universidade da Beira Interior - Évora entre as cidades com melhor qualidade de vida




Évora é uma das 20 cidades com melhor qualidade de vida em Portugal segundo revela a edição de 2009 do índice nacional da Universidade da Beira Interior (UBI), elaborado pelo Observatório Para o Desenvolvimento Económico e Social.
Para além de Évora, surgem nos 20 primeiro lugares cidades como Lisboa, Albufeira, Sintra, Porto, Cascais ou Oeiras. Segundo Pires Manso, professor catedrático da UBI e coordenador do trabalho no Observatório para o Desenvolvimento Económico e Social da UBI, “de uma forma geral não há grandes mudanças e o índice continua a mostrar um país a duas velocidades”.
“Os municípios do litoral destacam-se nos 20 primeiros e nos últimos lugares predominam os municípios do interior norte e alentejano”, sublinhou.
No caso particular de Évora registou-se uma substancial subida, já que comparativamente ao último estudo realizado em 2007, Évora estava na 31ª posição.
“Este índice reflecte a realidade do país”, recorrendo a meia centena de variáveis de 15 áreas como equipamentos (de comunicação, culturais ou outros), educação, ambiente ou dinamismo económico, entre outros.
A edição de 2009 do índice foi feita com base no anuário de 2006 do Instituto Nacional de Estatística, “o mais recente disponível”, enquanto a edição divulgada no último ano tinha por base o anuário de 2004.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

“Quiosque da Fada Palavrinha”


Abriu ao público, a partir da segunda quinzena de Julho, um quiosque da Fada Palavrinha nas Piscinas Municipais.

Com este quiosque pretende possibilitar às crianças, utentes do mesmo espaço, actividades lúdicas com o propósito de estimular o gosto pela leitura.

O referido equipamento será instalado numa das sombras da relva que se encontra por detrás das piscinas destinadas às crianças, onde decorrerão actividades à volta da leitura e dos livros.

Destas actividades salientam-se as animações de leitura, actividades da área da expressão plástica, uma mini-biblioteca com a possibilidade de requisitar um livro para se ler na toalha ou um jogo e ainda um espaço para os pais com jornais e revistas do dia.

Este projecto pretende assim, num espaço de lazer, fomentar nas crianças o gosto da leitura, procurando que a experimentem como uma boa ocupação dos tempos livres.

O funcionamento deste espaço terá o seguinte horário semanal: das 12 às 19 horas, durante os seguintes períodos: segunda quinzena de Julho; segunda quinzena de Agosto e primeira quinzena de Setembro. As Animações de Leitura serão de segunda a sexta-feira, iniciando-se por volta das 14horas.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Évora Fórum em Maio de 2010





Localização: Concelho de Évora, freguesia da Horta das Figueiras

Tipo: Stand-Alone (IZI), Retail Park e Shopping Center

ABL: 25.191m2 (IZI-2800m2, Retail Park-6000m2 e Shopping-16.391m2)

Zona de Influência: 79.000 habitantes numa área de 30 minutos do conjunto

Datas de abertura: IZI: 27 Abril 2008
Retail Park: Maio 2010
Shopping Center: Setembro 2011

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Novo Centro Comercial em Évora



Figueiras Retail Park,Evora
Area Bruta de Construção (excluindo estacionamento):63.000m2
Área Bruta Locável:24.000m2
No de lojas:
No de lugares de estacionamento:800
Data de inauguração:Sep. 2010
Lojas ancôras:Outlet retail boxes

domingo, 26 de julho de 2009

Autarca anuncia mais três fábricas

O Presidente da Câmara de Évora, José Ernesto D'Oliveira, anunciou este domingo que estão previstas mais três fábricas para o parque aeronáutico do concelho.

As três unidades, uma portuguesa e duas estrangeiras, serão subsidiárias da fábrica da construtora aeronáutica brasileira Embraer, cuja primeira pedra será lançada esta manhã pelo primeiro-ministro, José Sócrates.

'As negociações são concretas. Estamos neste momento a recolher informações e as empresas estão a estudar as condições financeiras', afirmou o autarca.

As duas fábricas da Embraer, a construir no parque aeronáutico de Évora até 2011, representam um investimento 148 milhões e serão dedicadas ao fabrico de componentes, asas e caudas de avião, e assistência técnica aos jactos Legacy 450 e 500, construídos pela empresa brasileira. As duas unidades irão criar cerca de 1500 postos de trabalho, 570 dos quais directos.

Alexandre M. Silva